22 Abr 17

Gostei

 

Do dérbi. Jogo emotivo, muito disputado, cheio de intensidade, com posse de bola repartida e resultado em aberto até ao fim. Eis a verdadeira festa do futebol.

 

Da atitude dos nossos jogadores em campo.  O Sporting entrou muito bem e já estava a vencer aos 5'. Quase toda a equipa não poupou esforços nem energias. Vários jogadores terminaram esgotados este clássico lisboeta.

 

De Adrien. Marcador do golo leonino, de grande penalidade. Chamado a converter o penálti, fê-lo da melhor maneira. Durante todo o resto do jogo foi ele quem mais puxou pela equipa, ganhando segundas bolas, abrindo linhas de passe e nunca desistindo de lance algum. E condicionou muito a acção de Pizzi. Destaco-o como o melhor em campo.

 

De Coates. Grande partida do internacional uruguaio, sempre muito concentrado, sem um só deslize, antecipando-se sempre aos adversários. Voltou a demonstrar que é o líder absoluto da defesa leonina.

 

De Gelson Martins. Uma vez mais, protagonizou os melhores pormenores técnicos do onze leonino. Fez várias incursões com sucesso pelo seu flanco, concluídas com centros infelizmente desperdiçados pelos seus colegas. Mereciam melhor conclusão.

 

De Paulo Oliveira. Surgiu hoje como titular, substituindo Rúben Semedo. Sólido, seguro, ágil, acorreu sempre com eficácia às dobras na ala esquerda, apesar de não ser a zona do terreno onde se movimenta com mais confiança. Nota muito positiva.

 

De alguns jogadores adversários. Boa exibição de Pizzi, que desta vez resistiu a jogar com as mãos, e de Lindelof, que marcou um grande golo de livre directo sem a menor hipótese de defesa para Rui Patrício. Concretizando a única hipótese real de marcar alcançada pela sua equipa neste dérbi.

 

Do apoio dos adeptos. Estádio cheio, com 48.765 espectadores. Ambiente vibrante e entusiástico, na linha dos grandes clássicos, e sem qualquer esmorecimento por parte das hostes leoninas.

 

De ver tanta gente satisfeita. Até teve graça ver os adeptos do SLB festejarem efusivamente o pontinho conseguido em Alvalade.

 

 

Não gostei

 

Do empate (1-1). Tivemos mais oportunidades de golo e não soubemos aproveitá-las. O resultado, perante o nosso mais velho rival, deixa-nos insatisfeitos.

 

De Alan Ruiz. Esteve muito apagado, sem a dinâmica nem o acerto de passe a que vinha habituando os adeptos nos últimos jogos. Fez uma falta desnecessária e absurda da qual resultou o livre que daria o único golo do Benfica.

 

De Bryan Ruiz. Jorge Jesus deixou-o fora do onze titular. Entrou só aos 65', substituindo Alan Ruiz, mas não teve qualquer influência no desempenho colectivo do Sporting. Lento, hesitante, preso de movimentos, continua a ser uma sombra do que já foi.

 

Dos nossos laterais. Como vem sendo costume.

 

De ver Bas Dost desta  vez em branco. Conquistou um penálti logo aos 4', mas não foi ele a marcá-lo: Adrien encarregou-se dessa missão, com sucesso. O holandês podia ter marcado aos 48', mas cabeceou por cima, e também aos 53', mas a bola saiu ao lado.

 

Das substituições tardias. O treinador demorou demasiado a refrescar a equipa, numa altura em que já era evidente o esgotamento de vários jogadores. Podence entrou tarde para render Bruno César, só aos 80'. Campbell entrou ainda mais tarde, para substituir o extenuado Gelson Martins: apenas aos 88'.

 

Do regresso de Carrillo a Alvalade. O peruano ficou fora da opção inicial do treinador encarnado, que só o fez entrar quase no fim do jogo. Com ele, o Benfica passou a jogar com dez: nulidade absoluta.


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21 Abr 17

Está quase. O mais ansiado clássico da temporada começa a jogar-se amanhã em Alvalade, a partir das 20.30. Com arbitragem de Artur Soares Dias.

Quais são os vossos prognósticos para este Sporting-Benfica?


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02 Abr 17
Equipa pequena
Pedro Correia

Leio na imprensa de hoje que adeptos, jogadores e dirigentes do FC Porto festejaram o empate de ontem da sua equipa na Luz.

Digam o que disserem, não me convencem: festejar empates é uma atitude própria de equipas pequenas. De resto, quando o treinador Nuno Espírito Santo deixou no banco André Silva - que vinha de marcar um golo e fazer uma assistência frente à Hungria, pela selecção nacional - num desafio desta dimensão deu logo sinal que vinha jogar para o empate.

Balanço do clássico: chegaram ao bairro de São Domingos de Benfica só a dependerem deles próprios. Saíram de lá sem essa condição e esse privilégio. E mesmo assim festejaram.

Contentam-se com muito pouco.


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06 Fev 17
#aculpanaofoidopalhinha
Francisco Chaveiro Reis

O Sporting perdeu no Dragão. Não estava à espera. Estava optimista e mais fiquei quando vi Nuno a apostar em cinco homens de características ofensivas num jogo à chuva. Desconfiei da chamada de Matheus, que me parece que vai ser o próximo Gelson mas está sem ritmo, mas mantive-me optimista. O problema foi quando o jogo começou e sofremos dois golos de Soares. Palhinha falhou nos dois mas também Marvin e Semedo também. Este trio fez um jogo ao lado mas a culpa é sempre do treinador. Ponto. Tal como o mérito de lançar Esgaio, Podence e Alan, foi seu. Para bem e para o mal, a culpa é de Jesus. Ele que nos valha. Se não for esta, que seja na próxima época. 

PS: Palhinha será titular do Sporting, na próxima época. Só não será nesta porque ainda lá anda William. 


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A diferença
Pedro Correia

Nuno Espírito Santo tinha um novo jogador à sua disposição: Soares, vindo do V. Guimarães. Fê-lo jogar de início. Valeu a pena: foi o marcador dos dois golos do FC Porto. Um reforço aproveitado.

 

Jorge Jesus tinha dois novos jogadores à sua disposição: Francisco Geraldes e Podence, recém-vencedores da Taça CTT ao serviço do Moreirense. Manteve o primeiro no banco e só fez entrar o segundo aos 80 minutos. Dois reforços desaproveitados.

 

Ao analisarmos o clássico de sábado, este é um aspecto fundamental a ter em conta para explicar a derrota do Sporting no Dragão. Mais importante do que quase tudo o resto.


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 Foto: Hugo Delgado/Lusa

 

Ao contrário do que disse Jorge Jesus - lançando as culpas da derrota para Palhinha, como anteriormente fizera com Adrien e William Carvalho - só há um culpado no desaire do clássico: o próprio treinador do Sporting.

 

Uma vez mais, Jesus montou mal a equipa. Não passa pela cabeça de ninguém lançar como titular Matheus Pereira, que só tinha jogado uns minutos frente ao Paços de Ferreira, deixando no banco Alan Ruiz, que se evidenciara na posição de segundo avançado nas partidas mais recentes. 

Esse lugar era naturalmente dele, como ficou bem demonstrado na substituição operada pelo técnico ao intervalo, fazendo deslocar para a ala esquerda Bryan Ruiz, que ali rende muito mais.

Cumpre perguntar por que motivo Jesus não fez alinhar assim a equipa de início, concedendo 45 minutos de avanço ao FC Porto.

Também é indispensável questionar o treinador sobre o motivo que o leva ainda a apostar no medíocre Marvin, que nunca devia ter vindo para o Sporting, quando na ausência de Bruno César - lesionado - aquela posição é feita com óbvia vantagem por Ricardo Esgaio, adaptado à lateral esquerda. Foi, de resto, isso que ocorreu a partir do minuto 57. Fazendo-nos pensar o que teria sucedido se Esgaio alinhasse de início.

 

Está a chegar o momento de Jesus fazer um sonoro e solene mea culpa perante os adeptos e sócios do Sporting. Não pela derrota no Dragão mas por esta época paupérrima, em que seguimos num periclitante terceiro lugar, vemos seis equipas com menos golos sofridos no campeonato e apenas nos resta lutar com Braga e Guimarães por um lugar de acesso ao playoff da Liga dos Campeões.

A nossa paciência tem limites.


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05 Fev 17
ver o jogo sem estar a ver o jogo
Pedro Boucherie Mendes

Por boas razões ontem não deu para ver o clássico. 
Mas deu para ir vendo no Live Score e no Twitter. 
E para ir testemunhando o nervoso dos benfiquistas em meu redor. 
Apesar de racionalmente ser-lhes favorável que o Porto perdesse, pareciam gostar de cada vez que o Sporting sofria um golo, numa mistura de nervoso miudinho, odiozinho de sempre ao SCP e (sobretudo) alívio por verem que o Sporting não ficava mais perto deles nem que fosse por algumas horas. 


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"O FC Porto foi melhor na primeira parte porque o João Palhinha não levou o guião certo para se poder enquadrar com o que estava a acontecer. Perdeu-se durante meia-hora e isso foi fatal para nós. Ao intervalo recompusemos a estrutura em função do que queríamos, anulámos o FC Porto a nível ofensivo e marcámos um golo (...) O Matheus já tinha sido lançado num jogo contra o FC Porto. Tinha o Joel e o Bruno lesionados e não tinha muitas soluções para o lugar. É um jovem e lembro que hoje jogámos com seis da formação, 10 nos 20 convocados. Isto paga-se. Como o caso do Palhinha. Estamos a dar um passo atrás para dar dois à frente."

 

Jesus culpa Palhinha pela derrota. Jesus não é líder. Jesus culpa jogador da formação. Jesus não assume erros. Jesus peca. Jesus falha. Jesus 6,7, 20 milhões época. Jesus devia ser substituído por treinador argentino. Jesus devia dar a cara. Jesus é o diabo. Diabo é Jesus. Judas do Jesus. Jesus na cruz, já!

E agora tiramos o som - risos - e ficamos a olhar, mas sem som. Pão vai-se tendo, e o circo está montado. Os flautistas vão tocando, enfeitiçando-nos com a melodia. E seguimos sem ver para onde nos querem levar e como nos querem levar. Destino: enfraquecer Bruno de Carvalho, despedir Jesus e voltar ao "Croquetismo sportinguista" - Benfica e Porto voltam a mandar no futebol, e os outros tipos voltam a mandar o Sporting para sétimo lugar, ou pior, para a inexistência.

Tenho para mim não fazer eco das palavras dos pasquins desportivos. Tanto é o veneno que sai daquelas folhas que ao simples lamber do dedo, para virar a página, saímos contaminados - julgando-nos mortos. E este é um exemplo. Quem quer perceber, percebe. Quem não quer, continue a esfregar as mãos à espera do carrasco que nos vai levar de vez. O projecto em curso tem de ir avante, se sonhamos nos tempos próximos dominar - com transparência, verdade, e mérito desportivo - o futebol nacional.

E para isso os jogadores da formação não podem ser endeuzados, ao ponto de não poderem ser alvo de críticas do treinador. Têm de ser responsabilizados, quando falham com culpa, para aprenderem com os seus erros. Foi o caso de hoje, nos dois golos. Durante trinta minutos Palhinha encenou a peça errada. Porque assim que afinou, demos um banho de táctica e de futebol jogado. E embora não tenha sido suficiente para trazer os três pontos, uma certeza trouxemos: temos futuro!

Agora não o deitem a perder.


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04 Fev 17

Jorge Jesus gosta de inovar. E geralmente sai asneira. Voltou a acontecer esta noite, no estádio do Dragão. Com três jogadores ausentes - William castigado, Bruno César e Campbell lesionados - o técnico fez alinhar no onze titular dois jogadores sem o menor entrosamento colectivo nem rotina competitiva no plantel leonino: Palhinha para a posição de médio defensivo, Matheus Pereira para extremo esquerdo.

O problema é que não se tratava de um jogo qualquer: disputava-se um clássico, o FC Porto-Sporting, e neste desafio a nossa equipa apostava a última cartada nesta liga 2016/17. Era um jogo de tudo ou nada. Jogo que começámos a perder logo aos 6', oferecendo um golo à equipa adversária. Aos 40', o FCP ampliava a vantagem e o intervalo chegava sem que o Sporting tivesse feito um só remate.

Na segunda parte Jesus mexeu três vezes na equipa - e sempre para melhor. Fez entrar Alan Ruiz logo no minuto inicial do tempo complementar, substituindo Matheus com larga vantagem. Aos 57', Esgaio passou a alinhar na lateral esquerda, substituindo o medíocre Marvin. E aos 80' Podence rendeu Palhinha, que teve uma prestação esforçada mas sofrível.

Estas três mudanças tornaram ainda mais inexplicáveis as opções iniciais do técnico - sobretudo quando Alan Ruiz marcou um grande golo com um remate de meia-distância, aos 60', fazendo tremer os portistas. Era caso para perguntar por que motivo o argentino permaneceu os primeiros 45 minutos sentado no banco.

O Sporting dominou toda a meia hora final, embora sem conseguir mais golos. Aos 57', Adrien rematou à barra após jogada exepcional de Gelson Martins. E no instante derradeiro Casillas travou um fulgurante cabeceamento de Coates, à queima-roupa, com uma defesa do outro mundo.

Caía o pano. E caíam também as últimas esperanças para o Sporting neste campeonato para esquecer. Ou para lembrar.

 

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RUI PATRÍCIO (5). Sem culpas nos golos, em que voltou a ser traído pela habitual incúria dos seus colegas, não foi muito solicitado. No quarto de hora final procurou acelerar a construção do jogo com pontapés longos.

SCHELOTTO (5). Costuma correr muito, mas raramente com acerto. Voltou a ser apanhado diversas vezes desposicionado, o que já não surpreende. Mas anulou algumas investidas de Brahimi pelo seu flanco.

COATES (6). Esteve no pior, ao falhar a intercepção a Soares no segundo golo, e no melhor, com dois excelentes remates na sequência de cantos. O segundo, mesmo no fim do jogo, levava selo de golo. Casillas defendeu.

RÚBEN SEMEDO (4). Batido em velocidade por Soares no segundo golo portista, ocupava o mesmo sector do terreno que o colega uruguaio, o que revela descoordenação entre os centrais. Corte providencial aos 75'.

MARVIN (2). Displicente, abriu avenidas que procurou compensar com faltas. Corona fez-lhe um nó no primeiro golo. Aos 29' já tinha um amarelo. Aos 55' merecia ter recebido outro. Jesus deu-lhe ordem de saída logo a seguir.

PALHINHA (4). Estreia num clássico pela equipa principal. Acusou nervosismo na posição habitual do ausente William. Tem culpas evidentes no primeiro golo, desposicionado no segundo. Melhorou na segunda parte. Saiu aos 80'.

ADRIEN (6). Talvez o mais inconformado dos sportinguistas, percorreu quase o campo todo procurando abrir linhas de passe para os colegas. É cada vez mais um polivalente. E também remata. Aos 57' fez a bola embater na barra.

GELSON MARTINS (7). Marcado por Alex Telles na primeira parte, soltou-se na segunda. Protagonizou jogada de excelência aos 57', ultrapassando quatro adversários. O lance do golo começa nos pés dele. Aos 66' rematou por cima.

MATHEUS PEREIRA (4). Sem rotinas, foi lançado como factor surpresa por Jesus no onze titular leonino. Tinha tudo para dar errado. E deu mesmo: o jovem esforçou-se mas sem sucesso. Acabou por sair ao intervalo.

BRYAN RUIZ (6). Exibição regular do costarriquenho, com bons apontamentos em que evidenciou a sua qualidade técnica. Evidenciou-se na marcação de cantos e livres. Só causou perigo aos 49', com um cabeceamento à baliza.

BAS DOST (5). O seu melhor momento aconteceu numa recepção de bola aos 60', seguida de passe que funcionou como assistência para o golo de Ruiz. De resto o holandês esteve sempre dominado pela muralha defensiva do FCP.

ALAN RUIZ (7).  Entrou demasiado tarde, só na segunda parte. Imprimiu dinamismo à equipa mal entrou em campo, com passes muito bem medidos. Aos 60' marcou o golo leonino com um forte remate de meia-distância.

ESGAIO (6). Entrou muito bem aos 57, para o lugar de Marvin. Excelente arrancada pelo corredor esquerdo culminada com um cruzamento milimétrico aos 66'. Boa recuperação aos 89'. Bem melhor do que o holandês.

PODENCE (6). Estreia absoluta na equipa principal, aos 80', já na fase em que o Sporting tentava quase em desespero empatar a partida. Grande passe longo aos 84', bom lance indiividual aos 89', excelente centro aos 90'. Promete.


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Não gostei

 

Da derrota no Dragão. Dissemos esta noite definitivamente adeus às hipóteses ainda remotas de disputarmos o título ao perdemos 1-2 com o FC Porto. E também praticamente já nos despedimos do acesso directo à Liga dos Campeões quando ainda faltam 14 jornadas para o fim. Seguimos a nove pontos do FCP e a sete (possivelmente a dez) do SLB.

 

Das invenções de Jorge Jesus. Após dois jogos com a frente de ataque aparentemente estabilizada, com Alan Ruiz a jogar atrás de Bas Dost, o treinador voltou a improvisar: deixou o argentino no banco e fez entrar como titular o jovem Matheus Pereira, que até agora apenas tinha jogado 4 minutos no campeonato. Consequência: oferecemos a primeira parte à equipa adversária. A equipa teve de ser refeita ao intervalo.

 

Do primeiro tempo. Uma nulidade. De tal maneira que o primeiro remate enquadrado à baliza, da nossa parte, ocorreu apenas aos 49'.

 

Do nosso descalabro defensivo. Mais dois golos sofridos, mais dois golos oferecidos. No primeiro, aos 6', Palhinha deixa Soares movimentar-se à vontade para abrir o marcador. No segundo, aos 40', os centrais estão demasiado adiantados e são ambos batidos em velocidade pelo mesmo jogador da equipa adversária.

 

Da lentidão leonina. Durante grande parte da partida, toda a organização de jogo do Sporting decorreu de forma denunciada e previsível, sempre pelas alas, permitindo que o FC Porto tivesse tempo suficiente para se colocar de prevenção. Bas Dost praticamente não recebeu uma bola disponível na grande área.

 

De três ausências. William Carvalho esteve ausente por castigo. Bruno César e Joel Campbell, lesionados, também ficaram de fora. Todos fizeram falta.

 

Do lamentável balanço da nossa equipa. Em dez jogos disputados fora de casa para o campeonato, até agora só conseguimos vencer três. Uma estatística típica de equipa pequena, não de equipa grande.

 

 

Gostei

 

Da segunda parte. Nos últimos 45 minutos dominámos, fomos claramente superiores. E o Sporting foi a única equipa a marcar. Devíamos ter despertado mais cedo.

 

De Alan Ruiz. O argentino - que vinha com exibições em crescendo - ficou desta vez fora do onze titular. Inexplicavelmente, entrou só na segunda parte. Ainda a tempo de marcar um grande golo, aos 60'. O seu golo de estreia pelo Sporting no campeonato. Com ele em campo, a equipa melhorou muito. Na qualidade de passe, na manobra ofensiva, na vocação atacante. Para mim, foi ele o sportinguista que hoje mais se destacou.

 

De Gelson Martins. Protagonista da melhor jogada do desafio, quando dribla quatro adversários e coloca a bola nos pés de um colega - Adrien, que rematou à barra. Iam decorridos 57 minutos, o Sporting fazia tremer o público afecto ao FCP no estádio do Dragão.

 

De Adrien. Desta vez sem William, seu habitual parceiro no eixo do terreno, voltou a ser o dínamo da equipa, nunca dando uma jogada por perdida e ligando muito bem as linhas, dando profundidade ao jogo leonino. Merecia ter vindo pelo menos com um empate do Porto. A bola que mandou à barra coroou um exibição muito positiva.

 

Da estreia de Podence. O jovem atacante da formação leonina, recém-chegado de um empréstimo ao Moreirense, esteve pouco mais de dez minutos em campo. Tempo suficiente, no entanto, para protagonizar vários lances de qualidade. Não custa vaticinar que ascenderá a curto prazo à titularidade. Talento para isso não lhe falta, como ainda agora se comprovou.


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Contemos com ele!
José da Xã

Sei que JJ não o convocou, mas ainda assim acredito que vai jogar.

Por isso conto com ele para dar ao Sporting mais um boa vitória.

É castelhano e chama-se Iker Casillas.

Insisto que conto com ele! E vocês?


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02 Fev 17

Estamos em acelerada contagem decrescente para mais um clássico. O FC Porto-Sporting disputa-se a partir das 20.30 deste sábado, com árbitro ainda incógnito no momento em que escrevo estas linhas.

Quais são os vossos prognósticos para esta partida, que promete ser decisiva para as duas equipas?

 

Adenda às 12.32: o árbitro será Hugo Miguel.


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12 Dez 16

Não gostei

 

Da derrota. Precisávamos de ganhar este jogo para ultrapassar o Benfica e atingir a liderança do campeonato. Objectivo gorado: nem um ponto trouxemos do estádio da Luz. Derrotados 1-2, vemos o nosso principal rival ficar agora à distância de cinco pontos e fomos ultrapassados pelo FC Porto. Azarados à 13.ª jornada

 

Do árbitro. Actuação péssima de Jorge Sousa, que teve influência directa no resultado do clássico ao fazer vista grossa em duas jogadas de grande penalidade cometidas por jogadores do Benfica (Pizzi e Nelson Semedo) que dominaram a bola com a mão. No primeiro caso, o prejuízo para o Sporting foi ainda maior pois desse lance nasce o contra-ataque que resulta no primeiro golo encarnado.

 

Da falta de fair play do público. Durante todo o jogo os adeptos benfiquistas arremessaram cartolinas em direcção ao banco do Sporting e aos nossos jogadores sempre que iam marcar pontapés de canto. Inadmissíveis manifestações antidesportivas que não podem passar sem uma severa palavra de condenação.

 

Da falta de eficácia da nossa equipa. Fomos superiores em quase tudo neste confronto: tivemos mais posse de bola, mais ataques, mais remates, mais cantos. Faltou-nos superar a prova mais decisiva: sermos eficazes no último passe. Sem golos não há vitórias. E sem vitórias não há troféus.

 

Dos nossos laterais. Marvin, batido em velocidade, falha a dobra do central, e permite a Salvio movimentar-se à vontade no lance do primeiro golo do SLB. João Pereira, no segundo golo, desorienta-se na marcação e deixa-se antecipar por Jiménez. É cada vez mais evidente que os nossos laterais são as peças mais fracas no onze titular leonino.

 

De Bryan Ruiz. O costarriquenho é hoje uma pálida sombra do que foi na última temporada. Lento, apático, previsível, sem intensidade competitiva, anda a necessitar de uma prolongada cura no banco dos suplentes. Teve responsabilidade directa no lance do segundo golo, em que desistiu de acompanhar Nelson Semedo e parou, ficando a observar o jogo. Um comportamento inaceitável num desafio desta importância.

 

Das substituições. Jorge Jesus deixou Bruno César no balneário ao intervalo, mantendo em campo o inoperante Bryan Ruiz. Depois trocou o costarriquenho pelo inócuo Alan Ruiz, quando devia ter feito avançar André. Finalmente, quando mandou enfim entrar o brasileiro, trocou-o por Bas Dost, desguarnecendo assim a nossa frente de ataque quando precisávamos mais que nunca do ponta-de-lança holandês para marcar um golo. Não consegui entender.

 

 

Gostei

 

Da atitude dos nossos jogadores. Sem complexos nem temores, o Sporting dominou o jogo - sobretudo na segunda parte, remetendo o Benfica para o seu meio-campo. Quase todos os profissionais leoninos merecem uma palavra de elogio. As excepções já foram referidas mais acima.

 

De Campbell. Queriam um reforço? Aí o têm. Só não entendo por que motivo Campbell não alinhou de início. Jesus deu-lhe ordem para avançar na segunda parte e mal entrou o campo o costarriquenho abanou o jogo, criando sucessivos desequilíbrios. Serviu exemplarmente Bas Dost em dois primorosos lances da ala esquerda - um dos quais deu origem ao nosso golo. Foi pena que tivesse jogado só 45 minutos. Para mim foi o melhor em campo.

 

De Bas Dost. Voltou a marcar: já soma oito golos neste campeonato. E ainda mandou um petardo ao poste, na sequência de um centro de Campbell. Merecia que este lance também tivesse terminado em golo.

 

De Adrien. O nosso capitão voltou a ser o dínamo da equipa, demonstrando uma fibra e uma garra dignos de aplauso e elogio. Pareceu sempre o mais inconformado com o resultado negativo: nunca foi por ele que o Sporting baixou os braços. Aos 88', foi derrubado por Luisão à entrada da grande área do SLB: daria um livre muito perigoso contra o Benfica, que o árbitro não assinalou.

 

Do espectáculo. Foi um jogo intenso, emotivo e bem disputado, apenas estragado pela péssima actuação da equipa de arbitragem. Espero que Jorge Sousa não volte a arbitrar tão cedo uma partida do Sporting.


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11 Dez 16

Rescaldo do Benfica-Sporting, esta noite na TV:

 

Alexandre Pais (comentador, Record)

«Assim se conclui que o Sporting não merecia ter perdido e que tem motivos de queixa do árbitro? Sem dúvida.»

Bernardino Barros (comentador, TVI 24)

«Duas grandes penalidades por assinalar. O primeiro lance foi ainda mais grave porque penalizou duplamente o Sporting: foi na sequência desse lance que surgiu o golo do Benfica em contra-ataque. Má arbitragem de Jorge Sousa, que adulterou o resultado.»

Dani (comentador, TVI 24)

«Pizzi tocou na bola com o braço. (...) Nelson Semedo pôs o braço na bola. Foram grandes penalidades.»

David Borges (comentador, SIC Notícias)

«Parece que a mão direita de Pizzi toca na bola. (...) O braço de Nelson Semedo alarga-se, pode haver grande penalidade.»

Duarte Gomes (ex-árbitro, SIC Notícias)

«Não é normal o mesmo jogador, na mesma jogada, tocar na bola duas vezes. Num segundo momento, Pizzi parece controlar a bola com o braço direito num movimento deliberado. Pareceu-me penálti. Depois o Nelson Semedo usa o braço para cortar a bola. Outro penálti por marcar.»

Joaquim Rita (comentador, SIC Notícias)

«O movimento de Nelson Semedo amplia a zona de impedimento de progressão da bola. Do meu ponto de vista é penálti, claramente. Também no outro lance [de Pizzi] houve uma grande penalidade por marcar contra o Benfica.»

Jorge Faustino (ex-árbitro, TVI 24)

«É inequívoco que é penálti [de Pizzi] e o árbitro não podia ter deixado de ter visto o lance.»

José Guilherme Aguiar (comentador, SIC Notícias)

«Ficaram dois pontapés de penálti por assinalar. O árbitro teve influência no resultado devido a estes dois erros graves que aconteceram.»

Luís Pedro Sousa (jornalista, Record)

«O Sporting não teve a sorte do jogo e foi penalizado pelas decisões mais importantes de Jorge Sousa.»

Manuel Fernandes (comentador, SIC Notícias)

«Tanto o Benfica como o Sporting não mereciam uma arbitragem desta natureza. No lance do Pizzi, ele [Jorge Sousa] está de frente; no lance do Nelson Semedo ele está no enfiamento, sem ninguém à frente. Os penáltis são flagrantes.»

Marco Ferreira (ex-árbitro, Record)

«Nelson Semedo cortou a bola com o braço direito, dentro da área do Benfica. Apesar de ter o braço junto ao corpo, o lateral direito dos encarnados fez o movimento deliberado em direcção á bola, quando procurou impedi-la de chegar à baliza.»

Miguel Guedes (comentador, RTP 3)

«O Sporting foi prejudicado neste jogo. (...) No primeiro lance parece-me evidente que Pizzi está a olhar para a bola e se não ajeita da primeira vez com o braço ajeita da segunda vez com a mão.»

Pedro Sousa (comentador, TVI 24)

«As grandes penalidades são evidentes. Claro que tiveram influência no resultado.»

Rodolfo Reis (comentador, SIC Notícias)

«É um grande penálti! [Pizzi] tem as mãos abertas, faz volume, a bola bate-lhe, ele domina-a, é penálti.»

Rui Pedro Brás (comentador, TVI 24)

«É penálti claríssimo [de Nelson Semedo], sem espinhas. Erro grosseiro da equipa de arbitragem.»

Rui Santos (comentador, SIC Notícias)

«O segundo lance é indiscutível: há um abrir do braço do Nelson Semedo e, portanto, há claramente a intenção de jogar a bola com a mão.»

Vítor Serpa (jornalista, A Bola)

«Há dois lances para penalty na grande área do Benfica. E se, no primeiro, de Pizzi, ainda se admite a interpretação, embora errada, do árbitro, no segundo, de Nelson Semedo, não há lugar a qualquer dúvida.»

Texto actualizado


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Coisas e loisas
José Navarro de Andrade

O primeiro golo do desafio é o retrato da época: não se marcam penalties na Luz à equipa da casa. Se houvesse dúvidas, a cena repetiu-se na segunda parte.
Quanto ao Sporting, tanto este como o outro golo do adversário têm a assinatura de Zeegelaar. O melhor presente de Natal que poderíamos receber era que este bandalho nunca mais envergasse a camisola do Sporting.
Bem estiveram os adeptos locais a fazerem do relvado um caixote do lixo. É a sua índole.


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Faltam sete horas.


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10 Dez 16

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09 Dez 16

É já depois de amanhã, domingo, a partir das 18 horas, no estádio do Benfica. O primeiro grande embate dos dois maiores rivais do futebol português em nove meses, arbitrado por Jorge Sousa.

Quais são os vossos prognósticos para este Benfica-Sporting?


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30 Ago 16
A época da fruta
Alexandre Poço

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29 Ago 16
O dia seguinte
Pedro Correia

Bernardo Ribeiro, Record: «Longe de ter sido uma grande partida de futebol, o confronto de Alvalade mostrou duas equipas com ideias de jogo muito diferentes, casos bem decididos e o triunfo do melhor conjunto, ainda que para isso tenha tido de saber sofrer até ao fim. As lágrimas de Slimani, decisivo mesmo de saída, foram o bónus para os adeptos leoninos.»

 

João Sanches, O Jogo: «Antes desse tiro [de Gelson, a marcar o segundo golo] já os verdes e brancos tinham mão na partida, porque o "cérebro" William, atrás, com liberdades concedidas pelo miolo contrário, teve espaço e tempo para pôr a equipa a carburar, combinando rápido no meio e forçando pelos flancos. E assim prosseguiria o homem que virou o tabuleiro, juntando a isso inúmeras recuperações e até incursões na área azul e branca. Se o mercado estava a vê-lo, cuidado...»

 

José Manuel Delgado, A Bola: «O Sporting apresentou-se contra o FC Porto fortíssimo, mandou quase sempre na partida e promete a solidez que lhe faltou na época passada, comprometendo as ambições da equipa. E ainda deve ser trazida aqui à colação a fantástica dinâmica que existe em Alvalade entre a equipa e os adeptos. O estádio do Sporting está transformado num vulcão, onde os adversários sentem o calor da paixão leonina. Um caso muito sério.»


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O momento crucial do Sporting X FCP de ontem acabou por acontecer cerca dos 20’ da 3ª parte, já estávamos nós nas bifanas.
Antes assistíramos a dois episódios decisivos, em tudo contrários à tradição troiana do Sporting em que um qualquer cavalo de pau traz desagradáveis surpresas na barriga.
Nos primeiros 20’ viu-se Danilo a comer Ruiz com arroz, André André a entupir Adrien e o FCP a marcar um golo contra a nossa defesa de palas nos olhos, encadeado pelo sol. Um ou dois ajustes de fine tunning de Jesus e passámos a mandar no jogo.
Nos 15’ iniciais da 2ª parte o Sporting reduziu o meio campo do Porto a um bando de canários (que lindo amarelo traziam eles vestido, em vez do habitual padrão de barracas de praia); entra então em cena o canoro Tiago Martins, apitando faltas, faltinhas e faltolas, cada vez que os nossos recuperavam uma bola, até virar a corrente do jogo.
Em face destes dois contratempos deu-se um fenómeno extraordinária em Alvalade: a equipa recompôs-se com maturidade, tino e segurança e nunca nas bancadas estivemos com o coração nas mãos como era nossa antiga sina. Todos tinham a cabeça no lugar, todos sabiam o seu lugar no campo e até o hamletiano Zeegalaar, que hesita e procrastina cada vez que lhe calha a bola nos pés, dava mostrar de saber o que fazer. Os jogadores do Sporting ressudavam tranquilidade, determinados em serem campeões como se o final do campeonato fosse já amanhã.
Só na conferência de imprensa Jorge Jesus revelou a verdadeira provação que a equipa viveu durante a semana: sempre debaixo de fogo do mercado de transferências com cada um dos jogadores alvo dos agentes-snipers; um ambiente de deixar as cabeças à roda, os nervos em franja e descontrolar o ânimo do mais austero.
Os piadéticos que peroram sobre as “vicissitudes do jogo” e especulam sobre o que deveria ter acontecido depois de tudo ter acabado, já sabíamos que eram tolos graças ao aforismo: “os diletantes discutem táctica, os profissionais falam de logística.” Também já se sabia que o futebol tem a forma de um iceberg: o que se vê no jogo resulta da enorme massa de treino escondida dos olhares.
Por isso as declarações de Jesus converteram esta simpática vitória num épico insuspeito.


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28 Ago 16

Saímos de Alvalade com uma sensação de plenitude. Vimos um bom jogo, intenso e emotivo. E vimos a nossa equipa vencer mais um clássico - o sexto em sete partidas desde que Jorge Jesus foi contratado para treinador.

A vitória por 2-1 frente a um FCP mais sólido do que aquele que derrotámos a 2 de Janeiro para a Liga 2015/16 resultou de um exibição muito convicente - superior àquilo que indicia o resultado final, construído ainda na primeira parte após a turma portista ter estado a vencer.

Excelente organização colectiva da equipa leonina, com vários jogadores em excelente nível - quase a fazer esquecer já a ausência de João Mário, entretanto contratado pelo Inter. Não é fácil destacar um como melhor em campo, mas realço a presença combativa de Slimani, autor do nosso primeiro golo. Provavelmente o último que marcará pelo Sporting, pois despediu-se em lágrimas do público que o aplaudia sem reservas no fim da partida.

Aplausos bem merecidos para um dos maiores goleadores que vestiram a camisola verde e branca neste século. Ainda não partiu e já temos saudades dele.

 

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RUI PATRÍCIO (7). Sofreu o primeiro golo deste campeonato, logo a abrir a partida, quando tinha o sol de frente e terá sido encadeado num lance de bola parada. Sem culpas neste lance, esteve em grande nível durante todo o jogo.

JOÃO PEREIRA (7). Não tem a energia de outros tempos, mas é um jogador cada vez mais racional. E combativo como sempre. Travou duelos constantes na sua ala e venceu a maioria deles. Com fibra leonina.

COATES (7). Outra exibição muito segura do central uruguaio com intervenções decisivas em diversos lances. Destaque para dois cortes consecutivos aos 54' e outro aos 71'. Dá solidez à equipa com a sua boa leitura de jogo.

RÚBEN SEMEDO (8). Impressiona como um jogador tão jovem tem já tanta maturidade competitiva. Todos os cortes lhe saíram bem e até pareciam fáceis - mesmo quando não eram. Grande qualidade na reposição de bola.

MARVIN (6). Foi o elemento mais apagado do nosso quarteto defensivo, sobretudo na primeira parte, em que por vezes se atrapalhou com a bola. Cresceu de rendimento no segundo tempo, saldando-se por uma exibição positiva.

WILLIAM CARVALHO (8). Foi um gigante nos confrontos individuais no meio-campo. E desta vez ousou diversas incursões pelo sector mais ofensivo. Cabeceou muito bem na sequência de um canto, mas Casillas negou-lhe o golo.

ADRIEN (8). Parece desdobrar-se em múltiplas acções de comando nas zonas mais diversas do campo. É o maestro indiscutível do nosso onze, mesmo quando aparenta algum cansaço, como hoje sucedeu perto do fim do jogo.

BRUNO CÉSAR (7). Nunca dá um lance como perdido, o que faz dele um elemento muito valioso no nosso plantel. Bom executante de lances de bola parada. Num livre, atirou ao poste. Da recarga viria o segundo golo. Saiu aos 90'.

BRYAN RUIZ (6). Muito marcado por Danilo, que lhe tolheu os movimentos, teve pouca posse de bola e não foi o desequilibrador a que nos habituou. Redimiu-se na jogada do segundo golo, assistindo Gelson Martins. Saiu aos 69'.

GELSON MARTINS (8). Pode ser o sucessor de João Mário e trabalha para isso: não se limita a brilhar na ala: já faz boas incursões para o eixo. Autor da recarga no primeiro golo e marcador do segundo, aos 26'. Substituído aos 69'.

SLIMANI (8). Marcou o primeiro golo (14') e teve excelente actuação no plano táctico, em pressão constante sobre a defesa, nunca deixando o FCP organizar-se a partir de trás. Alvalade tributou-lhe uma sentida e merecida homenagem.

CAMPBELL (7). Entrou aos 69' sob intensos aplausos de boas-vindas neste jogo de estreia com a camisola verde e branca. Correspondeu à expectativa com bons apontamentos, sobretudo no plano técnico. Temos reforço.

BRUNO PAULISTA (6). Entrou aos 69' com a missão de refrescar o meio-campo e desempenhou com brio a tarefa que lhe foi confiada. Vê-se no entanto que ainda lhe faltam rotinas que só virão quando tiver mais tempo de jogo.

CARLOS MANÉ (6). Jesus mandou-o entrar aos 90' para segurar a bola com a sua reconhecida mestria técnica. O jovem vice-campeão europeu sub-21 cumpriu, confirmando uma vez mais que o técnico pode confiar nele.


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Gostei

 

Da vitória. Triunfo indiscutível do Sporting no primeiro clássico da temporada. Vencemos e convencemos, com clara supremacia da nossa equipa frente ao FC Porto treinado por Nuno Espírito Santo.

 

Da reviravolta. Não é fácil virar o jogo perante uma equipa como o FCP estando a perder logo aos 8'. Mas o Sporting fez isso, com determinação e consistência, partindo para o intervalo já a vencer por 2-1, com dois golos marcados em doze minutos. O resultado manteve-se até ao apito final.

 

Da exibição. O Sporting apresentou em campo um onze maduro, sólido, seguro, confiante. Um onze construído à imagem e semelhança de Jorge Jesus.

 

Da intensidade do jogo. Partida emotiva, cheia de lances de ataque continuado e consistente. Um clássico que honrou os pergaminhos da modalidade.

 

De Slimani. Alguns imbecis especulavam antes deste desafio sobre o ânimo de Slimani, que já estaria "ausente" de Alvalade, considerando que já estaria com a cabeça noutro local, e que certamente iria "poupar-se" para preservar eventuais lesões. A exibição do avançado argelino provou o contrário: conquistou o livre que nos valeu o primeiro golo, marcado por ele (14'); foi sempre o primeiro jogador a perturbar o início da manobra ofensiva portista; forçou os defesas adversários a estar em alerta permanente. No final da partida despediu-se em lágrimas, sob fortíssima ovação, neste que terá sido o seu último jogo pelo Sporting. Despede-se com uma vitória. Sai pela porta grande: elejo-o como o melhor em campo num desafio em que quase todos os nossos jogadores estiveram muito bem.

 

De Rúben Semedo. Exibição de cinco estrelas do jovem formado na nossa Academia. Cortou tudo quanto havia para cortar no nosso reduto defensivo e repôs a bola em jogo sempre com qualidade e precisão. Exemplar o modo como travou uma investida perigosa de Herrera aos 16'. É já, sem a menor dúvida, um dos melhores centrais do futebol português.

 

De Adrien. Outra actuação de gala a pautar o jogo leonino e a incutir ânimo aos colegas do princípio ao fim. Podia ter marcado, com um grande remate aos 32': Casillas travou-o com uma defesa difícil.

 

De William Carvalho. Energia inesgotável do nosso maior recuperador de bolas, que se revelou um obstáculo intransponível à progressão dos jogadores portistas. Fez um cabeceamento letal a que Casillas correspondeu com a defesa da noite (56'). O nosso campeão europeu teria merecido este golo.

 

De Gelson Martins. Participou na construção do primeiro golo, com uma recarga quase vitoriosa a que Slimani deu o melhor desfecho, e marcou o segundo com um bom disparo. Progride de jogo para jogo. E ganha cada vez mais confiança à medida que Jesus vai apostando nele como titular.

 

Da estreia de Joel Campbell. O jogador costarriquenho, recém-contratado, estreou-se a meio da segunda parte e teve bons apontamentos encostado à ala direita, tanto a atacar como a defender. O público gostou e não lhe regateou aplausos.

 

De ver a nossa equipa invicta. Três jogos, três vitórias: estamos na liderança do campeonato com todo o mérito.

 

De ver as bancadas cheias. Hoje fomos 49.399 espectadores em Alvalade. Uma das maiores assistências de que há memória no nosso estádio.

 

Do estado do terreno. Temos enfim um relvado em bom nível. Já era tempo. E merece elogio especial.

 

 

 

Não gostei

 

Do golo portista. Ocorreu muito cedo e começou por gelar o estádio. Mas o gelo rapidamente derreteu perante a óptima réplica dos nossos jogadores.

 

Do resultado tangencial. Face à exibição da nossa equipa, acabou por saber a pouco.

 

Das expulsões. O árbitro Tiago Martins, muito nervoso nesta estreia a apitar um clássico, confundiu autoridade com autoritarismo ao expulsar o nosso treinador e o médico do Sporting, Frederico Varandas. Jorge Jesus já foi expulso mais vezes em apenas um ano no Sporting do que nos seis anos em que esteve no Benfica. Não há coincidências.

 

Da ausência de João Mário. O nosso campeão europeu já não está no Sporting. Mas a equipa não se ressentiu desta lacuna, o que confirma a sua maturidade e constitui uma homenagem suplementar que devemos fazer a esta equipa comandada por Jorge Jesus.


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O que faltou ao adversário
Francisco Chaveiro Reis

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27 Ago 16

Há algo que me custa observar num estádio de futebol e que se prende com aquele adepto que numa determinada partida achou por bem levar a sua excelsa a ver pela primeira vez um jogo de futebol.

Acreditem, não há pior. Ela nunca vai perceber em 90 minutos todas as nuances do Desporto-rei e ele não consegue ver o jogo com a atenção devida! Aquilo são perguntas atrás de perguntas e o pior é que o adepto fica completamente inibido de expressar-se com o calão que o adversário ou o árbitro merecem.

Deste modo, caros adeptos, aceitem este conselho: se a sua esposa, namorada, companheira ou simples amiga nunca foi à bola… também não a leve amanhã, pois a nossa equipa necessita do apoio de todos nós!


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Um azar nunca vem só...
Francisco Chaveiro Reis

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Esperemos que o autocarro do FCP tenha mais uns furos amanhã.


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26 Ago 16

Primeiro clássico da temporada: o Sporting vai receber o FC Porto este domingo, a partir das 18 horas, com arbitragem de Tiago Martins. Um jogo que promete emoções fortes.

Este espaço abre-se agora aos vossos prognósticos. Não se acanhem.


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01 Mai 16

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Fui ao Porto e voltei. Saí de manhã, aproveitei o dia pela zona do Dragão (tempo esplêndido), voltei à noite com os três pontos, e a memória de um grande Sporting.

A entrada foi atribulada e parte dos adeptos do Sporting entraram com o jogo já a decorrer. Enfim, clássicos a rever. Fiquei na caixa, na jaula, no que lhe quiserem chamar. Cantou-se, incentivou-se, saltou-se e gritou-se bastante três vezes. 

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Do Dragão: gostei do estádio, dizem-me que com o frio não é agradável, mas ontem não esteve frio. Do lugar onde estava, vi relativamente bem o jogo e a saída foi bastante tranquila.

No campo, o grande Sporting, o príncipe João Mário e seus companheiros. Estava tudo bem. Quem me conhece sabe que não entro em conversas de arbitragens, para bem ou para mal. Eu quero é ver golos e o Sporting ganhar, de preferência. Eu quero é ver o João Mário passar três jogadores e oferecer o golo a Slimani, o Slimani saltar isolado e marcar de cabeça, ter a lei da vantagem, o Bruno César perceber João Mário e arriscar. Goloooooo!

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O terceiro golo. Depois de de se reclamar falta sobre Slimani, o jogo seguir e dar em golo, só podia acontecer histeria. Assumamo-lo: o terceiro golo foi a histeria nas bancadas. Por ser o terceiro, por poder significar um matar do jogo, por vermos a bola passar Casillas e a linha tão devagar que tudo podia acontecer, por nem acreditarmos num golo assim. Foi a loucura na arquibancada visitante.

Fui com amigas, encontrei amigos. Os nossos "vizinhos" dos blogs Bancada de Leão e A Norte de Alvalade são já dois amigos que gosto de rever em jogos do Sporting. Ficam as selfies da praxe.

Em suma, foi a minha estreia no Dragão, e não podia ter corrido melhor.

A reter, duas coisas: continuamos na luta, e sábado despedimo-nos dos jogos em Alvalade este campeonato. Enchemos o estádio para o aplauso que merece esta rapaziada? #euvoulaestar


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30 Abr 16
Cão sofre.
João Caetano Dias

 A seguir ao penalty que deu o empate ao Porto, não quis ver mais.

 

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O Sporting faz 2-1 e ele espreita para a TV.

 

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O Porto tenta empatar. Esconde-se. Não quer ver.

 

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Acabou!

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Sexto clássico da temporada disputado pelo Sporting, quinta vitória leonina. Conseguida ao fim da tarde de hoje num estádio do Dragão a rebentar pelas costuras mas que se foi despovoando à medida que os minutos se escoavam, sobretudo depois de termos ampliado a nossa vantagem, cifrando o resultado em 3-1. Desde 1975/76 que não vencíamos os dois jogos do campeonato ao FC Porto - o que diz muito sobre o nosso desempenho nesta Liga prestes a terminar.

O resultado reflecte a clara superioridade dos Leões em campo, com excelentes exibições de João Mário (para mim o melhor em campo), Slimani (mais dois golos, somando já 26) e Adrien, uma actuação muito consistente de Wiliam Carvalho e Rui Patrício evidenciando grande forma. O triunfo começou a ser construído ainda cedo, aos 25', e ao intervalo vencíamos por 2-1. O desfecho da partida nunca chegou a estar verdadeiramente em causa, apesar da boa réplica que a equipa comandada por José Peseiro nos foi dando em certas fases do desafio.

Com este triunfo atingimos 80 pontos na Liga 2015/16 - mais 13 do que os portistas e mantendo a distância do líder, SLB. Faltam dois jogos para terminar o campeonato. Dois jogos que serão disputados como verdadeiras finais.

 

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RUI PATRÍCIO (7). Uma defesa decisiva logo aos 7', transmitindo confiança à equipa. Voltou a evidenciar excelente forma noutras intervenções: aos 47', 74' e mesmo no fim da partida, já no segundo minuto do tempo extra.

SCHELOTTO (7). Já titular indiscutível como lateral direito, onde revela indiscutível dinâmica - não só no apoio ao ataque como na recuperação defensiva. Muito atento às coberturas. Grande centro aos 32': Slimani quase marcou.

COATES (7). Em destaque no eixo defensivo. Cortes oportunos aos 20', 42', 76', 80' e 90'. Protagonizou duas jogadas polémicas: uma resultou num penálti discutível sobre Brahimi, outra podia ter gerado uma grande penalidade sobre Aboubakar.

RÚBEN SEMEDO (7). Atento, dobrou bem os colegas dos flancos quando progrediam no terreno. Voltou a revelar bons apontamentos técnicos e segurança na reposição de bola, contribuindo para a nossa boa organização colectiva.

MARVIN (6). Menos ousado nas subidas no terreno do que Schelotto, revelou solidez e concentração na cobertura defensiva, combinando bem com os colegas do seu bloco. Compensa em concentração o que ainda lhe falta em rotinas.

WILLIAM CARVALHO (8). Serviu de travão às incursões adversárias no corredor central, forçando os portistas a procurar as alas. Recuperou várias bolas e passou-as quase sempre bem. O nosso primeiro golo nasce de um desses passes.

ADRIEN (8). O maior desequilibrador do meio-campo, funcionando com a categoria a que nos habituou. Alarga sempre o jogo leonino, como hoje ficou bem patente. Excelente abertura aos 32', originando uma das melhores jogadas do desafio.

JOÃO MÁRIO (9). Exibição superlativa, coroada com duas assistências para golo - aos 23', servindo Slimani com um cruzamento perfeito, e aos 85', lançando Bruno César com sucesso. Podia ter marcado logo aos 5'. Próximo da perfeição.

BRYAN RUIZ (7). Actuação esforçada, mas consistente, sem vedetismos. Foi dele a assistência para o segundo golo de Slimani, aos 44'. Quase repetia a dose aos 69': Casillas travou o argelino. Desempenhou boas missões defensivas.

TEO (6). O mais discreto dos nossos homens da frente. Procurou muito a bola, baralhou marcações, tentou servir bem os companheiros, mas sem a acutilância revelada noutros jogos. Cedeu o lugar a Bruno César aos 81'.

SLIMANI (9). É já o segundo melhor rematador do Sporting num campeonato deste século. Estreou-se hoje como artilheiro no Dragão, bisando. Forçou Casillas a soberbas defesas aos 32' e 69'. Quanto mais marca mais quer marcar.

BRUNO CÉSAR (6). Jogou pouco mais de dez minutos mas foi quanto bastou para ser um dos protagonistas do encontro. Aos 85' marcou o terceiro golo com o seu pé-canhão (o esquerdo). Casillas ajudou, fazendo um frango.

GELSON MARTINS (-). Rendeu Bryan Ruiz aos 90', só para queimar tempo quando ao Sporting já só interessava segurar a vantagem confortável no marcador.

PAULO OLIVEIRA (-). Regressou à equipa, meses depois, mas nem chegou a tocar na bola. Esteve apenas um minuto em campo, tendo entrado para o lugar de João Mário.


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Gostei

 

De vencer mais um clássico. Foi a nossa quinta vitória da temporada frente às duas outras equipas consideradas grandes do futebol português. Uma vitória categórica fora de casa frente ao FC Porto, por 3-1. Uma vitória que gelou o Dragão - onde não ganhávamos há nove anos para o campeonato.

 

De João Mário. Uma partida fantástica do nosso internacional que hoje jogou essencialmente como ala direito, confirmando-se como o melhor jogador jovem do campeonato português - e também o melhor em campo neste clássico. Fez duas excelentes assistências para golo: aos 23' (o primeiro) e aos 85' (o terceiro).

 

De Slimani. O grande artilheiro desta ponta final da Liga 2015/16, sem sombra de dúvida. Hoje voltou a marcar mais dois golos: o segundo, de cabeça, foi extraordinário. Já soma 26: é o segundo melhor marcador do Sporting deste século, só ultrapassado por Jardel em 2001/02. E promete não ficar por aqui.

 

De Adrien. Outra grande exibição, deixando já antever um promissor Campeonato da Europa em França, onde será certamente titular. Fez tudo bem, como obreiro essencial da nossa organização colectiva. E com uma forma física invejável.

 

De William Carvalho. Também ele contribuiu - e de que maneira - para o indiscutível domínio leonino na faixa central do terreno, complementando as actuações de Adrien e João Mário. Foi ali mesmo que o Sporting começou por vencer este desafio.

 

De Rui Patrício. Teve defesas decisivas ao longo da partida. Aos 7', após recarga. Aos 47', num remate à queima-roupa. Aos 74', travando muito bem um livre directo. Transmitiu confiança à equipa.

 

Da qualidade global do jogo. Foi um verdadeiro clássico, intenso e emotivo, disputado com grande velocidade. Um bom espectáculo de futebol.

 

Da superioridade leonina. Fomos superiores em quase todas as etapas do jogo, excepto nos dez minutos que se seguiram ao golo solitário do FC Porto, obtido de grande penalidade. Com determinação, força de vontade e clara supremacia técnica.

 

Do factor sorte. Desta vez esteve do nosso lado. Com uma bola do FCP ao poste (por Herrera aos 7') e outra à barra (por Sérgio Oliveira aos 51').

 

Do entusiástico apoio dos adeptos leoninos. Alguns milhares de espectadores pintaram de verde as bancadas do Dragão e nunca deixaram de puxar pela nossa equipa.

 

De termos conservado a distância de dois pontos em relação ao SLB. Ultrapassámos o obstáculo mais difícil desta recta final da Liga, mantendo intactas as nossas aspirações ao título. O campeonato vai disputar-se palmo a palmo até ao fim. É, desde já, um dos mais renhidos de sempre.

 

De termos superado mais um marco. Nunca tínhamos ganho dois clássicos fora no mesmo campeonato. Superámos mais esta barreira. Com cinco golos marcados (três ao SLB, dois ao FCP) e só um sofrido (hoje, de penálti).

 

 

Não gostei

 

Do cartão mostrado a Adrien aos 73'. Uma jogada casual, como há centenas de outras em todas as jornadas, foi sancionada com amarelo por Artur Soares Dias. Não havia necessidade.

 

Da descrença do público afecto ao FC Porto. Mal Bruno César marcou o terceiro golo do Sporting, iam decorridos 85 minutos, registou-se uma debanda geral no Dragão. Interrogo-me se entre esses adeptos estaria o Miguel Sousa Tavares, que há quatro dias garantia no jornal A Bola: "Sosseguem, benfiquistas, o FC Porto vai travar o Sporting."


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Um dia importante
António Manuel Venda

Há quem ande por aí a dizer que será o Porto a decidir o campeonato, mas não creio que possa decidir alguma coisa. O Sporting é que tem de decidir, resta saber se decidirá bem. Em disputa contra uma equipa relativamente fraca mas que consegue ganhar quase sempre nem que seja das formas mais disparatadas (o actual líder da classificação), seria preciso não falhar hoje à tarde, só que sobre isso nada se pode dizer por agora. O Sporting já falhou inúmeras vezes esta época sem que se perceba bem o que aconteceu. Vendo pelo valor das equipas, deveria ter perdido no máximo uns quatro pontos. Quando as coisas pareceram complicar-se (empate em Guimarães, com aquela patética figura do William no fim a dizer que continuávamos em primeiro), eu apostei num empate com o Benfica em casa para manter os estragos minimamente controlados, mas nem isso aconteceu. Acho que o treinador não percebeu bem as coisas (sendo indiscutivelmente o melhor, tem alturas em que perde um bocado a noção da realidade). Hoje será sempre um dia importante, dependendo do resultado (vitória do Sporting, continua a disputa até ao fim; outro resultado, José Peseiro passa à história com o único treinador ligado a dois campeonatos mal perdidos pelo Sporting, um a mandar – ? –, outro apenas a observar).

 


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Mood da manhã
Marta Spínola

Sr. Anastácio, em "O leão da Estrela":

Vou pro Porto, vou pro Porto."


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02 Abr 16

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A. A nota cor Sporting vale 100 euros; a cor Benfica 10 euros.

B. Num campeonato a três entre os três primeiros (Benfica, Sporting e Porto).

O Benfica teria três pontos: derrotas com Porto na 5ª e na 22ª jornada, com um golo marcado e três sofridos: derrota com o Sporting na 8ª jornada, 0-3 e uma magra vitória na 25ª jornada por 1-0 num jogo em que um jogador de penteado peculiar esteve prestes a inutilizar o capitão da Costa Rica para a prática do futebol [os tais três pontos] , portanto, Benfica, quatro jogos, três derrotas.

O Sporting teria sete pontos (falta o jogo da 32ª jornada; vamos considerar um empate a zero) os resultados com o Benfica já vimos e uma vitória sobre o Porto, à 15ª jornada por 2-0.

Recapitulando, uma vez que estamos em posse de todos os resultados:

1º Sporting; 7 pontos # 5 golos marcados / 1 golo sofrido

2º Porto; 7 pontos # 3 golos marcados / 3 golos sofridos

3º Benfica; 3 pontos # 2 golos marcados / 6 golos sofridos

C. A Liga Portuguesa, até agora, tem 27 jornadas completas e uma 28ª incompleta, vou considerar já a 28ª jornada para esta contabilização.

Até agora, teve quatro líderes isolados:

1º O Arouca na 2ª jornada

2º O Sporting da 8ª à 13ª jornada

3º O Porto na 14ª jornada

4º O Sporting da 15ª à 24ª jornada

5º O Benfica da 24ª à 28ª jornada

Líderes isolados:

1º Sporting - 15 jornadas, até agora

2º Benfica - 5 jornadas, até agora (mesmo que lidere até final final não tem possibilidade de alcançar o Sporting [nem com todos os "vouchers" do mundo])

3º Arouca e Porto - 1 jornada, cada, até agora.

Voltamos ao princípio, 100 euros melhor que 10 euros.


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03 Mar 16

Vem aí mais um clássico, que também é um dérbi. O Sporting-Benfica, a jogar a partir das 20.45 de sábado, com arbitragem de Artur Soares Dias.

Tenho a maior curiosidade em saber quais são os vossos prognósticos para este desafio.


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12 Fev 16
Claudicam
Pedro Correia

É um padrão já estabelecido: não ganham um jogo grande. Vão em cinco clássicos nesta temporada: foram derrotados em todos. Com nove golos sofridos e apenas dois marcados.

Claudicam, portanto, nos momentos decisivos. E ninguém claudica tanto como o "goleador" que nestes confrontos continua sem marcar. Nem um golito para amostra, chova ou faça sol. Esta noite lá voltou ele a meter a viola no saco. 


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03 Jan 16

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A vitória do Sporting no clássico de ontem era fundamental para a consolidação do estatuto de candidato ao título. Acontece que a leonina mentalidade ganhadora imposta por Jorge Jesus, de que os vizinhos de Carnide já foram vitimas por três vezes, ainda não tinha sido posta à prova num desafio com o Futebol Clube do Porto, que sem dúvida possui o mais caro conjunto de jogadores alguma vez participante num campeonato nacional. 

Duas notas mais: 1º - Espera-se que Fernando Santos preste atenção àquele assombroso triângulo de meio campo composto por Adrien Silva, William Carvalho e João Mário. 2ª -  À 15ª jornada o Sporting exibe-se no 1º lugar da tabela classificativa com a defesa menos batida do campeonato - onde pontua uma jovem certeza que é Paulo Oliveira - um facto para relevar também à atenção do seleccionador nacional.


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E vão quatro
Pedro Correia

9 de Agosto: vitória sobre o Benfica (1-0, Supertaça)

 

25 de Outubro: vitória sobre o Benfica (3-0, campeonato)

 

21 de Novembro: vitória sobre o Benfica (2-1, Taça de Portugal)

 

2 de Janeiro: vitória sobre o FC Porto (2-0, campeonato)


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Gostei

 

Da vitória. Triunfo claro sobre o FC Porto num clássico que confirmou todas as expectativas. Ganhámos por 2-0 e estivemos mais próximos do 3-0 (com uma bola ao poste e outra à barra) do que os portistas de marcarem o golo de honra.

 

Do nosso domínio. O Sporting foi sempre a melhor equipa em campo, sem discussão. Impôs um jogo acelerado, em pressão alta e fluxo contínuo, com perfeita organização colectiva.

 

Do ambiente em Alvalade.  Esta noite estivemos 49.382 em Alvalade. Estádio cheio, ambiente vibrante, atmosfera digna da melhor festa do futebol.

 

De Slimani. Marcou dois golos (26' e 85'), poderia ter marcado um terceiro (rematou à barra aos 64') e foi incansável na construção da vitória. Fez um centro perfeito para o remate de Bryan Ruiz aos 69'. Até se envolveu com frequência na manobra defensiva, sem egoísmos de qualquer espécie. Merece o título de melhor em campo. E leva dez golos já facturados neste campeonato.

 

De Adrien. O pulmão da equipa, o estratego do nosso onze. Sempre em jogo, sempre a ler bem as incidências da partida, sem falhar um passe. Foi um elemento crucial desta importante vitória. Merecia ter marcado: aos 70' atirou ao poste,com um disparo após assistência de Gelson Martins.

 

De João Mário. Neste jogo tudo lhe saiu bem. Começou por dar o mote com duas jogadas excelentes no flanco esquerdo (aos 16' e 37') que nos fizeram saltar das bancadas. Baralhou continuamente as marcações, dando um toque suplementar de classe à exibição leonina. Aos 64' fez uma assistência perfeita para Slimani, que cabeceou à barra.

 

De Bryan Ruiz. Foi uma das surpresas de Jorge Jesus para este jogo, actuando com liberdade de movimentos no eixo central, à frente de Adrien, quando se esperaria Montero naquela posição. Como sempre, pertenceram-lhe alguns dos lances com maior requinte técnico. Mas a cereja em cima do bolo foi a soberba assistência que fez para o segundo golo de Slimani, com um passe a rasgar a defesa portista.

 

De Rui Patrício. Teve duas intervenções decisivas: a primeira aos 19', quando saiu dos postes sem a menor hesitação, anulando uma cavalgada de Aboubakar; a segunda aos 32', fazendo a mancha com toda a eficácia quando tinha pela frente o mesmo jogador.

 

De Naldo. Fez a sua melhor exibição de verde e branco. Impecável no eixo da defesa: cortou tudo quanto havia a cortar. Terá agarrado de vez a titularidade nesta partida.

 

De ver o nome do novo patrocinador estampado nas camisolas. A lembrar-nos do excelente negócio que o Sporting fez com o operador televisivo vizinho de Alvalade.

 

De começar o ano desportivo da melhor maneira. A vencer, naturalmente.

 

De ver o Sporting novamente no topo da classificação. Recuperámos o nosso lugar natural, na liderança do campeonato, após só uma semana na segunda posição. Queremos manter-nos em primeiro. Queremos ser campeões, como esta noite milhares de vozes entoaram no estádio.

 

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Não gostei

 

De William Carvalho. Apático, desligado, sem ritmo, a falhar passes e a perder bolas. Destoou do resto da equipa com uma exibição irreconhecível.

 

Da tardia entrada em campo de Aquilani. O italiano só entrou aos 88'. Para render Adrien. Devia ter aparecido mais cedo, substituindo William.

 

Do treinador do FC Porto. Lopetegui passou o tempo a gesticular como um actor de filmes burlescos e a gritar aos jogadores. Transmite uma imagem de permanente intranquilidade que só pode contagiar a equipa.

 

Fotografias minhas, tiradas esta noite em Alvalade


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30 Dez 15

Vem aí mais um clássico: o Sporting recebe o FC Porto no próximo sábado, a partir das 20.45. Com arbitragem de Hugo Miguel.

Quais são os palpites para este jogo?


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