Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

O Muro de Lisboa

RP.jpg

 

Não há muito que eu tenha para dizer. Quando em casa com o Porto o nosso melhor jogador é o guarda-redes, isso mostra como foi. Também não tenho grande coisa para resmungar, os rapazes vindos lá de cima jogaram bem, na primeira parte impuseram-se, amarfanharam até. Na segunda parte nem tanto, que aquilo foi oscilando, podia ter "caído" para qualquer um dos lados. Mas, de facto, não se perdeu o jogo porque o Rui Patrício foi o Muro de Lisboa a que nos vem habituando. 

Jogo sem "casos" nem porradas, protestos e desvairos. Mau para os comentadores da bola, de que poderão agora falar?, que o árbitro Xistra passou por ali como se não fosse nada com ele. 

Algumas breves notas, para mais tarde, ao longo da época, confirmar: a) Jonathan Silva é um desamado no plantel. Mathieu, Coates, Battaglia, William, talvez mais, passam-lhe a bola em registo de biqueirada ou lá mais para a frente ou para trás dele. Os chutos saem directos pela lateral. O rapaz parece que falha, a gente incomoda-se. Uma cabala contra o jovem argentino? b) Gelson rodopia, imaginativo, deambula, passa, por vezes muito bem outras nem tanto, o que é normal. Mas há alguns jogos que não o vejo driblar/fintar/ladear um adversário, aquele célebre e tão necessário "ir para cima" do outro, e daí ir até à linha para passar/cruzar. Mero acaso ou está em vias de transformação, devido aos cuidados tácticos defensivos, mudando-se de grande extremo para mero bom jogador? c) não percebo nada de metodologia de treino mas se calhar treinar a marcação de cantos não seria desadequado. Não houve um que se aproveitasse; d) o banco do Sporting, afinal, é muito curto. Para tentar desfazer um 0-0 em casa Jesus fez uma substituição (a de Podence não conta). É óbvio que sente não ter opções.

A ver vamos nas próximas jornadas. Agora intervalo para selecções. O que será bom para quem está em "crise". Não é o nosso caso.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Dia de São Patricio empata a imaculada táctica de Conceição

Ontem em Alvalade, o Porto começou por vencer por falta de comparência o duelo dos africanos. Assim, enquanto os dragões apresentaram um tridente no ataque, formado por internacionais da Argélia, do Mali e dos Camarões, os leões preferiram manter no exílio, em Alcochete, um titular da selecção de Angola - acabadinho de realizar um hat-trick contra o líder do campeonato da 2ª Liga - , ao mesmo tempo que Doumbia, costa-marfinense, também esteve ausente dado ter-se lesionado numa actividade extracurricular relacionada com mergulhos.

Assim, consumou-se a segunda derrota do emblema do leão rampante em apenas dois dias, porque já na véspera Sérgio Conceição tinha batido Jorge Jesus nos "mind games", vulgo bate-boca, quando, usando de ironia fina, afirmou que tinha informado os seus jogadores que talvez fosse melhor poupar algum dinheiro ao clube, não fazendo a viagem para Lisboa, dado o treinador leonino ter dito que estava certo de que iria ganhar o jogo.

Neste transe, tenho de admitir que o empate verificado no campo foi lisonjeiro e soube a vitória, até porque entrámos em campo com apenas 10 jogadores e sem alternativa para Bas Dost, caso este se tivesse lesionado. Assim, o fantasma de Fábio Coentrão andou muito tempo a passear-se pelo relvado, apenas eclipsando-se por momentos quando acometido por umas súbitas mialgias. Já o espirito do "Bas Dost do ano passado" não parou um segundo de assombrar a mente dos nossos adeptos.

 

A equipa:

 

Rui Patrício - Oh Captain!, my captain!, em dia de visita de Adrien Silva, Rui foi simplesmente perfeito na passagem do testemunho. Na primeira parte, duas defesas no chão, perante tentativas de Brahimi e Aboubakar, e outra, no ar, por reflexo, a remate de Marega. De salientar, também, a atenção patenteada após uma "rosca" de Jonathan Silva, este já com a "cabeça feita num torno". Na segunda parte, ainda impediria Marega e Layún de marcarem, após mancha e estirada fotogénica, respectivamente. Uma das suas melhores exibições de sempre e garante do empate registado no final.

Nota: Dó Maior

 

Piccini - Se o jogo fosse um bolo-rei, Jonathan estaria cristalizado - como a fruta - e ao italiano calhar-lhe-ia a fava (Brahimi). No entanto, nunca virou a cara à luta até se impor definitivamente, com o apoio da ASAE, perdão, de Acuña, na segunda parte. Ajudou no ataque, ganhando alguns pontapés-de-canto e realizando diagonais interessantes já previamente testadas face ao Barcelona.

Nota: Sol

 

Coates - Não apontou nenhum golo na própria baliza e isso já lhe daria uma nota razoável, mas não se ficaria por aí realizando cortes providenciais que ajudaram a equipa a manter-se no jogo até ao fim. Voltou à sua condição de Ministro da Defesa, gerindo politicamente o cargo, delegando no seu Secretário de Estado, Jeremy Mathieu, o embate com as forças armadas inimigas.

Nota:

 

Mathieu - Insuperável por terra (recorrendo até ao carrinho) e, principalmente, pelo ar - em vários momentos pareceu ter asas - não tem nota máxima dado ter tido a maldade de expor de forma cruel as inúmeras insuficiências de Jonathan na saída de bola para o ataque. Razão: ter colocado a bola sempre um centímetro à frente daquilo que são as actuais (?) possibilidades do argentino.

Nota: Si

 

Jonathan - O argentino é esforçado - basta olhar para a sua cara, parecendo sempre um balão pronto a rebentar - mas manifestamente não tem vida para estas guerras. Com ele em campo, a lateral esquerda parece um produto da nossa imaginação, uma alucinação onde julgamos observar este jovem gaúcho que, não fora ser exasperantemente lento, não ter domínio e recepção de bola e falhar frequentemente no seu posicionamento, até poderia jogar no Sporting. Um bom centro à procura de Bas Dost evitou a nota mínima.

Nota:

 

Battaglia - A qualidade do seu passe neste jogo esteve ao nível das escolhas de Passos Coelho para as eleições autárquicas de ontem. Compensou com várias recuperações de bola, nomeadamente na segunda parte, quando o cansaço de companheiros e adversários fez emergir a sua imponente condição física.

Nota:

 

William - O Sir teve momentos arrepiantes, envolvendo escorregadelas comprometedoras em saídas para o ataque e na contenção defensiva, mas acabou como um dos mais influentes em campo, ajudando a equipa leonina a impor-se no meio campo e dominar a segunda parte do jogo. Aspecto a melhorar é o seu remate que continua ao nível do pontapé aos postes realizado pelos melhores médios de abertura do rugby mundial.

Nota: Sol

 

Bruno Fernandes - Muito marcado por Danilo e sempre com outro dos médios do Porto por perto, não teve grandes oportunidades para se mostrar. Denota cansaço, mais mental que físico, e isso ficou demonstrado quando, depois de ter roubado a bola a Danilo, entrou na área pela direita e podendo assistir Dost - isolado no centro - faltou-lhe discernimento e preferiu rematar de ângulo difícil por cima. 

Nota:

 

Gelson - Faz lembrar um disco de 33 r.p.m. tocado a 45 rotações por minuto. O seu jogo continua confuso, demasiado sôfrego, como se quisesse exprimir numa só jogada todo o leque de truques que aprendou na sua vida futebolística ou, voltando a recorrer ao cenário musical, como se - sendo já um artista consagrado - tentásse cantar todos os Greatest Hits de uma carreira em 15 segundos. O resultado é um amontoado de movimentos para a esquerda, para a direita, spins e o regresso, invariavelmente, à casa de partida, num "loop" de repetições que eterniza durante os 90 minutos. Precisa urgentemente de reencontrar a estabilidade psicológica que lhe permita voltar a mostrar o seu inegável talento.

Nota: Sol

 

Acuña - Estava o jogo no início, Jonathan e os outros voltaram as costas a uma bola que se perdia pela linha final no lado esquerdo da defesa leonina e eis que esta bate na bandeirola, suspense no estádio, mas Acuña foi o único que acreditou que tal pudesse acontecer e estava lá para evitar o pânico e aliviar a bola para o meio campo adversário. Esta jogada é paradigmática do que um jogo de futebol significa para este argentino: concentração máxima, espirito de missão, compromisso, atenção a todos os pormenores. A melhoria do Sporting na segunda parte muito se ficou a dever a ele, principalmente quando Jesus decidiu mudá-lo de flanco, opção que permitiu a Acuña constituir-se como precioso auxiliar de Piccini na missão de "secar" Brahimi. Grande raça, um dos melhores da equipa.

Nota:

 

Bas Dost - Lutou bravamente nos ares contra a aliança ibero-americana adversária, ganhando e perdendo bolas, mas nunca virando a cara à luta. Menos feliz nas combinações pelo chão com os colegas e ainda mais apagado nas antecipações aos defesas portistas nos cruzamentos. Neste último item perdeu três boas oportunidades, demorando a entender o que era requerido - surgir ao primeiro poste e desviar a bola para a baliza. Parece demorar a encontrar o seu alter-ego que aqui jogou na época transacta.

Nota:

 

Bruno César - Entrou a render o outro Bruno - Jesus, agora que o presidente está suspenso, continua a gostar de manter ao seu lado no banco um Bruno - e revelou-se uma agradável surpresa. Jogando muitas vezes de primeira, criou algumas auspiciosas oportunidades de exploração do flanco esquerdo do nosso ataque que não tiveram a continuidade devida (e fiquemos por aqui).

Nota: Sol

 

Podence - Jesus disse na conferência de imprensa que lhe deu 10 minutos, assim a modos como se pede a um patrocinador um relógio alegando que o nosso não está a funcionar bem. Oficialmente, entrou aos 89 minutos e esteve 2 minutos a assistir à preparação de um perigoso livre contra nós, pelo que ter-se-á mexido durante 2 minutos, suficiente para ter tocado uma vez na bola, insuficiente para tal poder ser considerado como uma oportunidade.

Nota: -

 

 

Tenor "Tudo ao molho...": Rui Patrício 

Os nossos jogadores, um a um

Outro empate do Sporting no campeonato - o segundo consecutivo. Desta vez em casa, frente ao FC Porto.

O primeiro clássico da temporada foi dominado na primeira parte pelo portistas, conseguindo o Sporting supremacia em largos períodos do tempo complementar. Mas o nulo inicial não chegou a ser desfeito.

Nota negativa para as fracas exibições de vários dos nossos jogadores. Ou por cansaço físico ou por acusarem em excesso a responsabilidade deste jogo.

Nota negativa também para a ausência de Fábio Coentrão do onze titular. Começa a ser intrigante - e preocupante - a condição física do lateral esquerdo.

Para mim o melhor dos nossos foi Rui Patrício.

 

............................................................................

 

RUI PATRÍCIO (8). O nosso guardião esteve ao seu melhor nível. Travou sempre com sucesso os duelos com os avançados adversários. Evitou três golos quase certos (40', 44', 79'). O melhor Leão em campo.

PICCINI (6). Travou um duelo duríssimo com Brahimi, que lhe deu sempre muita luta. Não se saiu mal neste combate com um dos extremos mais acutilantes do campeonato português.

COATES (6).  Exibição oscilante, mas com momentos de grande fulgor, nomeadamente quando fez um corte providencial. Sempre que pôde, ajudou a empurrar a equipa para a frente.

MATHIEU (7). Voltou a ser o melhor do quarteto defensivo. Ganhou todos os duelos com a bola no ar e revelou a habitual precisão de passe. Acabou o jogo a fazer também de lateral esquerdo improvisado.

JONATHAN SILVA (3). O pior desempenho do onze titular. No primeiro tempo, em especial, teve momentos desastrosos. Melhorou um pouco na segunda parte, quando actuou quase só como médio ala.

WILLIAM CARVALHO (7). Contribuiu para a boa organização leonina do segundo tempo ao recuperar bolas e colocá-las com visão estratégica nas posições mais avançadas. Revelou grande fulgor físico.

BATTAGLIA (4). A pior exibição do médio argentino desde que joga de verde e branco. Na primeira parte, em particular, quase nada lhe saiu bem. Nem passes, nem bolas disputadas, nem aceleração de jogo.

GELSON MARTINS (6). Procurou sempre dinamizar a equipa, mas abusou das fintas inconsequentes, com alguma falta de objectividade. No entanto, envolveu-se muito no processo defensivo. Sem acusar cansaço.

ACUÑA (5). Jogou em sub-rendimento, acusando desgaste físico. Mas foi sempre muito combativo, embora com manifesta crise de inspiração em determinados lances cruciais.

BRUNO FERNANDES (4). O nosso médio mais criativo ficou muito aquém do que esperávamos dele. Pior momento: quando desperdiçou a melhor oportunidade de marcar, aos 59'. Substituído aos 62'.

BAS DOST (5). Cinco jogos sem marcar. Com espírito de equipa, integrou-se no processo defensivo. Mas anda com défice de golos. Podia ter marcado aos 59', mas Bruno foi egoísta e não lhe passou a bola.

BRUNO CÉSAR (6).  Entrou aos 62', substituindo Bruno Fernandes, e acelerou o jogo, conferindo acutilância à ala esquerda, onde se integrou com desenvoltura na melhor fase do Sporting neste clássico.

PODENCE (-).  Entrou aos 90', substituindo Acuña. Opção inexplicável, quando precisávamos de marcar um golo e não de queimar tempo. Mal chegou a tocar na bola. 

Duas baixas para logo

Fábio Coentrão, uma vez mais com problemas físicos, deve ficar de fora do clássico de hoje. Uma ausência que se soma à de Doumbia, já conhecida.

Duas baixas importantes. No caso de Coentrão, já percebemos que o problema não é conjuntural: começa a tornar-se um padrão. O que o torna ainda mais preocupante. E nos reconduz às interrogações da pré-época.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do dérbi. Jogo emotivo, muito disputado, cheio de intensidade, com posse de bola repartida e resultado em aberto até ao fim. Eis a verdadeira festa do futebol.

 

Da atitude dos nossos jogadores em campo.  O Sporting entrou muito bem e já estava a vencer aos 5'. Quase toda a equipa não poupou esforços nem energias. Vários jogadores terminaram esgotados este clássico lisboeta.

 

De Adrien. Marcador do golo leonino, de grande penalidade. Chamado a converter o penálti, fê-lo da melhor maneira. Durante todo o resto do jogo foi ele quem mais puxou pela equipa, ganhando segundas bolas, abrindo linhas de passe e nunca desistindo de lance algum. E condicionou muito a acção de Pizzi. Destaco-o como o melhor em campo.

 

De Coates. Grande partida do internacional uruguaio, sempre muito concentrado, sem um só deslize, antecipando-se sempre aos adversários. Voltou a demonstrar que é o líder absoluto da defesa leonina.

 

De Gelson Martins. Uma vez mais, protagonizou os melhores pormenores técnicos do onze leonino. Fez várias incursões com sucesso pelo seu flanco, concluídas com centros infelizmente desperdiçados pelos seus colegas. Mereciam melhor conclusão.

 

De Paulo Oliveira. Surgiu hoje como titular, substituindo Rúben Semedo. Sólido, seguro, ágil, acorreu sempre com eficácia às dobras na ala esquerda, apesar de não ser a zona do terreno onde se movimenta com mais confiança. Nota muito positiva.

 

De alguns jogadores adversários. Boa exibição de Pizzi, que desta vez resistiu a jogar com as mãos, e de Lindelof, que marcou um grande golo de livre directo sem a menor hipótese de defesa para Rui Patrício. Concretizando a única hipótese real de marcar alcançada pela sua equipa neste dérbi.

 

Do apoio dos adeptos. Estádio cheio, com 48.765 espectadores. Ambiente vibrante e entusiástico, na linha dos grandes clássicos, e sem qualquer esmorecimento por parte das hostes leoninas.

 

De ver tanta gente satisfeita. Até teve graça ver os adeptos do SLB festejarem efusivamente o pontinho conseguido em Alvalade.

 

 

Não gostei

 

Do empate (1-1). Tivemos mais oportunidades de golo e não soubemos aproveitá-las. O resultado, perante o nosso mais velho rival, deixa-nos insatisfeitos.

 

De Alan Ruiz. Esteve muito apagado, sem a dinâmica nem o acerto de passe a que vinha habituando os adeptos nos últimos jogos. Fez uma falta desnecessária e absurda da qual resultou o livre que daria o único golo do Benfica.

 

De Bryan Ruiz. Jorge Jesus deixou-o fora do onze titular. Entrou só aos 65', substituindo Alan Ruiz, mas não teve qualquer influência no desempenho colectivo do Sporting. Lento, hesitante, preso de movimentos, continua a ser uma sombra do que já foi.

 

Dos nossos laterais. Como vem sendo costume.

 

De ver Bas Dost desta  vez em branco. Conquistou um penálti logo aos 4', mas não foi ele a marcá-lo: Adrien encarregou-se dessa missão, com sucesso. O holandês podia ter marcado aos 48', mas cabeceou por cima, e também aos 53', mas a bola saiu ao lado.

 

Das substituições tardias. O treinador demorou demasiado a refrescar a equipa, numa altura em que já era evidente o esgotamento de vários jogadores. Podence entrou tarde para render Bruno César, só aos 80'. Campbell entrou ainda mais tarde, para substituir o extenuado Gelson Martins: apenas aos 88'.

 

Do regresso de Carrillo a Alvalade. O peruano ficou fora da opção inicial do treinador encarnado, que só o fez entrar quase no fim do jogo. Com ele, o Benfica passou a jogar com dez: nulidade absoluta.

Equipa pequena

Leio na imprensa de hoje que adeptos, jogadores e dirigentes do FC Porto festejaram o empate de ontem da sua equipa na Luz.

Digam o que disserem, não me convencem: festejar empates é uma atitude própria de equipas pequenas. De resto, quando o treinador Nuno Espírito Santo deixou no banco André Silva - que vinha de marcar um golo e fazer uma assistência frente à Hungria, pela selecção nacional - num desafio desta dimensão deu logo sinal que vinha jogar para o empate.

Balanço do clássico: chegaram ao bairro de São Domingos de Benfica só a dependerem deles próprios. Saíram de lá sem essa condição e esse privilégio. E mesmo assim festejaram.

Contentam-se com muito pouco.

#aculpanaofoidopalhinha

O Sporting perdeu no Dragão. Não estava à espera. Estava optimista e mais fiquei quando vi Nuno a apostar em cinco homens de características ofensivas num jogo à chuva. Desconfiei da chamada de Matheus, que me parece que vai ser o próximo Gelson mas está sem ritmo, mas mantive-me optimista. O problema foi quando o jogo começou e sofremos dois golos de Soares. Palhinha falhou nos dois mas também Marvin e Semedo também. Este trio fez um jogo ao lado mas a culpa é sempre do treinador. Ponto. Tal como o mérito de lançar Esgaio, Podence e Alan, foi seu. Para bem e para o mal, a culpa é de Jesus. Ele que nos valha. Se não for esta, que seja na próxima época. 

PS: Palhinha será titular do Sporting, na próxima época. Só não será nesta porque ainda lá anda William. 

A diferença

Nuno Espírito Santo tinha um novo jogador à sua disposição: Soares, vindo do V. Guimarães. Fê-lo jogar de início. Valeu a pena: foi o marcador dos dois golos do FC Porto. Um reforço aproveitado.

 

Jorge Jesus tinha dois novos jogadores à sua disposição: Francisco Geraldes e Podence, recém-vencedores da Taça CTT ao serviço do Moreirense. Manteve o primeiro no banco e só fez entrar o segundo aos 80 minutos. Dois reforços desaproveitados.

 

Ao analisarmos o clássico de sábado, este é um aspecto fundamental a ter em conta para explicar a derrota do Sporting no Dragão. Mais importante do que quase tudo o resto.

A nossa paciência tem limites

jorge_jesus_foto_hugo_delgado_lusa1238394e[1].jpg

 Foto: Hugo Delgado/Lusa

 

Ao contrário do que disse Jorge Jesus - lançando as culpas da derrota para Palhinha, como anteriormente fizera com Adrien e William Carvalho - só há um culpado no desaire do clássico: o próprio treinador do Sporting.

 

Uma vez mais, Jesus montou mal a equipa. Não passa pela cabeça de ninguém lançar como titular Matheus Pereira, que só tinha jogado uns minutos frente ao Paços de Ferreira, deixando no banco Alan Ruiz, que se evidenciara na posição de segundo avançado nas partidas mais recentes. 

Esse lugar era naturalmente dele, como ficou bem demonstrado na substituição operada pelo técnico ao intervalo, fazendo deslocar para a ala esquerda Bryan Ruiz, que ali rende muito mais.

Cumpre perguntar por que motivo Jesus não fez alinhar assim a equipa de início, concedendo 45 minutos de avanço ao FC Porto.

Também é indispensável questionar o treinador sobre o motivo que o leva ainda a apostar no medíocre Marvin, que nunca devia ter vindo para o Sporting, quando na ausência de Bruno César - lesionado - aquela posição é feita com óbvia vantagem por Ricardo Esgaio, adaptado à lateral esquerda. Foi, de resto, isso que ocorreu a partir do minuto 57. Fazendo-nos pensar o que teria sucedido se Esgaio alinhasse de início.

 

Está a chegar o momento de Jesus fazer um sonoro e solene mea culpa perante os adeptos e sócios do Sporting. Não pela derrota no Dragão mas por esta época paupérrima, em que seguimos num periclitante terceiro lugar, vemos seis equipas com menos golos sofridos no campeonato e apenas nos resta lutar com Braga e Guimarães por um lugar de acesso ao playoff da Liga dos Campeões.

A nossa paciência tem limites.

ver o jogo sem estar a ver o jogo

Por boas razões ontem não deu para ver o clássico. 
Mas deu para ir vendo no Live Score e no Twitter. 
E para ir testemunhando o nervoso dos benfiquistas em meu redor. 
Apesar de racionalmente ser-lhes favorável que o Porto perdesse, pareciam gostar de cada vez que o Sporting sofria um golo, numa mistura de nervoso miudinho, odiozinho de sempre ao SCP e (sobretudo) alívio por verem que o Sporting não ficava mais perto deles nem que fosse por algumas horas. 

Um passo atrás para dar dois à frente

"O FC Porto foi melhor na primeira parte porque o João Palhinha não levou o guião certo para se poder enquadrar com o que estava a acontecer. Perdeu-se durante meia-hora e isso foi fatal para nós. Ao intervalo recompusemos a estrutura em função do que queríamos, anulámos o FC Porto a nível ofensivo e marcámos um golo (...) O Matheus já tinha sido lançado num jogo contra o FC Porto. Tinha o Joel e o Bruno lesionados e não tinha muitas soluções para o lugar. É um jovem e lembro que hoje jogámos com seis da formação, 10 nos 20 convocados. Isto paga-se. Como o caso do Palhinha. Estamos a dar um passo atrás para dar dois à frente."

 

Jesus culpa Palhinha pela derrota. Jesus não é líder. Jesus culpa jogador da formação. Jesus não assume erros. Jesus peca. Jesus falha. Jesus 6,7, 20 milhões época. Jesus devia ser substituído por treinador argentino. Jesus devia dar a cara. Jesus é o diabo. Diabo é Jesus. Judas do Jesus. Jesus na cruz, já!

E agora tiramos o som - risos - e ficamos a olhar, mas sem som. Pão vai-se tendo, e o circo está montado. Os flautistas vão tocando, enfeitiçando-nos com a melodia. E seguimos sem ver para onde nos querem levar e como nos querem levar. Destino: enfraquecer Bruno de Carvalho, despedir Jesus e voltar ao "Croquetismo sportinguista" - Benfica e Porto voltam a mandar no futebol, e os outros tipos voltam a mandar o Sporting para sétimo lugar, ou pior, para a inexistência.

Tenho para mim não fazer eco das palavras dos pasquins desportivos. Tanto é o veneno que sai daquelas folhas que ao simples lamber do dedo, para virar a página, saímos contaminados - julgando-nos mortos. E este é um exemplo. Quem quer perceber, percebe. Quem não quer, continue a esfregar as mãos à espera do carrasco que nos vai levar de vez. O projecto em curso tem de ir avante, se sonhamos nos tempos próximos dominar - com transparência, verdade, e mérito desportivo - o futebol nacional.

E para isso os jogadores da formação não podem ser endeuzados, ao ponto de não poderem ser alvo de críticas do treinador. Têm de ser responsabilizados, quando falham com culpa, para aprenderem com os seus erros. Foi o caso de hoje, nos dois golos. Durante trinta minutos Palhinha encenou a peça errada. Porque assim que afinou, demos um banho de táctica e de futebol jogado. E embora não tenha sido suficiente para trazer os três pontos, uma certeza trouxemos: temos futuro!

Agora não o deitem a perder.

Os nossos jogadores, um a um

Jorge Jesus gosta de inovar. E geralmente sai asneira. Voltou a acontecer esta noite, no estádio do Dragão. Com três jogadores ausentes - William castigado, Bruno César e Campbell lesionados - o técnico fez alinhar no onze titular dois jogadores sem o menor entrosamento colectivo nem rotina competitiva no plantel leonino: Palhinha para a posição de médio defensivo, Matheus Pereira para extremo esquerdo.

O problema é que não se tratava de um jogo qualquer: disputava-se um clássico, o FC Porto-Sporting, e neste desafio a nossa equipa apostava a última cartada nesta liga 2016/17. Era um jogo de tudo ou nada. Jogo que começámos a perder logo aos 6', oferecendo um golo à equipa adversária. Aos 40', o FCP ampliava a vantagem e o intervalo chegava sem que o Sporting tivesse feito um só remate.

Na segunda parte Jesus mexeu três vezes na equipa - e sempre para melhor. Fez entrar Alan Ruiz logo no minuto inicial do tempo complementar, substituindo Matheus com larga vantagem. Aos 57', Esgaio passou a alinhar na lateral esquerda, substituindo o medíocre Marvin. E aos 80' Podence rendeu Palhinha, que teve uma prestação esforçada mas sofrível.

Estas três mudanças tornaram ainda mais inexplicáveis as opções iniciais do técnico - sobretudo quando Alan Ruiz marcou um grande golo com um remate de meia-distância, aos 60', fazendo tremer os portistas. Era caso para perguntar por que motivo o argentino permaneceu os primeiros 45 minutos sentado no banco.

O Sporting dominou toda a meia hora final, embora sem conseguir mais golos. Aos 57', Adrien rematou à barra após jogada exepcional de Gelson Martins. E no instante derradeiro Casillas travou um fulgurante cabeceamento de Coates, à queima-roupa, com uma defesa do outro mundo.

Caía o pano. E caíam também as últimas esperanças para o Sporting neste campeonato para esquecer. Ou para lembrar.

 

............................................................................

 

RUI PATRÍCIO (5). Sem culpas nos golos, em que voltou a ser traído pela habitual incúria dos seus colegas, não foi muito solicitado. No quarto de hora final procurou acelerar a construção do jogo com pontapés longos.

SCHELOTTO (5). Costuma correr muito, mas raramente com acerto. Voltou a ser apanhado diversas vezes desposicionado, o que já não surpreende. Mas anulou algumas investidas de Brahimi pelo seu flanco.

COATES (6). Esteve no pior, ao falhar a intercepção a Soares no segundo golo, e no melhor, com dois excelentes remates na sequência de cantos. O segundo, mesmo no fim do jogo, levava selo de golo. Casillas defendeu.

RÚBEN SEMEDO (4). Batido em velocidade por Soares no segundo golo portista, ocupava o mesmo sector do terreno que o colega uruguaio, o que revela descoordenação entre os centrais. Corte providencial aos 75'.

MARVIN (2). Displicente, abriu avenidas que procurou compensar com faltas. Corona fez-lhe um nó no primeiro golo. Aos 29' já tinha um amarelo. Aos 55' merecia ter recebido outro. Jesus deu-lhe ordem de saída logo a seguir.

PALHINHA (4). Estreia num clássico pela equipa principal. Acusou nervosismo na posição habitual do ausente William. Tem culpas evidentes no primeiro golo, desposicionado no segundo. Melhorou na segunda parte. Saiu aos 80'.

ADRIEN (6). Talvez o mais inconformado dos sportinguistas, percorreu quase o campo todo procurando abrir linhas de passe para os colegas. É cada vez mais um polivalente. E também remata. Aos 57' fez a bola embater na barra.

GELSON MARTINS (7). Marcado por Alex Telles na primeira parte, soltou-se na segunda. Protagonizou jogada de excelência aos 57', ultrapassando quatro adversários. O lance do golo começa nos pés dele. Aos 66' rematou por cima.

MATHEUS PEREIRA (4). Sem rotinas, foi lançado como factor surpresa por Jesus no onze titular leonino. Tinha tudo para dar errado. E deu mesmo: o jovem esforçou-se mas sem sucesso. Acabou por sair ao intervalo.

BRYAN RUIZ (6). Exibição regular do costarriquenho, com bons apontamentos em que evidenciou a sua qualidade técnica. Evidenciou-se na marcação de cantos e livres. Só causou perigo aos 49', com um cabeceamento à baliza.

BAS DOST (5). O seu melhor momento aconteceu numa recepção de bola aos 60', seguida de passe que funcionou como assistência para o golo de Ruiz. De resto o holandês esteve sempre dominado pela muralha defensiva do FCP.

ALAN RUIZ (7).  Entrou demasiado tarde, só na segunda parte. Imprimiu dinamismo à equipa mal entrou em campo, com passes muito bem medidos. Aos 60' marcou o golo leonino com um forte remate de meia-distância.

ESGAIO (6). Entrou muito bem aos 57, para o lugar de Marvin. Excelente arrancada pelo corredor esquerdo culminada com um cruzamento milimétrico aos 66'. Boa recuperação aos 89'. Bem melhor do que o holandês.

PODENCE (6). Estreia absoluta na equipa principal, aos 80', já na fase em que o Sporting tentava quase em desespero empatar a partida. Grande passe longo aos 84', bom lance indiividual aos 89', excelente centro aos 90'. Promete.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Da derrota no Dragão. Dissemos esta noite definitivamente adeus às hipóteses ainda remotas de disputarmos o título ao perdemos 1-2 com o FC Porto. E também praticamente já nos despedimos do acesso directo à Liga dos Campeões quando ainda faltam 14 jornadas para o fim. Seguimos a nove pontos do FCP e a sete (possivelmente a dez) do SLB.

 

Das invenções de Jorge Jesus. Após dois jogos com a frente de ataque aparentemente estabilizada, com Alan Ruiz a jogar atrás de Bas Dost, o treinador voltou a improvisar: deixou o argentino no banco e fez entrar como titular o jovem Matheus Pereira, que até agora apenas tinha jogado 4 minutos no campeonato. Consequência: oferecemos a primeira parte à equipa adversária. A equipa teve de ser refeita ao intervalo.

 

Do primeiro tempo. Uma nulidade. De tal maneira que o primeiro remate enquadrado à baliza, da nossa parte, ocorreu apenas aos 49'.

 

Do nosso descalabro defensivo. Mais dois golos sofridos, mais dois golos oferecidos. No primeiro, aos 6', Palhinha deixa Soares movimentar-se à vontade para abrir o marcador. No segundo, aos 40', os centrais estão demasiado adiantados e são ambos batidos em velocidade pelo mesmo jogador da equipa adversária.

 

Da lentidão leonina. Durante grande parte da partida, toda a organização de jogo do Sporting decorreu de forma denunciada e previsível, sempre pelas alas, permitindo que o FC Porto tivesse tempo suficiente para se colocar de prevenção. Bas Dost praticamente não recebeu uma bola disponível na grande área.

 

De três ausências. William Carvalho esteve ausente por castigo. Bruno César e Joel Campbell, lesionados, também ficaram de fora. Todos fizeram falta.

 

Do lamentável balanço da nossa equipa. Em dez jogos disputados fora de casa para o campeonato, até agora só conseguimos vencer três. Uma estatística típica de equipa pequena, não de equipa grande.

 

 

Gostei

 

Da segunda parte. Nos últimos 45 minutos dominámos, fomos claramente superiores. E o Sporting foi a única equipa a marcar. Devíamos ter despertado mais cedo.

 

De Alan Ruiz. O argentino - que vinha com exibições em crescendo - ficou desta vez fora do onze titular. Inexplicavelmente, entrou só na segunda parte. Ainda a tempo de marcar um grande golo, aos 60'. O seu golo de estreia pelo Sporting no campeonato. Com ele em campo, a equipa melhorou muito. Na qualidade de passe, na manobra ofensiva, na vocação atacante. Para mim, foi ele o sportinguista que hoje mais se destacou.

 

De Gelson Martins. Protagonista da melhor jogada do desafio, quando dribla quatro adversários e coloca a bola nos pés de um colega - Adrien, que rematou à barra. Iam decorridos 57 minutos, o Sporting fazia tremer o público afecto ao FCP no estádio do Dragão.

 

De Adrien. Desta vez sem William, seu habitual parceiro no eixo do terreno, voltou a ser o dínamo da equipa, nunca dando uma jogada por perdida e ligando muito bem as linhas, dando profundidade ao jogo leonino. Merecia ter vindo pelo menos com um empate do Porto. A bola que mandou à barra coroou um exibição muito positiva.

 

Da estreia de Podence. O jovem atacante da formação leonina, recém-chegado de um empréstimo ao Moreirense, esteve pouco mais de dez minutos em campo. Tempo suficiente, no entanto, para protagonizar vários lances de qualidade. Não custa vaticinar que ascenderá a curto prazo à titularidade. Talento para isso não lhe falta, como ainda agora se comprovou.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

Da derrota. Precisávamos de ganhar este jogo para ultrapassar o Benfica e atingir a liderança do campeonato. Objectivo gorado: nem um ponto trouxemos do estádio da Luz. Derrotados 1-2, vemos o nosso principal rival ficar agora à distância de cinco pontos e fomos ultrapassados pelo FC Porto. Azarados à 13.ª jornada

 

Do árbitro. Actuação péssima de Jorge Sousa, que teve influência directa no resultado do clássico ao fazer vista grossa em duas jogadas de grande penalidade cometidas por jogadores do Benfica (Pizzi e Nelson Semedo) que dominaram a bola com a mão. No primeiro caso, o prejuízo para o Sporting foi ainda maior pois desse lance nasce o contra-ataque que resulta no primeiro golo encarnado.

 

Da falta de fair play do público. Durante todo o jogo os adeptos benfiquistas arremessaram cartolinas em direcção ao banco do Sporting e aos nossos jogadores sempre que iam marcar pontapés de canto. Inadmissíveis manifestações antidesportivas que não podem passar sem uma severa palavra de condenação.

 

Da falta de eficácia da nossa equipa. Fomos superiores em quase tudo neste confronto: tivemos mais posse de bola, mais ataques, mais remates, mais cantos. Faltou-nos superar a prova mais decisiva: sermos eficazes no último passe. Sem golos não há vitórias. E sem vitórias não há troféus.

 

Dos nossos laterais. Marvin, batido em velocidade, falha a dobra do central, e permite a Salvio movimentar-se à vontade no lance do primeiro golo do SLB. João Pereira, no segundo golo, desorienta-se na marcação e deixa-se antecipar por Jiménez. É cada vez mais evidente que os nossos laterais são as peças mais fracas no onze titular leonino.

 

De Bryan Ruiz. O costarriquenho é hoje uma pálida sombra do que foi na última temporada. Lento, apático, previsível, sem intensidade competitiva, anda a necessitar de uma prolongada cura no banco dos suplentes. Teve responsabilidade directa no lance do segundo golo, em que desistiu de acompanhar Nelson Semedo e parou, ficando a observar o jogo. Um comportamento inaceitável num desafio desta importância.

 

Das substituições. Jorge Jesus deixou Bruno César no balneário ao intervalo, mantendo em campo o inoperante Bryan Ruiz. Depois trocou o costarriquenho pelo inócuo Alan Ruiz, quando devia ter feito avançar André. Finalmente, quando mandou enfim entrar o brasileiro, trocou-o por Bas Dost, desguarnecendo assim a nossa frente de ataque quando precisávamos mais que nunca do ponta-de-lança holandês para marcar um golo. Não consegui entender.

 

 

Gostei

 

Da atitude dos nossos jogadores. Sem complexos nem temores, o Sporting dominou o jogo - sobretudo na segunda parte, remetendo o Benfica para o seu meio-campo. Quase todos os profissionais leoninos merecem uma palavra de elogio. As excepções já foram referidas mais acima.

 

De Campbell. Queriam um reforço? Aí o têm. Só não entendo por que motivo Campbell não alinhou de início. Jesus deu-lhe ordem para avançar na segunda parte e mal entrou o campo o costarriquenho abanou o jogo, criando sucessivos desequilíbrios. Serviu exemplarmente Bas Dost em dois primorosos lances da ala esquerda - um dos quais deu origem ao nosso golo. Foi pena que tivesse jogado só 45 minutos. Para mim foi o melhor em campo.

 

De Bas Dost. Voltou a marcar: já soma oito golos neste campeonato. E ainda mandou um petardo ao poste, na sequência de um centro de Campbell. Merecia que este lance também tivesse terminado em golo.

 

De Adrien. O nosso capitão voltou a ser o dínamo da equipa, demonstrando uma fibra e uma garra dignos de aplauso e elogio. Pareceu sempre o mais inconformado com o resultado negativo: nunca foi por ele que o Sporting baixou os braços. Aos 88', foi derrubado por Luisão à entrada da grande área do SLB: daria um livre muito perigoso contra o Benfica, que o árbitro não assinalou.

 

Do espectáculo. Foi um jogo intenso, emotivo e bem disputado, apenas estragado pela péssima actuação da equipa de arbitragem. Espero que Jorge Sousa não volte a arbitrar tão cedo uma partida do Sporting.

Os penáltis que só o árbitro Sousa não viu

Rescaldo do Benfica-Sporting, esta noite na TV:

 

Alexandre Pais (comentador, Record)

«Assim se conclui que o Sporting não merecia ter perdido e que tem motivos de queixa do árbitro? Sem dúvida.»

Bernardino Barros (comentador, TVI 24)

«Duas grandes penalidades por assinalar. O primeiro lance foi ainda mais grave porque penalizou duplamente o Sporting: foi na sequência desse lance que surgiu o golo do Benfica em contra-ataque. Má arbitragem de Jorge Sousa, que adulterou o resultado.»

Dani (comentador, TVI 24)

«Pizzi tocou na bola com o braço. (...) Nelson Semedo pôs o braço na bola. Foram grandes penalidades.»

David Borges (comentador, SIC Notícias)

«Parece que a mão direita de Pizzi toca na bola. (...) O braço de Nelson Semedo alarga-se, pode haver grande penalidade.»

Duarte Gomes (ex-árbitro, SIC Notícias)

«Não é normal o mesmo jogador, na mesma jogada, tocar na bola duas vezes. Num segundo momento, Pizzi parece controlar a bola com o braço direito num movimento deliberado. Pareceu-me penálti. Depois o Nelson Semedo usa o braço para cortar a bola. Outro penálti por marcar.»

Joaquim Rita (comentador, SIC Notícias)

«O movimento de Nelson Semedo amplia a zona de impedimento de progressão da bola. Do meu ponto de vista é penálti, claramente. Também no outro lance [de Pizzi] houve uma grande penalidade por marcar contra o Benfica.»

Jorge Faustino (ex-árbitro, TVI 24)

«É inequívoco que é penálti [de Pizzi] e o árbitro não podia ter deixado de ter visto o lance.»

José Guilherme Aguiar (comentador, SIC Notícias)

«Ficaram dois pontapés de penálti por assinalar. O árbitro teve influência no resultado devido a estes dois erros graves que aconteceram.»

Luís Pedro Sousa (jornalista, Record)

«O Sporting não teve a sorte do jogo e foi penalizado pelas decisões mais importantes de Jorge Sousa.»

Manuel Fernandes (comentador, SIC Notícias)

«Tanto o Benfica como o Sporting não mereciam uma arbitragem desta natureza. No lance do Pizzi, ele [Jorge Sousa] está de frente; no lance do Nelson Semedo ele está no enfiamento, sem ninguém à frente. Os penáltis são flagrantes.»

Marco Ferreira (ex-árbitro, Record)

«Nelson Semedo cortou a bola com o braço direito, dentro da área do Benfica. Apesar de ter o braço junto ao corpo, o lateral direito dos encarnados fez o movimento deliberado em direcção á bola, quando procurou impedi-la de chegar à baliza.»

Miguel Guedes (comentador, RTP 3)

«O Sporting foi prejudicado neste jogo. (...) No primeiro lance parece-me evidente que Pizzi está a olhar para a bola e se não ajeita da primeira vez com o braço ajeita da segunda vez com a mão.»

Pedro Sousa (comentador, TVI 24)

«As grandes penalidades são evidentes. Claro que tiveram influência no resultado.»

Rodolfo Reis (comentador, SIC Notícias)

«É um grande penálti! [Pizzi] tem as mãos abertas, faz volume, a bola bate-lhe, ele domina-a, é penálti.»

Rui Pedro Brás (comentador, TVI 24)

«É penálti claríssimo [de Nelson Semedo], sem espinhas. Erro grosseiro da equipa de arbitragem.»

Rui Santos (comentador, SIC Notícias)

«O segundo lance é indiscutível: há um abrir do braço do Nelson Semedo e, portanto, há claramente a intenção de jogar a bola com a mão.»

Vítor Serpa (jornalista, A Bola)

«Há dois lances para penalty na grande área do Benfica. E se, no primeiro, de Pizzi, ainda se admite a interpretação, embora errada, do árbitro, no segundo, de Nelson Semedo, não há lugar a qualquer dúvida.»

Texto actualizado

Coisas e loisas

O primeiro golo do desafio é o retrato da época: não se marcam penalties na Luz à equipa da casa. Se houvesse dúvidas, a cena repetiu-se na segunda parte.
Quanto ao Sporting, tanto este como o outro golo do adversário têm a assinatura de Zeegelaar. O melhor presente de Natal que poderíamos receber era que este bandalho nunca mais envergasse a camisola do Sporting.
Bem estiveram os adeptos locais a fazerem do relvado um caixote do lixo. É a sua índole.

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D