15 Mar 17

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07 Ago 16

«Felizmente que na história do SCP não existem muitos desaires desta natureza, pois em termos de ciclismo temos um historial de que poucos clubes se podem glorificar. (...) Peço desculpa, mas os Sportinguistas não estão habituados a comprar gato por lebre. Este fracasso tem de ser bem explicado, pois fico triste depois de tantos extraordinários ciclistas que vestiram a camisola do SCP me terem dado imensas alegrias.»

Fernando Albuquerque, neste texto do Francisco Melo


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04 Ago 16

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Devo o meu sportinguismo ao ciclismo. 

Não fosse assistir a uma etapa da Volta, na sua Paredes de Coura, e ganhar simpatia pelo corredor verde e branco (Alfredo Trindade), e o meu avô nunca se teria tornado, naquele momento, sportinguista, e mais tarde, por arrasto, o meu pai e eu próprio.

Para além de me ter transmitido o sportinguismo, o meu avô incutiu em mim uma paixão enorme pelo ciclismo, modalidade que sigo com muito gosto e interesse, apesar dos escândalos associados nos últimos anos.

Serve isto para dizer que não foi pelo regresso do Sporting ao ciclismo (via parceria com a equipa do Tavira) que passei a seguir com mais interesse a Volta. O interesse sempre existiu. Claro está que havendo corredores com a camisola do Sporting, o apoio e atenção pessoais são diferentes.

Nas vésperas do início da Volta, nunca achei que o Sporting, através do chefe de fila Rinaldo Nocentini, fosse favorito a um lugar no pódio, quanto mais à vitória final. Ficar no top-10 e ganhar uma ou duas etapas, já seria excelente.

Nesta fase da prova, volvidas 6 das 10 etapas, o balanço é: melhor lugar na geral individual é o 21.º lugar de Rinaldo Nocentini (a mais de 20 minutos do camisola amarela). Vitórias em etapas, como diria o Jorge Jesus, zero. 

Depois de Bruno de Carvalho, aquando da apresentação da equipa de ciclismo, ter dito não perceber nada da modalidade, ontem só apeteceu rir, para não chorar, ao ouvir as declarações de Vicente de Moura, após a má prestação da equipa na etapa da Torre.

Dizia o nosso comandante que também não percebe nada de ciclismo e que acha que a equipa está desequilibrada, e que mais tarde ele e o Presidente terão de falar. Tu queres ver que a parceria vai acabar? Ou que vem aí um aumento colossal de investimento, à semelhança do que fizeram no hóquei, andebol ou futsal?

Da minha parte, espero que a parceria não acabe, porque este é o ano 0 do regresso do Sporting ao ciclismo. Mas seria bom que a "estrutura" leonina em Alvalade se dotasse de alguém com entendimento da modalidade, para planear melhor a próxima época e evitar alguns erros de "casting". Não falo apenas de se encontrar um chefe de fila que não um corredor com quase 39 anos no ocaso da carreira (que, apesar de tudo, tem sido o nosso melhor ciclista). Falo, também, de ter uma equipa mais portuguesa, pois na prova maior do ciclismo em Portugal, o Sporting-Tavira apresentou-se apenas com 3 ciclistas portugueses em 8 corredores.

Sobre a Volta propriamente dita, os antigos parceiros do Sporting, a W-52, que depois associou-se ao Porto, têm dominado a corrida, qual Team Sky portuguesa. Vão vencer a prova e no final Pinto da Costa e a sua entourage vão estar todos contentes.

A pior reacção possível para o Sporting, a esse desfecho, seria ou acabar com a parceria, ou investir à doida para o próximo ano. 


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17 Fev 16
Finalmente na estrada
Edmundo Gonçalves

Agora, em cima das bicicletas, na Volta ao Algarve.

 

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29 Dez 15
SCP/Tavira
Edmundo Gonçalves

Bom, depois do imbróglio com a W52, que parece que ficou explicado e cuja razão foi sem dúvida válida atentos os pressupostos da rotura do acordo, eis uma nova boa nova, passe a redundância.

Posso estar demasiado optimista, mas um projecto onde figuram Sporting e um homem "doido" por ciclismo, que tem dado toda a sua vida ao ciclismo do Algarve e de Portugal, Vidal Fitas de seu nome, tem tudo para dar certo.

Folgo ainda em saber que esta parceria não envolve apenas as "corridas", vai mais além, na área de formação nesta e noutras modalidades, aplicando assim o nosso adn de clube formador.

Vamos lá começar a pedalar, seus marafados!

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07 Dez 15

Vicente Moura feliz por Sporting não ter sido enganado pela W52

Vicente Moura assumiu que, dado a forma como o processo decorreu, sem que a W52 tenha acautelado os direitos do Sporting, o desfecho foi “um bem”.

Vicente Moura 

Vicente Moura garantiu hoje à Lusa que o Sporting não foi enganado pela W52, mas assumiu que, caso os ‘leões’ não tivessem sido prudentes, a aposta na equipa de ciclismo poderia revelar-se ruinosa.
“O Sporting não foi enganado, mas, se não tivéssemos sido prudentes, poderíamos ter sido enganados ou eventualmente estar envolvidos num problema que mais tarde se poderia revelar ruinoso”, começou por dizer à agência Lusa o vice-presidente para as modalidades do clube leonino sobre o pré-acordo quebrado com a W52, que vai correr com as cores do FC Porto na próxima temporada.
Vicente Moura relatou o processo que culminou hoje, recuando mais de um ano, altura em que começou a procurar um parceiro credível para o Sporting voltar à estrada.
“O Sporting não queria pôr nesta modalidade um cêntimo, por isso era preciso arranjar uma equipa boa, uma equipa de grande nível, que eventualmente fosse para vencer uma Volta a Portugal, mas sem gastar dinheiro. Ora isto não é fácil. Nos últimos meses, as coisas correram da maneira desejada. Acabei por conhecer o senhor Jorge Mendes, que se propôs a coordenar o ciclismo e a ajudar a encontrar sponsors para financiar uma equipa que fosse forte. Entretanto, fomos negociando o protocolo e estávamos neste trabalho quando na quarta-feira passada, à noite, Jorge Mendes apareceu-nos a dizer que tinha uma equipa”, recordou.
Aquele que foi apontado como coordenador da equipa de ciclismo, anunciada na quinta-feira no jornal Sporting, apareceu na sala da direcção com cinco pessoas, das quais Vicente Moura não conhecia ninguém, com excepção de Nuno Ribeiro, o director desportivo, que representou Portugal em Atenas-2004 e Pequim-2008, quando este era presidente do Comité Olímpico de Portugal.
“Dizia ele que a equipa dele era a W52, que venceu as últimas três edições da Volta a Portugal. Rapidamente estabeleceu-se um diálogo. Eu, que sou uma pessoa crédula, uma pessoa séria, pensei: é óptimo. O Sporting dá o nome, a camisola, o coordenador faz o resto, e temos uma equipa altamente competitiva. Sentámo-nos à mesa e as coisas pareceram tão bem que o Nuno Ribeiro deu uma entrevista à SportingTV”, contou.
Passadas algumas horas, o vice-presidente leonino começou a receber telefonemas de sportinguistas e não só, “a dizer que havia problemas, que esta equipa tinha tido problemas, que havia outras coisas”, todos eles aconselhando o Sporting a ter cuidado.
“Fiz aquilo que qualquer pessoa responsável faria: avisei o presidente e ele, prudentemente, disse-me: então vamos suspender isto. Deu ordem, não só para suspender, mas para passar o assunto para os nossos assessores jurídicos. Sei que os esclarecimentos que pediram não chegaram. Nós não fizemos nada, ficámos calados. Depois desta notícia, não dei entrevistas, ficámos à espera dos acontecimentos. Meteu-se o fim de semana, as pessoas andavam à procura de informações para depois decidirmos o que fazer, mas não chegámos lá porque hoje fomos surpreendidos com o comunicado”, disse, referindo-se à nota da W52, que dava conta que o acordo com os leões não tinha sido concretizado.
Vicente Moura assumiu que, dado a forma como o processo decorreu, sem que a W52 tenha acautelado os direitos do Sporting, o desfecho foi “um bem”.
“Hoje vou dormir tranquilo, porque por um lado este acordo soçobrou e por outra ficou demonstrado que estas pessoas não são pessoas em quem possamos confiar”, confessou.
O responsável ‘leonino’, que afiançou que não havia nenhum contrato assinado entre ambas as partes, mostrou-se indiferente à parceria entre a equipa de Sobrado e o FC Porto – “O rival lá sabe. Com as informações que tínhamos, se calhar não queríamos esta equipa” – e lamentou que o caso vá melindrar o ciclismo.

In Sapo Desporto

 

Que diabo, sabendo-se que o ciclismo é uma modalidade, digamos atreita, a doping e sendo Vicente de Moura um homem do olimpismo, custava acautelar essa vertente? Mas de qualquer forma, ainda bem que se travou a tempo; Vivendo e aprendendo.

Eu confesso que gosto muito de ciclismo, mas este ciclismo eu dispenso.

 

Foto: MANUEL DE ALMEIDA / LUSA


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Confesso-me Desolado
João Caetano Dias

A expectativa era imensa. Já imaginava aqueles duelos de estrada em que um atleta do Sporting W52 se batia galhardamente contra a estrela bielorussa do Moreira Congelados e no fim surpreendia sem apelo nem agravo o croata da LA Alumínios sobre a linha da meta. Recuperava a memória dos grandes finais de etapas em que os sprinters búlgaros do Efapel ou da Ribeiros Bike Shop esbaforidos, não conseguiam ultrapassar o estónio dos leões na sua pedalada para a vitória. Ah, e aquelas vitórias nos contra-relógios que deixavam milhões de adeptos dos nossos rivais do Bom Petisco com cabeça de atum?

Confesso-me desolado por não podermos vingar-nos da Pecol ou da Sicasal no próximo Troféu Alpendre.

Valha-nos que o QI dos atletas do Porto vai baixar. Em média. E o macaco líder já está a esfregar as mãos de contente com a expectativa de crescimento do negócio.

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06 Dez 15
Furou...
Edmundo Gonçalves

"Sporting suspende processo de criação de equipa de ciclismo

Já após a apresentação à imprensa do regresso do ciclismo ao Sporting e na sequência de diversos contactos por parte de Sportinguistas seguidores da modalidade, teve o Clube conhecimento de diversos factos e situações que suscitaram e suscitam as maiores e mais sustentadas dúvidas sobre procedimentos relacionados com análise e controlo anti-doping por parte dos promotores do projecto.

Imediatamente o Sporting procurou obter esclarecimentos, informações e respostas por parte dos promotores do projecto em relação aos atletas que iriam fazer parte da equipa, ao suporte de patrocinadores para a mesma e também em relação às questões de que nos chegavam ecos, já que estavam em causa valores de Ética e verdade desportiva da qual o nosso Clube não abre mão em circunstância alguma.

Por parte dos promotores do projecto as respostas não foram inicialmente dadas e, após reiteradas tentativas, foram insuficientes e não esclarecedoras quando o que está em causa é a imagem e o bom nome de uma instituição centenária e uma tradição da qual nos podemos orgulhar de luta pela verdade no desporto.

Em vez de responder às perguntas do Sporting, os promotores do projecto e os seus responsáveis contactavam com a comunicação social procurando na notoriedade pública das notícias, entrevistas e declarações uma chancela de validade para a sua associação com o Sporting.

Desta forma, o Sporting entendeu suspender imediatamente o processo em curso com os promotores do projecto com vista à formação de uma equipa de ciclismo conjunta.

Foram, no seguimento dessa decisão, dadas indicações expressas ao Departamento Jurídico do Sporting no sentido de analisar eventuais procedimentos que se justifiquem, de acordo com o escrupuloso cumprimento das normas éticas pelas quais o Clube se rege.


Mais uma vez demonstramos a nossa preocupação de sempre com a verdade desportiva: doa a quem doer!"

 

Assim de repente vêm-me várias perguntas à mente, mas vamos acreditar que foi só inocência...

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03 Dez 15
Vamos pedalar?
Edmundo Gonçalves

A partir da próxima época é vê-los, estrada fora, de verde-e-branca no dorso, orgulhosamente levando o Sporting ao País.

O Ciclismo está de volta!      

                                                                                     

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13 Jan 14
Bartali e o Paraíso
João Paulo Palha

 

Inspirado por mais algumas discussões sobre a legitimidade de sepultar no Panteão Nacional este ou aquele cidadão, fui, à semelhança do que tem acontecido com tantos e tantos militantes de tais escolhas, seus opositores ou simplesmente curiosos, consultar a lei que disciplina a matéria. Dispõe o artº 2º da Lei nº28/2000, de 29 de Novembro, que

 

       1 — As honras do Panteão destinam-se a homenagear e a perpetuar a memória dos cidadãos portugueses que se distinguiram por serviços prestados ao País, no exercício de altos cargos públicos, altos serviços militares, na expansão da cultura portuguesa, na criação literária, científica e artística ou na defesa dos valores da civilização, em prol da dignificação da pessoa humana e da causa da liberdade.
          2 — As honras do Panteão podem consistir:
              a) Na deposição no Panteão Nacional dos restos mortais dos cidadãos distinguidos;
              b) Na afixação no Panteão Nacional da lápide alusiva à sua vida e à sua obra.

 

Quem quiser realmente ler o que a lei determina e não se dispuser a ser enganado pela confusão induzida por mais um exemplo de pontuação desleixada, verificará facilmente que os restos mortais de um desportista profissional só poderão ser depostos no Panteão se, não tendo ele exercido altos cargos públicos, não tendo prestado altos serviços militares, não se tendo distinguido na expansão da cultura portuguesa ou na criação literária, científica ou artística, se, não se tendo notabilizado em nenhum destes domínios, tiver marcado a defesa dos valores da civilização, em prol da dignificação da pessoa humana e da causa da liberdade. Como é claro, nada disto tem remotamente que ver com a importância popular de quem lá repousar, com a sua resistência na memória colectiva ou com a projecção de Portugal no mundo. Estes factores assumirão, quando muito, alguma relevância se a personalidade de que falarmos puder ser incluída numa das categorias previstas na lei. 

 

Tal regime fez-me procurar desportistas susceptíveis de preencherem os critérios enunciados e, naturalmente para mim - peço desculpa pela insistência num nome provavelmente desconhecido da maioria dos leitores - o pensamento dirigiu-se, de imediato, para Gino Bartali, não que este grande campeão pudesse figurar no Panteão, já que, entre outros motivos menos óbvios, não era cidadão português, mas porque me veio à memória o que sobre ele, para além do que já sabia e me fora transmitido pelo meu pai, seu grande admirador, li no Malomil, num post a que já me referi em texto anterior

 

Bartali morreu em 2000, com 86 anos. Mas deixava também uma história só muito tarde revelada. Durante a guerra, sem Giro para correr, treinava-se na estrada, passando com facilidade as patrulhas alemãs. Mas o treino era muitas vezes ficção. Fazia parte de uma organização de apoio aos judeus. Transportava, escondidos na bicicleta, documentos para fazer passaportes falsos. Terá contribuído para salvar 800 judeus. Tem um lugar na Álea dos Justos, em Jerusalém.

       Jorge Almeida Fernandes
 
Gino Bartali ganhou por várias vezes o Giro e o Tour, entre muitos outros troféus, e a sua rivalidade com o também extraordinário Fausto Coppi tornou-se lendária. Mas não foram os pedais, foi o modo como, chegada uma hora decisiva, escolheu usá-los, foi o seu contributo para a defesa dos valores da civilização, em prol da dignificação da pessoa humana e da causa da liberdade, que lhe permitiram uma ascensão muito mais gloriosa do que as das duríssimas montanhas da sua velha Itália. 


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19 Out 13
Subir o Olimpo
João Paulo Palha

 

A história não diz directamente respeito ao Sporting. Mas regista momentos tão grandiosos e comportamentos tão sublimes na história do desporto e dos seus praticantes, no caso de ciclismo, que me parece plenamente adequada a este espaço. Acaba por, de alguma forma, dizer respeito ao Sporting - ao Sporting e a qualquer clube desportivo, grande ou pequeno.

 

Quando penso nas origens infantis e juvenis do meu sportinguismo e do meu gosto por variadíssimas actividades desportivas, lembro-me bem das muitas vezes que o meu pai me animou com as suas opiniões e as suas memórias em redor das corridas de bicicletas, realizadas tanto em Portugal como noutros países. Entre estas últimas, recordo sempre as referências entusiasmadas a Gino Bartali e Fausto Coppi, que, para ele, eram os maiores ciclistas de sempre, e à enorme rivalidade entre os dois que, como se pode ler neste post, acabou por assumir dimensões, de humanidade, valentia e compromisso moral, que os elevaram muito para além do estatuto de meros deuses do desporto.

 

Sobre Agostinho e sobre a importância que, como sportinguista, ele tem para mim já escrevi várias vezes. Aproveito a ligação ao post em causa, publicado num dos melhores blogues portugueses que conheço, para homenagear duas extraordinárias figuras de homens e de atletas, de quem só ouvi falar muito depois dos seus feitos, mas que, com certeza, tiveram, por interposto pai e grande admirador, alguma influência no meu gosto pelo ciclismo, no respeito pelo peso simbólico de Trindade, no afecto por, repito-me, Agostinho, por Marco Chagas e por tantos outros que, tal é a extensão da lista, não posso agora mencionar e na paixão que estes ajudaram a despertar por um Sporting demasiado grande para se confinar a apenas um clube de futebol.


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02 Out 13

O programa, de que tenho sido um espectador muito irregular, é exibido na SIC Notícias e chama-se O Dia Seguinte. Dizem-me que é o "programa desportivo de maior audiência" na televisão portuguesa. Comecei a vê-lo na segunda à noite, julgando que faria jus ao título pondo em destaque dois jovens campeões portugueses: Rui Costa, recém-sagrado campeão mundial de ciclismo, proeza inédita do desporto nacional, e João Sousa, primeiro tenista luso a vencer um torneio ATP, em Kuala Lumpur.

Pensei que por uma vez a palavra "desporto" deixasse ali de ser um eufemismo como sinónimo exclusivo de futebol.

 

Nada disso: mais do mesmo, apenas mais do mesmo.

O programa - como de costume - foi dominado pelo representante do Benfica, que num tom ainda mais exaltado do que o habitual, se assumiu como o calimero de serviço, queixando-se de que o seu clube anda a ser espoliado pela arbitragem.

Por sinal o mesmo clube que na época passada foi beneficiado pela mais escandalosa arbitragem da temporada, logo rotulada de limpinha por aqueles que agora rasgam as vestes perante supostos erros dos donos do apito.

 

Assisti, quase sempre com o som desligado, a parte do referido programa. Ainda na esperança de que pusessem em foco as proezas de João Sousa e Rui Costa (o ciclista, não o outro). Mas em vão. Nem haveria tempo para o efeito, pois um só lance do Benfica-Belenenses mereceu meia hora de lamúria e gritaria, como ia constatando nas esporádicas ocasiões em que repunha o som.

Quando aquilo ia a meio, desisti de vez. Prometendo a mim próprio que tão cedo não voltam a apanhar-me como espectador. Quando quiser ver o Calimero, prefiro o original. O dos desenhos animados.


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19 Jul 13

 

Estou a torcer pelo Rui Costa.

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07 Abr 13

 

Considerado por muitos o melhor ciclista português de todos os tempos e um dos grandes nomes da história do Sporting Clube de Portugal.

 

Obrigado por todas as alegrias que nos deste, Joaquim Agostinho. Estás sempre no nosso coração!

 

Saudações Leoninas


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23 Out 12

Ainda me lembro bem de Joaquim Agostinho. É dele a primeira recordação que tenho do tour de France. Joaquim Agostinho já nos quarenta e a terminar em décimo ou décimo primeiro. Já nessa altura havia doping no ciclismo. O próprio Joaquim Agostinho foi apanhado nas suas malhas. Penso ser dele uma frase, cito de cor, em que afirmava que faziam voltas com três semanas, etapas de mais de duzentos quilómetros, algumas delas com mais de cinco subidas de 1ª categoria e depois queriam que fossem feitas apenas com massa e esparguete. Para mim o ciclismo começou a desmoronar num passado mais recente, com o caso Festina. Richard Virenque, um daqueles trepadores, a chorar numa conferência de imprensa onde caiu por terra toda a tramóia da equipa Festina. Todos dopados. Mais tarde veio o domínio espanhol e com ele a operação Puerto. Neste caso assistimos à protecção por parte dos responsáveis espanhóis dos seus ciclistas acusados de doping. Aí já o ciclismo profissional era sinónimo de falcatrua desportiva. Com mais esta notícia é declarada a morte do ciclismo profissional tal como ele hoje existe. De enaltecer a forma como a agência anti-doping norte-america (USADA) procedeu, levando uma investigação que tinha tudo para fracassar, até ao fim, denunciando a fraude que foram as vitórias de Armstrong. A UCI foi aqui completamente ultrapassada.

A única forma de fazer justiça desportiva no mundo do ciclismo é agarrar nas classificações dos últimos 10/15 anos do Tour de France e literalmente virá-la ao contrário. E aí talvez, reforço o talvez, haja alguma justiça desportiva neste desporto tão belo.

 

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24 Ago 12
Justiça desportiva
Pedro Correia

A justiça desportiva, quando é a sério, não olha a nomes.


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15 Ago 12
Pedalar, mas pouco
Pedro Correia

Sou do tempo em que a Volta a Portugal em bicicleta podia, com toda a justiça, intitular-se assim. Porque ia do Minho ao Algarve. Nada a ver com a prova que hoje começou e vai percorrer nos próximos dias algumas estradas portuguesas: só por ironia alguém pode confundir o mapa de Portugal com 11 distritos do continente. Nem poderá reclamar-se herdeira da antiga Volta uma prova que exclui os distritos de Beja, Bragança, Évora, Faro, Portalegre, Santarém e Setúbal. Mais de um terço do território nacional (e já nem falo das ilhas) fica à margem deste circuito velocipédico, que ignora o Ribatejo, o Alentejo e o Algarve.

Sim, o Algarve de tantas tradições do ciclismo nacional não chegará a ver esta Volta onde se pedala, mas pouco.

 

Lembro-me, quando era miúdo, das emoções que rodeavam a Volta a Portugal verdadeira, aquela que trazia para a berma das estradas largos milhares de pessoas em cada Verão. Era o tempo em que os principais clubes portugueses apostavam no ciclismo como uma das modalidades mais emblemáticas, um tempo em que a paixão desportiva não se circunscrevia aos estádios de futebol. Um tempo em que o FC Porto tinha na sua equipa Joaquim Andrade e Joaquim Leite, o pelotão benfiquista integrava Fernando Mendes e Venceslau Fernandes e o Sporting se orgulhava justamente do desempenho de Joaquim Agostinho, Leonel Miranda e Firmino Bernardino.

Nada a ver com o tempo actual. Nem com esta Volta tão tacanha e tão curtinha.

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