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És a nossa Fé!

Trabalho específico

Rui Patrício não teve uma boa exibição em Atenas.

Jogar com os pés nunca foi o seu forte e então quando está inseguro no jogo, cada atraso para o nosso redes é um ai Jesus! Com o capital de experiência acumulado e créditos firmados, já era tempo de o guardião leonino gerir melhor a sua relação com a bola no pé.

Peter Schmeichel volta e meia, nas peladinhas, gostava de treinar noutra posição que não à baliza. Era do modo que ia trabalhando o seu jogo de pés. Não sei se em Alcochete Rui Patrício costuma fazer esse trabalho específico, mas convirá que o faça, porque mesmo que nunca se venha a tornar um primor no jogo com os pés, sempre poderá mitigar esse seu handicap e, consequentemente, os inevitáveis calafrios de cada vez que o jogo não estiver a correr de feição.

Hoje giro eu - E esta, hein?

Aqui há alguns anos atrás, Fernando Pessa apresentou um conjunto de reportagens vintage - escola BBC - onde eram descritas variadíssimas situações bizarras ou insólitas que ocorriam na cidade de Lisboa e que terminava com a frase: "E esta, hein?".

Vem este arrazoado a propósito das previsões  dos "especialistas" do futebol português para o desempenho na Champions, condenando, ao melhor estilo manuel machadês, o Sporting à luta pela qualificação para a Liga Europa e dando favoritismo a Benfica e Porto para seguirem para a segunda fase da prova milionária.

Sabe-se lá por que sortilégio da fortuna, então não é que a realidade lhes pregou uma peça nesta primeira ronda , tendo o "underdog" Sporting vencido (e fora) e os super-híper favoritos Benfica e Porto perdido (em casa)?

Pode ser que isto fique por aqui, mas que deu gozo ver a cara dos gurus da bola depois destes acontecimentos, lá isso deu. Homenageando (e parafraseando) o grande Pessa, é caso para dizer: "E esta, hein?".  

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 Sentido obrigatório para a Segunda Fase da Champions?

 

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Olhe que não, olhe que não...

Reescrever a história

Digam o que quiserem sobre a performance das equipas portuguesas ontem na Champions, mas houve uma equipa que ganhou 3 pontos e 1,5M€, e outra que ganhou...nada. Bem podem tentar reescrever a história...mas a técnica, de tão velha e tão estafada, só traz boa disposição e lembranças de outros tempos.

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Tudo ao molho e Fé em Deus - A esmerada arte de perdoar

Bobby Robson quando treinou o Sporting queixou-se da falta de "killer instinct" da equipa de futebol do clube. Passados 23 anos verificamos que a realidade continua igual: tivemos 9 oportunidades claras de golo, concluidas com 3 golos, 3 bolas nos ferros e 3 perdidas na cara do guarda-redes grego; em contrapartida, o Olympiacos em três meias-oportunidades (no 1º golo, Pardo estava rodeado por 4/5 jogadores leoninos, o segundo golo é caricato, tal a desconcentração de Jonathan e Patricio) marcou 2 golos.  

Assim, uma importante vitória quase fica com sabor a derrota. Triste sina esta a de ficar a ver os jogos agarrado ao desfibrilhador. Não há coração de adepto que resista quando a equipa entra em modo Twilight Zone, subitamente parecendo estar noutra dimensão. 

O próprio Jesus - parabéns pela sobriedade, lucidez e assertividade na entrevista no final do jogo - mostrou genialidade na maneira como preparou cada pormenor do jogo, surpreendendo com os alas invertidos que proporcionaram mais jogo interior, e definindo bem a zona de pressão para roubo de bola e transição rápida, mas depois fartou-se de inventar em substituições ad-hoc (deixando Iuri e Podence na bancada) que quase iam destruindo a obra-prima que, certamente com esmero, dedicação e trabalho, criara, como se os impulsos sombrios de um Mr Hyde ameaçassem devorar o trabalho bem intencionado do cientista Dr Jekyll. Atenção a estes "pormenores". Como bem diz o Filipe Arede Nunes, os nossos jogadores - que também não estão isentos de culpa - não se devem desleixar, nem perder tão flagrantemente a intensidade, apesar de compreender que alguns têm uma acumulação já muito grande de jogos e  viagens em tão curto espaço de tempo.

De qualquer forma, não nos esqueçamos do essencial: foi uma noite de grande futebol (na 1ª parte) e jogadores e treinadores merecem o nosso elogio pela exibição de gala e, principalmente, pela vitória conseguida fora, o mais importante. 

A outra boa noticia da noite é que Ristovski - entrada em campo coincidente com os 2 golos encaixados - está destinado a uma grande carreira. Pelo menos a fazer fé no que ontem escreveu Nuno Pombo, no Record, comparando a fraquissima estreia de Renato Sanches pelo Swansea com os maus inícios de Zlatan Ibrahimovic, pelo AC Milan e Messi (!), pela selecção argentina. Já sobre a estreia do Zé das Nicas, protofenómeno da Praia do Vau, nem uma linha. Não se compreende...Convenhamos que é obra, tal o rebuscado da coisa, mas já agora aproveito o balanço para animar o macedónio, enquanto não encontro pormenores escabrosos da carreira de Garrincha, Pelé ou Di Stefano. SL

Que camadão de nervos

Eram decorridos 85 minutos do jogo de hoje e o meu mano, em casa de quem vi o jogo e jantei um belo bacalhau com broa, disse "desta vez não sofremos". Respondi-lhe que não deitasse ainda os foguetes.

Meu dito, meu feito! De um resultado de sonho (que poderia ter sido "do outro Mundo"), passámos em dois minutos a ter o credo na boca, como em tantas vezes tem acontecido.

A verdade é que se alguém me tentasse vender um resultado de 2-3 antes do jogo começar, eu comprava sem discutir preço, mas após aquela primeira parte estupenda e os três golos marcados sem resposta, fica um sabor amargo com o desequilíbrio mental dos últimos minutos que me fez vir à memória Madrid e as consequências nefastas que daí advieram.

Enfim, uma reprise com fita muito gasta, mas que continua a rodar ano após ano, como uma (má) sina.

No entanto, como eu comprava este resultado antes do jogo começar, apesar do camadão de nervos por que me fizeram passar, estou imensamente satisfeito. P'ra já porque estamos em primeiro do grupo, fazendo companhia ao Barcelona e porque a ansiedade associada a este primeiro jogo numa luta a dois, passou e pode dar-nos embalagem para encarar os jogos contra os "galifões" de igual para igual e, quem sabe, ao contrário do que alguns previam e outros desejavam, fazer uma gracinha num grupo muito complicado. Como disse num post lá atrás, não há vitórias ou derrotas antecipadas e o futebol é uma caixinha de surpresas.

Por fim, nota positiva para os marcadores, nota negativa para Jonathan Silva (e um bocadinho também para Patrício) e nota assim-assim para Jorge Jesus, que esteve bem na antecipação ao jogo, montando muito bem a equipa e mais uma vez esteve péssimo nas substituições.

Já cá cantam três pontos e 1,5 milhões. Há quem, aqui ao lado, contasse com eles e nickles!

Carcela ganhaaaaaaaaaaaaa!

Carcela (um ex-jogador do Benfica) joga em casa (em Atenas) pelo campeão grego (pote três) o desafiante do pote quatro, nem é necessário referir o nome, vence fora (na altura em que escrevo) por 0-3.

O comentador da RTP 1, HD, tem um espasmo, uma gritaria, um momento de felicidade e quase se engasga ao comunicar que Carcela ganhou um lance (minuto 58).

(esse lance não deu em nada... mas diz muito)

 

Hoje giro eu - A "ditadura das vitórias" contra a democracia ateniense

Tic-tac para o início do jogo mais importante do ano para o Sporting: o próximo (tem de ser assim até ao fim).

O palco será o estádio Karaiskakis (homenagem ao herói da Guerra da Independência travada pela Grécia contra o Império Otomano), situado no Pireu, Atenas. O adversário, o Olympiacos, o maior clube grego.

Com o início da Champions, vem aí uma excelente oportunidade de afirmação do Sporting. É muito importante começarmos a ganhar pelo que os níveis de concentração e ambição têm de ser máximos. 

Na antevisão de um duelo como este, queria chamar aqui a atenção para alguns pontos que, em meu entender, merecem algum preocupação e para outros que, para meu gáudio, são motivo reforçado de confiança no futuro desta equipa. Então, com a Vossa paciência, aqui vão:

 

Pontos Fracos

1. Depois de uns primeiros 4 jogos em que a nossa baliza ficou inviolável, sofremos golos (4) em cada um dos últimos 3 jogos: 1 em contra-ataque, 1 de fora da área, 1 numa rotação sobre o nosso defesa concluida com um remate cruzado na área e 1 numa "bola parada".

2. Quando Battaglia alinhou na posição "6", o Sporting apenas sofreu 1 golo (em contra-ataque). Sofremos 1 golo do Estoril quando Petrovic substituiu Adrien, recuando para "6", subindo Battaglia para "8"; O Feirense marcou-nos 2 golos com Battaglia a defesa direito e não no meio-campo. Será que o que nos agrada aos olhos, não nos enche necessáriamente a barriga? 

3. Desde que Naldo saiu, não temos um central especialmente forte na marcação. Esta lacuna torna-se mais gritante quando William ocupa a posição "6". Ao contrário de Fejsa ou Danilo Pereira, uns "bichos" no roubo de bola, William é um jogador mais cerebral, com excelente controlo, domínio de bola e passe vertical que catapulta a equipa para o ataque. A solução poderia passar por recuar Battaglia e fazer avançar William para "8". Estará isso nos planos de Jesus? Será André Pinto o jogador que nos falta, que impõe presença perante os avançados e permite ao outro central jogar na dobra?

4. Na lateral esquerda, com Fábio Coentrão lesionado, Jonathan parece curto. É um jogador lento para jogar numa ala e tem muitas dificuldades em ir à linha e centrar. Assim, não permite o desdobramento do nosso 4-3-3 (com William, Battaglia e Bruno Fernandes), num 3-5-2 (recuando William, os laterais subindo, o ala do lado da bola metendo para dentro, o ala oposto ao lado da bola juntando-se ao ponta-de-lança).

5. Piccini tem melhorado, mas na sua ausência deverá surgir Ristovski. Espero que Jesus não repita a experiência com Battaglia, não porque o argentino tenha comprometido naquela posição, mas devido a fazer falta no meio-campo. Existem algumas dúvidas sobre a sua qualidade, mas haverá melhor partida para lançar o macedónio do que contra um adversário que tem Alexandre, O Grande, no seu emblema?

6. Plano B (só com 2 médios centro) com Alan Ruiz não funciona.

 

Pontos Fortes:

1. Rui Patricio: o nosso guarda-redes está no ponto ideal de amadurecimento. É um líder no balneário e Jesus parece tê-lo escolhido para comandar as tropas no campo. Se bem que eu prefira um jogador de campo para capitão, Rui é um campeão europeu, tem personalidade e outras características capazes de gerar um mimetismo no resto da equipa.

2. Bruno Fernandes: o maiense entrou em Alvalade como um furacão, devastando as defesas adversárias com um manacial de truques há muito tempo não visto por estes lados. Finta, passe, recepção, contenção e, principalmente, capacidade de remate, forte e enquadrado, temperando bem os dotes de construtor de um Deco ou Rui Costa com a potência balística de um Maniche ou Carlos Manual. O jogador mais influente da equipa. Um jogador raro!

3. Battaglia: o argentino tomou de surpresa as bancadas de Alvalade. Desde Oceano que não havia um jogador tão electrizante e que cobrisse tanto terreno. Acresce que possui boa técnica de drible (não tanto de passe), o que é um "plus" face ao antigo jogador leonino. Vive um momento exuberante do ponto-de-vista físico e aguarda-se com expectativa a forma como se adequará à posição anteriormente ocupada por Adrien , afinal a sua por natureza, onde as suas cavalgadas com bola poderão ser marcantes.

4. Marcus Acuña: excelente contratação, o ex-jogador do Racing defende-ataca os 90 minutos. Um jogador de equipa que tem tudo para ser o Rei das Assistências, tal a sua qualidade de cruzamento. Pressiona o defesa direito adversário na saída de bola, contribuindo para que o Sporting ganhe a bola mais à frente. Alternativa para bater livres.

5. Bas Dost: o "flying dutchman", na terra ou no ar, é uma mais-valia para toda a equipa. Exímio marcador de golos, excelente profissional e um "gentleman", o holandês tem um espírito de equipa indesmentível, em cima do qual Jesus tem condições para criar uma equipa solidária.

6. Iuri, Doumbia e Podence: três jogadores que permitem transformar o Plano A de JJ. Penso que o treinador leonino deve dar mais oportunidades a Iuri, eventualmente testando-o no plano B, últimamente entregue a Alan Ruiz, jogando assim numa posição mais central, podendo trocar de posição com Gelson, o que também permitiria a este executar movimentos interiores que lhe potenciem mais golos. Doumbia poderá ser o Plano C, isto é, 2 pontas-de-lança em paralelo, tendo o marfinense uma outra capacidade de receber de costas e rodopiar sobre os defesas. Podence pode ser alternativa atrás de Dost ou a jogar nas alas, mas vejo-o mais, nesta fase da sua carreira, como um jogador de transições rápidas, ideal para lançar quando estamos na frente do marcador.

7. Gelson: apesar de por vezes parecer querer fazer tudo demasiado depressa, Gelson tem claramente uma velocidade a mais do que todos os outros. Uma nuance táctica, num sistema 4-4-2 - com Iuri, não Alan - poder-lhe-ia trazer maior exposição perante o golo, tornando-o ainda mais participativo (e menos previsível) na manobra ofensiva. Empatado com Dost, é o segundo jogador mais influente da equipa neste arranque de época, com presença em 7 golos da equipa.

8. Dinâmica da equipa: o desdobramento do 4-3-3 no 3-5-2 no Plano A de JJ parece estar a funcionar em pleno. Quando Battaglia, Adrien e Bruno Fernandes jogaram juntos, obtivemos duas "manitas" seguidas. Saiu Adrien, entrou William, não penso que a dinâmica se ressinta.

 

Assim, concluimos que a maior parte das incertezas ou fragilidades são atrás, havendo também alguma indefinição sobre qual será a melhor solução para o 4-4-2 (Podence e Alan não corresponderam totalmente). Num sistema 4-3-3, do meio-campo para a frente e em processo ofensivo não vejo debilidades, pelo contrário, vejo uma equipa com uma dinâmica muito difícil de parar., como o demonstra os 6 vitórias (e 1 empate) em 7 jogos.

 

Tic-tac, está quase na hora, SPOOOOOOOOOOOOOOOORTING !!!!!

Sem derrotas antes de tempo

O Sporting não parte derrotado para a Liga dos Campeões. Pode ter uma história curta na prova e ter pela frente dois “gigantes” mas não entrará em campo para fazer figura de corpo presente e dar alegrias a adeptos de Barcelona e Juventus. O Sporting, como mostrou no ano passado, sabe jogar futebol, de qualidade e de coragem. E, se no ano passado lhe faltou experiência para aguentar o resultado no Bernabéu, por exemplo, este ano conta com Mathieu, Coentrão ou Doumbia, homens mais experientes na prova. Quero com isto dizer que de certeza que vamos passar aos oitavos? Nada disso. Afirmo apenas que o Sporting entrará com garra e com vontade de honrar a camisola. Em termos realistas, somos favoritos ao terceiro posto. O Olympiacos domina a liga grega mas essa é uma liga mais fraca do que a portuguesa. No mínimo, conto com seis pontos, 3 milhões de euros e bilhete para a Liga Europa. Quanto aos outros quatros jogos, ao contrário do que se vai dizendo e escrevendo, o Sporting não entra derrotada e muito menos entra goleado. Que role a bola. 

Desta semana a Kiev

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Telefona-me agora um amigo meu, grande e velho amigo, do tempo dos bibes azuis do colégio, e desde aí sempre, a dizer-me "vamos ver o Barça!". E eu, ai, ai, "óh pá, não posso pá!, é muito taco, nesta altura não posso", e nisso treme-me a voz, ou a alma, ou ambas, raisparta tudo isto, que vou perder o ao vivo da malta do Bruno a aviar o magno Messi e a sua colecção de cromos. Mas logo ele "deixa-te de merdas, convido eu, vou agora comprar os bilhetes" e eu feliz como um puto logo "assim não posso dizer que não", desavergonhado pois a gente somos manos, não há cá cerimónias entre nós, e rimo-nos. "Mas ouve lá, então combinamos assim", avanço, "tu pagas este e depois ..." mas ele logo me manda calar, que entre nós não há isto do "toma lá, dá cá". Mas eu insisto, "espera, espera-pouco, isto vai-me melhorar, portanto tu pagas agora e eu pagarei os bilhetes de Kiev". E ele ri-se, também feliz, também agora feito puto, e fica combinado: eu e o Joni, se calhar com mais alguns amigos, iremos à final da Xampions, no 26 de Maio próximo, lá em longínqua Kiev. 

 

***

 

A xampions começa esta semana, e para mim o jogo mais importante é mesmo o próximo. Não só porque é o próximo, que é sempre o mais importante. Não só porque o primeiro, que é sempre o mais importante quando há grupos de qualificação. Mas também por causa dos potes do sorteio. Como todos sabemos o malvado Benfica ficou no pote 1, o pote dos campeões nacionais, e ele foi-o, pois ganhou o último campeonato neolítico (a era pré-VAR). E não teve o azar dos Távoras, o grupo não é incontornável, apesar dos lampiões não estarem a jogar grande coisa e terem uma defesa que parece um bocado rançosa se para grandes cometimentos. O horrível Porto, lá por causa dos bons resultados dos últimos anos, não excepcionais mas aceitáveis e, acima de tudo, por ser cliente habitual, ficou no pote 2, e calhou-lhe um pacote um bocado mais difícil mas um bom Porto, não excepcional mas um bom Porto, pode pensar em avançar. E a gente, muito pelos fracotes resultados europeus do último quinquénio que nos atiraram escadaria UEFA abaixo, ficámos num grupo lixado. É assim a xampions. E por isso ganhar esta semana em Atenas seria excelente para aquilo de seguirmos em frente na Europa. Na Liga Europa. 

 

***

 

Eu e o meu amigo Joni, e se calhar com mais alguns amigos, iremos à final da Liga. Da Liga dos Campeões. E vai ser muito bonito (aliás, tanto que decido agora, ao escrever este postal, que levarei a minha filha Carolina) ver a malta do Bruno ganhar ao Real Madrid, de preferência, por causa do prestígio e do "nosso" Ronaldo. Ou ao Manchester United, se o mago Mourinho os puser este ano já capazes de tamanha coisa. E já estou em lágrimas, comovidíssimo, agora mesmo, a ver, aqui mesmo à minha frente, o capitão Rui Patrício a erguer a taça. "A xampions é nossa!".

 

***

 

Esperemos que o jogo desta semana, em Atenas corra bem. A vitória ou, pelo menos, o pontito. A ver se se segue até à Liga Europa.

Sporting, feito de...?

Adaptando o mote da campanha de início de temporada, o teste de mais logo à tarde será importante para percebermos que Sporting poderemos aguardar nos próximos meses, em que a equipa disputará a Champions.

O histórico não é favorável. Nos jogos domésticos pós-partida de Champions, a equipa, regra geral, costuma soçobrar (confirmando a infeliz ideia de que as equipas portuguesas não aguentam jogar várias partidas com intervalo de poucos dias). Ora este ano era bom que, à semelhança do que aconteceu na Roménia, também nesta matéria o borrego fosse morto e bem enterrado.

O Estoril não será um adversário fácil, pelo que será o teste ideal para sabermos de que será feito este Sporting versão 2017/2018, num ano em que todos queremos mesmo muito ser campeões.

Outros testes a tomar nota:

 

27/09: Sporting x Barcelona

01/10: Sporting x Porto

31/10: Sporting x Juventus

05/11: Sporting x Braga

 

Ce sont les meilleures equipes

Quem não se arrepia ao ouvir estas palavrinhas? Quem não se arrepia é como quem não sente, não pode ser filho de boa gente. Nunca percebi o porquê de assobiarem o hino da Champions. Os outros é que tinham fixações com o Platini e a UEFA. Obviamente que não esqueço a noite da Gazprom, mas esta peça é um hino ao futebol. Ela transmite o que é o Futebol!

 

Parece que em três minutos vemos um jogo, as defesas in extremis, os vôos dos guarda-redes, as arrancadas dos laterais, as virtuosidades dos extremos, os duelos a meio-campo, a temporização do maestro da equipa, aquele passo a rasgar, o golaço! e aquela celebração de braços abertos olhando o público, os holofotes e o estádio como se tivesse chegado ao Olimpo! Ouvir esta música é sonhar levantar o troféu, é acreditar que tudo é possível.

Eu fiquei feliz com o sorteio, confesso. 

Comecemos pelo ínicio. O Sporting fez uma grande caminhada para estar aqui. Começou há um ano. Um campeonato duvidoso, com erros que prejudicaram o nosso acesso directo. Houve mudanças na equipa, naquele e neste ano, e fomos ao play-off. A primeira-mão foi dura, um soco nas aspirações de goleada de cada Sportinguista seguido pelo desalento das palavras menos certeiras do treinador, qualificando duas realidades de iguais quando estavam muito distantes uma da outra. A segunda-mão foi diferente, parecia que cada jogador do Sporting, menos o Coates, tinham um headphone nos ouvidos com esta música em repeat. Jogaram, lutaram e marcaram que se farta. Uma mão cheia de golos. Estamos onde merecemos contra tudo e contra todos - não fosse o pasquim "A Bola" tentar vaticinar a nossa morte com negro na capa, e no dia anterior ao play-off, que iríamos ver a Champions na bancada pondo as fotografias da equipa nas mesmas, é um exercício interessante ver a azia destes fol(het)eiros.

 

Saiu-nos o Barcelona, a Juventus e o Olympiacos:

Barcelona - Em reestruturação, mas contam com um dos deuses do Futebol. Continuam com o seu estilo de jogo, sempre em posse, triangulações, sustentados pela genialidade do Messi, Suárez e Iniesta. Sem esquecer os laterais rápidos, a defesa fortíssima com o Piqué, Umtiti ou Mascherano e a visão brilhante do Rakitic e Busquets. De orgulho ferido, todas as equipas se tornam perigosas. E o Barça está disposto a reivindicar o seu estatuto de "melhor equipa de sempre" esta época.

Juventus - Não tenho a certeza, mas julgo que foram eles que reabilitaram o 3-5-2 que hoje vemos inúmeros treinadores a impor às suas equipas. Uma defesa, mesmo sem Bonnuci, que mais parece uma parede de betão armado, tão sólida que causa medo ao olhar - ao estilo de "Porcos, Feios e Maus" starring Chiellini and Barzagli. Depois um meio campo que joga de olhos fechados, completamente coordenados com total percepção dos espaços com estrelas como Pjanic, Khedira, Matuidi, Marchisio. Como se não bastasse uma frente de ataque com Higuain, Cuadrado, Douglas Costa, Mandzukic e o novo "10", Dybala. Não se afigurando fácil, as redes são protegidas por um homem que devia constar nos doze trabalhos do Hércules, Buffon, uma lenda viva das balizas e do Futebol.

Olympiacos - Mais "modesto" que os outros dois, é um clube que em 17 anos, ganhou 16 campeonatos, por isso habituado a jogar a fase de grupo da Champions. Conta com o nosso André Martins! Já foi treinada por Leonardo Jardim, Marco Silva e Paulo Bento. Conta ainda com conhecidos nossos: Sebá (ex-Estoril) e Pardo (ex-S.C.Braga). 

Mas nós somos o Sporting Clube de Portugal. Em cada jogo quero que os 11 Leões escolhidos dignifiquem o Clube e o Futebol de elite. Orgulhem-nos, Sportinguistas! Queremos jogar a Champions sem grupos acessívei, jogamos com "os mestres, os melhores, as grandes equipas, os campeões"!

Porque somos um deles!

P.S - Avizinha-se uma das melhores Liga dos Campeões dos últimos anos, a julgar pela qualidade das equipas.

 

 

Crónica de uma morte desanunciada

2017-08-24 (2)

Comecei por um título inspirado em Gabriel García Márquez e é por esse caminho que vou.

Há um episódio delicioso na vida de "Gabo", contado por Carlos Fuentes; Dezembro de 1968, dirigem-se os dois, de comboio, de Paris para Praga, onde os espera Kundera: «chegámos de madrugada a Praga, esperava-nos na estação Kundera, que nos levou, a Gabo e a mim, a uma sauna, quando pedimos um duche para tirarmos o calor, Milan conduziu-nos ao rio Ultava e empurrou-nos, nus como minhocas, para a água congelada. Recordo o comentário de Gabo quando saímos roxos do rio: "Por um instante Carlos, julguei que íamos morrer juntos na terra de Kafka"».

O que tem isto a ver com o jogo de ontem?

Tudo.

Por muito que hoje ufanemos, houve um momento, ontem, que nos sentimos como minhocas em água congelada.

Nada. com o Nacional da Madeira.

Nada a ver, ontem, desceu em mim um espírito (uma fé) e comecei a rever um jogo acontecido há dez anos e uns meses na Madeira com o Nacional da Madeira.

Houve um gajo qualquer do Nacional que marcou um golo, vamos para o intervalo a perder.

Penalty a favor do Sporting, Liedson falha.

Nus, minhocas, água congelada.

Qual quê; troca de Carlos, sai Martins, entra Bueno e o improvável goleador aponta quatro golos, Liedson redime-se do penalty falhado e o Sporting vence o Nacional na da Madeira com o mesmo resultado que ontem venceu em Bucareste.

Há pesadelos que se transformam em sonhos.

(à atenção de Barcelona, Juventus e Olimpiakos).

Para terminar, não fui só eu, não fomos só nós, sportinguistas, a recear, o pior, ontem, a Bola, até já nos tinha embrulhado em papel negro, estavam preparados para anunciar a nossa morte, tiveram que a "desanunciar".

 

Hoje foi dia de sorteio

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Venha o Steaua.

Parece que a nossa sorte está a mudar.

Primeiro o video-arbitro que faz com que não sejamos prejudicados, depois uma conjugação de resultados inesperada que nos torna cabeça de série no sorteio da Champions, agora um sorteio amigo, ao contrário do que costuma acontecer.

Não sei o que se passa mas estou a gostar e espero que as boas surpresas continuem e que seja um sinal de que as coisas nos vão começar a correr melhor.

Agora é preciso vencer já os 2 primeiros jogos do campeonato e entrar com tudo para cima dos romenos no dia 15.

Venham de lá esses jogos!

 

Estrelinha da sorte...

A mais que improvável conjugação de resultados aconteceu, e o Sporting Clube de Portugal é cabeça de série no sorteio do playoff da Champions. O que faz diferença.

Noticia o Record que "O cenário era altamente improvável... mas aconteceu mesmo. Seria preciso quase um 'milagre' para o Sporting ser cabeça-de-série no sorteio do playoff da Liga dos Campeões mas a conjugação de resultados necessária para tal veio mesmo a ocorrer e os leões passaram de possíveis adversários como Sevilha, Liverpool, Nápoles, CSKA e Ajax para Nice, Young Boys, Steaua Bucareste, Basaksehir e Hoffenheim. Teoricamente bem mais acessíveis."

Espero que estejamos à altura do "milagre" e passemos à fase de grupos. Bem precisamos de amealhar o dinheiro da participação nessa fase, pois o que já lá vai em contratações...

Depois da introdução do VAR (Monaco e Fiorentina, e agora na liga), o "milagre" de cabeça de série. A época promete. Estrelinha da sorte, estrela de campeão?

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A Europa e o Vida

Há pessoas que têm tendência para o conformismo, para o "deixa andar", "é a vida" dizem enquanto encolhem os ombros.

Como dizia Antero de Quental: não é lisonjeando o mau gosto e as péssimas ideias das maiorias, indo atrás delas, tomando por guia a ignorância e a vulgaridade - que se hão-de produzir as ideias, as ciências, as crenças, os sentimentos que a humanidade contemporânea precisa.

A frase citada tem cerca de 150 anos, foi proferida aquando da "Questão Coimbrã" e continua actual.

Quando analisamos futebol, tendemos a olhar para o imediato mas olhemos um pouco mais para trás, recuemos ao dia 1 de Novembro de 2016.

Nesse dia, num estádio em Lisboa, foram cometidos e assinalados dois penalties um para cada equipa.

Ontem foram cometidos mas não foram assinalados penalties a favor do Sporting, um penalty concretizado seria a diferença entre estar ou não na Europa, esta frase, também, tem validade para o jogo a que atrás aludi. Não fosse o penalty cometido por Vida e concretizado por Sálvio e o penalty falhado por Júnior Moraes, o Dínamo de Kiev continuaria na Champions e o Benfica estaria fora da Europa.

É a vida... foi o Vida.

Slow down

Não percebo muito bem esta coisa de que temos que ganhar ao Real Madrid, como já tínhamos que ganhar ao Borussia Dortmund, se não somos um fracasso e a época é um desastre. Julgo até que esse espírito está na origem de uma parte grande dos problemas desta época. Apostar as fichas em passar num grupo com Real Madrid e Borussia Dortmund é, no mínimo, lírico. Talvez irresponsável fosse até uma palavra melhor. Apostar as fichas em ganhar um jogo ao Real Madrid ou ao Borussia Dortmund não me parece grande estratégia. Porquê? São equipas de outra dimensão. Podes (como diz o nosso treinador) fazer o jogo da tua vida e mesmo assim não ganhar. Não é nada a que estejamos habituados. Por exemplo, não é como jogar com Porto ou Benfica. Com esses, fazes um bom jogo e ganhas. O mesmo já não se passa com equipas como as que nos calharam em sorte no grupo. Isso viu-se perfeitamente no jogo com o Real: um jogão e, no fim, embrulha uma derrota. O Modric, o James, o Benzema, o Kroos e o Ronaldo arranjam lá uma coisa qualquer e marcam. Mas também se viu nos jogos com o Dortmund: bastou o Aubameyang acelerar um bocadinho à frente do Rúben Semedo e lá voltámos com zero pontos. O pior disto tudo é a consequência interna, i.e. perder também por cá, como se viu nos jogos a seguir. Lá está a irresponsabilidade. Posso estar a ver mal as coisas, mas parece-me que Jesus apostou muitas fichas na Champions. O que significa que preparou mal a equipa para o campeonato, pelo menos nesta fase inicial.

 

Dito isto, não quer dizer que não se ganhe ao Real Madrid. Mas isso não passa por ir jogar "olhos nos olhos". Passa por ratice. Como o Legia de Varsóvia, que lhes sacou um empate. Não jogou "olhos nos olhos". Jogou "olhos no queixo" e foi assim que lá lhes meteu três. Foi também assim que o Porto ganhou ao Bayern Munique há dois anos nas Antas. O Jesus tinha obrigação de saber montar uma equipa com este espírito.

 

Se não ganharmos, não percebo qual é o drama: estamos onde sempre toda a gente imaginou que iríamos estar, em 3º lugar num dos grupos mais difíceis. Drama é estarmos como estamos no campeonato.

Soltas do Dortmund x Sporting

1. Jorge Jesus é irredutível e fiel ao seu 4-4-2 mas ontem, quando escalou Coates, Semedo e Paulo Oliveira de início, não sei qual foi a vossa reacção, mas eu cá lembrei-me que na última vez que o Sporting foi campeão, o 11 base tinha...3 centrais (André Cruz, Beto e Phill Babb).

2. Contrariando todas as expectativas, o Sporting vai chegar à 5ª jornada da fase de grupos ainda a disputar o apuramento para a fase seguinte da Champions. Acho que não poderíamos desejar melhor tónico para o jogo contra o Real em casa do que ainda estarmos na discussão pelo apuramento.

3. Weidenfeller, histórico redes do Dortmund, é suplente. Os nomes nunca jogam nos 11. Que bom seria que o exemplo alemão encontrasse eco em Alvalade. 

4. Apostar em cruzamentos contra equipas alemãs ou inglesas, tem tantas probalidades em resultar como as do William Carvalho nos penaltis (por falar nisso, que não tive notícia, o JJ sempre explicou por que é que escolheu o William para marcar contra o Nacional?). 

5. Novo falhanço de Bryan Ruiz em mais um momento decisivo do jogo. É caso para dizer que o costarriquenho, de quem sou fã, é o homem errado, no sítio certo, à hora certa.

Perninhas para que te quero

Esta fase de grupos arrisca-se a ficar como a das vitórias morais: "pusemos o Real em sentido", "pusemos o Dortmund 15 minutos a jogar para trás". Pois, eu queria era ver-nos a nós a jogar para trás com um golo de avanço - e houve oportunidade para isso em Madrid. O spin dos últimos dias ficou perfeitamente comprovado: o Dortmund com nove lesionados é super acessível. Pois, pois: quantos dos nossos jogadores teriam entrada directa na equipa do Dortmund? Dois, na melhor das hipóteses, três? Aquele Aubameyang (uma espécie de Usain bolt com bola: viste-o, Semedo?) está ao nível do ponta-de-lança do Chaves, de que agora não me lembra o nome, e o Mario Götze nem sequer chega aos calcanhares daquele criativo do Paços de Ferreira, como é que ele se chama...? Exacto, o Minhoca. O problema é que bater o pé ao Real Madrid e ao Borussia Dortmund é muito bonito mas traz mazelas. Por isso, o que eu quero ver é como vão estar as perninhas no jogo contra o Tondela. Oremos.

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