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És a nossa Fé!

O dia em que os pequenos visitaram os grandes

O grande Sporting em casa, o pequeno Benfica a visitá-lo.

O grande Porto em casa, o pequeno Liverpool a visitá-lo.

O grande Real Madrid em casa, o pequeno Paris SG a visitá-lo.

O grande Sporting venceu... 33 a 29.

O grande Porto está a perder (faltam 10 minutos)... 0 a 4. Digo 0 a 5.

O grande Real Madrid está empatado (faltam 10 minutos) 1 a 1.  Cristiano Ronaldo marca o segundo. Ronaldo 2 PSG 1.

Há pequenos que são sempre pequenos.

Há pequenos que se agigantam (ou grandes que se apequenam).

Há grandes e pequenos assim-assim. 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Apocalypse Nou

Ao contrário do que muitos poderão pensar, apocalipse não significa o "fim do mundo", mas sim a revelação de coisas que permaneciam desconhecidas. Nesse sentido, Jesus exibiu hoje ao mundo, em Camp Nou, a "táctica dos 3 defesas", a qual mantivera no segredo dos deuses desde o início da época.

Estando Patrício entre os postes, Piccini, Coates e Mathieu formaram o trio defensivo, com Ristovski a fazer toda a ala direita (em teoria, está claro) e Acuña a ala esquerda, sendo que o argentino jogou sempre a partir de uma posição mais recuada que o macedónio. William, Battaglia e Bruno César completaram o quinteto do meio-campo e Bruno Fernandes e Alan Ruiz ocuparam as posições mais adiantadas no terreno. Um 3x5x2 com boa vontade, dadas as características dos "atacantes".

A equipa culé pareceu baralhada e, na verdade, durante a primeira parte apenas por uma vez incomodou a baliza de São Patrício, quando Luis Suárez iludiu a marcação do seu compatriota Coates e surgiu na cara de Rui, o qual executou a "mancha" com maestria. É certo que no ataque fomos uns gatinhos, os nossos jogadores não causando mais do que uns arranhões nos blaugrana (dois remates de Bruno Fernandes e uma arrancada voluntariosa de Battaglia aos 21 minutos), exceptuando o amorfo Alan Ruiz, subitamente despertado de uma prolongada letargia para, irresponsavelmente, marcar violentamente o tornozelo de um jogador da cidade condal, num lance em que o árbitro foi bondoso ao apenas o punir com o cartão amarelo, em vez de lhe conceder um prematuro duche escocês.

Para a segunda parte, JJ tentou arriscar mais um pouco, retirando o inoperante Alan - um jogador "sem cabeça" nunca poderia ganhar bolas pelo ar - e o arrítmico Ristovski e colocando Bas Dost e Gelson Martins, alterando posteriormente o seu sistema para o habitual 4x3x3, pós troca de Bruno César (só dura 60 minutos) por Fábio Coentrão . O treinador leonino acabaria traído pela desatenção fatal de marcação, de Gelson, no canto que deu origem ao primeiro golo do Barça (57 minutos) e pelo falhanço de Dost na cara do golo, após centro excepcionalmente executado por Bruno Fernandes (61 minutos).

Tempo ainda para uma grande parada de Rui Patrício, a remate de Messi, para nova perdida de Dost (desta vez assistido por Coentrão) e para mais um momento de infelicidade (Mathieu) que resultou em novo auto-golo (Coates já havia "marcado" em Alvalade).

Destaques pela positiva para Coates, Bruno Fernandes, Patrício e Piccini, exactamente por esta ordem (decrescente) e pela negativa para Ruiz, William e Dost (um ponta-de-lança não pode deixar de marcar pelo menos uma daquelas oportunidades).

O árbitro, proveniente da Escócia, esteve globalmente bem, mas ficaram dúvidas sobre a legalidade do desvio de Digne na área do Barcelona, durante a primeira parte, naquilo que pareceu um "vintage penalty", conservado e maturado em cascos de carvalho e tudo.

 

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Ver-se-ão gregos.

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"Ver-se grego" é daquelas expressões que se conhecem, usam, percebem. Mas qual a sua origem? Procurei e foi no Ciberdúvidas que encontrei a melhor, mais atractiva, das propostas explicativas: 

 

"De Vasco Botelho de Amaral em Mistérios e Maravilhas da Língua Portuguesa (Livraria Simões Lopes, Porto, 1950):

"O grego foi sempre tomado na romanidade como coisa difícil. Na Idade Média era até frequentíssimo este dito, muito usado pelos que faziam transcrições ou traduções: "Graecum est, non legitur" – "É grego, não se entende". Ainda hoje se diz – "isto para mim é grego", ou seja, "não percebo nada disto". 

ver-se grego não deve provir de se tornar grego no sentido de se ver como natural ou habitante da Grécia. No entanto, o mistério em que sempre se tem envolvido o que é grego, por menos acessível ao comum das gentes, decerto influiu no facto de a palavra grego se haver aplicado aos ciganos, cuja origem tanto mistério encobre, mas que se julgaram oriundos do antigo império grego. Escrevi, por isso, no Glossário Crítico de Dificuldades que ver-se grego deve relacionar-se com os ciganos: "Supostos estes oriundos do antigo império grego, aos ciganos se chamou gregos. A sua vida cheia de dificuldades, perigos, aventuras, perseguições, deu lugar a que se veja grego quem sofra percalços ou se veja neles. Por um lado, a linguagem dos ciganos, o protótipo do ininteligível, por outro lado, a confusão de ciganos com gregos da Ásia Menor e a sua vida cheia de peripécias, de dificuldades do ciganear, tudo isto misturado é o que dará a origem do ver-se grego."

 

Bem, vem isto a propósito da Juventus. A "Velha Senhora" hoje ver-se-á grega. Se diante de algo ilegível (aliás, incompreensível) se diante de dificuldades próprias dos pobres ciganos (aliás, incontornáveis). A minha solidariedade para com os seus adeptos. Mas para o ano haverá mais ...

Lampião que vai à frente alumia duas vezes

Os resultados da jornada europeia de ontem demonstraram aquilo que muitos comentadores tinham notado no final da última: as possibilidades de o Benfica se apurar para a Europa continuam a ser maiores do que as do Sporting. O Sporting complicou as contas na última jornada, ao empatar com a Juventus, e não desfez o nó ontem. Já o Benfica fez uma exibição monumental em Manchester (apenas manchada por um ou outro erro individual) e não se lhe podia pedir que fosse bater-se de igual para igual com o actual terceiro classificado do campeonato russo. Se o Sporting complicou as contas, o Benfica tornou-as bem simples, num grupo que tinha tudo para ser muito difícil ao início.

Tudo ao molho e Fé em Deus - A Quinta dos Brunos segue na Europa

Grande noite europeia em Alvalade. Ainda muitos espectadores se acomodavam nas bancadas e já André Pinto acertava no ferro da baliza grega. Foi o quarto remate aos postes em dois jogos contra o Olympiacos, um clássico. Na mesma linha, voltámos a marcar 3 golos e a falhar outros tantos. Sendo um jogo de Champions, a tradição não seria o que é se não emergisse Bruno César a engrossar o seu rol de vítimas em 2 anos de liga milionária: Real Madrid, Borussia Dortmund, Juventus, Olympiacos. Bem sei que a nova coqueluche do outro lado da 2ª Circular já marcou dois golos em apenas uma edição (e dois jogos), mas ainda assim não será coisa pouca, certamente [ou como se pode trazer águ(i)a no bico da bota do brasileiro]. Dia normal no escritório, também, para o inevitável Bas Dost - os 4 jogos anteriores é que constituiram um paradoxo - com mais 2 golos no seu pecúlio.

O futebol seria pouco mais do que um negócio se não houvesse a arte sublime de jogadores como Bruno Fernandes, a lembrar-nos o quão belo pode ser o jogo. Bruno, o influente, não marcou (assistiu para um golo do "flying dutchman") mas encantou. A ele, não lhe chega fazer golo, é preciso fazê-lo com estilo. Com um mestrado em trignometria, ontem, esteve 90 minutos a tentar colocar a bola nos ângulos da baliza grega. Falhou à tangente, mas pelo menos não foi secante para a audiência. Felizmente para nós, os helénicos não leram o Manual para (parar) Brunos...

Um jogo do Sporting não seria a mesma coisa, se não aparecesse Jorge Jesus a inventar qualquer coisa. O genial Dr Jekyll que há em si urdira um extraordinário plano de jogo, mas Mr Hyde tinha de emergir. Desta vez, decidiu substituir metade da defesa, imagine-se. Um dos que entraram, ou não partilhásse o nosso sangue desde pequenino, tremia a varas verdes. Começou por abalroar o seu próprio guarda-redes, terminaria a falhar a intercepção no golo do Olympiacos. A questão nem é Tobias ou não Tobias, é mais Valium ou Lexotan. Para pôr a cereja em cima do bolo, "la pièce de résistance", no fim lá entrou o 2 Ts.

Destaques ainda para Piccini - o nosso primeiro golo foi fabricado no seu discreto, mas altamente eficiente, laboratório -, Mathieu - não ficou tremida aquela quase gloriosa fotografia que tirou ao guardião grego - e Gelson Martins, um general muitas vezes perdido no seu próprio labirinto, de onde se libertou para assistir Dost.

 

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Reis das Faltas

A Bola de hoje lembrou-se de puxar o Sporting para a sua capa e o verde fica bem no jornal. Para além do alegado e reaquecido interesse nos caríssimos extremos argentinos Pavon e Pity, o diário destaca que "Leões são os reis das faltas na Champions". Esta informação tem relevância para estar na capa? Não peço qu´A Bola seja o jornal do meu clube mas recordo que o Sporting, num grupo com Barcelona, Juventus e Olympiacos, soma 4 pontos e tem hipóteses de se apurar para os oitavos da Liga dos Campeões. Teve duas vitórias morais mas 4 pontos não me parece mau negócio, neste contexto. Já parece o outro dia, quando nos oráculos da SIC Notícias se podia ler que "Benfica ainda tem hipóteses de se apurar" enquanto que Sporting, com um empate, "punha em causa o apuramento". É de mais. 

Hoje giro eu - Honrar a genialidade

Muita polémica vem causando os já habituais assobios de adeptos leoninos quando ecoa no estádio o hino oficial da Champions e as equipas se encontram perfiladas no centro do terreno antes do início de cada jogo.

Eu gostaria de dizer que entendo o protesto: o escandaloso penálti assinalado a favor do Schalke ou os jogos com o CSKA ainda se encontram frescos na memória de muita gente e acontecimentos como os ocorridos durante o Sporting-Barcelona desta edição da Liga dos Campeões - em que vários dos nossos jogadores foram admoestados com pouco critério e a UEFA ainda agravou a situação, multando-nos por excesso de "amarelos" - não ajudam a atenuar esse sentimento de revolta. Mesmo o argumento daqueles que, muito respeitávelmente, consideram ser incongruente aceitar participar na prova e ter tal comportamento a mim não colhe, porque os adeptos têm direito à indignação e, apesar de tudo, o assobio é uma forma não violenta, logo admissível, de o manifestar.

Com o que eu não posso estar de acordo é com a forma utilizada: a música, mais ainda, a imortal composição de Handel, é uma forma de arte (entre outras) que sublima aquilo que é o melhor do ser humano e da nossa civilização. Ninguém, por não ser católico ou não gostar do Papa vai à Capela Sistina, no Vaticano, assobiar a pintura de Michelangelo. Os ancestrais inimigos dos egípcios não apupam as Pirâmides de Gizé, os paquistaneses não vão a Agra vaiar o Taj Mahal. Repudiar o momento em que o profano quase toca o sagrado é, em vez de louvar a excelência e o brilhantismo que o Homem pode atingir, regredir para tempos pré-históricos de barbárie.

Por isso faço aqui um apelo aos nossos adeptos: escolham outro momento para manifestar a Vossa (justa) revolta. Pode ser o momento em que o árbitro apite para o início do jogo, o final da primeira-parte, o recomeço (segunda-parte), o minuto exacto em que foi (mal) assinalada a penalidade a Jonathan em Gelsenkirchen ou outro qualquer que as claques julguem por bom, mas por favor não confundam os erros (ou outra coisa qualquer) perpetrados por gente que a espuma do tempo devorará da nossa memória com a grandiosidade da obra de um génio, a vitória da nossa civilização.

 

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Tudo ao molho e FÉ em Deus - Faltou a varinha mágica em noite de Halloween

Em noite de Halloween, Rui Patrício viu-se rodeado das habituais caras conhecidas na linha defensiva. Assim, para esse efeito, Ristovski surgiu mascarado de Piccini, André Pinto vestiu o disfarce de Mathieu e Jonathan...bem, Jonathan foi "Jonathan ao Cuadrado", tantas foram as vezes em que se teve de deparar com o extremo colombiano, o qual foi ala e, mais tarde, lateral direito na equipa da Juventus. Nada de anormal, pois à mesma hora, em Manchester, Svilar vestiu a carapaça de Mitroglou, marcando pelo segundo jogo consecutivo naquilo que foi a antecipação do Dia de Finados lá para as bandas da Luz. É caso para dizer que em noite de bruxas, nem (S)vilar das Perdizes os safou. E nem se pode referir, tendo tão boa imprensa, que Svilar tenha as costas largas...

Como curiosidade, o Sporting marcou o seu golo no quarto de hora em que tocou mais vezes na bola (15-30 minutos, 176 toques) e sofreu o tento da Juve nos últimos 15 minutos, período em que teve menos bola (apenas 78 toques). Globalmente, a equipa tocou 450 vezes na bola durante a primeira parte e 275 vezes, na segunda parte (61,1% do registo do primeiro tempo). Assim se conclui que, mesmo em noite de Halloween, não houve actividade paranormal, apenas consequências que decorreram das estatísticas.

Destaque global para Gelson Martins que esteve em todos os lances de perigo da equipa leonina. Aos 19 minutos, brincou com os apoios de Chiellini, torcendo-lhe a espinal medula de tal forma que já terá consulta marcada num quiroprático, no regresso a Turim. Do lance resultaria o golo do Sporting, após defesa incompleta (e para a frente) de Buffon, o qual perdeu o duelo de "Monstros" com o nosso São Patrício, o exorcista do "mal" transalpino. Na segunda parte, o ala arrancou por entre Alex Sandro e Barzagli e, mesmo carregado pelo brasileiro, percorreu 50 metros e conseguiu chegar à área para depois acabar a decidir pessimamente, não rematando à baliza do desamparado guarda-redes "bianconeri". Ainda participaria na jogada concluida com remate ao lado de Bruno César e naquela em que Bas Dost teria marcado se não tivesse cortado as unhas dos pés durante o fim-de-semana. Em suma, Gelson foi um constante pesadelo para a defesa italiana, tranformando o estádio de Alvalade numa casa assombrada para os "piemontesi".

Outro jogador em evidência foi Battaglia. Começou (primeiro quarto de hora) com uns modestos 6,4% de participação na posse de bola leonina, mas já terminaria a primeira parte com uns imponentes 12,4%, concluindo o encontro com uns notáveis - para um trinco, sendo que ainda foi box-to-box e lateral direito - 13,1%. Também acima da média estiveram Patrício, Ristovski (confirmação das boas indicações deixadas na Taça da Liga) e Acuña, o Muro de Alvalade. Bas Dost, em jogo de grande disponibilidade, conseguiu ganhar importantes bolas nos ares e Bruno César voltou a marcar um golo na Champions. Uma nota final para Bruno Fernandes: as coisas podem até não lhe sair bem, mas é indiscutível que tem um extra de qualidade face a qualquer outro jogador do plantel do Sporting, como se tornou bem evidente no lance que marcaria o último suspiro de ataque leonino. 

 

Junto apresento quadro da posse de bola leonina e comparação com os números de Battaglia, a quem pela função específica em campo muitos destes toques correspondem a desarmes efectivos. Eis a tabela:

imagem.png

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Hoje giro eu - Não mexer um(a) Palhinha

Se hoje, contra a toda poderosa Juve, William não puder jogar, Palhinha deverá ser o seu substituto natural. Contra uma equipa italiana cínica e mortal na exploração dos desequilibrios, alterar o sistema de 4-3-3 que temos vindo a utilizar na Champions poderá ser um suícidio. Assim, a entrada do ex-sacavenense para a posição de trinco permitir-nos-á manter a coesão a meio-campo, com Battaglia como box-to-box e Bruno Fernandes a criar jogo entrelinhas. 

Palhinha é um jogador com condições físicas excepcionais para a posição de trinco: é alto e com envergadura, o que lhe permite explorar com vantagem os duelos aéreos, podendo dominar assim o jogo directo italiano; é intenso e rápido nos espaços curtos e compensa bem nas alas, o que pode dar algum extra de foco atacante a Acuña ou Gelson, jogadores que habitualmente se desgastam muito no constante vai-vém que lhes é pedido. E já mostrou ter golo, principalmente na sequência de bolas paradas, algo que pode vir a fazer a diferença num momento de jogo em que os "bianconeri" são exímios.

Por mim, na estratégia para o jogo, em termos da disposição das "pedras" no terreno, não mexeria um(a) Palhinha...

 

palhinha.jpg

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - A Velha Senhora matou o sonho da Juve leonina

"Mesmo na noite mais escura

em tempo de servidão

há sempre alguém que resiste

há sempre alguém que diz não" - Trova do tempo que passa

 

Jorge Jesus primeiro deu-nos esperança e depois ajudou a "vecchia signora" a matar o sonho da nossa jovem equipa. Desenho táctico uma vez mais excelente, por parte do treinador português, substituição desastrada de Coentrão por Jonathan, também para não variar. Nesse sentido, nem Hitchcock, nem Carpenter, mestres na criação de suspense, nem actores como Cary Grant ou James Stewart, catedráticos da arte dramática, conseguiram alguma vez transportar para o ecrã uma personagem que anunciasse, pela expressão da sua face, tão bem como Fábio Coentrão no momento da sua saída, o que viria a seguir.

Jesus é como uma Matryoshka russa: dentro dele há sempre umas figurinhas que é preciso ir desencaixando - o Jesus das substituições, o Jesus comunicador, o Jesus que não melhora os miúdos, o Jesus fanfarrão, o Jesus que quer sempre mais jogadores, até encontrarmos a única personagem não oca, verdadeiramente sólida e que revela genialidade que compõe a sua complexa personalidade como treinador: o Jesus, Mestre da táctica.

A Juve foi a Juve: tal como a morte e os cobradores de impostos, os italianos nunca falham. No momento da decisão, a qualidade extra ajuda muito. Pjanic e Mandzukic não faltaram à chamada e dá sempre jeito, quando se quer mexer na equipa, ter ali um Douglas Costa ou um Matuidi à mão, prontos para entrar. Mas, num jogo muito cinematográfico, as mãos na cabeça de Buffon aquando do desperdício de Doumbia dizem muito sobre aquilo que os obrigámos a sofrer.

Nos nossos, Patricio a grande nível, bem acompanhado por Piccini, Mathieu e Coates. Do meio-campo para a frente, o melhor foi Acuña, embora Bruno Fernandes tenha estado nos lances das nossas duas oportunidades. Uma pena nunca podermos ver o argentino recuar para lateral e partir para o ataque em combinações com... Bryan Ruiz.

Em resumo, exibimo-nos mostrando qualidade como nunca, perdemos com os mesmos erros de sempre...

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Hoje giro eu - Em Turim para vencer

Aproxima-se a passos largos um dos jogos mais importantes da época para o Sporting, uma oportunidade de ouro de afirmar ao mundo a qualidade do nosso técnico e dos nossos jogadores e de mostrar a pujança do nosso clube. 

Não jogaremos contra uma equipa qualquer: a Juventus é só a finalista vencida da última edição da Champions, tem no seu plantel um "monstro sagrado", campeão do mundo, como o guarda-redes Gianluigi Buffon, centrais experientes (todos acima dos 30 anos) como Chiellini, Benatia ou Barzagli, laterais da classe de um Lichsteiner ou Alex Sandro, um meio-campo com várias opções que vão de Pjanic a Cuadrado, passando por Khedira, Matuidi (ex-PSG) ou Sturaro, e um ataque onde pontificam Higuain, Douglas Costa (contratado ao Bayern), Mandzukic, Bernardeschi (jovem promessa proveniente da Fiorentina) e a estrela Dybala.

Primeira boa noticia: Só podem jogar 11 de cada vez. Segunda boa noticia: 8 dos jogadores supracitados têm mais de 30 anos, com predominância na defesa onde apenas o brasileiro Alex Sandro (26 anos) está abaixo dessa idade.

Para ganharmos em Turim temos de conseguir conciliar duas coisas: muita posse de bola, com ela desgastando os trintões italianos, e máxima eficácia na hora do remate (não podemos repetir os baixos índices de concretização registados no Pireu).

Eu acredito!!!

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{ Blog fundado em 2012. }

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