12 Abr 17

 

Elabora a cartilha em Windows.

 


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07 Abr 17

O que o caso da "cartilha" de Janela nos dá é uma oportunidade para espreitar a célebre "estrutura" em acção. Já todos tínhamos percebido que os briefings existiam, não sabíamos era o formato. Já tínhamos percebido que existiam, mas faltavam as provas. É como os árbitros amigos e as equipas amigas, que se prestam a levar cabazadas: sabemos que existem, só faltam as provas. O que a cartilha revela é um clube doente (Rui Gomes da Silva e Pedro Guerra são apenas sintomas da doença). Doentiamente obcecado por vencer. A sua obsessão pela vitória fá-lo pensar que vale tudo. Para quê esta adopção dos métodos mais doentios da política? E a cartilha é apenas a ponta do icebergue. A "estrutura" do Benfica deveria perceber que isto é apenas um jogo (mesmo se maior do que a vida ou a morte, como dizia o outro). A graça não está em ganhar sempre. Está em competir para tentar ganhar e, depois, ganhar umas vezes e perder outras. A "estrutura" do Benfica deveria perceber isto, mas não dá ares de perceber. Vai ter de perceber de outra maneira.


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Janela "não confirma nem desmente" ser autor da cartilha lampiónica.

Nem precisa: o estilo, os temas e até o vocabulário utilizado denunciam-no. Como uma impressão digital.

Confessa entretanto o sujeito que tem uma empresa que trabalha "com vários clubes, nacionais e internacionais". Ora aí está um excelente início de conversa: saber quais são os clubes que lhe pagam, através da tal empresa. Com a certeza antecipada de que não é o Sporting, sobre o qual tem bolçado frases cheias de ódio vesgo e rancoroso. Falta esclarecer se isso também se insere no âmbito da relação de "trabalho" que mantém com outros clubes, servindo neste caso a estação de TV como involuntária barriga de aluguer.

Os telespectadores que assistem aos debates sobre futebol têm o direito - e até o dever - de exigir às empresas televisivas que esclareçam eventuais conflitos de interesses dos comentadores que contratam para os seus painéis.

Não basta reclamar transparência para o futebol em abstracto: é preciso fazê-lo no concreto. Começando precisamente por aqui.

 

................................................................

 

Adenda.

Oportuna pergunta do Mestre de Cerimónias: quantos jornalistas receberão os briefings e os usarão no seu trabalho?


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«Nós aqui neste país é que somos um país de brandos costumes que vamos aturando os devaneios e os dislates do Bruno de Carvalho.»

«Num outro país que não Portugal… Inglaterra, Espanha, Itália… o rol de ofensas e insultos que Bruno de Carvalho já produziu no futebol português… já tinha sido irradiado. Em Itália já tinha sido irradiado! Na Alemanha já tinha sido irradiado! »

Carlos Janela, 30 de Março

 

«Num país mais rigoroso da Europa, logo ao primeiro dislate, um desaforo, uma ofensa, a Federação chamaria o Bruno de Carvalho.»

«Bruno de Carvalho, num outro qualquer país – Alemanha, Inglaterra, Espanha, Itália, etc., teria como castigo a PENA DE IRRADIAÇÃO. Nenhuma das Federações desses países teria a passividade, a tolerância e a paciência que a Federação Portuguesa de Futebol tem tido com o a[c]tual presidente do Sporting.»

Cartilha lampiónica, divulgada a 4 de Abril


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06 Abr 17

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«Num outro país que não Portugal… Inglaterra, Espanha, Itália… o rol de ofensas e insultos que Bruno de Carvalho já produziu no futebol português… já tinha sido irradiado.

Estamos a fazer uma confusão entre liberdade de expressão e libertinagem. Ou seja, a possibilidade de alguém ofender… se achar no direito de ofender o bom nome, a reputação e a integridade moral de pessoas ou de agentes ligados ao futebol português.

Há um desrespeito constante vindo… tendo… que tem origem em Bruno de Carvalho por tudo quanto é instituição no futebol português. E este… este comportamento repetido tinha que… tinha que desencadear um castigo desta dimensão.

Eu até julgo que as autoridades e os órgãos disciplinares têm sido muito condescendentes… muito condescendentes… num país com outros costumes… em Inglaterra…

Nós aqui neste país é que somos um país de brandos costumes que vamos aturando os devaneios e os dislates do Bruno de Carvalho e outras pessoas… vamos aturando… porque somos um país de brandos costumes!

Em Itália já tinha sido irradiado! Na Alemanha já tinha sido irradiado! Não tem hipótese nenhuma!»

 

Carlos Janela, CMTV, 30 de Março


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07 Mar 17
As pitonisas
Pedro Correia

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«Madeira Rodrigues mostrou um discurso agregador. Não tenho a menor dúvida que Bruno de Carvalho foi goleado [no debate televisivo].»

Bruno Prata, na RTP 3 (23 de Fevereiro)

 

«Madeira Rodrigues pode ganhar as eleições. Bruno de Carvalho deixa o Sporting em cacos.»

Carlos Janela, na CMTV (23 de Fevereiro)


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02 Mar 17
Ódio à janela
Pedro Correia

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A campanha eleitoral leonina fez libertar de constrangimentos a legião anti-Sporting, que a pretexto de críticas a Bruno de Carvalho desatou a disparar proclamações de ódio ao nosso clube. Nesta tarefa tem-se destacado um tal Carlos Janela, agora investido do papel de "comentador" - função que o autoriza, pensa o sujeito, a disparar as maiores bojardas contra uma agremiação que (garantem-me) já terá frequentado como director desportivo. Algo de muito grave lhe deve ter acontecido em Alvalade quando por lá passou: tanto ressabiamento só pode explicar-se como consequência de um trauma porventura inconfessável.

"O Sporting é um clube cheio de mentiras, cheio de embustes, cheio de mistificações. É um clube completamente desestruturado! É um clube que ninguém respeita, em que ninguém acredita!" Frases ditas há dias pelo tal Janela no programa da CMTV onde por vezes predica. De olhos esbugalhados, investiu contra Bruno de Carvalho, a quem acusou de "deixar o Sporting em cacos", enquanto manifestava a sua admiração por Pedro Madeira Rodrigues, vaticinando que "pode ganhar as eleições".

Madeira City Rodrigues, o ex-bloguista anónimo que agora pretende trazer "elevação" ao Sporting, é apoiado por gente desta. Do execrável Espadinha, cançonetista travestido de carroceiro, ao inenarrável Janela, que no Euro-2016 praticou um dos maiores exercícios de contorcionismo dialéctico a que alguma vez assisti, zurzindo a selecção nacional até à véspera da final em Paris, quando enfim se converteu ao clube de fãs da equipa das quinas.

Cada vez que carregam no gatilho, estes e outros dão votos a Bruno de Carvalho. Porque os sportinguistas sabem muito bem o que sucederia se o nosso clube fosse confiado à turma de ressabiados que gravita em torno do candidato alternativo. Aí sim, ficaria o "Sporting em cacos".

Nada de novo, aliás: foi um clube assim que o actual presidente do Sporting encontrou ao assumir funções há quatro anos.


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17 Out 16

 

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Análise à prestação de Manuel Mota, árbitro do Famalicão-Sporting, na imprensa de 14 de Outubro:

Record: «Perdou um cartão vermelho a Jorge Miguel (agressão a Alan Ruiz), não marcou um penálti por mão de Medeiros e não soube gerir o jogo disciplinarmente. Ainda pior do que o jogo...»

Marco Ferreira, Record: «Penálti por assinalar aos 65': Medeiros domina a bola com o braço na área após centro de Bruno César. Vemelho por assinalar aos 44': Conduta violenta de Jorge Miguel, que atinge a coxa de Alan Ruiz com a sola da bota já depois de o árbitro interromper o encontro.»

A Bola: «Exibição fraca do árbitro, a coincidir com a qualidade do jogo. Perdoou um penálti ao Famalicão por mão de Medeiros na área e também foi brando no capítulo disciplinar.»

Jorge Pessoa e Silva, A Bola: «Não foi nada bonito, Jorge Miguel. Cravou os pitons na coxa de Alan Ruiz por maldade, depois de o ter abalroado, tal como a Elias (44'); puxou o braço atrás para atingir Gelson na cara, com o cotovelo (67'). Duas agressões que o árbitro não viu. Foi feio, muito feio!»

 

...............................................................................................

 

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"Deixe-me dar um elogio à arbitragem. Muito boa, a arbitragem."

Carlos "Catedral da Luz" Janela, enaltecendo o desempenho de Manuel Mota no mesmo encontro - um desempenho que só ele viu. (CMTV, 13 de Outubro)


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23 Jul 16

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Há por aí um senhor que responde pelo nome de Carlos Janela. Ignoro se foi um futebolista conceituado ou se é um treinador com mérito. A falha só pode ser minha: apenas muito recentemente ouvi falar dele. Não por qualquer mérito revelado no campo desportivo, mas por marcar presença assídua nos estúdios televisivos, sobretudo em dois canais.

Geralmente não presto a menor atenção ao que diz. Mas a insistência dele em bater na selecção nacional - talvez para se fazer mais notado - foi tão forte que tomei a devida nota do que afirmou, na SIC Notícias, em duas ocasiões sucessivas: imediatamente antes da meia-final contra o País de Gales e na véspera da final.

Chamou-me a atenção o tom peremptório em que garantiu aos telespectadores que Pepe jogaria a meia-final. Esta presença seria obrigatória, assegurou, pois o central do Real Madrid é o único elemento do nosso reduto defensivo com "capacidade e velocidade para acompanhar as movimentações do ataque de Gales".

Tamanha sabedoria parecia digna de ser assinalada.

O problema, como sucede a tantas personagens que se pavoneiam nas pantalhas a propósito do futebol, é que os factos não se dignaram ajustar às sábias palavras do professor doutor Janela. Pepe, com dores musculares, não jogou. E mesmo assim os seus colegas mantiveram a baliza portuguesa invicta, travando todas as investidas galesas.

Deixo-vos o conjunto das afirmações que anotei. Chamando desde já a atenção para uma notável incongruência: segundo o autor das declarações, em apenas quatro dias a selecção portuguesa deixou de "defraudar expectativas" por não exibir um "modelo de jogo bem definido" para se tornar na principal candidata à conquista do Campeonato Europeu de Futebol.

Bastou esse curto intervalo para os jogadores deixarem de permanecer "divididos em vários pensamentos", sem saber se haveriam de "atacar pela direita ou pela esquerda", tornando-se afinal "muito fortes em termos mentais".

É obra.

 

5 de Julho

 

«Pepe vai jogar. (...) A ausência de Pepe implicaria uma diminuição da velocidade de reacção da nossa defesa muito complicada. Diminuiria a nossa capacidade de uma forma perigosa porque o Pepe é o nosso único defesa que tem capacidade e velocidade para acompanhar todas aquelas movimentações do ataque de Gales.»

 

«Nós não temos apresentado qualidade de jogo.»

 

«Portugal não tem um modelo de jogo bem definido. Nós olhamos a França, olhamos a Itália, vemos os jogos da Alemanha, vemos os jogos de Espanha, e no final do jogo qualquer comentador consegue definir o estilo de jogo dessa selecção. Na nossa ficamos sempre na dúvida.»

 

«Durante os jogos sentimos que no momento ofensivo não controlamos o adversário e no momento defensivo não dominamos o adversário.»

 

«A selecção só tem conseguido os objectivos à custa de situações excepcionais.»

 

«Mesmo com adversários de menor dimensão - porque não apanhámos Espanha, Inglaterra, Itália e França - não conseguimos realizar uma boa exibição em cinco jogos, ficámos a dever aos analistas internacionais alguma coisa.»

 

«O problema somos nós próprios. Nós não fizemos o nosso trabalho. Nós é que temos defraudado expectativas.»

 

«Nós estamos a jogar muito abaixo das nossas capacidades. Eu sinto que nalguns momentos do jogo a equipa está dividida em vários pensamentos, em várias emoções, não sabe se há-de atacar pela direita ou pela esquerda.»

 

9 de Julho

 

«Neste Europeu as arbitragens têm tido um nível de excelência, a grande maioria delas. (...) A arbitragem neste Europeu só merece elogios.»

 

«O perfil do jogador português é muito mais forte em termos mentais.»

 

«Amanhã vamos ganhar à França e vamos ser campeões europeus. É uma conclusão lógica de todo este percurso.»


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