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És a nossa Fé!

Ponto da situação

Levamos três jogos seguidos sem ganhar. É verdade que um desses jogos foi contra o Barcelona de Messi, Iniesta, Suárez, Paulinho e Busquets. É verdade que ocorreram em três competições diferentes, o que de algum modo dilui o problema. Mas também é um facto que nos outros dois desafios tivemos pela frente o modesto Marítimo e o frágil Moreirense - equipas que temos obrigação de vencer em qualquer circunstância. E não é menos verdade que nestes três jogos não marcámos golo algum: a única vez em que a bola chegou às redes da baliza adversária foi graças a um autogolo.

Alguns sportinguistas andam eufóricos com os desaires do Benfica. É preciso dizer-lhes que isso não traz nenhum ponto ao Sporting nem nos garante qualquer título.

É tempo de não cometermos o erro de sempre: olharmos mais para outros do que para nós.

É tempo de cair na real. Nada de sobrancerias, nada de pensarmos que são favas contadas, nada de facilitar seja com quem for.

 

Apelo aos sportinguistas

Não nos deixemos confundir com questões laterais: esse tem sido o nosso erro mais habitual. Não percamos demasiado tempo a falar do passado, de outros clubes portugueses, de clubes estrangeiros, da imprensa, da rádio, dos apitadores, dos directores de comunicação das agremiações rivais, dos canais televisivos dos outros, das entrevistas que gente externa ao Sporting dá ou não dá.

Isso são píners, como diria Jesus.

Evitemos disparar em todas as direcções.

Mantenhamos o foco máximo na nossa equipa e na vontade firme de conquistar o campeonato. Em campo, repetindo o que aconteceu várias vezes no passado. Como alguém já assinalou, na secretaria nunca ganhámos campeonato algum.

Postal aos nossos jogadores

O Sporting nunca teve um plantel tão caro. Nunca teve um treinador tão dispendioso. Nunca teve um orçamento tão elevado para uma época futebolística.

Por mim, até dispenso a devoção. Mas exijo-vos esforço e dedicação. Nada menos que isto. Vocês não sonham com a glória?

Então deixem-se de desculpas da treta e joguem à bola, como dizia o outro.

O condicionamento clássico

A dúvida sempre existiu. Deve ser tão antiga como nós enquanto espécie. É normal ao homem ter dúvidas sobre os seus julgamentos, decisões. No fundo duvidar é como errar, é humano. Mas há uma espécie no mundo selvagem da bola que vai contrariando toda a lógica da seleção natural, e cai num artificialismo. Não quero falar do método de avaliação/atribuição de notas aos árbitros. Mas algo engraçado com que me deparei estes dias.

O artificialismo que permite a sobrevivência dos árbitros impera por via de um condicionamento clássico. Isto é, a modificação de alguns comportamentos com base no estímulo-resposta. Se um reflexo pode ter como finalidade a sobrevivência e reprodução, a aprendizagem de certos reflexos condicionados, tem garantido ao árbitro português - os mais astutos - perdurar no habitat do futebol português. Isto porque alguém durante bons anos tem usado recompensas e punições para os advertir sobre possíveis perigos, ou fazê-los salivar sobre possíveis prazeres. E tem funcionado!

Nos jogos desta jornada deparei-me com esse fenómeno:

- O Porto, pioneiro deste método infalível, na mó de baixo actualmente, viu num golo legal ser levantada a bandeirola. Que bom que existia o VAR para repor a verdade desportiva.

- O Braga viu dois golos anulados. Não querendo entrar no detalhe do pé direito do Seferovic, o árbitro neste caso não teve nenhuma dúvida em levantar a bandeirola.

 

Mas atentem ao reflexo! Em ambos os casos o árbitro começou logo a dar ao seu pulso histriónico. O que me pareceu estranho foi ver o primeiro golo do Benfica, que tem um grau elevado de dúvida num lance corrido (e não estou a pôr em causa a legalidade do golo, porque foi legal), foi não existir réstia de dúvida ao árbitro de linha, ao árbitro principal e demais participantes do juízo da partida, que o mesmo tinha sido legal. Ficando impávido e sereno na sua linha.

É este condicionamento clássico que vai permitindo a sobrevivência aos árbitros. Há uns "loucos" que fazem duvidar esta gente, mas só para um lado. 

Imagino uma frase do Pavlov - "Dêem-me um árbitro, que eu dou o campeonato ao Benfica."

 

Parabéns (2)

 

Pelo quarto ano completo e consecutivo desde que Bruno de Carvalho tomou posse como presidente do Sporting, venho dar os parabéns a todos os benfiquistas, que viram o seu emblema sagrar-se campeão nacional. Foi o último dos chamados três grandes clubes portugueses a sagrar-se tetracampeão - com dois técnicos diferentes a comandar a equipa ao longo deste tempo, iniciado pelo actual treinador do Sporting. Mas as coisas são o que são: manda o mais elementar desportivismo que saibamos dar os parabéns a quem venceu.

Eu não dizia?

Há quinze dias, após os inesperados tropeções de benfiquistas e portistas, antevi aqui que voltaríamos a ganhar-lhes quatro pontos na ronda que se disputou neste fim de semana.

Foi precisamente o que aconteceu.

E não esqueçamos que o Benfica ainda vai jogar a Alvalade, onde não custa prever que deixará mais três pontos.

A sete jornadas do fim, a emoção continua.

Quatro pontos conquistados

Inesperadamente, o Sporting conquistou neste fim de semana quatro pontos aos seus principais adversários. Dois ao Benfica, que ontem empatou a zero em Paços de Ferreira, e outros dois ao FC Porto, que acaba de empatar 1-1 no Dragão perante um sólido V. Setúbal.

Se empatarem no clássico da próxima jornada, e o Sporting cumprir a missão que lhe cabe frente ao Arouca, um ficará com mais oito pontos do que nós, o outro com mais sete. E não esqueçamos que o SLB ainda terá de jogar em Alvalade.

Subitamente, o último terço do campeonato está mais emocionante do que muitos de nós esperávamos.

Cinco

Esta jornada do campeonato está a ser muito positiva. Trouxemos três pontos do Bessa e ganhámos mais dois pontos nesta jornada com o empate imposto ao FC Porto, nosso rival directo, no estádio do Restelo.

Tudo bem. Ainda antes de o fim de semana chegar ao fim.

Slow down

Não percebo muito bem esta coisa de que temos que ganhar ao Real Madrid, como já tínhamos que ganhar ao Borussia Dortmund, se não somos um fracasso e a época é um desastre. Julgo até que esse espírito está na origem de uma parte grande dos problemas desta época. Apostar as fichas em passar num grupo com Real Madrid e Borussia Dortmund é, no mínimo, lírico. Talvez irresponsável fosse até uma palavra melhor. Apostar as fichas em ganhar um jogo ao Real Madrid ou ao Borussia Dortmund não me parece grande estratégia. Porquê? São equipas de outra dimensão. Podes (como diz o nosso treinador) fazer o jogo da tua vida e mesmo assim não ganhar. Não é nada a que estejamos habituados. Por exemplo, não é como jogar com Porto ou Benfica. Com esses, fazes um bom jogo e ganhas. O mesmo já não se passa com equipas como as que nos calharam em sorte no grupo. Isso viu-se perfeitamente no jogo com o Real: um jogão e, no fim, embrulha uma derrota. O Modric, o James, o Benzema, o Kroos e o Ronaldo arranjam lá uma coisa qualquer e marcam. Mas também se viu nos jogos com o Dortmund: bastou o Aubameyang acelerar um bocadinho à frente do Rúben Semedo e lá voltámos com zero pontos. O pior disto tudo é a consequência interna, i.e. perder também por cá, como se viu nos jogos a seguir. Lá está a irresponsabilidade. Posso estar a ver mal as coisas, mas parece-me que Jesus apostou muitas fichas na Champions. O que significa que preparou mal a equipa para o campeonato, pelo menos nesta fase inicial.

 

Dito isto, não quer dizer que não se ganhe ao Real Madrid. Mas isso não passa por ir jogar "olhos nos olhos". Passa por ratice. Como o Legia de Varsóvia, que lhes sacou um empate. Não jogou "olhos nos olhos". Jogou "olhos no queixo" e foi assim que lá lhes meteu três. Foi também assim que o Porto ganhou ao Bayern Munique há dois anos nas Antas. O Jesus tinha obrigação de saber montar uma equipa com este espírito.

 

Se não ganharmos, não percebo qual é o drama: estamos onde sempre toda a gente imaginou que iríamos estar, em 3º lugar num dos grupos mais difíceis. Drama é estarmos como estamos no campeonato.

{ Blog fundado em 2012. }

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