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És a nossa Fé!

Balanço (22)

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  O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre CAMPBELL:

 

- Luciano Amaral: «Do caos resultou a chegada de Joel Campbell, alguém que se arrisca a vir a ser um dos melhores jogadores do campeonato e de quem os jornalistas desportivos não disseram uma palavra até anteontem. Benditos.» (21 de Agosto)

- Francisco Chaveiro Reis: «Joel Campbell (fantástico reforço e sério candidato a ser um dos melhores jogadores da liga, na minha opinião) escolheu usar a camisola 7. Soaram os alarmes. Desde Figo, em 1993/1994 que a camisola é tida como maldita (e o extremo não teve razões para amaldiçoar o clube que o formou) para os lados de Alvalade. Leandro Machado, Izmailov, Bojinov e Shikabala ficaram aquém das expectativas e revelaram alguns problemas disciplinares. Sá Pinto, Iordanov, Niculae, Delfim e Jeffrén lesionaram-se.» (23 de Agosto)

- Pedro Boucherie Mendes: «Campbell e André foram dois jogadores a menos no primeiro tempo, sobretudo porque não pressionaram alto. Ou altíssimo, como queiram.» (19 de Setembro)

- Eu: «Queriam um reforço? Aí o têm. Só não entendo por que motivo Campbell não alinhou de início. Jesus deu-lhe ordem para avançar na segunda parte e mal entrou o campo o costarriquenho abanou o jogo, criando sucessivos desequilíbrios. Serviu exemplarmente Bas Dost em dois primorosos lances da ala esquerda - um dos quais deu origem ao nosso golo. Foi pena que tivesse jogado só 45 minutos.» (12 de Dezembro)

- Rui Cerdeira Branco: «Foi foguete que se esgotou depressa, incapaz de assegurar o lugar com exibições regulares.» (14 de Maio)

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do resultado. Uma vitória arrancada a ferros no estádio do Restelo, por 1-0, no terceiro minuto do tempo suplementar. Quando muitos sportinguistas já anteviam mais um empate do Sporting fora de casa (que seria o terceiro, após os jogos com o Nacional e o V. Guimarães).

 

De Beto. Estreia como guarda-redes titular neste campeonato, devido a inesperada lesão de Rui Patrício. Uma exibição muito personalizada, de grande classe, deste guardião que joga muito bem também com os pés e revela reflexos rápidos. Evitou dois golos da equipa azul com grandes defesas aos 39' e aos 75', mantendo a baliza invicta.

 

De Bas Dost. Andou desaparecido durante o jogo quase todo mas quando foi necessário estava lá. Valeu três pontos ao Sporting com o golo apontado mesmo à beira do fim. Um golo clássico, à ponta de lança - já vão nove na Liga 2016/17. É para isso que nós, sportinguistas, contamos com ele.

 

De Campbell. Que mais será preciso o internacional costarriquenho fazer para Jorge Jesus perceber que deve lançá-lo como titular? A sua entrada em campo aos 57', substituindo o compatriota Bryan Ruiz, contribuiu muito para dinamizar o caudal ofensivo do Sporting. Com velocidade, desequilíbrios, bons passes. Aos 67' cavou um livre muito perigoso, marcado por Adrien, que possibilitou ao guardião Joel Pereira a defesa da noite, fazendo a bola embater na barra. E foi dele a assistência para o golo de Bas Dost, com um cruzamento muito largo para o segundo poste. O melhor em campo.

 

De Coates. Outra exibição de grande categoria do internacional uruguaio, que é sem dúvida um dos melhores centrais a actuar no futebol português. Nos últimos minutos, jogando tanto com o coração como a cabeça, progrediu muito no terreno, jogando quase a médio-centro. Um verdadeiro Leão.

 

Da rotação de jogadores. Forçado pelas circunstâncias ou por opção táctica, Jesus mudou cinco dos habituais titulares, dando oportunidade a Douglas (substituto do lesionado Rúben Semedo), Jefferson (em vez de Marvin), Esgaio (em vez de João Pereira) e Alan Ruiz (deixando Bruno César inicialmente no banco), além do já mencionado Beto. De forma geral todos deram razoável conta do recado.

 

Do Belenenses. Deu boa réplica ao Sporting.

 

Do apoio entusiástico dos adeptos. Alguns milhares de sportinguistas animaram as bancadas do Restelo incentivando a nossa equipa do princípio ao fim. Incluindo muitos jovens, que não deitam a toalha ao chão: farão tudo para verem o Sporting campeão. É difícil que os jogadores não se empolguem com um apoio tão vibrante.

 

 

Não gostei

 

De ver Campbell no banco. Erro de avaliação do treinador, que devia ter colocado o costarriquenho como titular, em vez do seu compatriota Bryan Ruiz, que talvez por fadiga continua a passar ao lado dos jogos. Hoje Bryan só rendeu cerca de 20 minutos. Depois apagou-se. E quando saiu, aos 57', já ia tarde.

 

De Castaignos. Jesus deu-lhe outra oportunidade, mandando-o entrar aos 72' para o lugar de Alan Ruiz, mas o holandês voltou a ser demasiado discreto. Continuamos sem perceber o que vale.

 

De ver tantos cantos desperdiçados. Um após outro, nenhum deles resultou. Todas as tentativas de colocar a bola com perigo dentro da área embateram na muralha defensiva do Belenenses.

 

Da falta de concretização. Notórias debilidades da equipa no último (e decisivo) passe. Os jogadores fazem imensa cerimónia antes de ficarem com a baliza à sua mercê. Chegam lá perto, mas transmitem a sensação de que ali não sabem muito bem o que fazer à bola. Tirando o lance do golo, só levámos verdadeiro perigo à baliza adversária com um livre directo superiormente marcado por Adrien.

 

Da nossa posição na tabela classificativa. Ganhámos, mas o mesmo sucedeu aos nossos rivais mais directos. Continuamos no quarto lugar, com 30 pontos. Atrás do Benfica (38), FC Porto (34) e Braga (32).

Pódio: Campbell, Adrien, Gelson, William, Rui

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Benfica-Sporting pelos três jornais desportivos:

 

Campbell: 18

Adrien: 18

Gelson Martins: 16

William Carvalho: 16

Rui Patrício: 16

Coates: 15

Rúben Semedo: 15

Bas Dost: 14

Bruno César: 12

Bryan Ruiz: 12

João Pereira: 11

Marvin: 11

Alan Ruiz: 9

André: 1

 

Os três jornais elegeram Campbell como melhor sportinguista.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

Da derrota. Precisávamos de ganhar este jogo para ultrapassar o Benfica e atingir a liderança do campeonato. Objectivo gorado: nem um ponto trouxemos do estádio da Luz. Derrotados 1-2, vemos o nosso principal rival ficar agora à distância de cinco pontos e fomos ultrapassados pelo FC Porto. Azarados à 13.ª jornada

 

Do árbitro. Actuação péssima de Jorge Sousa, que teve influência directa no resultado do clássico ao fazer vista grossa em duas jogadas de grande penalidade cometidas por jogadores do Benfica (Pizzi e Nelson Semedo) que dominaram a bola com a mão. No primeiro caso, o prejuízo para o Sporting foi ainda maior pois desse lance nasce o contra-ataque que resulta no primeiro golo encarnado.

 

Da falta de fair play do público. Durante todo o jogo os adeptos benfiquistas arremessaram cartolinas em direcção ao banco do Sporting e aos nossos jogadores sempre que iam marcar pontapés de canto. Inadmissíveis manifestações antidesportivas que não podem passar sem uma severa palavra de condenação.

 

Da falta de eficácia da nossa equipa. Fomos superiores em quase tudo neste confronto: tivemos mais posse de bola, mais ataques, mais remates, mais cantos. Faltou-nos superar a prova mais decisiva: sermos eficazes no último passe. Sem golos não há vitórias. E sem vitórias não há troféus.

 

Dos nossos laterais. Marvin, batido em velocidade, falha a dobra do central, e permite a Salvio movimentar-se à vontade no lance do primeiro golo do SLB. João Pereira, no segundo golo, desorienta-se na marcação e deixa-se antecipar por Jiménez. É cada vez mais evidente que os nossos laterais são as peças mais fracas no onze titular leonino.

 

De Bryan Ruiz. O costarriquenho é hoje uma pálida sombra do que foi na última temporada. Lento, apático, previsível, sem intensidade competitiva, anda a necessitar de uma prolongada cura no banco dos suplentes. Teve responsabilidade directa no lance do segundo golo, em que desistiu de acompanhar Nelson Semedo e parou, ficando a observar o jogo. Um comportamento inaceitável num desafio desta importância.

 

Das substituições. Jorge Jesus deixou Bruno César no balneário ao intervalo, mantendo em campo o inoperante Bryan Ruiz. Depois trocou o costarriquenho pelo inócuo Alan Ruiz, quando devia ter feito avançar André. Finalmente, quando mandou enfim entrar o brasileiro, trocou-o por Bas Dost, desguarnecendo assim a nossa frente de ataque quando precisávamos mais que nunca do ponta-de-lança holandês para marcar um golo. Não consegui entender.

 

 

Gostei

 

Da atitude dos nossos jogadores. Sem complexos nem temores, o Sporting dominou o jogo - sobretudo na segunda parte, remetendo o Benfica para o seu meio-campo. Quase todos os profissionais leoninos merecem uma palavra de elogio. As excepções já foram referidas mais acima.

 

De Campbell. Queriam um reforço? Aí o têm. Só não entendo por que motivo Campbell não alinhou de início. Jesus deu-lhe ordem para avançar na segunda parte e mal entrou o campo o costarriquenho abanou o jogo, criando sucessivos desequilíbrios. Serviu exemplarmente Bas Dost em dois primorosos lances da ala esquerda - um dos quais deu origem ao nosso golo. Foi pena que tivesse jogado só 45 minutos. Para mim foi o melhor em campo.

 

De Bas Dost. Voltou a marcar: já soma oito golos neste campeonato. E ainda mandou um petardo ao poste, na sequência de um centro de Campbell. Merecia que este lance também tivesse terminado em golo.

 

De Adrien. O nosso capitão voltou a ser o dínamo da equipa, demonstrando uma fibra e uma garra dignos de aplauso e elogio. Pareceu sempre o mais inconformado com o resultado negativo: nunca foi por ele que o Sporting baixou os braços. Aos 88', foi derrubado por Luisão à entrada da grande área do SLB: daria um livre muito perigoso contra o Benfica, que o árbitro não assinalou.

 

Do espectáculo. Foi um jogo intenso, emotivo e bem disputado, apenas estragado pela péssima actuação da equipa de arbitragem. Espero que Jorge Sousa não volte a arbitrar tão cedo uma partida do Sporting.

Campbell

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Lembrou bem o Mister Pedro Correia que eu sugerira aqui a contratação de Joel Campbell. Era um jogador que eu, há anos, desejava ver de verde e branco. Tenho poucas dúvidas que será uma das nossas maiores estrelas esta época. Como extremo ou como segundo avançado fará a diferença. Eu já ali tenho a roupa escolhida para logo.

O que já escrevi aqui sobre Joel Campbell

15 de Junho de 2014:

«A maior figura do dia de ontem emergiu inesperadamente do Costa Rica-Uruguai: Joel Campbell, o ponta-de-lança costarriquenho que marcou o primeiro dos três golos da sua equipa, derrotando de forma categórica a selecção que ficou em quarto lugar no Mundial de 2010.»

 

20 de Junho de 2014:

«O golo do triunfo da Costa Rica surgiu aos 44' numa rapidíssima jogada de ataque concluída por Bryan Ruiz, após assistência de Júnior Díaz. O regressado guardião Buffon - um dos sobreviventes da squadra azzurra que se sagrou campeã mundial em 2006, convocado para cinco campeonatos do mundo desde 1998 - nada pôde fazer. E maior seria a vantagem, em princípio, se dois minutos antes o árbitro tivesse marcado uma grande penalidade mais do que evidente cometida sobre Joel Campbell, que voltou a ser um dos melhores em campo.»

A camisola 7

Joel Campbell (fantástico reforço e sério candidato a ser um dos melhores jogadores da liga, na minha opinião) escolheu usar a camisola 7. Soaram os alarmes. Desde Figo, em 1993/1994 que a camisola é tida como maldita (e o extremo não teve razões para amaldiçoar o clube que o formou) para os lados de Alvalade. Leandro Machado, Izmailov, Bojinov e Shikabala ficaram aquém das expectativas e revelaram alguns problemas disciplinares. Sá Pinto, Iordanov, Niculae, Delfim e Jeffrén lesionaram-se. Entre 2003 e 2007, bem como entre 2014 e 2016, o número não foi sequer escolhido. Será Campbell o próximo a brilhar com a camisola verde e branca, tendo o 7 nas costas?

Como curiosidade, aqui ficam os donos da 7 desde a saída de Figo (só em 1995/1996 os números passaram a ser fixos)

95/97 - Sá Pinto

97/98 - Iordanov

98/99 - Leandro Machado

99/00 - Delfim

00/01 - Sá Pinto

01/03 - Niculae

03/07 - Não atribuido

07/11 - Izmailov

11/12- Bojinov

12/13- Jeffrén

13/14- Shikabala

14/16- Não atribuido

 

Portugalmente

Um tipo vai de férias à estranja e quando volta o Sporting continua à beira do colpaso: Adrien isto, Slimani aquilo, João Mário aqueloutro. Em suma, o caos. Compare-se com a beleza pastoral do Benfica. Talisca? Luisão? Quem são esses?

No fim, do caos resultou a chegada de Joel Campbell, alguém que se arrisca a vir a ser um dos melhores jogadores do campeonato e de quem os jornalistas desportivos não disseram uma palavra até anteontem. Benditos.

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