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És a nossa Fé!

Não vale tudo. Voto B!

Como e possível que tenha recebido no meu telemóvel uma mensagem do Sporting Clube de Portugal (é o mesmo número que me enviou o aviso de cobrança de quotas na próxima semana) com este teor:

"Eleicoes SCP - Lista A. No dia 04 de Marco venha votar e faca ouvir a sua voz. Vota Lista A para, juntos, voltarmos a por o nosso Sporting #SempreNaFrente #PMR"

Quem autorizou esta campanha sem escrúpulos a utilizar os meus dados pessoais? Espero que sejam apuradas as responsabilidades!

Ódio à janela

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A campanha eleitoral leonina fez libertar de constrangimentos a legião anti-Sporting, que a pretexto de críticas a Bruno de Carvalho desatou a disparar proclamações de ódio ao nosso clube. Nesta tarefa tem-se destacado um tal Carlos Janela, agora investido do papel de "comentador" - função que o autoriza, pensa o sujeito, a disparar as maiores bojardas contra uma agremiação que (garantem-me) já terá frequentado como director desportivo. Algo de muito grave lhe deve ter acontecido em Alvalade quando por lá passou: tanto ressabiamento só pode explicar-se como consequência de um trauma porventura inconfessável.

"O Sporting é um clube cheio de mentiras, cheio de embustes, cheio de mistificações. É um clube completamente desestruturado! É um clube que ninguém respeita, em que ninguém acredita!" Frases ditas há dias pelo tal Janela no programa da CMTV onde por vezes predica. De olhos esbugalhados, investiu contra Bruno de Carvalho, a quem acusou de "deixar o Sporting em cacos", enquanto manifestava a sua admiração por Pedro Madeira Rodrigues, vaticinando que "pode ganhar as eleições".

Madeira City Rodrigues, o ex-bloguista anónimo que agora pretende trazer "elevação" ao Sporting, é apoiado por gente desta. Do execrável Espadinha, cançonetista travestido de carroceiro, ao inenarrável Janela, que no Euro-2016 praticou um dos maiores exercícios de contorcionismo dialéctico a que alguma vez assisti, zurzindo a selecção nacional até à véspera da final em Paris, quando enfim se converteu ao clube de fãs da equipa das quinas.

Cada vez que carregam no gatilho, estes e outros dão votos a Bruno de Carvalho. Porque os sportinguistas sabem muito bem o que sucederia se o nosso clube fosse confiado à turma de ressabiados que gravita em torno do candidato alternativo. Aí sim, ficaria o "Sporting em cacos".

Nada de novo, aliás: foi um clube assim que o actual presidente do Sporting encontrou ao assumir funções há quatro anos.

Terça-feira de Carnaval

1. Godinho Lopes quebra o silêncio para atacar Ricciardi, em plena sintonia com Madeira Rodrigues.

 

2. O desaparecido Paulo Pereira Cristóvão também reaparece para dar uma mãozinha ao rival de Bruno de Carvalho.

 

3. O candidato alternativo apresenta enfim o seu treinador.

 

4. "Juande Ramos vai ganhar menos que Jesus." Alguém explica a Madeira Rodrigues que a língua portuguesa é muito traiçoeira?

Atirar a pedra e esconder a mão

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1. Pedro Madeira Rodrigues convocou ontem os jornalistas para uma inusitada conferência de imprensa, cerca das 23 horas, a propósito de uma gravação não datada - feita à socapa sabe-se lá com que intenções - entre o banqueiro José Maria Ricciardi e o auditor Sikander Sattar, da KPMG, acusando inopinadamente o primeiro de querer subtrair aos sócios a maioria do capital da SAD leonina. Há um projecto em curso para tirar o Sporting dos sócios", declarou, assegurando que Bruno de Carvalho é "uma marioneta" do banqueiro. 

 

2. O candidato alternativo à presidência do Sporting iniciou a campanha com um erro lapidar, transformando Jorge Jesus em seu opositor, e prepara-se para terminá-la com outro erro, agora ao eleger como inimigo Ricciardi, que integra a lista do actual presidente aos novos corpos sociais, enquanto candidato ao Conselho Leonino. Dois clamorosos lapsos estratégicos, que Bruno de Carvalho bem poderá agradecer-lhe: com esta actuação tão errática, Madeira Rodrigues perde de vista o adversário principal.

 

3. "Não sei a data. Pode ter sido recentemente ou há anos", confessou o candidato. Confirmando assim o seu inacreditável nível de preparação. A data é o que mais interessa neste misteriosa gravação anónima "que apresentava vários cortes" - assegura o jornal Record - e esteve ontem algumas horas disponível no Youtube mas foi rapidamente retirada de circulação, após ter sido reproduzida em blogues benfiquistas sob o sugestivo título "O plano secreto dos amigos do Carvalho". À hora tardia a que o rival de Bruno convocou os jornalistas o tal diálogo Ricciardi-Sattar já se tinha tornado inaudível.

 

4. Ao contrário do que Madeira faz crer, a data da gravação é fundamental para contextualizar as declarações de Ricciardi, que foi um dos principais apoiantes dos anteriores presidentes leoninos - designadamente Soares Franco, Bettencourt e Godinho Lopes. Referências a uma recente renovação do contrato de Adrien e a "dois candidatos" eleitorais sugeriam desde logo que a tal conversa terá ocorrido em Março de 2013, quando Carvalho e José Couceiro concorriam à presidência do Sporting e Godinho Lopes procurara acautelar in extremis uma eventual transferência do actual capitão leonino para o FC Porto aumentando-lhe o salário.

 

5. Quaisquer dúvidas existentes sobre o contexto da gravação dissiparam-se já hoje com uma revelação do próprio Ricciardi ao Record: "Aquelas declarações foram feitas no final da era Godinho Lopes, quando o Sporting se encontrava num estado calamitoso, nomeadamente quase em pré-falência. Não via, na altura, outra solução que não fosse o Sporting abrir as portas a investidores, mesmo que isso implicasse a perda da maioria da SAD."

 

6. Interessa saber a data porque na disputada campanha de 2013 a questão da eventual perda do controlo dos sócios do Sporting da maioria do capital da SAD leonina foi o tema que mais dividiu os candidatos. Com José Couceiro a admiti-la e Bruno de Carvalho a recusá-la liminarmente. A vitória do actual presidente deveu-se em parte a esta posição, sufragada nas urnas. E o líder leonino honrou a promessa: a SAD continua maioritariamente nas mãos dos sócios e Carvalho não se tornou "marioneta" de ninguém, ao contrário do que agora apregoa o seu opositor.

 

7. Acontece que há quatro anos Madeira Rodrigues não parecia preocupado com esta questão. Tanto assim que, como já admitiu, votou Couceiro nesse acto eleitoral. Tal como Ricciardi, aliás.

 

8. Que o candidato recorra agora a gravações clandestinas replicadas na blogosfera benfiquista para tentar denegrir o rival é algo que só pode entender-se pelo desespero de quem já se pressente derrotado. É também neste contexto que devem ser entendidas as suas críticas de ontem a Bruno de Carvalho por "só dizer atrás do teclado aquilo que não consegue dizer cara a cara". Palavras que não deixam de ser caricatas, vindas de alguém que, a coberto do anonimato, se especializou durante três anos em críticas ao presidente, à  equipa técnica e aos  jogadores num blogue em que atirava a pedra e escondia a mão.

O debate na blogosfera leonina

A Norte de Alvalade: «São inegavelmente inequívocas as fragilidades de Pedro Madeira Rodrigues e sobretudo da máquina que suporta a sua candidatura. Tal torna ainda mais difícil de percorrer o caminho a que se propôs, que já de si comportava uma tarefa ciclópica: constituir-se como alternativa à aura messiânica que uma grande parte dos Sportinguistas vêem em Bruno de Carvalho, quanto a mim de forma hiperbólica, injustificada e sobretudo perniciosa para o clube e até para o próprio.» (José Duarte)

 

A Tasca do Cherba: «É simples: só mesmo A Bola e O Jogo para escreverem que “Madeira Rodrigues marca pontos” e “Madeira aperta Bruno”, depois de uma noite em que o candidato da lista A se limitou a ataques pessoais, a frases feitas e a espalhar-se ao comprido de cada vez que queria falar mais a sério (as alarvidades de cada vez que fala na formação são impressionantes, por exemplo). Fico cada vez mais com a ideia que Madeira Rodrigues foi escolhido para ser o rosto de um conjunto de interesses. O problema é que é tão mau actor que nem ele parece acreditar no que diz…» (Cherba)

 

Bancada de Leão: «Há muito que se pede um Bruno de Carvalho mais calmo, controlado, sem recorrer ao registo mais agressivo que tem sido marca dos últimos quatro anos. O candidato ontem seguiu por uma das vias que mais considero essenciais para um debate desta natureza: argumentos com dados (ou factos) concretos. Do outro lado, devo dizer que se viu um Pedro Madeira Rodrigues mais assertivo que o normal, na forma e colocação de voz, firme, mas, infelizmente para o debate sem argumentos, sem propostas e com um vazio de ideias muito aquém do que se pretende para um candidato à Presidência do clube.»

 

Leão de Plástico: «O actual presidente quis essencialmente não fazer prolongar o impacto deste debate nos dias a seguir, não quis dar gasolina para o queimarem e diga-se, nesse objectivo, cumpriu impecavelmente. O confronto foi, regra geral, enfadonho… o que penso ter sido o que muitos benfiquistas e portistas menos desejavam e o que muitos sportinguistas estariam dispostos a aceitar como muito melhor do que peixeirada, insultos ou histeria.» (Javardeiro)

 

Leoninamente: «Pedro Madeira Rodrigues superou as minhas expectativas, pela desenvoltura e agressividade que me surpreenderam, mas acabou por confirmar a "verdura" que sempre se me afigurara desde o lançamento da sua candidatura: haverá uma série demasiado grande de lacunas no seu conhecimento sobre a missão a que se propôs, que nenhuma demagogia do mundo consegue disfarçar. Não me parece que tenha conseguido convencer um único sportinguista, para além dos seus apoiantes.» (Álamo)

 

Míster do Café: «Bruno de Carvalho adoptou uma posse mais institucional, algo que acaba por ser normal perante a posição de Presidente. Já Pedro Madeira Rodrigues partiu da posição de quem não tem nada a perder e adoptou uma postura de ataque deliberado contra o actual conselho directivo e as medidas que tomou. Foram inúmeras as tentativas de Madeira Rodrigues em baixar o nível do debate. Bruno de Carvalho resistiu sempre à tentação de responder à letra e conseguiu sempre manter o seu "plano de jogo". A cara de tédio de Bruno de Carvalho a ouvir os soundbytes de Madeira Rodrigues fica para mim como o principal momento visual do debate. Priceless

 
O Artista do Dia: «Bruno de Carvalho procurou mostrar as virtudes do trabalho que desenvolveu ao longo dos últimos quatro anos, enquanto Pedro Madeira Rodrigues jogou mais ao ataque. Em alguns casos, Madeira Rodrigues excedeu-se nesses ataques, entrando em considerações da vida pessoal e profissional de Bruno de Carvalho que nada têm a ver com a sua presidência. Não sei se a ideia seria tentar conseguir reacções mais a quente de Bruno de Carvalho, mas o presidente manteve-se bastante calmo - aliás, mais calmo do que seria de esperar.» (Mestre de Cerimónias)
 
Sporting Visto Por Nós: «Para quem durante estes anos, como eu, apontou a Bruno de Carvalho um enorme defeito comunicativo, divisionista até, viu-se ontem na obrigação de o repensar pois, afinal, Pedro Madeira Rodrigues, do outro lado da "barricada" apresenta-se nessa mesma índole. Em algumas situações, pior até, revisitando o paradigma dos Viscondes, quando afirma com a maior das naturalidades que "os Sportinguistas têm mais dinheiro que os outros". Deste proto-elitismo propalado pelo candidato que reúne em si a oposição estou eu mais que farto!» (Mauro Silva)
 
Tu Vais Vencer: «Pedro Madeira Rodrigues entrou preparado mas foi cometendo várias gafes, como aquela em que disse que Wolfswinkel tinha sido vendido por esta direcção, quando foi vendido por Godinho Lopes para "pagar salários" que só foram pagos quando Bruno de Carvalho chegou ao Clube. PMR mostrou ter ideias válidas mas o somatório dessas ideias está longe de formar um projecto desportivo convincente para o Sporting Clube de Portugal.»

Abecedário do debate de ontem

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AUTOCARRO. Pedro Madeira Rodrigues, que partiu para esta campanha com notoriedade próxima do zero, precisava de vencer este debate por goleada para manter a esperança de uma vitória nas urnas a 4 de Março. A Bruno de Carvalho, que partiu com larga vantagem, bastava um empate. Por isso decidiu estacionar o autocarro - ao jeito das equipas menores - e concedeu a iniciativa ao adversário. Teve uma derrota tangencial devido à postura excessivamente defensiva e por falta de remates enquadrados.

 

BOLONI. O treinador que levou o Sporting à conquista do campeonato de 2002 virá do estrangeiro para liderar o futebol leonino, sob a batuta de Madeira Rodrigues. Problema: estamos em 2017, não em 2002.

 

CAMPEONATO. Os maus resultados do Sporting nesta época desportiva são vitais para o candidato alternativo, que se agarrou ao tema com unhas e dentes. Quanto pior melhor?

 

DELFIM. Outro nome avançado por Madeira Rodrigues para o futebol leonino. Foi campeão como jogador nas duas épocas em que actuou no Sporting. Será mesmo trunfo?

 

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EXPECTATIVAS. Um debate vive muito de expectativas. Pedro Madeira Rodrigues tinha à partida expectativas muito baixas. Superou-as ao mostrar-se mais preparado e sobretudo mais acutilante do que se previa. Num frente-a-frente com estas características, é quanto basta para sair vencedor. O que não equivale a sair em frente.

 

FAMÍLIA. O candidato alternativo jurou que não pretendia transformar os "valores familiares" em trunfo eleitoral. Mas não parou de falar da família durante o debate.

 

GELO. Os dois candidatos obviamente detestam-se. Isso ficou bem patente durante o debate de ontem. Bruno emitiu de quando em vez sonoras expressões de enfado. Via-se que procurava conter a irritação. Disfarçou mal.

 

HERANÇA. A de 2013 foi bem pesada: "o clube estava na falência", recordou Bruno. Nem o seu antagonista foi capaz de levantar um dedo em defesa de Godinho Lopes.

 

INSULTOS. Madeira mente mal: alegou desconhecer os insultos desbragados e soezes que um membro da sua lista aos órgãos sociais do Sporting dirigiu ao presidente. Devia ter-se demarcado dessa linguagem sem sofismas nem sonsices.

 

JESUS. Mal aconselhado, o candidato alternativo transformou esta campanha numa espécie de duelo com o treinador em funções no Sporting. Também neste debate gastou demasiado tempo a pronunciar-se sobre Jorge Jesus, sem nunca apresentar soluções concretas. Como pagará a indemnização?

 

LIMPINHA. Foi o sound bite da noite: "A saída de Jorge Jesus do Sporting será limpinha, limpinha", disse Madeira Rodrigues. Tem graça. Mas nada esclarece.

 

MODALIDADES. Futebol, futebol, futebol: Madeira esqueceu-se que o Sporting é um clube eclético, hoje com 50 modalidades - algumas recuperadas por Bruno, como o hóquei em patins, o ciclismo e o futebol feminino. Esquecimento imperdoável.

 

NENHUM. Em quatro anos, nem um só campeonato ganho. Como nos onze anos anteriores. O candidato alternativo jura: não se recandidatará se o clube permanecer nos próximos quatro arredado do título. O problema é que ninguém pode prometer vitórias. Porque elas não dependem só de nós.

 

OLHOS. Madeira Rodrigues marcou pontos ao fixar de frente o adversário, em evidente contraste com o olhar errante de Bruno de Carvalho. A comunicação não-verbal é fundamental, sobretudo em televisão.

 

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PAPÉIS. Bruno de Carvalho, em determinadas fases, agarrou-se demasiado aos papéis que tinha à sua frente. De cabeça baixa. Atitude defensiva, que não lhe ficou bem.

 

QUATRO. De Março. O Dia D. Continuidade ou mudança radical no Sporting?

 

REDES SOCIAIS. O candidato alternativo afirmou que não frequenta o Facebook, procurando estabelecer contraste com Carvalho. Mas pouco depois mostrou-se conhecedor de tudo quanto o presidente escreve nesta rede social. Uma coisa não joga com outra.

 

SPORTING TV. Este foi seguramente o programa com mais audiência de sempre da Sporting TV. Prejudicado, no entanto, pelos problemas sonoros existentes no início da emissão.

 

TEMPO. O frente-a-frente era para durar uma hora, talvez esticada para 80 minutos, e acabou por durar quase duas e meia. O candidato-presidente mostrou-se mais acutilante na recta final. Mas nessa altura o efeito cansaço já se fazia sentir junto dos telespectadores. Um debate deste género não deve durar mais que um jogo: hora e meia basta.

 

UM. Há quatro anos houve dois debates televisionados entre os três candidatos à presidência (Carvalho, Couceiro, Severino). Desta vez, apenas um. Nisto, em vez de se caminhar para a frente, andou-se para trás.

 

VISCONDE. O fundador do Sporting foi o único, a par da actual direcção, a "dar património ao clube". Palavras de Bruno. Manifestamente exageradas.

 

X. Quem será o treinador da equipa principal do Sporting caso Madeira Rodrigues vença? Mistério. O trunfo - se de facto o for - continuou na manga.

 

ZURRAR. Do mal o menos: este deselegantissimo verbo não surgiu no debate. Mas ladrar, sim. Com Bruno a garantir que não ladra, mas ruge. E Madeira a jurar que não só ruge mas morde. Não havia necessidade.

Frases do debate de hoje na Sporting TV

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BRUNO DE CARVALHO:

"O Sporting necessita que os sportinguistas se mobilizem no dia 4 de Março, que demonstrem a força desta instituição e transformem estas eleições nas mais concorridas de sempre."

"A primeira vez que representei o clube, o clube estava na falência e ia acabar. E as pessoas, cobardemente, não se apresentaram."

"Em quatro anos anos saíram duas pessoas dos meus órgãos sociais. Mas em 15 dias já saiu uma da equipa deste senhor [Madeira Rodrigues]."

"Se há coisa que não estamos é isolados. Se há coisa em que o Sporting tem crescido é na união da família sportinguista."

"O próprio Madeira Rodrigues disse que uma das coisas boas que eu fiz no Sporting foi acabar com as dinastias."

"Mantivemos a maioria na SAD quando toda a gente dizia que não."

"Fizemos as duas maiores vendas de sempre do Sporting, sendo que uma delas é a maior de todos os tempos em Portugal de um jogador português para o estrangeiro." 

"Entre a equipa A e a equipa B, entre vendas e compras [de jogadores], há um saldo positivo de quase 82 milhões."

"Jesualdo Ferreira atacou-me numa conferência de imprensa. Mas para não desestabilizar a equipa eu disse que ele era o meu treinador, era o treinador do Sporting. E a verdade é que o mantive até final."

"Temos um excelente treinador, temos um plantel onde só três jogadores é que não foram lançados ou comprados por esta direcção."

"Recuperámos, parcialmente ou na totalidade, percentagens de passes de 37 jogadores do Sporting durante estes quatro anos." 

"A Onda Verde pôs-nos no top 5 de clubes com mais sócios no mundo e uma média absolutamente fantástica de assistências que devia orgulhar todos os sportinguistas, mas pelos vistos alguns não ficam muito orgulhosos."

"Estamos em primeiro lugar nos juniores A, em primeiro lugar nos juvenis A, em primeiro lugar nos iniciados A."

"Passámos de 35 modalidades para 50. Recuperámos para o clube modalidades históricas como o hóquei em patins e o ciclismo. Trouxemos também de volta o futebol feminino."

"Tivemos sempre lucro desde que chegámos ao clube."

"O pavilhão está pago, é do clube. Esta foi das poucas direcções - para não dizer a única, tirando a do Visconde - que deu património ao clube."

"Connosco as quotas [dos sócios] passaram 100% para o clube e as suas modalidades."

"[Madeira Rodrigues] está muito preocupado com a palavra imbecil e já me chamou pateta."

"Já fui acusado de berrar, de ladrar. Mas vou continuar a rugir: é isso que faz o leão."

 

 

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MADEIRA RODRIGUES:

"Sempre gostei de ganhar. E não arranjo desculpas quando não ganho."

"Sinto na rua cada vez mais apoio."

"Claramente somos muito diferentes como pessoas e no estilo de liderança. Temos projectos diferentes."

"O Sporting nesta altura está completamente isolado e afastado dos centros de decisão."

"Eu não quero estar rodeado de yes men."

"Nós, sportinguistas, estamos habituados a ser ofendidos, insultados, e vários até processados pelo presidente do Sporting."

"Quem me chamou de imbecil, de zero à esquerda, de amador e antes de eu aparecer até de abutre e lampião, foi você."

"Boloni e Delfim vão ajudar o Sporting a voltar a ganhar. São campeões."

"Os sportinguistas estão cansados de segundos lugares."

"Eu não vou despedir ninguém. Jorge Jesus é que se afastou de mim e disse que não queria trabalhar comigo."

"Jesus em dois anos tem ganho muito dinheiro e até agora só ganhou uma Supertaça."

"A saída de Jorge Jesus do Sporting vai ser limpinha, limpinha."

"Os sportinguistas não querem continuar com este presidente nem com aquele treinador [Jesus]."

"Com Bruno de Carvalho o Sporting falhou em 85% das contratações."

"Se eu não for campeão nos próximos quatro anos como presidente do Sporting, eu nem me recandidato. Quatro anos chegam para fazermos do Sporting campeão."

"O seu comportamento no balneário em Chaves desestabilizou a equipa."

"Vamos trazer de volta o basquetebol."

"Bruno de Carvalho teve o mérito de fazer a obra [pavilhão] e eu vou ter o mérito de a pagar."

"Quando fala de títulos, infelizmente, títulos para o nosso futebol, recentemente, só os títulos de jornal."

"O seu mandato é sinónimo de vitórias para o Benfica."

"Não nos vamos limitar a rugir. Vamos morder."

"A minha mulher disse-me: 'Este senhor [Bruno de Carvalho] não merece ser presidente do Sporting Clube de Portugal."

Conselhos a Pedro Madeira Rodrigues

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Esqueça essa obsessão quase infantil com Jorge Jesus: o seu adversário chama-se Bruno de Carvalho. Pare de carpir mágoas pelo despedimento de Marco Silva: estas eleições são no Sporting, não no Hull City. E por falar em treinadores: já era tempo de anunciar quem será o seu. Evite transformar os jogadores em arma de arremesso eleitoral: a equipa deve manter-se à margem desta contenda. Como autor de um musical e feliz premiado de concursos televisivos, incluindo um intitulado Destino X, não gaste energias a comparar currículos com o seu antagonista. Reconheça-lhe mérito, algo que o seu alter ego City Lion jamais faria. Limite-se a dizer que é capaz de gerir com mais eficácia o clube e apresente três ideias novas aos sportinguistas (tentar encher o fosso e mudar a cor das cadeiras não vale). Lembre-se que o ódio é sempre péssimo conselheiro. O seu mandatário, admirador de Bruno, sabe isso muito bem.

Conselhos a Bruno de Carvalho

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Não atribua a Pedro Madeira Rodrigues mais importância do que realmente tem. Evite irritar-se: é precisamente isso que ele quer. Tome um ansiolítico - ou mesmo dois. Pergunte-lhe se contribuiu para a Missão Pavilhão. Confronte-o com críticas que dirigiu num blogue, sob anonimato, aos jogadores do Sporting. Aperte-o com a putativa indemnização a Jesus: vale dois pavilhões João Rocha. Deixe-o falar sem travões: o ponto forte dele será talvez a música, mas não a letra. Faça questão de perguntar aos sócios se o Sporting está ou não hoje melhor do que estava há quatro anos. E tente sorrir, mesmo que isso lhe custe muito.

Indubitavelmente amador

Imaginem o candidato Madeira Rodrigues, caso fosse eleito presidente do Sporting, a escolher o treinador, o director desportivo, os jogadores, os financiadores e os parceiros estratégicos do nosso clube com idêntica argúcia à que usou para escolher o mandatário da sua candidatura, afinal um admirador confesso de Bruno de Carvalho que aproveitou a primeira exposição mediática ao seu dispor para fazer rasgados elogios ao líder leonino.

Isto só aconteceu, valha a verdade, porque Madeira Rodrigues optou por faltar à apresentação oficial da sua própria candidatura junto dos órgãos sociais do Sporting. Em vez de comparecer em Alvalade, o adversário de Bruno de Carvalho preferiu voar para Londres, onde foi visto a passear de metro e num jogo de futebol. O que diz tudo sobre as suas prioridades.

Eis uma opção quase tão incompreensível como a escolha do mandatário. Mas numa coisa ao menos ele se distingue: é capaz de ultrapassar tudo e todos em amadorismo. Nada recomendável para um clube onde se exige gestão profissional.

Oposição pró-Bruno de Carvalho

«Eu sempre fui pró-Bruno de Carvalho. Acho que ele fez um excelente trabalho e está a ser um bom presidente. (...) Ele tem o seu estilo, tem a sua personalidade, acho que é uma boa personalidade. O Sporting estava a precisar de um presidente como ele. Eu acho que o Pedro [Madeira Rodrigues] é talvez um Bruno de Carvalho... um bocadinho mais polido. Se bem que eu ache muito bem o estilo do Bruno de Carvalho.»

Pedro Ribeiro Ferreira, mandatário de Madeira Rodrigues, falando ontem em Alvalade ao ser oficialmente formalizada a candidatura da oposição

Regras para um candidato presidencial

Primeira: Não diabolizes o teu oponente. Critica-o pela positiva. Não digas que vens "unir os sportinguistas" enquanto procuras transformar o rival num saco de pancada. É um erro ver um inimigo num consócio enquanto os adeptos de outros clubes são considerados meros adversários.

 

Segunda: Gasta a maior parte do teu tempo a divulgar as tuas propostas em vez de denegrires as propostas alheias. Elege as melhores, na impossibilidade de as destacares todas. Procura que as melhores sejam as mais originais - e vice-versa. Sublinhar o óbvio é chover no molhado.

 

Terceira: Concentra-te no futuro, sublinhando o que farias melhor do que foi feito até aqui. Toda a gente conhece o diagnóstico: o passado já foi dissecado até à exaustão em mil horas de debates televisivos. Importa é olhar em frente. Quem te ouve quer saber da cura, não do mal.

 

Quarta: Nunca personalizes em excesso as tuas críticas. Nem deixes que as críticas demasiado personalizadas alterem a tua linha de rumo. Os eleitores, em regra, penalizam aqueles que apostam por sistema no ataque pessoal. O ódio é sempre um péssimo conselheiro.

 

Quinta: Evita refugiar-te em fórmulas vagas e ocas. Quem vota sabe distinguir cada vez melhor entre a proposta concreta e a retórica balofa. Elege três ou quatro medidas emblemáticas e faz delas as tuas bandeiras programáticas. Não te disperses por vias secundárias.

 

Sexta: Lembra-te que os portugueses são um povo moderado, que prefere a reforma à mudança abrupta. Não acenes com cortes radicais, revoluções ou guilhotinas: aperfeiçoar o que existe é sempre preferível a recomeçar do zero, sobretudo numa instituição já centenária.

 

Sétima: Nunca cedas à tentação de transformar os jogadores - património comum de sócios e adeptos - em matéria de contenda eleitoral. Eles e a equipa técnica devem permanecer à margem das polémicas. Porque uma derrota em campo afecta todos. A começar por ti.

 

Oitava: Escolhe bem as palavras. Não compliques. Sê conciso e compreensível no teu discurso. Usa frases que todos entendam. Lembra-te da recomendação de Winston Churchill, político de excepção e Nobel da Literatura: "Das palavras, as mais curtas. Das mais curtas, as mais antigas."

 

Nona: Não basta o conteúdo ter substância - é também preciso cuidar da forma. Não te exaltes, não grites, não insultes, não procures matar o mensageiro quando te interroga enquanto  jornalista. Liderar é dominar as emoções: só os fracos andam a exibir estados de alma.

 

Décima: Lembra-te que a verdade nunca está em exclusivo num só lado. Concede mérito ao teu opositor. Nunca esqueças que tem sempre mais valor uma vitória sobre um adversário a quem são reconhecidas qualidades do que sobre alguém manifestamente incapaz.

A campanha ainda não começou

Pedro Madeira Rodrigues, candidato à presidência do Sporting, revelou ter tomado esta decisão no dia 2 de Dezembro, quando o Benfica foi perder à Madeira.

Declaração inexplicável: em que é que um jogo disputado entre o Marítimo e o SLB pode relacionar-se com a liderança leonina?

 

Começou mal, a 27 de Dezembro, ao anunciar a candidatura. Sem divulgar as linhas gerais do programa que pretendia apresentar aos sportinguistas nem nenhum dos nomes que o acompanhariam nesta corrida.

No Ano Novo, tempo festivo, lançou uma mensagem aos sócios em que trocou o espírito positivo dessa quadra por uma ferroada sem sentido a Bruno de Carvalho.

Depois protestou contra a marcação da data da eleição para 4 de Março alegando que lhe retirava tempo de campanha. Enquanto adiava para 19 de Janeiro a apresentação do programa e da equipa, como se afinal tivesse todo o tempo do mundo.

A 4 de Janeiro deu uma longa entrevista ao Record em que continuou sem divulgar nada, refugiando-se em declarações vazias. Esta, por exemplo: "Quero apostar em contratações círúrgicas." Ou esta: "O trabalho de um presidente nunca pode ser um trabalho isolado."

Bruno de Carvalho só pode ter agradecido: com "rivais" assim pode ele bem.

 

16 de Janeiro procurou mostrar músculo da pior forma possível: replicando lugares-comuns que nos habituámos a ouvir a benfiquistas nos últimos meses.

Bruno continuou a agradecer, certamente.

 

Ontem, enfim, apresentou nomes e rostos e metas programáticas. Mas sobre a matéria que mais interessa aos sócios, o futebol, foi vago e parco em palavras. Enredou-se em contradições e deu ênfase a  temas que nem deviam constar de um programa eleitoral, como este: "Impor a utilização do nosso equipamento principal tradicional e travar a banalização e excessiva secundarização do equipamento Stromp, com utilização apenas em ocasiões relevantes."

Entretanto não hesitou em utilizar os jogadores como arma de arremesso contra o actual presidente, quebrando uma regra essencial nestas campanhas.

Eu, se estivesse no lugar de Bruno de Carvalho, ficaria irritado com esta pérola de mau-gosto. Mas, enquanto recandidato à presidência, voltaria a agradecer.

 

Hoje, superando-se em total falta de senso, o gestor que ambiciona a cadeira do poder leonino veio declarar alto e bom som: "Jorge Jesus não será o meu treinador." Desmentindo tudo quanto dissera antes e sem esclarecer como conseguirá munir-se de mais de vinte milhões de euros (o equivalente a dois pavilhões João Rocha) para pagar indemnizações ao treinador e restante equipa técnica. Pior: omitindo o nome daquele que gostaria de ver no lugar de Jesus, como se os sócios não tivessem o direito de saber quais são as suas escolhas.

"Agora não queria também perturbar mais... Quando tiver a escolha, vocês saberão", balbuciou perante os jornalistas, reconhecendo ter perturbado o futebol leonino, na véspera de um encontro decisivo no Funchal, e confessando assim total impreparação para assumir o cargo que tanto ambiciona.

Era difícil fazer pior em tão pouco tempo.

 

Em resumo: Pedro Madeira Rodrigues é um candidato tão fraco que começo a convencer-me que não será o único nem muito menos o principal concorrente do actual líder leonino.

Por outras palavras: a verdadeira campanha eleitoral ainda não começou.

Outra oportunidade perdida

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Pedro Madeira Rodrigues perdeu hoje outra oportunidade para anunciar ao que vem e o que propõe de diferente. Oito dias depois de comunicar que participaria na corrida à presidência do Sporting, deu uma entrevista publicada na edição de hoje do Record na qual persiste em deixar sem resposta diversas perguntas relevantes.

Profere frases floridas e arredondadas, que qualquer adepto pode subscrever. Esta, por exemplo: "Quero que Rui Patrício e Adrien fiquem no Sporting para sempre." Ou esta: "Capacidade de trabalhar em equipa - isso eu tenho, muito forte. O trabalho de um presidente nunca pode ser um trabalho isolado, sozinho."

Mas nada adianta de concreto quanto ao seu programa eleitoral. Quando os jornalistas, cumprindo o seu papel, o interrogam a este respeito, refere apenas: "Queremos apostar em contratações cirúrgicas, pois não nos podemos dar ao luxo de falhar tanto, como tivemos ao longo deste período. (...) Isso e normalizar a relação com os agentes que foram ostracizados. Uns são melhores, outros piores, mas temos de saber lidar com eles."

Melhorar a relação com os agentes é, portanto, aquilo que até agora mais se destaca do invisível programa do candidato que se propõe suceder a Bruno de Carvalho. Além disso, pretende "falar com normalidade" com Luís Filipe Vieira e Pinto da Costa, enterrando "este clima de guerra", enquanto aproveita para revelar que tem "amigos em comum" com os presidentes do FCP e do SLB.

 

Perguntam-lhe se dispõe de apoios financeiros.

Responde com platitudes: "Vamos ter de encontrar formas alternativas de receitas. Vejam este exemplo: quando chego a Lisboa de avião, vejo que a pala do estádio não está a ser aproveitada. Temos de apostar na área do marketing, temos de trazer mais associados. Neste momento há 60 [mil], 70 mil sócios pagantes mas podemos rapidamente duplicar esse número".

Diz já saber quem será o seu director desportivo, mas recusa divulgar o nome: "Está na minha cabeça e na próxima semana vai ser anunciado".

Assegura que trabalhará com Jorge Jesus, "embora noutro enquadramento" que fica por especificar. Enquanto deixa rasgados elogios ao antecessor do actual técnico, ao ponto de o jornal intitular a entrevista desta forma: "Bruno perdeu o rumo com Marco Silva."

 

Fala em capacidade de liderança, mas desta entrevista desprende-se um tom ambíguo e confuso nas mais diversas matérias. Critica Bruno de Carvalho por ter promovido auditorias aos mandatos anteriores enquanto admite que "faz sentido" auditar o mandato do actual presidente. Sobre a questão dos 22 campeonatos, reconhece que "podemos ter alguma razão nisso" sem adiantar o que pensa ao certo sobre o assunto. Sobre os vouchers, concede que "talvez a prenda seja exagerada", mas é incapaz de esboçar qualquer crítica ao comportamento do Benfica.

Considera "evidente" que as arbitragens têm prejudicado a carreira desportiva do Sporting, mas apressa-se a dizer que "esta suspeita geral pela arbitragem é terrível e é outra coisa que queria muito mudar no Sporting".

Jura "nunca falar mal de qualquer jogador do Sporting" enquanto assegura que "para ganhar mais falta o presidente certo, a equipa certa, os jogadores certos".

 

Madeira Rodrigues diz tudo e o seu contrário, procurando agradar a um auditório tão vasto quanto possível - incluindo benfiquistas, portistas, árbitros e agentes dos jogadores. Mas o seu projecto continua a ser um imenso vazio e a equipa que irá propor aos sportinguistas permanece uma incógnita.

À semelhança de certos políticos, de tanto querer contentar todos arrisca-se a não agradar a quase ninguém.

Faz que anda mas não anda

Faz hoje um mês que Pedro Madeira Rodrigues, segundo ele próprio revelou, decidiu candidatar-se à presidência do Sporting. E faz amanhã uma semana que tornou pública essa intenção.

Passado todo este tempo, continuamos à espera do programa eleitoral do candidato. E da lista integral dos seus apoiantes. E do elenco que propõe para os órgãos sociais leoninos.

Mas vá lá, nem tudo está paralisado nesta candidatura que faz que anda mas não anda: já ficámos a saber que Madeira Rodrigues "vai de metro ver os jogos do Sporting, utilizando a linha amarela".

Poupa em combustível. Ao menos isso.

Como nos contos de fadas

Foi o candidato à presidência mais metórico da história do Sporting. Paulo Paiva dos Santos, que a 18 de Dezembro anunciou que concorria contra Bruno de Carvalho, no rescaldo imediato da derrota do Sporting frente ao Braga, e logo no dia seguinte deu o dito por não dito, afinal apoia a recandidatura do actual presidente e aceitou até integrar a respectiva Comissão de Honra, onde figuram os nossos colegas de blogue Diogo Agostinho e Pedro Boucherie Mendes.

Como nos contos de fadas, também aqui pode dizer-se que tudo está bem quando acaba bem.

Oportunidade perdida

Confesso que nunca tinha ouvido falar em Pedro Madeira Rodrigues. Problema meu, assumo. Garantem-me vários sportinguistas que ele "interveio" nos últimos anos oculto num pseudónimo, disparando algures farpas a torto e a direito contra a direcção leonina. Se isso for verdade, faz sentido que eu seja incapaz de associar o recém-anunciado candidato à presidência do Sporting a qualquer posição pública emitida de 2013 para cá: pseudónimos, para mim, só valem na literatura. Num debate de ideias, seja político ou desportivo, só por manifesta cobardia haverá quem recorra a um expediente destes.

Seria portanto para sportinguistas tão ignorantes a seu respeito como eu que Madeira Rodrigues deu há poucas horas a cara, em duas ocasiões, para dizer quem é e ao que vem. Primeiro numa conferência de imprensa, depois numa entrevista ao principal serviço noticioso da CMTV.

Acompanhei as suas declarações com atenção. O que disse, lamento registar, foi muito pouco: emitiu uns lugares-comuns sobre a necessidade de alterar a gestão, garantiu que manteria o treinador e que não iria pronunciar-se sobre jogadores, e disparou algumas críticas a Bruno de Carvalho, acusando-o de copiar "o Pinto da Costa da década de 80". Sem reparar, aparentemente, que estas palavras constituíam um elogio implícito ao presidente do Sporting: naquela década, o FC Porto somou títulos e até se sagrou campeão europeu.

Sobre programa e metas e núcleo dirigente, nada. Sobre o que pretende alterar em concreto, além de propor um estilo mais dialogante, coisa nenhuma. Perdeu portanto a primeira oportunidade para fazer a diferença e mostrar aos sportinguistas o que realmente o faz correr. Aguardarei pelas próximas. Mas, como dizia o outro, não há segunda oportunidade para causar uma primeira impressão.

Faz hoje um ano

 

20 de Março de 2013: rescaldo do debate eleitoral na SIC Notícias.

Escreveu o Alexandre Poço: «O debate de ontem consubstanciou a realidade actual do Sporting: não houve vitória de ninguém nem nenhum jogou para ganhar. Até aqui, arrrrre!»

Escrevi eu: «Muita convergência no diagnóstico e na terapia - maior do que muitos supunham. Os três candidatos à presidência do Sporting estão de acordo na necessidade de reestruturação financeira do clube, na renegociação da dívida, na injecção de capitais, na formação enquanto elemento-base da equipa de futebol e na revitalização das modalidades.»

Escreveu o Tiago Cabral: «Os dois principais candidatos nestas eleições convergem em quase tudo. (...) A questão principal resume-se a liderança. Qual dos candidatos consegue transmitir aos sócios que é o melhor para liderar o Sporting?  A mim ontem pareceu-me ser Bruno de Carvalho.»

 

José Couceiro, que continuava a ser apontado como quase inevitável vencedor em alguns blogues e nas sondagens da Eurosondagem, recolhia entretanto um apoio de última hora: Pedro Baltazar, candidato derrotado às eleições no Sporting de 2011, anunciava que votaria nele.

Justificação: "Defendo uma linha de credibilidade para o nosso Sporting Clube de Portugal. Tenho gostado da sua campanha séria e do falar verdade e vejo que ele conta com uma equipa que pode fazer uma ruptura com o passado. Faço um apelo aos sócios porque o clube atravessa a mais grave crise da sua história desportiva e financeira e não pode cair em aventureirismos."

Faz hoje um ano

 

Pela segunda vez durante a campanha, e quando faltavam apenas quatro dias para a votação, surgia uma sondagem elaborada pela Eurosondagem, a empresa de Rui Oliveira e Costa - notório apoiante de José Couceiro - a vaticinar a vitória ao maior adversário de Bruno de Carvalho. Alguns jornais, de boa fé, divulgaram este estudo de opinião. Um deles foi O Jogo, que o publicitou numa manchete garrafal, faz hoje um ano: "Couceiro aumenta vantagem". Os números da sondagem apontavam para uma vitória do actual treinador do Vitória de Setúbal, com 53,7%, seguindo-se Bruno com 40,6% e Carlos Severino num distante terceiro lugar, com apenas 5,7%.

Outra empresa, a Euroexpansão, elaborou uma sondagem com resultados muito diferentes, difundidos pelo jornal A Bola também nesse dia 19 de Março de 2013. Neste caso a vitória era atribuída a Bruno, com 39,9%, seguindo-se Couceiro (32,7%) e Severino (4,6%).

"Pelo menos uma das duas empresas de sondagens sairá desacreditada deste processo: não é possível acertarem ambas", concluí aqui.

 

 

À noite, na SIC Notícias, realizou-se o primeiro debate televisivo da campanha.

 

O que disseram os candidatos?

 

Bruno de Carvalho:

"Não prometemos ilusões."

"Sem uma política desportiva de sucesso nada resulta."

"No Sporting tem de acabar a venda de jogadores a saldo."

"Tal como no futebol, todas as modalidades terão a sua base na formação."

"O único problema do Sporting é que fracos reis fazem fraca as fortes gentes."

 

Carlos Severino:

"Neste momento o Sporting gasta cinco milhões por mês e apenas tem receitas de um milhão. Não há ninguém que resista a uma coisa destas."

"Vamos propor ao BES a reestruturação da dívida."

"Neste momento nem sabemos ao certo quem são os jogadores do Sporting."

"Perguntei se Rui Patrício está vendido a algum fundo. Não houve resposta. E preocupa-me, naturalmente."

"Em três anos o Sporting pode ser campeão nacional com uma equipa assente na formação."

 

José Couceiro:

"Passamos hoje pela maior crise de sempre."

"O Sporting está numa situação crítica."

"O Sporting perdeu credibilidade no mercado."

"Esta questão financeira tem como principal causa uma má gestão desportiva."

"O Sporting ultrapassou os custos, nomeadamente, a nível de massa salarial, para valores excessivos."

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