04 Jan 17
O que eu não quero
Edmundo Gonçalves

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 É voltar a isto, ainda que com qualquer inversão de factores cromáticos.


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Pedro Madeira Rodrigues perdeu hoje outra oportunidade para anunciar ao que vem e o que propõe de diferente. Oito dias depois de comunicar que participaria na corrida à presidência do Sporting, deu uma entrevista publicada na edição de hoje do Record na qual persiste em deixar sem resposta diversas perguntas relevantes.

Profere frases floridas e arredondadas, que qualquer adepto pode subscrever. Esta, por exemplo: "Quero que Rui Patrício e Adrien fiquem no Sporting para sempre." Ou esta: "Capacidade de trabalhar em equipa - isso eu tenho, muito forte. O trabalho de um presidente nunca pode ser um trabalho isolado, sozinho."

Mas nada adianta de concreto quanto ao seu programa eleitoral. Quando os jornalistas, cumprindo o seu papel, o interrogam a este respeito, refere apenas: "Queremos apostar em contratações cirúrgicas, pois não nos podemos dar ao luxo de falhar tanto, como tivemos ao longo deste período. (...) Isso e normalizar a relação com os agentes que foram ostracizados. Uns são melhores, outros piores, mas temos de saber lidar com eles."

Melhorar a relação com os agentes é, portanto, aquilo que até agora mais se destaca do invisível programa do candidato que se propõe suceder a Bruno de Carvalho. Além disso, pretende "falar com normalidade" com Luís Filipe Vieira e Pinto da Costa, enterrando "este clima de guerra", enquanto aproveita para revelar que tem "amigos em comum" com os presidentes do FCP e do SLB.

 

Perguntam-lhe se dispõe de apoios financeiros.

Responde com platitudes: "Vamos ter de encontrar formas alternativas de receitas. Vejam este exemplo: quando chego a Lisboa de avião, vejo que a pala do estádio não está a ser aproveitada. Temos de apostar na área do marketing, temos de trazer mais associados. Neste momento há 60 [mil], 70 mil sócios pagantes mas podemos rapidamente duplicar esse número".

Diz já saber quem será o seu director desportivo, mas recusa divulgar o nome: "Está na minha cabeça e na próxima semana vai ser anunciado".

Assegura que trabalhará com Jorge Jesus, "embora noutro enquadramento" que fica por especificar. Enquanto deixa rasgados elogios ao antecessor do actual técnico, ao ponto de o jornal intitular a entrevista desta forma: "Bruno perdeu o rumo com Marco Silva."

 

Fala em capacidade de liderança, mas desta entrevista desprende-se um tom ambíguo e confuso nas mais diversas matérias. Critica Bruno de Carvalho por ter promovido auditorias aos mandatos anteriores enquanto admite que "faz sentido" auditar o mandato do actual presidente. Sobre a questão dos 22 campeonatos, reconhece que "podemos ter alguma razão nisso" sem adiantar o que pensa ao certo sobre o assunto. Sobre os vouchers, concede que "talvez a prenda seja exagerada", mas é incapaz de esboçar qualquer crítica ao comportamento do Benfica.

Considera "evidente" que as arbitragens têm prejudicado a carreira desportiva do Sporting, mas apressa-se a dizer que "esta suspeita geral pela arbitragem é terrível e é outra coisa que queria muito mudar no Sporting".

Jura "nunca falar mal de qualquer jogador do Sporting" enquanto assegura que "para ganhar mais falta o presidente certo, a equipa certa, os jogadores certos".

 

Madeira Rodrigues diz tudo e o seu contrário, procurando agradar a um auditório tão vasto quanto possível - incluindo benfiquistas, portistas, árbitros e agentes dos jogadores. Mas o seu projecto continua a ser um imenso vazio e a equipa que irá propor aos sportinguistas permanece uma incógnita.

À semelhança de certos políticos, de tanto querer contentar todos arrisca-se a não agradar a quase ninguém.


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02 Jan 17

Faz hoje um mês que Pedro Madeira Rodrigues, segundo ele próprio revelou, decidiu candidatar-se à presidência do Sporting. E faz amanhã uma semana que tornou pública essa intenção.

Passado todo este tempo, continuamos à espera do programa eleitoral do candidato. E da lista integral dos seus apoiantes. E do elenco que propõe para os órgãos sociais leoninos.

Mas vá lá, nem tudo está paralisado nesta candidatura que faz que anda mas não anda: já ficámos a saber que Madeira Rodrigues "vai de metro ver os jogos do Sporting, utilizando a linha amarela".

Poupa em combustível. Ao menos isso.


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31 Dez 16

Foi o candidato à presidência mais metórico da história do Sporting. Paulo Paiva dos Santos, que a 18 de Dezembro anunciou que concorria contra Bruno de Carvalho, no rescaldo imediato da derrota do Sporting frente ao Braga, e logo no dia seguinte deu o dito por não dito, afinal apoia a recandidatura do actual presidente e aceitou até integrar a respectiva Comissão de Honra, onde figuram os nossos colegas de blogue Diogo Agostinho e Pedro Boucherie Mendes.

Como nos contos de fadas, também aqui pode dizer-se que tudo está bem quando acaba bem.


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28 Dez 16

Confesso que nunca tinha ouvido falar em Pedro Madeira Rodrigues. Problema meu, assumo. Garantem-me vários sportinguistas que ele "interveio" nos últimos anos oculto num pseudónimo, disparando algures farpas a torto e a direito contra a direcção leonina. Se isso for verdade, faz sentido que eu seja incapaz de associar o recém-anunciado candidato à presidência do Sporting a qualquer posição pública emitida de 2013 para cá: pseudónimos, para mim, só valem na literatura. Num debate de ideias, seja político ou desportivo, só por manifesta cobardia haverá quem recorra a um expediente destes.

Seria portanto para sportinguistas tão ignorantes a seu respeito como eu que Madeira Rodrigues deu há poucas horas a cara, em duas ocasiões, para dizer quem é e ao que vem. Primeiro numa conferência de imprensa, depois numa entrevista ao principal serviço noticioso da CMTV.

Acompanhei as suas declarações com atenção. O que disse, lamento registar, foi muito pouco: emitiu uns lugares-comuns sobre a necessidade de alterar a gestão, garantiu que manteria o treinador e que não iria pronunciar-se sobre jogadores, e disparou algumas críticas a Bruno de Carvalho, acusando-o de copiar "o Pinto da Costa da década de 80". Sem reparar, aparentemente, que estas palavras constituíam um elogio implícito ao presidente do Sporting: naquela década, o FC Porto somou títulos e até se sagrou campeão europeu.

Sobre programa e metas e núcleo dirigente, nada. Sobre o que pretende alterar em concreto, além de propor um estilo mais dialogante, coisa nenhuma. Perdeu portanto a primeira oportunidade para fazer a diferença e mostrar aos sportinguistas o que realmente o faz correr. Aguardarei pelas próximas. Mas, como dizia o outro, não há segunda oportunidade para causar uma primeira impressão.


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20 Mar 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

20 de Março de 2013: rescaldo do debate eleitoral na SIC Notícias.

Escreveu o Alexandre Poço: «O debate de ontem consubstanciou a realidade actual do Sporting: não houve vitória de ninguém nem nenhum jogou para ganhar. Até aqui, arrrrre!»

Escrevi eu: «Muita convergência no diagnóstico e na terapia - maior do que muitos supunham. Os três candidatos à presidência do Sporting estão de acordo na necessidade de reestruturação financeira do clube, na renegociação da dívida, na injecção de capitais, na formação enquanto elemento-base da equipa de futebol e na revitalização das modalidades.»

Escreveu o Tiago Cabral: «Os dois principais candidatos nestas eleições convergem em quase tudo. (...) A questão principal resume-se a liderança. Qual dos candidatos consegue transmitir aos sócios que é o melhor para liderar o Sporting?  A mim ontem pareceu-me ser Bruno de Carvalho.»

 

José Couceiro, que continuava a ser apontado como quase inevitável vencedor em alguns blogues e nas sondagens da Eurosondagem, recolhia entretanto um apoio de última hora: Pedro Baltazar, candidato derrotado às eleições no Sporting de 2011, anunciava que votaria nele.

Justificação: "Defendo uma linha de credibilidade para o nosso Sporting Clube de Portugal. Tenho gostado da sua campanha séria e do falar verdade e vejo que ele conta com uma equipa que pode fazer uma ruptura com o passado. Faço um apelo aos sócios porque o clube atravessa a mais grave crise da sua história desportiva e financeira e não pode cair em aventureirismos."


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19 Mar 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Pela segunda vez durante a campanha, e quando faltavam apenas quatro dias para a votação, surgia uma sondagem elaborada pela Eurosondagem, a empresa de Rui Oliveira e Costa - notório apoiante de José Couceiro - a vaticinar a vitória ao maior adversário de Bruno de Carvalho. Alguns jornais, de boa fé, divulgaram este estudo de opinião. Um deles foi O Jogo, que o publicitou numa manchete garrafal, faz hoje um ano: "Couceiro aumenta vantagem". Os números da sondagem apontavam para uma vitória do actual treinador do Vitória de Setúbal, com 53,7%, seguindo-se Bruno com 40,6% e Carlos Severino num distante terceiro lugar, com apenas 5,7%.

Outra empresa, a Euroexpansão, elaborou uma sondagem com resultados muito diferentes, difundidos pelo jornal A Bola também nesse dia 19 de Março de 2013. Neste caso a vitória era atribuída a Bruno, com 39,9%, seguindo-se Couceiro (32,7%) e Severino (4,6%).

"Pelo menos uma das duas empresas de sondagens sairá desacreditada deste processo: não é possível acertarem ambas", concluí aqui.

 

 

À noite, na SIC Notícias, realizou-se o primeiro debate televisivo da campanha.

 

O que disseram os candidatos?

 

Bruno de Carvalho:

"Não prometemos ilusões."

"Sem uma política desportiva de sucesso nada resulta."

"No Sporting tem de acabar a venda de jogadores a saldo."

"Tal como no futebol, todas as modalidades terão a sua base na formação."

"O único problema do Sporting é que fracos reis fazem fraca as fortes gentes."

 

Carlos Severino:

"Neste momento o Sporting gasta cinco milhões por mês e apenas tem receitas de um milhão. Não há ninguém que resista a uma coisa destas."

"Vamos propor ao BES a reestruturação da dívida."

"Neste momento nem sabemos ao certo quem são os jogadores do Sporting."

"Perguntei se Rui Patrício está vendido a algum fundo. Não houve resposta. E preocupa-me, naturalmente."

"Em três anos o Sporting pode ser campeão nacional com uma equipa assente na formação."

 

José Couceiro:

"Passamos hoje pela maior crise de sempre."

"O Sporting está numa situação crítica."

"O Sporting perdeu credibilidade no mercado."

"Esta questão financeira tem como principal causa uma má gestão desportiva."

"O Sporting ultrapassou os custos, nomeadamente, a nível de massa salarial, para valores excessivos."


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22 Mar 13

 

ALVERCA. Com José Couceiro ao leme, o Alverca "desceu de divisão". Frase proferida por Bruno de Carvalho, que jogou mais ao ataque no debate de ontem à noite, na RTP informação, do que fizera no anterior, realizado nos estúdios da SIC Notícias. Não só ele: Carlos Severino e José Couceiro fizeram o mesmo. 

 

BARBOSA. Foi uma das escassas novidades do debate: se for eleito, Couceiro terá Pedro Barbosa como seu braço direito para o futebol, nas funções de director desportivo.

 

CRUYFF. Carlos Severino invocou demasiadas vezes o nome de Cruyff - uma das lendas do futebol - para caucionar a sua candidatura. Falou com tanto exagero que não evitou sorrisos irónicos dos antagonistas.

 

DEBATE. Foi o segundo e último desta campanha. Lamentavelmente, não houve nenhum debate televisivo em sinal aberto. Soube a pouco.

 

EMPRESÁRIO. "Eu sei porque é que o José Couceiro não fala do Izmailov. Porque o empresário do Izmailov é o mesmo empresário do José Couceiro para a Rússia, é aquele que o poderia colocar lá novamente." Uma acusação de Severino que ficou por demonstrar. O remate saiu-lhe ao lado. 

 

FINANÇAS. Couceiro não tem um responsável financeiro na sua lista eleitoral porque diz confiar nos dois que já trabalham no Sporting. Custa a crer.

 

'GAFFE'. O candidato da lista C, ex-treinador no Dragão, queria dizer "Sporting" e disse "Porto". Foi a maior gaffe deste debate.

 

HELDER. O moderador foi o jornalista Helder Conduto. Suscitou a acutilância que o momento televisivo exigia, mas lutou sempre contra o tempo: o debate devia ter durado mais meia hora.

 

INCOMPETENTE. Quando o debate aqueceu, já na recta final, Carvalho chamou incompetente a Couceiro. Esta mensagem não cola com outra, já confirmada pelo mais jovem dos três candidatos, que em 2011 convidou Couceiro a integrar a sua equipa: ninguém convida um incompetente.

 

 

JESUALDO. Se forem eleitos, Bruno de Carvalho e José Couceiro manterão Jesualdo Ferreira como treinador da equipa principal de futebol. Severino tem outra preferência: Jorge Jesus. Se não for agora, pode ser daqui a três anos. E também começa por J.

 

KO. Não houve. Mas Carvalho ganhou aos pontos. Repetindo a vitória tangencial do primeiro debate.

 

LOBO. Pela segunda vez, Bruno aludiu a Luís Freitas Lobo como elemento da estrutura do futebol em Alvalde. Faltou-lhe especificar em que função concreta.

 

MODALIDADES. Tal como no outro debate, falou-se na recuperação das modalidades. Ciclismo, hóquei em patins e voleibol. Passar das palavras aos actos é um dos principais desafios da próxima direcção nesta matéria.

 

NERVOS. Severino voltou a ser o mais nervoso dos três, como já tinha sucedido no debate anterior. E, a certa altura, conseguiu enervar Couceiro. Carvalho foi o mais sereno.

 

OPORTUNISTA. Foi um dos epítetos com que Severino brindou Couceiro. Não havia necessidade de vermos um debate descambar para algo que copia o pior da política. Mas este descambou mesmo.

 

PRESIDENCIÁVEL. Bruno de Carvalho falou o tempo todo como se acreditasse que será eleito. Nunca pôs o verbo no condicional. Pareceu mais presidenciável do que os outros dois.

 

 

QUENTE. O debate anterior, na SIC Notícias, tinha sido morno. Este foi quente. Quase escaldante.

 

REMUNERAÇÃO. Deve o presidente do Sporting ser remunerado? Bruno de Carvalho e José Couceiro acham que sim. Só Carlos Severino está pronto a trabalhar de borla.

 

SALOMÃO. Diogo Salomão é um dos jogadores emprestados pelo Sporting que Severino mandaria regressar a Alvalade. Outros seriam Wilson Eduardo e André Santos.

 

TÍTULO. Daqui a três anos o Sporting voltará "de certeza" a ser candidato ao título, assegurou Severino. Os outros candidatos, mais prudentes, nada prometeram.

 

UNIÃO. Uma palavra que esteve ausente do debate. Mas o Sporting precisa dela, mais que nunca.

 

VENDA. "Quando entrei no Sporting, em 2011, o Izmailov estava vendido ao FC Porto, tenho documentos a comprová-lo. Fui eu quem impediu a sua venda." Foi talvez a maior revelação do debate, da boca de Couceiro. Dois anos depois, a venda consumou-se.

 

WOLFSWINKEL. "Alguém demissionário não deve fazer negócios", protestou Bruno. "Quando se tomar posse apuram-se as questões", considerou Couceiro. Carlos Severino foi mais longe: ameaçou impugnar a transferência de Wolfswinkel, anunciada a três dias do fim do mandato de Godinho Lopes.

 

XANDÃO. Ninguém falou dele. Nem fez falta no debate. Figura aqui só para preencher o X, que é sempre a letra mais complicada.

 

YAZALDE. De Yazalde também ninguém falou, claro. Esses eram outros tempos, do Sporting campeão com o inesquecível craque argentino sempre a facturar. Bruno de Carvalho gatinhava, José Couceiro era adolescente em Angola e Carlos Severino andava na tropa. Nenhum deles sonhava concorrer à presidência do clube, então confiada ao recém-falecido João Rocha. Bons tempos.

 

ZERO. "Você é zero", disse Couceiro a Carvalho. Ficou-lhe mal. Por revelar nervosismo. E porque há formas muito menos deselegantes de desqualificar um adversário.


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Estar dentro e estar fora
Jose Manuel Barroso

Não quero fazer aqui qualquer apelo, direto ou indireto, ao sentido do voto. Apenas me chamou à atenção um comentario à sintese do P Correia, sobre o debate de ontem, quinta. Diz esse sportinguista que o Couceiro mostrou tudo com o dizer que tem lá dentro o técnico de finanças. Não sei se ele disse isso mesmo. Mas espantou-me esse «estar dentro ou fora». Então um candidato que, por exemplo, tenha um grupo de sócios como consultores financeiros -estes «estão fora»? Os sócios do clube estão fora, se não estiverem na listas de um qualquer candidato? Que clube é este que tem adeptos que acham que um sócio «está fora», se ele não está nas listas do seu candidato? Os sócios são parte do clube e das soluções ou apenas o «fuhrer» de cada eleitor? Esta é a imagem de um certo Sporting, o que se canibaliza em guerras internas e dá achas aos adversários.


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Um escudo é um escudo
Jose Manuel Barroso

Só faltou isto: «um escudo é um escudo»! Que debate medíocre.


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21 Mar 13

 

CARLOS SEVERINO:

"Quando Jesualdo criticou Rui Patrício e Wolfswinkel, essa declaração desvalorizou completamente os jogadores. Resta saber com que sentido isso foi feito. Se houver vendas de jogadores, vamos impugná-las. Os direitos do Sporting têm de ser defendidos."

"Jesualdo Ferreira é o treinador de Godinho Lopes ou é treinador do Sporting? Se for treinador de Godinho Lopes, não poderei contar com ele pois sairá com Godinho Lopes."

"O meu plano B passa por um treinador que queira aceitar o meu projecto."

"Se não levar Jorge Jesus [para o Sporting] este ano, pode ser noutra altura."

"Se não fosse o Rui Patrício, nesta época provavelmente o Sporting estaria em último lugar."

"O presidente do Sporting, que está em gestão corrente, não deve estar a renovar com os jogadores. Deve deixar isso para o novo presidente."

"Os fundos ganham mais do que o clube com a venda de jogadores."

"Não vou receber um cêntimo do Sporting nem ninguém da minha lista receberá."

"Sugiro que cada um de nós apresente amanhã a sua declaração de IRS para daqui a três anos se perceber se cumprimos aquilo que estamos a dizer."

"O meu orçamento para a próxima época será, sensivelmente, de 22 milhões."

"Temos dois bancos portugueses que nos financiam com a liquidez necessária."

"Tenho um curso de gestão e de administração de empresas desportivas. Estou à-vontade: conheço bem o Sporting e o futebol português."

"Terei o Aurélio Pereira, o Manuel Fernandes, o Beto, o Nelson e o Vidigal. Ainda não falei com eles mas conto com eles."

"Não terei um director desportivo porque não necessito."

"Na estrutura do Sporting, fui campeão duas vezes. Ganhámos uma Taça de Portugal, ganhámos três supertaças e fomos à final da Taça UEFA."

"Vou aconselhar-me com o senhor Johan Cruyff."

"Não há um investidor, há uma mão-cheia de investidores [para o Sporting] que são arrastados pela Cruyff Football International."

"Se eu for presidente do Sporting, o Wilson Eduardo virá de imediato da Académica. O Salomão virá do Corunha, o André Santos... Esses regressarão todos."

"Os sportinguistas podem esperar títulos. A partir do terceiro ano, de certeza o Sporting será um forte candidato ao título."

"Ninguém fala do Izmailov... Eu sei porque é que o José Couceiro não fala do Izmailov. Porque o empresário do Izmailov é o mesmo empresário do José Couceiro para a Rússia, é aquele que o poderia colocar lá novamente e é aquele que tirou Caneira, Paulo Costa e Alhandra do Sporting. É o inimigo público número 1 do Sporting e é o empresário que o levou para a Rússia."

"Tu [Couceiro] queres iludir os sportinguistas. Vens aqui ter a tua terceira oportunidade para iludir os sportinguistas."

"Não me chamas ignorante. Porque se me chamares ignorante eu digo-te [Couceiro] que és um oportunista."

 

 

 

JOSÉ COUCEIRO:

"O Sporting vive o momento mais crítico da sua história desportiva."

"Alienar um jogador para suprir falhas de tesouraria demonstra bem a crise em que estamos."

"No futebol de alta competição e no desporto profissional as pessoas têm de estar em full time. O Sporting tem nos seus estatutos a possibilidade de uma comissão que decide a política de remunerações."

"Há dois anos houve quatro listas que me abordaram, entre elas a do Bruno de Carvalho. Eu disse a todas a mesma coisa: eu sou um profissional do Sporting e quando forem eleitos nós conversamos."

"Tentarei investir entre 27 e 28 milhões no futebol, na próxima época."

"Temos de garantir a tesouraria de curto prazo. Neste momento o Sporting está deficiente, não tem a força necessária para entrar em negociação."

"Vou conseguir abrir o capital social da SAD com um conjunto de investidores sportinguistas."

"Se não equilibrarmos a nossa conta de exploração, acontece o que acontecia no passado."

"O Sporting tem na sua estrutura dois directores financeiros. Portanto, eu tenho responsáveis financeiros dentro do Sporting."

"O Sporting não tem de depender de mecenas. Esse é um erro crasso."

"Nós temos de recuperar a credibilidade no mercado pelas nossas práticas, não pelas nossas palavras."

"O futebol profissional vai depender directamente de mim."

"Quero ter uma conversa com Jesualdo Ferreira."

"Fazer uma equipa demora algum tempo. Destruir uma equipa, é na hora."

"A pessoa que estará entre o treinador e o presidente será o Pedro Barbosa. Está mais que assegurado. É uma pessoa experiente, com conhecimento. É uma mais-valia para este projecto."

"Eu e o Carlos Severino manifestámo-nos sempre favoráveis a todos os debates. E você [Bruno de Carvalho] não quis debater."

"Em toda a minha carreira nunca fui despedido a meio de uma época."

"Onde é que você [Bruno de Carvalho] tem passado no desporto? Não tem nenhum. Você não tem passado no desporto, você não é ninguém no desporto, não sabe nada. Zero. Zero."

"Desculpa, mas tu [Severino] és ignorante."

"Quando entrei no Porto... no Sporting, em 2011, o Izmailov estava vendido ao Porto. E fui eu que proibi. Tenho a documentação. São factos."

 

 

 

BRUNO DE CARVALHO:

"Alguém que está demissionário não deve fazer negócios, seja de Wolfswinkel seja de Rui Patrício. Deve ser o novo presidente a fazer estes negócios."

"Não há necessidade nenhuma de o presidente demissionário estar a fazer qualquer negócio para pagar salários. É uma questão totalmente imoral. A partir de segunda-feira resolverei essas questões."

"Temos que dar todo o apoio à equipa técnica que temos, ao Jesualdo e a todos os jogadores. Para darmos ainda algumas alegrias aos sportinguistas. Não podemos andar neste momento com planos B, ou C, ou D. O Sporting já passou por demasiados treinadores nos últimos tempos."

"Não quero remunerações nem em comissões, que acabam por ser sempre negociatas com o próprio clube. Serei remunerado pelo valor que os sócios decidirem, seja ele qual for."

"Há dois anos convidei José Couceiro para fazer parte da estrutura. Ele aceitou."

"Vou investir entre 25 e 30 milhões na próxima temporada. Será esse o orçamento para o futebol."

"Não teremos necessidade de vender jogadores [para reestruturar a dívida]. Tudo o que seja compra e venda de jogadores terá a ver com a política desportiva e não com a gestão financeira."

"Vai ser feita uma auditoria de gestão. Se houver gestão danosa serão responsabilizadas as pessoas."

"É preciso fazermos as pazes com o nosso passado e perceber como é que chegámos de 40 milhões a 430."

"No futebol vou mandar eu."

"Gostaria de contar na SAD com Tomaz Morais e Freitas Lobo. São pessoas que me agradam, em termos do seu conhecimento e da sua valia."

"Eu sempre defini que devia haver dois debates."

"Nem toda as experiências na área do futebol são positivas. Se fosse pela experiência, todos os treinadores de Portugal podiam ser presidentes do Sporting. O Sporting precisa é de pessoas que tragam sucesso desportivo." 

"Importante é os sportinguistas perceberem quem será o próximo presidente do Sporting, não o próximo treinador."

"Você [José Couceiro] passa duas vezes pelo Sporting e é afastado. São factos. Você vai ao Alverca e a equipa desce de divisão."

"José Couceiro, porque é que você não tem um responsável financeiro na sua lista?"

"Eu sou o único daqui que vai às assembleias-gerais."

"A guerra [no Sporting] vai acabar porque vai haver um líder, vai haver uma política desportiva de sucesso e uma reestruturação da dívida que fará com que isso deixe de ser um tema no Sporting."

 

(actualizado)

 


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Um dia saberemos com algum pormenor os verdadeiros motivos que levaram o ainda presidente do Sporting a descapitalizar ainda mais a equipa principal de futebol apenas a três dias das eleições internas para a escolha do seu sucessor, retirando-lhe o único ponta-de-lança disponível. Mas é já possível adiantar que, com este gesto, Godinho Lopes voltou a interferir no processo de decisão dos sócios, condicionando o voto. Neste caso, será prejudicado o candidato que estiver mais conotado com a gestão cessante, a mais catastrófica de que há memória no clube.

Ele já tinha avisado, ao proferir a frase mais infeliz da temporada: "Se tiver de vender quem comprei, se tiver de vender quem alimentei, qual é o problema?" A transferência de Ricky para o Norwich a preço consideravelmente mais baixo do que o seu potencial valor de mercado*, correspondendo a prementes necessidades de tesouraria, força a reconstrução do nosso ataque e confirma o fracasso desta equipa directiva que abandona o clube em muito pior estado do que o encontrou. Com uma gestão desportiva caótica, que produziu os piores resultados de sempre, a gestão financeira só podia redundar naquilo que hoje é evidente aos olhos de todos: quando se vende um dos jogadores com maior potencial na equipa, e já se fala na saída de Capel, em desespero de causa, para o cumprimento de um dever tão elementar como é o do pagamento dos salários referentes ao mês de Fevereiro aos atletas e funcionários do clube, não pode haver maior atestado de incompetência a uma equipa directiva.

Imaginemos com que ânimo o Ricky jogará até ao fim desta temporada no Sporting quando já se sabe que a direcção teve de sacrificá-lo em Alvalade para evitar rescisões de contratos laborais com justa causa aos seus colegas. Ele, que tão criticado foi por falhar penáltis, só merece afinal elogios em comparação com um presidente especializado em meter golos onde não devia. Na própria baliza, para vergonha de todos nós.

 

* Segundo A Bola e o Record, o negócio com os ingleses foi fechado por dez milhões de euros, cabendo ao Sporting só 3,5 milhões, pois 65% do passe de Wolfswinkel já não era nosso. Há um mês, segundo foi noticiado, a direcção terá recusado uma oferta superior, do Dínamo de Kiev. A cláusula de rescisão do jogador estava fixada em 22 milhões.

 


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20 Mar 13

"Vou votar no José Couceiro, o que não surpreende ninguém."

Rui Oliveira e Costa, ex-conselheiro leonino e administrador da Eurosondagem


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1. Foi um debate sereno, civilizado. Não houve nenhuma sessão de pugilato, como alguns gostariam. O Sporting ganhou com isso.

 

2. Muita convergência no diagnóstico e na terapia - maior também do que muitos supunham. Os três candidatos à presidência do Sporting estão de acordo na necessidade de reestruturação financeira do clube, na renegociação da dívida, na injecção de capitais, na formação enquanto elemento-base da equipa de futebol e na revitalização das modalidades.

 

3. Paulo Garcia, o moderador deste debate na SIC Notícias, cumpriu o seu papel ao interrogar repetidamente os candidatos. Mas em vão. Nenhum abriu o jogo relativamente aos investidores que têm em mira para a regeneração financeira do Sporting. Bruno de Carvalho diz ter esse capital assegurado, mas nada concretiza. José Couceiro apelou a um "ciclo virtuoso" no clube, também sem nada concretizar. Carlos Severino garantiu ter o apoio da banca nacional e até da banca estrangeira, mas jamais desceu aos pormenores. Ficámos na mesma.

 

4. Convergência também no balanço da herança recebida: Godinho Lopes ficou com as orelhas a arder. Bruno, recorrendo à conhecida metáfora camoniana, chamou-lhe - sem o nomear - um "fraco rei que faz fracas as fortes gentes". Couceiro sublinhou que o clube atravessa uma "situação crítica" devido à questão financeira que tem por causa principal a "má gestão desportiva". Severino foi mais longe ao salientar que neste momento até se ignora quais são os jogadores cujos passes o clube verdadeiramente detém.

 

5. A manutenção de Jesualdo Ferreira é, aparentemente, outro ponto que une as candidaturas de Bruno e Couceiro. Severino preferia ver Jorge Jesus à frente da equipa principal do Sporting. Faltou dizer como tencionaria pagar o salário àquele que é, de longe, o mais caro dos treinadores a trabalhar em Portugal.

 

6. O que mais separa os dois candidatos que as sondagens apontam como candidatos à vitória, Bruno de Carvalho e José Couceiro, é a questão da SAD. Com o primeiro a garantir, peremptório: "O Sporting não pode perder a maioria na SAD." E o segundo a admitir esse cenário, salvaguardando no entanto "um acordo para-social" que permita ao clube uma palavra decisiva em grandes decisões estratégicas.

 

7. Carlos Severino tem mais experiência de palcos mediáticos, até por ter sido jornalista durante vários anos. Estranhamente, era o mais nervoso neste debate. Isso deu-lhe uma imagem de insegurança que o levou a ser o pior dos três. A excessiva ligeireza de algumas das suas intervenções também não o valorizou. A certo ponto, as câmaras mostravam os adversários e até o próprio moderador a sorrirem enquanto o ex-director de comunicação do Sporting falava. Parecendo que nenhum deles o levava realmente a sério. Estes planos televisivos, mesmo sem necessidade de palavras, conseguem ser letais.

 

8. José Couceiro mostrou-se afável e cordato. Um gentleman, característica que lhe costuma estar associada. Fica, no entanto, a dúvida: como se comportaria, enquanto presidente do Sporting, num debate em que tivesse pela frente Jorge Nuno Pinto da Costa ou Luís Filipe Vieira?

 

9. Bruno de Carvalho surgiu nesta campanha apostado em desfazer a imagem de enfant terrible revelada na campanha anterior, em que viu a vitória fugir-lhe por uma unha negra. Faltou-lhe em 2011 o suplemento de respeitabilidade que evidenciou neste debate, o que poderá levá-lo a mobilizar alguns sócios ainda indecisos num escrutínio que se prevê muito concorrido.

 

10. Até na escolha das gravatas houve sintonia. Couceiro escolheu uma verde escura, Bruno ia de verde, Severino de verde e branco. E todos terminaram com expressivos "Viva o Sporting!" Sinal dos tempos: falou-se muito de questões financeiras, falou-se pouco de gestão desportiva. Daí talvez a sensação, ao fim de quase hora e meia, de que muito ficou por dizer. Amanhã há outro debate - talvez o decisivo. Na RTP informação.

 

 


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Frase chave do debate
Jose Manuel Barroso

«Ao longo deste tempo o Sporting tem alterado constantemente a sua liderança. Por isso as lideranças são o que são.» A chave dos sucessos ou insucessos está aqui, a meu ver. E enquanto os sportinguistas não entenderem isto - e se auto responsabilizarem, sócios incluídos - os ciclos virtuosos prometidos convertir-se-ão SEMPRE em ciclos viciosos.


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19 Mar 13

 

CARLOS SEVERINO:

"Neste momento o Sporting é um clube subalterno, dependente."

"O Sporting tornou-se um entreposto de jogadores."

"Vamos reduzir para metade o orçamento, que é de 42 milhões, e vamos ter um tecto salarial."

"Neste momento o Sporting gasta cinco milhões por mês e apenas tem receitas de um milhão. Não há ninguém que resista a uma coisa destas."

"Vamos propor ao BES a reestruturação da dívida."

"Neste momento nem sabemos ao certo quem são os jogadores do Sporting."

"Perguntei se Rui Patrício está vendido a algum fundo. Não houve resposta. E preocupa-me, naturalmente."

"Em três anos o Sporting pode ser campeão nacional com uma equipa assente na formação."

"Eu pertenci a uma estrutura que foi campeã. O José, infelizmente, não pôde dar essa alegria aos sportinguistas."

"Eu como repórter tive que fazer as festas do Benfica em que o professor Jesualdo era adjunto."

"Vamos querer ressuscitar o ciclismo no Sporting."

"Eu não sou um outsider, sou um insider. Conheço o Sporting por dentro e por fora. Não sou do sistema."

"O Sporting tem tudo para ser feliz."

 

 

JOSÉ COUCEIRO:

"Passamos hoje pela maior crise de sempre."

"O Sporting está numa situação crítica."

"O Sporting perdeu credibilidade no mercado."

"Esta questão financeira tem como principal causa uma má gestão desportiva."

"Quem é candidato à presidência do Sporting tem de ser responsável."

"O Sporting ultrapassou os custos, nomeadamente, a nível de massa salarial, para valores excessivos."

"O Sporting propôs constantemente um ciclo virtuoso e entrou constantemente num ciclo vicioso."

"Admito a possibilidade de o Sporting perder maioria na SAD porque estamos numa situação de sobrevivência."

"Se formos para a insolvência toda a gente perde."

"O Sporting tem 22 títulos europeus - e um é de futebol."

"É grave falar-se na venda de um jogador para resolver problemas de tesouraria prementes."

"Eu admito trocas [de jogadores]. Não admito é ser subalterno e perder constantemente nos negócios."

"Ao longo destes anos o Sporting tem alterado constantemente a sua liderança. E por isso as lideranças são o que são."

"Temos que apostar em todas as modalidades, não vamos deixar cair nenhuma."

"Acima do Sporting ninguém está."

 

 

BRUNO DE CARVALHO:

"Estamos a viver a nossa maior crise. Mas continuamos a maior potência desportiva nacional."

"O único problema do Sporting é que fracos reis fazem fraca as fortes gentes."

"Sem uma política desportiva de sucesso nada resulta."

"Não prometemos ilusões."

"Precisamos de uma política de exigência total: ganharmos em cada campo, em cada pavilhão, em cada pista."

"O Sporting não pode perder a maioria na SAD."

"Vamos levar a cabo um processo de reestruturação da dívida."

"O Sporting precisa de um plano de gestão e financeiro extremamente rigoroso."

"O dinheiro não tem nacionalidade. Dinheiro é dinheiro."

"No Sporting tem de acabar a venda de jogadores a saldo."

"O ecletismo é que nos torna a maior potência desportiva nacional e uma das maiores do mundo."

"Tal como no futebol, todas as modalidades terão a sua base na formação."

"Connosco o pavilhão, ali ao lado da nossa casa, será uma realidade."

"O Sporting precisa de uma reforma serena mas activa."

 

(actualizado)

 


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As sondagens reveladas hoje na imprensa diária - uma elaborada pela Eurosondagem, outra pela Euroexpansão - revelam uma divisão acentuada das opções de voto entre os sócios do Sporting, não estando afastado o cenário de uma vitória tangencial, como sucedeu em 2011. A Bola atribui a vitória a Bruno de Carvalho, com 40%, ficando José Couceiro com 33% e Carlos Severino com apenas 5%, sem indicação de margem de erro. O Jogo, por sua vez, aponta para uma vitória de José Couceiro (53,7%), seguindo-se Bruno de Carvalho (40,6%) e Carlos Severino (5,7%) após extrapolação dos resultados e com 3,3% de margem de erro.

Pelo menos uma das duas empresas de sondagens sairá desacreditada deste processo: não é possível acertarem ambas. Consenso existe apenas quanto ao distante terceiro lugar para Severino e quanto ao número muito grande de indecisos, o que permite todos os cenários: segundo A Bola, 21,4% dos sócios ainda não definiram opções de voto, cifra que baixa ligeiramente na sondagem d' O Jogo (17,7%).

Isto significa, por um lado, que a campanha foi menos convicente e esclarecedora do que alguns previam. E significa também, em consequência, que os debates televisivos a três serão decisivos: os candidatos apostarão tudo nestes dois palcos. Já no serão de hoje, na SIC Notícias, a partir das 22.30. E na próxima quinta-feira, na RTP informação, a partir das 22 horas. Lamentável é verificar que nenhum destes debates ocorrerá num canal generalista em sinal aberto, como se impunha.

Uma espécie de tudo ou nada. Sabendo-se, como se sabe, que a vida dá muitas voltas - às vezes com os mesmos circuitos caprichosos de uma bola no terreno de jogo. E que o derrotado no sábado poderá ser vencedor num futuro próximo.

Esperemos para ver. E para ouvir, já esta noite.

 


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«Os sócios questionam-se como o clube ficou fraco, refém da banca, dos empresários e até do FC Porto.»

 

«Como foi possível chegar a este estado só com votos de louvor e sem qualquer sinal de alerta?»

 

«Até pessoas que não são accionistas foram nomeadas para a Comissão de Accionistas. Ridículo!»

 

«Tiraram o clube aos sportinguistas. Acho que se deve colocar o cenário de insolvência, o clube regressar às competições na II B. Temos de colocar a hipótese para um PER [Plano Especial de Revitalização], não podemos pensar a dois ou três anos, mas a dez ou vinte anos.»

 

Vicente Caldeira Pires, candidato independente pela lista D ao Conselho Fiscal e Disciplinar, em entrevista ao jornal O Jogo


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Desabafo
Diogo Agostinho

Pode ser só de mim, pode ser do tempo, do menor número de candidatos, pela falta de debates, começam hoje, pode ser da nossa posição vergonhosa no campeonato, pode ser de tudo! Mas esta campanha não aquece nem arrefece. Dos sportinguistas com quem vou tenho falado ninguém sabe em quem votar. Eu também não. 

 

Espero pelos debates. Que nos ajudem a clarificar. 


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Interlúdio musical
Pedro Correia


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"Não serão vendidos mais jogadores em saldo"

Bruno de Carvalho


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18 Mar 13

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17 Mar 13

 

Godinho Lopes insiste, insiste, insiste: decorre uma campanha eleitoral no Sporting mas o presidente quase-cessante não se cansa de procurar a ribalta mediática sem perceber que o seu tempo já passou. E tem o condão de, em cada intervenção pública, deixar bem evidente a sua falta de capacidade para liderar um clube com a dimensão, a grandeza e o percurso histórico do Sporting.

Sexta à noite, em Loures, não fez a coisa por menos: admitiu pela enésima vez vender Wolfswinkel. Em vez de pedir perdão aos sócios pelo rotundo fracasso da sua política desportiva, que nos legou apenas um ponta-de-lança, reitera o seu desejo de alienar precisamente este jogador como se não reparasse que assim deixaria o plantel ainda mais desguarnecido de estrutura atacante. Talvez Godinho Lopes, que sai de Alvalade sem títulos futebolísticos, ambicione afinal deixar o Sporting como equipa com pior ataque de sempre no campeonato, manchando a memória de inúmeros goleadores que brilharam no nosso clube, de Peyroteo a Yazalde.

Mas o pior nem foi isto. O pior não é sequer Godinho Lopes abandonar o cargo deixando os cofres de Alvalade ainda mais depauperados do que estavam quando chegou. O pior foram os termos usados pelo ainda presidente para exprimir esta ideia, fazendo lembrar aqueles miúdos birrentos e malcriados que pegam na bola e a levam embora, nos jogos de rua, quando estão a perder: "Os actos de gestão são praticados por quem cá está. Eu comprei 25 jogadores e alimentei os outros todos. Se tiver de vender quem comprei e quem alimentei qual é o problema?"

Qual é o problema, engenheiro Godinho Lopes? Vou dizer-lhe qual é o problema. Falar de seres humanos nos termos que utilizou - dignos de um senhor feudal ou de um negreiro - é totalmente inaceitável. Uma pessoa não é um objecto nem um animal doméstico, que se "compra" e se "alimenta". Pior que perder em campo é perder jogos num campeonato muito mais importante - o campeonato da civilidade e da decência. Com declarações como esta, perdeu por goleada. O que não deixo de lamentar, mesmo sem ficar surpreendido.


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16 Mar 13

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"Um mau treinador não pode ser bom presidente"

Jorge Bacelar Gouveia, candidato a presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting


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«Em relação ao mandato anterior, de José Eduardo Bettencourt, o Sporting piorou claramente. (...) Tem que se perceber tudo quanto se passou. Tem que se perceber porque vieram tantos jogadores a custo zero e as comissões aumentaram. (...) Estes dois últimos anos o Sporting fez os maiores investimentos da sua história e tem o pior resultado da sua história também. Isto aconteceu por incompetência.»

José Couceiro


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15 Mar 13

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Se a primeira semana decorreu mais tranquila do que muitos previam, a segunda não foi muito diferente. Percebe-se porquê: como diz hoje José Peyroteo Couceiro, numa entrevista ao jornal A Bola, "o quadro é negro e difícil". A partir do dia 23, ganhe quem ganhar, "temos de nos unir porque se trata de uma questão de sobrevivência", acentua o candidato da lista C, precisamente aquele que esteve mais em evidência ao longo desta penúltima semana antes da ida às urnas.

Dizer que é difícil é dizer pouco: o Sporting vive a pior situação da sua história, em consequência da péssima gestão desportiva e financeira da Direcção cessante. Isso explica certamente o facto de Couceiro ter um discurso cada vez mais crítico face à pesada herança deixada por Godinho Lopes e admita até um cenário de "insolvência" a curto prazo, o que o leva a encarar a hipótese de o Sporting vir a perder a maioria na SAD desde que isso permita "salvar" o clube. Urgente, conforme admitiu, é a necessidade de concretizar um aumento de capital, "não para investimento mas para questões de tesouraria".

Não deixa de ser irónico - tristemente irónico - que declarações como estas sejam proferidas pelo candidato no qual a esmagadora maioria dos apoiantes de Godinho Lopes se prepara em votar. Imaginem o que as referidas hostes não diriam se tivesse sido um Bruno de Carvalho ou um Eduardo Barroso a afirmar algo semelhante há pouco mais de um mês...

 

Creio que Couceiro faz bem em não se refugiar num discurso de ilusórias facilidades. E neste aspecto não tenho a menor dúvida de que a actual campanha tem sido muito mais positiva do que a anterior, em que se prometeram mundos e fundos como se o Sporting gozasse de algum desafogo financeiro, quando já era evidente uma situação de crise, potenciada por anos de dilapidação constante de património e acumulação de passivo. Crise que se agravou nos últimos dois anos, com Alvalade a transformar-se em depósito de jogadores de valia duvidosa e permanência efémera. Talvez alguém tenha beneficiado com isso, mas o clube só saiu prejudicado.

 

             

 

Entradas de leão, saídas de sendeiro. As transferências milionárias - incluindo a mais cara contratação de sempre - deram lugar à situação actual, com vencimentos em atraso e um buraco orçamental que faz avolumar as incertezas em relação aos salários correspondentes ao mês de Março. Por isso Couceiro só ganha em acentuar as distâncias com Godinho Lopes nesta entrevista em que suscita polémica por admitir a substituição do relvado de Alvalade, em notório mau estado, por um piso sintético que rompe com a tradição e a prática generalizada nos estádios europeus mas talvez permita atrair receitas financeiras com espectáculos extra-desportivos.

Não serei eu a criticá-lo por isso. Incompreensível, no entanto, é a crítica que na mesma entrevista faz aos estatutos do clube, em vigor há menos de dois anos, opondo-se à convocação de assembleias-gerais com base num mínimo de mil votos dos sócios. Uma assembleia-geral é uma manifestação de vitalidade e a prova mais inequívoca de que a democracia não é letra morta no nosso clube. Ao defender uma alteração estatutária destinada a aumentar o número de votos para a convocatória das assembleias-gerais, condicionando na prática o funcionamento deste órgão, Couceiro abre uma frente de polémica nada conveniente para os seus desígnios eleitorais no momento em que tantos outros assuntos, muito mais relevantes, deviam ser prioritários na sua agenda.

Como dizia o outro, não havia necessidade. Mais facilmente imaginaria Carlos Severino a produzir esta artilharia verbal por manifesta urgência em conseguir destaque nas notícias da campanha. Já Bruno de Carvalho - que tem sabido evitar a armadilha das polémicas estéreis - parece ter aprendido algo muito importante de 2011 para cá: só nos tornamos donos dos nossos silêncios quando não ficamos prisioneiros das nossas palavras...


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Estamos a pouco mais de uma semana das eleições mais importantes dos últimos anos no Sporting. Seja qual for o vencedor espera-o uma árdua tarefa. Lemos e ouvimos que quem for eleito terá que aparecer com um cheque de vinte e cinco milhões de euros, para garantir compromissos assumidos até final de época. O novo presidente irá também pegar numa equipa de futebol destroçada, incapaz de reagir à adversidade. A falta de liderança tem sido a maior pecha dos últimos anos.

Os programas dos três candidatos são já conhecidos. Importa debatê-los, confrontar ideias e assumir compromisos, esclarecendo desse modo os sócios indecisos. O cenário ideal para tal é um debate a três, televisionado. Não é aceitável que esse debate não se realize.


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«O quadro é negro e difícil. Dia 23 temos de nos unir porque se trata de uma questão de sobrevivência.»

 

«Entre Janeiro e Maio de 2011 baixámos a massa salarial em 2,5 milhões. Depois, a massa salarial aumentou em mais de 50 por cento e isto é muito grave.»

 

«Há responsabilidades da actual Direcção que são lamentáveis, como deixar dois meses de salários em atraso.»

 

«O Conselho Leonino prestou péssimo serviço ao Sporting nestes últimos anos.»

 

«O caso Pereira Cristóvão prejudicou o Sporting. Não sei que consequências trará no futuro, mas o que é estranho é que o Sporting não se tenha constituído assistente no processo.»

 

«Há diferenças [com Bruno de Carvalho] na forma de liderança. Acho que as definia entre mandar e comandar. No comandar prefiro ter uma equipa e não gosto muito de quem utiliza o poder para mandar sem saber comandar...»

 

José Couceiro, em entrevista à edição de hoje d' A Bola.

 


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14 Mar 13

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12 Mar 13

 

Godinho Lopes tentou recandidatar-se à presidência do Sporting e sondou vários nomes para constituir uma lista eleitoral até ao momento em que alguns amigos influentes o dissuadiram de se encaminhar para uma derrota mais que certa. Não contente com isso, faz questão de continuar a ser notícia dia após dia nesta campanha - sempre por maus motivos. Basta folhear a imprensa de hoje para confirmarmos.

O diário O Jogo, em grande destaque, noticia: "Há trabalhadores [do Sporting] com dois meses de salários em atraso e em situações de dificuldade, sobretudo os que ganham menos." Estando nós já em Março, os salários  referentes a Janeiro continuam por pagar na totalidade. E também as empresas fornecedoras de serviços estão a ser vítimas desta situação de aparente descontrolo da gestão financeira do clube.

"Em Alvalade, o ambiente é particularmente pesado, com vários funcionários de remunerações modestas a enfrentarem já situações de dificuldade por terem dois meses de salários ainda por receber", escreve o jornal.

Pior que tudo é a situação no plantel. No menos mau dos cenários, os jogadores terão recebido o salário de Fevereiro no dia em que Godinho Lopes promete abandonar o Sporting - isto é, a 24 de Março - sem deixar dinheiro em caixa.

 

E aqui volta ele à cena, intrometendo-se como protagonista da campanha mesmo sem ser candidato. No seu habitual estilo de tentar resolver uma trapalhada com outra ainda maior, o ainda presidente anuncia no Record uma pseudo-solução para solucionar os compromissos  que lhe competem: "a venda de um jogador para pagar o mês de Março". Este ano o dia das mentiras terá chegado três semanas mais cedo?

Parece mentira, mas o diário desportivo assegura que é verdade, fornecendo até alguns pormenores aos leitores. 

"Godinho Lopes está empenhado em liquidar os salários referentes ao mês de Março, considerando assim a possibilidade de vender um dos jogadores do plantel, mas neste caso só admite negociar os que chegaram ao clube pela sua mão. Três nomes são os mais cobiçados: Wolfswinkel, Capel e Rojo", lê-se no Record.

 

Esta situação caótica talvez explique - sem a desculpar - o mau desempenho de vários profissionais do clube nos mais recentes jogos. E há quem tenha ainda maiores razões de queixa. Franky Vercauteren, por exemplo. O treinador belga, demitido a 7 de Janeiro, continua sem ver o pagamento a que garante ter direito pelo contrato que o vinculava ao Sporting até ao fim da temporada e foi unilateralmente denunciado pela entidade patronal. Veucateren, que regressou a Lisboa na expectativa de ver resolvida esta situação, "já tinha salários em atraso" quando foi despedido após menos de três meses à frente da equipa. "Contas feitas, o belga mal recebeu enquanto técnico dos leões", revela O Jogo.

Perante tudo isto, digno de um mau enredo de telenovela, a campanha eleitoral em curso arrisca-se a ter pouco impacto informativo. A notícia continua a ser Godinho Lopes. Sempre ele - e sempre por maus motivos.


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Vale tudo para captar as atenções dos sportinguistas numa campanha eleitoral que está a ser bastante mais morna do que muitos previam. Diz agora Carlos Severino estar disposto a abdicar de salário e viatura fornecida pelo Sporting caso vença o escrutínio do próximo dia 23. Mas diz mais: quer também pôr fim àquilo que chama "mordomias", incluindo "o Conselho Leonino e os croquetes".

Acho bem que acabem os croquetes, desde que não sejam substituídos por chamuças. Acho muito pior que o presidente do Sporting não seja remunerado e sinta a obrigação de usar o seu carro para deslocações de serviço, como sugere Carlos Severino. Deixando implícito que só alguém com fortuna pessoal está habilitado a liderar o nosso clube.

Mas o que não percebo de todo é o anúncio do candidato de que pretende pôr fim ao Conselho Leonino. Eu, se me chamasse Jorge Gabriel, não teria achado a mínima graça a esta declaração. Motivo? Jorge Gabriel encabeça a lista A - de Carlos Severino - ao Conselho Leonino. Precisamente um órgão a que o candidato pretende pôr fim.

 

 


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"Há um candidato, conotado com a continuidade, que já esteve duas vezes no clube e nada ganhou. O outro tem um grande problema: é que de futebol nada percebe."

Carlos Severino


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11 Mar 13

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"Há, noutras listas, profissionais de futebol que hoje podem ser presidentes do Sporting, amanhã treinadores do Benfica e depois directores do Porto."

Bruno de Carvalho


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