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És a nossa Fé!

It's an injustice, it is

Estes andam há quatro jornadas a falar de árbitros: "Quando nos sentimos injustiçados, não nos podemos calar". Para quem andou 30 anos armado aos números viris, acusando de choramingas qualquer pessoa que fizesse a mais pequena queixa da arbitragem, não deixa de ter piada. Ó grandes machos do Porto, para quem, a sul de Coimbra, é tudo um bando de paneleiros, onde estão vocês?

Baba e ranho

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Os calimeros começam cedo este ano: à segunda jornada já têm o treinador transformado em  carpideira nas declarações aos jornalistas enquanto o presidente ameaça vetar árbitros, à vista de toda a gente, dirigindo-se ao vice-presidente do Conselho de Arbitragem: "Não queremos mais aqui este tipo!"

O mais ridículo é que na origem de tanta choradeira esteja um jogo em que o árbitro marcou um penálti a favor deles a poucos minutos do fim. Não ficaram satisfeitos: deviam querer dois em vez de um. E cafezinho com leite logo de manhã. E frutinha da boa à hora de deitar.

Calimeros-lampiões

O ódio a Jorge Jesus é tanto que nem conseguem dizer o nome dele: pelo menos dois comentadores da cor das papoilas falam do nosso treinador fingindo não saber como se chama.

Mas não deviam andar tão cabisbaixos. Afinal são campeões de Inverno em pelo menos duas "modalidades": a das expulsões esquecidas e a dos penáltis perdoados. Ou seja, conseguiram cumprir meio campeonato sem terem nenhum jogador punido com cartão vermelho nem verem nenhuma grande penalidade apitada contra eles.

E, espantosamente, os calimeros-lampiões ainda reclamam da arbitragem. Quanto mais colinho têm, mais colinho querem.

Calimeros com esteróides

Ele é a Guiné Equatorial, ele é o Álvaro Sobrinho, ele é o perdão de "dívidas" do Ricciardi, ele é as SMS de Jesus aos jogadores do Benfica, ele é o incumprimento de contrato por Jesus, ele é o software que Jesus roubou, ele é os "danos reputacionais" que o Sporting causou, ele é o "condicionamento dos árbitros", ele é as queixas à Liga, ele é o doping, ele é o Tonel. Bem, que calimeros. Calimeros? Coitado do Calimero, que não se conseguria fazer ouvir no meio desta chinfrineira. É o costume: não sabem ganhar e não sabem perder. Agora calem-se lá um bocadinho e joguem futebol.

Não há duas sem três

A todos os benfiquistas que estão a chorar por causa dos erros de arbitragem deixo aqui dois simples apontamentos, sobretudo aos que têm memória curta, após uma exibição miserável como a deste fim-de-semana.

 

Primeiro apontamento:

- 21 de Abril de 2013: 2-0 para o benfica. Árbitro: João Capela (agora já se recordam, não é?)

 

Segundo apontamento:

Os calimeros

Perderam na mini-Luz montada em Aveiro contra a equipa forasteira, o Arouca, e para disfarçar os notórios defeitos da turma agora treinada por Rui Vitória desatam a queixar-se do árbitro. Em nítida manobra de diversão para tentar ocultar o essencial: até ao momento só conseguiram um triunfo em oito desafios disputados desde a pré-temporada.

São os calimeros encarnados. Ontem à noite revelaram grande forma a verter lágrimas em intermináveis queixumes nas pantalhas. Num canal, o calimero de serviço gastou 15 minutos no programa a apontar o dedo acusador à equipa de arbitragem. Noutro canal, o calimero de turno gastou ainda mais tempo, ocupando 37 minutos a criticar o homem do apito.

Cinquenta e dois minutos, se somarmos os tempos de antena de que ambos dispuseram em tais calimerices. Este ano têm pelo menos um título garantido: o da lamúria.

O draguinho Calimero

 

Quando o dragão vira draguinho, logo as hostes portistas começam a chorar copiosamente, imitando o pato Calimero. Não tardámos a escutá-las este fim de semana, capitaneadas pelo treinador basco e pelo próprio presidente do clube. Sinal de que o pânico começa a apossar-se da agremiação azul.

Depois de terem sofrido em Alvalade o terceiro empate consecutivo (após o Porto-Boavista e o Guimarães-Porto) engrossaram o caudal da lamúria apontando o dedo a Olegário Benquerença. Como se pudessem ter razão de queixa contra este árbitro, que os deixou ir tomar duche com apenas um cartão amarelo.

 

Ora rebobinemos o filme de oito lances deste jogo para se perceber melhor como os calimeros azulinhos não têm razão para lamúrias:

2' - No lance do nosso golo começa por haver uma grande penalidade clara, cometida por Danilo. Como não existe lei da vantagem nestes lances, o árbitro deveria ter marcado penálti e mandado o portista para a rua.

10' - Jackson atira-se, por trás, às pernas de William Carvalho, ameaçando a integridade física do nosso médio defensivo, que progredia no meio-campo. Não recebeu cartão amarelo, como merecia.

19' - O lance mais violento da partida: Nani é ceifado por Quaresma, que pretenderia enviá-lo para a unidade de cuidados intensivos do Santa Maria. Benquerença, amiguinho, mostra-lhe apenas o cartão amarelo.

34' - Martins Indi joga a bola com a mão quando Slimani conduzia uma jogada de ataque no meio-campo do FCP. Sem qualquer admoestação do árbitro da partida.

69' - Indi derruba Slimani, empurrando-o dentro da grande área portista. Benquerença decide... mostrar o cartão amarelo a Nani por protestar na sequência deste lance.

82' - Falta evidente sobre William Carvalho que o árbitro deixou por marcar no lance que culminou no remate de Herrera que Rui Patrício defendeu com brilho, bem ao seu estilo.

83' - Martins Indi - sempre ele - levanta os pitons a Rui Patrício, na nossa pequena área. As leis do jogo determinam que lances como este recebam sanção disciplinar. Mas o cartão amarelo voltou a ficar no bolso do árbitro.

90'+2 - Tello arranca para a baliza leonina, quase no fim do encontro, em posição claramente irregular. O árbitro, no entanto, deixa este fora-de-jogo por assinalar.

 

E agora podem prosseguir com a lamúria nos jornais, nos painéis da TV e no Porto Canal. Percebo-vos bem: são lágrimas de saudade. Do tempo em que eram levados ao colo pelos árbitros - jogo após jogo, campeonato após campeonato.

Antes de o País inteiro ter escutado o que escutou. 

  Texto actualizado

Ares de Calimero

 

Coitado do Manuel Queiroz. O homem estava ontem à noite em visível sofrimento nos estúdios da TVI enquanto os minutos se escoavam no lamaçal do Dragão e ele via o modestíssimo Boavista impor um empate ao Porto.

Fez-me pena tanta angústia estampada no rosto do isentíssimo comentador da TVI 24. O mesmo que já acusou vezes sem conta o Sporting de justificar desaires atribuindo culpas aos árbitros e que ontem, pela segunda semana consecutiva, imputou a responsabilidade do empate do FCP... ao árbitro. Jurando com ares de Calimero, e sem exibir o cachecol portista, que o árbitro Jorge Ferreira ajuizou mal o lance que levou à expulsão de Maicon. Em perfeito contraste com aquilo que um insuspeito portista - este de assumido cachecol - chamado Miguel Guedes dizia naquele mesmo momento na RTPi, reconhecendo que o cartão vermelho tinha fundamento.

O excesso de paixão clubística faz mal à saúde. E, principalmente, faz muito mal a certo jornalismo.

Copinhos de leite

«Só não tive até hoje problemas com o Porto: têm as suas manias mas não são, de facto, copinhos de leite.»

Crónica de Pedro Santos Guerreiro, publicado na edição impressa de Record de 18.07.2013. Entretanto, em 2014...

 

«O FC Porto anunciou, em comunicado, que vai apresentar, junto da Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga, uma queixa contra o Sporting e o seu presidente, Bruno de Carvalho.»

 

«FC Porto pede indemnização de um milhão de euros ao portista Miguel Sousa Tavares»

Secretaria

Os calimeros dos andrades lá meteram a sua queixazita contra o Sporting na Liga. Como este ano se arrastam por aí (parece que estão todos excitados por terem ganho 1-0 à equipa B do Benfica...) e não conseguem ganhar em campo, tentam ganhar na secretaria. Repare-se que a coisa é mais importante do que parece: os 3 pontos ainda podem valer 9 milhões de euros, se eles conseguirem daqui até ao fim do campeonato aproximar-se do Sporting o suficiente para roubarem o apuramento directo para a Champions.

 

A queixa é, evidentemente, ridícula, sobretudo vinda do clube de que mais testemunhos há comprovando tentativas de corrupção  de arbitragem. Toda a gente conhece, mas não custa lembrar, até porque é público:

 

Repare-se: a queixa é ridícula no contexto português, mas não é disparatada. Se o Sporting for condenado, faz-se jurisprudência e abre-se uma nova página no futebol nacional, em que nenhum clube se pode queixar de árbitros (como este exemplo que aqui dei). Assim que algum o fizer, o outro queixa-se à Liga por tentativa de "condicionamento". Era, de facto, uma maneira de acabar de vez com as calimerices.

 

O problema é que a justiça desportiva em Portugal é ainda mais ridícula do que a queixa dos tripas. Por isso, não seria surpreendente se o Sporting saísse condenado agora, mas no futuro não conseguisse ganhar por razões idênticas.

 

Face aos precedentes, este caso não tem pernas para andar. Muito mais sustentação tinha o nosso famoso caso dos 3 minutos. Mas como isto é o futebol português, nunca se sabe.

{ Blog fundado em 2012. }

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