12 Mar 17

Os meus olhos são uns olhos (como dizia Gedeão) e foi com esses olhos que vi aquilo que contarei a seguir.

Outros com outros olhos terão visto coisas diferentes.

Vi o Sporting a jogar com uma nuance táctica que definirei como um 4x3x3 triângulos.

Quatro defesas.

Três médios, estando William no vértice do lado direito, dobrando Schelotto e Bryan no vértice esquerdo dobrando Marvin, no vértice superior Podence, encostando a Bas, na prática funcionando como 10 ou avançado vagabundo.

Três avançados (na prática quatro como vimos no parágrafo anterior) com Matheus e Gelson bem abertos nas alas e Bas no vértice superior deste segundo triângulo.

Nem William jogou a seis, nem Bryan a oito, este é o primeiro equívoco que grande parte dos analistas cometeram. Esta teoria prova-se, facilmente, quando Palhinha entra para o lugar de Matheus ocorre uma rotação de posições. Bryan vai para a posição de Matheus, William para a de Bryan e Palhinha para a de William.

Vejamos então, detalhadamente, as intervenções de Bryan no jogo.

0' 22'' - Recua para ajudar a defesa, recupera a bola e ensaia um passe para o lado direito. Schelotto deixa sair a bola pela linha lateral.

0' 50'' - Na sequência do lançamento lateral Bryan no lado direito da defesa protege a saída de bola pela linha de fundo. Pontapé de baliza para Patrício.

1' 30'' - Pressionado por dois jogadores do Tondela, atrasa para Coates.

1' 54'' - Recebe a bola na esquerda e ainda do nosso meio campo efectua um passe milimétrico para Bas.

4' 52'' - Pressionado, atrasa para Coates.

7' 50'' - Recebe a bola dum lançamento lateral e coloca em Bas.

9' 24'' - Executa um livre irrepreensível, defendido miraculosamente (como diria Teodora) pelo guarda-redes tondelense.

10' 26'' - Comete uma falta cirurgica, impedido uma transição rápida "verdamarela".

11' 00'' - Passe longo para Matheus.

11' 12'' - Passe para William.

12' 00'' - Marca canto do lado direito, para o segundo poste, surge o "gigante" Podence a cabecear.

12' 20'' - Corta de cabeça no meio campo defensivo, colocando em Podence.

12' 38'' - Recebe a bola de Marvin e sofre falta sobre a linha que divide o campo a meio.

16' 33'' - Ganha uma bola no meio campo e coloca em Podence.

17' 20'' - Recupera a bola e desanuvia para Paulo Oliveira

18' 53'' - Circula a bola com William

19' 03'' - Recupera a bola, abre para Schelotto que vai à linha e cruza. Bryan tenta dominar com o peito mas é estorvado dentro da área (penalty perdoado ao Tondela?).

20' 00'' - Recebe a bola com o pé direito (aí a uns 10 m da área do Tondela) e quando tenta ajeitá-la para o pé esquerdo é desarmado por trás, sem falta.

20' 18'' - Ajuda William a resolver o roubo de bola anterior.

22' 41'' - Controla a bola a meio campo, joga com William.

25' 33'' - Recupera e desanuvia para Coates.

25' 40'' - Tabela com Coates.

25' 56''- Tabela com Coates.

26' 02'' - Sai em drible e coloca à entrada da área para Podence.

26' 43'' - Recebe a bola na nossa área e coloca-a em Bas

27' 33'' - Recebe de Marvin, tabela com o holandês, desmarca-se para a área, Marvin joga para Matheus e a jogada perde-se.

28' 30'' - Marca um livre perto da nossa área, falta sobre Marvin.

31' 53'' - Passe em profundidade para Matheus a rasgar a defesa contrária. A bola é rechaçada pela linha lateral. Desse lançamento, executado por Marvin para Podence vai nascer o primeiro golo de Bas. Na origem da jogada, Bryan.

34' 11'' - Marca um livre para Coates.

34' 29'' - Um momento de magia, pára com o peito, domina com o joelho esquerdo e com o pé canhoto faz uma assistência para Gelson que é meio golo, o 77 arranca atrasado e deixa-se antecipar pelo guarda-redes.

36' 00'' - Sai em drible pela esquerda e coloca na área em Matheus.

36' 22'' - Recupera mais uma bola no meio campo, coloca em Podence.

37' 54'' - Alivia dentro da nossa área, de cabeça, na sequência de um livre (não) cometido por William (mão/ombro, consoante o jogador se chamar William ou Nelson Semedo; para o primeiro, a mesma parte do corpo, é mão, para o segundo, ombro)

39' 44'' - Abertura para William.

40' 18'' - Recebe após um lançamento lateral e dá de calcanhar para Matheus.

40' 43'' - Corta e atrasa para William.

41' 00'' - Tenta recuperar mais uma bola, esta escapa-lhe sem perigo, a defesa resolve.

41' 52'' - Aparece no ataque a combinar com Podence.

42' 03'' - Joga com Paulo Oliveira.

42' 31'' - Combina com William.

43' 20'' - Marca canto do lado direito, Paulo cabeceia como mandam as regras, a bola passa a centímetros da trave.

45' 10'' - Recebe após lançamento lateral, passa para Paulo Oliveira.

Vamos para intervalo, como vimos, até agora, Bryan esteve "péssimo", está na origem da jogada que dá o único golo, marcou dois cantos que poderiam ter dado golo, um livre que não entrou por milagre e foi carregado dentro da área tondelense numa jogada de possível penalty.

45' 28'' - Parte como uma seta pelo corredor esquerdo , dribla, corre até à linha de fundo e faz um cruzamento perigosíssimo para o coração da área, a defesa do Tondela alivia pela linha lateral.

46' 19'' - Recebe no meio campo, joga em William.

46' 36'' - Controla a bola e passa-a a Coates.

48' 50'' - Sai a jogar, coloca em Matheus.

48' 55'' - Controla a bola e passa-a a Coates.

49' 09 - Passe para Podence.

50' 45'' - Mais uma jogada de ataque, coloca em Matheus.

52' 00'' - A tal jogada, a jogada Monty Python que crucificará Bryan. Vejamos como ocorreu. Recebe a bola de William e coloca em Matheus, este atrasa para Marvin que endossa o esférico a Bryan, o capitão da Costa Rica, passa a bola a um jogador do Tondela (não há outra forma de dizê-lo) apercebe-se, imediatamente, do erro, recua, Coates vai à bola e incomoda o tondelense, Bryan consegue cortar a jogada na direcção da linha lateral onde já está Marvin, o holandês não chega à bola, nem faz falta, deixa andar, a bola é atrasada, Bryan está a ocupar o espaço à frente da área e a bola é atrasada quase para a zona do grande círculo onde está Podence, que não ataca nem a bola, nem o jogador do Tondela, daqui a bola vai para as proximidades da área, onde estão William e Paulo Oliveira, vem, novamente, para trás para a zona onde está Podence, daqui vai para a zona onde estão Coates e Marvin e daí é cruzada para a área onde Paulo Oliveira se deixa antecipar. Parece-me demasiado simplista dizer que Bryan foi culpado deste golo, quem não viu o jogo pensará que ele atrasou a bola para Murillo e este fez o golo. Não foi bem assim.

A seguir a esta jogada Bryan iniciará o lance do 1-2 como veremos a seguir.

53' 55'' - Passe a rasgar para Matheus, este descobre Bas e golo! Parece simples.

75' 48'' - Passe para Matheus, este descobre Bas e penalty. 1-4.

Um para o Tondela, quatro para o Sporting (Bryan não participa na jogada do penalty sobre Gelson que se desenvolve pelo lado direito).

Bryan, como vimos, esteve em  três dos golos leoninos, há olhos que não vêem as flores que ele fez mas acusam-no dum escolho que não fez.

Quem diz escolhos diz flores, de tudo o mesmo se diz , onde uns vêem luto e dores, outros descobrem cores do mais formoso matiz.


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10 Mar 17

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Tenho a maior dificuldade em entender a aposta reiterada de Jorge Jesus em Bryan Ruiz, um jogador que vem rendendo nesta época só 10% do que demonstrou na anterior.

O costarriquenho dá gritantes sinais de necessitar de uma cura de banco: não tem velocidade, não cria desequilíbrios, não revela influência na manobra colectiva do onze leonino, é inútil nos movimentos defensivos (lembremos o recente empate caseiro frente ao V.Guimarães) e compromete até a equipa com embaraçosas entregas de bola ao adversário (aconteceu duas vezes na jornada anterior).

Insistir nele, sobretudo como titular da posição que agora convencionou chamar-se "segundo avançado", é somar um grave equívoco ao erro de raiz. Mesmo com desempenho sofrível, Bryan ainda cumpre os mínimos na ala. No eixo do ataque, nem isso.

Receio no entanto que Jesus, face à ausência de Alan Ruiz e Bruno César por acumulação de cartões, persista no erro. E no grave equívoco que tanto contribuiu já para que a equipa tenha sido até ao momento incapaz de exibir 90 minutos contínuos de bom futebol.

Estou preocupado, confesso. E gostaria de saber se sou apenas eu.


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18 Ago 16
Parabéns Mágico!
Francisco Vasconcelos

Bem sei que alguns não lhe perdoam o falhanço frente ao nosso maior rival, o ano passado, em Alvalade, mas porque, para mim, é, sem dúvida, um dos jogadores mais talentosos que vi vestir a verde e branca, gostava de homenagear Bryan Ruiz, no dia do seu 31º aniversário, partilhando um vídeo dos seus melhores momentos. Que venham muitos mais!

 

 


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06 Ago 16

A diferença entre jogar com eficácia e "jogar bonito" esteve em foco esta noite, no desafio entre o Sporting e o Nice realizado no estádio do Allgarve (deverei escrever deste modo já que estava em "disputa" uma putativa "Allgarve Summer Cup", assim mesmo, em inglês, como se Portugal fosse protectorado britânico). Por duas vezes Bryan Ruiz, isolado perante a baliza francesa, quis adornar o lance, permitindo a defesa do guardião. Aconteceu aos 22' e aos 26'. Na primeira ocasião isso ficou ainda mais evidente, com o costarriquenho, após ganhar uma bola de ressalto, a confeccionar um chapéu que acabou por ser interceptado com facilidade por Cardinal em vez de optar por um remate forte e seco, com a bola bem direccionada, sem hipóteses para o guarda-redes.

Logo me lembrei de alguns jogos do ano passado em que pormenores como este nos fizeram desperdiçar pontos. A obsessão em "jogar bonito" dá nisto: as vitórias vão por água baixo. E os títulos também vão, junto com elas.


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11 Jun 16

«O Bryan é um médio falso-lento com uma técnica assombrosa, um Pedro Barbosa para melhor (de quem Quinito dizia que se fosse rico contratava-o para o ver jogar no seu quintal) que o Jesus tinha debaixo de olho há alguns anos.»

SportingSempre, neste meu postal


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08 Jun 16
Balanço (19)
Pedro Correia

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre BRYAN RUIZ:

 

- Zélia Parreira: «Depois o Bryan Ruiz arrumou o assunto para o intervalo e eu descansei.» (30 de Janeiro)

- Edmundo Gonçalves: «Este é, na minha modesta opinião, o nosso melhor jogador e o melhor artista a jogar em Portugal.» (6 de Março)

- Luciano Amaral: «O Bryan Ruiz faz aqueles números em frente à baliza de propósito, não faz?» (6 de Março)

- Francisco Melo: «A última coisa que o Sporting precisa, a começar no seu treinador Jorge Jesus e a acabar no seu mais virtuoso jogador Bryan Ruiz, é a de se colocar na posição de humilhado.» (7 de Março)

- Eu: «Dois golos, uma assistência (no primeiro) e ainda intervenção decisiva noutro (o terceiro), ao iniciar a jogada. O capitão da selecção da Costa Rica teve uma actuação quase perfeita, contribuindo para que esta seja a melhor equipa leonina em muitos anos.» (8 de Maio)

- António Manuel Venda: «O Bryan Ruiz é um jogador fabuloso, o melhor entre os estrangeiros em Portugal, como o João Mário é o melhor entre os portugueses.» (18 de Maio)


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18 Mai 16
Na baliza
António Manuel Venda

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O mais novo dos meus quatro filhos, saindo do carro. Hoje dei com ele na escola a fazer remates a uma baliza. Estranhei, mas ele, mal me viu, tranquilizou-me: «Pai, sou guada-dedes!» E riu-se. Rimo-nos os dois. Ele quer mesmo é ser guarda-redes. E eu acredito que um dia estará na baliza do Sporting e da selecção nacional. Nas décadas de 2030 e 2040. Poderá assim no futebol compensar os falhanços do pai na literatura, num tempo em que já ninguém se lembrará de tais falhanços, daqueles à Bryan Ruiz contra o assustado Benfica da defesa em autocarro e com um camião de reserva. Com a diferença de que comparando com o pai a escrever o Bryan Ruiz é um jogador fabuloso, o melhor entre os estrangeiros em Portugal, como o João Mário é o melhor entre os portugueses. Quem fará de João Mário na equipa do Sporting do meu filho mais novo, daqui a 15, 20 ou 25 anos? E quem fará de Bryan Ruiz? Uma coisa é certa, seremos muitas vezes campeões.

 


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17 Mai 16

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Braga-Sporting pelos três jornais desportivos:

 

Bryan Ruiz: 21

Slimani: 18

Teo Gutiérrez: 16

Bruno César: 16

João Mário: 16

Schelotto: 15

Rúben Semedo: 15

William Carvalho: 15

Paulo Oliveira: 14

Rui Patrício: 14

Esgaio: 13

Gelson Martins: 13

Barcos: 11

Coates: 7

 

Os três jornais elegeram Bryan Ruiz como melhor jogador em campo.


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15 Mai 16

Gostei

 

De terminar o campeonato com mais uma goleada. Outra vitória, por números muito expressivos, desta vez em casa do Braga. Era um dos desafios que alguns comentadores consideravam dos mais difíceis que tínhamos pela frente. Afinal foi um dos mais fáceis. Vencemos 4-0 e estivemos mais perto do quinto golo do que os bracarenses estiveram do primeiro.

 

Da nossa exibição. Entrada fulgurante em jogo, com uma dinâmica que condicionou por completo a manobra táctica da equipa anfitriã. Antes da meia-hora já vencíamos 2-0.

 

De Bryan Ruiz. O melhor em campo, uma vez mais. Marcou dois golos, aos 71' e aos 80', e fez assistência para um terceiro - aos 20' (de Teo Gutiérrez). Protagonizou ainda a melhor jogada do desafio, logo aos 7', quando tirou quatro bracarenses do caminho em dribles no interior da grande área. Chega ao fim da Liga 2015/16 com sete golos e 12 assistências.

 

De Slimani. Combativo como sempre. Marcou hoje o nosso segundo golo, aos 27', e foi dele a assistência para o de Bryan Ruiz. Termina o campeonato com um bom pecúlio: 27 golos só no campeonato.

 

De Teo Gutiérrez. Foi melhorando de jogo para jogo. Hoje foi um dos obreiros deste triunfo. Coube-lhe abrir o caminho para a vitória com um remate fulminante que inaugurou a goleada.

 

De Schelotto. Incansável, o italo-argentino confirmou que merece a titularidade. Correu vezes sem conta na sua ala, centrando sempre de forma acutilante e certeira. Destacou-se ainda na assistência para o segundo golo de Bryan Ruiz.

 

De Gelson Martins. Boa exibição do nosso ala, que desta vez alinhou a titular. Alguns dos melhores lances leoninos foram protagonizados por ele. 

 

Que tivéssemos terminado o jogo com seis jogadores portugueses em campo. Rui Patrício, Rúben Semedo, Paulo Oliveira, Ricardo Esgaio, William Carvalho e João Mário

 

Que não tivéssemos sofrido qualquer golo. Confirmou-se: tivemos a melhor defesa do campeonato.

 

De ver o apoio da nossa massa adepta no estádio. Milhares de sportinguistas compareceram na Pedreira, incentivando e aplaudindo a equipa. Mantiveram a fé até ao fim.

 

 

Não gostei

 

Da ausência de Adrien. Imposibilitado de jogar por acumulação de cartões, o nosso habitual capitão merecia ter alinhado neste último encontro da Liga.

 

Da lesão de Coates. O internacional uruguaio teve de abandonar o campo logo aos 14', devido a um problema muscular, dando lugar a Paulo Oliveira.

 

Que o Sporting só estivesse campeão durante cerca de quatro minutos. Quando Teo marcou, aos 20', tudo era ainda possível. Mas o sonho leonino nesta última jornada durou pouco.


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08 Mai 16

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no FC Porto-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Bryan Ruiz: 20

Gelson Martins: 20

Adrien: 20

Bruno César: 18

Rúben Semedo: 18

Schelotto: 16

William Carvalho: 16

Teo Gutiérrez: 16

Slimani: 15

Coates: 15

Rui Patrício: 13

Barcos: 12

Marvin: 12

Carlos Mané: 11

 

A Bola  e O Jogo elegeram Bryan Ruiz como figura do desafio. O Record optou por Gelson Martins.


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O Sporting soma e segue. Já com 83 pontos - melhor pontuação leonina de sempre numa liga profissional de futebol, o que em qualquer outro campeonato teria já bastado para nos sagrarmos campeões. Contrariando todos quantos diziam que jogamos pior e rendemos menos em Alvalade, ontem não só vencemos sem discussão mas fizemos também uma exibição de luxo. Com uma sólida organização colectiva, um modelo táctico irrepreensível e uma dinâmica raras vezes vista, protagonizada por jogadores que se preparam para dizer adeus à temporada 2015/16 cheios de frescura física.

Se a história de um jogo se faz pelo seu número de golos, muito haverá a contar deste. Que teve cinco, todos nossos, todos de belo efeito. Gelson Martins abriu aos 25', Teo Gutiérrez prosseguiu aos 37', Gelson reincidiu aos 54', Bryan Ruiz marcou aos 71' e insistiu quase no fim, iam decorridos 90'+2'. Os sadinos, em risco de despromoção, nada fizeram de relevante. Não puderam sequer estacionar o autocarro à retaguarda, imitando o que fez o Benfica quando nos visitou, porque o nosso primeiro golo surgiu demasiado cedo para que tal estratégia obtivesse sucesso. E mais cedo poderia ter surgido se o árbitro Tiago Martins - que penalizou Adrien com cartão amarelo, logo aos 14', por falta inexistente, deixando-o de fora do desafio de Braga - tivesse sancionado um penálti cometido contra Slimani num lance de bola parada aos 20'. Que toda a gente viu menos o homem do apito.

O melhor em campo foi Bryan Ruiz.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Terminou a partida sem ter feito uma defesa digna desse nome, o que basta para qualificar esta partida de sentido único. Várias vezes se adiantou no terreno, abandonando a grande área: o jogo não o exigia atrás dos postes.

SCHELOTTO (7). Num vaivém constante na sua ala, com um pulmão digno de fazer inveja, foi batalhador e combativo, funcionando com frequência como um extremo e centrando bem. Também bom na marcação de cantos, como ontem demonstrou.

COATES (7). Quase marcou de cabeça na conversão de um livre por Bruno César, aos 20': a bola foi parada à beira da linha de golo por um defesa sadino. Melhor momento deste defesa concentrado e atento, que soube distribuir bem o jogo.

RÚBEN SEMEDO (8). Tudo lhe saiu bem neste jogo, em que funcionou como patrão da defesa. Impecável na antecipação, no tempo e no modo de corte, e sobretudo na forma como repõe a bola, deixando-a bem colocada na manobra ofensiva.

BRUNO CÉSAR (8). Começou como lateral, dinâmico e seguro, dando a sensação de ser um extremo. Primeiro a chutar à baliza, logo aos 2'. Fez um passe longo, quase assistência para golo, que Teo desperdiçou. Marcou muito bem o livre de que resultou o nosso quarto.

WILLIAM CARVALHO (7). Foi dele a assistência para o nosso segundo golo, marcado por Teo. Iniciou também a jogada do primeiro. Não deu muito nas vistas, mas teve inegável influência na organização colectiva, recuperando e distribuindo bolas.

ADRIEN (9). Merecia ter marcado aos 69', quando disparou um míssil à baliza setubalense na conversão de um livre castigando falta cometida sobre ele próprio. Fez uma bela assistência para o segundo golo de Gelson, aos 54'. Está numa forma superlativa.

BRYAN RUIZ (9). Dois golos, uma assistência (no primeiro) e ainda intervenção decisiva noutro (o terceiro), ao iniciar a jogada. O capitão da selecção da Costa Rica teve uma actuação quase perfeita, contribuindo para que esta seja a melhor equipa leonina em muitos anos.

TEO (7). Isolando-se perante o guarda-redes, muito bem servido por Bruno César aos 51', falhou o tempo de intervenção, desperdiçando um golo quase certo. Mas foi dele o segundo da nossa equipa. Esforçou-se sempre para marcar mais.

SLIMANI (7). Teve soberbas oportunidades para marcar, aos 4', 18' e 43', forçando o guardião a excelentes defesas. Alvo de falta para penálti que ficou por marcar aos 20'. Saiu aos 65', por precaução: arriscava-se a receber cartão amarelo e a falhar o próximo jogo, como Adrien.

GELSON MARTINS (8). Bisou pela primeira vez na sua carreira de jogador profissional, com os golos marcados - cada qual na sua parte. Não vai esquecer este desafio em que entrou como inesperado titular, devido a problemas musculares de João Mário.

MARVIN (6). Entrou aos 65', quando Slimani saiu. Cavou a falta aos 70' que originou a expulsão de um setubalense e a conversão do livre no nosso quarto golo. Demasido inibido nas incursões pelo seu flanco, transmite a ideia de que podia e devia arriscar mais.

BARCOS (5). Deu enfim um ar da sua graça neste jogo, em que entrou aos 71', rendendo Gelson. Incapaz de dominar uma bola que Teo lhe passou aos 74', dez minutos depois rematou forte com o pé esquerdo. Remate travado por uma boa defesa do guardião sadino.

CARLOS MANÉ (5). Substituiu Bruno César aos 71', cinco jornadas após a sua anterior aparição em campo. Teve momentos inspirados em que revelou a sua boa técnica individual. Num deles, aos 84', serviu muito bem Barcos, que quase marcou.


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Gostei

 

Da goleada. Outra vitória por números esmagadores do Sporting neste campeonato. Desta vez frente ao V. Setúbal, que já tínhamos goleado na primeira volta. Então vencemos por 6-0, esta noite levaram 5-0. E bem podiam ter encaixado mais dois ou três, não fosse a boa exibição de Ricardo, o guarda-redes sadino, que impediu in extremis dois golos de Slimani, autor de um soberbo disparo logo aos 18' e reincidente num remate em jeito, muito bem colocado, aos 43'.

 

Da exibição. Excelente demonstração de categoria e classe da nossa equipa, que sufocou a do Setúbal, cortando-lhe sistematicamente as saídas, ganhando todas as segundas bolas e comprimindo a turma adversária numa área de 30 metros. A dinâmica leonina foi ainda mais avassaladora na segunda parte, em que quase não decorreram dois minutos sem uma jogada de perigo.

 

De Gelson Martins. Entrou em cima da hora como titular, rendendo João Mário. E cumpriu com brilhantismo a missão, marcando dois golos. O primeiro da série de cinco, logo aos 25', foi decisivo, picando a bola com mestria. O outro foi marcado aos 54', culminando um lance exemplar de ataque, inaugurando-se assim 35 minutos de luxo da nossa equipa naquela que foi talvez a exibição mais conseguida neste campeonato. 

 

De Bryan Ruiz. Foi a figura de um jogo onde vários dos seus colegas também brilharam. É dele a assistência para o primeiro golo de Gelson. E foi ele a marcar o quarto e o quinto da goleada - aos 71', dando o melhor seguimento à marcação de um livre apontado por Bruno César, e já no segundo minuto do tempo extra ao marcar ele próprio um livre directo de forma superior.

 

De Adrien. Novamente o motor da equipa. Parece estar sempre em todo o lado onde se disputa a bola, abrindo constantes linhas de passe. Um dos golos, o terceiro, é inventado por ele numa jogada de insistência que resultou numa assistência a Gelson e fez levantar o estádio, demonstrando bem como se tornou um dos melhores profissionais do futebol português.

 

De Rúben Semedo. Está cada vez mais confiante e motivado. Desta vez com uma exibição quase perfeita: cortou tudo quanto havia para cortar, antecipou-se aos adversários e repôs a bola sempre bem colocada nos colegas da frente. Com frescura física e inegável capacidade de ler o jogo.

 

Dos nossos laterais. Bruno César, pela esquerda, e Schelotto, pela direita, foram incansáveis no apoio ao ataque sem comprometerem na defesa. Duas apostas que Jorge Jesus ganhou.

 

Da vibração no estádio. Só quem lá esteve, como eu, consegue avaliar: este Sporting vence e convence, enchendo de alegria o público nas bancadas que nunca se cansa de puxar pela equipa. Desta vez, e apesar da chuva intensa que se prolongou por quase todo o dia, estivemos lá 43.327. Foi batido o recorde de assistências numa temporada desde que este estádio existe: 925.102 entradas.

 

De  ver o Sporting novamente na liderança do campeonato. Voltamos a estar em primeiro, com 83 pontos, pelo menos até se realizar o jogo Marítimo-Benfica. Este campeonato, disputado taco a taco, promete emoção até ao fim.

 

 

Não gostei

 

Da inoperância total da equipa adversária. Rui Patrício não fez uma defesa ao longo de todo o jogo, dada a impotência dos setubalenses.

 

Do cartão amarelo mostrado a Adrien logo no início da partida. À primeira falta aparente, com apenas 14 minutos de jogo e sem que o lance o justificasse, o nosso capitão foi sancionado. Falhará o encontro decisivo em Braga, na próxima jornada, por acumulação de cartões.

 

Do festival de cartões exibidos por Tiago Martins. Dir-se-ia que houve uma batalha campal no estádio. Mas não aconteceu nada disso: foi só uma arbitragem à portuguesa, com certeza.

 

Do penálti sobre Slimani que ficou por marcar. Iam decorridos 20' quando o argelino foi claramente carregado na grande área sadina, ainda com 0-0. O árbitro fez vista grossa.

 

De um falhanço de Teo Gutiérrez. O colombiano, autor do segundo golo aos 37', podia ter bisado aos 51', quando Bruno César lhe entregou a bola num lançamento em profundidade, isolando-o. Excelente oportunidade, infelizmente desperdiçada: Teo foi incapaz de marcar tendo apenas o guarda-redes à sua frente.

 

Da ausência de João Mário devido a um problema muscular. Mas, em boa verdade, o nosso médio desta vez nem fez falta: os companheiros deram boa conta do recado, numa organização colectiva irrepreensível.


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06 Mar 16
Força!
Edmundo Gonçalves

Este é, na minha modesta opinião, o nosso melhor jogador e o melhor artista a jogar em Portugal.

Quero recordar a atitude de verdadeiro capitão que teve ontem Adrien, depois do segundo falhanço de Ruíz, ao confortar o colega. Ainda que apenas adivinhando-as, faço minhas as palavras do 23.

 

BryanRuiz.jpg

 


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Questões pós-dérbi
Luciano Amaral

1. Isto é tudo um plano para manter o Vitória a treinador do Benfica, não é? E no fim levamos o caneco na mesma, não é?

 

2. Lá vi o Sanches jogar ao vivo pela primeira vez. O tipo é mesmo a fraude que a gente sempre disse que era, não é?

 

3. Quantas bordoadas por jogo pode dar o Sanches sem ver cartão ou ser expulso?

 

4. O Jesus faz aquele número do Teo só para nos chatear, não faz?

 

5. O Bryan Ruiz faz aqueles números em frente à baliza de propósito, não faz?


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29 Fev 16

Jogo intenso, muito disputado, com muito contacto físico mas contenção disciplinar de parte a parte, o que não invalidou algumas situações difíceis de ajuizar pelo árbitro da partida, Tiago Martins, que em regra julgou bem. O Sporting deslocou-se a Guimarães, onde o ano passado deixou três pontos, e trouxe desta vez um ponto, em função de um empate sem golos.

Foi pena. O jogo merecia um desfecho diferente do zero-a-zero final. Tanto Jorge Jesus como Sérgio Conceição montaram as suas equipas com espírito vencedor num palco que já habituou os adeptos de futebol a confrontos com inegável qualidade. Apesar da boa réplica dos vimaranenses, o Sporting dominou a partida, faltando apenas pontaria mais afinada a vários dos nossos jogadores que dispuseram de boas oportunidades de rematar com êxito. Mas o maior obstáculo, para nós, foi a excelente actuação do jovem guarda-redes do Vitória, Miguel Silva, que por três ou quatro vezes nos travou o golo.

Neste confronto antes do dérbi de sábado em Alvalade, o Sporting não contou com Adrien, um dos nossos elementos mais influentes. Slimani esteve bastante apagado, acusando porventura algum receio perante um eventual cartão amarelo que o impedisse de defrontar o Benfica. Barcos voltou a ter alguns minutos de jogo, deixando uma imagem positiva. Teo não fugiu à mediocridade que tem evidenciado de há demasiadas jornadas para cá.

Para mim o melhor sportinguista foi Bryan Ruiz.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Muito seguro entre os postes, arriscou algumas saídas da sua zona de acção sem recear ser desfeitado. Transmitiu confiança à equipa numa partida em que teve menos trabalho do que era de supor.

SCHELOTTO (6). Exibição irregular. Muita entrega ao jogo, muito empenho na manobra atacante, mas algum excesso de impetuosidade que lhe valeu um amarelo logo aos 26' e lhe podia ter causado mais dissabores. Bom passe a isolar Ruiz aos 60'.

RÚBEN SEMEDO (7). Exibição personalizada. Travou tudo quanto havia para travar no eixo defensivo, actuando com uma confiança digna de nota. Não merecia o cartão amarelo que o impedirá de integrar a equipa no dérbi de sábado.

COATES (7). Impôs a sua superior condição atlética para frustrar a manobra atacante dos vimaranenses. E ainda ousou várias incursões na linha da frente. Numa delas, aos 19', quase marcou a passe de Ruiz.

MARVIN (5). Continua sem deslumbrar. Concentrado e cumpridor da missão que lhe está incumbida na linha defensiva, raras vezes se atreveu a cruzar a linha do meio-campo para apoiar o ataque. Soube a pouco.

WILLIAM CARVALHO (7). Com Adrien ausente, foi desta vez o patrão do meio-campo. Recuperou bolas, passou-as com acerto e empurrou sempre a equipa para a frente. Protagonizou uma excelente jogada aos 83' que culminou com a bola a rasar o poste.

JOÃO MÁRIO (6). Mais retraído do que é costume, por estar no apoio permanente às missões defensivas. Melhorou quando Jesus fez entrar Aquilani e pôde enfim soltar-se mais à frente. Mas já era tarde.

GELSON MARTINS (5). Menos dinâmico do que já nos habituou noutros desafios, pareceu algo desconcentrado. O melhor que conseguiu foi um remate aos 40', bem defendido por Miguel Silva. Saiu aos 59'.

BRUNO CÉSAR (6). Começou muito bem, com passes de rotura. Um deles, aos 53', funcionou quase como meio-golo, acabando desperdiçado por Gelson. Foi perdendo fulgor, acabando substituído por Aquilani aos 69'.

BRYAN RUIZ (7). O maestro da equipa. Saiu dos pés dele a primeira ocasião de golo, aos 19'. Excelente combinação com William aos 83'. Podia ter marcado aos 60': isolado, atirou por cima da barra. Mesmo assim foi o melhor Leão em campo.

SLIMANI (6). Relativamente apagado, pareceu recear a possibilidade de lhe ser mostrado um amarelo que o excluiria do dérbi. Falhou o golo aos 20', a passe de Schelotto. Travado em falta quando se isolava aos 73'. Saiu aos 83', dando lugar a Barcos.

TEO GUTIÉRREZ (2). Uma nulidade. Jesus mandou-o entrar em campo para o lugar de Gelson Martins, mas o colombiano fez questão em não dar nas vistas. Continua a desperdiçar oportunidades.

AQUILANI (6). A sua entrada, aos 69', permitiu soltar João Mário, que passou a jogar nos terrenos em que melhor revela as suas potencialidades, na frente do ataque. Um grande passe longo para Slimani, aos 73', esteve na origem da expulsão de Josué.

BARCOS (6). Substituiu Slimani aos 83'. Ainda a tempo de protagonizar um dos melhores lances ofensivos do desafio, dominando muito bem a bola. Para não variar, o guardião vimaranense defendeu.


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Gostei

 

De observar a entrega dos jogadores. O Sporting dominou toda esta partida em Guimarães, onde há mês e meio o FC Porto deixou três pontos. Ganhámos quase sempre as segundas bolas, tomámos conta do meio-campo e não deixámos a equipa adversária exibir os seus trunfos. Em jogo jogado estivemos sempre por cima. Faltou-nos a vitória.

 

De ver dissipado o fantasma da época anterior. Na Liga 2014/15 perdemos 0-3 em Guimarães e despedimo-nos logo nesse jogo da corrida ao título, quando ainda se disputava o primeiro terço do campeonato.

 

Da boa réplica do V. Guimarães. A equipa treinada por Sérgio Conceição tem valorizado o campeonato com boas actuações. Hoje não foi excepção, apesar da supremacia leonina no desenrolar da partida.

 

De Bryan Ruiz. Foi perdulário: isolado, podia ter marcado aos 60'. Mas foi também o elemento mais criativo da nossa equipa: procurou sempre a bola, tentando servir os companheiros. Aos 19' e 83' fez passes que foram quase assistências para golos. O melhor do Sporting hoje em campo.

 

De William Carvalho. Está a voltar à boa forma revelada nas duas épocas anteriores. Hoje foi um elemento fulcral para segurar o jogo no nosso meio-campo, recuperar bolas e lançá-las bem medidas para os colegas da frente. E ainda tentou o golo por duas vezes: numa delas, aos 83', esteve quase a marcar.

 

De Barcos. Entrou tarde, a dez minutos do fim, mas ainda a tempo de protagonizar uma das melhores jogadas do encontro com excelente trabalho técnico na grande área seguido de um remate só parado por uma grande intervenção do guarda-redes Miguel Silva, o melhor jogador desta partida de Guimarães.

 

Da nossa defesa. Voltou a ser intransponível.

 

Que Slimani tivesse sido poupado ao amarelo. Se visse um cartão, o argelino não disputaria o dérbi de sábado. Isto condicionou de algum modo a sua manobra atacante, mas do mal o menos: contaremos com ele frente ao Benfica.

 

Da arbitragem. Tiago Martins teve um bom desempenho que merece ser assinalado.

 

 

Não gostei

 

Dos golos desperdiçados. Foram demasiados - por Slimani, Bryan Ruiz, Gelson Martins e William Carvalho.

 

Do empate. Queríamos ter saído de Guimarães com mais três pontos. Viemos de lá só com mais um. Sabe-nos a pouco. Mas continuamos em primeiro no campeonato e preparamo-nos para defrontar o Benfica, no próximo sábado, enquanto líderes do campeonato.

 

Do zero-a-zero. Um jogo tão intenso como este merecia ter registado golos.

 

Da ausência de Adrien. Fez-nos falta, sobretudo como elemento de ligação entre a defesa e o ataque. Um papel que acabou por ser confiado a João Mário, com prejuízo da consistência da equipa, que beneficia quando o nosso médio ofensivo actua em linhas mais avançadas.

 

Do amarelo exibido a Rúben Semedo. O nosso central não participará no dérbi por acumulação de cartões. É pena: prevejo que vai fazer-nos falta.

 

De Teo Gutiérrez. Com ele no lugar de Gelson Martins, a partir dos 58', passámos a jogar com dez. Não se viu em campo.


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24 Fev 16

«Há os que enchem de propaganda as capas dos jornais e há os que enchem de magia os estádios deste país. Bryan Ruiz é para mim, com um avanço infindável, o melhor jogador a actuar em Portugal. E como se não bastasse é também um cavalheiro, espécie rara neste cada vez mais violento desporto.»

Francisco Gonçalves, neste meu texto


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23 Fev 16

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Boavista pelos três jornais desportivos:

 

Bryan Ruiz: 18

Ewerton: 18

Adrien: 17

Rui Patrício: 17

João Mário: 16

Gelson Martins 15

Rúben Semedo: 15

Slimani: 14

Carlos Mané: 13

Schelotto: 13

Marvin: 13

Aquilani: 11

Teo Gutiérrez: 10

Matheus Pereira: 1

 

Os três jornais elegeram Bryan Ruiz como melhor sportinguista em campo.


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03 Jan 16
Ganhámos NOS
Luciano Amaral

Estava com um mau pressentimento. No dia 1, só consegui ir almoçar às quatro da tarde. Por coincidência, no mesmo sítio e à mesma hora, estava o Bryan Ruiz. Os meus filhos foram logo a correr pedir um autógrafo. Mas eu fiquei a pensar: não é bom sinal este tipo estar aqui a esta hora. Das duas uma: ou fez um festão de fim de ano, deitou-se às tantas e não vai jogar nada, ou está mesmo lesionado (como se chegou a dizer no dia anterior) e não vai jogar. Durante o jogo, a bola bateu na trave uma vez e outra no poste. Às tantas, até o raio de uma bola que ia direitinha para canto bateu na bandeirola e o Porto recuperou-a. Pensei: estão com um chouriço homérico e ainda marcam o empate. Até que o Bryan Ruiz se lembrou de dar uma aula prática sobre como marcar meio golo com uma assistência fenomenal para o Slimani. Eu sei o que se passou: ele lembrou-se dos miúdos que lhe tinham ido pedir um autógrafo no dia anterior e decidiu mostrar que era mesmo digno desse autógrafo. Portanto, já sabem a quem agradecer aquele segundo golo.


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08 Nov 15

A estrela da sorte acompanhou o Sporting - como costuma acontecer aos campeões - na vitória leonina, arrancada no último minuto do tempo regulamentar, frente a uma equipa do Arouca bem organizada e com um sólido bloco defensivo.

No primeiro tempo, os nossos jogadores não conseguiram libertar-se com eficácia das marcações e revelaram alguma dificuldade em preencher as alas. Slimani e Teo Gutiérrez, nem sempre bem servidos, tiveram de procurar a bola com frequência fora das suas posições.

Mas o domínio do jogo foi sempre nosso. E acentou-se no período complementar, quando confinámos o Arouca ao seu reduto mais recuado. Pressentia-se que o golo podia ocorrer a qualquer instante. Acabou por acontecer graças à tenacidade de Slimani, que aproveitou um ressalto para carimbar a vitória.

Tudo está bem quando acaba bem.

..........................................................................

 

RUI PATRÍCIO (6). Experiente. Não acusou a pesada derrota na Albânia. Boas defesas (25', 26', 90'+4). Excelente reposição de bola aos 51' que foi quase assistência para golo.

JOÃO PEREIRA (6). Combativo. Manteve um duelo incessante com Lucas Lima. Subiu no terreno menos vezes do que se esperava mas centrou quase sempre com acerto.

PAULO OLIVEIRA (7). Oportuno. Quase marcou de cabeça, no fim da primeira parte. Antecipou-se sempre aos adversários na sua zona de controlo. Um corte notável aos 64'.

NALDO (5). Nervoso. Entrou como titular para o lugar do lesionado Ewerton. E cumpriu a missão defensiva. Pena ter cedido à provocação de Lito Vidigal, que o levou a ser expulso.

JEFFERSON (5). Contido. Muito mais retraído a atacar do que é costume, assegurou os mínimos. Saiu ao intervalo, queixando-se de uma dor muscular, e deu lugar a Esgaio.

WILLIAM CARVALHO (7). Sólido. Algo preso de movimentos na primeira parte. Agigantou-se no segundo tempo, esticando o jogo da equipa. Grande corte à entrada da área aos 83'.

ADRIEN (6). Batalhador. Sempre inconformado, às vezes em esforço, tentou empurrar a equipa para a frente. Rematou a rasar o poste aos 45'+1. Cedeu lugar a Gelson aos 66'.

JOÃO MÁRIO (7). Infatigável. Um dos melhores. Sempre em jogo, em pressão constante - no miolo e nas alas. Grande remate a meia-distância (53'), já a dar sinal de golo.

BRYAN RUIZ (7). Desequilibrador. Deu sempre um suplemento de qualidade à equipa. Grande lance aos 48': passou por três. É dele o passe a rasgar que inicia o golo leonino.

TEO GUTIÉRREZ (4). Errante. Pareceu sempre perdido em campo, saindo com frequência de posição. Falhou o último remate por duas vezes em lances caricatos. Saiu aos 59'.

SLIMANI (7). Decisivo. Voltou a ser fundamental numa vitória do Sporting. Nunca desiste de um lance. Foi compensado, aos 90'. Marcando com extrema rapidez e reflexos de leão.

ESGAIO (6). Dinâmico. Substituiu Jefferson de emergência na ala esquerda. Mesmo costumando jogar à direita, não se intimidou. Com ele aumentou a nossa pressão atacante.

MONTERO (5). Discreto. Teve uma boa recepção de bola, lançada por Bryan Ruiz, na jogada do nosso golo. Foi o melhor momento do colombiano, que rendeu Teo aos 59'.

GELSON MARTINS (6). Acutilante. Rendeu Adrien aos 66' e conferiu mais rapidez à equipa enquanto único extremo de raiz numa partida onde se sentiu a falta deles.


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Gostei

 

De ganhar ao Arouca.  Vencemos uma equipa muito difícil, que já derrotou o Benfica nesta Liga 2015/16.

 

Da atitude da nossa equipa. Foi um jogo muito complicado, pelo estado do terreno e pela formação táctica do Arouca. Um jogo de persistência e de paciência que pôs à prova a resistência psicológica dos nossos jogadores. Prova superada.

 

Que tivéssemos o jogo sempre controlado. O Sporting dominou do primeiro ao último minuto.

 

De Bryan Ruiz.  Outra demonstração de grande classe do jogador costarriquenho, que sobressaiu pela qualidade individual em diversos lances. Partiu dos pés dele o passe longo que esteve na origem do nosso golo. O melhor em campo.

 

De Slimani. Esteve bastante abaixo do rendimento que tem revelado noutros jogos e parecia ter passado ao lado da partida. Mas é daqueles jogadores que nunca baixam os braços: numa jogada de insistência, no último minuto do tempo regulamentar, ganhou um ressalto na grande área e disparou com instinto goleador. Mais um golo para o seu pecúlio.

 

De Paulo Oliveira. Um pilar da nossa defesa. Cortou tudo quanto havia para cortar. E foi dele a melhor oportunidade leonina da primeira parte, num cabeceamento com selo de golo que fez voar o guardião do Arouca para a defesa da noite.

 

De William Carvalho. Fez uma primeira parte algo apagada. Mas teve uma actuação exemplar no segundo tempo, recuperando inúmeras bolas e dando profundidade aos nossos lances ofensivos.

 

De ganhar com dez. Marcámos o golo da vitória após a expulsão de Naldo. Sinal evidente de que a equipa manteve a robustez psicológica.

 

Da nossa quarta vitória consecutiva. Após derrotarmos o V. Guimarães (5-1), Benfica (3-0) e Estoril (1-0). E vamos com 26 pontos amealhados.

 

De ver consolidado o comando do Sporting. Terceira jornada consecutiva à frente do campeonato como líder isolado. Com mais cinco pontos do que o FCP e mais oito do que o SLB.

 

Da nossa estrelinha da sorte. Não existem campeões sem ela.

 

 

Não gostei

 

Do zero a zero ao intervalo. O jogo teve emoção mas o golo isolado só surgiu ao cair do pano.

 

Da quebra física de Jefferson. O nosso lateral esquerdo, com problemas musculares, teve de ser substituído ao intervalo. Mas Esgaio, o seu substituto, mostrou-se à altura apesar de jogar fora da sua posição habitual.

 

Do péssimo estado do terreno. O estádio municipal de Arouca parecia um lamaçal.

 

Do comportamento de Lito Vidigal. O treinador do Arouca entrou em campo à beira do fim, provocando um enorme sururu com a nítida intenção de queimar tempo para aguentar o empate a zero. Foi bem expulso e saiu-lhe o tiro pela culatra: de nada adiantou aquela peça de mau teatro. Pena que Naldo o tivesse empurrado, o que levou a ver também o cartão vermelho.


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22 Set 15

1) A inteligência colectiva e o jogo entre linhas será sempre a melhor forma de entrar numa defesa povoada. Foi preciso entrarem Martins, Mané e (principalmente) Montero para que o Sporting tivesse algumas variações ao jogo que fazia desde início da 2a parte, que consistia em lateralizar e cruzar ao calhas em busca de um cabeceador(mento) perdido. Verdade seja dita que Bryan Ruiz e Gelson também tentaram variar as opções, mas no caso deste último o que pensa ainda não é acompanhado pela forma como executa;

 

2) Como é possível alguém dizer-se profissional de futebol se não tem a mínima afinidade com a bola de...futebol? Sim, estou a falar de Slimani. Que além de ser dos jogadores menos inteligentes que vi jogar, adiciona uma odiosa relação com a bola que chega a ser chocante. É impressionante a quantidade de jogadas de ataque com potencial que são interrompidas por este homem;

 

3) Já estava na hora de Jefferson acordar para esta época. Bem sei que assimilar princípios defensivos aos 27 anos não é fácil, sobretudo para quem tinha muito pouca noção de posicionamento, mas a verdade é que tem que render muito mais;

 

4) O Patrício entre a 5a feira passada (jogo com o Lokomotiv) e o jogo de ontem aprendeu que pode sair da baliza para recolher uma bola metida em profundidade pelos adversários. Um dia destes ainda vai aprender a controlar a profundidade e a sair dos postes;

 

5) Continuo a achar piada ao facto da maioria das pessoas não perceberem Esgaio. Sim, é verdade que errou 3 ou 4 passes curtos e de fácil execução, mas na primeira parte foi um dos melhores em campo, raramente comete erros posicionais, tem capacidade de jogo interior e tecnica e cognitivamente é muito superior a João Pereira. Neste momento é, sem dúvida, a melhor opção.


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13 Jul 15

Brian Ruiz.

 

Novo reforço do Sporting Clube de Portugal a mostrar como é que se faz:

 

Saudações Leoninas


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08 Jul 15
Um grande reforço
Pedro Correia

Bryan-Ruiz[1].jpg

 

BRYAN RUIZ

Capitão da selecção da Costa Rica, que brilhou no último Campeonato do Mundo. Um esquerdino nato, tecnicista e muito forte nos duelos individuais que desequilibra à frente e gosta de marcar golos. Contratado por um milhão de euros ao Fulham. Vem por três épocas, blindado por uma cláusula de 60 milhões de euros.

 

Leitura complementar:

A ver o Mundial (10)

A ver o Mundial (25)


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Bem, e... mal!
Edmundo Gonçalves

Bem - Concretizada a contratação de um dos nomes aventados pelos media;

Mal - A possibilidade de saída de Rui Patrício por valores "miseráveis".

 

A primeira notícia está confirmada pelo Clube no sítio oficial, a segunda espero sinceramente que faça parte das parvoíces da estação.


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