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És a nossa Fé!

Os melhores: Bruno, Rui Patrício, Bas Dost

Conforme prometido, divulgo hoje o resultado do inquérito promovido aqui há três dias, junto dos nossos leitores e dos meus colegas de blogue, sobre os melhores jogadores do Sporting nesta época 2017/2018, quando já decorreu metade do campeonato. Dando sequência a uma iniciativa semelhante, concretizada no termo da oitava jornada, ao cumprir-se um quarto do total dos jogos desta prova.

Houve novamente muitas respostas. Correspondendo ao meu pedido para a indicação de três nomes por ordem decrescente.

Decidi atribuir três pontos ao jogador mencionado em primeiro lugar, dois ao que figurava em segundo e apenas um ao que ficou em terceiro.

 

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A classificação ficou assim estabelecida:

 

 

Bruno Fernandes:    49 pontos

Rui Patrício:               29 pontos

Bas Dost                     21 pontos

Gelson Martins:        20 pontos

Mathieu:                    19 pontos

William Carvalho:      5 pontos

Piccini:                          3 pontos

Fábio Coentrão           1 ponto

 

 

Breves comentários:

  • À oitava jornada, estiveram dez jogadores entre os preferidos pelos adeptos leoninos que frequentam este blogue. A lista reduz-se agora para oito.
  • Bruno Fernandes, terceiro em Outubro, sobe desta vez para primeiro. A larga distância dos restantes.
  • Embora baixando (de 44 para 29 pontos, do primeiro para o segundo posto), Rui Patrício continua a ser visto como imprescindível.
  • Bas Dost tinha ficado praticamente esquecido na votação anterior. Destaca-se desta vez, subindo para o pódio.
  • Entre os cinco primeiros, só dois reforços desta época: Bruno e Mathieu.
  • William Carvalho baixa muito: há três meses recolheu 28 pontos, ficando-se agora pelos 5.
  • Inversamente, Gelson Martins sobe bastante: de 4 para 20.
  • Battaglia e Acuña, mencionados há três meses, não constam desta lista. Omissão mais significativa no caso do primeiro, que em Outubro fora o quinto mais votado.
  • Coates, ausente há três meses e ausente desta vez também. O uruguaio parece ser um mal-amado entre os adeptos.
  • Coentrão tinha ficado esquecido no final do primeiro quarto do campeonato. Aparece desta vez, embora com votação residual.

 

Fica aberta a partir de agora a discussão sobre estas escolhas na caixa de comentários.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Muita Piedade e um "Bonfim" para sair da cova

É dos livros, na Taça de Portugal, quando uma equipa das divisões inferiores defronta um "grande", a sua motivação é muito maior do que a do adversário. Se juntarmos a isso o facto de durante a primeira parte termos tido apenas Battaglia, do meio campo para a frente, a lutar pela bola, fica explicada a razão de um início de jogo paupérrimo com duas bolas nos ferros de Rui Patrício. Eu sei que o argentino é bom jogador, mas no mínimo ponham-lhe Bruno Fernandes à frente. Imaginar Bryan Ruiz a "8" é como esperar que o azeite se misture na água. O pior é que tudo se configura para que ainda venhamos a perder pontos à conta desta experiência. Diz o povo que à terceira é de vez e como já houve Paços e Cova da Piedade... Eu, cá para mim, a ter de inventar, prefiro que o Mestre faça a sua habitual rábula do defesa esquerdo.

Neste estado de coisas, após o intervalo, Jorge Jesus não perdeu mais tempo e fez entrar de uma assentada Bas Dost e Bruno Fernandes. Se Rui Costa era da Damaia, Bruno é da... Maia, subtil diferença no ponto de partida, mas o mesmo destino, o estrelato. Três fintas depois, o maiato marcava, de antologia, o primeiro da noite. A coisa parecia resolvida e a hora convidava ao regresso do remanso, mas após uma carambola na nossa área, o árbitro, outro Rui Costa, também ele uma estrela, recordista da "baixa de nota", assinalou penálti (1-1).

Nesse transe, oiço o comentador da SportTV dizer sobre Soares (do Cova da Piedade) que "alguém dizia, quando jogava no Portimonense, que iria fazer muitos anos de primeira divisão". Alguém? Quem? Um sujeito também dizia que eu ia ser melhor que o Yazalde, mas o problema é que não tinha predicados. Não há direito, está uma pessoa em cuidados e ainda tem de ouvir barbaridades destas...

O que vale é que há Bas Dost, mais que o abono da familia leonina, o homem que me faz baixar a (hiper)tensão: um canto de Acuña, um desvio de Battaglia e o holandês subtilmente a fazer aquilo que para ele é tão natural como respirar. Golo! 

Fim do jogo, começa o "Flash-Interview" e oiço Jesus dizer que procura um jogador para acasalar com Bas Dost(!?). Desligo a televisão e prometo a mim próprio que a partir de agora vou fazer como o Artur Jorge: ver os jogos ao som de música clássica. E não, Jesus, não será o Bolero de Ravel.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes

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Pódio: Bruno Fernandes, Bas Dost, Coates

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Marítimo pelos três diários desportivos:

 

Bruno Fernandes: 20

Bas Dost: 20

Coates: 18

Fábio Coentrão: 17

Ristovski: 17

Bryan Ruiz: 16

William Carvalho: 16

Acuña: 15

Gelson Martins: 15

André Pinto: 15

Rui Patrício: 15

Battaglia: 14

Iuri Medeiros: 13

Podence: 13

 

A Bola e o Record elegeram Bruno Fernandes como figura do jogo. O Jogo optou por Bas Dost.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De começar o ano com uma goleada no nosso estádio. Vitória clara sobre o Marítimo por 5-0 num jogo em que estivemos sempre mais próximos de marcar o sexto ou o sétimo do que a equipa adversária de rematar com êxito um só vez.

 

Da exibição leonina, sobretudo na segunda parte. Domínio absoluto do Sporting, que controlou sempre o jogo. Sem acusar qualquer desgaste provocado pela perda de dois pontos na Luz, há quatro dias.

 

Do regresso de Bryan Ruiz. O costarriquenho regressou à titularidade oito meses depois, assumindo a posição de médio de construção. Foi um regresso feliz, saldado por um golo - o segundo do Sporting, aos 50'. Ao ser substituído, aos 63', recebeu merecida ovação do estádio.

 

De Bas Dost.  O artilheiro holandês soma e segue: hoje fez mais três golos, aos 21', aos 74' e aos 78'. Golos à ponta de lança que o tornam cada vez mais indispensável no onze titular leonino. Leva já 16, só no campeonato.

 

De Bruno Fernandes. O melhor e mais influente jogador nesta partida. Não marcou mas esteve nos quatro golos leoninos. Aos 50' com um soberbo passe vertical isolando Bryan. Aos 74', rasgando a defesa contrária num centro a que bastou Dost encostar o pé. Aos 78', com um disparo fortíssimo para defesa incompleta do guarda-redes e consequente recarga do holandês. Aos 90'+2', com outro tiro de que resultou a recarga vitoriosa de Acuña. Merecia ter marcado pelo menos um.

 

De Fábio Coentrão. Grande partida do nosso lateral esquerdo, que hoje subiu muito mais no terreno por não termos extremo de raiz nesse corredor. Forte remate aos 9', pondo a defesa madeirense em sentido. Excelente cruzamento aos 15'. Intervenção directa no terceiro golo. Torna-se cada vez mais realista a hipótese de o vermos no Mundial da Rússia.

 

De Ristovski e André Pinto. Substituíram os habituais titulares, Piccini e Mathieu, lesionados. E cumpriram a função. O primeiro contribuindo para o caudal ofensivo leonino, o segundo ajudando a manter as nossas redes intactas. Prova evidente de que o Sporting tem banco.

 

Da aposta de Jorge Jesus em Iuri Medeiros. O jovem extremo leonino actuou nos últimos 20 minutos. Desperdiçou uma ocasião soberana de marcar, aos 83', quando se isolou frente ao guarda-redes. Mas ainda teve tempo de participar na jogada do quinto golo.

 

Da arbitragem de Carlos Xistra. Os jogadores facilitaram, é certo. Mas o árbitro acompanhou sempre bem as jogadas, deixou jogar, usou critério uniforme e revelou boa forma física. Oxalá fosse sempre assim.

 

Muda o ano, mantém-se a tenacidade dos adeptos. Éramos 41.754 em Alvalade. A puxar pela equipa, do princípio ao fim.

 

De ver o Sporting invicto no final da primeira volta. Ainda não perdemos nenhum jogo das competições internas desta temporada.

 

 

 

Não gostei

 

 

Do ritmo demasiado baixo na primeira parte. Em várias fases dos primeiros 45 minutos jogou-se quase a passo.

 

Do resultado tangencial ao intervalo. Aquele 1-0 sabia a pouco.

 

Da noite muito fria. Mas o calor não faltou nas bancadas do nosso estádio.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Marítimo tenta, Sporting penta

Feito de Sporting hoje foi #Feito de golos! Uma manita sem VAR, com pés e cabeça...

O Sporting começou a encontrar o caminho para a baliza do Marítimo ou, doravante, o caminho Marítimo para a baliza de Charles, explorando as debilidades do lado esquerdo da defesa insular. A equipa leonina estava um pouco à deriva, quando, aos 20 minutos, Coates, num passe longo, encontrou Gelson na direita do seu ataque e o ala, centrando de pronto, permitiu a Bas Dost avistar um Porto Seguro, um Porto Santo (600 anos depois), inaugurando assim o marcador.

A segunda parte iniciou-se a um ritmo electrizante. William desperdiçou um golo após canto de Bruno Fernandes e, na resposta, Fabrício Baiano pôs à prova Rui Patrício. Logo de seguida, Bruno Fernandes recuperou a bola e depois assistiu primorosamente Bryan Ruiz para golo (2-0). Bruno iniciava o seu recital...

Bas Dost, para o Sporting, e Gamboa, pelo Marítimo, tiveram também boas oportunidades, À hora de jogo, JJ lançou a dupla de argentinos (Acuña e Battaglia) para o lugar do costa-riquenho e de Podence, mas o ritmo não baixou. Acuña, mal entrou, fez um "lençol" sobre um avançado maritimista, mostrando que o "show" ainda não tinha terminado. 

Gelson ainda perderia o terceiro e, logo de seguida (71 minutos) saíria para dar lugar a Iuri Medeiros. Coentrão executou uma brilhante diagonal, lançou Bruno pela esquerda e o maiato assistiu para o bico da bota de Dost confirmar o terceiro da noite.

Bruno mostrava à saciedade que os motores italianos têm mais rotação e agora procurava o seu golo. Iuri avançou pela direita, atrapalhou-se, caíu, e na ressaca Bruno ousou visar a baliza. Charles sacudiu como pôde, mas Dost reagiu rápido e de cabeça fez o seu "hat-trick". O açoriano ainda perderia isolado (servido por Coates) o quinto, mas estava escrito que, por uma vez, seríamos nós a marcar no final de um jogo. Numa jogada quase a papel químico da que originara o quarto golo, Medeiros irrompeu numa diagonal, a bola ressaltou para Bruno e tudo foi igual, com a excepção de ter sido o pé esquerdo de Acuña e não a cabeça do holandês a pôr a bola dentro das redes do Marítimo.

Um dia antes ou um depois, foi mais uma noite de Gala do leão rampante. Esta foi a Gala de Reis e os honoris ficaram a cargo dos magos Bruno (o melhor em campo), Bas e Sebastián. 

 

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2017 em balanço (9)

 

 

GOLO DO ANO

Foi numa partida de sonho para o campeonato, frente ao V. Guimarães, inaugurando a nossa primeira goleada desta época. Estávamos no terceiro minuto de jogo quando Bruno Fernandes pega na bola a meio-campo, faz uma semi-rotação, apercebe-se de que não dispõe de linhas de passe, ganha confiança, progride no terreno e dispara a 30 metros de distância. Lá voou ela, aninhando-se ao canto superior direito da baliza vimaranense, sem permitir qualquer hipótese ao guardião Miguel Silva.

Um momento fabuloso de futebol-espectáculo: voto nele como golo leonino deste ano civil que agora terminou. Começava assim a construir-se essa goleada no estádio D. Afonso Henriques. Nosso médio mais avançado nesta partida disputada a 19 de Agosto, não satisfeito com a proeza tão cedo alcançada, Bruno faria bis. Assinando outro remate vitorioso de meia-distância, com o seu pé-canhão, aos 60'. E ainda atirou uma bola à barra. Os outros três golos deste confronto de tão boa memória foram apontados por Bas Dost (2) e Adrien Silva, que ainda integrava o onze titular do Sporting. Resultado: 5-0.

Não ganhávamos neste estádio desde 2013. Foi um excelente ensaio geral para o desafio que travaríamos daí a dias em Bucareste, frente ao Steaua: sairíamos de lá com mais cinco golos marcados - e apenas um sofrido. Outra goleada que nos enchia de contentamento e nos permitia antever uma temporada repleta de vitórias.

Bruno Fernandes fez-nos sonhar.

 

Golo do ano em 2012: Xandão, contra o Manchester City

 Golo do ano em 2013: Montero, contra a Fiorentina

Golo do ano em 2014: Nani, contra o Maribor

Golo do ano em 2015: Slimani, na final da Taça de Portugal

Golo do ano em 2016: Bruno César, contra o Real Madrid

Hoje giro eu - Ranking GAP

Entrados no novo ano, disputámos até agora 30 partidas - 16 para o Campeonato Nacional, 8 para a Champions League, 3 para a Taça de Portugal e 3 para a Taça da Liga. Estamos ainda invictos em Portugal e continuamos na Europa (via Liga Europa), com 19 vitórias (63,3%), 8 empates (26,7%) e apenas 3 derrotas (10%). Apontámos até agora 63 golos (2,1 golos/jogo) e sofremos 23 (0,77 golos/jogo).

 

Classificações (estatísticas ofensivas):

 

1) MVP: Bas Dost (58 pontos), seguido por Bruno Fernandes (51) e Gelson Martins (42);

2) Mais Influente: Bruno Fernandes (26 contribuições), Bas Dost (22) e Gelson Martins (19);

3) Goleador: Bas Dost (17 golos), Gelson Martins (9) e Bruno Fernandes (7);

4) Assistências: Bruno Fernandes (9), Podence (7) e Acuña (6).

 

Ranking GAP (golos, assistências, participação decisiva):

 

  G A P Pontos
Bas Dost 17 2 3 58
Gelson Martins 9 5 5 42
Bruno Fernandes 8 9 9 51
Doumbia 7 1 1 24
Marcus Acuña 4 6 2 26
Sebastian Coates 3 2 1 14
Rodrigo Battaglia 2 1 2 10
Jeremy Mathieu 2 1 2 10
Bruno César 2 0 1 7
João Palhinha 2 0 0 6
Fábio Coentrão 1 3 2 11
Iuri Medeiros 1 1 1 6
Mattheus Oliveira 1 0 0 3
Rafael Leão 1 0 0 3
Adrien Silva 1 0 0 3
Daniel Podence 0 7 2 16
Cristiano Piccini 0 1 4 6
Ristovski 0 1 0 2
William Carvalho 0 0 2 2
Alan Ruiz 0 0 2 2
Bryan Ruiz 0 0 1 1
autogolos 2 0 0  

 

 

Hoje giro eu - Ranking GAP

Até ao Natal, o Sporting jogou 28 partidas - 15 para o Campeonato Nacional, 8 para a Champions, 3 para a Taça de Portugal e duas para a Taça da Liga - registando 19 vitórias (67,9%), 6 empates (21,4%) e 3 derrotas (10,7%), com 61 golos marcados (2,18 golos/jogo) e 21 sofridos (0,75 golos/jogo). A equipa continua invicta em provas domésticas.

 

Outras classificações:

 

1) MVP: Bas Dost (58 pontos), Bruno Fernandes (50), Gelson (39);

2) Influente: Bruno Fernandes (25 contribuições para golo), Bas Dost (22), Gelson (18);

3) Goleador: Bas Dost (17 golos), Bruno Fernandes e Gelson (8);

4) Assistências: Bruno Fernandes (9), Podence (7), Acuña (6).

 

No plano positivo, de notar que Bruno Fernandes e Bas Dost dominam todas as estatísticas ofensivas, sendo que o maiato é o único com presença no pódio em todos os registos relevantes. De destacar ainda o número de assistências de Podence (7, uma por cada 117 minutos de utlização) e o 6º lugar de Sebastián Coates no ranking GAP (sétimo como MVP e como Influente). Há 4 jogadores com mais de 5 golos até ao momento, perspectivando que possam terminar acima dos 10 golos/época, número já largamente suplantado por Bas Dost. Pela negativa, os números invulgarmente baixos apresentados por William Carvalho (perde claramente para Battaglia), de quem se espera uma segunda metade de época bem mais retumbante. Alan Ruiz e Mattheus Oliveira são as grandes decepções até ao momento, particularmente o argentino pelo investimento em si realizado. 

 

Eis a tabela actualizada do Ranking GAP, que considera golos (G), assistências (A) e participação decisiva em lance de golo (P):

 

  G A P Pontos
Bas Dost 17 2 3 58
Bruno Fernandes 8 9 8 50
Gelson Martins 8 5 5 39
Doumbia 7 1 1 24
Marcus Acuña 3 6 2 23
Sebastian Coates 3 2 1 14
Rodrigo Battaglia 2 1 2 10
Jeremy Mathieu 2 1 2 10
Bruno César 2 0 1 7
João Palhinha 2 0 0 6
Fábio Coentrão 1 2 2 9
Iuri Medeiros 1 1 1 6
Mattheus Oliveira 1 0 0 3
Rafael Leão 1 0 0 3
Adrien Silva 1 0 0 3
Daniel Podence 0 7 2 16
Cristiano Piccini 0 1 4 6
Ristovski 0 1 0 2
William Carvalho 0 0 2 2
Alan Ruiz 0 0 2 2
Bryan Ruiz 0 0 1 1
autogolos 2 0 0  

Hoje giro eu - Bruno, o génio da lâmpada

Em Alvalade, reside um génio. Não fora hoje o futebol tão falado por motivos - sobre os quais os seus reguladores continuam a assobiar para o ar, punindo apenas o ruído e deixando o trabalho de investigação da sua causa apenas nas mãos das autoridades judiciárias - que nada têm a ver com o desempenho dos jogadores dentro das quatro linhas e esta simples constatação não escaparia ao adepto comum. Urge, por isso, recuperar os verdadeiros protagonistas deste fenómeno desportivo onde, de entre todas as estrelas que compõem a constelação da Primeira Liga, a mais cintilante é Bruno Fernandes.

Bruno falha muitos passes porque arrisca. A sua superior visão de jogo leva-o a vislumbrar soluções onde outros apenas observam um amontoado de problemas. Por isso, ao contrário daqueles que desistem perante tamanha burocracia, tenta sempre o passe difícil, mas que, a resultar, colocará um colega na "cara do golo".

Há também quem diga que Bruno não recupera bolas. Ora, o jogo com o Belenenses desmente-o categoricamente. Nessa partida, ele foi capaz de criar oportunidades de golo a partir de bolas roubadas aos adversários, algo que também já tinha acontecido em Bucareste ou na Vila das Aves, por exemplo.

Mas, aquilo que faz de Bruno a estrela maior da companhia é a sua capacidade de leitura de jogo. Ele é o jogador mais influente, o que mais contribuiu até à data para os golos da equipa em todas as competições. Com 20 contribuições, destaca-se de Bas Dost (18) ou Gelson Martins (apenas 13). Em comparação com os outros médios da equipa, podemos observar que Rodrigo Battaglia esteve presente em 5 golos, Bruno César em 3, Palhinha e William em 2, Alan Ruiz em 1. Olhando só para a Champions, a sua presença tem sido essencial. Para além do golo, e das inúmeras assistências e participações decisivas, ficam ainda os passes perfumados para golos ingloriamente perdidos. Estou a falar do passe, já em período de descontos, em Turim, para Doumbia que teria dado o empate (Buffon até levou as mãos à cabeça), o centro açucarado para Dost - chegou atrasado - que teria dado o 2-0 contra a "velha senhora", em Alvalade, ou o milimétrico passe para uma concretização fácil que o holandês desperdiçou em Barcelona. Que fique claro: essas oportunidades, a terem sido materializadas, até pelas alturas decisivas em que aconteceram, teriam simplesmente rendido a passagem à próxima fase da Champions.

Poderia perorar mais sobre os méritos do jogador, sobre a sua capacidade de remate pouco comum no futebolista português, a fazer lembrar um Carlos Manuel ou um Maniche, mas em termos objectivos o essencial ficou dito. Resta a componente subjectiva do jogo, o divertimento puro. Em Barcelona, bastou-me observar aquele minuto 70: primeiro, uma recepção orientada com um toque de sola(!), a tirar do lance Rakitic, depois, uma "roleta" mágica sobre Paco Alcácer. Ao ver aquela sequência de movimentos senti-me reconciliado com o jogo. É que, não obstante o fervor sportinguista, só para ver jogar Bruno Fernandes já pagaria o bilhete. 

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Pódio: Bruno Fernandes, Bas Dost, Coates

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Belenenses pelos três diários desportivos:

 

Bruno Fernandes: 17

Bas Dost: 16

Coates: 16

Podence: 15

Gelson Martins: 15

Mathieu: 15

Piccini: 15

Rui Patrício: 15

William Carvalho: 15

Fábio Coentrão: 14

Battaglia: 13

Bryan Ruiz: 12

Acuña: 11

 

A Bola elegeu Bas Dost  como figura do jogo. O Record e O Jogo optaram por Bruno Fernandes.

Tudo ao molho e Fé em Deus - A Quinta dos Brunos segue na Europa

Grande noite europeia em Alvalade. Ainda muitos espectadores se acomodavam nas bancadas e já André Pinto acertava no ferro da baliza grega. Foi o quarto remate aos postes em dois jogos contra o Olympiacos, um clássico. Na mesma linha, voltámos a marcar 3 golos e a falhar outros tantos. Sendo um jogo de Champions, a tradição não seria o que é se não emergisse Bruno César a engrossar o seu rol de vítimas em 2 anos de liga milionária: Real Madrid, Borussia Dortmund, Juventus, Olympiacos. Bem sei que a nova coqueluche do outro lado da 2ª Circular já marcou dois golos em apenas uma edição (e dois jogos), mas ainda assim não será coisa pouca, certamente [ou como se pode trazer águ(i)a no bico da bota do brasileiro]. Dia normal no escritório, também, para o inevitável Bas Dost - os 4 jogos anteriores é que constituiram um paradoxo - com mais 2 golos no seu pecúlio.

O futebol seria pouco mais do que um negócio se não houvesse a arte sublime de jogadores como Bruno Fernandes, a lembrar-nos o quão belo pode ser o jogo. Bruno, o influente, não marcou (assistiu para um golo do "flying dutchman") mas encantou. A ele, não lhe chega fazer golo, é preciso fazê-lo com estilo. Com um mestrado em trignometria, ontem, esteve 90 minutos a tentar colocar a bola nos ângulos da baliza grega. Falhou à tangente, mas pelo menos não foi secante para a audiência. Felizmente para nós, os helénicos não leram o Manual para (parar) Brunos...

Um jogo do Sporting não seria a mesma coisa, se não aparecesse Jorge Jesus a inventar qualquer coisa. O genial Dr Jekyll que há em si urdira um extraordinário plano de jogo, mas Mr Hyde tinha de emergir. Desta vez, decidiu substituir metade da defesa, imagine-se. Um dos que entraram, ou não partilhásse o nosso sangue desde pequenino, tremia a varas verdes. Começou por abalroar o seu próprio guarda-redes, terminaria a falhar a intercepção no golo do Olympiacos. A questão nem é Tobias ou não Tobias, é mais Valium ou Lexotan. Para pôr a cereja em cima do bolo, "la pièce de résistance", no fim lá entrou o 2 Ts.

Destaques ainda para Piccini - o nosso primeiro golo foi fabricado no seu discreto, mas altamente eficiente, laboratório -, Mathieu - não ficou tremida aquela quase gloriosa fotografia que tirou ao guardião grego - e Gelson Martins, um general muitas vezes perdido no seu próprio labirinto, de onde se libertou para assistir Dost.

 

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Tudo ao molho e Fé em Deus - Bruno estava no banco

Afinal, Bruno foi para o banco, seguiu o conselho de Jesus e quando entrou desfez a disciplina da defesa famalicence, castigando-a com dois passes açucarados para golo, suspendendo assim as aspirações de uma equipa que não deu o Dito por não dito e nunca desistiu de procurar o golo. 

No calor da noite, Malheiro fez voz, perdão, vista grossa a um penálti sobre Bas Dost e a uma falta sobre Battaglia (para além de um fora-de-jogo não assinalado pelo auxiliar), em lance de onde resultaria uma grande penalidade contra o Sporting, a qual viria a ser marcada por um jogador que na época passada actuava no VARzim. Acontece, errar é humano, mas é por isso que também na Taça daria jeito haver vídeo-árbitro.

O que têm em comum os minutos 1, 34, 57, 67, 72, 83 e 89? São Patrício!!! Com nome de ciclista (e dos bons), o promissor Rui Costa passou-se dos carretos e ainda deve ter a cabeça a andar à roda, dada a forma como o guardião leonino lhe negou o golo - mas também ao Faria, que não fez, e ao Feliz, que não o foi - por diversas vezes. Destaque-se aqui a defesa do penálti após consultoria prestada por Bruno, sempre ele, o Fernandes (quem pensaram que era?). 

Palavras de apreço também para Coates, o nosso Ministro da Defesa, que liderou a invasão às redes adversárias, e para o inevitável Bas, que voltou a "dostar".

Podence, a espaços, Coentrão nos 90 minutos - quebrou-se um mito (espera-se que nada mais...) - e a lesão de Jonathan (mais uma) foram outras notas da noite de Alvalade.

Uma curiosidade final: o Mattheus, mal entrou, deixou a sua marca no jogo ao fazer uma falta com assinatura, um "penaltthy". Á atenção do merchandising do clube, pois assim já ficamos a perceber a utilidade da sua contratação...

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João Mário e Bruno Fernandes em foco

Bruno Fernandes deu na noite de ontem o primeiro passo para chegar ao Mundial de 2018 na Rússia: teve uma estreia promissora na selecção nacional A, num jogo em Viseu em que derrotámos a Arábia Saudita por 3-0. Nada que admire: surge na sequência das suas boas prestações na selecção sub-21, em que chegou a ser capitão.

Destaque também, neste desafio particular de ontem, para as exibições do regressado Manuel Fernandes (marcador do primeiro golo e também presença muito provável no próximo Mundial), Ricardo Pereira, Gonçalo Guedes e sobretudo do "nosso" João Mário, autor do mais espectacular golo desta vitória, o terceiro, fuzilando a baliza saudita com um forte pontapé de meia-distância, com assistência de Gelson Martins. E ainda mandou uma bola ao poste neste jogo, em que se estreou como capitão do onze nacional.

Ao observá-lo ontem no Fontelo senti saudades do João Mário vestido de verde e branco. Gostava muito de voltar a vê-lo no Sporting.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Abel e o monstro Danilo

Jorge Jesus atrasou-se a render Bruno César por Petrovic e o Sporting acabou a perder 2 pontos na recepção ao Braga. A entrada do sérvio seria o Petromax que iluminaria a noite em Alvalade, o farol que poderia orientar a equipa, visto que o desgaste acumulado no brasileiro (já incapaz de qualquer clarão) e as substituições que refrescaram a equipa de Abel ameaçavam desequilibrar as forças em campo. Durante pelo menos 15 minutos Jesus não mexeu um(a) Palhinha (porque não constou da ficha de jogo?) e, quando quis, já foi tarde. Aonde é que eu já vi isto???

O jogo teve vários aspectos curiosos: a primeira curiosidade foi verificar que tendo o Sporting diversos Matheus, um emprestado ao Chaves, outro (com 2 Ts) geralmente emprestado às bancadas, afinal há um bom Matheus no futebol nacional, mas reside em Braga. Duas defesas miraculosas, a remates de Coates e Bruno Fernandes (que já tinha assistido para a oportunidade do uruguaio), impediram a nossa equipa de se adiantar no marcador durante a primeira parte; a segunda, foi observar que no aguardado duelo de Djavans só o Martins compareceu, pois o defesa esquerdo bracarense, com apelidos de craque (da Silva Ferreira), nem no banco ficou. "Um dia triste, toda a fragilidade incide", cantaria o nosso Djavan, perdão Gelson, com as suas rastas cortadas à tigela, no final do jogo, ele que ainda retardaria o colapso da equipa ao salvar um golo certo após remate do regressado Esgaio, evitando assim mais uma repetição da sina Wilson Eduardo (que também se poderia chamar Wender); a terceira singularidade consistiu no facto insólito de o árbitro Carlos Xistra, assim a modos de um Lewis Hamilton a apresentar-se na grelha de partida de um Grande-Prémio, apeado, sem o seu Mercedes, se ter esquecido do apito no balneário, situação que provocou atraso no reatamento do jogo (será multado como os clubes?) e constituiu o momento cómico da noite; finalmente, não foi só JJ a rasgar (a alma dos adeptos com a demora nas substituições): o profeta leonino acertou no seu diagnóstico - não se fazem milagres quando jogam sempre os mesmos e do camião de jogadores comprados na época passada, a titular só sobra Bas Dost, não é Jesus? - e temos mais 2 jogadores (Acuña e Dost) entregues ao Dr. Varandas. Deve ser a isto que se chama "gestão do plantel". Eu já vi este filme, tinha um canastrão com pouco jeito para linguas como protagonista e chamava-se o Exterminador Implacável...

Na segunda parte, Bas Dost ainda adiantaria o Sporting no marcador, desviando subtilmente um belo cruzamento de Bruno Fernandes, mas depois surgiria Danilo, primeiro a ganhar um penálti, depois a bater Rui Patrício sem apelo nem agravo (a bola pareceu ter sido desviada em André Pinto). Valeu a grande penalidade caída do Céu, por interferência de Alan Ruiz (sofreu a falta de costas para a baliza!!!), e convertida por Bruno Fernandes (sempre ele).

O árbitro albicastrense precipitou-se no apito (o tal) e retirou a hipótese à equipa bracarense de se adiantar no marcador, manchando a sua actuação. 

 

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Os melhores: Rui Patrício, Mathieu, Bruno

Conforme prometido, divulgo hoje o resultado o inquérito promovido aqui há três dias, junto dos nossos leitores e dos meus colegas de blogue, sobre os melhores jogadores do Sporting nesta época 2017/2018, quando vai decorrido cerca de um quarto do campeonato.

Houve muitas respostas, como previ. Correspondendo ao meu pedido para a indicação de três nomes por ordem decrescente.

Decidi atribuir três pontos ao jogador mencionado em primeiro lugar, dois ao que figurava em segundo e apenas um ao que ficou em terceiro.

 

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A classificação ficou assim estabelecida:

 

 

Rui Patrício:             44 pontos

Mathieu:                   35 pontos

Bruno Fernandes:  30 pontos

William Carvalho:  28 pontos

Battaglia:                   9 pontos

Gelson Martins:        4 pontos

Bas Dost                      3 pontos

Gelson Dala:                1 ponto

Acuña                            1 ponto

Piccini                            1 ponto

 

Breves comentários:

  • Não deixa de ser curioso que o elemento mais votado, a larga distância dos restantes, tenha sido igualmente aquele que figura há mais tempo no plantel leonino.
  • Fiquei surpreendido com a baixíssima votação de Gelson Martins, que considero injusta.
  • Mais surpreendido fiquei com a irrelevância de Bas Dost, artilheiro da equipa, aos olhos dos nossos adeptos.
  • Surpreendem também as exclusões de Fábio Coentrão e Coates.
  • A menção a Gelson Dala só pode ser entendida como brincadeira.
  • Mais de metade dos nomes referidos são reforços desta época, confirmando-se assim a satisfação dos adeptos pelas contratações efectuadas durante o defeso.

Fica aberta a partir de agora a discussão sobre estas escolhas nesta caixa de comentários.

 

Hoje giro eu - Ranking GAP

Decorridas 6 jornadas do Campeonato Nacional, 3 da Champions (incluindo "play-off") e 1 jogo da Taça da Liga, o Sporting regista 8 vitórias (80%) e 2 empates (20%), 23 golos marcados (2,3 golos/jogo) e 6 sofridos (0,6 golos/jogo).

 

1) O líder do Ranking GAP continua a ser Bruno Fernandes, seguido por Gelson e Bas Dost;

2) O jogador mais influente continua a ser Bruno Fernandes (contribuiu com 13 golos, 56,5% do total), seguido por Gelson (8) e Bas Dost (7);

3) O jogador com mais assistências é Marcus Acuña (5), seguido por Gelson e Bas Dost (2);

4) Ao fim de 10 jogos, contribuiram, para os golos, 13 jogadores.

 

 

Aqui fica a tabela actualizada do Ranking GAP, que considera golos (G), assistências (A) e participação importante nos lances dos golos (P):

 

  G A P
Bruno Fernandes 6 2 5
Gelson Martins 5 2 1
Bas Dost 5 0 2
Doumbia 2 1 0
Marcus Acuña 1 5 0
Sebastian Coates 1 1 1
Rodrigo Battaglia 1 0 2
Jeremy Mathieu 1 0 1
Adrien Silva 1 0 0
Fábio Coentrão 0 1 2
Iuri Medeiros 0 1 1
Cristiano Piccini 0 0 1
William Carvalho 0 0 1

Ainda o Ronaldo - não aconselhável a não fãs

Uma nota muito breve, para guardar o momento em que - apesar de quase toda a gente já ter recebido mensagens ou ter visto na net - o estádio ouviu que Cristiano Ronaldo estava em Alvalade no sábado.

"Esta noite, em Alvalade: 42,400 espectadores... e Cristiano Ronaldo". Foi assim que o speaker o anunciou. Logo se fizeram ouvir aplausos pelo estádio inteiro, e um "SIIIIIIII!" colectivo, vindo do topo Sul. Cantou-se e aplaudiu-se ainda por breves instantes. 

São momentos destes, o reconhecimento do "SIIII!" dele por quem acompanha futebol, a manifestação num estádio que será também sempre seu, numa altura em que tanto lixo circula, que me fazem não deixar de gostar de futebol. As referências conseguem de facto, ser uma parte muito importante de tudo isto. 

Isso, livres bem marcados, e golos Bruno Fernandescos, claro está!

Pódio: Bruno Fernandes, William, Mathieu

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Tondela pelos três diários desportivos:

 

Bruno Fernandes: 19

William Carvalho: 18

Mathieu: 18

Coates: 17

Fábio Coentrão: 16

Rui Patrício: 15

Gelson Martins: 14

Iuri Medeiros: 14

Acuña: 14

Piccini: 14

Battaglia: 13

Bas Dost: 13

Alan Ruiz: 9

Bruno César: 7

 

O Record elegeu  William Carvalho  como figura do jogo. A Bola e O Jogo optaram por Bruno Fernandes.

Os nossos jogadores, um a um

Levámos enfim de vencida o Tondela em Alvalade. Após duas épocas em que tropeçámos frente a esta equipa.

O triunfo leonino começou a ser construído aos 12', com um tiro certeiro de Mathieu na conversão de um livre directo. E consolidou-se aos 72', com um remate-bomba de Bruno Fernandes, muito saudado pelos mais de 42 mil espectadores que esta noite acorreram a Alvalade.

Outro jogo sem sofrermos golos, comprovando-se a solidez da nossa defesa. E sem acusarmos o cansaço do jogo a meio da semana frente ao Olympiacos. Desta vez com Coentrão em campo, Iuri Medeiros no lugar de Gelson Martins, Battaglia e Doumbia no banco, Alan Ruiz e Bas Dost no onze titular.

O melhor, para mim, foi novamente Bruno Fernandes.

 

............................................................................

 

 

RUI PATRÍCIO (6). Pouco interventivo numa partida em que a equipa adversária não chegou a causar perigo. Quando foi preciso mostrou que estava lá.

PICCINI (6). Recuperou da lesão sofrida na jornada anterior. E apareceu de ânimo reforçado. Ainda com mais solidez a defender. E agora com mais critério nas incursões no ataque.

COATES (7).  Pouco exuberante desta vez nas incursões além da linha do meio-campo, mas de uma eficácia indiscutível no eixo da defesa. Travou tudo quanto havia para travar.

MATHIEU (8). Ganhou todos os lances aéreos, limpou a zona que lhe estava confiada e foi às dobras sempre que necessário. O melhor de tudo foi o grande golo que marcou, de livre, aos 12'.

FÁBIO COENTRÃO (7). Reapareceu e mostra-se cada vez mais confiante. Dominou o seu corredor, com inteligência e sabedoria. Falta-lhe apenas aprimorar a forma física para jogar os 90 minutos. Saiu aos 81'.

WILLIAM CARVALHO (8). Foi às segundas bolas e ganhou-as. Funcionou como tampão no corredor central. E lançou os companheiros na manobra ofensiva. Só lhe faltou marcar. Esteve quase, aos 83'.

B. FERNANDES (8). Começou como médio de transição, muito influente na construção ofensiva. A meio da segunda parte adiantou-se no terreno e assumiu-se como o melhor em campo. Marcou um golão aos 72'.

IURI MEDEIROS (5). Estreia pouco auspiciosa no onze titular deste campeonato. Teve muita dificuldade em libertar-se da marcação apertada que lhe fizeram na ala direita do ataque. Substituido aos 59'.

ACUÑA (5). Talvez o jogador que mais evidenciou sinais de fadiga após a jornada europeia. Podia ter marcado, no final da primeira parte, mas atirou ao lado. Segunda parte muito apagada.

ALAN RUIZ (4). Lento, previsível, sem capacidade de fazer a diferença nos confrontos individuais nem sequer nos remates de meia-distância. Fez um apenas, que foi defendido. Saiu aos 54'.

BAS DOST (5). Bem servido por Gelson Martins e Piccini, desta vez não chegou a marcar. O sistema de jogo do Tondela tolheu-lhe os movimentos e foi incapaz de se libertar das marcações.

BATTAGLIA (6). Rendeu Alan Ruiz aos 54', proporcionando que Bruno se adiantasse no terreno. Cumpriu a missão que lhe foi destinada: fazer a ligação entre o meio-campo e o ataque no eixo do terreno.

GELSON MARTINS (7). Substituiu Iuri aos 59' e logo imprimiu mais velocidade à equipa, arrastando os defesas contrários. Sem golos nem assistências, mas influente na dinâmica ofensiva dos 20 minutos finais.

BRUNO CÉSAR (5). Entrou para o lugar de Coentrão e deu conta do recado, demonstrando em dois ou três lances que é uma boa alternativa para esta posição. Como é para outras.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

De ver o Sporting vencer o Tondela esta noite em Alvalade.  Após dois empates em casa frente a esta mesma equipa nas duas épocas anteriores (os dois pontos que deixámos fugir há dois anos ter-nos-iam valido o título de campeões nacionais), desta vez demos um pontapé nessa brevíssima e disparatadíssima tradição, superando outro obstáculo no caminho do título que queremos festejar em Maio. O triunfo, por 2-0, valeu-nos mais três pontos. E vão dezoito: seis jogos, seis vitórias.

  

De Bruno Fernandes. Outra excelente exibição do nosso médio ofensivo - talvez o mais vibrante jogador a actuar neste momento no campeonato português. Voto nele como melhor em campo. Não apenas pelo grande golo que marcou aos 72', num fortíssimo remate de meia-distância, mas por ter sido crucial na construção do nosso jogo ofensivo. Leva quatro jogos consecutivos a marcar.

 

De Mathieu. Partida quase perfeita do central francês, que hoje se estreou a marcar pelo Sporting, logo aos 12', na cobrança perfeita de um livre directo. Um míssil que saiu do seu pé esquerdo - indefensável para o guardião do Tondela. Na organização defensiva teve a influência a que nos vem habituando desde que começou a jogar de verde e branco.

 

De William Carvalho. Havia já por aí uns "analistas" da treta a especular sobre o estado anímico do melhor médio defensivo português, que - felizmente para nós - viu gorada a transferência para o West Ham. O nosso capitão responde em campo a esses tontos, desmentindo-os em toda a linha. Frente ao Tondela, ganhou quase todos os confrontos e chegou a recuperar bolas em três ocasiões fazendo frente a dois adversários em simultâneo. No passe ofensivo, a mesma eficácia: foi dele a assistência para o golo de Bruno Fernandes. E poderia até ter marcado, aos 83', quando rematou ao poste.

 

Do regresso de Fábio Coentrão. Com ele no onze titular, o nosso corredor esquerdo fica muito mais compacto. Foi o que aconteceu. Não por acaso, o Tondela acabou por canalizar o seu esporádico fluxo atacante quase sempre pela ala oposta. Falta agora a Coentrão aprimorar a condição física. De qualquer modo, quando foi substituído, aos 81', recebeu uma sentida e merecida ovação.

 

Da nossa eficácia nas bolas paradas. Noutros campeonatos, decorriam meses sem vermos o Sporting marcar um golo de livre ou surgido de um canto. O treino específico, nesta área, está a produzir bons resultados, como o golo marcado por Mathieu bem demonstrou.

 

De termos superado o "efeito Champions". Ao contrário do que sucedeu em anos anteriores, em que acusava o peso físico e anímico das competições europeias, a equipa não claudicou nem antes nem depois da partida disputada em Atenas.

 

Da mobilização nas bancadas. Estivemos 42.401 em Alvalade. Apoiando a equipa do princípio ao fim.

 

Da homenagem póstuma a Maria de Lourdes Borges de Castro. Um minuto de aplausos intensos, antes do apito inicial, à nossa sócia n.º 4, falecida há dias. Com 94 anos de vida e de associada.

 

De ver Cristiano Ronaldo hoje em Alvalade. O melhor jogador do mundo, adepto e sócio do Sporting, teve direito a um cântico das claques e ajudou a moralizar ainda mais a nossa equipa com a sua presença na tribuna.

 

Que o Sporting tenha de momento o melhor ataque do campeonato. Quinze golos marcados nestes seis jogos da Liga 2017/2018.

 

 

 

Não gostei

 

 

Do resultado ao intervalo. Ganhávamos por 1-0, o que nos sabia a pouco.

 

De Iuri Medeiros. Decepcionante estreia a titular neste campeonato, para o lugar habitualmente ocupado por Gelson Martins. Podia e devia ter feito muito melhor. Aos 24', bem assistido por Bas Dost e sem oposição da muralha defensiva do Tondela, teve uma das melhores oportunidades do jogo. Mas desperdiçou-a atirando ao lado.

 

De Alan Ruiz. Fez um bom remate à baliza, aos 40', que o guarda-redes defendeu em esforço. Mas continua a faltar-lhe intensidade e velocidade. Não aproveitou a segunda oportunidade como titular da equipa que o treinador lhe concedeu.

 

Do árbitro Manuel Oliveira. Foi complacente com o jogo duro e até violento do Tondela, nomeadamente com uma agressão a Alan Ruiz que merecia cartão vermelho e nem chegou a ser sancionada com falta. Fechou os olhos a múltiplas cargas sobre Acuña e Bruno Fernandes no limite da ameaça à integridade física dos nossos jogadores. E acabou por mostrar o primeiro cartão amarelo da partida, iam decorridos 74 minutos, precisamente a Bruno Fernandes - premiando assim, por contraste, o jogo faltoso da equipa beirã. Um critério disciplinar inaceitável.

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