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És a nossa Fé!

Hoje giro eu - Bruno em 180º

Após os injustificáveis termos usados na resposta a Rodolfo Reis - compreende-se que o presidente queira defender Manuel Fernandes, mas não deveria ser ele a assumir a resposta, muito menos naqueles termos - eis que voltamos a ler o melhor de Bruno: rápido, na pronta reacção e repúdio público aos prevaricadores do lamentável incidente no Dragão Caixa - mas esta gente não se toca e não percebe que põe em causa a razão que assiste ao clube no que respeita ao tema das Claques? - , subtil, na forma como soube demonstrar o verdadeiro sentimento leonino de apreço (o "sismo", o vídeo) pelo seu ponta-de-lança Bas Dost (ai, Jesus!!). Touché!!!

 

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Convém reter...

Podemos discordar, eu discordo, da forma de actuação de Bruno de Carvalho, porém, convém reter o conteúdo desta actuação:

 

«RECORD - O Pavilhão João Rocha será o grande legado de BdC no Sporting ou ainda está muito e melhor por acontecer?

 BdC – É bonito para esta direção. É bonito sermos os primeiros em 111 anos a fazer um pavilhão. Não nos podemos esquecer que tivemos uma nave, que era uma adaptação, e tínhamos duas coisas ali ao pé do metro, que não eram propriamente pavilhões. Mas também ficamos felizes por, em 25 títulos europeus, já termos contribuído para três. Assim como ficamos felizes por termos chegado com 35 modalidades e termos agora 54. Ficamos felizes por todas elas estarem a lutar para serem campeãs. Não é só dar o nome como antigamente. Ficamos contentes por, de facto, podermos, neste momento, estar num futebol em que as pessoas têm uma fé e uma crença em que podemos realmente lutar pelos títulos. Não é aquela história do ‘eterno candidato ao título’... Nada disso. Neste momento somos um candidato ao título. Real. Não é a coisa de ser grande. Antes não éramos. ‘Um dia podia acontecer’. Mas agora não. E, claro, tirar o clube da falência onde estava há quase 20 anos... Fantástico! O estarmos a resolver dramas tremendos com a CM e com outras entidades que já duravam há décadas... Assuntos tremendos que valiam milhões de euros. Só para terem uma noção, em contingências – contingências são possibilidades de dívidas que os bancos puseram de lado na restruturação financeira –... estamos a falar de 21 M€. Neste momento, estamos em 2 M€...

 

R - Está a falar na redução dessas mesmas contingências?

BdC – Exato. Resolvemos 19 milhões. 19 M€! Sem pagarmos um tostão. São coisas brutais. Temos uma série de coisas das quais nos podemos orgulhar, mas há algo que ainda nos orgulha mais e que é inerente a todos: acordamos todos de manhã e achamos que ainda há muita coisa por fazer.»

Haja bom senso

Não gosto de ver relações profissionais terminarem nos Tribunais. Nem o valor em causa é tão elevado ao ponto de justificar a não existência de acordo entre as partes envolvidas. Aqui chegados mais vale pagar de uma vez e enterrar o assunto. Já no caso Doyen a litigância desnecessária acabou por sair cara ao nosso Sporting. Rasgar contratos, não cumprir acordos está no ADN de outros emblemas, não do nosso que sempre foi diferente. Costumo dizer que ser do Sporting está para além de mera fé clubística, também é uma forma de estar na vida. Viva o Sporting.

Hoje giro eu - Quando o mau Bruno põe em xeque o bom Bruno

Bruno de Carvalho insiste em recorrer ao Facebook, agora para destratar o comentador da SIC Notícias, Rui Santos. Já não há contenção, nem boa vontade, fervor e sentimento sportinguista, que cale a minha indignação perante aquilo que considero ser um verdadeiro "hara-kiri" que o presidente leonino vem praticando, retirando ele próprio da cena e agenda mediática o essencial, a divulgação dos emails que envolvem o Benfica e o juízo que sobre eles diariamente é feito na opinião pública (para além do que resultar da investigação do Ministério Público/Polícia Judiciária).

A recente cruzada contra Rui Santos é gratuita e desprovida de qualquer conteúdo estratégico. Para além disso, é machista, misógina e vulgar. Falar de "gajas, cabelos, gengivas (!!!) e piquinho a azedo" é algo absolutamente desprovido de bom-senso, meros insultos sem uma intenção programática, apenas um desejo pessoal revelado no final: promover um empate técnico (!?).

Aceito que Rui Santos seja vaidoso, pretensioso até, que às vezes vá demasiadamente longe na defesa de uma convicção (com Paulo Bento pareceu incorrer numa cruzada pessoal), mas o que ninguém pode dizer deste comentador é que ele não é independente - o próprio presidente não o classifica como encartilhado -, livre e directo, afrontando há anos diversos poderes, sem nunca se submeter a ser um prosélito do regime, podendo até ser considerado um arauto de mudanças no sentido da Verdade Desportiva. 

Bruno propõe um empate xadrezístico a Rui Santos, mas a profusão dos seus comentários sugere que o mau-Bruno está a fazer um "xeque-ao-rei" ao bom-Bruno, ameaçando o "mate". O mau-Bruno vai abrindo sucessivos campos de batalha - agora ofendeu as nossas leoas - e, no reino do leão, ameaça devorar o bom-Bruno, aquele já quase personagem mítico a quem devemos a sustentabilidade, a devolução da alma e fervor clubisticos, o temor e respeito dos adversários. 

Tenho imensa pena de ver este estado de coisas e deixo uma questão: como é possível que o nosso director de comunicação permita que isto esteja a acontecer? Ou é uma mera caixa de ressonância ou, na analogia encontrada pelo presidente para atacar RS, um espelho mágico (trágico?) - "espelho meu, espelho meu" - a quem o mau-Bruno se dirige e aí, na minha modesta opinião, está a mais no clube ou, se não concorda, faça algo no sentido de evitar esta exposição despropositada do presidente e, caso não o consiga, obviamente demita-se.

Bruno de Carvalho refere inúmeras vezes a votação massiva que teve nas últimas eleições. Fala muito disso, mas parece não o interiorizar. O resultado expressivo que teve constitui para si um motivo de orgulho, mas é também uma enorme responsabilidade. Os moderados são a sua base de apoio, mas são um "swinging vote", gente crítica. A deriva que vem protagonizando pode retirar-lhe esta protecção e deixá-lo exposto a dois tipos de radicais: os que, com agenda própria, vão, desde o início dos seus mandatos, diáriamente desgastando-o, com isso procurando abrir brechas para substituí-lo rápidamente e aqueles que lhe darão apoio incondicional, a sua guarda pretoriana, mas que, em contrapartida, exigirão a vitória a qualquer preço. 

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O vício do Facebook

Com o Benfica a ser notícia pelos piores motivos, Bruno de Carvalho insiste em fazer-se notar no espaço mediático - faltando uma vez e outra ao solene compromisso público que assumira há seis meses de resistir ao vício do Facebook. Disparando novamente em todas as direcções e provocando um enorme ruído comunicacional. Que em nada o favorece a ele nem beneficia o clube.

Com este comportamento, e a  inaceitável linguagem a que vem recorrendo com lamentável insistência, o presidente do Sporting demonstra desconhecer um princípio básico da comunicação estratégica: quando o teu adversário está a destacar-se pela negativa, deixa-o isolado sob as luzes da ribalta. Após quase cinco anos em funções, é surpreendente que ainda não tenha compreendido algo tão elementar.

Outra vez arroz

As ondas de choque da "entrevista" de Vieira à btv, ainda se vão fazendo sentir, um pouco por todo o lado.

A lampionagem, apesar do desejo normal (e legítimo até) de defender o seu querido líder, está a ver-se em papos de aranha para digerir a ausência de negação dos e-mails e até a afirmação convicta de que "no Benfica não há nem haverá corrupção". Ouvi por mero acidente dois ou três programas na radio onde o assunto foi esta entrevista e o desconforto do lampião de serviço foi evidente em todos. Ontem aconteceu na Antena1, onde o deputado Telmo Correia teve imensa dificuldade em chutar para canto esta questão, escudando-se no segredo de justiça e em declarações de Vieira que ninguém de fora do Benfica ouviu, em que terá falado sobre o assunto, sem especificar o que terá proferido acerca dele, apenas insistindo no crime de violação de correspondência até à exaustão e descartando o "pequeno" pormenor, passe a redundância, de não ter sido referido que "não houve" corrupção no Benfica.

Esta situação de desconforto tem feito com que alguma lampionagem que em regra se mantém muda e queda, para fazer o frete e eco da voz do dono, se desmultiplique em fait-divers para desviar atenções e o foco do essencial. E o essencial é que o Benfica está à beira de descer de divisão.

Então, ataca-se o Sporting e o seu presidente. Da forma mais soez e baixa, sabendo-se que o homem tem pavio curto, há que arregimentar alguns sócios e adeptos do Sporting contra a "deficiente política de comunicação" de Bruno de Carvalho, sempre que ele entende responder às provocações de que o próprio e o clube são alvo.

Pois eu adorei a resposta ao Salvador, mas as respostas a Vieira (que insinuou que já está decidido que não ganhamos nada - não ouvi ainda os detratores do presidente pronunciar-se acerca disto) e sobretudo a Ribeiro e Castro, dizem-me que o presidente está atento e não deixa cair os obuses em saco roto.

"Ah e tal, fala muito". Pois, se calhar até fala, mas onde andam os Telmo Correia e os Ribeiro e Castro e os Rui Costa e os Gomes da Silva do Sporting? Ou haverá por aí gente que para além de gostar de ser semana após semana (en)roubada, ainda por cima tem vergonha de vir a público dar a voz pelo seu clube? Sim, infelizmente, há!

Percam dois segundos (não dá, os feitos são tantos que perderão mais tempo) a olhar para as modalidades, onde apesar de alguns truques no hoquei, o polvo tem dificuldades em esticar os tentáculos e pensem, aí sim, dois segundos, o que seria o desempenho no futebol se o octópode não abarcasse tudo à sua volta. 

Já faltou mais. Há cá em casa uma Möet guardada para o dia em que a justiça for feita e acreditem, ficarei muito mais satisfeito com a condenação dos corruptos, que com a descida de divisão de qualquer clube. O que não invalida que os regulamentos não tenham que ser cumpridos.

Bilhete a Bruno de Carvalho

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«E por que tudo enfim vos notifique,
Chama-se a pequena ilha Moçambique.»
Os Lusíadas, I-54

 

Caro presidente:

Sei que considera Moçambique - onde aliás nasceu, ainda sob a administração portuguesa - o seu segundo país. Uma pátria também do coração.

Sei do apreço e do afecto que sente pelo povo moçambicano em especial. Não por acaso, vários moçambicanos prestigiaram durante décadas o futebol do Sporting - basta referir Mário Wilson, Júlio Cernadas Pereira (Juca) e Hilário da Conceição, por exemplo. Todos campeões nacionais vestidos de verde e branco. Hilário, felizmente ainda entre nós, foi há dias alvo de uma justa homenagem por iniciativa da Câmara de Comércio Portugal-Moçambique. Mais uma. São todas merecidas.

Sei que conhece bem o carácter único da Ilha de Moçambique, cantada por Camões, e a sua importância enquanto marco da história e da cultura de expressão lusíada - classificada desde 1991 como Património Mundial da Humanidade.

Venho portanto reiterar-lhe a sugestão - já aqui feita pelo meu colega de blogue JPT, outro moçambicano do coração - para a sua intervenção, enquanto presidente da instituição que nos irmana no fervor leonino, na recuperação da sede do Sporting Clube da Ilha de Moçambique, fundado há largas décadas como nossa filial n.º 59. Qualquer contributo, estou certo disso, será decisivo para a reabilitação de um edifício que se vai degradando com a erosão do tempo e alguma incúria humana.

 

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 Aspecto original da sede do Sporting Clube da Ilha de Moçambique

 

Seria uma obra importante, não pelo custo monetário, estou certo disso, mas pelo seu significado enquanto testemunho vivo desta marca sem fronteiras físicas que é o nosso Sporting Clube de Portugal. Uma marca espalhada pelos mais diversos recantos do planeta, enquanto traço de união entre povos diferentes mas capazes de perfilhar valores comuns.

Aqui fica igualmente o meu apelo, com a firme convicção de que seremos escutados. A Ilha de Moçambique merece, os sportinguistas de lá agradecerão qualquer ajuda e o presidente terá mais um motivo para sentir justificado orgulho nas funções que exerce. Contribuir para reabilitar filiais e delegações, enquanto espaços físicos depositários de memórias desportivas e que funcionem como trampolim para a concretização de novos sonhos, é também uma forma de servir o Sporting.

Um pouco diferente doutros títulos

“Estamos fartos de ser os meninos bonzinhos. Nós queremos é ser campeões. Ser segundo é ser o primeiro dos últimos, pouco interessa. Isso a mim não me diz rigorosamente nada. Vim para o Sporting CP para ser primeiro. O Sporting CP só admite o primeiro lugar. Quero que respeitem o Sporting CP. Não há dois nem três primeiros lugares e eu quero ser o presidente que vai fazer o Sporting CP campeão".

"Esquecemo-nos da dimensão do Sporting CP. Uma coisa é sermos crentes, outra é sermos anjinhos (...) O nosso grande amor não é a SAD, mas sim o Sporting e o seu património".

“A única coisa que preciso é de sentir que os Sportinguistas querem continuar neste caminho, querem continuar a apoiar esta forma de ser e de estar, querem continuar a fazer do Sporting CP aquilo que ele já é neste momento. Os nossos fundadores disseram que querem um Sporting CP tão grande quanto os maiores da Europa, neste momento o Sporting CP é tão grande como os maiores do Mundo”.

Hoje giro eu - Jesus quer mais discípulos

A fazer FÉ no Jornal "O Jogo", Jorge Jesus entende que não tem segundas linhas à altura e quer ir ao mercado em Janeiro para reforçar 5 posições: defesa central, lateral esquerdo, médio ofensivo, extremo e ponta-de-lança.

Fazendo FÉ no Relatório e Contas da Sporting SAD, os proveitos ordinários (operacionais) originados pela sociedade não são suficientes para garantir a sua sustentabilidade (obrigando a vendas - proveitos extraordinários) atendendo ao necessário investimento na equipa de futebol, o qual tem crescido bastante nos últimos 2 anos.

Ora, uma coisa está intrínsecamente ligada a outra e é tempo de Bruno de Carvalho pôr termo a estas constantes exigências de Jorge Jesus, à sua impaciência, incapacidade de aproveitar o plantel ao seu dispor e melhorar os jogadores - que contrasta fortemente com o que Sérgio Conceição está a fazer no FC Porto - e permanente desculpabilização.

Em primeiro lugar, é necessário fazer o exercício de analisar se não temos em casa as soluções para as lacunas detectadas: começando pelo defesa central, JJ manifestou vontade em contar com André Pinto, tendo o Sporting contratado o atleta, o qual estava em final de contrato com o Braga. Inclusivé, após acordo com António Salvador, o atleta chegou a Alvalade ainda antes do final da época transacta o que lhe permitiu ambientar-se ao clube e aos métodos do treinador. A entrada deste atleta implicou a saída de Paulo Oliveira, um jogador que fez uma óptima dupla com Naldo em 15/16 antes de JJ ter mudado os centrais, colocando Coates e Semedo a titulares. O ex-vimaranense nunca comprometeu e constituiu-se sempre como uma confortável solução partindo do banco pelo que a sua venda só pode ter significado que Jesus apostava forte em André Pinto. Além disso, Tobias regressou e ainda temos o turco Demiral na equipa B. Assim sendo...

Na lateral esquerda, Jesus colocou de lado Jefferson e Marvin Zeegelaar (e até Esgaio que chegou a jogar no Dragão), apostando no empréstimo de Fábio Coentrão e no regresso de Jonathan Silva. Com o vilacondense a ser gerido com pinças, o argentino tem tido oportunidades, mas não se tem mostrado à altura do desafio, o que põe em causa as dispensas promovidas pelo treinador. Atendendo a que Coentrão terá de regressar ao Real Madrid, no final da época, aqui concordo que teremos de ir ao mercado.

A posição de médio ofensivo é actualmente preenchida por Bruno Fernandes e Alan Ruiz. A confirmar-se a saída do argentino - "cut your losses short" - o Sporting deveria promover o regresso de Francisco Geraldes. Num 4-3-3, volta a haver lugar para Xico, um médio com larga visão de jogo, a merecer uma oportunidade desde que o treinador não insista num ensaio sobre a cegueira.

Nas alas, JJ possui Iuri e Podence como alternativas. O açoriano precisa de algum acompanhamento psicológico que lhe reforce os índices de confiança, Daniel é um extremo de raíz que se perde como "mezzapunta".

Finalmente, à frente, Jorge Jesus tem actualmente um jovem internacional angolano de grande potencial. Gelson Dala é um jogador com finta, recepção orientada, rapidez e capacidade de concretização, qualidades que merecem a aposta do técnico.

Em resumo, as finanças do clube e o exemplo que vem do Norte - aproveitamento dos proscritos Aboubakar, Marega, Sérgio Oliveira, Diego Reyes e Ricardo Pereira, além da reabilitação de Brahimi - atestam a necessidade de desenvolver as competências internas e de promover soluções dentro do plantel (a excepção deveria ser a lateral esquerda). O trabalho meritório desta direcção não pode ser comprometido pela falta de atenção que o treinador parece devotar a algumas putativas opções.

Esta época navegamos sobre gelo fino. Não vendendo mais jogadores não há espaço para mais aquisições, se quisermos ter as contas equilibradas. 

Tem a palavra Bruno de Carvalho...

 

P.S. Tantas vezes se tem criticado aqui (com alguma razão, diga-se) a política de comunicação do clube e do seu presidente que ficaria mal não elogiar as palavras de Bruno de Carvalho a propósito da visita a Oleiros, independentemente da contrariedade de ter de jogar num sintéctico, evidenciando uma sensibilidade fora do comum para com o sofrimento de uma população, mostrando aquilo que o futebol tem de melhor: paixão, festa e, já agora, solidariedade. Chapeau!!

 

 

Marcar o ponto

Pasmaceira, estes quinze dias.

Houve uma assembleia geral do Sporting no sábado que foi notícia por ter sido mais uma vez pacífica e os sócios terem respeitado a integridade do mobiliário, que custa dinheiro e já sabemos como o dinheiro é bem controlado no Sporting, portanto os sócios tratam de respeitar o património do Clube.

Um sócio, consta, teve um ataque de flatulência e o presidente acorreu a ligar a ventoinha, esquecendo-se que podia o Paulinho fazer esse trabalho.

As nossas claques continuam legalizadas e dentro do possível a portar-se dentro da legalidade.

Não há notícia de possíveis castigos a quaisquer dos nossos jogadores.

Jorge Jesus estará calado neste tempo todo e com tempo para pensar na táctica e "Dála" aos seus avançados.

Decorrem as renovações dos contratos de Podence e Palhinha, a bom ritmo.

A selecção vai fazer dois jogos que espero que vença, claro está, e não se passará nada de mais relevante.

Tudo calmo deste lado da rua, portanto.

Emotion Picture by BdC

Ontem um amigo leão fez-me estremecer com três palavras "Ecografia Morfológica Live".

Não tendo a saúde permitido ir a Alvalade para o jogo com o Marítimo, ia-me passando ao lado o bónus oferecido aos adeptos que marcaram presença. Mas o absurdo era tamanho que acabei por apanhar com ele, apesar de me ter recusado a ver o emotion picture.

Deste então, estou-me a preparar psicologicamente para o próximo jogo em Alvalade. Aliás, para os próximos.

Uma ecografia morfológica já para a semana, no jogo contra o barça? Pode ser que o Messi se comova e a bota lhe trema?

Lá para diante, quando recebermos o Benfica, adivinho uma feliz coincidência natalícia no calendário? O primeiro parto em direto para 50.001? O Jonas marejado de lágrimas não encontrará a sua piscina?

E algures no meio desta patetice egocentrica e despropositada que parece estar a ficar descontrolada, temos o Sporting Clube de Portugal a tentar ser campeão.

Por mim ficava só mesmo com o caneco e com uma brutal festa para celebrar o jejum lá para finais de maio. Nesse dia não faltarão voluntários para mudar as fraldas ao petiz se o casal emotion picture quiser desbundar à vontade, não seja por isso. Mas até lá... É assim tão difícil só oferecer futebol de primeira com o bilhete?

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Ristovski, o único de faca na liga

Ontem em Alvalade, em partida a contar para a faca na liga, perdão, Taça da Liga, Jorge Jesus rodou a equipa toda. Dir-se-ia que foi um suicídio. Nesse sentido, a equipa ter entrado em campo vestindo o equipamento Stromp foi premonitório. 

Este jogo serviu essencialmente três propósitos:

1) Primeiro enigma resolvido: ficámos todos a saber que na Taça da Liga não há VAR. Os adeptos do Benfica é que ficam sem desculpas: se a coisa der para o torto, já não podem dizer que a culpa foi do VARela...

2) Foi desfeito o enigma do que une Bruno de Carvalho ao sócio 100.000 (Cristiano Ronaldo), e não, uma certa oposição que meta a "viola no saco", não é a conta bancária. Aguarda-se com expectativa novo quebra-cabeças aquando do próximo jogo com o União da Madeira, temendo-se que seja o sócio 150.000 (Eric Cantona), o escolhido, desconhecendo-se neste momento se o presidente possui algum expertise em artes marciais (a alternativa pode ser comunicarem por sinais de fumo). 

3) O enigma da contratação de Ristovski: apesar de até ter aprendido a gostar de Piccini, ganhámos cabalmente um jogador para alternativa ao actual titular. Trata-se de Ristovski e ameaça rapidamente conquistar Alvalade. Para os mais cépticos, quero dizer que se aos 25 anos já Alexandre Magno dominava o mundo, não há razão para o nosso macedónio não dominar, pelo menos, o flanco direito.

Não haverá muito mais a dizer. Jogo sensaborão, agitado com os já costumeiros remates aos ferros. Quase no fim, em dia de tanto ENIGMA ainda entrou o BATMAN (BATtaglia), mas o dia não era para super-heróis. Com o calendário carregado, deixámos a decisão do nosso futuro nesta competição para as calendas gregas. Para já, lideramos (e bem) o campeonato. Spooooooooooorting !!!!

Hoje giro eu - O sol e as sombras de Bruno

Pronto, já sei que o presidente adjectiva quando se deve limitar a apresentar factos, que faz o António Sala parecer um suprasumo do humor, que tem tiradas de mau gosto - habitualmente de cariz escatológico -, que se esquece por vezes de que os donos do clube são os sócios, que tem tiques de ditador e blá, blá, blá...

Tudo isso é verdade, um facto incontornável, concordo em absoluto: é a pior face de um General preso no seu próprio labirinto (comunicacional). Mas, um homem é feito de várias facetas, tem pontos fortes e pontos fracos, e muitas vezes os nossos maiores defeitos estão perto de ser as nossas maiores virtudes (e vice-versa).

Inegávelmente, Bruno de Carvalho é um homem combativo, o que lhe tem valido algumas vitórias importantes e, aqui e ali, poucas derrotas. É por demais evidente que Bruno irá até às últimas consequências na sua luta contra o Conselho de Disciplina da Federação e o seu presidente, José Manuel Meirim, utilizando linguagem agressiva e não querendo saber das consequências dessa refrega que, no meu ponto-de-vista, são um "loose-loose situation": se perder essa batalha, o clube ficará fragilizado; se a ganhar, a imagem do presidente fica muito enfraquecida até por episódios semelhantes aos da sua última entrevista - será uma vitória à Pirro! Mas, BdC já deu mostras de que não cede perante quaisquer comentários, pelo que a insistência na critica, na esperança genuina e construtiva de que mude de atitude (segundo Abraham Lincoln, a única forma legitima de critica), apresentará resultados semelhantes a convencer uma população de esquimós a mudar-se para um clima tropical.

Take it or leave it!

A sua energia (e activismo) tem permitido que o clube se venha aproximando da onda verde criada por João Rocha no início dos anos 80: começou na história do valor das cláusulas de rescisão que muitos na altura comentaram com sarcasmo e hoje, depois do Barcelona ter perdido Neymar vemos por todo o mundo imitar (visionarismo?); continuou nos fundos e na luta pela verdade desportiva, pelo vídeo-árbitro, pela divulgação pública dos relatórios dos árbitros e dos Observadores - batalhas ganhas (transparência?); prosseguiu na implementação de um espirito corporativo, de solidariedade, de compromisso, de equipa, que se traduz numa pública e efectiva troca de apoio entre todas as modalidades e é algo que já não víamos neste clube há muitos anos (identidade?); finalmente, a gestão dos nossos activos desportivos, a melhor da nossa história (performance?).

O clube estava num colete de forças imposto por um conjunto de agentes, desportivos e não só (clubes adversários, empresários, bancos credores,...), e em péssima situação económico-financeira, não se via forma de dar a volta a isso. Hoje, nota-se um crescimento anual nas diversas modalidades, nos escalões de Formação, no número de sócios, nas assistências no estádio, na melhoria das condições da Academia e, last but not the least, "habemus" Pavilhão! As contas são melhores do que em mandatos anteriores - apesar do crescimento do volume de negócios com os mesmos problemas de dimensão do negócio que os outros grandes - mas há um melhor aproveitamento das pérolas da Formação, que ficam mais anos no clube (rendimento desportivo) e são vendidos por um valor mais elevado do que no passado e o clube voltou a ser respeitado, mesmo que a correlação de forças desequilibrada nos meios de comunicação social tente mostrar-nos o contrário.

Bruno de Carvalho nunca será consensual. Muitas vezes vamo-nos sentir tristes, por vezes até envergonhados com o que diz, a forma como comunica. Mas, é lutador, corajoso, audacioso, determinado e tem aumentado os níveis de exigência do clube para com quem o representa.

Quem duvida é sábio, quem acredita é feliz. Bruno acredita no seu projecto para o Sporting e está na sua cadeira de sonho. Que nos faça felizes!

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Com “amigos” assim, quem precisa de inimigos?

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Bruno de Carvalho não devia menosprezar os comentários de gente insuspeita que se têm publicado na comunicação social a propósito da malfadada entrevista que se autoconcedeu na semana passada ao canal do clube durante quase duas horas e meia. Nesta altura do mandato já duvido que servisse para alguma coisa, mas talvez fosse pedagógico obrigar o presidente a ver integralmente a gravação da sua entrevista. Eu não fui capaz, tive de mudar de canal, muito envergonhado, como se fora eu a fazer aquela figura. Este é um assunto que me incomoda verdadeiramente, que mina o meu orgulho no meu Sporting.

Depois, já sob um prisma mais acima de educação e subtileza, pergunto o que autoriza um presidente que manda construir uma estátua junto ao novo pavilhão, a gravar na pedra uma citação de si próprio se não um egocentrismo desmesurado? Terá Bruno Carvalho receio que os seus sucessores não lhe reconheçam a obra? Não teria sido mais honroso que outros o citassem um dia gratos?
Se é inegável que a gestão de Bruno Carvalho tem alcançado entusiasmantes conquistas para o nosso clube, desde logo a valorização dos activos, a competitividade da equipa principal e a consequente mobilização dos adeptos, tal não deveria autorizar a incontinência verbal do presidente que aparenta laivos patológicos, que muito o fragiliza e desacredita, e espero não chegue ao balneário – principalmente aí era importante que se preservasse a autoridade do seu cargo. Para mais, suspeito que com tanto despautério e fanfarronice, a tolerância dos adeptos em face um hipotético fracasso seja zero. Com “amigos” assim, quem precisa de inimigos?

Inaceitáveis insultos a sportinguistas

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1

Após duas horas e trinta e cinco minutos(!) de tempo de antena na noite de anteontem na Sporting TV, Bruno de Carvalho sentiu-se na obrigação de "explicar" aos adeptos o que tinha dito. Voltando a utilizar o Facebook após várias juras de não recorrer a este meio. Juras que ficaram por cumprir.
O recurso à rede social preferida do presidente acabou por constituir uma confissão implícita de que Bruno de Carvalho terá reconhecido o fracasso das suas desastradas declarações no referido tempo de antena, erradamente apresentado como "entrevista".
Quando a mensagem passa, não é preciso criar mais ruído em cima dela. Muito pelo contrário.

 

2

Neste descontrolado labirinto verbal, acabaram por sair da boca e da pena do presidente palavras sem retorno possível. É totalmente inaceitável vê-lo chamar falsos sportinguistas, "benfiquistas" e veículos de "estupidificação" a quem contesta o que ele disse e a maneira como se exprimiu.

À linguagem insultuosa recorre quem não sabe conviver com as críticas.  

A pessoa que visa duramente o presidente do Conselho de Disciplina (e com razão) em nome da liberdade de expressão é afinal a mesma que se atira (sem razão alguma) aos adeptos que exerceram o mesmíssimo direito à crítica.

É intolerável que lhe passe pela cabeça que os sportinguistas - os mesmos que o elegeram a ele - estão afinal sujeitos à "estupidificação em massa" por parte dos benfiquistas.

Com isto, espantosamente, Bruno de Carvalho nem repara que acaba por prestar homenagem ao Benfica. Que grande capacidade teriam os lampiões se de facto conseguissem "instrumentalizar" os sportinguistas...

 

3

Há muito que defendo isto: Bruno de Carvalho tem de aprender a comunicar. Nenhum líder no mundo contemporâneo exerce com eficácia as suas funções sem dominar os mecanismos da comunicação.

Acontece que, não tendo ele aprendido nada de relevante nesta matéria ao longo dos quatro anos e meio que já leva na presidência do Sporting, começo a convencer-me que dificilmente aprenderá no que lhe resta de mandato.

Um dirigente desportivo que seja bom comunicador nunca insulta os sócios e os adeptos do clube que garantiu servir. Tenha obtido nas urnas a percentagem que tiver.

 

4

Com estes destemperos o presidente conseguiu afinal desviar para canto aquele que devia ser o facto mais relevante do dia de ontem: a inauguração efectiva do Pavilhão João Rocha, sonho tantas vezes adiado da família sportinguista.

E não só: também varreu para plano secundário tudo o resto que tem corrido bem. E que é muito. Lembro apenas alguns factos: primeiro lugar na Liga, reforços com boas provas dadas nestes jogos iniciais, apuramento para a Champions, participação do Sporting em seis ligas europeias, Supertaça feminina, Supertaça de futsal conquistada ao SLB, equipa de futebol feminino eleita a melhor da Europa, vitória internacional no andebol, SAD com lucro de 35 milhões no terceiro trimestre da temporada, Bruno Fernandes chamado à selecção A, William Carvalho mantém-se por Alvalade.

Se isto não é amadorismo comunicacional, vou ali e volto já.

Uma questão de Carvalho

"Em segundo lugar tenho a certeza de que o William sempre que chega uma época de mercado não se esquece que deve a sua carreira a mim. Não gosto de hipocrisia. Quando tenho de puxar os galões, puxo". Bruno falando sobre William.

Pessoalmente, acho que não fica bem ao Presidente do Sporting este tipo de comentário. Faltou pouco para exigir uma comissão para si numa futura transferência do jogador.  

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