16 Jan 17

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É sempre assim. Rui Patrício coloca a bola num dos centrais, que a remete para um lateral. Este ou progride uns metros com ela ou apressa-se a devolvê-la ao central, que por sua vez a transfere para o médio defensivo. William, o primeiro pensador da equipa, deixa a bola bem colocada nos pés de Adrien, outro pensador e um transportador de luxo no eixo do terreno. Não tarda muito, a bola está com Gelson Martins, que faz dela o que quer na ponta direita, terminando no entanto quase sempre com um centro desfeito pela defensiva adversária.

O Sporting constrói o seu jogo quase sempre da mesma maneira - a que descrevi no parágrafo anterior. Com exagerada tranquilidade nas situações de posse de bola e uma tremideira inexplicável quando a perdemos. Com um número excessivo de passes curtos que conduzem a situações de bloqueio a meio-campo, forçando atrasos ao guarda-redes e o recomeço da construção ofensiva exactamente nos mesmos moldes.

 

Ao manter a linha defensiva muito avançada e os laterais actuando como extremos na tentativa reiterada de bombear a bola na área após o fracassado cruzamento inicial de Gelson, a nossa equipa torna-se demasiado previsível e presa fácil até para adversários medíocres, que se apresentam em campo com a lição bem estudada. Qualquer contra-ataque rápido leva o pânico ao nosso reduto defensivo, apanhado vezes sem conta desposicionado.

Adaptar este modelo, tornando-o mais versátil e sinuoso, menos previsível e ajustado às características dos intérpretes, é missão prioritária do treinador, que deve conferir-lhe dinâmica. Porque a posse de bola dissociada da linha de baliza, sem velocidade nem convicção ofensiva, pode deslumbrar os amantes domésticos do tiquitaca mas só por mero acaso nos conduz à conquista de troféus.

 

E é isso que nós queremos: troféus. Chega de basófia para alimentar manchetes, chega de refregas verbais com terceiros, chega de alusões aos violinos do passado. São já demasiados anos sem inscrevermos o nome do Sporting na galeria dos campeões nacionais em futebol. Há milhares de adeptos muito jovens, de inquebrantável espírito leonino, que aguardam isso, que exigem isso, que merecem isso.

Em nome destes adeptos que nunca festejaram um título de campeão, este Sporting de Bruno de Carvalho e Jorge Jesus tem a obrigação de tudo fazer para não lhes defraudar o grande sonho, tantas vezes adiado.


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12 Jan 17

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03 Jan 17

Eis a segunda parte da entrevista de Bruno de Carvalho, publicada no Record de hoje, mais uma vez roubada ao "Tu vais vencer".

E começa de forma, desculpem, linda:

"RECORD - Um presidente deve dar assim tanta importância e protagonismo a comentadores ligados ao Benfica? Não se deveria preocupar unicamente com aquilo que o presidente rival diz?
BRUNO DE CARVALHO – Se apenas comentasse o que o meu rival diz, então era o homem mais feliz do Mundo, porque só tinha de falar uma vez por ano."

 

Independentemente da opinião de cada um, este parágrafo, parece-me revelador de muita coisa. Sigam a entrevista.


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"O que é que entretanto senti e sinto? Que há uma falta de militância muito grande das pessoas sportinguistas com algum poder na sociedade e não vejo isso noutros clubes."

Esta parece-me a frase lapidar desta primeira parte da entrevista de Bruno de Carvalho ao Record.

Entretanto, porque é demasiado extensa, podem consultá-la no "tu vais vencer".


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29 Dez 16

"Muito há ainda por fazer. E, neste tempo de reflexão, fui capaz de identificar não apenas o que correu bem mas também aquilo que fizemos menos bem e que carece, naturalmente, de ser melhorado."

"Os próximos anos são fundamentais para consolidar tudo o que se fez nos últimos 4. Começar de novo seria um retrocesso fatal para o nosso Clube."

"Apelo, como candidato, à elevação e ao sentido de Clube por parte de todos. A dimensão e grandeza do Sporting CP faz com que os olhos do País inteiro estejam sobre nós. Façamos deste acto eleitoral um exemplo e uma festa da democracia de modo a não darmos aos nossos adversários pretextos desnecessários para nos denegrirem."


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21 Dez 16

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Quando se esperava que o presidente do Sporting dirigisse uma mensagem de exemplar serenidade ao plantel, que lambe as feridas após três derrotas nos quatro últimos jogos, e se concentrasse no indispensável incentivo aos jogadores para derrotar o Belenenses, Bruno de Carvalho voltou ao seu pior estilo: disparou em várias direcções, provocou ruído totalmente dispensável e vestiu já o fato de candidato a três meses do acto eleitoral.

Como se não houvesse questões muito mais urgentes a enfrentar agora.

 

Desde logo, o meio escolhido foi o menos indicado: novamente uma mensagem no Facebook, em vez de ter optado pelos canais institucionais do clube. Também o tom foi desajustado: agressivo e crispado, transmitindo a ideia de que o Sporting Clube de Portugal vive com os nervos em franja, pronto a declarar guerra ao mundo inteiro. Além disso, a extensão do escrito, desnecessariamente longo e confuso em vários trechos, fez dispersar a mensagem – como qualquer profissional da comunicação certamente lhe diria se Bruno de Carvalho tivesse a humildade de se aconselhar com quem percebe do assunto.

O pior foi confundir o estatuto de presidente leonino com o de candidato às eleições de Março, apressando-se a eleger novos alvos internos para as suas invectivas. Nada menos recomendável, num momento em que o Sporting deve mais que nunca estar unido para enfrentar sérias dificuldades no plano desportivo, superar problemas estruturais no plano financeiro e contrariar a ameaça sempre renovada de perversão da transparência no futebol. Bruno de Carvalho volta a dispersar energias e munições, transforma o insulto em argumento (“hipocrisia”, “parasita”; “papagaios”) e aconselha até determinados sportinguistas a devolver o cartão de sócio. Revisitando assim os clássicos, mas às avessas: procura mobilizar as hostes não contra o adversário externo mas contra o hipotético inimigo interno.

 

Os méritos do presidente do Sporting, que são muitos, dissipam-se com frequência nesta sua vertigem de sentir a todo o momento o cheiro a pólvora. Quando não há, ele inventa-o. Sem graduar prioridades, sem distinguir problemas.

E afinal, nesta altura concreta, dele pedia-se apenas algo muito simples: o apoio firme, expresso em palavras claras e sucintas, à equipa técnica e aos jogadores no confronto de amanhã no Restelo. Nada menos, nada mais. A pólvora era perfeitamente dispensável. E a frente de batalha interna que acaba de inaugurar a escassos dias do Natal também.


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17 Dez 16

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Já o escrevi aqui  e repito: Bruno de Carvalho faz muito mal em funcionar como assessor de imprensa de si próprio. O principal erro do Sporting desde que ele assumiu a presidência tem sido a vertente comunicacional, com o presidente a expor a todo o momento o corpo às balas nas mais diversas questões. E por vezes a falar primeiro e a reflectir depois.

Voltou a acontecer esta semana, com o líder leonino a disparar contra tudo quanto mexe - desde o Tribunal Arbitral do Desporto português por ter suspendido uma medida disciplinar contra Luís Filipe Vieira aos mais  fanáticos comentadores que seguem religiosamente a cartilha do Benfica nas segundas-feiras televisivas, concedendo-lhes assim uma propaganda adicional que eles só podem agradecer-lhe, sem esquecer o Supremo Tribunal da Suíça, que entendeu não contrariar a decisão anterior do Tribunal Arbitral do Desporto europeu a propósito do famigerado caso Doyen. Neste caso, note-se, estava em causa a moldura jurídica anterior à actual, mais restritiva. Entretanto, tudo quanto se vai tornando público sobre a Doyen deixa mais evidente que estamos perante um enorme  poço com muitos e nada recomendáveis fundos.

 

Não contente com a decisão da justiça civil suíça, aliás mais do que expectável em função da prática jurisdicional daquele órgão, Bruno de Carvalho entendeu abrir esta semana uma quarta frente de batalha - algo que Sun Tzu, autor do clássico A Arte da Guerra, certamente lhe desaconselharia. E desta vez contra a Federação Portuguesa de Futebol, em termos impróprios, a partir de uma leitura apressada de uma "notícia" surgida no único jornal que vem fazendo eco das teses do Benfica na polémica contabilização de títulos de campeão nacional da modalidade.

Esse jornal, puxando uma vez mais a água ao moinho encarnado, "noticiou" que a Federação Portuguesa de Futebol dera razão ao SLB nesta controvérsia, quando o que se passou foi bem diferente: no âmbito da remodelação do seu sítio noticioso na internet, a FPF entendeu republicar as listas de vencedores que tinham sido anteriormente estabelecidas, sem se pronunciar sobre a questão. Algo que poderá mudar em breve, julgo saber, se o FC Porto se juntar ao Sporting na reivindicação de que os vencedores do Campeonato de Portugal entre 1922 e 1938 sejam integrados na extensa lista de campeões nacionais.

O presidente leonino precipitou-se ao ler no falacioso título d'A Bola que a polémica tinha sido "resolvida pela Federação". Tudo quanto disse em função disso foi excessivo e deslocado. E não serve os interesses do Sporting: viver rodeado de inimigos, reais ou imaginários, constitui uma péssima carta de recomendação.

 

Uma vez mais, estamos perante um problema de comunicação. Que só existe porque Bruno de Carvalho persiste em aparecer a todo o tempo a pronunciar-se sobre quase tudo. Por vezes não chega sequer a poupar-se a si próprio. "Sinto-me um pouco aquele doido que está à janela", disse também nesta semana em que não conseguiu permanecer calado.

Espero que a tranquilidade da quadra natalícia lhe permita reflectir melhor em tudo isto. Porque o destempero verbal só o prejudica. E, deste modo, também o Sporting sai lesado.


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15 Dez 16
Eles e nós!
José da Xã

Onde trabalho há um refeitório que frequento com regularidade. Ontem eram duas da tarde quando finalmente me sentei para comer. Estava só!

Minutos depois sentaram-se à minha frente dois amigos, porém ambos adeptos de outra agremiação desportiva.

Assim que se sentaram começaram a chover questões sobre a entrevista que o Presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, dera no dia anterior. Como já não vejo televisão nem me apercebi que existira tal entrevista e portanto não respondi a qualquer pergunta.

Bom… durante todo o almoço os meus companheiros de refeição só falaram do nosso Presidente. E epitetaram-no de tudo e mais um “par de botas”. Certamente não esperam que eu transcreva o que disseram de BdC. Fiquei no entanto com uma enormíssima certeza: que o nosso Presidente continua no bom caminho.

Eles só falam dele, muito mais que nós. É sempre bom sinal! Sinal que estamos vivos e que o Sporting continua a incomodar muita gente.

Provavelmente os nossos adversários prefeririam outros dirigentes… Nós sabemos que sim!


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22 Nov 16
Factual
Pedro Correia

Três das quatro maiores vendas  de sempre no futebol do Sporting aconteceram durante o mandato de Bruno de Carvalho.


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19 Nov 16

Cinco noites consecutivas com o País suspenso: Bruno de Carvalho cuspiu ou não cuspiu? Eis a melhor prova de que não existem verdadeiros problemas neste torrão à beira-mar plantado: no ano em que a douta Academia de Oxford elegeu pós-verdade como palavra do ano, três canais televisivos quiseram transformar o presidente do Sporting em bombo da festa a propósito de um não-facto - numa manobra concertada que teve como maestro o principal impulsionador da campanha de reeleição de Luís Filipe Vieira no SLB.

Um gato mal escondido com um enorme rabo de fora.

Como diria o Sherlock Holmes para o doutor Watson, não há coincidências.

 

Um desses canais, procurando bater a concorrência, simulou uma "experiência" em estúdio com o Paulo Futre a fumar um cigarro electrónico em imitação de Bruno de Carvalho numa aparente tentativa de demonstrar que da boca do presidente saiu água destilada, propileno glicol e glicerina vegetal - substâncias contidas na fugaz onda de vapor que se forma em vez do presumível fumo.

A experiência, obviamente, foi inconclusiva. Nem poderia ser de outra maneira para manter a panela de pressão bem acesa em lume vivo.

 

Por mim, acho tudo isto insuficiente. Da próxima vez sugiro ao Futre que escarre na cara de alguém. Em directo, ao vivo e a cores. Pode ser na mimosa face do tal director da campanha de reeleição de Vieira, que costuma ser seu companheiro de painel. Tudo filmado com várias câmaras, de diversos ângulos e repetido as vezes que forem necessárias. Nada melhor do que uma experiência destas para se dissiparem as derradeiras dúvidas.

Se o tipo aguentar estóico, não lhe rachar a cana do nariz à cabeçada nem se queixar do facto em conferência de imprensa versão pós-verdade, fica cabalmente demonstrado que Bruno de Carvalho fez o que não devia se quer continuar saudável: inalou e exalou.

 

Cuspidela, apenas na imaginação delirante dos peões de brega de Vieira, emprestados à corte de bandarilheiros da famiglia Pinho.

Pensem só qual seria a vossa reacção se alguém vos escarrasse na cara.

 


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17 Nov 16
 
1
Começaram por dizer que o presidente do Sporting provocou o presidente do Arouca: "Fizeram uma espera ao nosso presidente quando nos dirigíamos para a saída das instalações, quando estávamos a sair do balneário para nos dirigirmos para a rua. Tentaram agredi-lo. Invadiram o nosso túnel, o nosso espaço. Foi necessário vir a polícia.  O presidente Bruno de Carvalho - foi ele que tudo começou: provocou o presidente [do Arouca], tentou agredi-lo, insultou-o, disse coisas que não vou dizer aqui." Palavras de Joel Pinho, director desportivo arouquense e filho do presidente do clube, numa conferência de imprensa logo após o jogo Sporting-Arouca, a 6 de Novembro.
Tudo falso: as imagens encarregaram-se de desmentir o filho do pai em toda a linha.
 
2
Insistiram que o presidente do Sporting tentara agredir o presidente do Arouca.
Tudo falso. As imagens deitaram definitivamente por terra tais teses, sem deixar lugar a dúvidas.
 
3
As alegações eram tão falsas que tudo aconteceu afinal ao contrário do que diziam. Esqueceram-se de dizer que foi o presidente do Arouca a procurar o presidente do Sporting, foi ele quem tentou agredi-lo de braço em riste, foi ele quem agrediu efectivamente um segurança a murro e quase agrediu outro com uma garrafa cheia de água.
As imagens comprovam.
 
4
Esqueceram-se de dizer que, insatisfeito com os desacatos provocados fora da área reservada à equipa do Arouca no estádio José Alvalade, o pai do filho fez um apelo evidente às suas hostes no sentido de investirem contra o presidente do Sporting.
As imagens comprovam.
 
5
Esqueceram-se de dizer que o presidente do Arouca, impedido de avançar, procurou agredir elementos do Sporting, tendo sido impedido disso por um jogador do próprio clube, e chega a empurrar um delegado da Liga, Albertino Galvão.
As imagens comprovam.
 
6
Quando as teses anteriores foram desmentidas pelas imagens, no fim de tudo, passaram então a sustentar que o presidente do Sporting havia "cuspido" no presidente do Arouca. Extraordinário "cuspo", que demorou oito dias a atingir a delicada face de Carlos Pinho: na conferência de imprensa do dia 6, o filho do pai só aludira a "insultos e palavras", sem fazer a menor referência a cuspidelas.
A primeira - e única - alusão arouquense ao putativo "cuspo" surgiu apenas num comunicado do clube, via Facebook, difundido às 23.29 de segunda-feira, dia 14, a reboque da tese que três comentadores televisivos do Benfica tinham proferido quase em simultâneo, pouco antes, nessa mesma noite.
 
7
Nem sequer pararam para pensar. Se Bruno de Carvalho tivesse cuspido no presidente do Arouca alguém imagina que o Sporting Clube de Portugal fizesse o que de pronto fez, disponibilizando de imediato as imagens das suas câmaras de videovigilância, sem cortes, às autoridades policiais?
Alguém acredita que se tivesse havido "cuspidela" - tese delirante que o Filipe Moura aqui encerrou de vez - isso não teria sido a primeira coisa a invocar, minutos depois, pelo director desportivo do Arouca na conferência de imprensa?
Alguém acredita que, se houvesse um pingo de verdade disso, Pinho pai e Pinho filho tivessem permanecido em silêncio de então para cá?
 
8
É encantador ver tantos benfiquistas a funcionarem como advogados de defesa do filho do pai e do pai do filho - duas das figuras menos recomendáveis do futebol português. Esses benfiquistas tornaram-se adeptos do Arouca, tanto é o ódio que alimentam contra o Sporting. Sem sequer se lembrarem que o próprio director desportivo do SLB, Rui Costa, já foi alvo do comportamento rasca da famiglia Pinho.
 
9
Joel Pinho - reincindente em agressões verbais e tentativas de agressão física a dirigentes e técnicos do Sporting - afirmou na caluniosa conferência de imprensa do dia 6 que Bruno de Carvalho "não merece estar no futebol", como se alguém lhe reconhecesse um mínimo de idoneidade ética e moral para passar atestados de bom comportamento seja a quem for.
É hoje aliás bem evidente ter havido premeditação no comportamento de Carlos Pinho, que assistiu ao Sporting-Arouca no banco de suplentes, como delegado ao jogo, o que lhe conferia acesso à zona do balneário da sua equipa e respectivas áreas adjacentes, onde tudo se desenrolou. Ao contrário de Bruno de Carvalho, esse é um comportamento inusual no presidente do Arouca.
 
10
Quando os factos se tornam incómodos, vão-se alterando os factos à medida da tese. Foi assim neste caso, que com base em imagens truncadas provocou como efeito secundário a propagação à imprensa internacional da disparatada teoria do "jacto de cuspo saído da boca de Bruno de Carvalho" para a mimosa bochecha do pacífico Carlos Pinho.
Inútil iludir: há aqui gravíssimos danos reputacionais para a imagem do presidente. Espero que, em função disto, o gabinete jurídico do Sporting reúna como óbvia circunstância agravante todos os recortes da imprensa internacional na queixa-crime contra o pai do filho e o filho do pai que apresentará na justiça civil e na participação às instâncias jurídicas e disciplinares do desporto-rei.
É tempo de a famiglia Pinho deixar de se passear impune nas catacumbas do futebol português.
 


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16 Nov 16

Vi na televisão as imagens da hipotética "cuspidela" de Bruno de Carvalho ao presidente do Arouca.
O movimento de um líquido (o cuspo) no ar é de uma natureza completamente diferente do da difusão de um gás (o vapor) no mesmo ar. Seria impossível um líquido ter aquele alcance, ou seja, sair da boca de alguém com tal velocidade, sem que houvesse um sopro forte. Qualquer pessoa que cuspa com força faz esse gesto de soprar, correspondente a uma careta. É manifesto que Bruno de Carvalho não faz essa careta - as suas bochechas não se mexem. Sou físico de formação e profissão e garanto: nestas condições, é fisicamente impossível que Bruno de Carvalho tenha cuspido no presidente do Arouca.

 


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Luciano Amaral

Nunca vi os benfiquistas tão excitados a defender outro clube; minto: também estiveram excitados a defender o Porto, depois do jogo em Alvalade no início desta época, em que o Sporting ganhou com dois golos "marcados com a mão". Parecem daquelas escarretas pegajosas. E ainda dizem que nós é que só pensamos neles.


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Spitting image 2
Luciano Amaral

Não percebo as críticas ao presidente do Sporting: mesmo que tenha cuspido, muito pior seria ter dado um pontapé no cuspo ao presidente do Arouca.


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Spitting image 1
Luciano Amaral

A mim parece-me que esta história da cuspidela só se resolve com um mannequin challenge. É pôr a federação a trabalhar nisso.


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A minha visão
José da Xã

Já escrevi algures por aí que o grande “calcanhar de Aquiles” do desporto luso são os seus dirigentes. Mesmo com licenciaturas específicas e formações académicas superiores, o Desporto será sempre o parente (mais) pobre da nossa sociedade.

Obviamente que este tema que aqui trago hoje advém dos tristes acontecimentos no final do último jogo em Alvalade, entre o Sporting e o Arouca.

Com as imagens recentes vindas a público, há duas certezas que retiro delas: a primeira é que Bruno de Carvalho não deveria estar naquele sítio, fazia sentido que assim fosse e a segunda é que o Presidente do Arouca não foi selvaticamente sovado pelo Presidente do Sporting, ao contrário do que pretendeu fazer crer aos jornalistas (e não só!) que estiveram, nessa noite, presentes no Estádio.

Bom… depois há as consequentes e tão costumadas trocas de galhardetes verbais que só fica mal a quem as profere. Sinceramente!

Todos sabemos que o actual Presidente do Sporting não é pessoa para se calar. Mas devia! Como dizia o meu sábio avô “O calado vence sempre!”.

Hoje será quase impossível alguém remeter-se ao silêncio enquanto é vilipendiado. A resposta deverá ser pronta porque “quem não se sente não é filho de boa gente”. São posturas e valem o que valem!

Percebo por isso, se bem que não concorde, a postura de Bruno de Carvalho, mas o Actual Presidente não deveria colocar-se a jeito dos seus adversários, especialmente os internos, que vêem nestes “fait-divers” idiotas uma oportunidade única para atacar o Presidente do Sporting.

 

Também aqui

 

 


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15 Nov 16
Preso por ter cão...
Francisco Chaveiro Reis

Por um lado, o nosso presidente é acusado de espalhar ódio, por outro, de espalhar amor. Nos dois casos, é criticado. Decidam-se. 


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14 Nov 16
"Os feitores de Arouca"*
Edmundo Gonçalves

http://sicnoticias.sapo.pt/desporto/2016-11-14-As-imagens-dos-incidentes-no-tunel-de-Alvalade

ou:

http://www.jn.pt/desporto/videos/interior/video-mostra-agressoes-no-tunel-de-alvalade-5497752.html

 

*Título roubado ao Mister do Café


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05 Nov 16

Bruno de Carvalho não resiste ao Facebook.

Voltou a ceder ao impulso do teclado, repetindo erros anteriores. Com mensagens encriptadas, sem destinatário preciso, e em que o essencial fica de lado. E o essencial é a necessidade urgente de robustecer a equipa de futebol, contribuir para a coesão do grupo de trabalho e evitar a dispersão de energias anímicas com temas secundários e alvos menores.

 

Na primeira mensagem, publicada na véspera do Borussia-Sporting, o presidente alude à suposta campanha eleitoral para a eleição de Março - na qual, convém sublinhar, ainda não deixou claro se tenciona apresentar-se como candidato. É um assunto irrelevante no contexto actual. Ainda por cima o presidente aborda-o de forma incompreensível, esgrimindo contra moinhos de vento, lançando acusações a pessoas cujo nome omite. Esquece que a clareza é uma das virtudes fundamentais da comunicação.

Mensagem errada no momento errado, pois.

 

Na segunda, divulgada ontem, voltam as alegações imprecisas, regressa o mesmo tom de desafio a pessoas nunca nomeadas, a mesma escolha de um tema que só contribui para envolver o Sporting em questões menores quando a esmagadora maioria dos adeptos aguarda palavras de confiança e estabilidade.

É certo que Bruno de Carvalho tem motivos para se sentir magoado com a devassa à sua vida privada ocorrida nos últimos dias. Mas uma coisa é o protesto veemente e o apelo que ninguém pode negar-lhe à necessária protecção do seu reduto familiar. Outra é confundir, no mesmo texto, a sua vida privada com ocorrências públicas relacionadas com o Sporting.

Aludir em termos ambíguos a uma hipotética violação do dever de confidencialidade que terá originado uma fuga de informação há semanas ou meses equivale a transmitir de novo a ideia de instabilidade em Alvalade. Quando aquilo que devia ser a preocupação máxima do presidente era precisamente o inverso: tranquilidade e coesão na frente interna.

 

Repito o que já escrevi aqui diversas vezes: em comunicação é fundamental a escolha do tema, da ocasião e do modo de fazer passar a mensagem.

Bruno de Carvalho, que já teve pelo menos quatro equipas de comunicação desde que iniciou funções como presidente do Sporting, imagina-se um virtuoso na matéria. Mas não é. Se o fosse, só recorreria ao Facebook em momentos cirúrgicos para transmitir mensagens concisas e compreensíveis. E jamais elegendo figuras menores como supostos destinatários das suas entrelinhas. Eu, por exemplo, posso fazê-lo na minha vulgar condição de internauta. Mas o presidente não deve agir assim.

Recusando dar ouvidos a especialistas, Bruno de Carvalho perde o foco, confunde o essencial com o acessório, baixa a fasquia. Leio os seus dois mais recentes textos feicebuquianos e fico com a sensação ainda mais nítida de que poderiam ter sido escritos por alguém de olhos vendados num quarto escuro.


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31 Out 16

Os adeptos na Madeira protestaram ruidosamente. E com toda a razão: não podemos compactuar com a falta de atitude revelada pelos jogadores frente ao Nacional.

Espero que os responsáveis leoninos - do presidente ao treinador - se deixem enfim de questões laterais e se concentrem na recuperação da equipa.

Não é tempo para desperdiçar energias com comunicados consecutivos, bravatas nas redes sociais, falatório em excesso, almanaques de mil novecentos e troca o passo, "vídeos motivacionais" da treta e alarido na praça pública a propósito de cem assuntos secundários enquanto se perde de vista o essencial.

É tempo de a direcção olhar mais para o Sporting e menos para os rivais. Venho escrevendo isto há semanas e sinto o imperativo de o reiterar aqui.

 

Leitura complementar:

Breves notas a propósito do jogo de sábado

Devemos imitar Gelson Martins

Contra a apologia das vitórias morais


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20 Set 16

"Neste momento o Sporting Clube de Portugal é um “corpo” coeso, único, sólido, que caminha num só sentido, que luta pelos mesmos ideais e que tem um só projecto: ser sempre o Grande Sporting Clube de Portugal! Sabemos honrar o nosso passado, construir o presente e juntos iremos conquistar o futuro. Nós, os mais de 3,5 milhões de sportinguistas que, mesmo por vezes feridos, nunca deixaremos de ser o Rei da selva. E que selva ainda é o desporto português."

"Depois de fazer tremer o Santiago Bernabéu, um jogo menos conseguido onde uma primeira parte com 15 minutos de desconcentração colectiva ditou uma inesperada derrota. O Rio Ave, pela eficácia nesses 15 minutos, mereceu vencer. Também tenho de deixar um registo positivo para a equipa de arbitragem que fez um bom trabalho."

"Sexta-feira vamos encher Alvalade!"

"Este ano estamos na luta em todas as frentes e TU foste convocado para todas! Porque TU é que dás vida ao nosso Clube!"

 

Excertos da comunicação de Bruno de Carvalho no facebook, ontem, segunda-feira, 19-09-2016.


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09 Set 16
Que diferença
Pedro Correia

Uma entrevista a sério. Sem sorrisos embevecidos, sem facilitismos, sem favores. Digna deste nome. Aconteceu esta noite, na SIC: Bruno de Carvalho foi interrogado por um jornalista, Rodrigo Guedes de Carvalho, e não por adeptos de emblema e cachecol, como sucedeu há 48 horas na TVI 24.

Existe uma diferença do tamanho do mundo entre jornalismo e tempo de antena, como a SIC uma vez mais demonstrou, honrando os pergaminhos.

Está de parabéns. Por ter cumprido o seu dever.


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As contas e a entrevista
Edmundo Gonçalves

Bruno de Carvalho vai hoje conceder uma entrevista em directo, no jornal das 20.00 horas da SIC.

Será entrevistado, segundo o próprio, pelo apresentador/jornalista R.G. de Carvalho. Ainda pensei que o presidente corria o risco de ser entrevistado pelo Dolbeth, pelo Inácio e pelo Saraiva, mas felizmente iremos assistir a uma entrevista, estou certo.

Não terá sido inocente a publicitação hoje, do relatório e contas da SAD relativo à época 2015/16, havendo assim oportunidade para esclarecer os cerca de 30M€ negativos neste resultado.

Não sendo versado na matéria (eu só sei que não posso gastar mais que o que ganho), do que vi, confesso que estou descansado. Este relatório, divulgado com toda a transparência, e sem maquilhagem de números, convém sublinhar, reflecte os valores a acertar com a Doyen (que numa hipótese muito remota podem até nem ser pagos) e sofre do falhanço no acesso à CL e ainda reflecte as aquisições de jogadores em valores a rondar os 11M€, reforços já para a presente época. Poderia ser maquilhado com a inclusão dos valores de cerca de 18M€ do prémio de acesso à CL deste ano e sem o pagamento à Doyen, que ainda não foi efectuado e as contas estariam praticamente no zero, ou perto disso. Optou e bem a SAD por números concretos. 

Duma coisa podemos ter já a certreza, o exercício desta época será significativamente positivo, com os vários patrocínios, o prémio de entrada na CL e as vendas de jogadores por valores record.

E depois é um consolo, a gente olha para as contas e nem cheiro de fritos.

 


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28 Jul 16

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 Foto A Bola

 

O chamado  "caso" João Mário - primeira telenovela da estação pateta do nosso jornalismo futebolístico, que vai abrir caminho a várias outras - acaba por constituir uma homenagem involuntária ao espírito combativo de Bruno de Carvalho por parte dos seus detractores.

Ao assumir a liderança do Sporting, em Março de 2013, o actual presidente leonino cortou radicalmente com péssimos hábitos instalados no clube - sobretudo ao nível da gestão dos seus principais activos, que são os jogadores.

Antes dele foi possível que um dos melhores defesas da nossa formação, Daniel Carriço, acabasse transferido por meros 750 mil euros, quando já era capitão da equipa. Hoje é um profissional cotado no campeonato espanhol, com duas Ligas Europas no seu currículo.

Antes dele foi possível outro grande defesa formado no Sporting, Eric Dier, ter um contrato de tal maneira lesivo para os interesses do nosso clube que encorajava qualquer agremiação inglesa a resgatá-lo por meros cinco milhões de euros. Assim sucedeu, com o Tottenham: Dier é hoje titular da selecção inglesa.

O Sporting, que foi sempre um clube formador por excelência, raras vezes colheu os frutos devidos dessa formação. Nenhum de nós esquece o que aconteceu com a venda de Cristiano Ronaldo, em 2003: aquele que viria a ser o melhor jogador do mundo foi despachado com apenas 18 anos, rendendo só  8,2 milhões de euros aos cofres leoninos. A pressa em vê-lo longe de Alvalade, por parte dos dirigentes da altura, foi imperdoável. Quase criminosa.

 

Bruno de Carvalho pôs fim a esta negligência lesiva dos nossos interesses. Actualizou salários, readquiriu passes dos jogadores, renovou contratos (o de João Mário teve a primeira actualização logo em Julho de 2013, quatro meses após a posse do presidente), subiu cláusulas de rescisão. Não voltará a repetir-se uma situação como a que nos levou a ficar privados do talento de Eric Dier após termos investido nele onze anos de formação.

Lembro-me bem do gozo generalizado de que foi alvo o presidente ao elevar as cláusulas a cada revisão contratual. Hoje os nossos principais rivais praticammesma política, sem que haja ninguém a gozá-los. Percebe-se porquê: isto defende os interesses de qualquer clube, por mais que possa desagradar a determinados empresários e a uma certa camada de agentes intermédios, pertencentes a uma clique parasitária que ambiciona enriquecer à custa do suor alheio.

 

Com João Mário, tal como sucedeu com outros jogadores de inegável valia, Bruno de Carvalho agiu com astúcia negocial mas de forma transparente, procurando acima de tudo defender o interesse do Sporting.

Antevendo as boas prestações do jogador na Liga 2015/16 e no Campeonato da Europa, o presidente actualizou o salário do nosso médio criativo e propôs-lhe a celebração de um novo contrato, prontamente aceite há menos de um ano. Um contrato que vincula até 2020 João Mário ao clube que o formou e fixa uma cláusula de rescisão inteiramente adequada ao seu valor. Nada mais natural, tratando-se daquele que é talvez o melhor activo do futebol leonino.

Na altura isto não suscitou o menor protesto por parte das virgens ofendidas que agora pululam por aí.

 

Dizem as notícias mais recentes que o empresário de João Mário terá recebido propostas de aquisição do jogador por parte de quatro dos maiores clubes europeus, oscilando entre 35 milhões e 40 milhões de euros. Sem perceberem, estes jornais vão prestando tributo à gestão de um presidente que tem conseguido valorizar como nunca os jogadores. Basta lembrar que há dois anos, sem acesso à equipa principal e pouco utilizado na equipa B, João Mário jogava por empréstimo no Vitória de Setúbal. Hoje é conhecido na elite do futebol europeu.

De que outro profissional do Sporting se podia dizer o mesmo antes de Março de 2013, quando seguíamos em décimo lugar no campeonato, não ganhávamos um só título interno desde 2008, havia cinco anos que permanecíamos fora do acesso à Liga dos Campeões e vendíamos jogadores ao desbarato - de  Matías FernándezRicky von Wolfswinkel - para cumprir elementares operações de tesouraria?

 

Hoje, apesar de continuarmos a honrar a pesada dívida que as gestões anteriores contraíram perante a banca, temos liquidez suficiente para recusar novas saídas de jogadores a preço de saldo, por mais que isso nos mantivesse nas boas graças dos empresários que só ambicionam somar milhões às suas contas bancárias.

Deixámos de estar com a corda na garganta, deixámos de agir em função do desespero de circunstância. A larga maioria dos passes dos nossos jogadores regressou à titularidade do Sporting. As renovações contratuais voltaram a defender os interesses do clube, sublinhando a nossa capacidade formadora, e beneficiaram igualmente os profissionais do futebol que servem da melhor maneira a instituição.

 

Hoje temos quatro futebolistas titulares da selecção que acaba de conquistar o cobiçado título de campeã da Europa.

Óptima notícia para os jogadores, cada vez mais valorizados - os “aurélios”, como orgulhosamente lhes chamamos em justa homenagem a esse grande descobridor de talentos que é o nosso Aurélio Pereira.

Óptima notícia para o Sporting, que vê reconhecida como nunca a sua excelência formadora e enriquecido o seu magnífico património humano.

Óptima notícia para todos nós, sócios e adeptos. Por vermos o clube bem gerido, a formação a produzir mais e melhores frutos e os patamares de exigência elevados como nunca.

 

Esperamos que seja uma via sem retorno. Para tornar cada vez mais distante aquele passado recente que nos deixou à beira do abismo.


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28 Jun 16
Olha o Burns!
Edmundo Gonçalves

Vai dar de frosques.

Qués ver que ao contrário de João Rocha, quem ganhou uma úlcera foi ele?


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18 Jun 16

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O onze titular que Bruno de Carvalho faria alinhar daqui a pouco contra a Áustria. Divulgado e justificado na edição de hoje do Expresso.


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16 Jun 16
Dr. Jekyll e Mr. Hyde
Edmundo Gonçalves

De manhã, para aqueles que comem gelados com a testa.

À noite, para informar de forma concisa os sportinguistas.

O estranho caso de um grande presidente.


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20 Mai 16
Como eles não desarmam...
Edmundo Gonçalves

"Face a notícias hoje publicadas na imprensa, vem a Sporting Clube de Portugal, Futebol SAD, repudiar o seu conteúdo, relembrando tudo o que ainda ontem foi transmitido em declaração à imprensa do Presidente Bruno de Carvalho e esclarecendo que:

1 – são as renovações de contratos com jogadores da equipa principal, bem como as contratações do “mercado de Inverno”, que constituirão o plantel da próxima época desportiva

2 - existirão entradas de jogadores se se verificarem saídas de elementos do mesmo plantel e estas serão sempre pela cláusula de rescisão prevista nos respectivos contratos

3 – é e será sempre a SAD a definir a estratégia de abordagem ao mercado e a encabeçar as negociações tendentes à saída ou entrada de jogadores

4 – é com o treinador que se trabalham os plantéis e os objectivos são claros: ganhar títulos a nível nacional e voltar à Glória europeia

5- não será contratado nenhum Director Desportivo, conforme já anteriormente anunciado pelo Presidente, mantendo-se Octávio Machado nessas funções

6 – decisões como as da substituição do relvado do Estádio José Alvalade ou de melhorar as infra-estruturas de apoio à equipa de futebol profissional foram da exclusiva iniciativa e responsabilidade da Administração da SAD porque, recorde-se, é a esta que competem este tipo de definições

7- a renovação do contrato do treinador Jorge Jesus mantém as mesmas premissas do contrato inicialmente assinado porque assim foi entendido fazer pela SAD encontrando-se esta salvaguardada, ao contrário do que se tenta fazer passar, pela extensão da duração do contrato por mais um ano

8 - conforme foi afirmado ontem pelo Presidente, são vários os departamentos que estão a concluir alterações que estão a ser efectuadas, trabalhadas e planeadas faz meses por iniciativa da Administração da SAD e dos respectivos responsáveis de cada departamento.

 

Como disse o Presidente, ele e Jorge Jesus são “homens de paixões e homens de projectos”. Ao contrário do que alguns vaticinavam ambos sabem as suas funções, complementando-se, com os resultados que foram evidentes para toda a família Sportinguista e restantes amantes do Futebol."

 

Daqui.


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17 Mai 16
P'ró ano há mais
Edmundo Gonçalves

Cada um de nós, autores deste blogue, uns mais interventivos outros nem tanto, tem a particularidade de funcionar pela sua própria cabeça e a única "agenda" que segue é a defesa intransigente dos interesses do nosso grande Clube, de modo que todos os balanços desta época que agora terminou e até agora publicados e os demais que por aí possam vir, responsabilizam apenas os seus autores, ainda que sejamos intrinsecamente solidários enquanto grupo, o que quer dizer que comungo de alguns pontos de vista até agora publicados e apoio todos sem excepção.

Este balanço responsabiliza-me, no entanto, apenas a mim.

Fui, a par do Eduardo Hilário (ele mais que eu, porventura), um entusiasta desde a primeira hora, com a contratação de Jorge Jesus. Tenho por aí opinião em vários posts onde ainda antes da sua contratação, estava ele do lado errado da avenida, o considerei o melhor treinador a treinar em Portugal. Num pequeno aparte, hoje considero-o o melhor treinador português, até pelo simples facto de o considerado "especial", esta época não ter feito nada de relevante pela positiva e ter estado parado dois terços dela. O homem é acusado, eventualmente com alguma razão, de não ser polido a falar, de "dar algumas calinadas", de ser até arrogante. Meus caros, isso para mim são "pinares". Se eu um dia precisar de uma cirurgia cardíaca (lagarto, lagarto), quero lá saber se o "operador" é emproado, lança alguns mosquitos enquanto fala, ou pede à auxiliar uma naifa em vez de bisturi, o que eu quero é que ele seja competente e me livre de perigo e me salve o coiro. O mesmo sinto em relação ao nosso treinador, não rejeitando todos os "defeitos" que lhe apontam. Mas àqueles que o criticam por isto, por favor, dêem-lhe o merecido crédito ao valor enorme que tem na sua profissão.

É um exercício inútil e uma enorme perda de tempo, conjecturar como seria esta época que agora terminou se estivesse ao leme o treinador Marco Silva, que tão bons resultados obteve na Grécia, ou até com Leonardo Jardim, que apesar da sangria que sofreu no plantel, não fez má figura, se considerarmos que o vencedor do campeonato francês é de outro mundo. A única consideração que é justo fazer, é que os três têm um denominador comum: Bruno de Carvalho, que teve a sagacidade  e no caso de Jesus, a arte e o engenho, de os contratar.

Creio ser hoje por todos aceite que o Sporting tem equipa para ombrear sem temor com qualquer equipe do mundo. Não, não ganhará todos os jogos, ninguém ganha todos os jogos, pode até perder a grande maioria, mas hoje sente-se que ao entrar em campo, o Sporting entra para disputar o jogo e não para perder por poucos, como infelizmente chegou a acontecer num passado recente.

Com Jorge Jesus foi tudo bom? Não, claramente não! Mas não será redutor culpar o treinador pela não conquista do título? Pode-se falar no empate com o Tondela, mas não seria de exigir a um jogador experiente como Jefferson que actuasse doutra forma naquele lance que deu o empate? Pode-se falar do jogo com o União, na Madeira, mas que diabo, quando é que o União voltará a ganhar um jogo como aquele ao Sporting? Um remate, um golo e para cúmulo de forma ilegal... Pode até falar-se de Guimarães, onde o jogo do tiro ao boneco foi uma constante durante noventa minutos e para o fim, o jogo que nos retirou da liderança: Tivesse Ruíz marcado uma bola de golo a dois metros da baliza e provavelmente, não saberemos nunca, o final do campeonato teria sido festejado por nós. Sejamos sérios, houve algum erro técnico ou táctico por parte do treinador nestes jogos? Eu, sinceramente não encontro e melhor do que aquilo que fez, só indo lá dentro fazer uma perninha é que poderia melhorar o seu desempenho, mas isso, como sabemos, deixou de ser possível a partir desta época.

Sim, aceito e partilho as críticas a alguns jogos europeus, onde Jesus inventou, com os resultados que todos conhecemos, o que a juntar a pelo menos duas arbitragens vergonhosas, nos retiraram cedo demais duma competição onde acho que poderíamos ter chegado mais longe.

Todos nos lembramos do dia de apresentação de Jesus. O nóvel treinador afirmou, alto e em bom som, que a partir daquele momento os concorrentes ao título passariam a ser três, incluindo o Sporting claramente neste lote. Só alguém de má fé poderá afirmar que o treinador não cumpriu esta promessa; Jesus devolveu à maior parte dos sportinguistas o orgulho de serem parte deste grande Clube. Nunca, durante os últimos catorze anos, o fervor sportinguista esteve tão em alta, nunca, durante este lapso de tempo, os sportinguistas acreditaram tanto e sentiram tanto o seu Clube e esta afirmação é mensurável pelos números de espectadores não só em Alvalade, mas pelos recintos onde o Sporting foi jogando ao longo da época. Esta equipa galvanizou milhares de sportinguistas, uns locais, outros de todo o país e até de fora, que a seguiram de forma entusiasta e registo, ordeira, numa demonstração clara de desportivismo dentro do apoio incondicional ao Sporting.

Esta, meus caros, será uma época para lembrar.

Não fomos campeões, infelizmente, mas demos passos de gigante rumo a um futuro que tenho como muito risonho. Não há campeões eternos e sigamos nós este rumo tão bem traçado por um presidente que vive e respira Sporting e a "doutrina" de Jesus e provavelmente mais cedo que tarde, seremos felizes.


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16 Mai 16
Este é o caminho
Pedro Correia

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Há três anos batemos no fundo. Afastados da competição pelo título logo nas jornadas iniciais, sem acesso às competições europeias pela segunda vez na nossa história e com a pior posição de sempre no campeonato - um impensável e vergonhoso sétimo lugar.

Não faltou então quem nos traçasse os piores vaticínios. E muitos de nós, valha a verdade, comungávamos dessa opinião: o Sporting caíra num buraco de onde era muito difícil sair.

 

Mas saiu. Graças ao dinamismo de um presidente que dá tudo quanto pode e quanto tem do seu tempo e do seu ânimo pelo clube. Iniciou a recuperação financeira do Sporting, inaugurou o canal de televisão, recuperou passes de jogadores, contratou outros que figuram entre os nossos melhores de sempre, trouxe para Alvalade três dos mais categorizados treinadores portugueses, ampliou o número de sócios, fez disparar as receitas, registou as maiores assistências de que há registo no estádio, o pavilhão tão sonhado está enfim a ser erguido.

Bruno de Carvalho prometeu que o Sporting voltaria a ser respeitado e temido. Também esta promessa se concretizou. E em nenhuma tanto como nesta época, concluída com a nossa melhor pontuação de sempre, mantendo-se a incerteza pela conquista do campeonato quase até ao último minuto da competição. Chegamos ao fim com o apuramento directo para a Liga dos Campeões concretizado, com mais nove pontos do que os obtidos há um ano e sobretudo com a certeza de termos posto fim ao longo ciclo dos campeonatos com vencedor conhecido ainda antes de ser dado o pontapé de saída. Esse ciclo terminou e não volta mais.

 

Este é o caminho. Sem revoluções mas com evolução. Passo a passo, época a época. Cada uma melhor que a outra. Nada se consegue verdadeiramente sólido sem este percurso consistente.


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05 Mai 16
Sporting na World Soccer
João Caetano Dias

Artigo sobre o Sporting na World Soccer. Inclui entrevista com Bruno de Carvalho.

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01 Mai 16
O furacão Bruno
Pedro Boucherie Mendes

Amigos meus persistem em me perguntar como é que eu posso gostar de Bruno de Carvalho. O tom é entre o supreendido e o enojado, como se me estivessem a perguntar porque é que eu insisto em defender o Isis ou coisa que o valha. Eu lá digo, sem dar grande troco, que basta olhar para a equipa e a forma como joga, os treinadores contratados, as aquisições, os resultados, os recordes a serem batidos e por aí fora. 
Os meus interlocutores fazem sempre um pausa como se não tivessem ligado uma coisa à outra e a seguir, como boas pessoas humanas que são, desatam a criticar Bruno de Carvalho mais uma vez porque este escreve muitas vezes no Facebook. 
Para mim é ao contrário e não me canso de o referir: creio que a equipa responde embalada pelo frenesim de Bruno de Carvalho.

Admito sem problema que jogadores e técnicos já não possam com ele (embora eu ache que não), mas sei que as organizações que sejam challengers em países (latinos e tal) como o nosso, precisam de líderes frenéticos, carismáticos, que se imponham perante o exterior.

Com líderes mansos ou "civilizados" que têm o azar ou a circunstância de não obter resultados que o exterior valorize, as nossas organizações tendem a relaxar e a facilitar. Godinho Lopes, simpático e afectuoso, deixou o clube no rumo do sétimo lugar, conservando sempre a simpatia e o bom trato.  

É o que tem acontecido com o FC Porto: esqueceu que agora é challenger (o Benfica domina) e relaxou (PdC está muito mais manso ou "civilizado") e anda pelo terceiro lugar. O Benfica domina o futebol português e como tal LFV pode manter-se nos bastidores, enquanto que há uns que pelejam por ele.

Bruno de Carvalho tem um estilo próprio que é o estilo apropriado em culturas latinas de quem é challenger e quer ser dominante. Não concorre ao prémio de "dirigente que os outros clubes acham que é um bom dirigente". É chato e irritante, mas macacos me mordam se não leva a sua avante. A sua intuição é a principal força motriz do clube nesta altura, acrescento.

Se BdC não fosse assim, é provável que o (suposto) penalty de Coates sobre Aboubakar tivesse sido marcado e/ou alguns dos nossos golos anulado por faltinhas e ou foras de jogo mirabolantes. Porque era isso que acontecia sempre, nos últimos larguíssimos anos.
As equipas de arbitragem e seus dirigentes são fracos e permeáveis ao ruído e à pressão. Não devia ser assim? Não, não devia, mas é assim e BdC sabe-o. Ele sabe que as arbitragens "iguais para todos" são fulcrais para se ganharem títulos e por isso é que os massacra, porque sabe que um Sporting por baixo será sempre prejudicado. 

O Sporting até pode ficar em segundo, que poucos sportinguistas ficarão desiludidos com o que vivemos nesta temporada no campeonato. 
Vivemos um Sporting dominador e favorito que em nenhum dos jogos em que deixou pontos não merecia ser o vencedor. 
As derrotas com o União e o Benfica podiam perfeitamente ter sido vitórias e os empates parvos que tivemos foram isso mesmo: parvos.

 


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26 Abr 16

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25 Mar 16

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24 Mar 16
A importância do amor
Pedro Boucherie Mendes

  

Há mesmo pessoas que fazem a diferença. Na vida de cada um, nas circunstâncias, onde for.
O amor de Bruno de Carvalho ao Sporting – um amor incontrolável – faz dele um dos principais protagonistas do nosso clube nos últimos anos.

É uma evidência desportiva que o nosso clube foi o mais mal gerido na era das SADs. Talvez também tenha sido o mais mal gerido do ponto de vista empresarial.

Foi de certeza o mais mal gerido do ponto de vista dos afectos e da relação com os seus apoiantes.

Eu sou do tempo dos 18 anos sem ganhar o título. Ser puto e adolescente sem cheirar o título não é fácil, mas estaria a mentir se dissesse que me custou. Não custou. E não custou, porque sócios e adeptos nunca desmobilizaram. Nós nunca deixámos de ser do Sporting e de sentir o clube, ainda que ficássemos em terceiro, e depois em quarto, vezes sem conta.
O nosso amor pelo Sporting manteve-se sempre e por isso continuamos rodeados por sportinguistas por todo o lado, alguns dos quais nunca sequer foram campeões.

Até presidentes como Jorge Gonçalves ou Sousa Cintra eram sportinguistas até ao osso. Fartaram-se de fazer disparates, mas a verdade é que esse futebol dos anos 80 e 90 era um futebol inclinado. Depois, veio um Sporting engravatado que até foi campeão. Mas com o passar dos anos, qualquer coisa se foi perdendo.

O nosso novo estádio, por exemplo, parece uma oportunidade perdida. Aquele relvado nunca foi bom, dizem que por causa das sombras. Aquele fosso não lembra a ninguém.

O novo estádio é a melhor metáfora do que passamos no Sporting: uma distância física e emocional entre a equipa – e quem mandava e escolhia a equipa – e os sócios e adeptos.

Até que chegou Bruno de Carvalho. É evidente que se excede e que por vezes parece em roda vida, mas a única coisa que lhe falta fazer é mesmo corrigir aquele fosso no estádio.
Voltamos a ser levados a sério pelos nossos adversários, tivemos grandes treinadores e aquisições que resultaram. A nossa formação domina a equipa principal e a selecção. Nas modalidades ganhamos e crescemos.


Mas é sobretudo entre nós que se nota a diferença. O que devemos a Bruno de Carvalho é o amor pelo Sporting, tal como o amor de antigamente. Acham pouco? Eu não acho. Eu acho que é tudo.

 


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 Uma sondagem com a marca inequívoca... da Eurosondagem

 

Contrariando as sondagens feitas durante a campanha pela empresa Eurosondagem, Bruno de Carvalho era anunciado como 42º presidente leonino faz hoje três anos. Com a equipa de futebol na pior situação de sempre, relegada para o décimo posto do campeonato, e vários comentadores futebolísticos nacionais a sagrarem já o Braga como "terceiro grande" do futebol português.

Nas declarações iniciais aos adeptos, na madrugada de 24 de Março de 2013, o novo dirigente disse uma frase que de imediato funcionou como uma espécie de linha de rumo: "O Sporting é nosso outra vez."

 

A primeira reacção aqui no blogue veio do José Manuel Barroso. Com estas palavras: «Um sonho de menino, um projeto de vida, um trabalho ciclópico, um Sporting dividido e frágil - passado e futuro. Uma responsabilidade imensa. Até Julho, estado de graça. Primeira reação do novo presidente: comedida, palavras sensatas. Reação de [José] Couceiro: sportinguismo. Reação de [Carlos] Severino: "ponho tudo do meu programa ao serviço do Sporting" - bonito e que pena não ter sido assim sempre. Um presidente para todos os sportinguistas e para todo o Sporting. Bruno de Carvalho sabe bem que isso vai ser vital. Parabéns.»

A segunda veio do Tiago Loureiro e foi assim: «É a primeira vez que o digo em toda a minha vida: o meu Presidente. Amo-te Sporting!»

 

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A vitória, no entanto, não foi oficialmente confirmada nesse dia. Porque, embora com mais sete mil votos do que o seu principal antagonista, José Couceiro, o indigitado sucessor de Godinho Lopes teria ainda de aguardar mais 48 horas pelo apuramento dos votos por correspondência.

Sem esperarem pelo veredicto definitivo das urnas, alguns comentadores ferozmente antibrunistas apressaram-se logo nesse dia a lamentar a legítima opção dos sócios, declarando que Bruno de Carvalho jamais os representaria e antevendo um destino negro para o clube. Num sintoma evidente de mau perder.

Reacções localizadas que não se confundiam com a sensação de júbilo maioritária entre os sportinguistas por esta saudável jornada de participação democrática. E que procurei de algum modo resumir nestas linhas: «Bruno de Carvalho é o novo presidente do Sporting - o meu presidente também. Um clube que é dos sócios e não de nenhuma clique. Cumprimentado de imediato com fair play pelos candidatos derrotados, personifica um novo ciclo que arranca sem demora. Agora há que começar a edificar o futuro em Alvalade. Unidos como nunca. E sem olhar para trás.»


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09 Mar 16
Je suis Charlie?
Edmundo Gonçalves

Leio numa notícia publicada por aí que o sindicato dos jornalistas se queixa do Sporting ao governo e que aconselha alguns profisionais do ramo a agir judicialmente contra o presidente do Sporting por, segundo aquele organismo da classe, "ter uma atitude inqualificável para com os jornalistas de quem 'não gosta'."

Ora, segundo estes senhores, eles podem ter a liberdade de publicar tudo o que quiserem, seja verdade ou não, e o visado tem que comer e calar! Eles devem ter a liberdade de expressão como garantia de exercício da função (e bem!), mas o visado não pode exercer a sua liberdade de se defender de acusações que considera injustas.

Consta que estão agastados porque o presidente do Sporting trata os bois pelos nomes. Pergunta ingénua: Mas quem escreve não deverá assumir a paternidade do que publica? Parece-me que ao nomear os autores de artigos que o incomodam o presidente do Sporting está a exercer o legítimo direito à defesa do contraditório, que é coisa que em regra não lhe é solicitado e a responsabilizar APENAS aqueles que escrevem e publicam assuntos que segundo o próprio ou não corresponderão à verdade, ou têm um claro objectivo de desestabilizar a direcção e o próprio Clube.

Por enquanto, e tenho certeza de que isso nunca acontecerá, o presidente do Sporting não partiu os dentes a ninguém, nem chegou a roupa ao pelo a quem quer que seja, ou sequer entrou como um elefante por um estúdio de televisão adentro sem ser convidado. Creio que seria com isso que a respeitável organização deveria preocupar-se. E lembrar-se, num pequeno exercício de humildade, que a sua liberdade acaba quando começa a liberdade dos outros.

 

Terá sido algum destes?

 


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07 Fev 16
Bruno de Carvalho
Pedro Correia

Este presidente conseguiu unir os sportinguistas como nenhum outro desde João Rocha. Se peca é por excesso de paixão pelo Sporting, não por défice. Nada a ver com aqueles que andavam a comer canapés com Pinto da Costa ou nem viam os jogos porque achavam "uma maçada".


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28 Jan 16

Os últimos tempos para o Sporting tornaram-se muito difíceis. E tudo por culpa de uma diferente postura que os dirigentes do nosso clube apresentam.

O problema não é a forma como Bruno de Carvalho dispara… e contra quem, mas sim os alvos que pretende atingir e acima de tudo o sucesso desportivo (e não só!) que começa a surgir. Não me esqueço que noutros tempos também Sousa Cintra e Santana Lopes tentaram fazer algo semelhante, mas com muito pouco sucesso.

Ora após anos de descalabros financeiros e desportivos, o Sporting de Bruno de Carvalho está a renascer. Obviamente que este reaparecimento não agrada aos nossos adversários. Já tinham como garantida a “belenização” do Sporting. Enganaram-se pois!

Mas estas (novas) atitudes ora tão criticadas por tanta gente foram outrora usadas por outros. Com evidentes benefícios. Mas já lá vamos…

Não há dia nenhum que os jornais, comentadores, colunistas, ou simples paineleiros não ataquem ferozmente o Sporting. E tudo serve para os seus propósitos. Ora é o Presidente, para logo a seguir ser o treinador da equipa principal, depois é um qualquer jogador. E não falta a isto os esquemas das transferências goradas pelo Sporting.

O veneno destilado é tanto que olvidam outras épocas de outros clubes.

Trago agora aqui os idos anos setenta. Nesses tempos Pinto da Costa recebeu um Porto que não era campeão havia 19 anos e logo começou a disparar para tudo o que era sítio. Coadjuvado por José Maria Pedroto (José Maria Maroto para os adversários!), em breve ambos iniciaram uma espécie de guerra psicológica e de nervos que obteve naturalmente os seus frutos.

Hoje é sabida a quantidade de títulos que o clube do Porto ganhou intra e extra muros, desde essa altura. Mas lembro-me bem dos seus discursos inflamados contra Lisboa. E das consecutivas queixas das arbitragens.

Mas assim que se apanhou a ganhar… silenciou-se. Retenho uma frase desse tempo: “Desculpas de perdedores” – disse Pinto da Costa referindo-se aos ataques que os adversários lhe moviam.

Também não me esqueço que Adriano Pinto, na altura Presidente da Associação de Futebol do Porto, afirmou numa entrevista na rádio: “Enquanto eu for presidente da associação, o FCPorto terá de ser sempre campeão. Custe o que custar.”

Mas claro, já ninguém sequer se lembra do homem, quanto mais das suas inflamadas declarações…

De todo este ambiente, mais ou menos hostil, nasceu uma espécie de divisão desportiva: os do Norte e os do Sul. Decorriam os anos oitenta e o Sporting perdia algum fulgor. E angariava dívidas… sem títulos.

Deste modo o inimigo do Porto passou a estar no outro lado da segunda circular. E os adeptos desta agremiação desportiva deixaram o Sporting em paz e começaram a canalizar para o FCPorto os seus ódios e profundos antagonismos.

Passaram muitos anos (talvez demasiados!), até que a sociedade acordou para uma nova realidade: o Sporting afinal não havia morrido.

Estava vivo e recomendava-se. Com novo presidente, nova direcção e acima de tudo uma nova filosofia na abordagem do futebol. Ninguém acreditou… neste novo “visual”. Cheguei a escutar: “Mais um para obter nome à custa do nome Sporting”. Enganaram-se redondamente.

Hoje o Sporting é vilipendiado por quase todos os não-sportinguistas, seja lá o que isto quer dizer. Mas ao contrário do que possam imaginar eu até fico contente com estes “Tempos Novos”.

As críticas são sempre mais favoráveis a quem as recebe.

Portanto… continuem sim, continuem. A dizer mal.

É muuuuuuuuito bom sinal!


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24 Jan 16
Slimani
Pedro Correia

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Com 16 golos no campeonato e 20 já marcados nesta temporada oficial, vale hoje à vontade 30 milhões de euros. Não por acaso, já é cobiçado pelo futebol inglês - Manchester United, West Ham e Liverpool estiveram a observá-lo na Mata Real.

É bom lembrar: Slimani foi contratado por apenas 300 mil euros, na época 2013/14, a um modesto clube argelino.

Basta a valorização deste jogador em Alvalade para se perceber como o Sporting melhorou desde que Godinho Lopes foi forçado a ceder o lugar a Bruno de Carvalho.


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