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És a nossa Fé!

Hoje giro eu - Jesus quer mais discípulos

A fazer FÉ no Jornal "O Jogo", Jorge Jesus entende que não tem segundas linhas à altura e quer ir ao mercado em Janeiro para reforçar 5 posições: defesa central, lateral esquerdo, médio ofensivo, extremo e ponta-de-lança.

Fazendo FÉ no Relatório e Contas da Sporting SAD, os proveitos ordinários (operacionais) originados pela sociedade não são suficientes para garantir a sua sustentabilidade (obrigando a vendas - proveitos extraordinários) atendendo ao necessário investimento na equipa de futebol, o qual tem crescido bastante nos últimos 2 anos.

Ora, uma coisa está intrínsecamente ligada a outra e é tempo de Bruno de Carvalho pôr termo a estas constantes exigências de Jorge Jesus, à sua impaciência, incapacidade de aproveitar o plantel ao seu dispor e melhorar os jogadores - que contrasta fortemente com o que Sérgio Conceição está a fazer no FC Porto - e permanente desculpabilização.

Em primeiro lugar, é necessário fazer o exercício de analisar se não temos em casa as soluções para as lacunas detectadas: começando pelo defesa central, JJ manifestou vontade em contar com André Pinto, tendo o Sporting contratado o atleta, o qual estava em final de contrato com o Braga. Inclusivé, após acordo com António Salvador, o atleta chegou a Alvalade ainda antes do final da época transacta o que lhe permitiu ambientar-se ao clube e aos métodos do treinador. A entrada deste atleta implicou a saída de Paulo Oliveira, um jogador que fez uma óptima dupla com Naldo em 15/16 antes de JJ ter mudado os centrais, colocando Coates e Semedo a titulares. O ex-vimaranense nunca comprometeu e constituiu-se sempre como uma confortável solução partindo do banco pelo que a sua venda só pode ter significado que Jesus apostava forte em André Pinto. Além disso, Tobias regressou e ainda temos o turco Demiral na equipa B. Assim sendo...

Na lateral esquerda, Jesus colocou de lado Jefferson e Marvin Zeegelaar (e até Esgaio que chegou a jogar no Dragão), apostando no empréstimo de Fábio Coentrão e no regresso de Jonathan Silva. Com o vilacondense a ser gerido com pinças, o argentino tem tido oportunidades, mas não se tem mostrado à altura do desafio, o que põe em causa as dispensas promovidas pelo treinador. Atendendo a que Coentrão terá de regressar ao Real Madrid, no final da época, aqui concordo que teremos de ir ao mercado.

A posição de médio ofensivo é actualmente preenchida por Bruno Fernandes e Alan Ruiz. A confirmar-se a saída do argentino - "cut your losses short" - o Sporting deveria promover o regresso de Francisco Geraldes. Num 4-3-3, volta a haver lugar para Xico, um médio com larga visão de jogo, a merecer uma oportunidade desde que o treinador não insista num ensaio sobre a cegueira.

Nas alas, JJ possui Iuri e Podence como alternativas. O açoriano precisa de algum acompanhamento psicológico que lhe reforce os índices de confiança, Daniel é um extremo de raíz que se perde como "mezzapunta".

Finalmente, à frente, Jorge Jesus tem actualmente um jovem internacional angolano de grande potencial. Gelson Dala é um jogador com finta, recepção orientada, rapidez e capacidade de concretização, qualidades que merecem a aposta do técnico.

Em resumo, as finanças do clube e o exemplo que vem do Norte - aproveitamento dos proscritos Aboubakar, Marega, Sérgio Oliveira, Diego Reyes e Ricardo Pereira, além da reabilitação de Brahimi - atestam a necessidade de desenvolver as competências internas e de promover soluções dentro do plantel (a excepção deveria ser a lateral esquerda). O trabalho meritório desta direcção não pode ser comprometido pela falta de atenção que o treinador parece devotar a algumas putativas opções.

Esta época navegamos sobre gelo fino. Não vendendo mais jogadores não há espaço para mais aquisições, se quisermos ter as contas equilibradas. 

Tem a palavra Bruno de Carvalho...

 

P.S. Tantas vezes se tem criticado aqui (com alguma razão, diga-se) a política de comunicação do clube e do seu presidente que ficaria mal não elogiar as palavras de Bruno de Carvalho a propósito da visita a Oleiros, independentemente da contrariedade de ter de jogar num sintéctico, evidenciando uma sensibilidade fora do comum para com o sofrimento de uma população, mostrando aquilo que o futebol tem de melhor: paixão, festa e, já agora, solidariedade. Chapeau!!

 

 

Marcar o ponto

Pasmaceira, estes quinze dias.

Houve uma assembleia geral do Sporting no sábado que foi notícia por ter sido mais uma vez pacífica e os sócios terem respeitado a integridade do mobiliário, que custa dinheiro e já sabemos como o dinheiro é bem controlado no Sporting, portanto os sócios tratam de respeitar o património do Clube.

Um sócio, consta, teve um ataque de flatulência e o presidente acorreu a ligar a ventoinha, esquecendo-se que podia o Paulinho fazer esse trabalho.

As nossas claques continuam legalizadas e dentro do possível a portar-se dentro da legalidade.

Não há notícia de possíveis castigos a quaisquer dos nossos jogadores.

Jorge Jesus estará calado neste tempo todo e com tempo para pensar na táctica e "Dála" aos seus avançados.

Decorrem as renovações dos contratos de Podence e Palhinha, a bom ritmo.

A selecção vai fazer dois jogos que espero que vença, claro está, e não se passará nada de mais relevante.

Tudo calmo deste lado da rua, portanto.

Emotion Picture by BdC

Ontem um amigo leão fez-me estremecer com três palavras "Ecografia Morfológica Live".

Não tendo a saúde permitido ir a Alvalade para o jogo com o Marítimo, ia-me passando ao lado o bónus oferecido aos adeptos que marcaram presença. Mas o absurdo era tamanho que acabei por apanhar com ele, apesar de me ter recusado a ver o emotion picture.

Deste então, estou-me a preparar psicologicamente para o próximo jogo em Alvalade. Aliás, para os próximos.

Uma ecografia morfológica já para a semana, no jogo contra o barça? Pode ser que o Messi se comova e a bota lhe trema?

Lá para diante, quando recebermos o Benfica, adivinho uma feliz coincidência natalícia no calendário? O primeiro parto em direto para 50.001? O Jonas marejado de lágrimas não encontrará a sua piscina?

E algures no meio desta patetice egocentrica e despropositada que parece estar a ficar descontrolada, temos o Sporting Clube de Portugal a tentar ser campeão.

Por mim ficava só mesmo com o caneco e com uma brutal festa para celebrar o jejum lá para finais de maio. Nesse dia não faltarão voluntários para mudar as fraldas ao petiz se o casal emotion picture quiser desbundar à vontade, não seja por isso. Mas até lá... É assim tão difícil só oferecer futebol de primeira com o bilhete?

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Ristovski, o único de faca na liga

Ontem em Alvalade, em partida a contar para a faca na liga, perdão, Taça da Liga, Jorge Jesus rodou a equipa toda. Dir-se-ia que foi um suicídio. Nesse sentido, a equipa ter entrado em campo vestindo o equipamento Stromp foi premonitório. 

Este jogo serviu essencialmente três propósitos:

1) Primeiro enigma resolvido: ficámos todos a saber que na Taça da Liga não há VAR. Os adeptos do Benfica é que ficam sem desculpas: se a coisa der para o torto, já não podem dizer que a culpa foi do VARela...

2) Foi desfeito o enigma do que une Bruno de Carvalho ao sócio 100.000 (Cristiano Ronaldo), e não, uma certa oposição que meta a "viola no saco", não é a conta bancária. Aguarda-se com expectativa novo quebra-cabeças aquando do próximo jogo com o União da Madeira, temendo-se que seja o sócio 150.000 (Eric Cantona), o escolhido, desconhecendo-se neste momento se o presidente possui algum expertise em artes marciais (a alternativa pode ser comunicarem por sinais de fumo). 

3) O enigma da contratação de Ristovski: apesar de até ter aprendido a gostar de Piccini, ganhámos cabalmente um jogador para alternativa ao actual titular. Trata-se de Ristovski e ameaça rapidamente conquistar Alvalade. Para os mais cépticos, quero dizer que se aos 25 anos já Alexandre Magno dominava o mundo, não há razão para o nosso macedónio não dominar, pelo menos, o flanco direito.

Não haverá muito mais a dizer. Jogo sensaborão, agitado com os já costumeiros remates aos ferros. Quase no fim, em dia de tanto ENIGMA ainda entrou o BATMAN (BATtaglia), mas o dia não era para super-heróis. Com o calendário carregado, deixámos a decisão do nosso futuro nesta competição para as calendas gregas. Para já, lideramos (e bem) o campeonato. Spooooooooooorting !!!!

Hoje giro eu - O sol e as sombras de Bruno

Pronto, já sei que o presidente adjectiva quando se deve limitar a apresentar factos, que faz o António Sala parecer um suprasumo do humor, que tem tiradas de mau gosto - habitualmente de cariz escatológico -, que se esquece por vezes de que os donos do clube são os sócios, que tem tiques de ditador e blá, blá, blá...

Tudo isso é verdade, um facto incontornável, concordo em absoluto: é a pior face de um General preso no seu próprio labirinto (comunicacional). Mas, um homem é feito de várias facetas, tem pontos fortes e pontos fracos, e muitas vezes os nossos maiores defeitos estão perto de ser as nossas maiores virtudes (e vice-versa).

Inegávelmente, Bruno de Carvalho é um homem combativo, o que lhe tem valido algumas vitórias importantes e, aqui e ali, poucas derrotas. É por demais evidente que Bruno irá até às últimas consequências na sua luta contra o Conselho de Disciplina da Federação e o seu presidente, José Manuel Meirim, utilizando linguagem agressiva e não querendo saber das consequências dessa refrega que, no meu ponto-de-vista, são um "loose-loose situation": se perder essa batalha, o clube ficará fragilizado; se a ganhar, a imagem do presidente fica muito enfraquecida até por episódios semelhantes aos da sua última entrevista - será uma vitória à Pirro! Mas, BdC já deu mostras de que não cede perante quaisquer comentários, pelo que a insistência na critica, na esperança genuina e construtiva de que mude de atitude (segundo Abraham Lincoln, a única forma legitima de critica), apresentará resultados semelhantes a convencer uma população de esquimós a mudar-se para um clima tropical.

Take it or leave it!

A sua energia (e activismo) tem permitido que o clube se venha aproximando da onda verde criada por João Rocha no início dos anos 80: começou na história do valor das cláusulas de rescisão que muitos na altura comentaram com sarcasmo e hoje, depois do Barcelona ter perdido Neymar vemos por todo o mundo imitar (visionarismo?); continuou nos fundos e na luta pela verdade desportiva, pelo vídeo-árbitro, pela divulgação pública dos relatórios dos árbitros e dos Observadores - batalhas ganhas (transparência?); prosseguiu na implementação de um espirito corporativo, de solidariedade, de compromisso, de equipa, que se traduz numa pública e efectiva troca de apoio entre todas as modalidades e é algo que já não víamos neste clube há muitos anos (identidade?); finalmente, a gestão dos nossos activos desportivos, a melhor da nossa história (performance?).

O clube estava num colete de forças imposto por um conjunto de agentes, desportivos e não só (clubes adversários, empresários, bancos credores,...), e em péssima situação económico-financeira, não se via forma de dar a volta a isso. Hoje, nota-se um crescimento anual nas diversas modalidades, nos escalões de Formação, no número de sócios, nas assistências no estádio, na melhoria das condições da Academia e, last but not the least, "habemus" Pavilhão! As contas são melhores do que em mandatos anteriores - apesar do crescimento do volume de negócios com os mesmos problemas de dimensão do negócio que os outros grandes - mas há um melhor aproveitamento das pérolas da Formação, que ficam mais anos no clube (rendimento desportivo) e são vendidos por um valor mais elevado do que no passado e o clube voltou a ser respeitado, mesmo que a correlação de forças desequilibrada nos meios de comunicação social tente mostrar-nos o contrário.

Bruno de Carvalho nunca será consensual. Muitas vezes vamo-nos sentir tristes, por vezes até envergonhados com o que diz, a forma como comunica. Mas, é lutador, corajoso, audacioso, determinado e tem aumentado os níveis de exigência do clube para com quem o representa.

Quem duvida é sábio, quem acredita é feliz. Bruno acredita no seu projecto para o Sporting e está na sua cadeira de sonho. Que nos faça felizes!

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Com “amigos” assim, quem precisa de inimigos?

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Bruno de Carvalho não devia menosprezar os comentários de gente insuspeita que se têm publicado na comunicação social a propósito da malfadada entrevista que se autoconcedeu na semana passada ao canal do clube durante quase duas horas e meia. Nesta altura do mandato já duvido que servisse para alguma coisa, mas talvez fosse pedagógico obrigar o presidente a ver integralmente a gravação da sua entrevista. Eu não fui capaz, tive de mudar de canal, muito envergonhado, como se fora eu a fazer aquela figura. Este é um assunto que me incomoda verdadeiramente, que mina o meu orgulho no meu Sporting.

Depois, já sob um prisma mais acima de educação e subtileza, pergunto o que autoriza um presidente que manda construir uma estátua junto ao novo pavilhão, a gravar na pedra uma citação de si próprio se não um egocentrismo desmesurado? Terá Bruno Carvalho receio que os seus sucessores não lhe reconheçam a obra? Não teria sido mais honroso que outros o citassem um dia gratos?
Se é inegável que a gestão de Bruno Carvalho tem alcançado entusiasmantes conquistas para o nosso clube, desde logo a valorização dos activos, a competitividade da equipa principal e a consequente mobilização dos adeptos, tal não deveria autorizar a incontinência verbal do presidente que aparenta laivos patológicos, que muito o fragiliza e desacredita, e espero não chegue ao balneário – principalmente aí era importante que se preservasse a autoridade do seu cargo. Para mais, suspeito que com tanto despautério e fanfarronice, a tolerância dos adeptos em face um hipotético fracasso seja zero. Com “amigos” assim, quem precisa de inimigos?

Inaceitáveis insultos a sportinguistas

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1

Após duas horas e trinta e cinco minutos(!) de tempo de antena na noite de anteontem na Sporting TV, Bruno de Carvalho sentiu-se na obrigação de "explicar" aos adeptos o que tinha dito. Voltando a utilizar o Facebook após várias juras de não recorrer a este meio. Juras que ficaram por cumprir.
O recurso à rede social preferida do presidente acabou por constituir uma confissão implícita de que Bruno de Carvalho terá reconhecido o fracasso das suas desastradas declarações no referido tempo de antena, erradamente apresentado como "entrevista".
Quando a mensagem passa, não é preciso criar mais ruído em cima dela. Muito pelo contrário.

 

2

Neste descontrolado labirinto verbal, acabaram por sair da boca e da pena do presidente palavras sem retorno possível. É totalmente inaceitável vê-lo chamar falsos sportinguistas, "benfiquistas" e veículos de "estupidificação" a quem contesta o que ele disse e a maneira como se exprimiu.

À linguagem insultuosa recorre quem não sabe conviver com as críticas.  

A pessoa que visa duramente o presidente do Conselho de Disciplina (e com razão) em nome da liberdade de expressão é afinal a mesma que se atira (sem razão alguma) aos adeptos que exerceram o mesmíssimo direito à crítica.

É intolerável que lhe passe pela cabeça que os sportinguistas - os mesmos que o elegeram a ele - estão afinal sujeitos à "estupidificação em massa" por parte dos benfiquistas.

Com isto, espantosamente, Bruno de Carvalho nem repara que acaba por prestar homenagem ao Benfica. Que grande capacidade teriam os lampiões se de facto conseguissem "instrumentalizar" os sportinguistas...

 

3

Há muito que defendo isto: Bruno de Carvalho tem de aprender a comunicar. Nenhum líder no mundo contemporâneo exerce com eficácia as suas funções sem dominar os mecanismos da comunicação.

Acontece que, não tendo ele aprendido nada de relevante nesta matéria ao longo dos quatro anos e meio que já leva na presidência do Sporting, começo a convencer-me que dificilmente aprenderá no que lhe resta de mandato.

Um dirigente desportivo que seja bom comunicador nunca insulta os sócios e os adeptos do clube que garantiu servir. Tenha obtido nas urnas a percentagem que tiver.

 

4

Com estes destemperos o presidente conseguiu afinal desviar para canto aquele que devia ser o facto mais relevante do dia de ontem: a inauguração efectiva do Pavilhão João Rocha, sonho tantas vezes adiado da família sportinguista.

E não só: também varreu para plano secundário tudo o resto que tem corrido bem. E que é muito. Lembro apenas alguns factos: primeiro lugar na Liga, reforços com boas provas dadas nestes jogos iniciais, apuramento para a Champions, participação do Sporting em seis ligas europeias, Supertaça feminina, Supertaça de futsal conquistada ao SLB, equipa de futebol feminino eleita a melhor da Europa, vitória internacional no andebol, SAD com lucro de 35 milhões no terceiro trimestre da temporada, Bruno Fernandes chamado à selecção A, William Carvalho mantém-se por Alvalade.

Se isto não é amadorismo comunicacional, vou ali e volto já.

Uma questão de Carvalho

"Em segundo lugar tenho a certeza de que o William sempre que chega uma época de mercado não se esquece que deve a sua carreira a mim. Não gosto de hipocrisia. Quando tenho de puxar os galões, puxo". Bruno falando sobre William.

Pessoalmente, acho que não fica bem ao Presidente do Sporting este tipo de comentário. Faltou pouco para exigir uma comissão para si numa futura transferência do jogador.  

Sporting em seis ligas europeias

Nova época, ecletismo reforçado, cada vez mais fiéis ao lema do nosso fundador: temos um clube tão grande como os maiores da Europa. Daí que o Sporting Clube de Portugal esteja a competir em seis frentes desportivas no mais alto escalão destas cinco modalidades: futebol (incluindo futebol feminino), futsal, andebolhóquei em patins e ténis de mesa, participando nas respectivas ligas europeias.

Poucos podem gabar-se do mesmo. Muito poucos mesmo. Daí este nosso orgulho reforçado em sermos adeptos leoninos.

Obrigado, mas nem pensar

 

Bruno de Carvalho tem sido muito criticado por estes dias. Motivo? Terá travado a saída de William Carvalho para um clube de terceira linha do futebol inglês. Compreendem-se estas críticas quando são feitas pelos nossos rivais: benfiquistas e portistas sabem bem que um Sporting com William será sempre mais forte.

Já entendo muito menos quando são sportinguistas a falar assim. Como se gostassem de ver o campeão europeu bem longe de Alvalade - quanto mais cedo melhor.

Os que assim falam parecem não ter entendido que acabou o tempo da venda ao desbarato dos jogadores que íamos formando na Academia de Alcochete para outros recolherem o proveito desse investimento. Tal como chegaram ao fim aqueles lamentáveis dias em que se recorria à venda com carácter de emergência de futebolistas em destaque no plantel para tapar buracos de tesouraria.

Foi assim que vimos partir, a meio da temporada 2012/2013, o holandês Wolfswinkel, então goleador sem alternativa em Alvalade. Foi assim que nos despedimos pouco antes do  Daniel Carriço, defesa da nossa formação e capitão do onze titular, mais tarde participante em duas finais europeias ao serviço do Sevilha.

Pela mesma altura o clube lançava jogadores na equipa principal sem acautelar os mais elementares interesses contratuais, o que viria a facilitar as saídas de Bruma, Ilori e Dier, por exemplo.

Com este presidente, muita coisa mudou para melhor. Isto também. Por isso a actual direcção leonina foi responsável por quatro das seis mais bem remuneradas transferências de sempre do Sporting.

Regresso ao passado, como uns poucos parecem preferir? Obrigado, mas nem pensar.

 

Ética - a morosidade da (in)justiça desportiva

Num país onde, infelizmente, o dinheiro é praticamente a única fonte de reconhecimento, os valores estão em profunda crise e a educação, sentido de cidadania e boa formação humana já há muito foram mandadas às malvas e passaram para segundo plano, o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (a)parece muito preocupado com a "lesão de honra e de reputação".

Entretanto, sobre o famigerado caso dos emails (e dos sms) continuamos a não saber nada, como se a demora, essa sim, não ferisse, aos olhos dos adeptos (no final do dia, o consumidor do "produto"), a reputação das competições profissionais e dos alegadamente envolvidos (que também têm o direito a um esclarecimento cabal dos factos). Observo que, enquanto no caso do túnel foram sendo produzidas diversas fugas (de onde, não sei) que permitiram à Comunicação Social ir acompanhando os seus desenvolvimentos, informando o público, alvitrando cenários penais, sempre pondo a espada sobre o Dâmocles do costume (o qual, durante esse tempo, também deveria ter tido o seu direito a "honra e reputação"), sujeito ao anátema da "cuspidela", estranhamente sobre o caso dos emails ainda não surgiu qualquer "noticia".

Em que mundo vive este CD? Um mundo onde Bruno de Carvalho viveu nove meses "lesionado" na sua honra e reputação, acusado na opinião pública de ter praticado um acto infame.

Pouco interessa que o (outro) presumível lesado na sua honra e re-pu-ta-ção tenha sido apanhado pelas câmaras do estádio gesticulando abundantemente e apontando o dedo ao opositor, atitudes tipicamente marialvas de um lutador durante as pesagens, que posteriormente, durante o "combate", tenha mostrado uma perícia de "boxeur", perante dois stewards de serviço, de fazer corar um Mike Tyson, tudo isto em simultâneo com uma atitude desafiante que expôs à saciedade o seu talento enquanto sentinela de porta-de-armas, arregimentando ao grito todo o balneário arouquense, e, ainda (uff,uff), a sua codícia no lançamento do martelo, perdão, da garrafa de água, muito embora o seu ensaio tenha sido invalidado pelos jogadores da sua equipa.

O resultado final disto tudo foi esta semana apresentado: uma suspensão de vinte meses para o senhor e de seis meses para o presidente leonino. Bem feito, Bruno, quem o mandou "atentar" contra o acima descrito? Claro que Bruno não joga, nem no campo, nem fora dele, presumo, pelo que os efeitos da referida suspensão são quase nulos. Já irreparáveis foram as perdas e danos para a imagem do presidente e do próprio clube, expostos ao "anátema da cuspidela" devido à falta de uma decisão célere da justiça desportiva, tudo isto para no fim se provar que estava inocente desse acto.

Vá lá que Bruno de Carvalho ainda é um rapaz jovem e goza de boa saúde porque, se já tivesse uma provecta idade, dado os factos reportarem a 6 de Novembro do ano transacto, muito provavelmente já teria falecido e a sua familia, em vez de um cartão de condolências, estaria agora a receber uma carta informando a sua suspensão, dir-se-ia, eterna ou etérea.

Finalmente!

Através de um comunicado oficial, o Sporting anunciou que o Presidente Bruno de Carvalho passará a ver os jogos da tribuna que lhe está destinada, em vez do banco de suplentes, como era costume.

No mesmo comunicado podem ler-se as razões que obrigaram BdC a tomar esta atitude.

Concordo plenamente que o Presidente se sente no lugar que lhe é devido no camarote presidencial e se afaste da confusão do banco de suplentes.

Espero que também altere a sua postura quanto ao feicebuque. É tempo de termos um Presidente mais institucional.

Reafirmo que não é por falar muito que dizemos coisas mais certas. Geralmente é o inverso.

Mas, para já, ergo o meu chapéu.

Espero que assim continue, senhor Presidente.

Ética - Lesão de Honra e de Reputação

Isto já parece uma brincadeira. O presidente do Sporting arrisca-se a ser punido com uma suspensão entre 2 meses e 2 anos por "lesão de honra e reputação" ( a que poderão acrescer entre 3 meses a 1 ano, por violação da suspensão a que estava sujeito), devido a uma entrevista concedida à TVI em 24 de Março deste ano.

 

Entretanto, ficamos a aguardar o julgamento do Conselho de Disciplina sobre a lesão de honra e de reputação a que esteve sujeito o presidente do Sporting por ter sido afirmado, uns dias após os factos, e já entretanto desmentido pelos instrutores da Liga, que teria cuspido no presidente arouquense. Os factos remontam a 6 de Novembro do ano passado(!), foram há 9 meses...

 

Se as imagens televisivas são suficientemente claras, se o presidente arouquense é visto a, pelo menos, empurrar 2 stewards, se o próprio anteriormente em declarações relacionadas com o não empréstimo de Iuri tinha sido, no mínimo, deselegante com o presidente do Sporting, se quando a equipa B jogou em Arouca tambem tinha havido problemas com insultos a Manuel Fernandes, porque é que o CI da Liga e o CD da FPF demoram tanto a produzir uma decisão deixando BdC exposto perante a opinião pública? A quem é que interessa está situação? O presidente do CD deveria vir a público explicar estes acontecimentos que beliscam a imagem deste Órgão, até porque poderão haver razões ponderosas que os justifiquem. Não dizer nada passa a imagem de caça ao homem...

Terão de engolir as calúnias que cuspiram

Ficou tudo definitivamente esclarecido: não houve cuspidela alguma. Como aqui sustentámos desde a primeira hora.

Agora Bruno de Carvalho deve processar o triunvirato lampiânico que garantiu ao País, em directo e de forma bem audível, que o presidente do Sporting tinha cuspido no homólogo do Arouca.

Os três terão de provar em tribunal as calúnias cuspidas na pantalha.

 

Leitura complementar:

Nada melhor do que cuspir-lhe na cara

Cuspiram acusações entretanto evaporadas

Indigno

Para os devidos efeitos, comunico o seguinte: esgotou-se o que sobrava da minha paciência leonina face à sucessão de recados em cascata entre o presidente e o treinador, profusamente distribuídos nas últimas duas semanas em redes sociais, conferências de imprensa"fontes próximas" e títulos de jornais.
Haverá quem lhe chame "política comunicacional". Para mim, isto é indigno do prestígio e do historial do Sporting. Tolerância zero, sim, para esta maneira de gerir o futebol em Alvalade por quem não consegue perceber que somos donos do silêncio e escravos das palavras.

Tiro ao adepto

Não há outra maneira de pôr as coisas: o alegado "último texto no Facebook" foi talvez o mais lamentável de quantos Bruno de Carvalho até hoje escreveu.

O presidente leonino, de pé no acelerador, excedeu-se como nunca.

Já tinha disparado contra tudo quanto mexe fora de Alvalade. Depois disparou contra ex-presidentes e ex-dirigentes do clube, sem esquecer alguns ex-jogadores. A seguir disparou contra jogadores actuais. Mais adiante, disparou contra elementos da equipa técnica - incluindo treinadores

Faltava disparar contra os adeptos que o elegeram e reelegeram e nunca deixaram de apoiar a equipa, mesmo nos momentos mais difíceis, mesmo quando ficámos arredados da conquista de qualquer troféu cedo de mais, logo em meados de Janeiro.

Ei-lo, enfim, a bradar contra nós neste prosa sobressaltada e torrencial.

Promete deixar de escrever. Faço votos para que cumpra a promessa.

 

Leitura complementar: O fim de um novo princípio?, no Leão de Plástico.

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