24 Mai 17
Indigno
Pedro Correia

Para os devidos efeitos, comunico o seguinte: esgotou-se o que sobrava da minha paciência leonina face à sucessão de recados em cascata entre o presidente e o treinador, profusamente distribuídos nas últimas duas semanas em redes sociais, conferências de imprensa"fontes próximas" e títulos de jornais.
Haverá quem lhe chame "política comunicacional". Para mim, isto é indigno do prestígio e do historial do Sporting. Tolerância zero, sim, para esta maneira de gerir o futebol em Alvalade por quem não consegue perceber que somos donos do silêncio e escravos das palavras.


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18 Mai 17
Tiro ao adepto
Pedro Correia

Não há outra maneira de pôr as coisas: o alegado "último texto no Facebook" foi talvez o mais lamentável de quantos Bruno de Carvalho até hoje escreveu.

O presidente leonino, de pé no acelerador, excedeu-se como nunca.

Já tinha disparado contra tudo quanto mexe fora de Alvalade. Depois disparou contra ex-presidentes e ex-dirigentes do clube, sem esquecer alguns ex-jogadores. A seguir disparou contra jogadores actuais. Mais adiante, disparou contra elementos da equipa técnica - incluindo treinadores

Faltava disparar contra os adeptos que o elegeram e reelegeram e nunca deixaram de apoiar a equipa, mesmo nos momentos mais difíceis, mesmo quando ficámos arredados da conquista de qualquer troféu cedo de mais, logo em meados de Janeiro.

Ei-lo, enfim, a bradar contra nós neste prosa sobressaltada e torrencial.

Promete deixar de escrever. Faço votos para que cumpra a promessa.

 

Leitura complementar: O fim de um novo princípio?, no Leão de Plástico.


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17 Mai 17
Dislike
Luciano Amaral

Sobre a comunicação através do facebook do presidente Bruno de Carvalho sobre o fim da comunicação do presidente Bruno de Carvalho através do facebook:

1) Acho bem.

2) Inacreditável, o ataque aos adeptos. Talvez Bruno de Carvalho, Jorge Jesus e os vários atletas, técnicos e dirigentes devessem perceber uma coisa: o que faz do Sporting ainda um grande clube nacional não são eles. Nos últimos 40 anos, eles (os actuais e os passados) pouco têm contribuído para essa grandeza. São os adeptos que continuam a garantir-lhe esse estatuto. Bruno de Carvalho deve a sua relevância social enquanto presidente do Sporting aos adeptos que, apesar do currículo medíocre do clube nos últimos anos, continuam a apoiá-lo (ao clube). Não são os dirigentes, os técnicos e os atletas que dão aos adeptos a sensação de que são de um clube grande. São os adeptos que dão essa sensação aos dirigentes, técnicos e atletas.

3) Inacreditável, o ataque às modalidades. As modalidades são o melhor que o Sporting tem conseguido manter: o andebol, o sobrevivente da razia de Santana Lopes, com muitas dificuldades foi-se aguentando como a segunda melhor equipa nacional; o futsal é o melhor nacional. E por aí fora, com outras modalidades de menor impacto. O futebol é que é o reino da incompetência.

4) Espero que tenha sido um último desabafo e que agora, em vez de atirar aos adeptos, se dedique à gestão competente. Se as coisas não correram bem no futebol, a culpa não é dos adeptos nem dos atletas das modalidades. É dos gestores do futebol: o presidente e o treinador. Ainda bem que o facebook se calou. A ver se dá para trabalhar com mais eficiência agora.


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16 Mai 17
Tendo em concordar
Edmundo Gonçalves

"Vejo, em todas as modalidades, um apoio que mais nenhum clube tem no mundo, mas um grau de exigência muito pequeno. A cada mau resultado, e então se torno público o meu desagrado, lá vem a onda de apoio aos "meninos". Nas modalidades, sem ser o futebol, então é confrangedor... perdemos jogos e lá estão as bancadas a aplaudir os "seus meninos" e a acarinhá-los", escreveu o presidente do Sporting.

"Nos bons e maus momentos dizemos nós! E tem de ser assim. Mas não podemos ser só nós, dirigentes e adeptos, a sofrer. Neste clube, treinadores e atletas têm como missão dar-nos bons momentos e evitar os maus. O seu direito é ter boas condições de trabalho e os ordenados em dia. O seu dever é ser profissionais, honrarem a nossa camisola, dignificarem o Clube, vencerem ou lutarem até à exaustão e terem sempre compromisso com os objetivos estabelecidos: ganhar, conquistando todos os títulos que disputam".

 

Agora deixar-te em paz...


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15 Mai 17

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Caro Presidente:

Já deixou claro, na sua mais recente prosa feicebuquiana, que não passa cartão a "cartas abertas de adeptos, blogguers, opinadores e afins".

Está no seu direito.

Mesmo assim, atrevo-me a recomendar-lhe desde já algumas linhas de actuação para a época que há-de vir e tem de ser preparada a partir de agora: muito menos conversa fiada, muito menos bravatas, muito menos facebook, muito menos impulsos, muito menos tempo perdido com revistas do coração.

Não tente concorrer com o nosso Presidente da República em protagonismo diário junto dos órgãos de informação: nesse domínio, que gere como ninguém, Marcelo Rebelo de Sousa é imbatível.

Pense duas vezes antes de falar. Ou dez, se for preciso.

Aprenda a controlar os seus impulsos. Respire fundo durante um minuto. Ou cinco, se for necessário.

Habitue-se a escrever metade do que escreve. Ou metade da metade. Fica com mais tempo para ler e meditar: ser-lhe-á útil.

Comece por comunicar no seu gabinete muito daquilo que diz sobre terceiros perante os jornalistas: todos somos escravos das nossas palavras, sobretudo se foram tornadas públicas.

Rodeie-se dos melhores, chame para junto de si os mais competentes. Não meça as suas escolhas em função de padrões de fidelidade.

E nunca se esqueça: estão de antemão condenados ao fracasso todos os homens que julgam alcançar o sucesso sozinhos. Se há lição que o desporto nos ensina é precisamente esta.


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10 Mai 17
A panela de pressão
Edmundo Gonçalves

Já lá vão muitos anos, trabalhei na indústria naval.

A caldeira é um dos muitos mecanismos que fazem funcionar um navio. Através do aquecimento da água a temperaturas sobre-elevadas, transforma-a em vapor e produz parte da energia necessária ao seu funcionamento.

Para prevenir acidentes, há neste equipamento várias válvulas de segurança, que têm por missão "abrir" automaticamente quando a pressão do vapor é demasiada. Em nossas casas há algo semelhante: O "pipo" da panela de pressão, que vai rodando e deixando libertar o vapor/pressão em excesso.

Ora, vamos lá ao Sporting e a nós, sócios e adeptos:

Aquela exibição miserável e o resultado negativo contra Os Belenenses, fez "abrir" a válvula que grande parte de nós já tinha no limite desde final de Dezembro. Ou seja, saltou-nos o "pipo", tal a pressão que vínhamos acumulando.

Quero eu dizer que não foi este jogo a causa desta agitação toda, antes foi neste jogo que a paciência atingiu o seu limite. Tivesse este jogo sido em Setembro/Outubro e nada disto a que se está a assistir agora, aconteceria. 

E aconteceu neste jogo, porque este jogo era especial, era, mais que nenhum, um jogo das famílias, das mães, das mulheres, das crianças. E nós, que lá vamos religiosamente, ao longo de muitos anos fomos criando forma de ir aliviando a pressão de forma regular permitindo que o navio fosse(vá) navegando. Ainda que a maior parte das vezes fosse uma navegação à deriva e não chegando quase nunca a bom porto. Grande parte de nós temos já uma couraça de tal forma rija, que não seria este resultado e exibição que nos faria reagir de forma muito diferente da habitual: Abrir um pouco, deixar sair um quilo ou dois de pressão, e manter o navio, na esperança de que amainasse a tempestade.

O que nos fez saltar o "pipo" foi naquele dia estarem connosco aqueles que mais amamos e a quem não queremos ver sofrer.

Lá em baixo estiveram catorze em campo e mais alguns na casota dos suplentes, que para além de brincarem com os sentimentos dos nossos mais chegados, nos deixaram mal perante aqueles a quem queríamos mostrar o nosso outro (grande) amor. E o nosso grande amor falhou-nos quando era importante que brilhasse.

E foi por isto que a pressão desta vez foi libertada de forma tão brusca. De tal forma que houve muito boa gente que saiu queimada, e alguns com a pele empolada, desta "brincadeira".

Agora, eu acho que até se atingir o ponto de ebulição novamente, vai ser muito complicado.

A caldeira resfriou. Esperemos que não de forma irreversível deixando o navio à deriva.

Está nas mãos do comandante traçar o rumo, com o mesmo ou com outro engenheiro de máquinas.

Para mim pode ser com o mesmo, desde que de uma vez por todas se atinja a tão desejada velocidade de cruzeiro.


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Tiros nos pés
Tiago Cabral

São alguns pontos que me estão aqui atravessados e que têm que deixar de estar.

 Vi que o nosso presidente deu uma entrevista ao correio da manhã ou à cmtv. É inacreditável, simplesmente inacreditável que tal aconteça. E não está em causa a altura em que saiu, isso é óbvio, vindo de quem vem, que foi escolhido propositadamente. Um grupo de comunicação social que tanto ataca o Sporting não pode ter o nosso presidente a dar entrevistas, seja sobre o que for. Ah mas era uma questão pessoal, podem argumentar alguns; não não era. Tudo o que seja, hoje, publicado sobre Bruno de Carvalho, diz respeito ao Sporting. Se alguém entrevistar BdC a querer saber qual o seu modo predilecto de dar um passo, quando contorna a esquina do corredor que liga a sala à cozinha, essa entrevista é, enquanto BdC for o nosso presidente, sobre o Sporting. Se entrevistarem BdC sobre qualquer assunto o tema é sempre o mesmo, o Sporting, e assim será enquanto BdC for presidente do nosso Sporting. Não se percebe que isto não seja claro como água.

Fiquei também a saber que BdC escolheu o dia de fundação do clube para celebrar o seu casamento. Não o devia fazer, enquanto for presidente do nosso clube. O presidente do clube, por uma questão de princípio de separação, não pode envolver uma data com tal simbolismo e torna-la também uma data sua, enquanto é presidente do nosso Sporting, durante o ano temos mais 364 dias à escolha.

Comunicação: um desastre total. Ou BdC percebe de vez que o presidente de uma instituição como o Sporting não pode, não deve nunca, responder a tudo e a todos sobre todos os assuntos ou vamos continuar a ser atacados por todos os lados. Mas atacam-nos, sobre nós inventam e mentem descaradamente. É verdade e felizmente nos dias de hoje já temos canais próprios para poder desmentir todas as falsidades. Temos, o clube, não o presidente. Há o canal de televisão, as contas oficiais do clube nas redes sociais, há o nosso jornal. Meios não faltam, têm é que ser usados de forma correcta e coerente. Mas não têm o alcance de uma televisão generalista, argumentam; têm o alcance que nós lhes dermos. Se o canal para veicular informação for escolhido por nós, os OCS querendo ou não, é aí que têm que ir buscar a informação desejada.

Treinador Jorge Jesus; um treinador deve ter um raio de acção alargado, deve ter uma palavra muito importante na escolha do plantel, nas decisões de jogadores a contratar, mas também deve saber em que clube está. Isto não é igual ao outro lado da 2ª circular. O Sporting, felizmente, não é o clube do regime, do novo e do antigo, somos um clube independente e somos sérios e leais na disputa com os nossos adversários. Prezamos muito a nossa formação, não somos novos-ricos que inventam pseudo laboratórios e se apregoam os fundadores de algo que nós já fazemos há décadas. A nossa formação não serve para fazer rodopiar dinheiro por paraísos fiscais. Queremos que cheguem à equipa principal e que joguem. Não é fácil, mas para isso é que contratámos o melhor treinador português e um dos melhores do mundo.

Uma palavra final aos jogadores: Se não compreendem o alcance das redes sociais nos dias de hoje, não as usem ou peçam ajuda no clube para as compreender. E joguem mas é à bola.

 

Quem quiser estar no Sporting, pertencer ao maior clube de Portugal, tem que saber que somos de facto um clube diferente.

 


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05 Mai 17

 

A  introdução do  vídeo-árbitro em Portugal, em nome da verdade desportiva. Enquanto outros andavam mais preocupados em  tomar de assalto as estruturas dirigentes do futebol para perpetuar a mentira, em obediência ao princípio do vale tudo.


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25 Abr 17
Coragem
Pedro Correia

«A rivalidade saudável é um bem comum, a guerrilha e as provocações constantes só nos conduzem a tragédias e desgraças que não podem repetir-se.

Tenhamos a coragem de fazer um 25 de Abril no futebol e lutemos juntos pela liberdade, transparência, verdade desportiva e dignificação do sector e dos seus agentes.»

Bruno de Carvalho, numa mensagem hoje difundida


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24 Abr 17
O grande pacificador
Luciano Amaral

A melhor coisa do dérbi foi ter obrigado o presidente do Benfica a sair da toca. Ele e o departamento de comunicação do clube bem andaram anos a construir a imagem do Grande Senhor e do Grande Estadista do futebol português. Mas um dia a sua verdadeira qualidade havia de se revelar. Caladinho até agora, decidiu abrir a boca e, como seria de esperar, saiu asneira. No dia em que um adepto do Sporting foi assassinado por um membro de uma claque do Benfica, Vieira atribuiu as culpas a Bruno de Carvalho: quem provoca, sofre as consequências. É a teoria Samaris, agora aplicada a uma vida humana: o que estava o abdómen do jogador do Moreirense a fazer no caminho do punho de Samaris? O que estava o florentino a fazer em frente do carro do benfiquista? Depois, Vieira lembrou-se de complementar o argumento perguntando o que estavam os sportinguistas a fazer às 3 da manhã ao pé do estádio da Luz. Não estariam certamente a fazer nada de recomendável, mas convém que nos entendamos: agora há zonas públicas às quais suas excelências proibem o acesso de não-benfiquistas? Parar na bomba de gasolina em frente ao estádio com um cachecol do Sporting é suficiente para levar com um carro em cima? Isto quando as provocações das claques benfiquistas ao pé do estádio do Sporting são uma constante. Nunca ninguém saiu de lá atropelado. Para terminar em beleza, lembrou-se de comparar Bruno de Carvalho a Vale e Azevedo, a pessoa que em Portugal melhor simboliza as trafulhices e os crimes no futebol. Sem dúvida muito bonito. Bruno de Carvalho respondeu na mesma moeda e, por uma vez, não pareceu desproporcionado.

Bruno de Carvalho contribuiu para o ambiente de agressividade que se vive no futebol português? Claro que contribuiu. Mas quem, dos três grandes, não contribuiu? O presidente do Benfica, por exemplo, enquanto se manteve calado, enxameou as televisões das personagens mais execráveis do comentário futebolístico, ainda por cima alimentadas por uma cartilha cujo conteúdo é uma constante incitação ao ódio, em especial ao Sporting. Finalmente, depois de tanto tempo escondido, mostrou quem verdadeiramente é. Num sábado de dérbi lamentável a quase todos os títulos, sobrou pelo menos isso.


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23 Mar 17

"Nestes 4 anos percorremos um caminho difícil, com Esforço, Dedicação e Devoção e conseguimos voltar a colocar o Sporting CP no lugar que é seu por direito, concretizando 120 medidas que prometemos e cumprimos.

Enumero aqui algumas das que considero mais importantes:

-Reestruturação financeira
-Sporting TV
-Auditoria de gestão
-16 novas modalidades, com transferência para o Clube do total da receita de quotização e consequente aumento do investimento nas 51 modalidades.
-Inauguração de novas Escolas Academia Sporting em Portugal e no Estrangeiro.

E foi graças a estas e a muitas outras medidas integradas numa política de gestão rigorosa e, sobretudo, graças ao apoio dos melhores Sócios e Adeptos do mundo que atingimos os seguintes objectivos:

-Passámos do 7º lugar para o 2º lugar com acesso direto à Liga dos Campeões em apenas 1 ano;
-Passámos a ter lucros regularmente nas contas do Clube e da SAD;
-Fizemos a maior venda de um jogador português para o estrangeiro e inscrevemos 4 jogadores no top 10 das maiores vendas da história do Clube;
-Fizemos o maior negócio do futebol português relativo a direitos televisivos;
-Conquistámos uma Taça de Portugal e uma Supertaça no futebol;
-Conquistámos 2 troféus europeus (Taça CERS em Hóquei Patins e Taça dos Clubes Campeões Europeus de Atletismo Feminino);
-Construímos o Pavilhão João Rocha que inauguraremos em breve;
-Recuperámos 37 passes de jogadores;
-Criámos a Gala Honoris Sporting;
-Melhorámos as infraestruturas: Academia, Multidesportivo e Estádio;
-Aumentámos o número de sócios em mais de 65 mil, atingindo o top 5 mundial com mais de 155 mil associados;
-Aumentámos a assistência média no Estádio José Alvalade para mais de 40 mil espectadores por jogo;
-Aproximámos os adeptos do Clube e superámos os 2,5 milhões de seguidores na plataforma Facebook, somando 2 milhões aos 600 mil que tínhamos ."

 

Esta parte do facebook eu gosto.


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16 Mar 17

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Ao princípio da noite de ontem, Bruno de Carvalho tomou posse no segundo mandato como presidente do Sporting Clube de Portugal.

Já empossado, dirigiu aos sócios e adeptos leoninos um dos melhores discursos que já lhe ouvi. Não por acaso, um discurso escrito do qual destaco as passagens que considero mais memoráveis.

Para mais tarde recordar.

 

«No plano político e institucional, continuaremos a ser intransigentes na luta pela verdade e pela transparência no desporto em geral e no futebol em particular.»

 ........................

«Continuaremos a integrar a Direcção da Liga de Futebol Profissional, e de todos os seus grupos de trabalho, como fizemos aliás desde o primeiro dia. O Sporting Clube de Portugal não pode, em nenhuma circunstância, deixar de estar em todos os lugares e em todos os centros de decisão.»

 ........................

«Relativamente à Federação Portuguesa de Futebol, continuaremos também, como tem sido de resto nosso apanágio, a colaborar através de propostas para melhorar o futebol português. Quero aliás sublinhar aquilo que considero ser a primeira etapa do mais que justo reconhecimento daquele que é o maior goleador de todos os tempos do futebol português, Fernando Peyroteo, traduzido pelo desfraldar de uma lona gigante colocada na sede da Federação. Quero acreditar que este tenha sido finalmente o arranque para um processo que culminará na consagração oficial de Fernando Peyroteo como o maior goleador da história do futebol.»

 ........................

«Não se pode adulterar a história, transformando campeões em perdedores e guindando perdedores à condição de campeões. O Sporting Clube de Portugal foi campeão nacional por 22 vezes e não 18.»

 ........................

«Aquilo que exigimos é que a verdade seja restabelecida e que se honrem aqueles que, com mérito, alcançaram a glória à custa do seu esforço, dedicação e devoção.»

  ........................

«Não podemos, em circunstância alguma, regredir e pôr em causa o trabalho que foi feito nos últimos quatro anos. Por isso estaremos firmes no cumprimento rigoroso da reestruturação financeira que executámos e das regras de fair play financeiro impostas pela UEFA.»

 ........................

«Seremos também intransigentes na criação de condições para que o clube mantenha a maioria do capital da SAD. Este é um compromisso de que nunca abdicámos e um objectivo perante o qual nunca iremos capitular.»

 ........................

«É meu compromisso pessoal que tudo farei e tudo faremos para agregar aqueles 9% dos sócios que livremente votaram na outra lista. Sou, como sempre fui, o presidente de todos os sportinguistas. Todos são válidos, todos são importantes, todos são indispensáveis.»


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09 Mar 17
Os mitos
Pedro Correia

O resultado eleitoral de sábado no Sporting permitiu derrubar alguns mitos, postos a circular pelos adversários externos e por alguns inimigos internos. O primeiro desses mitos foi a redução de Bruno de Carvalho a ídolo das claques.

Em quatro anos de mandato, como as urnas indicaram, Bruno progrediu eleitoralmente 33 pontos percentuais, ascendendo de 53% a 86%. E teve pelo menos dois ex-presidentes leoninos - José Sousa Cintra e Pedro Santana Lopes - a votar nele. Deixou de ser o "homem das claques". O que lhe dá mais peso desportivo e mediático, naturalmente. E lhe confere também ainda mais responsabilidade.


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05 Mar 17

 

1. Os clubes são os sócios que têm. E o Sporting não é exceção. Um dia de eleições como o de ontem, com um número recorde de votantes (18.814), com filas e filas ao redor do estádio, só pode significar que o Sporting está vivo e bem vivo. Quem lá esteve, viu bem como muitos sócios foram votar com cachecol ou camisola verde e branca, alegres e orgulhosos, não se importando de esperar uma ou duas horas. Uma verdadeira democracia sportinguista.

 

2. Bruno de Carvalho deu uma sova eleitoral a Madeira Rodrigues, utilizando a desabrida e inadequada linguagem do candidato derrotado ao dirigir-se a um sócio. 86% contra 9% demonstra que Madeira Rodrigues não conseguiu sequer capitalizar a sua candidatura para o futuro. É o resultado de muita impreparação, de erros estratégicos constantes, da falta de ideias válidas e de uma postura (algo inesperada) de tentar embarcar nas críticas mais habituais a Bruno de Carvalho feitas por rivais e afins.

 

3. Quem seguisse a campanha, lendo jornais ou vendo comentadores na televisão, ia sendo docemente levado a crer que Madeira Rodrigues podia ganhar as eleições e que Bruno de Carvalho estava a terminar um ciclo. Nada mais falso. A afluência às eleições e a percentagem vencedora de 86% demonstram bem que os sportinguistas ligam pouco (muito pouco) ao que vai aparecendo na generalidade da comunicação social. E disseram-no votando.

 

4. Fazer uma campanha eleitoral em pleno decurso das competições nacionais é um erro que não deveria voltar a ser repetido. A possibilidade de perturbação das competições em curso é real e deveria ser evitada. Faz muito mais sentido fazer as eleições no final da época. Introduzir na discussão eleitoral a permanência do treinador ou de opções estruturantes da equipa de futebol não é benéfico. Sejam quem forem os candaidatos e os treinadores.

 

5. Bruno de Carvalho tem condições ímpares para continuar o seu projeto: uma votação esmagadora, um clube unido e obra feita. Espero que neste segundo mandato saiba continuar o que fez de bem e melhorar o que fez de mal. Os sportinguistas merecem vitórias. E Bruno de Carvalho também. 

 

Fotografia Manuel de Almeida/Lusa


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Os sócios falaram, sem deixar lugar a dúvidas: Bruno de Carvalho, como merecia, foi ontem reeleito para um novo mandato de quatro anos à frente do Sporting.

É uma tripla vitória, que supera em larga medida a de 2013.

Em primeiro lugar, por resultar da mais concorrida participação eleitoral de sempre: 18.755 sócios depositaram o seu voto em Alvalade. Número nunca antes registado num escrutínio para a presidência do Sporting.

Em segundo lugar, amplia muito a percentagem obtida há quatro anos, quando recolheu  53,7% dos sufrágios na corrida eleitoral contra José Couceiro e Carlos Severino, o que lhe confere uma legitimidade acrescida para liderar o Sporting até 2021.

Em terceiro lugar, o presidente viu o seu pedido totalmente correspondido: durante a campanha fez um apelo aos sócios para que esta vitória fosse "por goleada". E assim foi: venceu com 86,1% dos votos, contra 9,5% do seu opositor. Uma percentagem esmagadora.

Vira-se a página. Agora é tempo de congregar os sportinguistas e seguir em frente.

 

Leitura complementar:

- Com Bruno, naturalmente

- Razões para votar Bruno de Carvalho


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03 Mar 17
Voto Bruno porque sim
Edmundo Gonçalves

E agora é a vossa vez de dizer "ouve lá meu, és parvo ou quê?"

- Ou quê, respondo-vos eu.

Anda por aí um candidato que não apresentou uma ideia, uma novidade, um arremedo de programa e pediu-me, por e-mail e sms que votasse nele. Atenta a falta de sumo da sua candidatura, só posso presumir que me tenha pedido o seu voto porque sim.

Em contrapartida, há outro candidato que para além de obra feita, surpresa! ainda se atreve a apresentar um programa credível. Se outro motivo não houvesse, este bastaria. Porquê? Ora, porque sim!


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Estou indeciso!
José da Xã

Amanhã não sei se hei-de votar Bruno de Carvalho, por ter conseguido que nos últimos tempos me voltasse a entusiasmar com a vida leonina, após anos de um cinzentismo desportivo atroz ou se votarei em Bruno de Carvalho porque é aquele que os nossos adversários desportivos não querem como presidente.

Estou muito indeciso…


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Todos os mandatos - e o da presidência do Sporting Clube de Portugal não é excepção - devem ser avaliados à luz de um critério elementar: enquanto eleitores, basta-nos saber se a situação melhorou entre o ponto de partida e o ponto de chegada.

No caso de Bruno de Carvalho, a resposta é simples. O Sporting de Março de 2017 está inegavelmente melhor do que o Sporting de Março de 2013.

Graças, em grande parte, à dedicação, à devoção e ao esforço do homem que, tendo recebido o clube na pior situação de sempre, soube reconduzi-lo à rota do prestígio de que se vinha afastando de forma quase irremediável.

 

Houve falhas? Houve erros? Claro que sim.

Mas só por manifesta desonestidade intelectual alguém pode negar que Bruno, no essencial, cumpriu as promessas feitas aos sócios na campanha de há quatro anos.

O clube desembocava do desastroso mandato de Godinho Lopes, com dois exercícios orçamentais que o colocaram à beira do abismo e a pior situação desportiva de que há memória. Um quadro negro que o punha integralmente à mercê dos credores, prontos a banquetear-se com os despojos.

 

"O Sporting é nosso outra vez", bradou o novo presidente ao vencer nas urnas, com quase 54% dos votos. Não era apenas um slogan: era uma proclamação de vontade firme que encontrou eco na esmagadora maioria dos sportinguistas.

Bruno conduziu uma bem-sucedida reestruturação financeira sem sacrificar a SAD leonina, mantendo-a sob domínio dos sócios.

Conteve custos, diminuiu o passivo e ampliou receitas.

 

Concretizou as duas maiores vendas de jogadores equipados de verde e branco: João Mário e Slimani transferiram-se para os campeonatos italiano e inglês por 70 milhões de euros.

Duplicou os direitos televisivos e negociou aquele que viria a ser o maior contrato do historial leonino, com a operadora NOS.

Atraiu um número recorde de adeptos, conseguindo a maior enchente de sempre em Alvalade desde a edificação do actual estádio.

Com ele na presidência, o número de sócios duplicou. E as quotas passaram a estar consignadas ao financiamento das modalidades, permitindo a sua ampliação: aumentaram de 35 para 50.

Modalidades históricas foram recuperadas, como o hóquei em patins e o ciclismo. Também o futebol feminino renasceu.

 

Muitos sonharam, mas ele não se limitou ao sonho: soube torná-lo realidade em domínios muito diversos.

Neste mandato, nasceu a Sporting TV, funcionando como elo de ligação de sócios e adeptos.

O tão ansiado pavilhão para a prática das modalidades ergueu-se enfim e prepara-se para ser inaugurado, com um nome que honra a memória de João Rocha, um presidente inegavelmente vencedor.

As precárias finanças leoninas robusteceram-se de tal maneira que a SAD acaba de apresentar 46,5 milhões de euros de lucro no primeiro semestre desta temporada oficial - o nosso melhor exercício orçamental de sempre.

 

Houve mais.

No capítulo desportivo, conquistas de títulos europeus no atletismo e no hóquei em patins.

No futebol, com Leonardo Jardim, o regresso às competições europeias.

Com Marco Silva, a conquista de uma Taça de Portugal.

Com Jorge Jesus, uma Supertaça. E a maior pontuação de sempre num campeonato. E o maior número de vitórias jamais obtidas num campeonato.

 

Mais ainda.

Foram recuperados os passes integrais de quase todos os jogadores, que haviam sido hipotecados para salvaguardar o pagamento de despesas correntes.

Pela primeira vez na história do nosso futebol sénior, Portugal alcançou um título, sagrando-se campeão europeu em 2016 com quatro titulares do Sporting em posições-chave.

Nunca os profissionais leoninos, potenciados por treinadores de inegável qualidade, tiveram uma cotação tão alta no mercado internacional.

 

Este é o essencial de um mandato de quatro anos.

Um mandato que merece ser renovado como reconhecimento do mérito de Bruno de Carvalho.

Por todos os motivos que já enumerei e também por este: devemos demonstrar que não somos ingratos.


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02 Mar 17
Declaração de voto.
Luís de Aguiar Fernandes

Há 4 anos atrás, não anunciei o meu voto antes das eleições. Acabei por deixar uma palavra depois das eleições, algo como isto:

 

O momento é grave e nenhum dos candidatos me convencia plenamente, pelo que fiz a minha reflexão de forma interna e silenciosa. Votei Bruno de Carvalho, mas, repito, não completamente convencido.

 

Hoje, estou plenamente convencido de que fiz a melhor escolha possível. E é por isso que, mesmo discordando em muitas coisas de Bruno de Carvalho, no sábado estarei lá para deixar as minhas cruzes na Lista B.

 

Ainda assim, e como o meu apoio não é cego, será a Lista C a ter o meu voto para o Conselho Leonino, um órgão caduco e sem sentido, e que por mim era abolido. Por isso, voto na única Lista que realmente se preocupa em reformá-lo, e no limite extingui-lo.


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01 Mar 17
Eleições
Filipe Arede Nunes

Tenho andado um pouco desaparecido destas lides mas em semana de eleições não podia deixar de afirmar que no próximo sábado vou votar em Bruno de Carvalho. O homem é perfeito? É evidente que não mas tem sido suficientemente capaz na função. Também quero títulos mas não me esqueço que quando chegou ao Clube estávamos a lutar por pouco mais que a manutenção.

Off topic: desde que o Marvin saiu da equipa o Schelotto parece-me ainda pior...


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24 Fev 17
Alguém ficou com dúvidas?
Edmundo Gonçalves

Ontem, por afazeres profissionais não consegui ver o debate em directo, de modo que tive que "andar para trás" com a pantalha e estive até às 3,30 horas a ver isto. O debate, pronto...
Confesso que quase fechei os olhos nalguns momentos.
Como eu de comunicação percebo tanto como de física quântica, o que me estava ali a interessar era conhecer os planos do candidato Madeira para o Clube e não se um olhava para a câmara e o outro metia a cara nos papeis. Já tenho muitos anos disto e desde miúdo que vejo vender banha da cobra, portanto não é um "gajo" bem falante e que me olha nos olhos que me leva à certa. Se bem que também não aprecie muito quem fale comigo e olhe para o chão, mas enfim.
Também me irrita que num debate com um tema claro, se esteja constantemente a arremessar ao adversário com ataques pessoais. Trazer a família para o debate é de muito mau gosto, eu diria mesmo que é reles!
Quando um pretendente a um cargo o quer ocupar e tem pela frente alguém que cumpriu o seu programa na íntegra (esqueçam os resultados desportivos, porque ninguém pode afirmar que irá ganhar, não joga sozinho), o caminho que deve trilhar deverá ser o do confronto de ideias, tipo " ok, o senhor fez isso, muito bem, mas nós temos aqui esta proposta para fazer melhor e esta e esta e esta", para os mais variados assuntos.

Resumindo, esprimidinho espremidinho, dali saiu muito pouco sumo. A única novidade foi a do encontro no "Ramiro" com Jorge Jesus. Esclarecedor...
Bom, o que é certo é que para além do que já se sabia e era tão pouco, alternativas ao trabalho da equipa que exerce funções, como diria JJ, bola! O que ficámos a saber foi que o candidato Madeira não está habituado a perder.
Ou seja, no mundo virtual de Madeira, o Sporting é campeão há quarenta e cinco anos!
Onde é que é a sede desse clube, que eu quero fazer-me sócio?


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17 Fev 17

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Há quatro anos, no início da campanha eleitoral, publiquei aqui um texto em que dava nota da minha "declaração de desinteresse" em relação aos candidatos que disputavam a presidência do Sporting. Não porque me fosse indiferente o destino do clube, longe disso, mas porque considerava que tanto Bruno de Carvalho como José Couceiro tinham mérito suficiente para assumirem a presidência leonina e reerguerem esta instituição secular após o descalabro do consulado de Godinho Lopes.

Ao contrário do que alguns receavam, a campanha decorreu com elevação e foi capaz de mobilizar um número inédito de sócios, sensíveis mais que nunca à necessidade de marcar presença nas urnas num momento em que se agigantavam as incógnitas sobre o futuro do Sporting.

 

Desta vez a situação é diferente. A eleição de 4 de Março destina-se a avaliar o mandato de Bruno de Carvalho, que assumiu funções num dos momentos mais difíceis de sempre em Alvalade. Os sócios ditarão se deve ou não permanecer mais quatro anos no cargo. Quanto a mim, nem hesito: respondo afirmativamente. Se é certo que houve erros e equívocos, não é menos verdade que no balanço geral o actual presidente merece nota muito positiva. Por motivos que elencarei noutro texto, mais circunstanciado.

Este destina-se apenas a divulgar a minha opção. Diferente da que exprimi em 2013 e que me vincula apenas a mim, naturalmente - não ao blogue, que manterá o tom plural que sempre teve nem aos meus colegas do És a Nossa Fé.

Aqui cada um escreve o que quer.

Aqui cada um pensa por si, respeitando as opiniões alheias.

 

Cumpre acrescentar que esta posição se deve não apenas ao mérito de Bruno de Carvalho mas também à circunstância de ter como único rival Pedro Madeira Rodrigues, sobre quem faço um juízo muito negativo.

Ao indagar onde esteve o candidato alternativo nestes quatro anos, e que posições assumiu ao longo deste período, descubro apenas que permaneceu entrincheirado num blogue, desferindo flechas ao elenco directivo, técnico e desportivo do Sporting, a coberto de um pseudónimo.

Não deu a cara, não assinou opiniões em nome próprio, ninguém deu por ele até sentir enfim a ambição de correr para a presidência.

É um péssimo cartão de visita.

 

Evito emitir juízos de carácter a respeito seja de quem for, mas o percurso de Madeira Rodrigues ao longo destes quatro anos fala por si. E nada me diz de positivo.

Quanto a Bruno de Carvalho, e apesar de todas as insuficiências e todas as sombras de um mandato que ninguém imaginaria fácil por ter sido iniciado com o Sporting a bater no fundo, merece o meu apoio. Recordemos, a propósito, como estava o clube há quatro anos e como está agora: basta esta comparação para desfazer as dúvidas dos indecisos. E dizer ao presidente que não somos ingratos.

Haveria certamente outros momentos para mencionar isto. Mas a ocasião mais adequada é mesmo agora.


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15 Fev 17

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Bruno de Carvalho, provavelmente reconduzido nas urnas a 4 de Março, só precisará de retroceder um ano, não dois, para voltar ao rumo certo. Porque a primeira época de Jorge Jesus, há que reconhecer, foi globalmente muito positiva. É certo que não ganhámos o campeonato mas lutámos pelo título até à última jornada (e ainda fomos "campeões" provisórios cerca de 20 minutos nessa última ronda).
O modelo foi sem dúvida severamente desvirtuado no último defeso, quando o Sporting se comportou como aqueles herdeiros prontos a desbaratar o legado paterno. O anterior modelo de gestão prudente e cauta de Bruno de Carvalho dissolveu-se na euforia do Verão passado. Com pesados custos. Financeiros e reputacionais.
É também nesses pratos da balança, sem estados de alma, que terá de ser analisado o futuro próximo de Jorge Jesus. Na certeza antecipada de que uma dispensa do treinador sem justa causa nos conduziria a um pesado encargo, superior ao assumido pelo 'caso Doyen'. Teríamos de vender uma das jóias da nossa coroa só para indemnizar a equipa técnica.


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09 Fev 17

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Não atribua a Pedro Madeira Rodrigues mais importância do que realmente tem. Evite irritar-se: é precisamente isso que ele quer. Tome um ansiolítico - ou mesmo dois. Pergunte-lhe se contribuiu para a Missão Pavilhão. Confronte-o com críticas que dirigiu num blogue, sob anonimato, aos jogadores do Sporting. Aperte-o com a putativa indemnização a Jesus: vale dois pavilhões João Rocha. Deixe-o falar sem travões: o ponto forte dele será talvez a música, mas não a letra. Faça questão de perguntar aos sócios se o Sporting está ou não hoje melhor do que estava há quatro anos. E tente sorrir, mesmo que isso lhe custe muito.


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08 Fev 17

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«Continuamos a exigir os três títulos.»

Bruno de Carvalho ao Record, 3 de Janeiro de 2017

«O Sporting ainda está muito a tempo de ser campeão.»

Bruno de Carvalho ao Record, 3 de Janeiro de 2017

«Acima de tudo, o Sporting tem de ser inevitavelmente campeão. É isso que queremos fazer este ano, ser campeões em todas as modalidades.»

Bruno de Carvalho, Record, 14 de Janeiro de 2017


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30 Jan 17

Comunicação do presidente do Sporting Clube de Portugal, no facebook:

 

"Neste momento, sinto a obrigação de me dirigir a toda a Nação Sportinguista pois, ao contrário do que foi pedido, estamos num período em que têm surgido ataques internos inadmissíveis num Clube da nossa dimensão.

Vivemos um período delicado em que o trabalho deve prevalecer sobre os interesses pessoais de cada um. Ainda não existe qualquer candidato formal à Presidência do Sporting CP, tão só e apenas protocandidatos, uma vez que ainda não houve a entrega de qualquer lista a ser sufragada. Mas tem havido ruido, muito ruido, e afirmações muito graves.

Existe um sócio do Clube que, tendo apelado a que este fosse um período de elevação, tem demonstrado fazer exactamente o contrário:

1. Acusa pessoas de estarem a ser pressionadas a fazer o que não querem e, confrontado, não concretiza;

2. Acusa o Clube de estar com problemas na formação do futebol, quando todos os escalões estão em 1º lugar ou a lutar pela liderança, ignorando inclusive que na última convocatória das selecções nacionais jovens fomos o Clube mais representado;

3. À porta de jogos fundamentais, para ainda podermos lutar por objectivos importantes, desestabiliza totalmente o balneário contabilizando de forma deprimente quantos jogos o actual treinador supostamente ainda irá dirigir. Para quem jogou à bola, a aprendizagem foi pouca e o respeito pelo Clube é nulo;

4. Acusa o Clube de estar a mentir nas assistências, prejudicando a reputação do mesmo junto dos actuais patrocinadores e parceiros e dos que estamos a negociar. Mentiras gratuitas que em nada contribuem para as eleições mas que mancham o Clube e a SAD com prejuízos que ainda terão que ser apurados;

5. Diz que tem investidores para comprar a Academia e jogadores (aumentando o passivo e revelando total desconhecimento da reestruturação que foi feita e das suas obrigações), mas diz que pagará como se de irmãos se tratassem. Sendo a Sporting SAD uma empresa cotada, afirmações destas levantam suspeição sobre a origem dos dinheiros e o interesse de investir “como irmãos”, colocando-nos sob um radar de suspeita de que não necessitamos e, muito menos, aceitamos. O Sporting CP não precisa de recorrer a este tipo de soluções para resolver o que já está resolvido: a Academia ou a aquisição de jogadores. Isso foi há 4 anos, e este tipo de afirmações só nos denigrem perante os rivais e o mercado;

6. Diz que os sportinguistas ladram, o que é ofender e humilhar toda a Nação Sportinguista que passou a ser alvo de chacota depois dessa afirmação;

7. Diz que o Sporting CP nunca investiu tanto nas modalidades e isso preocupa-o pois é voltar ao despesismo. Falta dizer que, ao mesmo tempo, foi sempre apresentado lucro, coisa que não acontecia há muitos anos;

8. Falam de prémios atribuídos ao Presidente, que em nada correspondem à verdade, lançando dúvidas e lama sobre o líder do Clube que querem servir e que, em momento algum, pode viver sem liderança, ou com esta a ser maldosa e caluniosamente fragilizada e minada.

Na vida não vale tudo e, por enquanto, não existem candidatos, apenas o Presidente. E, porque coloco o Clube acima de qualquer outra agenda, não abdico do meu mandato em toda a sua plenitude até ao dia que, por vontade dos Sócios, deixe de o ser. Sendo assim, e tendo esperado muito tempo para ver se estas intervenções caluniosas e prejudiciais paravam ou, no mínimo, diminuíam, fui estando calado.

Agora, não posso mais. O Sporting CP não pode ser prejudicado por este tipo de intervenções absurdas e sem respeito institucional, reveladoras de total falta de noção da realidade e que apenas têm servido para prejudicar, de forma factual, o Clube. E diminui-lo perante os nossos rivais e parceiros. Ser candidato deve significar um debate sério e elevado de ideias e projectos e não um ataque, vil e calunioso, que prejudica exclusivamente o Clube mostrando a falta de apego ao Sporting CP de quem o desfere, revelando apenas a sede do poder pelo poder.

Seja quem for que entregue as listas até ao dia 2 de Fevereiro, que saiba estar à altura desta enorme Instituição que merece o melhor de quem a serve ou de quem a quer servir.

Vamos todos focar-nos no que realmente interessa: todos ao Dragão a apoiar o nosso Clube, o Sporting Clube de Portugal! E também todos a apoiar nos pavilhões, recintos, ringues, pistas e piscinas em que estivermos a competir! Viva o Sporting Clube de Portugal!"

 

Agora venham p'ra cá com a treta do costume...


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26 Jan 17

 

Ter aumentado a massa salarial da equipa técnica do Sporting no final da época passada, em que só vencemos a Supertaça. Uma espécie de prémio real às vitórias morais.

 

Ter prolongado por um ano o contrato do treinador.

 

Ter dado luz verde à lista de contratações que Jorge Jesus lhe pôs à frente. Hoje sabemos bem o real valor dessa lista, que começou muito cedo a ser questionada.

 


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20 Jan 17

Quatro anos volvidos, o Sporting Clube de Portugal está mais saudável em termos financeiros, está mais vibrante em termos de força vital, está mais exigente e ambicioso quanto aos objetivos históricos que continua a perseguir enquanto coletividade centrada nos ideias do desporto. É impossível negar com um mínimo de credibilidade que o Sporting está hoje positivamente distante de um dos momentos mais negros da sua longa história, vividos no mandato do anterior presidente.

Vemos o Sporting a fazer um caminho que revela planificação, empenho e realização ao nível de várias modalidades mas também ao nível da otimização dos recursos físicos existentes e da supressão de lacunas e barreiras ao desenvolvimento do clube - como vem sendo a ausência de um pavilhão multidesportivo para a realização de provas da várias modalidades. Uma limitação e barreira que estará a poucas semanas de ser finalmente suprimida.

O Sporting tem hoje mais modalidades, mais praticantes, mais adeptos e sócios dedicados, empenhados e orgulhosos do seu clube e, como disse, mais ambiciosos e crentes de que é possível atingir mais vezes a glória desportiva nas mais variadas modalidades, a nível nacional e internacional.

Não se trata sequer de ver um copo meio cheio, é mesmo um absurdo estar neste momento da nossa história a procurar equiparar os prós e os contras como se, volvidos quatro anos de ultrapassagem do abismo houvesse alguma semelhança com a eminência de catástrofe em que estivemos.

Dito isto, nada do que escrevi até aqui deve ser lido como indulgência acrítica e contentinha. É contudo, o ponto prévio em cima do qual acho honesto assentar o resto, nomeadamente a avaliação que falta e as ilações que creio ser o momento oportuno retirar.

 

Futebol

No futebol profissional masculino, a modalidade mais amada do clube, nos últimos quatro anos, regressámos à Champions de forma direta, tivemos aquela que foi a melhor época de sempre da nossa equipa em muitos parâmetros (pontos, vitórias), vencemos uma Taça de Portugal e uma Supertaça. Fornecemos a coluna dorsal à seleção nacional que foi campeã europeia; realizámos as vendas mais rentáveis da história do clube; respeitámos a regras de fair play financeiro da UEFA; valorizámos o plantel no mercado internacional e continuámos a ver nascer estrelas com futuro no futebol profissional oriundas da nossa academia.

Elegemos um presidente singular, que emprestou o que de melhor e pior pode oferecer um presidente-adepto, num balanço que, à luz do ponto de partida, do caminho percorrido e do ponto de chegada, avalio como positivo.

Bruno de Carvalho tem um conjunto de características pessoais que se revelaram cruciais para ajudar o Sporting numa das suas horas mais negras. Teve o engenho e a arte suficientes para ser o protagonista de um movimento que conseguiu o mais importante e provavelmente difícil objetivo da história do clube, sobreviver e passar a viver regressando à condição de par entre os maiores do futebol português quanto à competitividade no futebol.

Depois de um ano de arrumações várias com alguma tentativa e erro e de afirmação pública das prioridades do Sporting para o futebol nacional, começou a reconstruir com mais ambição e melhores condições a equipa de futebol profissional tendo o Sporting conseguido contratar um dos melhores treinadores nacionais da atualidade e conseguido ainda conservar o que de melhor havia sido alcançado em termos de valores no plantel para a época 2015/2016. Como não acontecia há muitos anos, o Sporting esteve na luta pelo título até ao fim, foi a melhor equipa do campeonato e habituou-se a ganhar de forma consistente, conseguindo galvanizar os adeptos, atraindo para o nosso estado a maior média de assistência de sempre.

A última época do presente mandato iniciou-se com um sabor agri-doce, com uma parte importante do plantel a ser sujeita ao desgaste adicional de prolongar a época até à final do Europeu, culminando com a partida de dois dos nossos melhores jogadores no maior encaixe financeiro da história do clube numa única época. A equipa sofreu as inevitáveis alterações em áreas chave, tendo-se recorrido essencialmente a contratações fora do quadros do clube. A fasquia foi justamente colocada no ponto mais elevado em termos de objetivos desportivos, ainda que talvez com demasiada arrogância e ingenuidade, por parte de estrutura do clube e dos adeptos.

No papel parecia haver condições para que o Sporting se mantivesse competitivo e para que tais objetivos fossem encarados como alcançáveis ainda que muitos dos jogadores contratados fossem ilustres desconhecidos no campeonato português. Pelo caminho o treinador renovou o contrato e ganhou maior poder e responsabilidade na gestão do futebol profissional.

Quanto ao presidente manteve também o seu foco público nas batalhas fora do relvado, muitas delas muito dignas e justificadas (e que espero continue a protagonizar) - mas nem todas. A sua presença pública tem aliás pecado por vários episódios menos eifcazes. Faço-lhe esta crítica com pouca esperança de que venha a conseguir alterar a prática que creio lhe vir de um traço de personalidade, mas ainda assim é justo assinalar que há um lado negativo e por vezes deslocado na forma sempre reativa e acossada com que habitualmente reage às mais diversas interpelações.

Hoje mesmo na entrevista à TSF achei incompreensível a entrada a matar. Leia menos jornais desportivos e acredite que estes têm muito menos impacto junto dos sportinguistas do que pensa. E nem todos os jornalistas são iguais, já agora. Quando fala para um jornalista, está a falar para os adeptos, sempre. Não está a mandar bocas para pessoas desqualificadas que o tentam chingar por aqui e por ali.

O arsenal a utilizar nas prestações públicas deveria ser mais vasto e diversificado. A hostilização permanente perante qualquer questão ou comentário em que cai demasiadas vezes tem eficácia limitada e deveria ser reservado para situações excecionais. Ainda assim, até ver, este desconforto que sinto, tem sido positivamente compensado. 

 

O momento atual

Este momento em que nos vemos reduzidos a um objetivo desportivo reconhecidamente muito dificilmente alcançável (pelo menos assim o diz a estatística histórica) e em que será imperativo reduzir as despesas e ao mesmo tempo começar a estruturar a equipa de modo a minimizar os danos e a potenciar a próxima época, será completamente novo em vários sentidos para o atual presidente.

A época de futebol está comprometida tendo por base decisões suas, sejam elas diretas ou por via da delegação de poder, algo que não era inteiramente justo fazer há três ou há dois anos. Do mesmo modo não me esqueço que tal imputação também lhe deve ser assacada ao desempenho do futebol na época de 2015/2016. Dito isto, e feita a justiça de que este mau momento vem depois de um bom momento, é agora importante perceber o que de positivo e estruturante se extrairá para o futuro.

E o futuro é hoje e passará muito pelas próximas semanas.

O atual presidente já avançou que o plantel sofrerá uma redução de efetivos, contará com a entrada de um jogador dos quadros do Sporting que estava emprestado e, de modo geral, manterá a organização atual do futebol profissional.

A falha principal este ano esteve no recrutamento mas creio que terá estado também em alguma inflexibilidade tática do treinador e em alguns episódios lamentáveis de má gestão de homens. Depois destes dias, o presidente tendo tido o seu mandato renovado, como espero, juntará esta a outras experiências  importantes para aprender a gerir um pouco melhor, uma capacidade (de aprendizagem) que, desde o primeiro momento, lhe tenho reconhecido. A verdade é que em vários níveis, a capacidade de gestão do presidente e da sua equipa tem sido francamente superior ao presidente-adepto quando este entra em modo chocarreiro. 

Da minha parte, procurarei participar mais no espaço público, sendo justo e exultante com os sucessos e um pouco menos condescendente com os erros, um luxo a que creio agora me poder dedicar, precisamente porque percebo o Sporting suficientemente sólido para ir melhorando também por essa via.  

Mais serenidade, mais discernimento na exposição pública, a mesma capacidade de procurar novas e melhores soluções, o mesmo esforço, dedicação e devoção é o que desejo para a atual e futura direção do meu clube.

E viva o Sporting Clube de Portugal.


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18 Jan 17
Afinal temos casório
Edmundo Gonçalves

Numa tomada de posição quase inédita, o presidente veio assumir a sua responsabilidade pela época desastrosa (o adjectivo é meu), ao mesmo tempo que pede apoio para o que ainda resta jogar, não perdendo de vista o título. Uma possível contradição, uma vez que afirma também que se iniciará já a preparação da próxima época. A nota mais importante desta comunicação é o facto de não se colocar em causa Jorge Jesus e o reconhecimento do falhanço de algumas contratações. Ainda a nota de que o plantel irá emagrecer, coisa esperada dada a ausência de objectivos.

Importante também o reconhecimento implícito da falta de alguém que trabalhe a nível psicológico, o plantel.

Por uma vez, a culpa não morreu solteira. É um enorme avanço.

 

Eu assumo sempre o que escrevo e defendi aqui no início da época (no início de Setembro, para ser mais correcto) que estava entusiamado com os nomes que tinham chegado ao Sporting. À partida eram opções experientes, com condições de nos darem garantias de alternativa a quem já estava e que construiriam um bom plantel. Recordo-me de ter feito uma ressalva a Markovic e de que precisávamos de um lateral esquerdo; Confesso que o primeiro, mais porque entendi que a sua contratação era uma resposta ao "affair" Carrillo e não tanto pela sua suposta qualidade. Veio-se a verificar que os péssimos desempenhos em Inglaterra e na Turquia não foram episódicos, infelizmente.

Retomando. Eu e muitos sportinguistas ficámos entusiasmados com um plantel que no papel tinha todas as condições para lutar pelo título, principalmente depois de uma pré-época fraquinha, para ser simpático, com alguns dos jogadores que agora todos queremos que regressem (eu incluído!), convém não esquecer.

Isto como os jogadores são como os melões, infelizmente só deu certo com Bas Dost.

A juntar ao pesadelo, os motores da equipa teimam em não carburar, Adrien a espaços e William quase sempre, são uma sombra dos jogadores da época passada. Reflexos do Euro, ou de uma gorada saída, é isso que eu gostaria de entender. Falta de força, ou falta de vontade/empenho?

A defesa, que tão bom desempenho teve o ano passado, é hoje um passador e muito por culpa da falta de um defesa esquerdo de qualidade e nalguns jogos da falta, mesmo, de um defesa esquerdo. Elogiei aqui a astúcia de Jesus na primeira vez que utilizou Bruno César a DE e penso que muito bem, mas as surpresas são isso mesmo, surpresas e só o são por uma vez; A partir daí todo o treinador que nos defronta sabe que é por ali que deve ir. E aqui está a explicação não só para o buraco da defesa, mas para os cartões de Rúben Semedo, Coates e Paulo Oliveira: O que por acidente esteja do lado esquerdo, tem que fazer inúmeras vezes de pronto-socorro e a fava calha quase sempre a Semedo, daí as entradas à queima e os cartões.

Eu entendo a simpatia para com João Pereira, mas terá sido avisado deixá-lo sair sem qualquer alternativa, com Schelotto lesionado numa fase crucial da época?

 

Num grupo de alta competição, diariamente escrutinado, sujeito a enorme pressão, é imprescindível apoio na área da "cabecinha". O Sporting contratou um profissional para o efeito e a ver pelos resultados do ano passado, terá cumprido bem a sua função. Saiu e não se sabe bem porquê, ainda que isso seja irrelevante para o caso, o que teria sido avisado era a contratação, de imediato, de alguém que continuasse o seu trabalho. Não, deixou-se essa tarefa a Jesus, que sabe tão bem motivar um grupo, como eu sei enfrentar uma manada de búfalos e o resultado está à vista.

Parece-me que o que há que recuperar é a confiança dos jogadores no treinador, que andará pelas ruas da amargura e aqui o papel principal cabe ao presidente. Jesus, que é um bom treinador, talvez o único neste momento capaz de tirar a equipa do atoleiro onde se encontra, deve ser resumido à sua profissão.

Espero que o comunicado do presidente, ao assumir responsabilidades, aponte para uma mudança radical nos comandos do futebol.

É que há coisas para as quais Jesus não foi talhado e o presidente não percebeu. Ou foi condicionado, o que é ainda mais grave.


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16 Jan 17

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É sempre assim. Rui Patrício coloca a bola num dos centrais, que a remete para um lateral. Este ou progride uns metros com ela ou apressa-se a devolvê-la ao central, que por sua vez a transfere para o médio defensivo. William, o primeiro pensador da equipa, deixa a bola bem colocada nos pés de Adrien, outro pensador e um transportador de luxo no eixo do terreno. Não tarda muito, a bola está com Gelson Martins, que faz dela o que quer na ponta direita, terminando no entanto quase sempre com um centro desfeito pela defensiva adversária.

O Sporting constrói o seu jogo quase sempre da mesma maneira - a que descrevi no parágrafo anterior. Com exagerada tranquilidade nas situações de posse de bola e uma tremideira inexplicável quando a perdemos. Com um número excessivo de passes curtos que conduzem a situações de bloqueio a meio-campo, forçando atrasos ao guarda-redes e o recomeço da construção ofensiva exactamente nos mesmos moldes.

 

Ao manter a linha defensiva muito avançada e os laterais actuando como extremos na tentativa reiterada de bombear a bola na área após o fracassado cruzamento inicial de Gelson, a nossa equipa torna-se demasiado previsível e presa fácil até para adversários medíocres, que se apresentam em campo com a lição bem estudada. Qualquer contra-ataque rápido leva o pânico ao nosso reduto defensivo, apanhado vezes sem conta desposicionado.

Adaptar este modelo, tornando-o mais versátil e sinuoso, menos previsível e ajustado às características dos intérpretes, é missão prioritária do treinador, que deve conferir-lhe dinâmica. Porque a posse de bola dissociada da linha de baliza, sem velocidade nem convicção ofensiva, pode deslumbrar os amantes domésticos do tiquitaca mas só por mero acaso nos conduz à conquista de troféus.

 

E é isso que nós queremos: troféus. Chega de basófia para alimentar manchetes, chega de refregas verbais com terceiros, chega de alusões aos violinos do passado. São já demasiados anos sem inscrevermos o nome do Sporting na galeria dos campeões nacionais em futebol. Há milhares de adeptos muito jovens, de inquebrantável espírito leonino, que aguardam isso, que exigem isso, que merecem isso.

Em nome destes adeptos que nunca festejaram um título de campeão, este Sporting de Bruno de Carvalho e Jorge Jesus tem a obrigação de tudo fazer para não lhes defraudar o grande sonho, tantas vezes adiado.


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12 Jan 17

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03 Jan 17

Eis a segunda parte da entrevista de Bruno de Carvalho, publicada no Record de hoje, mais uma vez roubada ao "Tu vais vencer".

E começa de forma, desculpem, linda:

"RECORD - Um presidente deve dar assim tanta importância e protagonismo a comentadores ligados ao Benfica? Não se deveria preocupar unicamente com aquilo que o presidente rival diz?
BRUNO DE CARVALHO – Se apenas comentasse o que o meu rival diz, então era o homem mais feliz do Mundo, porque só tinha de falar uma vez por ano."

 

Independentemente da opinião de cada um, este parágrafo, parece-me revelador de muita coisa. Sigam a entrevista.


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"O que é que entretanto senti e sinto? Que há uma falta de militância muito grande das pessoas sportinguistas com algum poder na sociedade e não vejo isso noutros clubes."

Esta parece-me a frase lapidar desta primeira parte da entrevista de Bruno de Carvalho ao Record.

Entretanto, porque é demasiado extensa, podem consultá-la no "tu vais vencer".


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29 Dez 16

"Muito há ainda por fazer. E, neste tempo de reflexão, fui capaz de identificar não apenas o que correu bem mas também aquilo que fizemos menos bem e que carece, naturalmente, de ser melhorado."

"Os próximos anos são fundamentais para consolidar tudo o que se fez nos últimos 4. Começar de novo seria um retrocesso fatal para o nosso Clube."

"Apelo, como candidato, à elevação e ao sentido de Clube por parte de todos. A dimensão e grandeza do Sporting CP faz com que os olhos do País inteiro estejam sobre nós. Façamos deste acto eleitoral um exemplo e uma festa da democracia de modo a não darmos aos nossos adversários pretextos desnecessários para nos denegrirem."


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21 Dez 16

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Quando se esperava que o presidente do Sporting dirigisse uma mensagem de exemplar serenidade ao plantel, que lambe as feridas após três derrotas nos quatro últimos jogos, e se concentrasse no indispensável incentivo aos jogadores para derrotar o Belenenses, Bruno de Carvalho voltou ao seu pior estilo: disparou em várias direcções, provocou ruído totalmente dispensável e vestiu já o fato de candidato a três meses do acto eleitoral.

Como se não houvesse questões muito mais urgentes a enfrentar agora.

 

Desde logo, o meio escolhido foi o menos indicado: novamente uma mensagem no Facebook, em vez de ter optado pelos canais institucionais do clube. Também o tom foi desajustado: agressivo e crispado, transmitindo a ideia de que o Sporting Clube de Portugal vive com os nervos em franja, pronto a declarar guerra ao mundo inteiro. Além disso, a extensão do escrito, desnecessariamente longo e confuso em vários trechos, fez dispersar a mensagem – como qualquer profissional da comunicação certamente lhe diria se Bruno de Carvalho tivesse a humildade de se aconselhar com quem percebe do assunto.

O pior foi confundir o estatuto de presidente leonino com o de candidato às eleições de Março, apressando-se a eleger novos alvos internos para as suas invectivas. Nada menos recomendável, num momento em que o Sporting deve mais que nunca estar unido para enfrentar sérias dificuldades no plano desportivo, superar problemas estruturais no plano financeiro e contrariar a ameaça sempre renovada de perversão da transparência no futebol. Bruno de Carvalho volta a dispersar energias e munições, transforma o insulto em argumento (“hipocrisia”, “parasita”; “papagaios”) e aconselha até determinados sportinguistas a devolver o cartão de sócio. Revisitando assim os clássicos, mas às avessas: procura mobilizar as hostes não contra o adversário externo mas contra o hipotético inimigo interno.

 

Os méritos do presidente do Sporting, que são muitos, dissipam-se com frequência nesta sua vertigem de sentir a todo o momento o cheiro a pólvora. Quando não há, ele inventa-o. Sem graduar prioridades, sem distinguir problemas.

E afinal, nesta altura concreta, dele pedia-se apenas algo muito simples: o apoio firme, expresso em palavras claras e sucintas, à equipa técnica e aos jogadores no confronto de amanhã no Restelo. Nada menos, nada mais. A pólvora era perfeitamente dispensável. E a frente de batalha interna que acaba de inaugurar a escassos dias do Natal também.


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17 Dez 16

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Já o escrevi aqui  e repito: Bruno de Carvalho faz muito mal em funcionar como assessor de imprensa de si próprio. O principal erro do Sporting desde que ele assumiu a presidência tem sido a vertente comunicacional, com o presidente a expor a todo o momento o corpo às balas nas mais diversas questões. E por vezes a falar primeiro e a reflectir depois.

Voltou a acontecer esta semana, com o líder leonino a disparar contra tudo quanto mexe - desde o Tribunal Arbitral do Desporto português por ter suspendido uma medida disciplinar contra Luís Filipe Vieira aos mais  fanáticos comentadores que seguem religiosamente a cartilha do Benfica nas segundas-feiras televisivas, concedendo-lhes assim uma propaganda adicional que eles só podem agradecer-lhe, sem esquecer o Supremo Tribunal da Suíça, que entendeu não contrariar a decisão anterior do Tribunal Arbitral do Desporto europeu a propósito do famigerado caso Doyen. Neste caso, note-se, estava em causa a moldura jurídica anterior à actual, mais restritiva. Entretanto, tudo quanto se vai tornando público sobre a Doyen deixa mais evidente que estamos perante um enorme  poço com muitos e nada recomendáveis fundos.

 

Não contente com a decisão da justiça civil suíça, aliás mais do que expectável em função da prática jurisdicional daquele órgão, Bruno de Carvalho entendeu abrir esta semana uma quarta frente de batalha - algo que Sun Tzu, autor do clássico A Arte da Guerra, certamente lhe desaconselharia. E desta vez contra a Federação Portuguesa de Futebol, em termos impróprios, a partir de uma leitura apressada de uma "notícia" surgida no único jornal que vem fazendo eco das teses do Benfica na polémica contabilização de títulos de campeão nacional da modalidade.

Esse jornal, puxando uma vez mais a água ao moinho encarnado, "noticiou" que a Federação Portuguesa de Futebol dera razão ao SLB nesta controvérsia, quando o que se passou foi bem diferente: no âmbito da remodelação do seu sítio noticioso na internet, a FPF entendeu republicar as listas de vencedores que tinham sido anteriormente estabelecidas, sem se pronunciar sobre a questão. Algo que poderá mudar em breve, julgo saber, se o FC Porto se juntar ao Sporting na reivindicação de que os vencedores do Campeonato de Portugal entre 1922 e 1938 sejam integrados na extensa lista de campeões nacionais.

O presidente leonino precipitou-se ao ler no falacioso título d'A Bola que a polémica tinha sido "resolvida pela Federação". Tudo quanto disse em função disso foi excessivo e deslocado. E não serve os interesses do Sporting: viver rodeado de inimigos, reais ou imaginários, constitui uma péssima carta de recomendação.

 

Uma vez mais, estamos perante um problema de comunicação. Que só existe porque Bruno de Carvalho persiste em aparecer a todo o tempo a pronunciar-se sobre quase tudo. Por vezes não chega sequer a poupar-se a si próprio. "Sinto-me um pouco aquele doido que está à janela", disse também nesta semana em que não conseguiu permanecer calado.

Espero que a tranquilidade da quadra natalícia lhe permita reflectir melhor em tudo isto. Porque o destempero verbal só o prejudica. E, deste modo, também o Sporting sai lesado.


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15 Dez 16
Eles e nós!
José da Xã

Onde trabalho há um refeitório que frequento com regularidade. Ontem eram duas da tarde quando finalmente me sentei para comer. Estava só!

Minutos depois sentaram-se à minha frente dois amigos, porém ambos adeptos de outra agremiação desportiva.

Assim que se sentaram começaram a chover questões sobre a entrevista que o Presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, dera no dia anterior. Como já não vejo televisão nem me apercebi que existira tal entrevista e portanto não respondi a qualquer pergunta.

Bom… durante todo o almoço os meus companheiros de refeição só falaram do nosso Presidente. E epitetaram-no de tudo e mais um “par de botas”. Certamente não esperam que eu transcreva o que disseram de BdC. Fiquei no entanto com uma enormíssima certeza: que o nosso Presidente continua no bom caminho.

Eles só falam dele, muito mais que nós. É sempre bom sinal! Sinal que estamos vivos e que o Sporting continua a incomodar muita gente.

Provavelmente os nossos adversários prefeririam outros dirigentes… Nós sabemos que sim!


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22 Nov 16
Factual
Pedro Correia

Três das quatro maiores vendas  de sempre no futebol do Sporting aconteceram durante o mandato de Bruno de Carvalho.


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19 Nov 16

Cinco noites consecutivas com o País suspenso: Bruno de Carvalho cuspiu ou não cuspiu? Eis a melhor prova de que não existem verdadeiros problemas neste torrão à beira-mar plantado: no ano em que a douta Academia de Oxford elegeu pós-verdade como palavra do ano, três canais televisivos quiseram transformar o presidente do Sporting em bombo da festa a propósito de um não-facto - numa manobra concertada que teve como maestro o principal impulsionador da campanha de reeleição de Luís Filipe Vieira no SLB.

Um gato mal escondido com um enorme rabo de fora.

Como diria o Sherlock Holmes para o doutor Watson, não há coincidências.

 

Um desses canais, procurando bater a concorrência, simulou uma "experiência" em estúdio com o Paulo Futre a fumar um cigarro electrónico em imitação de Bruno de Carvalho numa aparente tentativa de demonstrar que da boca do presidente saiu água destilada, propileno glicol e glicerina vegetal - substâncias contidas na fugaz onda de vapor que se forma em vez do presumível fumo.

A experiência, obviamente, foi inconclusiva. Nem poderia ser de outra maneira para manter a panela de pressão bem acesa em lume vivo.

 

Por mim, acho tudo isto insuficiente. Da próxima vez sugiro ao Futre que escarre na cara de alguém. Em directo, ao vivo e a cores. Pode ser na mimosa face do tal director da campanha de reeleição de Vieira, que costuma ser seu companheiro de painel. Tudo filmado com várias câmaras, de diversos ângulos e repetido as vezes que forem necessárias. Nada melhor do que uma experiência destas para se dissiparem as derradeiras dúvidas.

Se o tipo aguentar estóico, não lhe rachar a cana do nariz à cabeçada nem se queixar do facto em conferência de imprensa versão pós-verdade, fica cabalmente demonstrado que Bruno de Carvalho fez o que não devia se quer continuar saudável: inalou e exalou.

 

Cuspidela, apenas na imaginação delirante dos peões de brega de Vieira, emprestados à corte de bandarilheiros da famiglia Pinho.

Pensem só qual seria a vossa reacção se alguém vos escarrasse na cara.

 


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17 Nov 16
 
1
Começaram por dizer que o presidente do Sporting provocou o presidente do Arouca: "Fizeram uma espera ao nosso presidente quando nos dirigíamos para a saída das instalações, quando estávamos a sair do balneário para nos dirigirmos para a rua. Tentaram agredi-lo. Invadiram o nosso túnel, o nosso espaço. Foi necessário vir a polícia.  O presidente Bruno de Carvalho - foi ele que tudo começou: provocou o presidente [do Arouca], tentou agredi-lo, insultou-o, disse coisas que não vou dizer aqui." Palavras de Joel Pinho, director desportivo arouquense e filho do presidente do clube, numa conferência de imprensa logo após o jogo Sporting-Arouca, a 6 de Novembro.
Tudo falso: as imagens encarregaram-se de desmentir o filho do pai em toda a linha.
 
2
Insistiram que o presidente do Sporting tentara agredir o presidente do Arouca.
Tudo falso. As imagens deitaram definitivamente por terra tais teses, sem deixar lugar a dúvidas.
 
3
As alegações eram tão falsas que tudo aconteceu afinal ao contrário do que diziam. Esqueceram-se de dizer que foi o presidente do Arouca a procurar o presidente do Sporting, foi ele quem tentou agredi-lo de braço em riste, foi ele quem agrediu efectivamente um segurança a murro e quase agrediu outro com uma garrafa cheia de água.
As imagens comprovam.
 
4
Esqueceram-se de dizer que, insatisfeito com os desacatos provocados fora da área reservada à equipa do Arouca no estádio José Alvalade, o pai do filho fez um apelo evidente às suas hostes no sentido de investirem contra o presidente do Sporting.
As imagens comprovam.
 
5
Esqueceram-se de dizer que o presidente do Arouca, impedido de avançar, procurou agredir elementos do Sporting, tendo sido impedido disso por um jogador do próprio clube, e chega a empurrar um delegado da Liga, Albertino Galvão.
As imagens comprovam.
 
6
Quando as teses anteriores foram desmentidas pelas imagens, no fim de tudo, passaram então a sustentar que o presidente do Sporting havia "cuspido" no presidente do Arouca. Extraordinário "cuspo", que demorou oito dias a atingir a delicada face de Carlos Pinho: na conferência de imprensa do dia 6, o filho do pai só aludira a "insultos e palavras", sem fazer a menor referência a cuspidelas.
A primeira - e única - alusão arouquense ao putativo "cuspo" surgiu apenas num comunicado do clube, via Facebook, difundido às 23.29 de segunda-feira, dia 14, a reboque da tese que três comentadores televisivos do Benfica tinham proferido quase em simultâneo, pouco antes, nessa mesma noite.
 
7
Nem sequer pararam para pensar. Se Bruno de Carvalho tivesse cuspido no presidente do Arouca alguém imagina que o Sporting Clube de Portugal fizesse o que de pronto fez, disponibilizando de imediato as imagens das suas câmaras de videovigilância, sem cortes, às autoridades policiais?
Alguém acredita que se tivesse havido "cuspidela" - tese delirante que o Filipe Moura aqui encerrou de vez - isso não teria sido a primeira coisa a invocar, minutos depois, pelo director desportivo do Arouca na conferência de imprensa?
Alguém acredita que, se houvesse um pingo de verdade disso, Pinho pai e Pinho filho tivessem permanecido em silêncio de então para cá?
 
8
É encantador ver tantos benfiquistas a funcionarem como advogados de defesa do filho do pai e do pai do filho - duas das figuras menos recomendáveis do futebol português. Esses benfiquistas tornaram-se adeptos do Arouca, tanto é o ódio que alimentam contra o Sporting. Sem sequer se lembrarem que o próprio director desportivo do SLB, Rui Costa, já foi alvo do comportamento rasca da famiglia Pinho.
 
9
Joel Pinho - reincindente em agressões verbais e tentativas de agressão física a dirigentes e técnicos do Sporting - afirmou na caluniosa conferência de imprensa do dia 6 que Bruno de Carvalho "não merece estar no futebol", como se alguém lhe reconhecesse um mínimo de idoneidade ética e moral para passar atestados de bom comportamento seja a quem for.
É hoje aliás bem evidente ter havido premeditação no comportamento de Carlos Pinho, que assistiu ao Sporting-Arouca no banco de suplentes, como delegado ao jogo, o que lhe conferia acesso à zona do balneário da sua equipa e respectivas áreas adjacentes, onde tudo se desenrolou. Ao contrário de Bruno de Carvalho, esse é um comportamento inusual no presidente do Arouca.
 
10
Quando os factos se tornam incómodos, vão-se alterando os factos à medida da tese. Foi assim neste caso, que com base em imagens truncadas provocou como efeito secundário a propagação à imprensa internacional da disparatada teoria do "jacto de cuspo saído da boca de Bruno de Carvalho" para a mimosa bochecha do pacífico Carlos Pinho.
Inútil iludir: há aqui gravíssimos danos reputacionais para a imagem do presidente. Espero que, em função disto, o gabinete jurídico do Sporting reúna como óbvia circunstância agravante todos os recortes da imprensa internacional na queixa-crime contra o pai do filho e o filho do pai que apresentará na justiça civil e na participação às instâncias jurídicas e disciplinares do desporto-rei.
É tempo de a famiglia Pinho deixar de se passear impune nas catacumbas do futebol português.
 


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