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És a nossa Fé!

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Abel e o monstro Danilo

Jorge Jesus atrasou-se a render Bruno César por Petrovic e o Sporting acabou a perder 2 pontos na recepção ao Braga. A entrada do sérvio seria o Petromax que iluminaria a noite em Alvalade, o farol que poderia orientar a equipa, visto que o desgaste acumulado no brasileiro (já incapaz de qualquer clarão) e as substituições que refrescaram a equipa de Abel ameaçavam desequilibrar as forças em campo. Durante pelo menos 15 minutos Jesus não mexeu um(a) Palhinha (porque não constou da ficha de jogo?) e, quando quis, já foi tarde. Aonde é que eu já vi isto???

O jogo teve vários aspectos curiosos: a primeira curiosidade foi verificar que tendo o Sporting diversos Matheus, um emprestado ao Chaves, outro (com 2 Ts) geralmente emprestado às bancadas, afinal há um bom Matheus no futebol nacional, mas reside em Braga. Duas defesas miraculosas, a remates de Coates e Bruno Fernandes (que já tinha assistido para a oportunidade do uruguaio), impediram a nossa equipa de se adiantar no marcador durante a primeira parte; a segunda, foi observar que no aguardado duelo de Djavans só o Martins compareceu, pois o defesa esquerdo bracarense, com apelidos de craque (da Silva Ferreira), nem no banco ficou. "Um dia triste, toda a fragilidade incide", cantaria o nosso Djavan, perdão Gelson, com as suas rastas cortadas à tigela, no final do jogo, ele que ainda retardaria o colapso da equipa ao salvar um golo certo após remate do regressado Esgaio, evitando assim mais uma repetição da sina Wilson Eduardo (que também se poderia chamar Wender); a terceira singularidade consistiu no facto insólito de o árbitro Carlos Xistra, assim a modos de um Lewis Hamilton a apresentar-se na grelha de partida de um Grande-Prémio, apeado, sem o seu Mercedes, se ter esquecido do apito no balneário, situação que provocou atraso no reatamento do jogo (será multado como os clubes?) e constituiu o momento cómico da noite; finalmente, não foi só JJ a rasgar (a alma dos adeptos com a demora nas substituições): o profeta leonino acertou no seu diagnóstico - não se fazem milagres quando jogam sempre os mesmos e do camião de jogadores comprados na época passada, a titular só sobra Bas Dost, não é Jesus? - e temos mais 2 jogadores (Acuña e Dost) entregues ao Dr. Varandas. Deve ser a isto que se chama "gestão do plantel". Eu já vi este filme, tinha um canastrão com pouco jeito para linguas como protagonista e chamava-se o Exterminador Implacável...

Na segunda parte, Bas Dost ainda adiantaria o Sporting no marcador, desviando subtilmente um belo cruzamento de Bruno Fernandes, mas depois surgiria Danilo, primeiro a ganhar um penálti, depois a bater Rui Patrício sem apelo nem agravo (a bola pareceu ter sido desviada em André Pinto). Valeu a grande penalidade caída do Céu, por interferência de Alan Ruiz (sofreu a falta de costas para a baliza!!!), e convertida por Bruno Fernandes (sempre ele).

O árbitro albicastrense precipitou-se no apito (o tal) e retirou a hipótese à equipa bracarense de se adiantar no marcador, manchando a sua actuação. 

 

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Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

 

Do empate que o Braga veio impor em Alvalade. Novo tropeção do Sporting no campeonato num jogo em que estávamos a perder a um minuto do apito final contra uma equipa que teve menos dois dias de descanso após a jornada europeia. Valeu-nos um penálti mesmo ao cair do pano para conseguirmos um pontinho. O jogo terminou 2-2 e já vemos o FC Porto quatro pontos à nossa frente.

 

Do nosso meio-campo. Bruno Fernandes e Bruno César, em constantes trocas posicionais, não conseguiram pressionar a saída do Braga para o ataque nem conter o caudal ofensivo da equipa adversária. Battaglia esteve sempre muito desacompanhado como médio de contenção.

 

Da ausência de William Carvalho. Este jogo deixou bem evidente a falta que nos faz o capitão para recuperar bolas, ligar a defesa ao ataque, abrir linhas de passe, temporizar e distribuir jogo.

 

Dos sucessivos falhanços em zona de finalização. Não podemos desperdiçar tantas ocasiões de golo como aconteceu neste Sporting-Braga. Pelo menos três. A primeira, logo aos 5', por Bruno Fernandes. Depois, aos 63, por Bas Dost: o holandês desperdiçou um excelente cruzamento de Bruno César. Finalmente aos 87, quando Doumbia, bem colocado, cabeceou muito por cima da baliza.

 

Da síndrome dos minutos finais. Uma vez mais, tombamos à beira do fim. Vencíamos por 1-0 aos 85' e até ao fim do tempo regulamentar, em quatro minutos, sofremos dois golos. A história repete-se: é algo inaceitável numa equipa ainda com aspirações ao título.

 

De Jonathan Silva. Fábio Coentrão, como aqui se alertou em devido tempo, está com sérios problemas físicos que o deixam mais tempo fora do que dentro da equipa. O argentino, que em regra o substitui, voltou a mostrar que está longe de ter o mesmo talento. É impressionante sobretudo a quantidade de passes que falha ao longo de um jogo, como hoje voltou a acontecer.

 

Da onda de lesões. Já tínhamos quatro jogadores titulares no estaleiro: William Carvalho, Fábio Coentrão, Matthieu e Piccini. Hoje mais dois ficaram incapacitados, em pleno jogo, devido a lesões musculares: Acuña aos 41', Bas Dost aos 78'. Consequências evidentes da baixa rotação da equipa: Jorge Jesus aposta por sistema nos mesmos jogadores, mesmo quando o calendário de partidas aperta.

 

Da reacção tardia de Jesus. O treinador errou ao lançar em campo os mesmos titulares que enfrentara a Juventus: faltava frescura física à equipa. Errou novamente ao demorar a mexer no onze: viu-se forçado a trocar Acuña por Podence aos 44' e esperou que Bas Dost quebrasse para fazer enfim entrar Doumbia, iam decorridos 80'. Mais incompreensível ainda a última substituição, aos 89', trocando Bruno César por Alan Ruiz,

 

De ver jogar Esgaio com a camisola errada. O lateral formado na Academia de Alcochete regressou a Alvalade, mas com a camisola errada. Fez uma boa partida pelo Braga e deixou a sensação de que tinha condições para integrar o nosso plantel.

 

De termos deixado de depender só de nós. Mesmo que consigamos vencer no Dragão, naquele que promete ser o jogo mais complicado da segunda volta, teremos de aguardar novo desaire da equipa treinada por Sérgio Conceição. Já vimos este filme em qualquer lado.

 

 

Gostei

 

Do golo de Bas Dost. Bem assistido por Bruno Fernandes, o nosso artilheiro concluiu da melhor maneira um bom lance de ataque aos 66'. Já leva nove marcados neste campeonato.

 

Do penálti bem marcado por Bruno Fernandes. Mesmo ao cair do pano, no último fôlego da partida, o nosso médio ofensivo não claudicou na linha da grande penalidade, empatando a partida.

 

De Battaglia. Num jogo em que poucos jogadores do Sporting se destacaram pela positiva, o mais regular foi o médio argentino, que nunca virou a cara à luta e travou parte do ímpeto ofensivo dos bracarenses. Merecia ter sido mais acompanhado nesta batalha desigual.

 

Da comparação com o ano passado. O Braga de Abel Ferreira venceu-nos na época passada por 1-0. Do mal, o menos: desta vez não perdemos. Só empatámos.

 

Do apoio do público. Éramos 42.844 em Alvalade. Merecíamos ter visto melhor espectáculo. E sobretudo merecíamos que a equipa nos tivesse dado uma alegria, o que não aconteceu.

Ricardo Esgaio

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Duas primorosas assistências para os dois golos da vitória do Braga, há pouco, frente ao Hoffenheim. Em jogo disputado na Alemanha. Perante uma equipa que acaba de derrotar o Bayern.

Sei que ele já não é nosso. Mas sei também, paradoxalmente, que continua a ser nosso.

Daí o meu orgulho por esta brilhante actuação dele.

Daí o abraço que daqui endereço ao Ricardo Esgaio.

Lembram-se?

Lembram-se daqueles palpiteiros da pantalha que ainda há pouco juravam a pés juntos que o Braga "era já praticamente o terceiro grande" do futebol português, destronando o Sporting do pódio clubístico?

Estes imbecis andavam a confundir os distritos minhotos com o País. O Braga é, sim, um dos três grandes. Mas do Minho, onde aliás existe um clube com mais qualidade exibicional e melhor classificação no campeonato nacional de futebol: o bravo Vitória de Guimarães, a que presto a minha homenagem.

Quanto ao Braga, segue 16 pontos abaixo do Sporting. Lá continua alegremente, treinador após treinador, de trambolhão em trambolhão.

 

Adenda: António Salvador descobriu, a três jornadas do fim, que "esta Liga e esta classificação é(sic) uma mentira". Certamente por coincidência, só falou assim após a merecida derrota em casa da sua equipa frente ao Sporting.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da justa vitória leonina em Braga.  Num campo tradicionalmente difícil para outras equipas, embora não para a nossa, o Sporting honrou os pergaminhos ao triunfar na Cidade dos Arcebispos. Por 3-2, numa partida em que os bracarenses venciam por 1-0 ao intervalo

 

De Bas Dost. Segundo hat trick do holandês nesta Liga, em que soma 31 golos. Só menos dois do que Messi na corrida que ambos mantêm para a disputa do título de melhor marcador do futebol europeu. Três golos decisivos - o primeiro marcado de grande penalidade, aos 50'; o segundo de cabeça, superando a oposição de dois defesas adversários, aos 75'; o terceiro também de cabeça, numa elevação perfeita, aos 84'. Soma e segue: naturalmente, foi o melhor em campo.

 

De Gelson Martins. Voltou a dar nas vistas, desde os primeiros minutos de jogo, com velozes arrancadas pelo seu flanco. Suscitou grandes defesas de Marafona aos 3' e 4'. Podia ter marcado aos 37'. Foi ele a conquistar a grande penalidade aos 49' de que viria a resultar o nosso primeiro golo. E ainda participou na construção do terceiro. Terminou o jogo esgotado, mas certamente com a sensação do dever cumprido.

 

De Podence. Entrou cedo, aos 28', por lesão de Alan Ruiz. E voltou a demonstrar que merece ser titular nesta equipa. Muito melhor do que o argentino, deu profundidade e velocidade ao jogo, criando sucessivos desequilíbrios. Menos de dois minutos depois de ter entrado, já estava a conquistar um penálti, que Adrien viria a desperdiçar. Sempre muito bem colocado entre linhas, protagonizou excelentes lances aos 37', 47' e 53'. Grande remate aos 62'.

 

Da segunda volta do Sporting no campeonato. Levamos 12 jogos invictos - com dez vitórias e apenas dois empates. Mais significativo ainda: este foi o nosso quinto triunfo consecutivo fora de casa.

 

Da homenagem da equipa a Virgolino de Jesus. Os jogadores tinham prometido ao técnico que tudo fariam para conseguir em Braga uma vitória a dedicar ao pai de Jorge Jesus, falecido na quinta-feira, aos 92 anos. Promessa cumprida: não apenas pelo triunfo alcançado mas também pela qualidade da nossa exibição na capital minhota, sempre com boa circulação de bola e um fluxo ofensivo quase ininterrupto.

 

Da "vingança" da primeira volta. Com Abel Ferreira temporariamente ao leme do Braga, esta equipa foi vencer a Alvalade na primeira volta. Agora com o mesmo treinador de regresso ao banco bracarense, já com carácter definitivo (embora com o presidente António Salvador nova dança de treinadores seja um cenário sempre a considerar), a sua estrelinha parece ter-se apagado.

 

Da confirmação do nosso terceiro lugar em 2016/17. Está garantido o acesso ao play off da Liga dos Campeões.

 

Da arbitragem de Nuno Almeida. Merece elogio por contrastar claramente com várias outras a que temos assistido ao longo da época.

 

 

Não gostei

 

Da lesão de Alan Ruiz. Ocorreu ainda numa fase inicial do encontro, no minuto 25, e parece ter sido grave. Má notícia para o jogador. E para a equipa.

 

Do penálti falhado por Adrien. O Sporting perdia 0-1. Corria o minuto 31' quando Podence conquista uma grande penalidade. Jorge Jesus queria que fosse Bas Dost a convertê-la, mas acabou por ser Adrien. Que atirou para fora. É pelo menos a quarta vez que os nossos jogadores falham penáltis nesta temporada. Um número excessivo.

 

Da nossa defesa. Apanhada em contrapé em três ocasiões (numa delas resultando um golo anulado por fora de jogo), foi claramente o elo mais fraco da equipa. Marvin é batido nos dois golos, iniciados no seu corredor, e Paulo Oliveira falha o corte aos 79', facilitando o segundo bracarense. Levamos 30 golos sofridos: nenhuma equipa consegue ser campeã com números destes.

 

De Bruno César. Segundo jogo consecutivo de eclipse do brasileiro, que voltou a pecar por falta de protagonismo. Parece demasiado ansioso e desgastado, o que o torna pouco consistente.

 

De Bryan Ruiz. Confirma-se: deixou de ser titular, o que facilmente se compreende. Hoje entrou só aos 69', substituindo Bruno César. Na primeira vez em que tocou na bola, enrolou-se em dribles e atirou frouxo para fora. Na segunda, a meio-campo, foi facilmente desarmado. Com ele em campo, passámos a jogar só com dez.

 

Que Gelson e Podence tenham visto os quintos amarelos. Por acumulação de cartões, ficarão de fora no próximo desafio.

Cinema Paraíso

Nos meus tempos de jovem, em Tomar, no Cine-Teatro não havia filmes de estreia.

Porque a televisão tinha apenas dois canais e um deles apenas funcionava de forma intermitente, a sala estava sempre muito bem composta, apesar dos seus cerca de 750 lugares, principalmente aos fins-de-semana.

Era portanto o clássico cinema de reprise.

E hoje senti-me com 12, 13 anos a assistir a mais um filme esbatido pelo tempo e pelas vezes que a cópia rodou nas máquinas de projecção. Um  western spaghetti com um final previsível, com mais uma vitória dos cowboys sobre os índios. Ou mais uma batalha épica do 7.º de Cavalaria, do temível General Custer.

Hoje o filme foi o de tantas vezes e a apresentação foi tal, que no início da segunda parte disse para o meu vizinho do lado "já vi este filme muitas vezes".

Enganei-me, este era um filme de estreia. 

Esta era uma produção milionária.

O produtor abriu os cordões à bolsa.

O realizador teve o budget que quis e contratou os actores que quis.

Era previsível um estrondoso êxito e a conquista de alguns  óscares.

O que é certo é que tendo ganho um prémio num festival de média importância logo após a estreia, a carreira deste filme, apesar da boa nota artística, veio em modo decrescente até à projecção de hoje.

Hoje, uns actores gastos, cansados, desorientados, sem os textos decorados, andaram pela tela de forma amorfa e o filme que ameaçava tornar-se um blockbuster, levou uma machadada tal, que é hoje já quase certo que será um enorme flop.

O que eu sei é que nalguns filmes de reprise que vi em Alvalade, os actores se esforçavam por representar bem o seu papel, apesar de tudo. Hoje qualquer actor amador se sentiria envergonhado pelo desempenho destes profissionais.

Ao contrário dos previsíveis filmes da minha juventude, que apesar de esbatidos e nalguns casos mal representados, chamavam público, porque a concorrência era ínfima e de má qualidade, este filme não chama ninguém.

Não sei o que pensará fazer o produtor, ou sequer se pode fazer alguma coisa, mas ou algo muda, ou perderá muito mais que os espectadores.

Porque os possíveis óscares, já perdeu.

 

 

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Da derrota. O Braga veio a Alvalade vencer o Sporting num jogo pautado por uma prestação medíocre da nossa equipa. Bastou um golo bracarense para nos impor a primeira derrota caseira neste campeonato. Antes do Braga, só Borussia Dortmund e Real Madrid tinham aqui vencido na época 2016/17.

 

Da exibição. Segunda derrota consecutiva do Sporting na Liga, desta vez frente a uma equipa que vinha de três desaires consecutivos e se apresentou em Alvalade com um treinador improvisado (Abel Ferreira). A equipa leonina foi incapaz de contrariar o Braga e viu-se manietada pela superior estratégia do onze adversário, muito bem posicionado no terreno, enquanto o Sporting se revelava pouco ou nada agressivo na reacção à perda de bola. O último quarto de hora foi confrangedor, com pontapé para a frente, de qualquer maneira. Os adeptos saíram do estádio frustrados e envergonhados. E deve ter acontecido o mesmo com a maioria dos jogadores.

 

Do festival de passes falhados. Adrien, William, João Pereira, Marvin - há muito tempo que não me recordava de ver esta estonteante sucessão de jogadas interrompidas por desconcentração, fadiga, apatia ou desinteresse dos jogadores, que insistiam em mandar as bolas para fora ou entregá-las sem cerimónia aos adversários. Isto prolongou-se até ao último minuto da partida, quando dois jogadores (Douglas e Adrien) entregaram de bandeja a bola aos bracarenses e estivemos quase a sofrer o 0-2.

 

Da nossa incapacidade de marcar golos. Houve posse de bola, domínio ofensivo do Sporting (45 ataques, contra 14 do Braga) mas um desencontro total entre os nossos jogadores e a baliza. Bryan desperdiçou dois cabeceamentos, travados pelo guarda-redes bracarense. Campbell, aos 35', teve um inacreditável falhanço de frente para a baliza. Adrien, aos 59', mandou uma charutada para as nuvens. O melhor que se conseguiu foi um remate ao poste, disparado por Gelson Martins - o menos mau dos nossos jogadores nesta noite fria, para esquecer. Ou para lembrar.

 

Da lesão de Rúben Semedo. O jovem central magoou-se na primeira parte e já não regressou ao relvado após o  intervalo. Substituído por um Douglas preso de movimentos e apático, com um deslize comprometedor a poucos segundos do fim.

 

Da falta de frescura física dos jogadores. William Carvalho e Adrien, em particular, pareceram já ter entrado em campo fatigados. Resta saber se esta fadiga é apenas no plano físico ou também no plano psicológico.

 

Do balanço dos últimos quatro jogos. Três derrotas (para a Champions, com o Legia, e para o campeonato frente ao SLB e agora no desafio com o Braga) e apenas uma vitória tangencial, para a Taça de Portugal, no campo do Setúbal.

 

Da segunda despedida. Já tínhamos dito adeus à Liga dos Campeões, sem acedermos sequer à Liga Europa. Hoje praticamente pusemos fim ao sonho de conquistar o campeonato: oito pontos, nesta fase, é uma distância muito difícil de transpor. O pior é recordarmos que há duas jornadas estávamos apenas a dois pontos do primeiro, com hipóteses de passar para a frente.

 

Do tombo na classificação. Fomos ultrapassados no terceiro lugar pelo Braga, que tem 29 pontos. Ficamos com apenas 27 - a mesma pontuação que o V. Guimarães, que segue em quinto.

 

De andar para trás. Há um ano - com João Mário, Slimani e Montero na equipa - tínhamos 35 pontos. Oito acima dos que temos agora.

 

 

Gostei

 

Da confiança dos adeptos na equipa. Apesar dos percalços anteriores, esta noite houve 42.148 espectadores em Alvalade. Ou muito me engano ou tão cedo este número de presenças não voltará a repetir-se no nosso estádio.

 

De Gelson Martins. Voltou a ser o melhor dos nossos, escapando ao naufrágio geral da equipa. Esteve quase a marcar na primeira parte, com um remate a rasar a baliza do Braga (32') e na segunda parte atirou ao poste (50'). Teve a qualidade ofensiva a que já nos habituou e ainda foi várias vezes atrás, desempenhando missões defensivas no corredor direito.

 

De Abel Ferreira. Treinador da formação bracarense, surgiu inesperadamente no banco em Alvalade devido ao despedimento de José Peseiro. Montou bem a equipa e leu bem o jogo. Regresso feliz ao nosso estádio deste ex-jogador leonino que comandou a equipa B do Sporting já durante o mandato de Bruno de Carvalho. É caso para dizer que gostaríamos de o ver de volta.

 

De Wilson Eduardo. Outro ex-jogador da nossa formação, que vestiu sempre com brio a camisola verde e branca. Dispensado pelo Sporting, sem clube do coração, viu-se forçado a outras escolhas. Foi ele o  marcador do golo bracarense, aos 70', num lance em que Rui Patrício não está isento de culpa. E quase marcou outro, na primeira parte. Ao ver o irmão de João Mário a actuar pelo Braga, dei por mim a pensar que Wilson Eduardo faz hoje falta no Sporting.

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