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És a nossa Fé!

Iguais ao Boavista, piores que o Setúbal de Couceiro

Resultados do Sporting vs. Setúbal; duas vitórias, uma por 2 a 0 e outra por 3 a 0, cinco golos marcados, zero sofridos.

Resultados do Sporting vs. Boavista; duas vitórias, uma por 4 a 0 e outra por 1 a 0, cinco golos marcados, zero sofridos.

Resultados do Benfica vs. Setúbal; um empate e uma derrota, 1 a 1 e derrota por 1 a 0, um golo marcado, dois sofridos.

Resultados do Benfica vs. Boavista; dois empates, 3 a 3 e 2 a 2, cinco golos marcados, cinco golos sofridos.

Sporting, 12 pontos.

Benfica, 3 pontos.

A propósito disto.

Na época passada o Sporting foi superior a todas as equipas (se fossem contabilizados os resultados obtidos nos dois jogos como eliminatórias) nesta época o Benfica até conseguiu ser pior que o Setúbal.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da goleada.  Derrotámos o Boavista por 4-0, com 2-0 ao intervalo, num jogo em que a superioridade leonina foi indiscutível e manifesta do princípio ao fim. Primeira goleada em casa nesta temporada 2016/17: mais vale tarde que nunca.

 

Da atitude da equipa. Nós, os adeptos que nos deslocámos esta noite a Alvalade, tivemos finalmente direito a 90 minutos de futebol de grande nível, com um caudal ofensivo constante e exibições muito positivas de quase todos os jogadores. Já era tempo.

 

De Bas Dost. O holandês acaba de igualar a marca de Slimani ao longo de todo o campeonato anterior, igualando também os 27 golos que Lionel Messi tem de momento marcados pelo Barcelona, o que o coloca em excelente posição na corrida à Bota de Ouro europeia. Tudo isto em 25 jogos disputados na Liga 2016/17 - à média de mais de um golo por partida. Hoje foram mais três - aos 29', 48' e 63', o segundo dos quais na conversão de uma grande penalidade. Foi, sem dúvida, a grande figura do jogo.

 

Do cântico a Bas Dost. O nosso ponta-de-lança bem justifica já ter cântico próprio, desta vez entoado por três vezes de forma bem sonora em todo o estádio.

 

De Bruno César. Grande partida do médio brasileiro, fundamental na construção desta goleada. Fez duas assistências para golo aos 29' e aos 63', e foi ele ainda a sofrer o penálti de que resultaria o nosso segundo golo. Ficou hoje definitivamente provado que é um desperdício colocá-lo a jogar como lateral esquerdo. É no meio-campo, descaído sobre a ala esquerda, que ele rende mais e melhor.

 

De Alan Ruiz. O jovem argentino assume cada vez mais influência no onze titular do Sporting. Neste jogo foi ele a abrir o marcador, com um potente remate logo aos 20'. Destacou-se pela precisão do passe e pela capacidade de disparar à baliza na posição em que melhor rende, à meia-distância. Ninguém já duvida hoje que foi um bom reforço para o plantel leonino.

 

De ver Podence a titular. Boa exibição do jovem avançado, que levou sempre perigo à grande área do Boavista. O primeiro golo nasce de uma acção sua, ao recuperar a bola no meio-campo. Isolado, podia ter marcado aos 35': optou por oferecer o golo a Bryan Ruiz, tendo-se desperdiçado assim uma oportunidade para ampliarmos a vantagem no primeiro tempo, quando já vencíamos por 2-0. Podia ter voltado a marcar aos 70', de fora da área: a bola rasou a trave.

 

Do regresso de Adrien. Recuperado da lesão, o nosso capitão recebeu uma calorosa e expressiva ovação ao entrar em campo, aos 63'. Vamos contar com ele para o dérbi do dia 22, também em Alvalade.

 

Da oportunidade dada a Francisco Geraldes. O jovem da nossa formação entrou ao minuto 77, substituindo Podence. Vai ganhando assim rodagem na equipa principal, onde dentro de alguns meses já poderá ser um dos pilares. O público gostou desta opção do treinador, bem sublinhada com aplausos.

 

Da fase actual do Sporting. Atravessamos a melhor série desta temporada, com sete vitórias e um empate nos últimos oito jogos. Com 19 golos marcados e só cinco sofridos. Merece registo.

 

Da diversidade de soluções na equipa. Hoje goleámos o Boavista mesmo sem Adrien nem Gelson Martins no onze titular. Prova de que o nosso banco tem qualidade.

 

Do entusiasmo no estádio. Esta noite estivemos 42.822 em Alvalade. E gostámos muito do que vimos.

 

 

Não gostei

 

Da lesão de Gelson Martins. Tocado numa coxa, o jovem internacional ficou fora da equipa por precaução. Esperamos que regresse sem demora.

 

De Marvin. Voltou a ser o elo mais fraco, arriscando pouco na sua ala e acusando nervosismo sem que se perceba bem porquê. É a posição que precisamos de ver mais reforçada.

 

De Bryan Ruiz. Partida demasiado discreta do costarriquenho, que voltou a alinhar na posição 8. Esteve perto de marcar, aos 35' e aos 43', mas continua a ter uma relação problémática com a baliza.

 

Dos cabeceamentos de Coates. O internacional uruguaio bem tentou aproveitar a sua elevada estatura nos lances de bola parada, mas sem sucesso: três remates de cabeça falhados (3', 62' e 86').

 

Do Boavista. Nem pareceu a mesma equipa que foi empatar à Luz. Terá sido por jogar sem o habitual equipamento axadrezado?

O melhor prognóstico

Prognósticos houve muitos, mas certeiros apenas dois: só o nosso colega José da Xã e o nosso leitor SportingSempre acertaram no resultado do Boavista-Sporting (0-1).

Aplicado o critério do desempate, a vitória nesta ronda de vaticínios cabe ao José da Xã, que acertou também no nome do marcador: Bas Dost.

O que lhe dá ainda mais responsabilidade para as próximas duas rondas - incluindo a do dérbi da capital. Faltam 13 dias para esse confronto.

No Bessa, com boa vista

Tive oportunidade de assistir à vitória do Sporting, no sábado, no Bessa. Num lugar privilegiado, com boa vista, percebi como a pressão dos jogadores e espetadores da casa sobre o árbitro, constante do primeiro ao último minuto, deu resultado. Por exemplo, na expulsão do Rúben Semedo. Mas também nas muitas faltas marcadas contra o Sporting, ao mais leve contacto. Valeu a categoria de Gelson na jogada do golo, com o acerto de Bas Dost, mas a nota dominante foram os golos falhados. Tanto desperdício poderia ter-nos custado caro, apesar do Boavista não ter tido, praticamente, remates certeiros à baliza de Rui Patrício. Melhor que o empate do ano anterior, mas ainda assim uma vitória pouco expressiva face à nossa superioridade. Eficácia precisa-se!

Os nossos jogadores, um a um

Segunda vitória consecutiva do Sporting, segundo jogo seguido sem sofrermos golos. Fomos ao Bessa, onde há um ano tínhamos empatado a zero, vencer o Boavista. Vitória pela marca mínima, 1-0, mas suficiente para nos garantir três pontos. Bom desfecho de uma exibição categórica do onze leonino num estádio tradicionalmente difícil para qualquer equipa.

O resultado foi construído na primeira parte, novamente por Bas Dost, completando exemplarmente uma jogada genial de Gelson Martins - de novo o melhor elemento em campo. O jovem extremo direito fintou três adversários e cruzou na perfeição para a cabeça do internacional holandês.

Já antes Dost tinha rematado ao poste, logo aos 8', muito bem servido por Joel Campbell, que repetiu a titularidade: Jorge Jesus preferiu deixar no banco outro costarriquenho, Bryan Ruiz, que só entraria aos 60'.

No segundo tempo, destaque para um tiraço de Bruno César à barra: iam decorridos 73' e apesar de a bola não ter entrado era um sinal evidente de que o Sporting, quatro dias após ter defrontado o Real Madrid em Alvalade, estava de boa saúde física e anímica. Deixando para trás o fantasma dos maus resultados após cada jornada europeia.

Continuamos a depender só de nós na Liga 2016/17. Apenas isso interessa.

 

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RUI PATRÍCIO (5). Teve muito pouco trabalho mas cumpriu nas raras ocasiões em que foi chamado a intervir. Protagonizou um lance polémico ao entrar na baliza com a bola dominada, mas sem que esta cruzasse a linha de golo.

SCHELOTTO (5). Substituiu João Pereira como lateral direito titular. Não pareceu em boa condição física, como viria a confirmar-se logo a abrir a segunda parte, quando se lesionou por aparente má colocação do pé.

COATES (7). Impõe-se cada vez mais como um dos melhores centrais do campeonato. Outra exibição categórica, em que não se limitou a defender: também foi à frente, apoiando bem os seus colegas. Grandes cortes aos 44' e 80'.

RÚBEN SEMEDO (6). Ganhou muitos confrontos individuais, exibindo-se com a autoconfiança que todos lhe conhecemos. Abusou por vezes do contacto físico, mas não no lance em que foi muito mal expulso, aos 83'.

MARVIN (6). Com poucos rasgos, mas sem deslizes. O holandês desta vez mostrou-se mais maduro e tranquilo. Protagonizou uma grande jogada individual aos 64'. Soube queimar tempo, com inteligência, no período extra final.

WILLIAM CARVALHO (7). Fez rolar a bola sempre controlada e transformando o nosso meio-campo numa muralha defensiva. Excelente lance individual aos 52' na grande área. Quase toda a construção passou por ele.

ADRIEN (7). O complemento ideal de William: formam ambos a melhor parceria de médios do futebol português. Eficaz a recuperar bolas, arguto a dar sequência aos lances, com uma grande visão de jogo. Acabou quase esgotado.

BRUNO CÉSAR (7).  Começou como segundo avançado, depois descaiu para a ala. Em qualquer lugar jogou com garra e brio. A sua "bomba" à barra merecia ter sido golo. Sacrificado aos 85': teve de sair quando Rúben foi expulso.

GELSON MARTINS (8).  De novo o melhor em campo. Falhou o golo aos 22', a passe de Bas Dost. Mas fez tudo o resto muito bem: desequilibrou, assistiu para o golo do holandês (25'), serviu Bruno César na bomba à barra (73').

CAMPBELL (7). Merece ser titular e o treinador recompensa-o. Veloz e dinâmico, serviu Bas Dost, que atirou ao poste (8'). Grandes trocas posicionais com Gelson e Bruno César, baralhando o bloco defensivo rival. Substituído aos 60'.

BAS DOST (7). Foi contratado para marcar golos e tem vindo a cumprir: o cabeceamento certeiro aos 25' valeu três pontos à equipa. Ainda rematou ao poste e teve boas movimentações em várias áreas do terreno.

JOÃO PEREIRA (5).  Entrou aos 47', rendendo o lesionado Schelotto. Foi bastante mais contido do que noutros desafios, talvez lembrando o cartão vermelho recebido quatro dias antes frente ao Real Madrid em Alvalade.

BRYAN RUIZ (5).  Substituiu Campbell aos 60', numa altura em que o treinador pedia à equipa maior contenção de bola. Cumpriu a missão no ritmo pausado a que já nos habituou mas sempre com bom toque de bola.

PAULO OLIVEIRA (-).  Entrou aos 85', colmatando a súbita vaga de Rúben Semedo. Jogou o tempo suficiente para ajudar a conter a previsível investida final do Boavista, que não passou de breve fogacho.

Três pontos

Depois do esforço de Terça-feira, mais uma jornada complicada, hoje, no Bessa.

Num jogo que começámos claramente por dominar e que poderíamos ter matado por quatro ou cinco vezes, acabámos a defender três pontos mais que justos, outra vez contra catorze.

Para aqueles que nos virão aqui chatear a moleirinha com aquilo a que irão chamar anti-jogo, a minha resposta em gargalhada é: Finalmente aprenderam a defender um resultado. Contra tudo e contra todos!

Para aqueles que ainda aqui aparecem com a estória do Slimani, serve aquela cotovelada do rapaz axadrezado na cara de Coates.

Muito Bom - Adrien, William, Coates, Gelson (melhor em campo mais uma vez) e Dost.

Bom - Bruno César.

Suficiente - Os restantes.

Rui fez uma defesa, em cima do risco. Aposto que a partir de hoje teremos aí um camião de defensores do vídeo-árbitro e da tecnologia da linha de baliza, vai uma aposta?

Bom - O domínio do jogo na primeira parte e algumas boas jogadas.

Mau - Os cruzamentos (o único que "entrou" foi o do golo) e (a falta dos) os remates.

Este já está, siga a banda.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória no Bessa. O Sporting trouxe hoje três pontos do confronto com o Boavista, num estádio tradicionalmente difícil. Missão cumprida.

 

Da nossa superioridade durante todo a partida. Noventa minutos com total domínio leonino, desde o minuto inicial. A primeira incursão dos axadrezados à nossa baliza só ocorreu quando já havia passado uma hora de jogo.

 

De Gelson Martins. Novamente o melhor em campo. Partiu os rins ao lateral esquerdo do Boavista, criando sucessivos desequilíbrios na sua ala e à entrada da grande área axadrezada. Fez a assistência para o golo e esteve ele próprio muito perto de marcar. Tem um fôlego inesgotável: não acusa o menor indício de desgaste físico.

 

De Bas Dost. Fez o que lhe competia: voltou a marcar. Já soma sete golos na Liga 2016/17. Mas não se limita a esperar pela bola: vai muitas vezes buscá-la. Exerce pressão na frente e sabe também jogar atrás.

 

De Campbell. Segunda jornada consecutiva com o costarriquenho como titular. E voltou a demonstrar ao treinador que vale a pena apostar nele. Muito dinâmico, sobretudo na primeira parte, domina bem a bola e ganha consecutivos confrontos individuais. Deu nas vistas logo aos 8' ao servir Bas Dost, que rematou ao poste.

 

De Adrien. Um elemento fundamental para as ambições do Sporting na conquista do campeonato. Mesmo quando não brilha, como foi o caso, é sempre essencial na manobra ofensiva da equipa, abrindo linhas de passe e calibrando a velocidade do jogo. Esta vitória também se deveu muito a ele.

 

De ganhar após a Champions.  Quebrou-se de vez o mito da quebra leonina após os desafios das competições europeias. Quatro dias após o duro embate de Alvalade com o Real Madrid o Sporting não acusou o menor sinal de falta de frescura física nem de quebra psicológica.

 

Da maturidade da equipa. Ao contrário do que sucedeu noutros desafios, soubemos guardar bem a bola e pautar o ritmo do jogo de acordo com os nossos interesses quando passámos a jogar com um a menos, aos 83', na sequência da injusta expulsão de Rúben Semedo.

 

De não termos sofrido golos. A nossa baliza voltou a ficar invicta e nem sequer chegou a estar sob ameaça em momento algum do jogo de hoje.

 

Das ausências de Elias e Markovic. Nenhum deles fez a menor falta.

 

 

Não gostei

 

Do árbitro. Em Portugal expulsa-se duas vezes mais do que em Espanha ou Inglaterra e três vezes mais do que na Alemanha. Fábio Veríssimo, após uns instantes de hesitação, cedeu à pressão dos jogadores da casa mostrando o cartão vermelho a Rúben Semedo num lance em que não houve contacto físico. Péssima decisão do mesmo juiz da partida que já nos tinha prejudicado seriamente na época passada, no desafio frente ao Braga da Taça de Portugal que ditou a nossa eliminação da prova.

 

Da lesão de Schelotto. Perdemos o lateral direito logo a abrir a segunda parte, forçando Jorge Jesus a queimar uma substituição com uma troca directa, fazendo entrar João Pereira.

 

Da vitória escassa. Vencemos o Boavista por 1-0. Muito melhor do que há um ano, quando fomos ao Bessa empatar a zero. Mas soube a pouco atendendo às oportunidades criadas, sobretudo no primeiro tempo.

 

Das duas bolas aos ferros. A primeira logo aos 8', por Bas Dost, a passe de Campbell; a segunda com um disparo fortíssimo à barra de Bruno César, bem servido por Gelson Martins. Qualquer deles merecia ter feito golo.

Um justo campeão

Também por acidente, vi os minutos finais da primeira parte do Boavista-Benfica. Foi o suficente para Samaris me ter enchido o olho com um golpe genial, por trás, sobre um jogador do Boavista (o meu filho disse-me que já tinha um amarelo: deve ter sido por isso que o árbitro não o quis favorecer mostrando-lhe outro - prémios como esse têm de ser usados com parcimónia) e Eliseu me ter maravilhado (e julgo que todos os que testemunharam o momento) com um golpe certeiro na perna de Rúben Ribeiro. Os jogos do Benfica parecem-se cada vez mais com os do Canelas, dos Super-Dragões. É por isso que vai ser o justo campeão. De futebol não, que (os benfiquistas que me desculpem) não jogam nada. Mas de karaté sim. São sem dúvida os melhores na modalidade. E ainda dizem que o Benfica não é um clube eclético.

Os nossos jogadores, um a um

Esta noite ficaram desfeitos alguns fantasmas que começavam a instalar-se nesta caminhada do Sporting rumo ao título. Que fantasmas eram esses? Que o Sporting tinha tendência para sofrer golos e perder pontos em Alvalade.

Nada disso sucedeu hoje. Vencemos com relativa tranquilidade o Boavista num jogo quase sem casos e sem brindes da arbitragem. Os golos surgiram naturalmente, ainda na primeira parte, na sequência de lances de bola parada, marcados por Ewerton (37') e Bryan Ruiz (45').

É certo que o Boavista entrou bem em campo, exercendo pressão alta e mal deixando o Sporting assumir o controlo do jogo. Foi uma espécie de teia montada pelos axadrezados no meio-campo. Mas aos 20 minutos a nossa equipa libertou-se da pressão e mostrou-se em grande nível. Nesse período surgiram os dois golos, ficando o resultado final selado logo ao intervalo.

No segundo tempo voltou a haver períodos de equilíbrio e o Boavista podia até ter marcado com um remate indefensável que esbarrou na baliza à guarda de Rui Patrício. Mas João Mário (76'), Slimani (81') e Carlos Mané (81') quase ampliaram a nossa vantagem, forçando Mika, guarda-redes do Boavista, a duas grandes defesas.

Para mim o melhor em campo foi o regressado Ewerton.

 

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RUI PATRÍCIO (7). Sempre muito interventivo, mostrou-se seguro durante toda a partida. Lançou muito bem o nosso ataque aos 19'. Boas defesas aos 59' e 78'.

SCHELOTTO (6). Vai ganhando ritmo e entrosamento com os colegas. Foi uma unidade móvel quase sempre em destaque. Faltou-lhe centrar com mais acerto.

RÚBEN SEMEDO (6). Jesus reiterou-lhe a confiança apesar da exibição menos conseguida frente ao Bayer. Começou intranquilo mas ganhou consistência ao longo do desafio.

EWERTON (8). Regressou à titularidade e fez tudo bem. Audaz, foi à frente procurando o golo. E marcou mesmo, de cabeça, aos 37'. Cortes defensivos impecáveis (77' e 84').

MARVIN (5). Esforça-se mas tarda em demonstrar a mesma utillidade que o ausente Jefferson. Falta-lhe mais intenção atacante e maior pontaria nos cruzamentos.

ADRIEN (6). Jogou na posição habitual de William, hoje ausente por acumulação de cartões. Voltou a evidenciar-se na dinâmica da equipa, embora sem a influência revelada noutros jogos.

JOÃO MÁRIO (7). Qualidade de passe, admirável domínio de bola nos espaços curtos, grande capacidade de desmarcação. Podia ter marcado aos 76'. Merecia esse golo.

GELSON MARTINS (7). Muito dinâmico, foi travado em falta várias vezes pelos axadrezados. Numa dessas faltas, aos 40', o árbitro poupou o cartão vermelho directo ao defesa agressor. Mereceu a titularidade.

BRYAN RUIZ (7). Começou a dar nas vistas aos 18' com um cruzamento soberbo que Teo desperdiçou. Marcou muito bem o canto de que resultou o primeiro golo. E marcou o segundo, de livre.

TEO GUTIÉRREZ (4). Jesus voltou a apostar nele como titular, mas foi mais uma oportunidade desperdiçada: o colombiano limitou-se a rematar uma vez para fora. Saiu aos 62', desta vez sem assobios.

SLIMANI (6). Muito marcado, desta vez ficou em branco. Andou demasiado tempo longe da zona de tiro. Rematou forte e bem colocado aos 81', forçando Mika a uma excelente defesa.

CARLOS MANÉ (6). Substituiu Teo aos 62', com melhor desempenho do que o colombiano. Quase marcou o terceiro golo numa recarga, acabando por rematar ao poste.

AQUILANI (5). Entrou aos 78', rendendo Gelson Martins. Nessa fase da partida, o treinador pedia contenção à equipa. Missão que o italiano cumpriu.

MATHEUS PEREIRA (4). Substituiu um fatigado João Mário aos 85'. Quase não chegou a ter tempo para mostrar os dotes que já evidenciou nesta temporada.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória. Consolidamos o comando do campeonato com o tranquilo triunfo obtido hoje em casa frente ao Boavista, por 2-0. Sem deslumbrar mas cumprindo o objectivo essencial: amealhar mais três pontos.

 

De ganhar sem sofrer golos. A defesa leonina cada vez mais se confirma como a melhor deste campeonato.

 

Da nossa boa organização ofensiva entre os 20' e os 45'. Foi o período em que acelerámos o jogo e conseguimos bons frutos. Os dois golos surgiram aí.

 

Do bom aproveitamento dos lances de bola parada. Ao contrário do que tem vindo a ser costume, os dois golos nasceram de jogadas de laboratório: um canto aos 37' e um livre aos 45'.

 

De Ewerton. Muito dinâmico, foi duas vezes à frente com vontade de marcar. À terceira resultou: grande desmarcação do nosso central, elevando-se ao primeiro poste e dando a melhor direcção ao canto marcado por Bryan Ruiz. Foi o primeiro golo do Sporting nesta partida e também o primeiro golo de Ewerton neste campeonato. Além disso teve um desempenho impecável na defesa, onde esteve sempre muito atento. Grandes cortes aos 77' e 84'. O melhor jogador em campo.

 

De Bryan Ruiz. Esteve um pouco abaixo da qualidade que já demonstrou noutros jogos, mas não lhe faltaram apontamentos bem reveladores do grande jogador que manifestamente é. Marcou de livre o segundo golo do Sporting.

 

De João Mário. Voltou a ser essencial na movimentação colectiva do Sporting. Poucos dominam a bola tão bem como ele. Quase marcou o terceiro golo, aos 76', forçando o guardião do Boavista a uma excelente defesa.

 

Da nossa estrelinha da sorte. Funcionou - e de que maneira - quando um remate indefensável do Boavista esbarrou aos 53' no poste da baliza leonina.

 

Do apoio das bancadas. Hoje acorreram a Alvalade 37.083 espectadores.

 

De vencer sem penáltis-fantasma. Não precisamos dos brindes de árbitros incompetentes.

 

De ver reforçada a nossa liderança. Continuamos em primeiro. Com mais três pontos do que o Benfica e seis pontos acima do FC Porto.

 

 

Não gostei

 

De ver o Boavista dominar no quarto de hora inicial do desafio. Há muito que não me lembro de um jogo do Sporting com tantos atrasos para Rui Patrício. Só ao minuto 7 conseguimos aproximar-nos pela primeira vez da baliza adversária.

 

Da agressão a Gelson Martins à cotovelada que passou impune. Aos 40' o nosso extremo foi alvo de uma falta que merecia cartão vermelho. O agressor axadrezado, Philipe Sampaio, nem amarelo viu.

 

Do estado do relvado. Os jogadores escorregaram inúmeras vezes, o que prejudicou a qualidade do espectáculo.

 

Da lesão de Coates. Titular nos últimos jogos, o internacional uruguaio desta vez nem chegou a ser convocado. É mais um defesa do Sporting com problemas físicos.

 

De Teo Gutiérrez. Voltou a ser o mais discreto jogador leonino. Mal se deu por ele em campo.

Jogo? Qual jogo?

Hoje vi o jogo. Antes tivesse ido à Patti Smith. Não percebo para quê tanta posse de bola. Bem, é verdade que a bola até entrou, mas diz que não foi golo. Também é verdade que o jogo teve para aí um tempo útil de 5 minutos e que, depois disso, o árbitro deu 4 minutos a mais (só?), os quais foram gastos a fazer lançamentos laterais e a tirar tochas do campo. Mas o árbitro apitou ao fim de 4 minutos na mesma. Tenho a sorte de ver muitos jogos de andebol, onde tanto anti-jogo é simplesmente impossível: não percebo quem é que quer ver jogos do campeonato português de futebol. Tudo isto é verdade, mas pede-se mais ratice. Por exemplo: onde é que está a famosa ciência do Jesus nas bolas paradas? Não houver sequer uma de jeito para amostra.

Os nossos jogadores, um a um

Empate esta noite do Sporting no Bessa. Um empate sem golos - pelo menos sem golos validados, pois Slimani colocou a bola no fundo da baliza. O árbitro invalidou, falta saber porquê, e logo a seguir perdoou uma escandalosa grande penalidade ao Boavista.

Foi um jogo de caudal único, em que Rui Patrício não fez uma defesa. Os axadrezados, com a mediocridade que os caracteriza, mantiveram quase toda a equipa estacionada dentro da grande área, com receio de sofrerem um golo. Não se justificava tanto temor até porque o campo estava inclinado: o apito de Soares Dias funcionou como um poderoso aliado do Boavista.

O jogo valeu pelo regresso de William Carvalho, enfim recuperado. Um regresso que todos festejamos. Esperando que se mantenha ao nível exibicional que bem lhe conhecemos nas últimas duas épocas.

 

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RUI PATRÍCIO (5). Tranquilo. Foi quase sempre apenas um espectador do encontro, sem necessidade de fazer qualquer defesa.

JOÃO PEREIRA (5). Irrequieto. Corredor acima, corredor abaixo, mas quase sempre ineficaz devido à dupla cobertura de que foi alvo.

PAULO OLIVEIRA (6). Seguro. Mantém-se no comando da defesa leonina. Exibição personalizada. Repôs sempre bem a bola, com precisão de passe.

NALDO (5). Concentrado. Não joga com brilhantismo mas confere segurança em termos defensivos. Continua a combinar bem com Paulo Oliveira.

JEFFERSON (4). Inconsequente. Marcou bem o livre que proporcionou o golo anulado a Slimani. Tirando isso, voltou a falhar a pontaria: passes errados uns atrás dos outros.

ADRIEN (6). Combativo. O grande distribuidor de jogo, alargando sempre a manobra atacante. Subiu no terreno com a entrada de Willliam e o rendimento da equipa melhorou.

JOÃO MÁRIO (5). Regular. Certinho, ajudou a solidificar e organizar o nosso meio-campo. Mas hoje não conseguiu ser o desequilibrador que tem sido. Saiu aos 69'.

BRYAN RUIZ (4). Apagado. Fez algumas incursões pela ala esquerda, quase sempre condenadas ao fracasso. Apagou-se cedo. Saiu cansado aos 65'.

GELSON (5). Esforçado. Capturado pelas marcações, soltou-se no segundo tempo: assistiu Teo num golo que este falhou. Ainda se cola muito à bola, esquecendo-se da equipa.

MONTERO (4). Irrelevante. Podia ter marcado aos 41'. E fez dois bons passes de ruptura. Muito pouco para aquilo que devia ter mostrado em campo. Saiu aos 58'.

SLIMANI (6). Lutador. O melhor em campo. Marcou um golo aos 69' que o árbitro invalidou. Sempre inconformado, como demonstrou aos 76', num excelente lance individual.

TEO GUTIÉRREZ (3). Adormecido. Rendeu Montero aos 58'. Aos 60' a bola sobrou para ele quando estava isolado: chutou para a bancada. Parecia já cansado quando entrou.

CARLOS MANÉ (4). Anestesiado. Desta vez não fez a diferença, longe disso. Entrou em campo aos 65'. Parecia tristonho e assim continuou. Monumental falhanço aos 71'.

WILLIAM CARVALHO (5). Regressado. O melhor do trio que saltou do banco. Fez alguns passes de grande qualidade, ajudando a empurrar a equipa para a frente.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do regresso de William Carvalho à competição.  Mereceu aplausos de pé, aos 69', a entrada em campo do nosso grande médio após três meses de paragem forçada por lesão.

 

De Slimani. Admirável entrega do argelino ao jogo, do primeiro ao último minuto. Foi sempre o mais inconformado dos nossos jogadores. Marcou um golo limpo, absurdamente ilegalizado pelo árbitro. E viu um cabeceamento à baliza desviado pela mão de um defesa do Boavista que o árbitro não sancionou com grande penalidade, como se impunha. O melhor em campo - até porque jogou sempre contra 12.

 

De Adrien. Desequilibrou no meio-campo, como já habituou os adeptos. É raro o lance individual que não ganha. Lutador com fibra, sempre com garra leonina. E sem perder a visão panorâmica do terreno.

 

Da nossa segunda parte. Bastante melhor do que a primeira, quando Jorge Jesus reforçou as alas para quebrar a muralha defensiva do Boavista. Só apetece questionar porque demorou tanto tempo a fazer esta alteração táctica. Quase funcionou: pelo menos revelámos mais objectividade e maior acutilância.

 

Do relvado do Bessa. Voltou a relva natural ao estádio, proporcionando melhor circulação de bola. Felizmente o sintético passou à história.

 

Que não tivéssemos sofrido golos. Segundo jogo consecutivo com a nossa baliza invicta.

 

Da classificação. Continuamos em primeiro, com 14 pontos, em igualdade com o FC Porto. Até agora tudo bem.

 

 

Não gostei

 

Do autocarro axadrezado. Petit mandou estacionar oito jogadores dentro da sua grande área. Quase nem pareceu um jogo de alta competição: isto explica grande parte da mediocridade do campeonato português.

 

Que tivéssemos terminado o jogo em branco. Foi a primeira vez que não marcámos desde o início da temporada.

 

Que tivéssemos perdido a hipótese de nos isolarmos na liderança do campeonato. Depois do empate de ontem do FCP em Moreira de Cónegos, uma vitória nossa hoje deixar-nos-ia sem par no topo da classificação.

 

Do golo anulado a Slimani. Aos 28' o argelino ergueu-se bem e cabeceou com êxito para o fundo das redes. O árbitro Artur Soares Dias anulou o golo por pretensa falta de Slimani que ninguém viu.

 

Do penálti perdoado ao Boavista. Minutos depois, novamente a remate de Slimani, o defesa Paulo Vinicius desviou com a mão a bola que se encaminhava para a baliza. O árbitro Soares Dias não viu este penálti mais que evidente.

 

De um fora-de-jogo mal assinalado a João Pereira. Iam decorridos 38' quando o nosso lateral direito ganha a bola e se dirige com ela rapidamente rumo à baliza. Jogada abortada por pretensa deslocação que nunca existiu. Outro erro grosseiro da equipa de arbitragem liderada por Soares Dias.

 

Do livre perigoso perdoado ao Boavista. Aos 59', um carrinho de Afonso Figueiredo ceifou Gelson Martins em cima da linha da grande área. Uma falta que todos viram excepto o árbitro Soares Dias.

 

Da arbitragem de Artur Soares Dias. Pelos motivos que expus acima.

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