23 Mai 17

Resultados do Sporting vs. Setúbal; duas vitórias, uma por 2 a 0 e outra por 3 a 0, cinco golos marcados, zero sofridos.

Resultados do Sporting vs. Boavista; duas vitórias, uma por 4 a 0 e outra por 1 a 0, cinco golos marcados, zero sofridos.

Resultados do Benfica vs. Setúbal; um empate e uma derrota, 1 a 1 e derrota por 1 a 0, um golo marcado, dois sofridos.

Resultados do Benfica vs. Boavista; dois empates, 3 a 3 e 2 a 2, cinco golos marcados, cinco golos sofridos.

Sporting, 12 pontos.

Benfica, 3 pontos.

A propósito disto.

Na época passada o Sporting foi superior a todas as equipas (se fossem contabilizados os resultados obtidos nos dois jogos como eliminatórias) nesta época o Benfica até conseguiu ser pior que o Setúbal.


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10 Abr 17

Coube desta vez ao nosso estimado leitor Orlando a vitória na ronda de prognósticos. Só ele vaticinou a goleada do Sporting em Alvalade frente ao temível Boavista que foi empatar à Luz. Mais que isso: adivinhou os marcadores de três dos quatro golos leoninos.

É obra. Muitos parabéns pela pontaria tão afinada.


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09 Abr 17

Gostei

 

Da goleada.  Derrotámos o Boavista por 4-0, com 2-0 ao intervalo, num jogo em que a superioridade leonina foi indiscutível e manifesta do princípio ao fim. Primeira goleada em casa nesta temporada 2016/17: mais vale tarde que nunca.

 

Da atitude da equipa. Nós, os adeptos que nos deslocámos esta noite a Alvalade, tivemos finalmente direito a 90 minutos de futebol de grande nível, com um caudal ofensivo constante e exibições muito positivas de quase todos os jogadores. Já era tempo.

 

De Bas Dost. O holandês acaba de igualar a marca de Slimani ao longo de todo o campeonato anterior, igualando também os 27 golos que Lionel Messi tem de momento marcados pelo Barcelona, o que o coloca em excelente posição na corrida à Bota de Ouro europeia. Tudo isto em 25 jogos disputados na Liga 2016/17 - à média de mais de um golo por partida. Hoje foram mais três - aos 29', 48' e 63', o segundo dos quais na conversão de uma grande penalidade. Foi, sem dúvida, a grande figura do jogo.

 

Do cântico a Bas Dost. O nosso ponta-de-lança bem justifica já ter cântico próprio, desta vez entoado por três vezes de forma bem sonora em todo o estádio.

 

De Bruno César. Grande partida do médio brasileiro, fundamental na construção desta goleada. Fez duas assistências para golo aos 29' e aos 63', e foi ele ainda a sofrer o penálti de que resultaria o nosso segundo golo. Ficou hoje definitivamente provado que é um desperdício colocá-lo a jogar como lateral esquerdo. É no meio-campo, descaído sobre a ala esquerda, que ele rende mais e melhor.

 

De Alan Ruiz. O jovem argentino assume cada vez mais influência no onze titular do Sporting. Neste jogo foi ele a abrir o marcador, com um potente remate logo aos 20'. Destacou-se pela precisão do passe e pela capacidade de disparar à baliza na posição em que melhor rende, à meia-distância. Ninguém já duvida hoje que foi um bom reforço para o plantel leonino.

 

De ver Podence a titular. Boa exibição do jovem avançado, que levou sempre perigo à grande área do Boavista. O primeiro golo nasce de uma acção sua, ao recuperar a bola no meio-campo. Isolado, podia ter marcado aos 35': optou por oferecer o golo a Bryan Ruiz, tendo-se desperdiçado assim uma oportunidade para ampliarmos a vantagem no primeiro tempo, quando já vencíamos por 2-0. Podia ter voltado a marcar aos 70', de fora da área: a bola rasou a trave.

 

Do regresso de Adrien. Recuperado da lesão, o nosso capitão recebeu uma calorosa e expressiva ovação ao entrar em campo, aos 63'. Vamos contar com ele para o dérbi do dia 22, também em Alvalade.

 

Da oportunidade dada a Francisco Geraldes. O jovem da nossa formação entrou ao minuto 77, substituindo Podence. Vai ganhando assim rodagem na equipa principal, onde dentro de alguns meses já poderá ser um dos pilares. O público gostou desta opção do treinador, bem sublinhada com aplausos.

 

Da fase actual do Sporting. Atravessamos a melhor série desta temporada, com sete vitórias e um empate nos últimos oito jogos. Com 19 golos marcados e só cinco sofridos. Merece registo.

 

Da diversidade de soluções na equipa. Hoje goleámos o Boavista mesmo sem Adrien nem Gelson Martins no onze titular. Prova de que o nosso banco tem qualidade.

 

Do entusiasmo no estádio. Esta noite estivemos 42.822 em Alvalade. E gostámos muito do que vimos.

 

 

Não gostei

 

Da lesão de Gelson Martins. Tocado numa coxa, o jovem internacional ficou fora da equipa por precaução. Esperamos que regresse sem demora.

 

De Marvin. Voltou a ser o elo mais fraco, arriscando pouco na sua ala e acusando nervosismo sem que se perceba bem porquê. É a posição que precisamos de ver mais reforçada.

 

De Bryan Ruiz. Partida demasiado discreta do costarriquenho, que voltou a alinhar na posição 8. Esteve perto de marcar, aos 35' e aos 43', mas continua a ter uma relação problémática com a baliza.

 

Dos cabeceamentos de Coates. O internacional uruguaio bem tentou aproveitar a sua elevada estatura nos lances de bola parada, mas sem sucesso: três remates de cabeça falhados (3', 62' e 86').

 

Do Boavista. Nem pareceu a mesma equipa que foi empatar à Luz. Terá sido por jogar sem o habitual equipamento axadrezado?


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07 Abr 17

Amanhã, pelas 20.30, as bancadas de Alvalade estarão cheia de adeptos para ver o Sporting-Boavista. Com arbitragem de Manuel Mota, o homem do talho.

Quais são os vossos prognósticos para este jogo?


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28 Nov 16

Prognósticos houve muitos, mas certeiros apenas dois: só o nosso colega José da Xã e o nosso leitor SportingSempre acertaram no resultado do Boavista-Sporting (0-1).

Aplicado o critério do desempate, a vitória nesta ronda de vaticínios cabe ao José da Xã, que acertou também no nome do marcador: Bas Dost.

O que lhe dá ainda mais responsabilidade para as próximas duas rondas - incluindo a do dérbi da capital. Faltam 13 dias para esse confronto.


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Tive oportunidade de assistir à vitória do Sporting, no sábado, no Bessa. Num lugar privilegiado, com boa vista, percebi como a pressão dos jogadores e espetadores da casa sobre o árbitro, constante do primeiro ao último minuto, deu resultado. Por exemplo, na expulsão do Rúben Semedo. Mas também nas muitas faltas marcadas contra o Sporting, ao mais leve contacto. Valeu a categoria de Gelson na jogada do golo, com o acerto de Bas Dost, mas a nota dominante foram os golos falhados. Tanto desperdício poderia ter-nos custado caro, apesar do Boavista não ter tido, praticamente, remates certeiros à baliza de Rui Patrício. Melhor que o empate do ano anterior, mas ainda assim uma vitória pouco expressiva face à nossa superioridade. Eficácia precisa-se!

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26 Nov 16

Segunda vitória consecutiva do Sporting, segundo jogo seguido sem sofrermos golos. Fomos ao Bessa, onde há um ano tínhamos empatado a zero, vencer o Boavista. Vitória pela marca mínima, 1-0, mas suficiente para nos garantir três pontos. Bom desfecho de uma exibição categórica do onze leonino num estádio tradicionalmente difícil para qualquer equipa.

O resultado foi construído na primeira parte, novamente por Bas Dost, completando exemplarmente uma jogada genial de Gelson Martins - de novo o melhor elemento em campo. O jovem extremo direito fintou três adversários e cruzou na perfeição para a cabeça do internacional holandês.

Já antes Dost tinha rematado ao poste, logo aos 8', muito bem servido por Joel Campbell, que repetiu a titularidade: Jorge Jesus preferiu deixar no banco outro costarriquenho, Bryan Ruiz, que só entraria aos 60'.

No segundo tempo, destaque para um tiraço de Bruno César à barra: iam decorridos 73' e apesar de a bola não ter entrado era um sinal evidente de que o Sporting, quatro dias após ter defrontado o Real Madrid em Alvalade, estava de boa saúde física e anímica. Deixando para trás o fantasma dos maus resultados após cada jornada europeia.

Continuamos a depender só de nós na Liga 2016/17. Apenas isso interessa.

 

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RUI PATRÍCIO (5). Teve muito pouco trabalho mas cumpriu nas raras ocasiões em que foi chamado a intervir. Protagonizou um lance polémico ao entrar na baliza com a bola dominada, mas sem que esta cruzasse a linha de golo.

SCHELOTTO (5). Substituiu João Pereira como lateral direito titular. Não pareceu em boa condição física, como viria a confirmar-se logo a abrir a segunda parte, quando se lesionou por aparente má colocação do pé.

COATES (7). Impõe-se cada vez mais como um dos melhores centrais do campeonato. Outra exibição categórica, em que não se limitou a defender: também foi à frente, apoiando bem os seus colegas. Grandes cortes aos 44' e 80'.

RÚBEN SEMEDO (6). Ganhou muitos confrontos individuais, exibindo-se com a autoconfiança que todos lhe conhecemos. Abusou por vezes do contacto físico, mas não no lance em que foi muito mal expulso, aos 83'.

MARVIN (6). Com poucos rasgos, mas sem deslizes. O holandês desta vez mostrou-se mais maduro e tranquilo. Protagonizou uma grande jogada individual aos 64'. Soube queimar tempo, com inteligência, no período extra final.

WILLIAM CARVALHO (7). Fez rolar a bola sempre controlada e transformando o nosso meio-campo numa muralha defensiva. Excelente lance individual aos 52' na grande área. Quase toda a construção passou por ele.

ADRIEN (7). O complemento ideal de William: formam ambos a melhor parceria de médios do futebol português. Eficaz a recuperar bolas, arguto a dar sequência aos lances, com uma grande visão de jogo. Acabou quase esgotado.

BRUNO CÉSAR (7).  Começou como segundo avançado, depois descaiu para a ala. Em qualquer lugar jogou com garra e brio. A sua "bomba" à barra merecia ter sido golo. Sacrificado aos 85': teve de sair quando Rúben foi expulso.

GELSON MARTINS (8).  De novo o melhor em campo. Falhou o golo aos 22', a passe de Bas Dost. Mas fez tudo o resto muito bem: desequilibrou, assistiu para o golo do holandês (25'), serviu Bruno César na bomba à barra (73').

CAMPBELL (7). Merece ser titular e o treinador recompensa-o. Veloz e dinâmico, serviu Bas Dost, que atirou ao poste (8'). Grandes trocas posicionais com Gelson e Bruno César, baralhando o bloco defensivo rival. Substituído aos 60'.

BAS DOST (7). Foi contratado para marcar golos e tem vindo a cumprir: o cabeceamento certeiro aos 25' valeu três pontos à equipa. Ainda rematou ao poste e teve boas movimentações em várias áreas do terreno.

JOÃO PEREIRA (5).  Entrou aos 47', rendendo o lesionado Schelotto. Foi bastante mais contido do que noutros desafios, talvez lembrando o cartão vermelho recebido quatro dias antes frente ao Real Madrid em Alvalade.

BRYAN RUIZ (5).  Substituiu Campbell aos 60', numa altura em que o treinador pedia à equipa maior contenção de bola. Cumpriu a missão no ritmo pausado a que já nos habituou mas sempre com bom toque de bola.

PAULO OLIVEIRA (-).  Entrou aos 85', colmatando a súbita vaga de Rúben Semedo. Jogou o tempo suficiente para ajudar a conter a previsível investida final do Boavista, que não passou de breve fogacho.


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Três pontos
Edmundo Gonçalves

Depois do esforço de Terça-feira, mais uma jornada complicada, hoje, no Bessa.

Num jogo que começámos claramente por dominar e que poderíamos ter matado por quatro ou cinco vezes, acabámos a defender três pontos mais que justos, outra vez contra catorze.

Para aqueles que nos virão aqui chatear a moleirinha com aquilo a que irão chamar anti-jogo, a minha resposta em gargalhada é: Finalmente aprenderam a defender um resultado. Contra tudo e contra todos!

Para aqueles que ainda aqui aparecem com a estória do Slimani, serve aquela cotovelada do rapaz axadrezado na cara de Coates.

Muito Bom - Adrien, William, Coates, Gelson (melhor em campo mais uma vez) e Dost.

Bom - Bruno César.

Suficiente - Os restantes.

Rui fez uma defesa, em cima do risco. Aposto que a partir de hoje teremos aí um camião de defensores do vídeo-árbitro e da tecnologia da linha de baliza, vai uma aposta?

Bom - O domínio do jogo na primeira parte e algumas boas jogadas.

Mau - Os cruzamentos (o único que "entrou" foi o do golo) e (a falta dos) os remates.

Este já está, siga a banda.


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Gostei

 

Da vitória no Bessa. O Sporting trouxe hoje três pontos do confronto com o Boavista, num estádio tradicionalmente difícil. Missão cumprida.

 

Da nossa superioridade durante todo a partida. Noventa minutos com total domínio leonino, desde o minuto inicial. A primeira incursão dos axadrezados à nossa baliza só ocorreu quando já havia passado uma hora de jogo.

 

De Gelson Martins. Novamente o melhor em campo. Partiu os rins ao lateral esquerdo do Boavista, criando sucessivos desequilíbrios na sua ala e à entrada da grande área axadrezada. Fez a assistência para o golo e esteve ele próprio muito perto de marcar. Tem um fôlego inesgotável: não acusa o menor indício de desgaste físico.

 

De Bas Dost. Fez o que lhe competia: voltou a marcar. Já soma sete golos na Liga 2016/17. Mas não se limita a esperar pela bola: vai muitas vezes buscá-la. Exerce pressão na frente e sabe também jogar atrás.

 

De Campbell. Segunda jornada consecutiva com o costarriquenho como titular. E voltou a demonstrar ao treinador que vale a pena apostar nele. Muito dinâmico, sobretudo na primeira parte, domina bem a bola e ganha consecutivos confrontos individuais. Deu nas vistas logo aos 8' ao servir Bas Dost, que rematou ao poste.

 

De Adrien. Um elemento fundamental para as ambições do Sporting na conquista do campeonato. Mesmo quando não brilha, como foi o caso, é sempre essencial na manobra ofensiva da equipa, abrindo linhas de passe e calibrando a velocidade do jogo. Esta vitória também se deveu muito a ele.

 

De ganhar após a Champions.  Quebrou-se de vez o mito da quebra leonina após os desafios das competições europeias. Quatro dias após o duro embate de Alvalade com o Real Madrid o Sporting não acusou o menor sinal de falta de frescura física nem de quebra psicológica.

 

Da maturidade da equipa. Ao contrário do que sucedeu noutros desafios, soubemos guardar bem a bola e pautar o ritmo do jogo de acordo com os nossos interesses quando passámos a jogar com um a menos, aos 83', na sequência da injusta expulsão de Rúben Semedo.

 

De não termos sofrido golos. A nossa baliza voltou a ficar invicta e nem sequer chegou a estar sob ameaça em momento algum do jogo de hoje.

 

Das ausências de Elias e Markovic. Nenhum deles fez a menor falta.

 

 

Não gostei

 

Do árbitro. Em Portugal expulsa-se duas vezes mais do que em Espanha ou Inglaterra e três vezes mais do que na Alemanha. Fábio Veríssimo, após uns instantes de hesitação, cedeu à pressão dos jogadores da casa mostrando o cartão vermelho a Rúben Semedo num lance em que não houve contacto físico. Péssima decisão do mesmo juiz da partida que já nos tinha prejudicado seriamente na época passada, no desafio frente ao Braga da Taça de Portugal que ditou a nossa eliminação da prova.

 

Da lesão de Schelotto. Perdemos o lateral direito logo a abrir a segunda parte, forçando Jorge Jesus a queimar uma substituição com uma troca directa, fazendo entrar João Pereira.

 

Da vitória escassa. Vencemos o Boavista por 1-0. Muito melhor do que há um ano, quando fomos ao Bessa empatar a zero. Mas soube a pouco atendendo às oportunidades criadas, sobretudo no primeiro tempo.

 

Das duas bolas aos ferros. A primeira logo aos 8', por Bas Dost, a passe de Campbell; a segunda com um disparo fortíssimo à barra de Bruno César, bem servido por Gelson Martins. Qualquer deles merecia ter feito golo.


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24 Nov 16

Regressa enfim o campeonato nacional. O Sporting vai jogar ao Bessa, defrontando o Boavista a partir das 18.15 de sábado, com arbitragem de Fábio Veríssimo.

Quais os vossos prognósticos para este jogo?

 


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21 Mar 16
Um justo campeão
Luciano Amaral

Também por acidente, vi os minutos finais da primeira parte do Boavista-Benfica. Foi o suficente para Samaris me ter enchido o olho com um golpe genial, por trás, sobre um jogador do Boavista (o meu filho disse-me que já tinha um amarelo: deve ter sido por isso que o árbitro não o quis favorecer mostrando-lhe outro - prémios como esse têm de ser usados com parcimónia) e Eliseu me ter maravilhado (e julgo que todos os que testemunharam o momento) com um golpe certeiro na perna de Rúben Ribeiro. Os jogos do Benfica parecem-se cada vez mais com os do Canelas, dos Super-Dragões. É por isso que vai ser o justo campeão. De futebol não, que (os benfiquistas que me desculpem) não jogam nada. Mas de karaté sim. São sem dúvida os melhores na modalidade. E ainda dizem que o Benfica não é um clube eclético.


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24 Fev 16

Desta vez houve quem acertasse. Os nossos leitores JMFS e GAG anteciparam aqui o prognóstico correcto do desafio Sporting-Boavista, disputado segunda-feira.

Palpites que justificam destaque. Já era tempo de a pontaria voltar a mostrar-se afinada.


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22 Fev 16

Esta noite ficaram desfeitos alguns fantasmas que começavam a instalar-se nesta caminhada do Sporting rumo ao título. Que fantasmas eram esses? Que o Sporting tinha tendência para sofrer golos e perder pontos em Alvalade.

Nada disso sucedeu hoje. Vencemos com relativa tranquilidade o Boavista num jogo quase sem casos e sem brindes da arbitragem. Os golos surgiram naturalmente, ainda na primeira parte, na sequência de lances de bola parada, marcados por Ewerton (37') e Bryan Ruiz (45').

É certo que o Boavista entrou bem em campo, exercendo pressão alta e mal deixando o Sporting assumir o controlo do jogo. Foi uma espécie de teia montada pelos axadrezados no meio-campo. Mas aos 20 minutos a nossa equipa libertou-se da pressão e mostrou-se em grande nível. Nesse período surgiram os dois golos, ficando o resultado final selado logo ao intervalo.

No segundo tempo voltou a haver períodos de equilíbrio e o Boavista podia até ter marcado com um remate indefensável que esbarrou na baliza à guarda de Rui Patrício. Mas João Mário (76'), Slimani (81') e Carlos Mané (81') quase ampliaram a nossa vantagem, forçando Mika, guarda-redes do Boavista, a duas grandes defesas.

Para mim o melhor em campo foi o regressado Ewerton.

 

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RUI PATRÍCIO (7). Sempre muito interventivo, mostrou-se seguro durante toda a partida. Lançou muito bem o nosso ataque aos 19'. Boas defesas aos 59' e 78'.

SCHELOTTO (6). Vai ganhando ritmo e entrosamento com os colegas. Foi uma unidade móvel quase sempre em destaque. Faltou-lhe centrar com mais acerto.

RÚBEN SEMEDO (6). Jesus reiterou-lhe a confiança apesar da exibição menos conseguida frente ao Bayer. Começou intranquilo mas ganhou consistência ao longo do desafio.

EWERTON (8). Regressou à titularidade e fez tudo bem. Audaz, foi à frente procurando o golo. E marcou mesmo, de cabeça, aos 37'. Cortes defensivos impecáveis (77' e 84').

MARVIN (5). Esforça-se mas tarda em demonstrar a mesma utillidade que o ausente Jefferson. Falta-lhe mais intenção atacante e maior pontaria nos cruzamentos.

ADRIEN (6). Jogou na posição habitual de William, hoje ausente por acumulação de cartões. Voltou a evidenciar-se na dinâmica da equipa, embora sem a influência revelada noutros jogos.

JOÃO MÁRIO (7). Qualidade de passe, admirável domínio de bola nos espaços curtos, grande capacidade de desmarcação. Podia ter marcado aos 76'. Merecia esse golo.

GELSON MARTINS (7). Muito dinâmico, foi travado em falta várias vezes pelos axadrezados. Numa dessas faltas, aos 40', o árbitro poupou o cartão vermelho directo ao defesa agressor. Mereceu a titularidade.

BRYAN RUIZ (7). Começou a dar nas vistas aos 18' com um cruzamento soberbo que Teo desperdiçou. Marcou muito bem o canto de que resultou o primeiro golo. E marcou o segundo, de livre.

TEO GUTIÉRREZ (4). Jesus voltou a apostar nele como titular, mas foi mais uma oportunidade desperdiçada: o colombiano limitou-se a rematar uma vez para fora. Saiu aos 62', desta vez sem assobios.

SLIMANI (6). Muito marcado, desta vez ficou em branco. Andou demasiado tempo longe da zona de tiro. Rematou forte e bem colocado aos 81', forçando Mika a uma excelente defesa.

CARLOS MANÉ (6). Substituiu Teo aos 62', com melhor desempenho do que o colombiano. Quase marcou o terceiro golo numa recarga, acabando por rematar ao poste.

AQUILANI (5). Entrou aos 78', rendendo Gelson Martins. Nessa fase da partida, o treinador pedia contenção à equipa. Missão que o italiano cumpriu.

MATHEUS PEREIRA (4). Substituiu um fatigado João Mário aos 85'. Quase não chegou a ter tempo para mostrar os dotes que já evidenciou nesta temporada.


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Gostei

 

Da vitória. Consolidamos o comando do campeonato com o tranquilo triunfo obtido hoje em casa frente ao Boavista, por 2-0. Sem deslumbrar mas cumprindo o objectivo essencial: amealhar mais três pontos.

 

De ganhar sem sofrer golos. A defesa leonina cada vez mais se confirma como a melhor deste campeonato.

 

Da nossa boa organização ofensiva entre os 20' e os 45'. Foi o período em que acelerámos o jogo e conseguimos bons frutos. Os dois golos surgiram aí.

 

Do bom aproveitamento dos lances de bola parada. Ao contrário do que tem vindo a ser costume, os dois golos nasceram de jogadas de laboratório: um canto aos 37' e um livre aos 45'.

 

De Ewerton. Muito dinâmico, foi duas vezes à frente com vontade de marcar. À terceira resultou: grande desmarcação do nosso central, elevando-se ao primeiro poste e dando a melhor direcção ao canto marcado por Bryan Ruiz. Foi o primeiro golo do Sporting nesta partida e também o primeiro golo de Ewerton neste campeonato. Além disso teve um desempenho impecável na defesa, onde esteve sempre muito atento. Grandes cortes aos 77' e 84'. O melhor jogador em campo.

 

De Bryan Ruiz. Esteve um pouco abaixo da qualidade que já demonstrou noutros jogos, mas não lhe faltaram apontamentos bem reveladores do grande jogador que manifestamente é. Marcou de livre o segundo golo do Sporting.

 

De João Mário. Voltou a ser essencial na movimentação colectiva do Sporting. Poucos dominam a bola tão bem como ele. Quase marcou o terceiro golo, aos 76', forçando o guardião do Boavista a uma excelente defesa.

 

Da nossa estrelinha da sorte. Funcionou - e de que maneira - quando um remate indefensável do Boavista esbarrou aos 53' no poste da baliza leonina.

 

Do apoio das bancadas. Hoje acorreram a Alvalade 37.083 espectadores.

 

De vencer sem penáltis-fantasma. Não precisamos dos brindes de árbitros incompetentes.

 

De ver reforçada a nossa liderança. Continuamos em primeiro. Com mais três pontos do que o Benfica e seis pontos acima do FC Porto.

 

 

Não gostei

 

De ver o Boavista dominar no quarto de hora inicial do desafio. Há muito que não me lembro de um jogo do Sporting com tantos atrasos para Rui Patrício. Só ao minuto 7 conseguimos aproximar-nos pela primeira vez da baliza adversária.

 

Da agressão a Gelson Martins à cotovelada que passou impune. Aos 40' o nosso extremo foi alvo de uma falta que merecia cartão vermelho. O agressor axadrezado, Philipe Sampaio, nem amarelo viu.

 

Do estado do relvado. Os jogadores escorregaram inúmeras vezes, o que prejudicou a qualidade do espectáculo.

 

Da lesão de Coates. Titular nos últimos jogos, o internacional uruguaio desta vez nem chegou a ser convocado. É mais um defesa do Sporting com problemas físicos.

 

De Teo Gutiérrez. Voltou a ser o mais discreto jogador leonino. Mal se deu por ele em campo.


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«Jesus. Um dos heróis do único triunfo do... Boavista sobre o Sporting. Proeza aconteceu há 40 anos e o actual técnico dos 'verde e brancos' entrou nos minutos finais para ajudar a garantir triunfo pela margem mínima.»

 

Leia o resto da "notícia" aqui. Só lendo é possível acreditar que coisas como esta sejam postas a circular na Rede.


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20 Fev 16

A caminhada para o título constrói-se jornada após jornada. Na próxima enfrentaremos o Boavista em Alvalade. Será na segunda-feira, a partir das 20 horas, com arbitragem de Rui Costa.

Quais são os vossos prognósticos?


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28 Set 15

Ninguém acertou no empate nulo registado no Boavista-Sporting. Previsível só mesmo o autocarro estacionado à frente da baliza dos jogadores de xadrez.


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27 Set 15
Jogo? Qual jogo?
Luciano Amaral

Hoje vi o jogo. Antes tivesse ido à Patti Smith. Não percebo para quê tanta posse de bola. Bem, é verdade que a bola até entrou, mas diz que não foi golo. Também é verdade que o jogo teve para aí um tempo útil de 5 minutos e que, depois disso, o árbitro deu 4 minutos a mais (só?), os quais foram gastos a fazer lançamentos laterais e a tirar tochas do campo. Mas o árbitro apitou ao fim de 4 minutos na mesma. Tenho a sorte de ver muitos jogos de andebol, onde tanto anti-jogo é simplesmente impossível: não percebo quem é que quer ver jogos do campeonato português de futebol. Tudo isto é verdade, mas pede-se mais ratice. Por exemplo: onde é que está a famosa ciência do Jesus nas bolas paradas? Não houver sequer uma de jeito para amostra.


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26 Set 15

Empate esta noite do Sporting no Bessa. Um empate sem golos - pelo menos sem golos validados, pois Slimani colocou a bola no fundo da baliza. O árbitro invalidou, falta saber porquê, e logo a seguir perdoou uma escandalosa grande penalidade ao Boavista.

Foi um jogo de caudal único, em que Rui Patrício não fez uma defesa. Os axadrezados, com a mediocridade que os caracteriza, mantiveram quase toda a equipa estacionada dentro da grande área, com receio de sofrerem um golo. Não se justificava tanto temor até porque o campo estava inclinado: o apito de Soares Dias funcionou como um poderoso aliado do Boavista.

O jogo valeu pelo regresso de William Carvalho, enfim recuperado. Um regresso que todos festejamos. Esperando que se mantenha ao nível exibicional que bem lhe conhecemos nas últimas duas épocas.

 

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RUI PATRÍCIO (5). Tranquilo. Foi quase sempre apenas um espectador do encontro, sem necessidade de fazer qualquer defesa.

JOÃO PEREIRA (5). Irrequieto. Corredor acima, corredor abaixo, mas quase sempre ineficaz devido à dupla cobertura de que foi alvo.

PAULO OLIVEIRA (6). Seguro. Mantém-se no comando da defesa leonina. Exibição personalizada. Repôs sempre bem a bola, com precisão de passe.

NALDO (5). Concentrado. Não joga com brilhantismo mas confere segurança em termos defensivos. Continua a combinar bem com Paulo Oliveira.

JEFFERSON (4). Inconsequente. Marcou bem o livre que proporcionou o golo anulado a Slimani. Tirando isso, voltou a falhar a pontaria: passes errados uns atrás dos outros.

ADRIEN (6). Combativo. O grande distribuidor de jogo, alargando sempre a manobra atacante. Subiu no terreno com a entrada de Willliam e o rendimento da equipa melhorou.

JOÃO MÁRIO (5). Regular. Certinho, ajudou a solidificar e organizar o nosso meio-campo. Mas hoje não conseguiu ser o desequilibrador que tem sido. Saiu aos 69'.

BRYAN RUIZ (4). Apagado. Fez algumas incursões pela ala esquerda, quase sempre condenadas ao fracasso. Apagou-se cedo. Saiu cansado aos 65'.

GELSON (5). Esforçado. Capturado pelas marcações, soltou-se no segundo tempo: assistiu Teo num golo que este falhou. Ainda se cola muito à bola, esquecendo-se da equipa.

MONTERO (4). Irrelevante. Podia ter marcado aos 41'. E fez dois bons passes de ruptura. Muito pouco para aquilo que devia ter mostrado em campo. Saiu aos 58'.

SLIMANI (6). Lutador. O melhor em campo. Marcou um golo aos 69' que o árbitro invalidou. Sempre inconformado, como demonstrou aos 76', num excelente lance individual.

TEO GUTIÉRREZ (3). Adormecido. Rendeu Montero aos 58'. Aos 60' a bola sobrou para ele quando estava isolado: chutou para a bancada. Parecia já cansado quando entrou.

CARLOS MANÉ (4). Anestesiado. Desta vez não fez a diferença, longe disso. Entrou em campo aos 65'. Parecia tristonho e assim continuou. Monumental falhanço aos 71'.

WILLIAM CARVALHO (5). Regressado. O melhor do trio que saltou do banco. Fez alguns passes de grande qualidade, ajudando a empurrar a equipa para a frente.


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Gostei

 

Do regresso de William Carvalho à competição.  Mereceu aplausos de pé, aos 69', a entrada em campo do nosso grande médio após três meses de paragem forçada por lesão.

 

De Slimani. Admirável entrega do argelino ao jogo, do primeiro ao último minuto. Foi sempre o mais inconformado dos nossos jogadores. Marcou um golo limpo, absurdamente ilegalizado pelo árbitro. E viu um cabeceamento à baliza desviado pela mão de um defesa do Boavista que o árbitro não sancionou com grande penalidade, como se impunha. O melhor em campo - até porque jogou sempre contra 12.

 

De Adrien. Desequilibrou no meio-campo, como já habituou os adeptos. É raro o lance individual que não ganha. Lutador com fibra, sempre com garra leonina. E sem perder a visão panorâmica do terreno.

 

Da nossa segunda parte. Bastante melhor do que a primeira, quando Jorge Jesus reforçou as alas para quebrar a muralha defensiva do Boavista. Só apetece questionar porque demorou tanto tempo a fazer esta alteração táctica. Quase funcionou: pelo menos revelámos mais objectividade e maior acutilância.

 

Do relvado do Bessa. Voltou a relva natural ao estádio, proporcionando melhor circulação de bola. Felizmente o sintético passou à história.

 

Que não tivéssemos sofrido golos. Segundo jogo consecutivo com a nossa baliza invicta.

 

Da classificação. Continuamos em primeiro, com 14 pontos, em igualdade com o FC Porto. Até agora tudo bem.

 

 

Não gostei

 

Do autocarro axadrezado. Petit mandou estacionar oito jogadores dentro da sua grande área. Quase nem pareceu um jogo de alta competição: isto explica grande parte da mediocridade do campeonato português.

 

Que tivéssemos terminado o jogo em branco. Foi a primeira vez que não marcámos desde o início da temporada.

 

Que tivéssemos perdido a hipótese de nos isolarmos na liderança do campeonato. Depois do empate de ontem do FCP em Moreira de Cónegos, uma vitória nossa hoje deixar-nos-ia sem par no topo da classificação.

 

Do golo anulado a Slimani. Aos 28' o argelino ergueu-se bem e cabeceou com êxito para o fundo das redes. O árbitro Artur Soares Dias anulou o golo por pretensa falta de Slimani que ninguém viu.

 

Do penálti perdoado ao Boavista. Minutos depois, novamente a remate de Slimani, o defesa Paulo Vinicius desviou com a mão a bola que se encaminhava para a baliza. O árbitro Soares Dias não viu este penálti mais que evidente.

 

De um fora-de-jogo mal assinalado a João Pereira. Iam decorridos 38' quando o nosso lateral direito ganha a bola e se dirige com ela rapidamente rumo à baliza. Jogada abortada por pretensa deslocação que nunca existiu. Outro erro grosseiro da equipa de arbitragem liderada por Soares Dias.

 

Do livre perigoso perdoado ao Boavista. Aos 59', um carrinho de Afonso Figueiredo ceifou Gelson Martins em cima da linha da grande área. Uma falta que todos viram excepto o árbitro Soares Dias.

 

Da arbitragem de Artur Soares Dias. Pelos motivos que expus acima.


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24 Set 15

Vamos lá então saber: quais são os vossos prognósticos para o Boavista-Sporting, que vai disputar-se sábado, às 20.45, com arbitragem de Artur Soares Dias?


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21 Abr 15

Foram dois os leitores que acertaram no magro resultado do Sporting-Boavista: um assina JC e o outro assina Basco "o Leão". Estão ambos de parabéns, naturalmente. Mas o primeiro lugar no pódio vai para JC porque adivinhou também o golo de Adrien.

O terceiro posto no campeonato parece estar já garantido para o Sporting. Mas este troféu, por aqui, continua emocionante.


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19 Abr 15

Gostei

 

De ganhar. Décima vitória em Alvalade neste campeonato.

 

Do golo de Adrien, com boa execução técnica, aproveitando um erro defensivo. Foi o mais rápido até agora na Liga 2014/15: iam decorridos apenas 16 segundos de jogo. Prometia goleada, que infelizmente não aconteceu.

 

De Slimani. Não constava do onze titular (Marco Silva optou por Tanaka) mas entrou ainda na primeira parte, para o lugar do desinspirado Rosell, e voltou novamente a ser uma referência do nosso ataque. Marcou, como lhe competia, aos 66' - correspondendo a uma grande assistência de Carrillo. Um golo que nos valeu os três pontos.

 

De William Carvalho. Começou no banco, por opção técnica, mas teve de equipar-se para ajudar a resolver a partida, na segunda metade do encontro, após a expulsão de Tobias Figueiredo que forçou Marco Silva a tirar Tanaka. Funcionando como central improvisado, o jovem internacional cumpriu exemplarmente a missão, como se estivesse rotinado neste lugar: chegou a salvar um quase-golo, aliviando a bola aos 85' com Rui Patrício fora de posição. Deu organização, maturidade e consistência à equipa na fase de construção. Foi o melhor em campo apesar de ter jogado só meia partida.

 

Que tivéssemos jogado melhor com dez jogadores do que com onze. A nossa segunda parte foi bem superior.

 

De ver mais de 35 mil espectadores nas bancadas. Uma vez mais, o público leonino esteve com a equipa.

 

De ver o Braga agora a dez pontos de distância. O terceiro lugar no campeonato - que dá acesso indirecto à Liga dos Campeões - está garantido.

 

 

Não gostei

 

Da vitória tão sofrida. Mais uma, desta vez perante uma das equipas com menos qualidade deste campeonato. Além do triunfo tangencial, e quase tremido, também a exibição foi sofrível.

 

Daquela bola à barra da nossa baliza no último lance da primeira parte. Por um triz não fomos para o intervalo a perder 1-2.

 

Da baixa pressão exercida sobre o Boavista durante a primeira parte. O golo aos 15 segundos parece ter anestesiado a nossa equipa, que teve muita posse de bola (62% no total) mas fê-la circular quase sempre com excesso de lentidão.

 

De Tobias Figueiredo. Outro cartão vermelho, outra expulsão em Alvalade, outro sério problema que gera a Marco Silva. Teve responsabilidade clara no golo boavisteiro, ao deixar Zé Manuel movimentar-se como quis na grande área leonina. Falhou passes. E volta a recorrer à falta proibida para travar ofensiva adversária. Ficou ainda mais longe de ser titular depois deste jogo.

 

De João Mário. O que se passa com o nosso médio, que foi uma das revelações da primeira metade do campeonato? Hoje passou praticamente ao lado do jogo. Parecia chegar sempre tarde e mal às jogadas que exigiam a presença dele.

 

De Rosell. Marco Silva deu-lhe oportunidade para mostrar o que vale ao fazê-lo alinhar como titular, em vez de William Carvalho. Oportunidade perdida. Por falta de entendimento com os laterais (nomeadamente Cédric) nas missões defensivas e falta de inspiração enquanto primeiro médio de construção ofensiva, o catalão esteve bastante abaixo do que dele se exigia. Foi bem substituído, ainda na primeira parte, quando o treinador percebeu que necessitava de melhorar a organização da equipa e reforçar a nossa pressão atacante.


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17 Abr 15

Quais são os vossos prognósticos para o Sporting-Boavista, que se joga domingo, a partir das 18 horas, com arbitragem de Luís Ferreira?


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15 Jan 15

Convém assinalar para memória futura: toda a crítica, sem excepção, deixa hoje bem claro que não houve nenhuma grande penalidade cometida por Miguel Lopes no jogo de ontem entre o Sporting e o Boavista.

Sobre este lance ocorrido aos 35' escreve Luís Milhano, no Record: «Limpo. Miguel Lopes e Montenegro lutam pela posse de bola na área leonina. O primeiro é mais forte na carga de ombro. Não há falta.»

A Bola limita-se a esta brevíssima referência: «Miguel Lopes carrega Julian com o ombro, na área, e desarma o defesa axadrezado, que reclama penálti.» Não merece mais.

O Jogo, com o seu "tribunal" composto por três juízes, desfaz também qualquer dúvida que pudesse existir.

Jorge Coroado: «Miguel Lopes carregou Julián Montenegro sem qualquer infracção. Ou porque o lateral foi mais forte ou porque o jogador do Boavista não estava devidamente sustentado no solo, a queda deu-se, mas, por si só, não justifica grande penalidade.»

Pedro Henriques: «Não houve motivo para grande penalidade, pois Miguel Lopes usou o corpo e, sobretudo, o ombro para carregar de forma correcta o seu adversário, não cometendo nenhuma infracção.»

José Leirós: «Não houve qualquer falta de Miguel Lopes, que protegeu a bola com o corpo e foi mais forte, não cometendo carga ilegal. Decidiu bem o juiz da partida ao assinalar pontapé de baliza.»

 

Ficou portanto um responsável técnico do Boavista a falar sozinho no fim do encontro, na zona de entrevistas rápidas, a reclamar um penálti que só ele viu. Talvez quisesse que o futebol passasse a ser um jogo para meninas, sem contacto físico nem cargas de ombro.

Deve portanto o Filipe - adepto de um clube que se arrisca a figurar no Guinness por terminar mais partidas a jogar contra dez numa só temporada - sentir-se mais aliviado: não pode ter sido «perdoado» um penálti que nunca existiu.


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14 Jan 15

1. Confirma-se que temos reforços. Estão mais perto do que muitos pensavam: no Sporting B ou à sombra dos titulares habituais, espreitando um lugar na equipa. O jogo de hoje em Alvalade para a Taça da Liga, contra o Boavista, reforçou a impressão que o de há duas semanas em Guimarães já tinha demonstrado: estes jovens que costumam manter-se no banco dos suplentes ou nem lá costumam sentar-se merecem uma oportunidade. Porque têm qualidade suficiente para dar o seu contributo. Que aliás já pode ser avaliado em números: dois jogos, duas vitórias. Três golos marcados, nenhum sofrido.

 

2. Andávamos vários de nós preocupados com as carências no ataque leonino e afinal, também aqui, havia uma solução pronta a utilizar. Tanaka, até há muito pouco preterido e já transformado no novo ídolo de Alvalade. Várias vezes defendi aqui que o japonês devia merecer a confiança de Marco Silva. Isto apenas com base na boa pré-temporada que fez com a camisola verde e branca, tendo-se distinguido então como o nosso melhor marcador. Agora, depois daquele espectacular pontapé de livre que valeu três pontos em Braga, já ninguém tem dúvidas: podemos e devemos contar com ele. Hoje voltou a marcar o golo da vitória, de grande penalidade. O mês vai quase a meio e ainda ninguém deu pela falta de Slimani, ausente no campeonato africano das nações.

 

3. A solidez do desempenho colectivo destas "reservas" do Sporting num onze de onde estiveram ausentes todos os titulares relega para segundo plano os realces individuais. Mesmo assim, faço alguns destaques. Tobias Figueiredo voltou a situar-se em alto nível, conferindo solidez e segurança ao eixo defensivo. André Geraldes reforçou a excelente impressão que me causara em Guimarães apesar de nos dois jogos, enquanto lateral esquerdo, actuar fora da sua posição de origem, que é na ala oposta. Rosell soube gerir bem a posse de bola e ligar os sectores, mas tem de se acautelar com os cortes demasiado exuberantes atendendo à tendência dos árbitros portugueses de inflacionar a exibição de cartões. Ryan Gauld voltou a ser muito influente, nomeadamente nas recuperações de bolas e na jogada mais decisiva do encontro, ao provocar o contacto com o guarda-redes adversário de que resultou o penálti. Esgaio regressou a uma posição que conhece bem, como ala direito, e correspondeu à aposta que nele fez o treinador: destaco dois passes para Tanaka, aos 37' e 64', que quase funcionaram como assistência para golo. Podence, muito dinâmico, voltou a revelar qualidades: precisa apenas, em certos lances, de libertar mais cedo a bola. E Slavchev, que tinha sido o jogador mais apagado em Guimarães, revelou desta vez bons apontamentos enquanto o físico resistiu, mas falta-lhe rodagem para aguentar mais de 45 minutos.

 

4. Esta noite, mais ainda do que no desafio de Guimarães, estes jogadores que raras vezes têm treinado e actuado juntos organizaram-se em campo com verdadeiro espírito de equipa. Gerindo a posse de bola com muita inteligência. Ganhando ressaltos por sistema aos adversários. Ocupando eficazmente tanto os corredores como o espaço central nas missões ofensivas e defensivas. E criando sucessivas linhas de passe no meio-campo do Boavista, que mesmo a jogar com mais um durante a meia hora final - devido à expulsão de Rosell por discutível acumulação de cartões amarelos - nunca traduziram em campo essa superioridade numérica. Pelo contrário, parecia até que era o Sporting a ter um jogador a mais.


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08 Dez 14

A pontaria, por cá, voltou a revelar-se afinada. Com quatro dos vaticinadores a acertarem em cheio no resultado do Boavista-Sporting (1-3): Cristina Torrão, António Luís, João Arezes e Leão do Fundão.

Aplicado o critério de desempate, fica a vitória nesta jornada atribuída ex-aequo ao António Luís e ao Leão do Fundão - nossos leitores atentos e comentadores habituais - porque ambos mencionaram Carrillo como marcador. O peruano foi, de resto, a figura do jogo. Com um golo e duas assistências para os restantes.

Um verdadeiro Leão.


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06 Dez 14

Gostei

 

De vencer no Bessa. O terreno era péssimo, a reputação de jogo violento dos axadrezados confirmou-se, mas até por isso este triunfo foi mais saboroso. Contra um adversário que já impôs um empate no Dragão ao FCP e só perdeu tangencialmente contra o Benfica porque os encarnados beneficiaram do colinho do árbitro.

 

De Carrillo. Entrou à meia hora de jogo, para substituir o lesionado Nani, e deu excelente conta do recado. Marcando o primeiro golo (53') e fazendo assistências para os outros dois, de Carlos Mané (55') e João Mário (81'). Foi, sem a menor sombra de dúvida, o melhor em campo.

 

De Rui Patrício. O nosso guarda-redes está de parabéns: tendo apenas 26 anos, cumpriu o jogo nº 300 pelo Sporting. Com uma boa exibição, como é costume. E esteve quase a chegar ao fim do encontro sem sofrer golos, como aliás merecia. Pena ter sido traído por mais um autogolo quando menos esperava...

 

Do dedo do treinador. Marco Silva voltou a ser bafejado pela estrelinha do sucesso ao ser confrontado por um inesperado mal (lesão de Nani) que veio por bem (entrada fulgurante de Carrillo, que não integrava o onze inicial). Esta é a estrelinha que costuma iluminar os campeões.

 

Da atitude leonina. O Sporting não se ressentiu da saída de Nani, antes pelo contrário. Desmentindo assim aqueles que catalogam a nossa equipa com o rótulo "Nani mais dez".

 

De João Mário. Saltou do banco aos 65' e veio incutir acutilância e adrenalina à equipa cuja exibição se ressentia do péssimo piso sintético. Participou com êxito no trabalho ofensivo do Sporting e acabou por ver este esforço recompensado da melhor maneira. Com o terceiro golo, que selou a vitória leonina no Bessa.

 

Da estreia de Miguel Lopes a titular esta época no campeonato. O lateral direito cumpriu, no essencial, a missão que lhe foi confiada. Aos 37' fez um excelente cruzamento para Slimani, que acabou por rematar ao poste. É bom sabermos que Cédric tem (mais) um substituto à altura.

 

Da quarta vitória consecutiva. O Sporting de Marco Silva iguala neste aspecto a melhor fase do Sporting de Leonardo Jardim em 2013/14. Com 14 golos marcados e apenas dois sofridos nas quatro partidas mais recentes.

 

Que tivéssemos contrariado a tendência. O Sporting não tinha vencido nas três anteriores deslocações ao Bessa.

 

Que tivéssemos jogado com nove portugueses. Rui Patrício, Miguel Lopes, Paulo Oliveira, William Carvalho, Adrien, Carlos Mané, Rui Patrício, João Mário e André Martins (os dois últimos como suplentes utilizados).

 

 

Não gostei

 

Do piso sintético. Nenhum futebol de qualidade pode ser praticado num tapete destes.

 

Da lesão de Nani. Surge numa péssima altura, a cinco dias da difícil deslocação do Sporting a Stamford Bridge, onde defrontaremos o Chelsea de José Mourinho num desafio decisivo para a nossa manutenção na Liga dos Campeões.

 

Da agressividade dos jogadores do Boavista. Inversamente proporcional à qualidade do futebol que praticam.

 

Da chuva de cartões amarelos. O árbitro Jorge Sousa (da Associação de Futebol do Porto) castigou os nossos jogadores de forma inexplicável. Os cartões exibidos a Montero e Slimani não têm a menor justificação.

 

Dos passes falhados. Foram demasiados - sobretudo saídos dos pés de William Carvalho, na primeira parte. Não havia necessidade.

 

De Jonathan Silva. Nervoso, intranquilo, inseguro, o lateral argentino voltou a ter uma exibição abaixo daquilo que a equipa exige dele - tanto a atacar como a defender. E coroou este desempenho sofrível com um golo marcado na própria baliza, traindo Rui Patrício, que nada pôde fazer.

 

De mais um autogolo. E vão cinco, marcados por Maurício, Sarr, Slimani, Jefferson e (hoje) Jonathan. É de mais.


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04 Dez 14

Chegou o momento de vos pedir os prognósticos para o Boavista-Sporting, que se joga a partir das 20.30 de amanhã, sob arbitragem de Jorge Sousa (da Associação de Futebol do Porto).


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05 Mai 14

"À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta."


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