10 Jan 17

Não faz o menor sentido haver um clube desportivo em Portugal autorizado pela Liga a transmitir e difundir em exclusivo as imagens dos jogos que realiza em casa. Isto possibilita que este clube seleccione as imagens que muito bem entenda para servirem de base à discussão dos lances mais polémicos.

Bafejado por este privilégio, o Benfica divulgou excertos filmados das grandes penalidades cometidas por Pizzi e Nelson Semedo frente ao Sporting em que estes jogadores eram vistos de lado ou à distância, permitindo que pairassem dúvidas, em qualquer desses lances, sobre o castigo máximo negado à equipa anfitriã pelo árbitro Jorge Sousa.

As imagens esclarecedoras acabaram por ser exibidas só cerca de hora e meia após o apito final do Benfica-Sporting, quando o observador do árbitro já lhe havia atribuído a nota e os especialistas em arbitragem já tinham proferido os seus veredictos nas colunas dos jornais.

Deve ser posto fim sem demora a esta situação de excepção, que concede ao Benfica um estatuto privilegiado de que mais nenhum outro clube nacional usufrui. Em nome da transparência competitiva e pelo combate sem tréguas à mentira no futebol português.


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13 Dez 16

Apenas um leitor acertou no resultado do clássico disputado na noite de domingo: ninguém mais foi capaz de prever o escasso e tangencial triunfo benfiquista neste desafio em que o Sporting deu muito boa réplica à equipa rival, mesmo tendo menos um dia de descanso desde a anterior jornada europeia.

Parabéns portanto ao leitor Simão, que - como é hábito nesta série - merece ver o nome escrito na tonalidade leonina: um belo verde, cor da esperança.


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12 Dez 16

Assistimos ontem no pré fabricado à confirmação, se tal fosse necessário, do estado de podridão do futebol português. Hoje pela noite e durante o resto da semana, vamos assistir ao tradicional branqueamento de tudo o que se passou naquela hora e meia. Há em Portugal uma equipa que não necessita sequer de se preocupar com algum dia que não lhe corra bem. Temos uma equipa que, ao contrário das outras, apenas tem que colocar onze jogadores em campo e tranquilamente aguardar pela vitória. Não tem que se preocupar com tácticas, com treinos nem com o adversário. Há sempre uma mão que a embala e guia à vitória. A situação absurda já é tão aceite que já temos pseudo jornalistas que sem vergonha qualquer, questionam o nosso treinador se o mesmo acha que a não marcação de dois evidentes penaltis que ficaram por assinalar, tiveram influência no resultado. O controlo que existe por parte de um clube abrange todas as áreas que possam por em causa a sua supremacia sobre os demais. Depois da limpeza dentro das quatro linhas trata-se de arredar durante a semana seguinte qualquer hipótese de discussão séria sobre o assunto. Todos os comentadores afectos ao nosso rival utilizam a mesma táctica que tem resultado; usam a sua estupidez e falta de bom senso como argumento. Como afirmou ontem o seu treinador a única coisa que de ontem interessa reter é a vitória, tudo o resto para nada interessa. Está dito e será a cartilha seguida pelos nomeados para representar o clube nos intermináveis programas dedicados à bola. Virá mais tarde arrepender-se o árbitro dos erros casuais e não premeditados. A tradição manda aguardar uns tempos, o suficiente para que não seja necessário ter qualquer vergonha na cara. Nesta semana iremos ter editoriais dos pasquins habituais sobre o subaproveitamento do Sporting nas oportunidades criadas. Irão esquecer a maleita do anti-jogo que tanto os preocupou na semana passada. É passado e é assunto que agora não interessa abordar. O porto encontrou definitivamente um sucessor na forma de ganhar campeonatos. Aqueles que tanto se insurgiam do outro lado da 2ª circular irão desta vez calar-se. Ganhar por qualquer meio é agora o que defendem.


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Não gostei

 

Da derrota. Precisávamos de ganhar este jogo para ultrapassar o Benfica e atingir a liderança do campeonato. Objectivo gorado: nem um ponto trouxemos do estádio da Luz. Derrotados 1-2, vemos o nosso principal rival ficar agora à distância de cinco pontos e fomos ultrapassados pelo FC Porto. Azarados à 13.ª jornada

 

Do árbitro. Actuação péssima de Jorge Sousa, que teve influência directa no resultado do clássico ao fazer vista grossa em duas jogadas de grande penalidade cometidas por jogadores do Benfica (Pizzi e Nelson Semedo) que dominaram a bola com a mão. No primeiro caso, o prejuízo para o Sporting foi ainda maior pois desse lance nasce o contra-ataque que resulta no primeiro golo encarnado.

 

Da falta de fair play do público. Durante todo o jogo os adeptos benfiquistas arremessaram cartolinas em direcção ao banco do Sporting e aos nossos jogadores sempre que iam marcar pontapés de canto. Inadmissíveis manifestações antidesportivas que não podem passar sem uma severa palavra de condenação.

 

Da falta de eficácia da nossa equipa. Fomos superiores em quase tudo neste confronto: tivemos mais posse de bola, mais ataques, mais remates, mais cantos. Faltou-nos superar a prova mais decisiva: sermos eficazes no último passe. Sem golos não há vitórias. E sem vitórias não há troféus.

 

Dos nossos laterais. Marvin, batido em velocidade, falha a dobra do central, e permite a Salvio movimentar-se à vontade no lance do primeiro golo do SLB. João Pereira, no segundo golo, desorienta-se na marcação e deixa-se antecipar por Jiménez. É cada vez mais evidente que os nossos laterais são as peças mais fracas no onze titular leonino.

 

De Bryan Ruiz. O costarriquenho é hoje uma pálida sombra do que foi na última temporada. Lento, apático, previsível, sem intensidade competitiva, anda a necessitar de uma prolongada cura no banco dos suplentes. Teve responsabilidade directa no lance do segundo golo, em que desistiu de acompanhar Nelson Semedo e parou, ficando a observar o jogo. Um comportamento inaceitável num desafio desta importância.

 

Das substituições. Jorge Jesus deixou Bruno César no balneário ao intervalo, mantendo em campo o inoperante Bryan Ruiz. Depois trocou o costarriquenho pelo inócuo Alan Ruiz, quando devia ter feito avançar André. Finalmente, quando mandou enfim entrar o brasileiro, trocou-o por Bas Dost, desguarnecendo assim a nossa frente de ataque quando precisávamos mais que nunca do ponta-de-lança holandês para marcar um golo. Não consegui entender.

 

 

Gostei

 

Da atitude dos nossos jogadores. Sem complexos nem temores, o Sporting dominou o jogo - sobretudo na segunda parte, remetendo o Benfica para o seu meio-campo. Quase todos os profissionais leoninos merecem uma palavra de elogio. As excepções já foram referidas mais acima.

 

De Campbell. Queriam um reforço? Aí o têm. Só não entendo por que motivo Campbell não alinhou de início. Jesus deu-lhe ordem para avançar na segunda parte e mal entrou o campo o costarriquenho abanou o jogo, criando sucessivos desequilíbrios. Serviu exemplarmente Bas Dost em dois primorosos lances da ala esquerda - um dos quais deu origem ao nosso golo. Foi pena que tivesse jogado só 45 minutos. Para mim foi o melhor em campo.

 

De Bas Dost. Voltou a marcar: já soma oito golos neste campeonato. E ainda mandou um petardo ao poste, na sequência de um centro de Campbell. Merecia que este lance também tivesse terminado em golo.

 

De Adrien. O nosso capitão voltou a ser o dínamo da equipa, demonstrando uma fibra e uma garra dignos de aplauso e elogio. Pareceu sempre o mais inconformado com o resultado negativo: nunca foi por ele que o Sporting baixou os braços. Aos 88', foi derrubado por Luisão à entrada da grande área do SLB: daria um livre muito perigoso contra o Benfica, que o árbitro não assinalou.

 

Do espectáculo. Foi um jogo intenso, emotivo e bem disputado, apenas estragado pela péssima actuação da equipa de arbitragem. Espero que Jorge Sousa não volte a arbitrar tão cedo uma partida do Sporting.


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09 Dez 16

É já depois de amanhã, domingo, a partir das 18 horas, no estádio do Benfica. O primeiro grande embate dos dois maiores rivais do futebol português em nove meses, arbitrado por Jorge Sousa.

Quais são os vossos prognósticos para este Benfica-Sporting?


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16 Nov 16
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20 Out 16

Os vouchers, no mister do café.

 

Este post recebeu muitos comentários de lampiões. Conforme decisão publicada neste post do José da Xã, foram para o lixo.

Um conselho: Não percam o vosso tempo, nem me façam perder o meu.


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19 Out 16
Surpreendido!
José da Xã

Hoje fui surpreendido quando um colega me enviou um mail com uma ligação para um blogue do Benfica. A expressão que ele usou foi: "Estás em grande!"

A princípio não percebi o que passava até que carreguei na linha azul e fui parar ao tal blogue onde, para enorme espanto meu, reparei que alguém transcrevera este meu texto para aquele espaço, acrescentando no final uma espécie de comentário.

Jamais tal me acontecera... Mas a vida é assim, repleta de surpresas. Depois dei-me ao trabalho de ir lendo comentários. Percebi que há gente que pensa como eu mas há também quem considere o Sporting culpado desta violência verbal.

Cada um pensará o que quiser... Digo eu.

Estive então tentado em nada responder no tal espaço benfiquista, só que há por lá algumas insinuações que eu não gostei e por isso acabei por responder em comentário ao autor do post. Espero que o publique.

Para que não restem dúvidas, eis infra, o meu comentário no blogue "GeraçãoBenfica".

Sporting sempre!

 

Caríssimo,
Através de um colega e amigo da vossa geração, recebi a indicação de que este blogue havia transcrito "ipsis verbis" um texto que eu publiquei no blogue "Sporting - És a nossa Fé". Ao invés do que possam pensar tal não me preocupa. De todo! Estamos num país (ainda) livre e como tiveram também o cuidado de referir a origem e o autor do texto, reconheço coragem na assumpção deste post.
No entanto as opiniões nunca são verde versus vermelho. Infelizmente! Há sempre zonas demasiado cinzentas.
Assim, o que escrevi não foi contra ninguém em especial mas essencialmente contra uma filosofia reinante, perante a qual estou em total desacordo! Que fique desde já esclarecido.
Custa-me por isso que alguns dos comentários venham falar de mim e das minhas eventuais opções, sem que me conheçam nem saibam minimamente quem eu sou!
A minha idade já me escuda a muitas afrontas. Mas seja como for há ideias preconcebidas que nunca devemos deixar de clarificar.
Sou do Sporting, sim. Do Sporting Clube de Portugal que nasceu há mais de 100 anos. Vesti aquela camisola como atleta e deste modo não aceito de ninguém lições de sportinguismo. Porque cada um vive o seu clube à maneira que muito bem entender. Ponto.
Face ao que precede agradeço a referência ao meu texto e espero que continuem o vosso caminho em prol quiçá de um futebol mais sério, límpido e no fim que ganhe o melhor.
Preferia obviamente que fosse o Sporting a ter mais vitórias... mas se não for... paciência!
Saudações desportivas,
 
Jose da Xã
 
PS 1 - Se não se importam este comentário irá ser transcrito no blogue do Sporting.
PS 2 - Parabéns pela vitória de hoje!
 
A gente lê-se por aí!


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29 Set 16

José Nunes, Antena 1: «Aquilo que Carrillo mostrou foi zero. E pior que isso foi a postura dele em campo: muito má, não mostrando nem vontade nem dinamismo. Foi um erro de casting total, absoluto. Um fiasco. Opção estranha de Rui Vitória.»

 

Jorge Baptista, SIC Notícias: «Carrillo foi um jogador inerte. Perdeu muita bola dividida, não conseguiu ganhar velocidade, não deu profundidade à ala do Benfica, não criou qualquer tipo de desequilíbrio. Quase um jogador a menos. Se as unidades não funcionam o colectivo vai ao ar.»

 

* O Benfica bateu-se bem no estádio de San Paolo, apontando dois golos e sofrendo apenas quatro frente ao Nápoles, que nunca tinha marcado tanto num só jogo da Liga dos Campeões


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22 Set 16

Já repararam com toda a certeza que desde o início da época existe uma cadência de "notícias", nitidamente plantadas, sobre o contínuo interesse de diversos clubes europeus, normalmente os chamados colossos, sobre alguns jogadores do Benfica. A avidez de os colocar sob os holofotes é tanta, finanças a isso obrigam, que se prestam ao ridículo ao indicarem que atrás de um miúdo de 17 anos, que por manifesta necessidade, por não ter quaisquer outras alternativas, Rui Vitória teve que lançar por breves minutos, andam esses tais colossos interessados.

Mas atentem na forma ignóbil como se processa e fabrica uma notícia deste tipo; Nas capas dos desportivos lisboetas fez manchete que Pep Guardiola se tinha deslocado ao estádio da luz para observar Grimaldo, seu antigo jogador no Barcelona. Estas capas surgiram depois de José Marinho, um jornalista português e acérrimo defensor do Benfica, ter na sua página do facebook, aberta a todos e de fácil consulta, deixado "cair" essa novidade. Logo depois os desportivos, sem sequer confirmar, tomaram um simples post de um ferrenho adepto do Benfica como credível e deram a dimensão, que o próprio José Marinho queria, a uma putativa presença de Pep Guardiola na Luz. Hoje as notícias correm rápido e esta notícia é desmentida, podem ler aqui

O objectivo inicial foi alcançado, para a história fica que Guardiola quer levar mais uma pérola da formação do Benfica (sim, ele não foi formado no seixal, mas claro que no fim é isso que os benfiquistas vão afirmar, tal como o fazem com Semedo, Éderson, André Gomes, Oblak).

Esta rede nos diversos órgãos de comunicação social é o que permite ao Benfica e aos seus actuais dirigentes passar incólumes a todos os escândalos da sua gestão. Ninguém lhes pergunta pelos estranhos e pouco transparentes negócios que envolvem a "venda" de jogadores, nenhum jornalista questiona que raio estava a fazer Luís Filipe Vieira no estádio de um desconhecido clube da segunda divisão inglesa usando o seu, desse clube, traje oficial. Nenhum jornalista lhe pergunta porque raio manteve um treinador durante 6 (seis) longas épocas e só depois de ele sair é que verificou que não era o treinador indicado para um projecto a longo prazo (bastava uma questão: o que significa para si um projecto a longo prazo no futebol?). Nenhum jornalista, tenho a certeza, o vai importunar sobre afinal que valores é que o Bayern pagou ou não pelo passe de Renato Sanches, o Artista do Dia levanta aqui a lebre.

Hoje o Benfica e a sua actual direcção estão numa redoma, protegidos por jornalistas coniventes com tudo o que se passa ali. Empolam miúdos, fazendo deles uns pseudo craques e que depois acabam perdidos em divisões secundárias, são tratados como lixo portanto. Ninguém quer saber. Como disseram alguns jornalistas questionados no estrangeiro sobre os negócios pouco claros entre benfica/Valência/Atlético /Jorge Mendes: É pá não nos compliquem a vida.

São assim os jornalistas desportivos de hoje; sempre de boina na mão, curvados e com a cabeça bem enfiada nas orelhas, deles. E quando os lemos e ouvimos a destilar um ódio primário contra Bruno de Carvalho percebemos que o nosso presidente os assusta de facto. A recuperação, financeira e desportiva, que trouxe ao Sporting em apenas três anos, deixou-os muito apreensivos. Estavam convictos que o Sporting jamais se reergueria. 

É lidar meus senhores, é lidar.


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14 Set 16

Quem será que mente?

 

Jogador X afirmou ontem que, à data de 15 de Agosto, dia em que a sua filha comemorou 6 dias de vida, o clube A já tinha pago o salário a todos os seus colegas, sem, no entanto, este ter recebido o seu vencimento.

Sensivelmente uma semana depois desta data, o clube A oficializou o empréstimo do jogador X ao clube B.

Em resposta às declarações do jogador X, o clube A revolta-se e afirma, quanto à questão do salário que não foi pago, que os contratos são feitos a partir de Julho, portanto a partir desse mês, quaisquer encargos com o jogador ficam a cargo do clube B.

O que eu gostava de perceber é o seguinte:

 

Como pode o negócio entre os clubes A e B ser oficializado depois de 20 de Agosto e ser o clube B o responsável pelo pagamento do vencimento de Julho ao jogador X?

 

É que até compreendo que seja o clube B a assumir os encargos referentes ao mês de Agosto. Agora qual é a lógica de ter de pagar também o vencimento de Julho se, à data em que foi consumada a transferência, o jogador já o devia ter recebido, por ter trabalhado no outro clube?


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05 Set 16

O ano passado o clube do pré-fabricado, completamente enfurecido com a contratação pelo Sporting de Jorge Jesus, inventou uma mal amanhada história sobre mensagens enviadas pelo nosso treinador a jogadores desse tal clube. Rapidamente desmontada, os lampiões lá meteram o rabo entre as pernas e fizeram-se à vida.

Este ano voltaram à carga usando agora a figura do e-mail. 

Para o ano qual será a forma de comunicação escolhida para inventar factos?

Aceitam-se apostas.


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23 Ago 16
Roupa velha
Tiago Cabral

Bastou um empate, um apenas e na segunda jornada de um longo campeonato que acaba em Maio, para que a armada benfiquista viesse, concertada e em uníssono, reclamar contra a arbitragem. Dos tempos em que levados ao colo sem sequer sentirem qualquer pressão, pois os jogos estavam ganhos à partida, antes mesmo desta, agora com uma apregoada super equipa, cheia de mega estrelas, pelo menos pelos milhões que custaram são-no de facto, no primeiro jogo em casa, um jogo onde apenas havia a dúvida sobre a goleada a aplicar, viram-se sem perceber apenas com um pontinho. Pontinho oferecido pelo árbitro numa penalidade inexistente. Caiu tudo. Mal habituados foram em todas as direcções, acusando tudo e todos de serem os responsáveis por este incalculável e inexplicável tropeção. Esquecem-se que ao imitar o Porto dos anos 90, e sabemos que uma cópia é sempre mais fraca que o original, é também necessário, para além do já conseguido controlo dos men in black e dos diversos OCS, que a equipa pelo menos chegue à área adversária, para o penalti da ordem, e que de vez em quando acerte com um remate na baliza. Benfiquistas houve que em desespero psicológico, profundo portanto, até acusaram o nosso JJ (é lidar) de ser o responsável pela não utilização do peruano que lhes custou uns valentes milhões e que até agora apenas meteu em sentido o agora desvalido e desconsiderado Luisão, aquele central que serviu de ponto de referência para Liedson durante umas épocas.

A vida como ela é. 

 


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01 Jun 16
Diz o roto para o nu
Edmundo Gonçalves

Eu não sei como estão as contas "cá em casa", mas parece que o vizinho tem as barbas de molho...

Ou outra forma de dizer que BdC tinha alguma razão, há um mês atrás.


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E viva a dualidade
Francisco Vasconcelos

Infelizmente, ao que parece, a lógica do vale tudo não é apenas algo do futebol. No andebol, pelos vistos, também há circo. Engraçado que o denominador comum neste tipo de manobras se chame Benfica.

No mês passado, aquando da realização do último jogo da meia-final do play-off do campeonato de andebol,  o Sporting viu recusado o pedido de bilhetes para a partida em questão.
Na altura, o seu adversário, o ABC, alegou que esta decisão, que contrariou os regulamentos da competição,  se deveu à falta de desportivismo demonstrada pelo Sporting ao não aceitar o adiamento do jogo.

Perante este episódio, o que fez a federação? Nada! ("Joguem mas é e deixem-se de conversas!")

Esta semana, voltámos a ter um episódio parecido. A grande diferença prende-se com o papel que a federação teve, ou não fosse um dos intervenientes o Benfica.

Acontece que o ABC voltou a recusar a cedência de bilhetes, assumindo que se tratava de uma represália pelo comportamento anti-desportivo dos adeptos benfiquistas, durante o jogo 3.

O Benfica, qual virgem ofendida, recusou comparecer em Braga caso os seus adeptos não tivessem bilhetes. E, desta vez, qual foi a reacção da Federação? Com a boa coerência benfiquista, decidiu adiar o jogo para sábado e ameaçar o ABC, caso este não ceda bilhetes no prazo de dois dias, com a realização da partida em campo neutro.

É caso para dizer que uns são filhos e outros enteados.

 


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21 Mai 16
Agarra que é ladrão!
Francisco Vasconcelos

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Nunca investiguem isto que não se passa nada. É tudo normal, quando se vende um jogador sobre o qual ainda não se tem os direitos.

Mais uma vez a podridão dos bastidores do futebol português, com alguns dos seus melhores intérpretes em grande nível.


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20 Mai 16
Coincidências...
Francisco Vasconcelos

O marítimo que para o campeonato, a jogar uma hora com mais 1 jogador, não trocava a bola nem criava oportunidade de golos, hoje já criou cerca de 5 lances de perigo.


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16 Mai 16

O  Benfica sagrou-se campeão nacional. Manda o mais elementar desportivismo que saibamos dar os parabéns ao clube vencedor.


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10 Mai 16
Vieira a Ministro
Francisco Vasconcelos

Após uma queda de 2% nas exportações, no primeiro trimestre deste ano, Luís Filipe Vieira, visionário e altruísta, vende a maior pérola da "fortissima" formação benfiquista, Renato Sanches, por 35 milhões de euros.

Com esta transferência, o presidente benfiquista volta a revelar uma enorme veia para negócios de dimensão internacional (não esquecer as suas excelentes ligações com Angola).

Com este negócio, Vieira pretende não só travar a queda das exportações, mas também diminuir os índices de agressividade e o número de bolas perdidas pela sua equipa.


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02 Mai 16
Coerência à Benfica
Francisco Melo

O Sporting que está sem dinheiro (Doyen, Carlos Freitas, danos no estádio da Luz) é o mesmo que se prepara para enviar uma mala bem carregadinha de notas para o Funchal.


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Enviada
Tiago Cabral

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29 Abr 16

Não sei os contornos, desconheço os regulamentos, posso estar a incorrer num erro crasso.

Sim, era tão mais fácil dar uma vista de olhos ao site da FPF e esclarecia a dúvida, mas escrevo este post colocando-me na posição do adepto anónimo.

E, sem qualquer pudor, afirmo categóricamente que não vejo razão nenhuma para este castigo, mesmo que os regulamentos assim o obriguem.

Os jogos e as competições ganham-se, ou perdem-se, dentro de campo.


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26 Abr 16
A irmandade
Tiago Cabral

Este sábado os adeptos da fruta e do café vão ter o apoio dos adeptos dos vouchers. Todos juntos não chegam aos calcanhares de um só Leão. 


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20 Abr 16
Imaginem que ...
Francisco Vasconcelos

Éramos como o nosso rival e comprávamos os bilhetes todos de uma bancada do estádio do dragão. Podemos começar a juntar, tipo missão pavilhão.


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15 Abr 16

É comum, é normal e até aceitável, que as equipas com aspirações a ganhar os troféus em disputa possam, ou melhor, optem por certas provas em detrimento de outras. Foi assim com o Sporting este ano, com a desvalorização das competições europeias e a taça da liga. Resulta esta opção pela sobrecarga de jogos em determinados momentos da época, que podem e vão influenciar de forma decisiva a participação dos clubes nas provas onde competem. Faz parte das regras do jogo, os planteis são formados com esse pressuposto e alterar apenas para alguns esta regra é obviamente alterar a verdade desportiva de todas as competições.

Este sábado 16 de Abril disputa-se a final da taça da liga. De facto é a data que está marcada desde o início do ano futebolístico. O problema é que hoje, dia 15 de Abril, ainda falta disputar uma das meias-finais, a que opõe o Braga ao benfica. E tudo indica que esta meia-final só irá ser disputada em data que convenha ao clube da luz. Ontem Paulo Fonseca, treinador do Braga, adiantou o dia 21 de Abril, próxima quinta-feira, como data dessa meia-final. Foi de imediato desmentido pelo benfica.

Assim temos uma competição, que ao longo da sua ainda curta história já nos proporcionou episódios tão caricatos como demonstrativos da podridão em que assenta o futebol luso, a ser mais uma vez a prova em como se alteram calendários, com a anuência dos responsáveis da Liga, apenas para beneficiar um clube em relação a todos os outros. 

O benfica lá continua a fazer o seu papel, tem apenas o campeonato para disputar e recusa-se a jogar a meia-final na quinta-feira, data que cumpre as 72 horas regulamentares. 

A meia-final e a final hão-de ser jogadas quando der jeito aos donos do pré-fabricado. Porventura depois do fim do campeonato.


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29 Mar 16

Apanhei este conjunto de cabeçalhos sobre as declarações do antigo jogador benfiquista Witsel no twitter.

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Mais que a bacoca tentativa de minorar uma declaração que podia e de facto é embaraçosa para o benfica, o que esta deturpação feita às referidas declarações nos mostra, é o perfeito estado de delírio da imprensa desportiva. Não há aqui qualquer objectivo de informar o leitor. Não existe qualquer intenção de reportar quaisquer declarações. O fito é apenas um: servir.

Esta pequena mas crucial alteração de uma declaração prestada por Witsel demonstra assim a total falta de respeito que este jornal oficioso do benfica tem pelos seus leitores. Por um lado, para quem não é benfiquista e ainda os lê, considera-os não seus leitores mas sim alguém a quem tem que enganar, dando informações falsas com o intuito de proteger um clube adversário, desses leitores, de uma hipotética humilhação. Preferem o servilismo à verdade.

Para os leitores que professam o lampionismo é ainda pior a falta de respeito. São considerados acéfalos por quem determina estas opções. Olham para eles apenas como receptores e não como leitores, não como pessoas que quando compram aquele jornal têm o direito a receber correctamente a informação, e os jornalistas o dever, de informar e não adulterar declarações prestadas.


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11 Mar 16

Ninguém acertou no resultado do Sporting-Benfica. Não admira.


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05 Mar 16

Não gostei

 

Da derrota tangencial frente ao Benfica. A nove jornadas do fim, perdemos a liderança do campeonato. E registamos a segunda derrota na Liga 2015/16 - desta vez frente ao nosso mais directo rival.

 

Das oportunidades perdidas. Dispusemos de quatro ocasiões claras de golo: duas travadas in extremis pelo guardião adversário, Ederson, e duas desperdiçadas por Bryan Ruiz com a baliza inteiramente à sua mercê. Em alta competição estes erros pagam-se muito caro.

 

Do cartão vermelho perdoado a Renato Sanches. O jogador mais faltoso desta partida só viu um cartão amarelo aos 87 após ceifar Bryan Ruiz de forma implacável. Um lance que justificava vermelho directo. Mas a tradição manteve-se: nenhum jogador do Benfica é expulso neste campeonato. De forma insólita, o árbitro acabou por exibir o vermelho a Adrien, que já tinha sido substituído e se encontrava no banco de suplentes a assistir ao resto do encontro.

 

De Jonas. No primeiro minuto já estava a mergulhar na piscina, procurando iludir o juiz da partida, Soares Dias. Confirma-se: é incapaz de marcar nos jogos grandes.

 

De mais um jogo de Slimani sem marcar. O argelino, que trabalha cada vez mais para a equipa, bem tentou. Mas voltou a não conseguir interromper o jejum de golos.

 

De Teo Gutiérrez. Desta vez não foi titular. Entrou aos 59', substituindo Bruno César, sem ter feito praticamente nada digno de registo.

 

Das substituições. Ao contrário do que tantas vezes já aconteceu com Jorge Jesus, neste jogo não produziram efeitos positivos. Schelotto não foi melhor do que João Pereira e Gelson Martins não foi superior a Adrien.

 

De dois lances muito duvidosos. Eliseu terá cometido falta dentro da grande área sobre Adrien na primeira parte e Slimani foi alvo de uma placagem de Lindelof no segundo tempo também na grande área encarnada. Sem ver várias repetições dos lances não posso ter certezas mas pareceram-me faltas que ficaram impunes.

 

Da escorregadela de William que possibilitou o golo isolado do SLB. Azar notório do nosso médio, que até fez uma partida muito boa, acabando por empurrar decisivamente a equipa para o ataque no segundo tempo.

 

De continuar a perder mais pontos em casa do que fora. É um fenómeno que merece reflexão.

 

 

Gostei

 

Da segunda parte leonina. Pressionámos por completo: tivemos domínio total do jogo no tempo complementar. Faltaram os golos.

 

Do tiro disparado por Jefferson que embateu na barra benfiquista. Um remate fortíssimo aos 40' sem a menor hipótese de defesa para o guarda-redes adversário. A história do jogo teria sido bem diferente se esta bola tivesse entrado.

 

Do remate de João Mário que rasou o poste benfiquista. Forte e bem colocado, poderia ter dado golo ao Sporting aos 82' por parte do nosso jogador, que talvez mereça ser considerado o melhor elemento leonino em campo.

 

Do recorde de assistência esta noite em Alvalade. Um total de 49.699 espectadores, a maior receita de bilheteira registada nesta temporada.

 

Da merecida homenagem aos nossos Magriços ao intervalo.  Alexandre Baptista, Carvalho, Fernando Peres, Figueiredo, Hilário, João Lourenço e José Carlos, heróis do Campeonato do Mundo de 1966, receberam merecida ovação quando faltam só quatro meses para se assinalar o meio século da nossa bem-sucedida campanha em Inglaterra nesse ano em que subimos ao pódio mundial.


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03 Mar 16

Vem aí mais um clássico, que também é um dérbi. O Sporting-Benfica, a jogar a partir das 20.45 de sábado, com arbitragem de Artur Soares Dias.

Tenho a maior curiosidade em saber quais são os vossos prognósticos para este desafio.


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12 Fev 16

Mas, ao que consta, não tinham salários em atraso...

(e os moncos caídos na TVI24?)

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Vouchers e frutas
Tiago Cabral

Hoje no pré-fabricado há jogo. Depois de diversas goleadas, mais consentidas que conseguidas, o estado lampiónico anda eufórico. Nunca tiveram tanta confiança antes de um clássico, mesmo que este ano contra rivais directos nem um pontinho tenham conseguido ganhar, mesmo assim, dizia eu, com os diversos adeptos do clube dos vouchers com que falei, a dúvida apenas se situa se a vitória é por mais ou menos de três bolas sobre o clube da fruta. Os vouchers estão em alta, os da fruta andam acabrunhados, medrosos e começaram agora, com a chegada do pé frio Peseiro, a contestar as arbitragens. Mas acima de tudo o que mais motiva os vouchers é mesmo a possibilidade de, nem que seja por um dia, ficarem com mais pontos que nós. É este o estado em que estamos hoje. Não muito longe no passado, acabámos campeonatos a mais de trinta pontos do vencedor. Nesses anos o buraco em que tinham afundado o Sporting era tal que os nossos rivais já nem sequer ligavam ao que nos acontecia. Para vouchers e fruta o nosso clube não contava para as contas. Mas as coisas mudaram e mudaram para melhor. Hoje, a meio de Fevereiro, estamos no topo da classificação e vouchers e frutas desejam em todas as jornadas a nossa derrota e quando acontece um simples empate, deliram e festejam. Isto é, olham-nos como rivais e adversários directos, temem-nos porque sabem que a disputa do campeonato não se resume, como eles bem tentaram, apenas a eles. O Sporting está de volta, veio para ficar e é isso que hoje à noite no pré-fabricado vai estar na cabeça dos vouchers e frutas.

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05 Fev 16

Eles andam tão acagaçados que até vão ao baú buscar todo o relicário.

(se isto não é condicionar a actuação dos árbitros, vou ali e venho já)


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03 Fev 16

Foi detido mais um ex-director do benfica.

Qualquer dia já podemos falar em tradição ou como ser director no benfica é uma profissão de risco.


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Soubemos na semana passada, na vergonhosa entrevista que o chefe dos árbitros deu ao jornal Record, que Carlos Xistra, depois da também vergonhosa actuação em Guimarães, onde de forma clara beneficiou o benfica com a não marcação de 3 (três) grandes penalidades claras, permitindo assim a vitória dos vermelhos, iria ficar a descansar, um bocado como se faz aos miúdos quando fazem alguma asneira e são enviados para o quarto durante uns minutos para pensar na vida. A entrevista saiu no dia 23 de Janeiro. Ontem, dia 2 de Fevereiro, tendo decorrido apenas uma jornada da 1ª liga de permeio, soubemos que Vítor Pereira nomeou Carlos eu não vi Xistra para actuar em Alvalade na próxima segunda-feira, no jogo onde defrontamos o Rio Ave. Ficamos a saber que para Vítor Pereira uma arbitragem onde o benfica sai beneficiado, e este ano tem sido praticamente semana a semana, vale um joguito na jarra, o que o próprio árbitro até agradece, desse modo até pode aproveitar e ir no fim-de-semana à terra. Sabemos que quem dirige a classe do apito é um sportinguista tão ferrenho que espera sempre a vitória do benfica. Esse interesse no bem-estar do benfica, demonstrado pela entrevista mencionada acima e também por declarações de outros árbitros, curiosamente um deles o último com coragem para apontar um penalti contra o benfica no pré-fabricado, depois afastado para todo o sempre não fosse ter a ousadia de repetir tal enormidade, representa para Vítor Pereira a sua tábua de salvação no mundo do futebol. A este dirigente pouco lhe diz o estado deplorável em que se encontra a arbitragem em Portugal, pouco se interessa por, pela primeira vez em muitos anos, não estar presente qualquer árbitro português no próximo europeu a realizar em França. O seu único objectivo é manter-se à tona, assegurar o seu posto e poder agradar ao seu clube de eleição. A última façanha demonstra bem quais os seus reais intentos. Ao ordenar aos árbitros que não tenham contemplações com treinadores que não respeitem a sua área técnica ou que sejam demasiado expressivos nas suas acções, apenas quis atingir o treinador do Sporting. Pelo meio, que ao fundo das costas sabemos nós o que está, mandou avisar antecipadamente o treinador do porto, não fosse este apanhado por fogo amigo.

É contra este estado de coisas que actualmente o Sporting luta. Entende-se que quem ainda dirige o futebol português esperneie e tudo faça para eliminar esta ameaça ao seu status quo. A comunicação social, alguns jornalistas que pertencem ao meio, paineleiros e comentadeiros que sobrevivem das migalhas que este poder podre lhes dá, fazem o seu papel. Ainda hoje a capa da bola é elucidativa do estado em que está o futebol português. Tenho a certeza que ontem, em muitas redacções se abriram várias garrafas de espumante barato.

Mas desenganem-se se acham que nos fazem desistir, que vamos baixar os braços. Tudo o que nos fazem semana após semana, apenas reforça a certeza que estamos no caminho certo. Ao olharmos para o vosso comportamento, as vossas acções e o vosso ódio cada vez maior ao nosso clube, temos a certeza que é mesmo por aqui. Se quiserem ser sérios e lutar com armas iguais podem seguir-nos. Ou podem optar por continuar a viver no mundo enlameado onde hoje vivem, rodeados de ratos e de cobardes.

 Mas nós não vos vamos dar descanso.


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02 Fev 16
Guinness II
Edmundo Gonçalves

Com a colaboração do nosso leitor Jorge Sousa, a quem agradeço a dica.


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01 Fev 16
Carrillo
Tiago Cabral

Ficaremos, talvez hoje, a saber de forma oficial que o benfica é o próximo clube do peruano Carrillo. Uma novela já com quase um ano e que desde meados de Setembro, quando Carrillo deixou de ser opção, se mostrava ser óbvio que o seu destino seria porto ou benfica. Para lá da questão do jogador em si, dos valores que pedia para renovar e dos que lhe foram propostos pelo Sporting, a questão principal aqui é a disputa que gerou um jogador do Sporting pelos seus dois maiores rivais. A declaração de PdC é tão só o assumir de uma derrota nesta contratação, ao velho estilo aliás do porto. Por outro lado o silêncio de LfV, com a curiosidade de não existir até agora um jornalista que seja capaz de lhe fazer uma pergunta sobre este assunto, tendo delegado no treinador a resposta oficial do benfica, curiosamente numa conferência de imprensa onde depois de afirmar que qualquer treinador gostaria de ter um jogador como Carrillo, não ter, mais uma vez, qualquer jornalista que insistisse na questão, revela-nos que foi intensa a luta entre porto e benfica para assegurar este jogador. Mas esta disputa não se centrou nas qualidades de Carrillo como jogador, que as tem. Não era de todo o ponto essencial neste caso. Desde que Bruno de Carvalho (e não o Bruno, ou o Bruno Miguel, ou como agora até “sportinguistas” escrevem o Azevedo, na tentativa já desesperada de o colar ao ex-presidente do benfica que se encontra a cumprir pena de prisão) foi democraticamente eleito Presidente do Sporting Clube de Portugal que o paradigma instituído nas últimas décadas sofreu um forte revés. De grande clube do passado, com uma grande história, mas no presente remetido a uma condição secundaríssima na disputa de títulos, situação aceite de bom grado pelas anteriores direcções, passámos a disputar com benfica e porto os títulos das competições internas. E aqui é que devemos olhar para o caso da contratação de Carrillo pelo benfica. A ânsia dos benfiquistas em conseguir roubar um jogador ao Sporting, demonstra que se sentem verdadeiramente incomodados pelo facto do Sporting de hoje não ser mais aquele clube simpático, de quem falavam, com doses maciças de um paternalismo hipócrita, que era necessário ao desporto em Portugal e sobre o qual estavam muito preocupados pela forma como estava a perder a dimensão que outrora possuía. Nada mais falso, foram precisamente estes dois clubes em conjunto e de forma concertada que, com o auxílio, por vezes tácito, de anteriores dirigentes do Sporting, tentaram aniquilar o nosso clube. Uma luta a dois pelos títulos é seguramente mais fácil do que a três. Carrillo é a prova que invertemos definitivamente o caminho que nos estava a levar a uma posição onde apenas nos restava disputar o terceiro lugar de qualquer competição onde também estivesse porto e benfica. Demonstra esta corrida por um jogador peruano de 24 anos o reconhecimento pelos nossos rivais que estamos no caminho certo, que estamos como grande clube que somos a retomar a nossa posição em Portugal. No passado bastava um telefonema de PdC e efectuava-se uma troca onde invariavelmente sairíamos a perder, tanto no jogador a receber como nas cláusulas dessa troca. Carrillo representa o reconhecimento por parte dos nossos rivais que estamos de volta, que olham novamente para nós, não com paternalismo ou indiferença, mas sim com receio, reconhecem que lhes podemos efectivamente roubar títulos, numa disputa que eles julgavam estar reservada apenas aos dois. Depois de termos assegurado a contratação de JJ, a ida de Carrillo para o benfica é mais um passo na afirmação do Sporting como o maior clube de Portugal.

Ao jogador desejo-lhe a maior sorte pois vai precisar muito dela.


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29 Dez 15

Sobre os tão falados contratos de direitos televisivos deixo aqui, apenas como um verdadeiro leigo na matéria, alguns pontos que penso devem merecer alguma reflexão.

 

Duração dos contratos – É a parte que mais me choca em todos eles. Sporting, Benfica e Porto vão, novamente, ficar amarrados a um contrato de longa duração. Se há meio que está em permanente e vertiginosa evolução são precisamente as cada vez mais diversas formas de transmissão, seja informação ou entretenimento. Um contrato bom tem que o ser para ambas as partes e em todas as suas vertentes. Neste caso tenho muitas dúvidas que seja bom para os clubes. A velocidade com que têm surgido  (obrigado, @baavin) novas plataformas na comunicação não permite sequer imaginar como serão as transmissões desportivas daqui a 5 anos, quanto mais a 10.

Valores dos contratos – Apresentados pelo seu valor global, não deixam de impressionar. Pela primeira vez houve para os três grandes um colossal aumento de receitas na venda dos direitos de transmissão (televisiva e multimédia) o que, diga-se, só prova que os anteriores contratos, de longa duração, foram péssimos para os clubes. Daqui a inferirmos que estes também o vão ser daqui a uns anos é apenas uma questão de lógica.

NOS/MEO – Mais a NOS que a MEO, em virtude da primeira ter conseguido o exclusivo de Sporting e Benfica, asseguram por um longo período (entre 10 e 12 anos) os direitos de transmissão dos jogos dos três clubes, exploração e revenda dos respectivos canais televisivos e no caso do Sporting e Porto as receitas da publicidade estática nos respectivos estádios. Como disse mais acima a profusão de plataformas de transmissão pode desde logo assegurar um retorno seguro e muito apetecível às operadoras e, mesmo que estes números impressionem, sabemos que no mercado onde estão inseridos não são assim tão relevantes.

Sporting/Benfica/Porto – Parece-me que esta avalanche de milhões ficou decidida mal o Benfica assinou o seu contrato. Porto e Sporting foram “obrigados” pelas operadoras a encurtar prazos de negociação. Com valores similares para os três, as duas operadoras mostraram ao que vinham. Ficam novamente os três clubes presos a contratos de longa duração, com o péssimo que isso é neste meio, mas permitindo também dar como garantia em futuros empréstimos a obter. Nada de novo.

Liga de clubes/outros clubes – Muito se tinha falado sobre uma expectável centralização dos direitos de transmissão na Liga. Foi aliás uma das bandeiras do seu actual presidente. Resta agora uma possível centralização em versão mini, com todos os outros clubes.

A centralização era, de longe, o melhor que podia acontecer ao futebol português. Permitia o acesso de vários clubes a valores que sozinhos nunca alcançarão. O benefício para o futebol português era evidente, com equipas melhor apetrechadas, em teoria, maior disputa e melhores espectáculos. Não foi o caminho seguido, a meu ver mal, e aqui deposito todas as culpas no Benfica.  Contas por alto iremos ter 510 jogos, os dos grandes, vendidos por cerca de 1500 milhões de euros em 10 anos. Os outros 3060 jogos, onde estão também incluídos os jogos fora de Sporting, Benfica e Porto, não devem no total ultrapassar talvez os 100 milhões de euros.

O futebol português está à beira do abismo e se isto não foi um salto em frente foi pelo menos um passo na sua direcção.

Ao actual presidente da liga resta tentar a centralização desses restantes jogos e de seguida apresentar a demissão.

 

Como disse no início a minha opinião é a de um leigo a usar o senso comum. Tenho a certeza que esta versão pode ser contrariada por quem esteja dentro do meio. 


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04 Dez 15

"Gostava de saber o que farão quando surgir uma geração que nem saiba quem foi o Eusébio. O que têm mais para mostrar? O que vos orgulha tanto que possam mostrar a gerações vindouras? Zero! Perderam a oportunidade de ser o rosto da mudança."

Samneste meu postal.


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"No dia 16 de dezembro de 1990, cinco homens combinaram um jantar secreto numa torre de escritórios de Londres: ninguém, para além deles próprios, sabia daquele encontro.
Não eram uns homens quaisquer, eram os presidentes dos cinco maiores clubes de Inglaterra: Manchester United, Liverpool, Arsenal, Everton e Tottenham.
 
O futebol inglês arrastava-se, por esses dias, na parte cinzenta da vida.
A tragédia de Hillsborough que matou noventa pessoas acontecera há um ano, o hooliganismo enchia o futebol de violência e os melhores jogadores fugiam do país: nomes como Lineker, Gascoigne, Paul Ince, David Platt ou Glenn Hoddle.
 
A liga inglesa chamava-se Football League, era composta por 92 clubes e andava há dez anos num clima de guerra permanente com a Federação Inglesa.
Por isso aqueles homens reuniram-se naquele dia com uma ideia clara: lançar as bases do que viria a ser a melhor liga do mundo. Uma liga exclusiva, elitista, rica e espetacular, formada apenas pelos dezoito clubes da primeira divisão.
 
Chamaram-lhe Premier League.
Queriam estádios mais modernos, queriam um ambiente mais saudável nas bancadas, queriam os melhores jogadores, queriam enfim um melhor futebol e, sobretudo, um espetáculo melhor: um espetáculo distinto.
 
Para tornar este sonho possível, tinham um plano. Chamava-se direitos de transmissão televisiva.
Por isso naquele dia 16 de dezembro de 1990 não estavam sozinhos no jantar, convidaram um diretor sénior da ITV a quem fizeram uma pergunta: estarias na disposição de comprar os direitos de transmissão de uma liga destas?
A resposta foi positiva e dois anos depois arrancou a Premier League.
 
Claro que o caminho não foi simples, nunca é fácil fazer a mudança: a Football League, por exemplo, opôs-se obviamente à ideia, disse que era ilegal, ameaçou ir para os tribunais. Vários clubes começaram também por dizer não e, admitiriam mais tarde, só a proposta da ITV os faria perceber que valia a pena mudar.
 
O certo é que à boleia da centralização, e de uma distribuição mais justa, dos direitos televisivos, a Premier League arrancou mesmo em 1992. A partir daí, ano após ano, temporada depois de temporada, foi crescendo, foi valorizando, foi enriquecendo.
 
Por estes dias conseguiu renegociar os direitos para três temporadas por sete mil milhões de euros e distribui a um clube que desce de divisão 90 milhões de euros por ano.
 
Hoje, acho que é pacífico dizê-lo, é a liga mais rica, mais bela e mais sedutora do mundo.


 
Ora vem esta conversa a propósito da venda dos direitos de transmissão dos jogos do Benfica por 40 milhões de euros, ao longo de dez anos: 400 milhões no total.
É sem dúvida um acordo histórico e notável. Bateu recordes, e isso diz tudo.
 
Não é, no entanto, um bom acordo. Desculpem-me mas não é. O que este acordo significa é que o Benfica vai ter mais dinheiro do que tem hoje, vai ter anualmente mais doze milhões de euros - de acordo com o relatório e contas -, mas significa também que vai continuar a jogar numa liga pobre, monótona e infeliz.
Uma liga de enormes assimetrias, cheia de adversários defensivos e espetáculos aborrecidos. Com estádios modestos, jogadores medíocres e bancadas vazias.
 
O Benfica vai enfim continuar a fazer parte de um produto pobre: o futebol português.
 
A ideia já foi referida várias vezes, mas vale a pena repeti-la as vezes que forem necessárias: a centralização dos direitos televisivos permite uma melhor distribuição do dinheiro, permite fazer crescer os clubes mais pequenos e no fim fazer crescer a liga.
Os clubes teriam mais recursos financeiros, até porque o todo é mais do que a soma das partes, mas sobretudo os clubes pequenos teriam mais recursos. Com isso poderiam construir equipas melhores, jogar um futebol melhor e ter mais público nos estádios.
O futebol português seria melhor enquanto produto, os direitos televisivos valeriam mais e todos os clubes ficariam a ganhar: os grandes continuariam a ser muito maiores do que os outros e os pequenos seriam menos pequenos do que são agora.
 
Não seria uma mudança fácil, claro que não, se não o foi em Inglaterra não o seria num país que respondeu não aos dois referendos vinculativos. Mas o que o Benfica fez foi garantir que provavelmente nos próximos dez anos não é possível fazer esse caminho: não tinha sentido tentar fazê-lo sem o maior clube português.
 
O Benfica assinou um acordo em que admite ter um produto que vale menos de metade do que vale o Burnley na II Liga inglesa: exatamente 40 contra 92 milhões de euros.
 
Não se quer com isto comparar o valor do mercado inglês com o do mercado português: isso era um absurdo. Quer-se, isso sim, dizer que o modelo inglês é um exemplo, e que os clubes portugueses não poderão dar um salto verdadeiramente impressionante enquanto o próprio campeonato não o der.
 
Por isso vale a pena voltar ao início para dizer que pode parecer que foi noutra vida, mas não: foi apenas há vinte anos que a liga inglesa caminhava no lado cinzento da vida.
 
Que é onde desconfio que vai andar a liga portuguesa nos próximos dez anos."
 
«Box-to-box» é um espaço de opinião de Sérgio Pereira, jornalista do (e publicado no) Maisfutebol, que se transcreve aqui na íntegra, com a devida vénia.

Os sublinhados são meus.

O crédito da imagem suponho que seja do "Maisfutebol", uma vez que não está identificado o autor no artigo original.


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03 Dez 15

400 milhões euros por dez anos. De 2016 a 2026. Fim da benficatv como projecto de ruptura com o chamado controlo da Sporttv, inegável canal desportivo com raízes profundas no universo do porto. As transmissões dos jogos do benfica voltam asim ao canal controlado pelo porto. Destes 400 milhões, segundo avançaram ontem várias publicações, o valor dos direitos de transmissão dos jogos do benfica ficam-se pelos 25 milhões com o remanescente a ser atribuído à compra dos conteúdos da benficatv,  principalmente os direitos da liga inglesa e liga italiana. Este é de facto um negócio da china, para a NOS, que não nos esqueçamos, é dona de 50% do canal Sporttv. Acaba com um suposto concorrente, volta a ficar com os direitos de transmissão do benfica, pelo inacreditável período de 10 anos e mais, fica com o exclusivo de transmissão da benficatv, podendo se quiser revender esse direito a outros operadores. Os custos da benficatv ficam, claro está, do lado do benfica.

A cereja no topo do bolo vem no comunicado da NOS à cmvm, onde qualquer das partes pode prolongar este contrato sem a anuência do outro ao fim de três anos. A NOS atou o benfica com um nó górdio.

A estratégia de mascarar este ruinoso acordo, que dita de forma clara a derrota do benfica na sua luta contra o sistema montado em Portugal, começou logo ontem com os principais OCS a destacar o valor de 400 milhões. 

Comer gelados com a testa come quem quer. 

Que o actual presidente do benfica se eternize como tal é o meu maior desejo.


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