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És a nossa Fé!

A Golpada

Vivemos num mundo de ilusão. Nós, os Sportinguistas, continuamos a acreditar que será possível vencer o campeonato dentro de campo. Não somos ingénuos, somos apenas crentes. Acreditamos que comprando mais e melhores jogadores podemos fazer frente a Porto e Benfica. Mas tal não é mais que uma mera ilusão. A máquina montada pelo Benfica impede totalmente que o Sporting seja campeão. É o que é.  Daqui até à última jornada muito dificilmente, eu diria mesmo que é quase uma impossibilidade, o Benfica irá perder um ponto sequer. Quer isto dizer que é o Benfica a melhor equipa? Que tem os melhores jogadores? O melhor treinador? Obviamente que não. Tem o pior plantel dos candidatos ao título e de longe o pior treinador. Mas o Benfica de hoje não necessita de investir de forma séria na equipa de futebol. Escolheu outro caminho que foi confirmado com o aparecimento dos famosos e-mails.

Árbitros - totalmente condicionados, a estrutura foi criada com o intuito de nem sequer ter que se preocupar em aliciar ou exercer outra qualquer forma de pressão, sobre um alargado número de árbitros. Hoje em dia temos no grupo de árbitros profissionais um conjunto alargado que ascendeu a esta posição, apenas com o objectivo claro de auxiliar o seu clube de coração a chegar em primeiro no final do campeonato.

Federação e Liga - Pessoas da estrutura colocadas em lugares chave, com acesso a informação, que de forma recorrente fazem chegar a apenas um clube, o Benfica. Processos arquivados sem qualquer regra, processos que ficam em gavetas por tempo indeterminado.

Jornalistas - Vários e espalhados por diversos OCS, como provam os e-mails, fazendo-se passar por equidistantes dos diversos clubes, quando na prática trabalham para o Benfica, distorcendo informação, omitindo outra e fabricando notícias que formem opinião e dessa forma condicionam a perceção da verdade.

Paineleiros - Espalhados por todos os canais e programas de comentário desportivo. Pagos pelo Benfica, difundem notícias falsas, criam casos inexistentes e tentam abafar quaisquer temas que possam prejudicar quem lhes paga. Existem dois tipos de paineleiros: os assumidos benfiquistas e os outros, pagos também, mas que se apresentam sempre como apenas comentadores isentos.

Clubes amigos - provavelmente a maior ignomínia para a total descredibilização do desporto português. Clubes que aceitam, por pagamentos de supostos direitos de preferência, nunca exercidos, um efectivo controlo por parte do Benfica. O Boavista, um desses clubes, admitiu que recebeu ajudas financeiras do Benfica. Depois deste reconhecimento, como querem os dirigentes do Boavista que se olhe para o golo marcado por Jonas no Bessa e que foi fundamental na “conquista” do título de campeão há dois anos? Ainda por cima marcado a um guarda-redes que, viemos a saber depois, ainda pertencia ao Benfica, num negócio nunca explicado. O Guimarães assina um suposto acordo com o Benfica, a troco de pouco mais de um milhão de euros e dessa forma o clube lisboeta tem o total controlo pelas transferências de todos os jogadores do clube minhoto, sendo este inclusive obrigado a informar o Benfica de todas as propostas que receber e de quem as recebe.  O caso do Belenenses é mais que conhecido; várias transferências bancárias sem qualquer nexo, que não seja acorrer a dificuldades crónicas de tesouraria de um clube totalmente tomado por pessoas que de belenense nada têm. Jogadores “vendidos” ao clube azul, mas que se magoam, ano após ano, nas vésperas de qualquer embate com o Benfica. Perante estes factos como olhar para o caso do Belenenses não conseguir sequer marcar um golo que seja ao Benfica há vários anos? Derrotas atrás de derrotas, copiosas muitas delas, ao longo de vários anos. Como explicar por exemplo este ano o jogo do Benfica em Tondela? Como não desconfiar quando um clube se deixa golear em casa, num jogo onde de forma inexplicável o Tondela apenas fez 8 faltas, quando tem em média cerca de 20 por jogo? Como explicar que no jogo imediatamente a seguir ao “treino” com o Benfica, tenho voltado ao registo das cerca de 20 faltas efectuadas por jogo?  

Este controlo financeiro do Benfica, a um grande número de clubes com quem tem que disputar jogos para conseguir vencer o campeonato, demonstra que estamos perante uma disputa totalmente desigual.

Esta jornada vamos ao Bonfim, estádio de um dos mais antigos e históricos clubes portugueses. Clube que hoje está totalmente ao serviço do Benfica, como demonstram os e-mails. Aliás, pelas dificuldades financeiras da maioria dos clubes em Portugal, todos devem ambicionar que o telefone toque e que do outro lado esteja alguém encarnado com uma proposta sobre “direitos de transferência”. Hão de pensar: São apenas 6 pontos em troca dos salários pagos aos jogadores. Os fins justificam todos os meios.

Perante este cenário deve o Sporting desistir?

Nunca. Nunca. Nunca. Quando em Maio chegarmos ao Marquês vamos de cabeça erguida. Que adeptos de outros clubes podem afirmar o mesmo? Bola.

 

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da atitude combativa do Sporting no arranque deste jogo. A nossa equipa entrou em campo confiante, personalizada, com espírito combativo. Sem temer o adversário.

 

Da vantagem conquistada cedo.  Gelson Martins, com um cabeceamento muito bem medido, colocou o Sporting a vencer aos 19'. Magra vantagem que conseguimos gerir durante mais de 70 minutos no estádio da Luz. Com algum sorte, há que reconhecer.

 

De Fábio Coentrão. Muito assobiado do princípio ao fim, brindado com objectos que voavam das bancadas, o nosso lateral esquerdo não se deixou atemorizar. Esteve em grande evidência nos movimentos do seu flanco e teve intervenção directa no nosso golo.

 

De Gelson Martins. Uma vez mais fez a diferença. Criou desequilíbrios, colocou a defesa contrária em sentido, venceu vários duelos individuais com Grimaldo. E demonstrou que vai ganhando faro de golo - hoje marcou o seu quinto no campeonato. Pena não ter marcado outro: teve oportunidade para isso aos 42', só com o guarda-redes pela frente. Mas merece nota muito positiva: foi o melhor nesta partida. Valeu um ponto à equipa. E esteve quase a valer três.

 

De Mathieu. Voltou a ganhar todos os lances aéreos que foi chamado a travar na zona que lhe estava confiada. Contribuiu para secar Jonas e deu segurança ao colectivo. Confirma-se como um dos elementos mais pendulares do nosso onze titular.

 

Da emoção neste Benfica-Sporting, que terminou 1-1. Foi sempre jogado com grande intensidade, bastante bem disputado, com entrega total dos profissionais das duas equipas.

 

Do vídeo-árbitro. Permitiu esclarecer vários lances numa partida em que a equipa encarnada reclamava uma grande penalidade de dez em dez minutos, com infatigável insistência.

 

De ver os adeptos encarnados festejar o empate em casa. Até parecia que tinham vencido, o que diz muito sobre o estado anímico dos benfiquistas.

 

 

 

Não gostei

 

 

Da hora do jogo. Marcar um Benfica-Sporting para as 21.30 de uma quarta-feira de Inverno é um absurdo. Que penaliza sobretudo todos quantos vivem fora de Lisboa. Nada recomendável.

 

Da nossa segunda parte. Concedemos quase todo o terreno à equipa adversária, facilitando-lhe o desígnio táctico. Quem aposta tudo em segurar uma vantagem tão precária acaba por perder pontos. Foi o que nos aconteceu.

 

Do penálti cometido por Battaglia. Uma vez mais, voltamos a claudicar à beira do fim. Desta vez devido à mão na bola do imprevidente médio argentino, num gesto difícil de aceitar em alta competição. Só assim, de grande penalidade, o Benfica conseguiu marcar. Já no último minuto do tempo regulamentar: dois pontos perdidos mesmo ao cair do pano.

 

Dos calafrios que Coates nos provocou. Dois cortes à queima que podiam ter terminado no fundo das nossas redes. O internacional uruguaio terá vocação para autogolos?

 

De Bruno César. Mal entrou, fez logo uma falta que lhe valeu um amarelo. Fica fora da próxima convocatória, frente ao Marítimo. Não havia necessidade.

 

De Bryan Ruiz. O treinador continua a apostar nele, como suplente utilizado, de jogo para jogo. Um mistério para mim: não consigo descortinar o motivo.

 

Que Doumbia permanecesse no banco. E Podence e Ristovski e André Pinto. Jorge Jesus entendeu não fazer a terceira substituição neste jogo. Confesso não ter percebido porquê.

 

De ver o FC Porto distanciar-se no campeonato. A equipa treinada por Sérgio Conceição esteve em risco de empatar em Vila da Feira mas conseguiu uma vitória tangencial. Foi quanto bastou para nos ganhar dois pontos na classificação. Felizmente continuamos a depender só de nós.

benfica, mentiras e mails.

Centenas, ou mesmo milhares, de e-mails de responsáveis do benfica, presidente incluído, mostram-nos uma verdadeira teia, montada e urdida ao longo dos anos, apenas com um fito: controlar totalmente tudo o que possa influenciar a atribuição de troféus em Portugal. A forma como se julgavam impunes, e de facto estiveram-no durantes todos estes anos, põe em causa todos, mesmo todos os títulos atribuídos, não conquistados ou ganhos, ao benfica (com minúscula). O outrora respeitável adversário não passa hoje de um bando que a seu bel-prazer foi dominando, através de esquemas inimagináveis, todos aqueles que podiam influenciar todo o processo desportivo de Portugal.

É assustador ler determinados e-mails. Custa muito ver benfiquistas que se arrogam como democratas, gente livre, continuar a defender a ainda direcção do seu clube. Estão ainda em fase de negação, depois de anos de bazófia, em que todos os adeptos dos outros clubes eram gozados e achincalhados mal se atrevessem a questionar o quase direito “natural” do benfica (novamente letra minúscula) em conquistar todas as provas a que se apresentasse.

Conhecemos hoje, graças a esta divulgação em boa hora da correspondência dos ainda donos do benfica, a total impunidade com que esta gente “trabalhava” todos os aspectos que considerassem relevantes para os seus interesses.

 

O Vale e Azevedo não passou de um simples aprendiz.

 

Uma última palavra para os jornalistas:

Vocês são uma vergonha.

Verdade ou especulação?

(Fonte da imagem: http://www.maisfutebol.iol.pt)

 

Este post vai irritar solenemente os benfiquistas, e eu percebo porquê. É sobre uma teoria baseada numa sensação que eu tenho há muito tempo e que não pode ser provada para já, só suportada por indícios. Por isso, tanto pode ser verdadeira, como uma racionalização criada por mim para diminuir a frustração que eu senti na época de 2015-2016 (antes de encherem a caixa de comentários com palavras daquelas mesmo desagradáveis, lembrem-se desta frase).

Parece claro que Luís Filipe Vieira e Jorge Mendes quiseram, no fim da época 2014-2015, colocar Jorge Jesus no estrangeiro, e ficaram surpreendidos e não muito contentes quando ele assinou pelo Sporting: http://www.sabado.pt/desporto/futebol/detalhe/os-bastidores-da-mudanca-de-jesus-do-benfica-para-o-sporting.

Em seis épocas no Benfica, Jorge Jesus foi campeão em três, ficou em 2º em três (uma muito má, a 21 pontos do Porto de André Villas-Boas, outra média, a 6 pontos do Porto, e outra boa, a 1 ponto do Porto), chegou aos quartos-de-final, meias finais e duas vezes à final da Liga Europa, fase de grupos e quartos-de-final da Liga dos Campeões, e ganhou 1 Supertaça, 1 Taça de Portugal e 5 Taças da Liga. Mais do que os títulos, o que mais me impressionava no Benfica nesta altura era o sufoco que criava nas outras equipas (temos que confessar que houve equipas do Sporting nesta altura que não era muito difícil sufocar), sem as deixar jogar, e como dominava quase todos os jogos que em que entrava.

Rui Vitória tinha feito um bom trabalho no Paços de Ferreira e no Vitória de Guimarães, mas não parecia haver a certeza, quando assinou pelo Benfica, que tivesse capacidade para treinar um clube grande. Baseado no que eu tenho ouvido e lido (portanto, não há nada de científico nisto, é só uma impressão), os adeptos do Sporting e do Porto há muito tempo que acham que não e os benfiquistas começam a confessar este ano que acham o mesmo há algum tempo.

Depois de perder a supertaça com o Sporting, o Benfica começou o campeonato de 2015-2016 assim (todos os resultados da época aqui: https://www.rtp.pt/noticias/benfica-resultados/e6635/13/2015/0):

  • Jornada 1: Vitória sobre o Estoril, em casa, por 4-0
  • Jornada 2: Derrota com o Arouca, fora, por 1-0
  • Jornada 3: Vitória sobre o Moreirense, em casa, por 3-2
  • Jornada 4: Vitória sobre o Belenenses, em casa, por 6-0
  • Jornada 5: Derrota com o Porto, fora, por 1-0
  • Jornada 6: Vitória sobre o Paços de Ferreira, em casa, por 3-0
  • Jornada 7: Empate com o União da Madeira, fora, 0-0 (este jogo foi adiado e jogado entre as jornadas 13 e 14)
  • Jornada 8: Derrota com o Sporting, em casa, por 3-0

Ou seja, mesmo sendo verdade que a jornada 7 foi jogada fora de tempo, nas primeiras 8 jornadas, o Benfica teve 4 vitórias, 1 empate e 3 derrotas, o que lhe deu, aproximadamente, 54% dos 24 pontos possíveis (13). Imagino que, depois do que se passou com os treinadores no Verão, a 2ª derrota com o Sporting em 2 meses e meio não tenha sido fácil de encaixar.

Não sei o que se passou mas, depois da derrota em casa com o Sporting para o campeonato, tudo mudou. Das 26 jornadas que faltavam jogar, o Benfica perdeu uma, com o Porto, em casa, por 2-1. Até aqui nada de muito estranho. O problema é que, das outras 25 jornadas, o Benfica ganhou todas. Nem um empate (excepto o da 7ª jornada, que foi jogado nesta altura). Ou seja, da jornada 9 à jornada 34, o Benfica conseguiu, aproximadamente, 96% dos 78 pontos possíveis (75). E isto, para um sportinguista que via o Sporting a jogar um futebol muito bom, com o que já era o seu treinador preferido, foi não só frustrante, mas muito surpreendente. O Sporting bateu o recorde de pontos do campeonato nacional neste ano, mas o Benfica bateu este recorde criado pelo Sporting.

Não vale a pena falar sobre arbitragens em jogos deste ano, porque, sem um painel de especialistas independente, já sei que as opiniões mudam completamente conforme o clube de que se é adepto. Eu tenho a minha opinião sobre alguns jogos deste ano, mas não interessa para aqui. O que me chamou a atenção foi uma das poucas afirmações que o Francisco J. Marques fez no seu programa do Porto Canal, sem mostrar nenhum documento que a suportasse: "J. Marques aconselhou os presidentes dos clubes que vão defrontar o Benfica “a não permitirem a aproximação dos seus jogadores de nenhum César”, deixando uma ameaça: “Se os Césares ficarem longe dos jogadores, não há necessidade de próximos capítulos”." (tirado daqui: http://www.sabado.pt/ultima-hora/detalhe/empresario-pede-explicacoes-a-diretor-de-comunicacao-do-fc-porto).

Tudo isto me veio à cabeça depois de ver esta notícia:

http://www.cmjornal.pt/desporto/futebol/detalhe/jogo-entre-rio-ave-e-benfica-investigado-pela-pj-no-caso-de-viciacao-de-resultados-acompanhe-em-permanencia-na-cmtv?ref=HP_Destaque.

A notícia diz que o jogo, do campeonato de 2015-2016, Rio Ave - Benfica, que o Benfica ganhou por 1-0 (o vídeo do jogo está aqui:

https://www.vsports.pt/vod/30796/m/191801/abola/17ad5313f3bef75bb3027fa21f8d9fdf), está a ser investigado por suspeitas de pagamentos, por parte de empresários ligados ao Benfica, a jogadores do Rio Ave, para facilitarem a vitória do Benfica.

Eu sei que a fonte é o Correio da Manhã, o que não ajuda muito à credibilidade da notícia, mas entretanto A Bola (http://www.abola.pt/Clubes/Noticias/Ver/708614/40/), o Record (http://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/detalhe/jogo-entre-rio-ave-e-benfica-investigado-por-suspeitas-de-viciacao-de-resultado.html) e O Jogo (https://www.ojogo.pt/futebol/noticias/interior/rio-ave-benfica-da-ultima-epoca-estara-a-ser-investigado-pela-pj-9015723.html) já deram a notícia. E, pelo menos para chegadas de jogadores novos, há uma regra: se os três jornais dão a notícia ao mesmo tempo, é porque deve ser verdade.

Resumindo tudo: fiquei muito contente quando o Jorge Jesus veio para o Sporting e tive muita esperança que o Rui Vitória não fosse treinador para o Benfica. A época começou como eu esperava mas, de repente, vi uma anormalidade estatística que nunca tinha visto, numa equipa que não me parecia ser capaz de a causar.

No meio do que se foi sabendo sobre os emails do Benfica, fiquei com a frase do Francisco J. Marques na cabeça. E agora sai esta notícia. Só para lembrar: não há aqui provas de nada, só indícios, e nada garante que jogadores do Rio Ave, ou de outras equipas, tenham mesmo facilitado alguma vitória do Benfica. Mas fica aqui uma teoria (que a minha irritação com esta época pede que seja verdade).

O hipócrita e o pau-mandado

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Mais depressa se apanha um hipócrita do que um coxo: enquanto apelava em público aos comentadores afectos às papoilas saltitantes para evitarem polémicas em nome da preservação do bom nome do futebol, chegando ao ponto de pedir-lhes para "não falarem de outros clubes", Luís Filipe Vieira monitorizava secretamente o mais incendiário dos seus estafetas antes de cada prestação televisiva desse pau-mandado.

Nada que nos deva espantar da parte de alguém que foi apanhado nas escutas do processo Apito Dourado a escolher um árbitro. Muito antes dos vouchers, dos e-mails, dos bispos e dos padres. Com frases edificantes como esta: "Ó major, eu não quero nem me tenho chateado com isto, porque eu estou a fazer isto por outro lado."

Assim se ganham títulos da treta e troféus manhosos: a manobrar "por outro lado".

O coro da lavandaria

«O Benfica fez uma excelente primeira parte (os melhores 45 minutos da época) e nada fazia prever o que se viu após o golo do empate do Rio Ave. (...) O 4x3x3 do Benfica tem um excelente comportamento com bola.»

Nuno Farinha, no Record

 

«O Benfica fez ontem uma grande primeira parte. O Benfica reduziu praticamente à insignificância o Rio Ave.»

Carlos Janela, na CMTV

 

«Não há crise na Luz. (...) Foi muito azar.»

Diamantino Miranda, na TVI 24

O estafeta de Vieira

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«Estás a expor-te muito na TVI. Eles querem é audiência. Não podes ser transformado num produto Nestlé. Eu próprio vivi esse problema quando vim para o Benfica, mal aconselhado. Não fales do Jesus, mas sim do treinador do Sporting. Parece que estamos órfãos. Hoje o tema é o condicionamento da arbitragem. Não vás ao programa sem falar comigo. Depois liga.»

Com eles jogam sempre de bola baixa

O Braga, leio aqui, foi punido pela justiça desportiva por terem ocorrido "cânticos racistas", de teor não especificado, no seu estádio. Terá, aparentemente, de disputar um jogo à porta fechada, sem assistência.

Este facto confirma a existência de um critério bicéfalo nos órgãos jurisdicionais do futebol português. Porque dezenas de bestas urraram isto no pavilhão da Luz e nenhum douto magistrado federativo foi capaz de exercer a competente acção punitiva contra o Sport Lisboa e Benfica.

Como no tempo do Salazar, que era lampião, no reino da bola tuga o respeitinho ainda é muito bonito. Com eles, o Conselho de Disciplina joga sempre de bola baixa.

A canelada no Danilo

AvesPortoDR1.jpg

No Aves-Porto, mesmo no fim, houve uma canelada no Danilo. Seria penalti (aka, grande penalidade). Ok. A gente até assobia para o lado, primeiro porque nos chegamos ao malvado ao Porto; em segundo, porque o malvado Porto de Pinto da Costa (desde os tempos do Pedroto até aos tempos sei lá de quem) fartou-se de ser beneficiado, décadas de insuportável roubalheira, e não merece qualquer simpatia. Dito isto, houve ali um penalti (aka, grande penalidade) que talvez desse golo (se descontarmos a angústia do marcador antes do penalti [aka, grande penalidade]), vitória do Porto e os tais pontitos que tanto jeito nos deu recuperar .

De facto a canelada não existiu. Eu não vi o jogo mas vi na internet imagens esclarecedoras, aconteceu uma jogada simples e uma reacção exagerada dos portistas, o tradicional choradinho, a ver se pega (durante o jogo) e, depois, as reclamações para ver se há recompensa em jogos futuros (os do Porto e os dos rivais). 

Mas, de verdadeiro facto, a falta existiu. As imagens que correram, transmitidas pela página oficial do Benfica, foram falseadas. Como se comprova nesta nota da TV Correio da Manhã. Ou seja, a página do Benfica distribui uma notícia que assenta na manipulação de imagens. Não é publicidade do Benfica, não é festividade do Benfica, uma qualquer iniciativa interna que apelasse à imaginação e criatividade dos seus empregados ou contratados. É uma peça que se insere na política de comunicação do clube. Assente na manipulação de imagens, na falsificação. O Benfica é uma empresa (os clubes andam todos ufanos porque são "cotados na bolsa", como se isso lhes significasse qualquer honorabilidade). E é também uma instituição de utilidade pública, o que lhe concede benefícios e reconhece prestígio. 

Imaginemos que se tratava de um caso similar noutro ramo de actividade. Uma grande empresa de comércio alimentar, de serviços médicos, de produção agrícola, etc., a divulgar (muito provavelmente a produzir) através dos seus departamentos de comunicação empresarial imagens manipuladas, falsificando dados sobre a sua concorrência. Seria um sururu. Mas como é "bola" o Estado (que concede o estatuto de utilidade pública) e o "mercado" (que se simboliza na bolsa) estão-se nas tintas para este aldrabismo empresarial/institucional. E a sociedade encolhe os ombros. Quanto muito os mais analíticos dirão o que é (ou deveria ser) óbvio - que o Benfica está a tentar descredibilizar ao máximo a tecnologia do Video-Árbitro, contra a qual tanto se insurgiram os seus avençados, funcionários e simpatizantes, temendo a redução do um qualquer favorecimento a que sempre aspiram.

Mas, de mais do que verdadeiro facto, isto é muito mais grave do que isso. A FPF, que vai sob tutela estatal, o Ministério que a tutela, bem como as gentes do mercado, assobiam para o lado (bem mais do que nós diante do penalti que não foi marcado). A rapaziada (e raparigada, que agora também conta) simpatizante apoia. É só "bola", vale tudo. E assim se faz esse tudo valer em tudo o mais.

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