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És a nossa Fé!

Hoje giro eu - Quando se fala de Rankings

Depois de ler várias opiniões de benfiquistas, semanas a fio, suscitando o tema de o Benfica ser o 10º do ranking da UEFA e o Sporting ocupar apenas o 44º lugar, cheguei à seguinte conclusão:

 

1) o Benfica perdeu, em casa, com o 36º classificado do dito ranking;

2) o Sporting ganhou, fora, ao 27º colocado do mesmo ranking.

 

Assim sendo, a derrota do Benfica deve ser assumida como um escândalo (ó Rui Vitória!), a vitória do Sporting deve ser valorizada como um feito extraordinário. Ou então, os rankings não servem para nada, a não ser para mandar uns bitaites.

 

Estamos conversados?

 

Já agora, o AC Milan, 7 vezes vencedor da Champions League (com mais títulos, só o Real Madrid), é o 57º do ranking...

Hoje giro eu - E esta, hein?

Aqui há alguns anos atrás, Fernando Pessa apresentou um conjunto de reportagens vintage - escola BBC - onde eram descritas variadíssimas situações bizarras ou insólitas que ocorriam na cidade de Lisboa e que terminava com a frase: "E esta, hein?".

Vem este arrazoado a propósito das previsões  dos "especialistas" do futebol português para o desempenho na Champions, condenando, ao melhor estilo manuel machadês, o Sporting à luta pela qualificação para a Liga Europa e dando favoritismo a Benfica e Porto para seguirem para a segunda fase da prova milionária.

Sabe-se lá por que sortilégio da fortuna, então não é que a realidade lhes pregou uma peça nesta primeira ronda , tendo o "underdog" Sporting vencido (e fora) e os super-híper favoritos Benfica e Porto perdido (em casa)?

Pode ser que isto fique por aqui, mas que deu gozo ver a cara dos gurus da bola depois destes acontecimentos, lá isso deu. Homenageando (e parafraseando) o grande Pessa, é caso para dizer: "E esta, hein?".  

pessa.jpg

 Sentido obrigatório para a Segunda Fase da Champions?

 

Alvaro-Cunhal.jpg

Olhe que não, olhe que não...

Ver e ter medo de apitar

A decisão ontem conhecida do conselho de disciplina em não castigar Eliseu adequa-se. Foi esta época disponibilizada mais uma ferramenta para auxiliar a equipa de arbitragem a tomar as melhores decisões em casos específicos. Assim, como as imagens plenamente demonstram, Eliseu teve uma entrada violenta sobre um jogador do Belenenses. Tanto o árbitro principal, junto do lance, como o árbitro que analisava as imagens da inequívoca agressão, decidiram que naquele caso nada de anormal se havia passado. Aliás, a jogada prosseguiu com um lançamento lateral a favor do Benfica. Este caso onde uma tão evidente agressão é branqueada por uma equipa de 5 juízes prova de forma clara que há árbitros em Portugal que se sentem condicionados em tomar decisões que penalizem o Benfica. É incompreensível para todos que aquela entrada não fosse de imediato sancionada, seja pelo árbitro principal, fosse com intervenção do árbitro que tinha acesso às imagens das diversas câmaras. Os detractores do VAR, curiosamente na sua maioria adeptos e dirigentes do Benfica, exultam com esta decisão, não vendo o óbvio: Não foi o sistema do vídeo-árbitro, que eles tanto contestam e abominam, que falhou. Quem falhou de forma escandalosa foi quem estava a analisar as imagens e quem no campo não foi capaz de “ver” aquela agressão. Este condicionalismo em decidir contra o Benfica, que afecta a grande maioria dos juízes no activo, vai esta época, com a ajuda do VAR, ser ainda mais evidente. E o problema, um de muitos, do futebol português está aqui, nesta vantagem significativa que aquele clube tem em relação a todos os outros.

Vasco Santos, o árbitro que esteve em Vila do Conde a analisar as imagens em directo, foi um dos árbitros referidos nos e-mails divulgados.

Os impunes

O blog “oficioso” do Benfica decretou ontem, depois de aturada “investigação” (hehehe, peço desculpa), que nada de nadinha vai acontecer ao Benfica, nem na justiça desportiva (hehehe, peço desculpa outra vez) nem na civil. O blog onde os adversários são insultados diariamente, com toda a espécie de adjectivos, onde todos os comentadores e autores são anónimos, é onde se pratica a forma mais ignóbil da cartilha: Lançam umas postas de pescada muito indignadas, para inglês ver, e com isso pretendem afirmar a sua independência em relação à actual direcção. Têm sempre muitos exclusivos, a piada que isto tem, usam e abusam de interjeições exclamativas, que de forma natural são muito bem aceites por quem os lê. A adoração de que são alvo nas imundas caixas de comentários, onde a boçalidade domina, revela a cepa da maioria dos adeptos daquele clube. Mas o mais curioso, ou não, ou não, é que um dos vários “anónimos” que escrevinha naquela imundice, que passa por ser um, senão o maior, analista técnico-desportivo, deste triste panorama em Portugal, escreve, orgulhoso, que nada vai acontecer ao Benfica porque… bem, porque a justiça desportiva acabou de decretar a absolvição do Porto e seus dirigentes, no famoso processo do Apito Dourado. Uma verdadeira pescadinha de rabo na boca, os que no passado tanto criticavam, e bem, a forma como o Porto conseguiu a maioria dos seus títulos, agora que pelos mesmos processos, senão piores, também ganham, servem-se de uma absolvição, um mero acto administrativo, depois da justiça civil já há muito ter decretado como ilegais as escutas onde se baseava toda a acusação, para justificar os seus próprios actos e poder afirmar que nada lhes acontecerá.

Dúvidas houvesse, que não há, este Benfica é de facto o herdeiro natural do Porto dos anos 90 e 00. Limpinho, limpinho.

O bruxo está de férias

«Dois jogadores do Benfica expulsos no mesmo jogo de duas selecções diferentes - a piada fácil é que o bruxo pelos vistos está de férias... Mas dá para ver o que são jogadores profissionais: Jiménez viu bem o segundo amarelo, porque levantou muito a perna e acertou em Eliseu, só que acertou no corpo, não na cara, que foi de onde se queixou logo o seu colega de clube. Nelson Semedo também viu o segundo amarelo por falta idêntica, mas acertando mesmo na cara de Chucky Lozano.»

Manuel Queiroz, hoje, n' O Jogo

Quem será a toupeira do Benfica?

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Este Verão futebolístico promete ser escaldante com novas e cada vez mais trepidantes revelações sobre a correspondência electrónica revelada ao país e ao mundo pela toupeira do Benfica.

A propósito: quem será ela?

Deixo os palpites à consideração dos nossos leitores. Uma coisa é certa: tem de estar muito bem colocada nos bastidores do pré-fabricado para ter acesso àquela porcaria toda que vem trazendo cá para fora.

Parabéns (2)

 

Pelo quarto ano completo e consecutivo desde que Bruno de Carvalho tomou posse como presidente do Sporting, venho dar os parabéns a todos os benfiquistas, que viram o seu emblema sagrar-se campeão nacional. Foi o último dos chamados três grandes clubes portugueses a sagrar-se tetracampeão - com dois técnicos diferentes a comandar a equipa ao longo deste tempo, iniciado pelo actual treinador do Sporting. Mas as coisas são o que são: manda o mais elementar desportivismo que saibamos dar os parabéns a quem venceu.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do dérbi. Jogo emotivo, muito disputado, cheio de intensidade, com posse de bola repartida e resultado em aberto até ao fim. Eis a verdadeira festa do futebol.

 

Da atitude dos nossos jogadores em campo.  O Sporting entrou muito bem e já estava a vencer aos 5'. Quase toda a equipa não poupou esforços nem energias. Vários jogadores terminaram esgotados este clássico lisboeta.

 

De Adrien. Marcador do golo leonino, de grande penalidade. Chamado a converter o penálti, fê-lo da melhor maneira. Durante todo o resto do jogo foi ele quem mais puxou pela equipa, ganhando segundas bolas, abrindo linhas de passe e nunca desistindo de lance algum. E condicionou muito a acção de Pizzi. Destaco-o como o melhor em campo.

 

De Coates. Grande partida do internacional uruguaio, sempre muito concentrado, sem um só deslize, antecipando-se sempre aos adversários. Voltou a demonstrar que é o líder absoluto da defesa leonina.

 

De Gelson Martins. Uma vez mais, protagonizou os melhores pormenores técnicos do onze leonino. Fez várias incursões com sucesso pelo seu flanco, concluídas com centros infelizmente desperdiçados pelos seus colegas. Mereciam melhor conclusão.

 

De Paulo Oliveira. Surgiu hoje como titular, substituindo Rúben Semedo. Sólido, seguro, ágil, acorreu sempre com eficácia às dobras na ala esquerda, apesar de não ser a zona do terreno onde se movimenta com mais confiança. Nota muito positiva.

 

De alguns jogadores adversários. Boa exibição de Pizzi, que desta vez resistiu a jogar com as mãos, e de Lindelof, que marcou um grande golo de livre directo sem a menor hipótese de defesa para Rui Patrício. Concretizando a única hipótese real de marcar alcançada pela sua equipa neste dérbi.

 

Do apoio dos adeptos. Estádio cheio, com 48.765 espectadores. Ambiente vibrante e entusiástico, na linha dos grandes clássicos, e sem qualquer esmorecimento por parte das hostes leoninas.

 

De ver tanta gente satisfeita. Até teve graça ver os adeptos do SLB festejarem efusivamente o pontinho conseguido em Alvalade.

 

 

Não gostei

 

Do empate (1-1). Tivemos mais oportunidades de golo e não soubemos aproveitá-las. O resultado, perante o nosso mais velho rival, deixa-nos insatisfeitos.

 

De Alan Ruiz. Esteve muito apagado, sem a dinâmica nem o acerto de passe a que vinha habituando os adeptos nos últimos jogos. Fez uma falta desnecessária e absurda da qual resultou o livre que daria o único golo do Benfica.

 

De Bryan Ruiz. Jorge Jesus deixou-o fora do onze titular. Entrou só aos 65', substituindo Alan Ruiz, mas não teve qualquer influência no desempenho colectivo do Sporting. Lento, hesitante, preso de movimentos, continua a ser uma sombra do que já foi.

 

Dos nossos laterais. Como vem sendo costume.

 

De ver Bas Dost desta  vez em branco. Conquistou um penálti logo aos 4', mas não foi ele a marcá-lo: Adrien encarregou-se dessa missão, com sucesso. O holandês podia ter marcado aos 48', mas cabeceou por cima, e também aos 53', mas a bola saiu ao lado.

 

Das substituições tardias. O treinador demorou demasiado a refrescar a equipa, numa altura em que já era evidente o esgotamento de vários jogadores. Podence entrou tarde para render Bruno César, só aos 80'. Campbell entrou ainda mais tarde, para substituir o extenuado Gelson Martins: apenas aos 88'.

 

Do regresso de Carrillo a Alvalade. O peruano ficou fora da opção inicial do treinador encarnado, que só o fez entrar quase no fim do jogo. Com ele, o Benfica passou a jogar com dez: nulidade absoluta.

Viva o Benfica!

A minha mulher é adepta do FC Porto. O meu primo Nuno é fanático do Benfica. O meu tio Zé também sofre de encarnadice. Eu quando tinha 3 anos gostava muito do azul e precisei de uns minutos para deixar de pensar no Belenenses. E há mais dois ou três amigos a sério que, coitados, andam sempre armados em papoilas saltitantes. 

Hoje terá morrido um adepto de futebol provavelmente assassinado num caso de atropelamento e fuga. Aconteceu perto de um estádio de futebol.

O resto da informação é praticamente irrelevante pois tenho plena consciência de que podia ter acontecido com um adepto de outra cor, a outra hora, noutro local, por outras mãos. O resto da informação interessará certamente à justiça. Que seja feita melhor do que é costume nesta terra.

O que releva é que eu vibro com o futebol, reservo para o meu clube do coração todos os movimentos tribais a que me disponho. Congemino formas de ajudar, gosto de o frequentar e de o ver eclético e importante na sociedade em tantas modalidades, conquistas e ações públicas. Tenho muito gosto de que faça parte da educação dos meus filhos pela atividade desportiva que por lá praticam.

E sei que tu, caro benfiquista, tu caro adepto do futebol, sentes o mesmo pelo teu clube. Eu sei que tu sabes que eu acho que o meu é melhor que o teu e vice versa. Mas na realidade nenhum de nós tem razão e ambos estamos certos. O que é nosso é sempre o melhor e o que cada um de nós pensa do clube do outro nunca mudará o que cada um de nós pensa sobre o seu clube.

Alegremo-nos pela liberdade de sermos o que somos, animadamente adversários. Tu és importante para mim. Eu sou importante para ti. Somos faces da mesma moeda. Sem todos não há futebol. Eu sem ti, jogava paciência, decidia as regras e ganhava sempre. Não é para mim. É para ti?

Haverá uns quantos que é isto que querem, mas há sempre uns quantos para pensar todos os disparates pois somos mais que as mães nesta Terra. Infelizmente alguns destes por vezes chegam a ter poder que não deviam e usam-no manipulando a tribo. Da minha parte, a tragédia de hoje é mais um aviso de que mesmo no futebol onde me entrego à tribo, nunca poderei prescindir da civilização. Serei facilmente manipulado por gente perigosa, é um risco demasiado grande perder a noção das prioridades. 

 

As palavras matam?

Eu acho que sim, tenho a certeza que sim. Aos milhões ao longo da nossa história. E por isso, hoje num dia em que vou vibrar como sempre pelo meu Sporting, com a sorte de o poder fazer no estádio, a plenos pulmões, esperando a melhor vitória possível, deixo estas palavrinhas para quem tantas vezes perde a noção do que é vivermos o futebol em conjunto.

 

As palavras salvam?

Sim, também sei que sim. É uma tecnologia que pode ser usada para o mal e para o bem.

E por isso hoje, num dia que começa com todos os sinais de dor e sofrimento por ter sido cometido um crime infame, é importante dar um viva ao Benfica! É um abraço a todos os que tiveram uma infeliz escolha de clube mas que amo.

Os meus mais profundos sentimentos a família enlutada.

Ó bruto, vai buscar! Embrulha!

E viva o Sporting Clube de Portugal!

O Zé Manel é cego

Há neste Mundo muitas pessoas invisuais que felizmente conseguiram e conseguem superar a falta deste tão importante sentido e se destacam nas mais variadas profissões e cargos, demonstrando uma enorme capacidade de adaptação e vontade de vencer (n)a vida e o infortúnio. Há até um membro do actual governo, Ana Sofia Antunes, que é invisual, por curiosa coincidência e consta que está a fazer um excelente trabalho.

Não é o caso do Zé Manel, que tem dois olhos funcionais. Contudo parece só ver com um deles e como agravante é ainda zarolho, só olha para um lado.

Mostraram-lhe um mapa onde está a localidade de Alcanadas.

Aguardamos todos aqui, pacientemente, que ele vire a cabeça para cima e com o canto daquele globo funcional, se aperceba de alguma marosca.

Eu, por mim, continuo com aquele sofá confortável que já comprei há algum tempo, para situações similares.

Da necessidade de pôr fim a isto

Não faz o menor sentido haver um clube desportivo em Portugal autorizado pela Liga a transmitir e difundir em exclusivo as imagens dos jogos que realiza em casa. Isto possibilita que este clube seleccione as imagens que muito bem entenda para servirem de base à discussão dos lances mais polémicos.

Bafejado por este privilégio, o Benfica divulgou excertos filmados das grandes penalidades cometidas por Pizzi e Nelson Semedo frente ao Sporting em que estes jogadores eram vistos de lado ou à distância, permitindo que pairassem dúvidas, em qualquer desses lances, sobre o castigo máximo negado à equipa anfitriã pelo árbitro Jorge Sousa.

As imagens esclarecedoras acabaram por ser exibidas só cerca de hora e meia após o apito final do Benfica-Sporting, quando o observador do árbitro já lhe havia atribuído a nota e os especialistas em arbitragem já tinham proferido os seus veredictos nas colunas dos jornais.

Deve ser posto fim sem demora a esta situação de excepção, que concede ao Benfica um estatuto privilegiado de que mais nenhum outro clube nacional usufrui. Em nome da transparência competitiva e pelo combate sem tréguas à mentira no futebol português.

O melhor prognóstico

Apenas um leitor acertou no resultado do clássico disputado na noite de domingo: ninguém mais foi capaz de prever o escasso e tangencial triunfo benfiquista neste desafio em que o Sporting deu muito boa réplica à equipa rival, mesmo tendo menos um dia de descanso desde a anterior jornada europeia.

Parabéns portanto ao leitor Simão, que - como é hábito nesta série - merece ver o nome escrito na tonalidade leonina: um belo verde, cor da esperança.

Os herdeiros do Porto

Assistimos ontem no pré fabricado à confirmação, se tal fosse necessário, do estado de podridão do futebol português. Hoje pela noite e durante o resto da semana, vamos assistir ao tradicional branqueamento de tudo o que se passou naquela hora e meia. Há em Portugal uma equipa que não necessita sequer de se preocupar com algum dia que não lhe corra bem. Temos uma equipa que, ao contrário das outras, apenas tem que colocar onze jogadores em campo e tranquilamente aguardar pela vitória. Não tem que se preocupar com tácticas, com treinos nem com o adversário. Há sempre uma mão que a embala e guia à vitória. A situação absurda já é tão aceite que já temos pseudo jornalistas que sem vergonha qualquer, questionam o nosso treinador se o mesmo acha que a não marcação de dois evidentes penaltis que ficaram por assinalar, tiveram influência no resultado. O controlo que existe por parte de um clube abrange todas as áreas que possam por em causa a sua supremacia sobre os demais. Depois da limpeza dentro das quatro linhas trata-se de arredar durante a semana seguinte qualquer hipótese de discussão séria sobre o assunto. Todos os comentadores afectos ao nosso rival utilizam a mesma táctica que tem resultado; usam a sua estupidez e falta de bom senso como argumento. Como afirmou ontem o seu treinador a única coisa que de ontem interessa reter é a vitória, tudo o resto para nada interessa. Está dito e será a cartilha seguida pelos nomeados para representar o clube nos intermináveis programas dedicados à bola. Virá mais tarde arrepender-se o árbitro dos erros casuais e não premeditados. A tradição manda aguardar uns tempos, o suficiente para que não seja necessário ter qualquer vergonha na cara. Nesta semana iremos ter editoriais dos pasquins habituais sobre o subaproveitamento do Sporting nas oportunidades criadas. Irão esquecer a maleita do anti-jogo que tanto os preocupou na semana passada. É passado e é assunto que agora não interessa abordar. O porto encontrou definitivamente um sucessor na forma de ganhar campeonatos. Aqueles que tanto se insurgiam do outro lado da 2ª circular irão desta vez calar-se. Ganhar por qualquer meio é agora o que defendem.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

Da derrota. Precisávamos de ganhar este jogo para ultrapassar o Benfica e atingir a liderança do campeonato. Objectivo gorado: nem um ponto trouxemos do estádio da Luz. Derrotados 1-2, vemos o nosso principal rival ficar agora à distância de cinco pontos e fomos ultrapassados pelo FC Porto. Azarados à 13.ª jornada

 

Do árbitro. Actuação péssima de Jorge Sousa, que teve influência directa no resultado do clássico ao fazer vista grossa em duas jogadas de grande penalidade cometidas por jogadores do Benfica (Pizzi e Nelson Semedo) que dominaram a bola com a mão. No primeiro caso, o prejuízo para o Sporting foi ainda maior pois desse lance nasce o contra-ataque que resulta no primeiro golo encarnado.

 

Da falta de fair play do público. Durante todo o jogo os adeptos benfiquistas arremessaram cartolinas em direcção ao banco do Sporting e aos nossos jogadores sempre que iam marcar pontapés de canto. Inadmissíveis manifestações antidesportivas que não podem passar sem uma severa palavra de condenação.

 

Da falta de eficácia da nossa equipa. Fomos superiores em quase tudo neste confronto: tivemos mais posse de bola, mais ataques, mais remates, mais cantos. Faltou-nos superar a prova mais decisiva: sermos eficazes no último passe. Sem golos não há vitórias. E sem vitórias não há troféus.

 

Dos nossos laterais. Marvin, batido em velocidade, falha a dobra do central, e permite a Salvio movimentar-se à vontade no lance do primeiro golo do SLB. João Pereira, no segundo golo, desorienta-se na marcação e deixa-se antecipar por Jiménez. É cada vez mais evidente que os nossos laterais são as peças mais fracas no onze titular leonino.

 

De Bryan Ruiz. O costarriquenho é hoje uma pálida sombra do que foi na última temporada. Lento, apático, previsível, sem intensidade competitiva, anda a necessitar de uma prolongada cura no banco dos suplentes. Teve responsabilidade directa no lance do segundo golo, em que desistiu de acompanhar Nelson Semedo e parou, ficando a observar o jogo. Um comportamento inaceitável num desafio desta importância.

 

Das substituições. Jorge Jesus deixou Bruno César no balneário ao intervalo, mantendo em campo o inoperante Bryan Ruiz. Depois trocou o costarriquenho pelo inócuo Alan Ruiz, quando devia ter feito avançar André. Finalmente, quando mandou enfim entrar o brasileiro, trocou-o por Bas Dost, desguarnecendo assim a nossa frente de ataque quando precisávamos mais que nunca do ponta-de-lança holandês para marcar um golo. Não consegui entender.

 

 

Gostei

 

Da atitude dos nossos jogadores. Sem complexos nem temores, o Sporting dominou o jogo - sobretudo na segunda parte, remetendo o Benfica para o seu meio-campo. Quase todos os profissionais leoninos merecem uma palavra de elogio. As excepções já foram referidas mais acima.

 

De Campbell. Queriam um reforço? Aí o têm. Só não entendo por que motivo Campbell não alinhou de início. Jesus deu-lhe ordem para avançar na segunda parte e mal entrou o campo o costarriquenho abanou o jogo, criando sucessivos desequilíbrios. Serviu exemplarmente Bas Dost em dois primorosos lances da ala esquerda - um dos quais deu origem ao nosso golo. Foi pena que tivesse jogado só 45 minutos. Para mim foi o melhor em campo.

 

De Bas Dost. Voltou a marcar: já soma oito golos neste campeonato. E ainda mandou um petardo ao poste, na sequência de um centro de Campbell. Merecia que este lance também tivesse terminado em golo.

 

De Adrien. O nosso capitão voltou a ser o dínamo da equipa, demonstrando uma fibra e uma garra dignos de aplauso e elogio. Pareceu sempre o mais inconformado com o resultado negativo: nunca foi por ele que o Sporting baixou os braços. Aos 88', foi derrubado por Luisão à entrada da grande área do SLB: daria um livre muito perigoso contra o Benfica, que o árbitro não assinalou.

 

Do espectáculo. Foi um jogo intenso, emotivo e bem disputado, apenas estragado pela péssima actuação da equipa de arbitragem. Espero que Jorge Sousa não volte a arbitrar tão cedo uma partida do Sporting.

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