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És a nossa Fé!

Dichotes

Bruno de Carvalho continua a utilizar a sua página de facebook para, quando assim o entende, perorar sobre casos, aspectos, factos, que directa ou indirectamente o envolvam como presidente do Sporting.

Se por um lado tem todo o direito de o fazer, os ataques têm sido ao longo destes anos do mais baixo e soez que pode existir, tem também que saber que a tentativa de minorar, menosprezar alguém que o atacou, não deve, aliás não pode nunca, ser com textos que ofendam outros, onde estão claro incluídos Sportinguistas.

Se somos um clube diferente, e somo-lo de facto, temos que o demonstrar de forma quotidiana. Não basta afirmá-lo.

A inclusão de tiradas grosseiras se devidamente contextualizadas até podem ser aceites, dichotes machistas e misóginos estão sempre, mas sempre, contextualizados ou não, fora daquilo que um presidente de uma instituição como a nossa deve proferir.

Espero sinceramente a devida retractação às palavras infelizes que escreveu na sua página.

Tiros nos pés

Início de época e conseguimos fazer manchetes de jornais com acusações e peixeiradas entre um antigo funcionário e o presidente.

Será que algum dia vamos aprender? Será que algum dia o presidente Bruno de Carvalho vai conseguir perceber que o mais importante é mesmo o clube, não as tricas laterais que só servem para os nossos adversários continuarem a fazer o que bem lhes apetece?

Esperava que fosse esta época que entrássemos definitivamente no caminho certo, mas a entrevista de ontem diz-me que não. Vai ser mais do mesmo, o Sporting a dar tiros nos pés e os adversários a sorrir, nem precisam de fazer nada, nós tratamos de tudo.

Para os indignados

Anda meio mundo muito indignado com a postura do nosso presidente. Que é um arruaceiro, com comportamentos vergonhosos, um incapaz para o cargo que ocupa. Que usa muito o facebook, que escreve demais e dá demasiadas entrevistas. Que a postura de um presidente do maior clube desportivo português não pode ser aquela.

Podem então escolher.

O que preferem?

Preferem um presidente que defende o Sporting contra todos os ataques que diariamente são feitos ao nosso clube, ou preferem um presidente que vai almoçar com dirigentes de clubes adversários?

Preferem um presidente que consegue reestruturar a dívida, deixada por direcções anteriores que colocaram o Sporting na falência, ou preferem um presidente que prefere não ganhar troféus para não ter que pagar os respectivos prémios?

Preferem um presidente que aposta realmente na formação, blindando as nossas maiores promessas com cláusulas que os impeçam de sair por meia dúzia de tostões, ou preferem um presidente que acrescente 100 milhões de euros à divida em contratações falhadas com ordenados milionários?

Preferem um presidente que inicia a construção de um pavilhão multidesportivo, ou preferem um presidente que aprova a construção de um estádio com condições técnicas deficientes e que ainda hoje estão por solucionar?

Preferem um presidente que acredita que o Sporting é dos sócios e que estes é que elegem os seus dirigentes, ou preferem um presidente que prefere excluir os sócios das decisões do clube, preferindo cooptações no lugar de eleições?

Preferem um presidente sempre presente, que sofra pelo seu clube, que deteste perder, ou preferem um presidente que saia do estádio de braço dado a rir com o presidente adversário depois de uma derrota?

Preferem um presidente que se sente no banco, que acompanhe a equipa, que faça milhares de quilómetros por ano, ou preferem um presidente que nem aos jogos assiste?

Preferem um presidente que lute pela verdade desportiva, que acredite que é no campo que se ganham os jogos, que é preciso mudar a estrutura e organização do futebol, ou preferem um presidente que combine com um dirigente adversário os campeonatos a ganhar por cada um?

Decidam-se, porque como isto está, com os ataques que o Sporting está a ser alvo, estamos num momento de escolhas: Ou estamos com o Sporting ou estamos contra o Sporting.

 

A primeira baixa

Como costuma dizer o povo, BdC entrou a matar. Desde que é presidente do Sporting, assim de repente lembro-me que comprou guerras com os credores (leia-se banca), fcp, árbitros, oposição interna, empresários e (alguns) jogadores. Na altura, a opinião foi, mais ou menos, unânime: uma lufada de ar fresco, que assim é que era, que no Sporting mandávamos nós e que tudo ia ser diferente.

 

Algumas vozes mais experientes nestas andanças do futebol, ainda tentaram avisar que o caminho era longo, perigoso e tortuoso e que, para ganhar a guerra não se pode comprar inimigos em todas as frentes, vencer todas as batalhas e esperar sair incólume. Vem nos livros e aplica-se na política, na estratégia, no marketing, no futebol. Em suma, everywhere.

 

A direcção do Sporting fez ouvidos de mercador e seguiu o seu caminho, consolidados, confirmados e validados por uma AG ao estilo Coreia do Norte com 97% dos votantes a dizer Ámen.

 

Bruma vai mesmo sair do Sporting porque as partes não se entenderam. Porque, em face de uma posição de força, a resposta foi igualmente forçar uma posição. De ruptura, de ambas as partes. E Bruma não é o funcionário do Sporting que ganhava 800 euros e foi despedido. BdC pode gritar tão alto como quiser e conseguir. Não é este o caminho. Não é esta a estratégia. De tanto berrar, um dia arrisca-se a berrar sozinho. É uma opção. Mas será o seu fim. Bruma foi a face visível da primeira derrota desta estratégia de berraria. Outras virão.

 

(E agora, venham lá os comentários dos brunistas de serviço, com as ameaças da "praxe"...)

A Assembleia Geral

A Assembleia Geral marcada para dia 30 marca, acima de tudo, um ponto de viragem e um separar das águas dentro do Sporting. Nesta reunião magna dos sócios do nosso Clube, espera-se que todas as perguntas sejam formuladas e todas as dúvidas esclarecidas. E que exista vontade, por quem de direito, de perder (ganhar?) tempo em explicar tudo o que deve ser explicado.

 

A partir de domingo, e sendo aprovada a estratégia do nosso Clube para os próximos tempos, a responsabilidade dos destinos do Sporting passa a ser não apenas da actual Direcção, mas de todos nós.

 

Quem não lá for, porque prefere a praia ou tem melhores coisas para fazer a um domingo, poderá continuar a mandar palpites de bancada, mas perdeu a legitimidade para argumentar o que quer que seja porque, quando foi chamado a intervir, escusou-se a fazê-lo. A única excepção, digo eu, serão os sócios recentes que não têm direito a voto e, como tal, pouco ou nada poderiam fazer nesta reunião a não ser ouvir e serem esclarecidos.

 

Espero, sinceramente espero, que a Direcção seja sensível o suficiente para ouvir vozes discordantes (era bom sinal que existissem, os unanimismos dão sempre mau resultado) e que possa ter a capacidade de unir este nosso balcanizado Sporting.

 

Aprovada a estratégia, a guerrilha acabou. Poder-se-á apontar os erros, divergir, ter opiniões diferentes (coisas saudáveis e normais em qualquer Clube), e é bom que assim seja. Mas a fronteira não será ultrapassada. Sócios e Direcção passam a partilhar sucessos, insucessos, responsabilidades. Oxalá que o caminho que seja seguido no domingo seja o melhor para o nosso Clube.

 

Dito isto, quero aqui realçar que, pela minha parte, não me escusarei a dizer sempre o que penso, mesmo que não seja de agrado de alguns, de outros ou de todos. Como disse anteriormente, detesto unanimismos e rótulos apenas porque, em casos específicos, tenho uma opinião diferente da maioria.

A entrevista

A entrevista de BdC dada, que surge hoje nos 3 desportivos é, em termos comunicacionais, uma boa aposta. A Bola, O Jogo e o Record estariam todos, certamente, a lutar por serem os primeiros a ter o novo Presidente do Sporting entrevistado e, BdC ao fazê-lo fora de portas, consegue o pleno, não despertando ciúmes e invejas entre os OCS e, aparentemente, mantendo a boa relação com os 3 jornais. Neste campo, foi uma estratégia vencedora.

 

Sobre a entrevista em si, confesso que, no essencial, gostei do que li. O caminho é arriscado mas, se cumprir o que lá sugere, todos ganham: o futebol no geral, o Sporting no particular. E perdem todos os que fazem do negócio de futebol uma coisa muito pouco higiénica. Mas confesso que não sei se o antes quebrar que torcer  - que o Tiago  refere no seu post - é uma estratégia que aguenta o consulado de BdC. Aparentemente, resultou, num primeiro momento com a banca (e digo aparentemente, porque os contornos das negociações que, recordo, ainda estão em curso, não são ainda totalmente conhecidos), e agora BdC tenta o mesmo com investidores, jogadores e respectivos empresários.

 

Como o próprio refere, BdC chegou a este mundo há dois meses e está a ser confrontado com realidades que muitos de nós apenas sonhamos ou desconfiamos. Sem ironias de qualquer espécie, se a sua intenção for sincera, BdC poderá representar a diferença e dar ao futebol e ao nosso Clube a "higienização" que se precisa. O meu maior receio é que, à semelhança de muitos que quiseram fazer essa mesma diferença, acabe por ser "engolido" pela "máquina" e seja recordado por ser mais do mesmo. Com a agravante que, na situação que o Sporting está, um erro (ou uma sucessão de erros) poderá acabar de vez com o nosso Clube.

 

Seja como for, a entrevista serve também de referência para todos. Sócios, adeptos, jogadores, funcionários, empresários, rivais. Daqui a uns meses, quando uma nova entrevista surgir, veremos se a determinação do Presidente é a mesma. Se for, é muito bom sinal.

Três coisas que gostei de ler nos jornais de hoje

- O anúncio do Presidente da MAG de que BdC não vai auferir salário até o processo de rescisões estar concluído;

- A dedicação de Leonardo Jardim nas suas novas funções;

- O périplo presidencial em busca de investidores (oxalá dê frutos);

 

NOTA PARA OS DO COSTUME: VÊEM? ATÉ CONSIGO, ÀS VEZES, ENCONTRAR COISAS SIMPÁTICAS PARA DIZER....

Sobre a grandeza do Homem

Sobre a mais que provável saída de Jesualdo no comando técnico dos nossos jogadores, concordo com o Tiago quando ele diz que BdC tem a legitimidade e a obrigação de levar avante o seu projecto. Mas concordo igualmente com o Adelino, quando diz que o Sporting precisa de estabilidade emocional.

 

O que aparentemente afastou uma solução de equilíbrio entre as partes não foi uma questão financeira mas, ao que tudo indica, uma questão de Poder. Poder que BdC não quer partilhar, poder que Jesualdo não quis abdicar. Só não conhecendo um e outro é que se poderia adivinhar um desfecho diferente. Jesualdo não aceitaria ser menos com BdC, depois do que o que lhe foi prometido por Godinho Lopes. BdC, por seu turno, não cede porque terá, supostamente, um projecto para o Sporting, sufragado nas urnas e suportado pela massa associativa. E, claro está, BdC é alguém que quer Poder, gosta de Poder e não tem medo de o exercer. E não gosta de o partilhar. Ele é o Presidente, ele é o salvador do Sporting. Com BdC, o Sporting não passou a ser “nosso”, como ele referiu na noite eleitoral da vitória. Passou a ser “dele”.

 

BdC tem o apoio da maioria dos sócios, ironicamente os mesmos que desejam a continuidade de Jesualdo. BdC tem a legitimidade para fazer vingar o seu projecto, nem que para isso tenha que limpar e dinamitar o Sporting por dentro. BdC foi eleito ainda não fez dois meses. O Sporting continua dividido, balcanizado, com a actual Direcção a seguir o seu caminho, sem sinais de união e com claros sinais de desagregação. E ainda não começou a sangria de jogadores que o Sporting não poderá pagar, nem o cumprimento das condições financeiras que os credores exigem. Pergunta-se: Esta Direcção tem legitimidade para fazer este caminho? Claro que sim.

 

Depois de afastar os que lhes eram indesejáveis, BdC está, agora a ir contra a opinião dos que lhe são próximos e que nele votaram. Volto a perguntar: Tem legitimidade? Claro que sim.  Mas, infelizmente, não é disso que se trata.

 

É nos momentos de ruptura que se vêem os grandes Homens, os grandes Líderes. BdC pode ser Presidente do Sporting. Nunca conseguirá ser Líder dos Sportinguistas porque, no primeiro momento em que essa capacidade foi testada falhou redondamente e não soube ler (ou não quis saber ler) aquela que era a vontade da maioria dos Sportinguistas. Pobre Presidência, pobre futuro Treinador. Pobre Sporting.

O Inácio acho que se safou bem no Moreirense

Com as notícias vindas hoje a público de que as negociações entre BdC e Jesualdo Ferreira para a renovação do mister não estarão a correr assim tão bem e como o Sporting anda em contenção de despesas, nada como pensar se o inexcedível e insubstituível Inácio não se importaria de treinar os jogadores na próxima época. Já que vai para lá trabalhar, ao menos fazia-se o dois em um. Ou não pode ser?

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