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És a nossa Fé!

Pódio: Bas Dost, Rúben Ribeiro, Bruno

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Aves pelos três diários desportivos:

 

Bas Dost: 21

Rúben Ribeiro: 18

Bruno Fernandes: 17

Piccini: 16

Rui Patrício: 16

Gelson Martins: 15

Coates: 15

William Carvalho: 15

Fábio Coentrão: 14

Mathieu: 14

Battaglia: 13

Bryan Ruiz: 12

Acuña: 11

Podence: 5

 

Os três jornais elegeram Bas Dost como melhor jogador em campo.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória concludente e tranquila do Sporting nesta primeira jornada da segunda volta. Triunfo sem discussão frente ao Aves, por 3-0. Somamos mais três pontos, permanecemos invictos nas competições nacionais e estamos provisoriamente na liderança do campeonato.

 

De Bas Dost. Começam a escassear os adjectivos para qualificar o ponta-de-lança holandês, o melhor em campo. Esta noite voltou a marcar os três golos da nossa equipa - repetindo a dose da jornada anterior, contra o Marítimo. Três golos diferentes: o primeiro de cabeça (31'), o segundo de grande penalidade (52') e o terceiro com o pé direito (90'), coroando da melhor maneira uma grande jogada de futebol ao primeiro toque. O estádio, apesar do frio da noite, aqueceu - e de que maneira - com os gritos "Bas Dost" ecoados por mais de 40 mil gargantas nas bancadas em Alvalade.

 

Dos números do nosso goleador máximo. Bas Dost, nesta segunda época ao serviço do Sporting, já marcou 53 golos em 49 jogos do campeonato. Na presente temporada leva 24 marcados - 19 dos quais na Liga. Prepara-se para ser novamente o maior goleador da principal competição portuguesa. Com todo o mérito.

 

Da estreia de Rúben Ribeiro.  Não podia ter corrido melhor. Chegou quinta-feira a Alvalade, oriundo do Rio Ave, e no domingo já se estreava oficialmente com as nossas cores. Actuou com liberdade de movimentos no centro do terreno, entre o meio-campo e o ponta-de-lança, e protagonizou a mais vistosa jogada individual do desafio com uma assistência para o nosso primeiro golo. Notável a forma como temporizou, tirou do caminho o defesa que lhe surgiu pela frente e centrou para Bas Dost marcar. Quatro minutos depois, aos 35', serviu muito bem Bruno Fernandes num lance de que poderia ter resultado o nosso segundo golo. Quando foi substituído, aos 66', recebeu uma calorosa ovação dos adeptos, que conquistou à primeira: recém-chegado, até parece que joga há muito no Sporting.

 

De Bruno Fernandes. Disciplina táctica, visão de jogo, vigor físico, vontade de empurrar sempre a equipa para a frente: Bruno Fernandes, numa posição mais recuada do que tem vindo a ser habitual, confirmou todas as qualidades que já vinha demonstrando no Sporting. Faltou-lhe apenas o golo, que foi tentando do princípio ao fim, para ter uma exibição de cinco estrelas.

 

De Wiliam Carvalho. Naquele seu jeito de falso lento, correu quilómetros. Não houve praticamente uma jogada do Sporting que não passasse pelos pés dele. Pendular, seguro, contribuiu para a excelente organização colectiva da equipa ao assegurar a ligação entre os sectores. E arriscou avançar no terreno diversas vezes, em trocas posicionais com Bruno Fernandes, confirmando que é um elemento vital neste Sporting que sonha ser campeão.

 

De Fábio Coentrão. Grande partida do nosso lateral esquerdo, que em muitas fases do jogo parecia um extremo, compensando a apatia do apagado Acuña. Revela frescura física e uma entrega ao desafio verdadeiramente notáveis. A sua condição atlética deixou de ser uma preocupação para os adeptos.

 

De Piccini. Veio de uma lesão, mas ninguém diria. Boa parte do caudal ofensivo leonino ocorreu no seu corredor, tendo o italiano como protagonista. Notável de precisão o centro aos 90', que funcionou como assistência para o nosso terceiro golo. Está a tornar-se imprescindível no nosso onze titular.

 

De ter sido mais um jogo em que não sofremos golos. A marcar cada vez mais, a sofrer cada vez menos: 8-0 nas últimas duas partidas do campeonato. É este o caminho.

 

De dependermos só de nós. Estamos no comando da Liga, à condição. Se quisermos, ninguém nos trava o passo.

 

 

 

Não gostei

 

 

Daquela bola do Aves que bateu com estrondo na nossa barra. Iam decorridos 42 minutos de jogo e se tivesse sido golo a história desta partida talvez fosse diferente. A estrelinha de campeão já está a funcionar?

 

Do resultado tangencial ao intervalo. Aquele 1-0 sabia a pouco.

 

De Acuña. Outra partida muito fraca do extremo argentino, vários pontos abaixo da exibição média da equipa. É claramente um candidato ao banco de suplentes nos tempos mais próximos.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Bas Dost voou entre as Aves

"O Homem vangloria-se de ter imitado a vôo dos aves com uma complicação técnica que elas dispensam"

- Carlos Drummond de Andrade

 

Confesso o meu desapontamento inicial: se o futebol é o circo romano contemporâneo, a ausência de Lito Vidigal do banco de suplentes - mais aquela sua rotina acrobato-apalhaçada, de mergulho com cambalhota, aprimorada em Arouca - tira brilho a qualquer espectáculo. Mas, outros motivos de interesse rodeavam este jogo: o Monumento da Guerra Peninsular é bonito, mas está lá longe, no Porto, na Rotunda da Boavista, pelo que poder vê-lo ao vivo, metafóricamente, em forma de uma natureza-viva, onde onze leões poderiam estraçalhar onze águias (simbolo do Aves), seria sempre estimulante, mais a mais quando os contendores tinham em campo inúmeros jogadores habituados aos ares das academias de Alcochete e do Seixal, ambas parte integrante da Península de Setúbal. Só por ist(m)o já teria valido a pena pagar o bilhete. Também, na antecâmara do jogo, a Matryoshka russa que há em Jorge Jesus, e que parecia escondida, voltou a manifestar-se. A primeira boneca falou em reforços da direcção (Misic e Wendel), que não estariam prontos para jogar de imediato; a segunda, afirmou que se os grandes da Europa quisessem Wendel (para quem tácticamente o que Jesus ensina é chinês), ele não estaria em Alvalade (mesmo que por mais de 7 milhões de euros...); a terceira, referiu que nenhuma equipa grande, de Itália ou Portugal, quis Bruno Fernandes; a quarta disse que Ruben (Ribeiro) "é para ontem" (aqui deve ter pensado que chegava de desvalorizar os seus recursos humanos); a  quinta, sentenciou que só os jogadores poderiam julgar o seu trabalho; finalmente, aquela que interessa, a sólida, montou uma equipa suficientemente competente para vencer o Aves, embora sem brilhantismo.

A verdade é que Ruben Ribeiro, lutando contra a maldição do nº7, jogou de início e è meia-hora, após ter flirtado com meia equipa do Aves, "acasalou" com Bas Dost, aquecendo a noite fria de Alvalade. O golo foi um oásis, numa primeira parte em que o adversário voou mais alto, contrariando o sofisticado dispositivo táctico leonino. Com alguma sorte à mistura e São Patrício, a fé leonina mantinha-se incólume, na Companhia de Jesus, ou não fosse a Vila das Aves parte integrante do Concelho de Santo Tirso, um bastião jesuíta.

O segundo tempo mantinha a mesma toada até que Gelson foi carregado em falta na área avense. O inevitável Bas aproveitou para "dostar" o segundo e o jogo quase terminou aí, mais a mais porque JJ fez a alteração que se impunha e colocou Battaglia em campo para reforçar o meio campo leonino, substituição que cortou as asas ao adversário, o qual a partir daí não mais incomodou Rui Patrício. O "flying dutchman" completaria ainda o "hat-trick", numa jogada iniciada em Bruno Fernandes e continuada por Piccini.

Uma última e bem merecida nota de destaque para o holandês: Bas Dost pode não ser, 59 golos depois, o melhor ponta-de-lança treinado por Jorge Jesus, mas que (lhe) dá muito jeito, lá isso dá. E, já agora, também é um bom exemplo de humildade, de solidariedade, de partilha, de alguém que sabe que o colectivo é sempre mais importante do que os egos individuais e que é reconhecido a quem para si trabalha.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bas Dost

sportingaves.jpg

 

Os melhores: Bruno, Rui Patrício, Bas Dost

Conforme prometido, divulgo hoje o resultado do inquérito promovido aqui há três dias, junto dos nossos leitores e dos meus colegas de blogue, sobre os melhores jogadores do Sporting nesta época 2017/2018, quando já decorreu metade do campeonato. Dando sequência a uma iniciativa semelhante, concretizada no termo da oitava jornada, ao cumprir-se um quarto do total dos jogos desta prova.

Houve novamente muitas respostas. Correspondendo ao meu pedido para a indicação de três nomes por ordem decrescente.

Decidi atribuir três pontos ao jogador mencionado em primeiro lugar, dois ao que figurava em segundo e apenas um ao que ficou em terceiro.

 

image[1].jpg

 

 

A classificação ficou assim estabelecida:

 

 

Bruno Fernandes:    49 pontos

Rui Patrício:               29 pontos

Bas Dost                     21 pontos

Gelson Martins:        20 pontos

Mathieu:                    19 pontos

William Carvalho:      5 pontos

Piccini:                          3 pontos

Fábio Coentrão           1 ponto

 

 

Breves comentários:

  • À oitava jornada, estiveram dez jogadores entre os preferidos pelos adeptos leoninos que frequentam este blogue. A lista reduz-se agora para oito.
  • Bruno Fernandes, terceiro em Outubro, sobe desta vez para primeiro. A larga distância dos restantes.
  • Embora baixando (de 44 para 29 pontos, do primeiro para o segundo posto), Rui Patrício continua a ser visto como imprescindível.
  • Bas Dost tinha ficado praticamente esquecido na votação anterior. Destaca-se desta vez, subindo para o pódio.
  • Entre os cinco primeiros, só dois reforços desta época: Bruno e Mathieu.
  • William Carvalho baixa muito: há três meses recolheu 28 pontos, ficando-se agora pelos 5.
  • Inversamente, Gelson Martins sobe bastante: de 4 para 20.
  • Battaglia e Acuña, mencionados há três meses, não constam desta lista. Omissão mais significativa no caso do primeiro, que em Outubro fora o quinto mais votado.
  • Coates, ausente há três meses e ausente desta vez também. O uruguaio parece ser um mal-amado entre os adeptos.
  • Coentrão tinha ficado esquecido no final do primeiro quarto do campeonato. Aparece desta vez, embora com votação residual.

 

Fica aberta a partir de agora a discussão sobre estas escolhas na caixa de comentários.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Muita Piedade e um "Bonfim" para sair da cova

É dos livros, na Taça de Portugal, quando uma equipa das divisões inferiores defronta um "grande", a sua motivação é muito maior do que a do adversário. Se juntarmos a isso o facto de durante a primeira parte termos tido apenas Battaglia, do meio campo para a frente, a lutar pela bola, fica explicada a razão de um início de jogo paupérrimo com duas bolas nos ferros de Rui Patrício. Eu sei que o argentino é bom jogador, mas no mínimo ponham-lhe Bruno Fernandes à frente. Imaginar Bryan Ruiz a "8" é como esperar que o azeite se misture na água. O pior é que tudo se configura para que ainda venhamos a perder pontos à conta desta experiência. Diz o povo que à terceira é de vez e como já houve Paços e Cova da Piedade... Eu, cá para mim, a ter de inventar, prefiro que o Mestre faça a sua habitual rábula do defesa esquerdo.

Neste estado de coisas, após o intervalo, Jorge Jesus não perdeu mais tempo e fez entrar de uma assentada Bas Dost e Bruno Fernandes. Se Rui Costa era da Damaia, Bruno é da... Maia, subtil diferença no ponto de partida, mas o mesmo destino, o estrelato. Três fintas depois, o maiato marcava, de antologia, o primeiro da noite. A coisa parecia resolvida e a hora convidava ao regresso do remanso, mas após uma carambola na nossa área, o árbitro, outro Rui Costa, também ele uma estrela, recordista da "baixa de nota", assinalou penálti (1-1).

Nesse transe, oiço o comentador da SportTV dizer sobre Soares (do Cova da Piedade) que "alguém dizia, quando jogava no Portimonense, que iria fazer muitos anos de primeira divisão". Alguém? Quem? Um sujeito também dizia que eu ia ser melhor que o Yazalde, mas o problema é que não tinha predicados. Não há direito, está uma pessoa em cuidados e ainda tem de ouvir barbaridades destas...

O que vale é que há Bas Dost, mais que o abono da familia leonina, o homem que me faz baixar a (hiper)tensão: um canto de Acuña, um desvio de Battaglia e o holandês subtilmente a fazer aquilo que para ele é tão natural como respirar. Golo! 

Fim do jogo, começa o "Flash-Interview" e oiço Jesus dizer que procura um jogador para acasalar com Bas Dost(!?). Desligo a televisão e prometo a mim próprio que a partir de agora vou fazer como o Artur Jorge: ver os jogos ao som de música clássica. E não, Jesus, não será o Bolero de Ravel.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes

covadapiedade.jpg

Hoje giro eu - Ranking GAP

Entrados no novo ano, disputámos até agora 30 partidas - 16 para o Campeonato Nacional, 8 para a Champions League, 3 para a Taça de Portugal e 3 para a Taça da Liga. Estamos ainda invictos em Portugal e continuamos na Europa (via Liga Europa), com 19 vitórias (63,3%), 8 empates (26,7%) e apenas 3 derrotas (10%). Apontámos até agora 63 golos (2,1 golos/jogo) e sofremos 23 (0,77 golos/jogo).

 

Classificações (estatísticas ofensivas):

 

1) MVP: Bas Dost (58 pontos), seguido por Bruno Fernandes (51) e Gelson Martins (42);

2) Mais Influente: Bruno Fernandes (26 contribuições), Bas Dost (22) e Gelson Martins (19);

3) Goleador: Bas Dost (17 golos), Gelson Martins (9) e Bruno Fernandes (7);

4) Assistências: Bruno Fernandes (9), Podence (7) e Acuña (6).

 

Ranking GAP (golos, assistências, participação decisiva):

 

  G A P Pontos
Bas Dost 17 2 3 58
Gelson Martins 9 5 5 42
Bruno Fernandes 8 9 9 51
Doumbia 7 1 1 24
Marcus Acuña 4 6 2 26
Sebastian Coates 3 2 1 14
Rodrigo Battaglia 2 1 2 10
Jeremy Mathieu 2 1 2 10
Bruno César 2 0 1 7
João Palhinha 2 0 0 6
Fábio Coentrão 1 3 2 11
Iuri Medeiros 1 1 1 6
Mattheus Oliveira 1 0 0 3
Rafael Leão 1 0 0 3
Adrien Silva 1 0 0 3
Daniel Podence 0 7 2 16
Cristiano Piccini 0 1 4 6
Ristovski 0 1 0 2
William Carvalho 0 0 2 2
Alan Ruiz 0 0 2 2
Bryan Ruiz 0 0 1 1
autogolos 2 0 0  

 

 

2017 em balanço (1)

basdost6[1].jpg

 

 

JOGADOR DO ANO: BAS DOST

Dos diversos jogadores desembarcados em Alvalade na temporada 2016/17 só ele vingou. Mas valeu por muitos. Porque tem comprovado ser um reforço extraordinário. Bas Dost sagrou-se maior goleador do campeonato anterior e bateu-se quase até ao fim pela Bota de Ouro, que acabou por pertencer a Lionel Messi, ficando ele no pódio dos melhores marcadores das ligas europeias, como terceiro mais eficaz artilheiro do futebol do continente. Apenas ultrapassado pelo argentino do Barcelona e por Cavani, do PSG.

Na senda de outros memoráveis goleadores que passaram nas últimas décadas pelo nosso clube - Yazalde, Manuel Fernandes, Acosta, Jardel e Liedson, só para citar alguns - este holandês de 28 anos e com 1,96m de altura é um temível adversário para as equipas que nos defrontam, fazendo valer a sua fama de ponta-de-lança muito posicional com inegável faro de golo, sobretudo no jogo aéreo.

Os números falam por si: na época 2016/17 marcou 36 golos em 41 jogos de verde e branco - 34 dos quais no campeonato nacional. Na época em curso, já contabiliza 13 golos em 15 jornadas da Liga, 17 no total das competições. Perfazendo 53 remates com sucesso nos 16 meses que leva como profissional do Sporting.

Quando chegou a Alvalade, proveniente do Wolfsburgo, evitava ser chamado a converter penáltis: tornou-se entretanto um exímio marcador de grandes penalidades. Ganhou disciplina táctica, pressionando os adversários e recuando com frequência em busca da bola, e revela crescente destreza técnica, nomeadamente nas jogadas de assistência para golo. Sem surpresa, adquiriu direito a música própria no estádio e o seu nome é sempre pronunciado com especial vibração pelos adeptos, que não lhe negam aplausos.

Bas Dost bem os merece.

 

 Jogador do ano em 2012:  Rui Patrício

Jogador do ano em 2013: Montero

Jogador do ano em 2014: Nani

Jogador do ano em 2015: Slimani

Jogador do ano em 2016: Adrien

Hoje giro eu - Ranking GAP

Até ao Natal, o Sporting jogou 28 partidas - 15 para o Campeonato Nacional, 8 para a Champions, 3 para a Taça de Portugal e duas para a Taça da Liga - registando 19 vitórias (67,9%), 6 empates (21,4%) e 3 derrotas (10,7%), com 61 golos marcados (2,18 golos/jogo) e 21 sofridos (0,75 golos/jogo). A equipa continua invicta em provas domésticas.

 

Outras classificações:

 

1) MVP: Bas Dost (58 pontos), Bruno Fernandes (50), Gelson (39);

2) Influente: Bruno Fernandes (25 contribuições para golo), Bas Dost (22), Gelson (18);

3) Goleador: Bas Dost (17 golos), Bruno Fernandes e Gelson (8);

4) Assistências: Bruno Fernandes (9), Podence (7), Acuña (6).

 

No plano positivo, de notar que Bruno Fernandes e Bas Dost dominam todas as estatísticas ofensivas, sendo que o maiato é o único com presença no pódio em todos os registos relevantes. De destacar ainda o número de assistências de Podence (7, uma por cada 117 minutos de utlização) e o 6º lugar de Sebastián Coates no ranking GAP (sétimo como MVP e como Influente). Há 4 jogadores com mais de 5 golos até ao momento, perspectivando que possam terminar acima dos 10 golos/época, número já largamente suplantado por Bas Dost. Pela negativa, os números invulgarmente baixos apresentados por William Carvalho (perde claramente para Battaglia), de quem se espera uma segunda metade de época bem mais retumbante. Alan Ruiz e Mattheus Oliveira são as grandes decepções até ao momento, particularmente o argentino pelo investimento em si realizado. 

 

Eis a tabela actualizada do Ranking GAP, que considera golos (G), assistências (A) e participação decisiva em lance de golo (P):

 

  G A P Pontos
Bas Dost 17 2 3 58
Bruno Fernandes 8 9 8 50
Gelson Martins 8 5 5 39
Doumbia 7 1 1 24
Marcus Acuña 3 6 2 23
Sebastian Coates 3 2 1 14
Rodrigo Battaglia 2 1 2 10
Jeremy Mathieu 2 1 2 10
Bruno César 2 0 1 7
João Palhinha 2 0 0 6
Fábio Coentrão 1 2 2 9
Iuri Medeiros 1 1 1 6
Mattheus Oliveira 1 0 0 3
Rafael Leão 1 0 0 3
Adrien Silva 1 0 0 3
Daniel Podence 0 7 2 16
Cristiano Piccini 0 1 4 6
Ristovski 0 1 0 2
William Carvalho 0 0 2 2
Alan Ruiz 0 0 2 2
Bryan Ruiz 0 0 1 1
autogolos 2 0 0  

Pódio: Bas Dost, Coentrão, Mathieu

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Boavista-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Bas Dost: 18

Fábio Coentrão: 17

Mathieu: 17

Podence: 16

Bruno Fernandes: 15

Gelson Martins: 15

Piccini: 14

Battaglia: 13

Rui Patrício: 13

William Carvalho: 13

Acuña: 12

Bruno César: 11

Coates: 10

Bryan Ruiz: 1

 

Os três jornais elegeram Bas Dost como melhor jogador em campo.

Tudo ao molho e Fé em Deus - A Quinta dos Brunos segue na Europa

Grande noite europeia em Alvalade. Ainda muitos espectadores se acomodavam nas bancadas e já André Pinto acertava no ferro da baliza grega. Foi o quarto remate aos postes em dois jogos contra o Olympiacos, um clássico. Na mesma linha, voltámos a marcar 3 golos e a falhar outros tantos. Sendo um jogo de Champions, a tradição não seria o que é se não emergisse Bruno César a engrossar o seu rol de vítimas em 2 anos de liga milionária: Real Madrid, Borussia Dortmund, Juventus, Olympiacos. Bem sei que a nova coqueluche do outro lado da 2ª Circular já marcou dois golos em apenas uma edição (e dois jogos), mas ainda assim não será coisa pouca, certamente [ou como se pode trazer águ(i)a no bico da bota do brasileiro]. Dia normal no escritório, também, para o inevitável Bas Dost - os 4 jogos anteriores é que constituiram um paradoxo - com mais 2 golos no seu pecúlio.

O futebol seria pouco mais do que um negócio se não houvesse a arte sublime de jogadores como Bruno Fernandes, a lembrar-nos o quão belo pode ser o jogo. Bruno, o influente, não marcou (assistiu para um golo do "flying dutchman") mas encantou. A ele, não lhe chega fazer golo, é preciso fazê-lo com estilo. Com um mestrado em trignometria, ontem, esteve 90 minutos a tentar colocar a bola nos ângulos da baliza grega. Falhou à tangente, mas pelo menos não foi secante para a audiência. Felizmente para nós, os helénicos não leram o Manual para (parar) Brunos...

Um jogo do Sporting não seria a mesma coisa, se não aparecesse Jorge Jesus a inventar qualquer coisa. O genial Dr Jekyll que há em si urdira um extraordinário plano de jogo, mas Mr Hyde tinha de emergir. Desta vez, decidiu substituir metade da defesa, imagine-se. Um dos que entraram, ou não partilhásse o nosso sangue desde pequenino, tremia a varas verdes. Começou por abalroar o seu próprio guarda-redes, terminaria a falhar a intercepção no golo do Olympiacos. A questão nem é Tobias ou não Tobias, é mais Valium ou Lexotan. Para pôr a cereja em cima do bolo, "la pièce de résistance", no fim lá entrou o 2 Ts.

Destaques ainda para Piccini - o nosso primeiro golo foi fabricado no seu discreto, mas altamente eficiente, laboratório -, Mathieu - não ficou tremida aquela quase gloriosa fotografia que tirou ao guardião grego - e Gelson Martins, um general muitas vezes perdido no seu próprio labirinto, de onde se libertou para assistir Dost.

 

olympiacos2.jpg

Pódio: Bas Dost, Bruno Fernandes, Podence

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Braga pelos três diários desportivos:

 

Bas Dost: 17

Bruno Fernandes: 17

Podence: 14

Battaglia: 14

Jonathan Silva: 14

Alan Ruiz: 13

Bruno César: 13

Coates: 13

Rui Patrício: 13

André Pinto: 12

Gelson Martins: 12

Ristovski: 12

Doumbia: 10

Acuña: 10

 

 Bola elegeu  Bas Dost  como figura do jogo. O Record e O Jogo optaram por Bruno Fernandes.

Pódio: Bas Dost, Podence, Acuña, Piccini

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Chaves pelos três diários desportivos:

 

Bas Dost: 21

Podence: 18

Acuña: 18

Piccini: 18

Coates: 16

William Carvalho: 16

Gelson Martins: 15

Bruno Fernandes: 15

Battaglia: 13

Fábio Coentrão: 13

Mathieu: 13

Rui Patrício: 13

Doumbia: 11

Bruno César: 6

 

Os três jornais elegeram Bas Dost como melhor jogador em campo.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - O "campo grande" foi demais para os defensores de Chaves

O Sporting bateu facilmente uma equipa flaviense tão estendida no terreno que os avançados estavam no Campo Grande, os médios no Campo Pequeno e o resto da equipa na Defensores de Chaves. Nesse contexto, os espaços para jogar entrelinhas foram verdadeiros latifúndios e o eixo central, uma Avenida (da República).

Os nossos adeptos puderam assistir a um Domingo 100% vitorioso: depois de no Pavilhão João Rocha termos depenado umas Aves, no futsal (7-0), uma vitória concludente no nosso Estádio sobre a equipa proveniente do Alto Tâmega. Uma "alta" pândega!

A defesa do Chaves, fiel ao nome romano da sua cidade (Aquae Flaviae), meteu água por todos os lados - habitat favorito do nosso "Piscinas" (Cristiano Piccini), um dos melhores em campo -, não tendo cabeça para parar Bas Dost, nem velocidade para acompanhar Podence, acabando por sucumbir aos pés de Marcus Acuña.

O árbitro Rui Costa foi muito interveniente: primeiro, interferiu com o VAR, não marcando um penalti óbvio e "amarelando" Gelson Martins (dois erros que não repôs após dois visionamentos!!), depois, participou muito no próprio jogo, tabelando com diferentes jogadores.

E assim terminou uma contenda que dará matéria para Nuno Farinha ("Saída de campo", este Domingo) escrever no Record que o Sporting venceu apenas 1 jogo na única partida que disputou. É caso para dizer: não havia necessidade...

 

A música tocada pelos nossos jogadores, um-a-um (numa escala de Dó Menor a Dó Maior):

 

Rui Patrício - As ofensivas flavienses pararam quase sempre antes da entrada da grande área leonina, pelo que este espaço foi sempre um Jardim das Freiras para o guarda-redes. Ainda assim, mostrou sempre bastante atenção, destacando-se em duas saídas aos pés de avançados do Chaves. Sem hipóteses no lance do golo, o que à luz do que vimos durante a semana dever-lhe-á baixar a cotação: aparentemente o que dá curriculum é um frango ou, no caso concreto do jogo Benfica-Manchester, uma perdiz.

Nota:

 

Piccini - Está feito um senhor jogador! Defensivamente irrepreensível, esteve em 3 golos leoninos: no segundo golo, com um passe longo, lançou decisivamente Podence pela direita; no quarto, executou uma diagonal em drible que terminou num passe para Dost que permitiu a este assistir na perfeição Acuña; Finalmente, no quinto, assistiu primorosamente para uma cabeçada certeira do holandês, movimento que fez corar muitos alas deste campeonato.

Nota: Dó Maior

 

Coates - O Ministro da Defesa esteve a bom nível, não permitindo invasões ao seu paiol, emendando com autoridade algumas imprecisões na saída de bola por parte dos médios. 

Nota:

 

Mathieu - Controlou bem a sua zona de actuação, mas podia ter feito mais no lance de golo do Chaves, surgido ao caír do pano.

Nota: Sol

 

Fábio Coentrão - Embora qualquer ida sua à linha de fundo se possa comparar a um dos 12 trabalhos de Hércules, a verdade é que assegura tranquilidade ao sector recuado da equipa. A sua saída de campo voltou a coincidir com mais um golo do adversário. Neste estado de coisas, lanço aqui um repto a quem de direito: ou Coentrão passa a jogar os 90 minutos ou os jogos passam a terminar no momento que o vila-condense abandonar o terreno.

Nota: Sol

 

William - Alternou momentos em que parece alcançar o Olimpo - como naquele passe a isolar em simultâneo Gelson e Dost (que estava milimétricamente em fora-de-jogo) - com regressos a uma comum existência terrena, em que evidencia lentidão e desatenções perigosas à saída da sua área. Pareceu acusar algum cansaço e alguma dificuldade em aguentar um meio-campo a dois com Bruno Fernandes.

Nota: Sol

 

Bruno Fernandes - Dele espera-se sempre um golo à Carlos Manuel de Estugarda, um dos de Maniche contra a Holanda ou um passe de morte à Deco. Quando uma destas coisas triviais (para ele) não lhe sai fica sempre um amargo de boca no adepto. Ainda assim, deixou a sua marca no jogo, executando um canto de forma competente, donde resultou um golo de Bas Dost. Tabelou bem com diferentes companheiros e, por vezes, também com o árbitro Rui Costa.

Nota: Sol

 

Gelson Martins - Sempre envolvido no jogo, cumpriu de forma brilhante todas as tarefas defensivas que lhe foram atribuidas. Em termos atacantes, continua precipitado, nervoso, facto que o leva a desperdiçar inglóriamente uma série de lances promissores, recorrendo ainda, muitas vezes, ao algoritmo do caminho crítico para resolução de casos simples. Recomenda-se que não entre em campo sem pôr no bucho dois Lexotan.

Nota: Sol

 

Acuña - Ao contrário de Coentrão, Acuña é como o coelhinho da Duracel, e dura, dura...Incansável, o argentino nunca vira a cara à luta e é o tal Muro intransponível do qual Luis Castro se queixava na conferência de imprensa. Além disso, polivalente, fez 3 posições durante o jogo: ala esquerdo, lateral esquerdo, ala direito. Influente, voltou aos golos e em dose dupla, algo que não surpreende pois quando está bem fisicamente faz sempre mais qualquer coisa em campo do que a maioria dos outros jogadores.

Nota: Dó Maior

 

Daniel Podence - Que melhor elogio se pode fazer a Podence do que dizer que todo o jogo leonino, na primeira parte, foi carrilado para a sua zona de acção? No centro ou nas alas, Daniel foi sempre um Zip-zip para os desnorteados defensores flavienses, atraindo-os muitas vezes para fora de zonas de pressão, abrindo espaços para Bas Dost. Assistiu primorosamente o holandês para o segundo golo dos leões. Baixou um pouco de produção no segundo tempo.

Nota: Si

 

Bas Dost - O que dizer de um jogador que esteve "só" nos cinco golos do Sporting? Nesse transe, desmentiu várias teorias elaboradas recentemente: a de que tinha perdido o instinto matador, marcando por três vezes, todas de cabeça; a de que "só" finaliza, assistindo Acuña para o quarto golo; a de que é um jogador a menos no processo de construção, magicando o desequilibrio do qual resultou o terceiro golo leonino. O holandês é um jogador inteligente que precisa apenas de ser bem servido. O resto ele faz: no seu primeiro golo fez-se valer da antecipação, no segundo, da sua boa colocação no terreno, no terceiro, o seu tempo de salto aniquilou dois adversários. Qualidades ímpares e diversas que deveriam motivar a adopção de um verbo que fizesse jus a essas características: dostar. Ontem, para não destoar, "dostou" 3 vezes. Dizem que está em crise, coitado...

Nota: Dó Maior

 

Battaglia - Desta vez começou no banco. Entrou ainda a tempo de mostrar a sua superior qualidade de recuperação de bola, impondo-se em carrinhos de alta cilindrada aos avançados flavienses, mas também o seu maior defeito, falhando alguns passes de ruptura.

Nota: Sol

 

Doumbia - Num lance, mostrou pouca coordenação com Bas Dost, ocorrendo à mesma bola que o holandês. Quando finalmente se demarcou do colega e encontrou espaço para receber uma prodigiosa assistência deste, aconteceram três coisas: primeiro, da mesma forma canhestra já mostrada em Turim, trocou os pés, depois, a bola bateu-lhe no pé de apoio e encaminhou-se para golo, finalmente, o árbitro anulou o lance por fora-de-jogo de Dost na altura do passe. Fica assim eliminado da cabeça dos espectadores o seu momento embaraçante, de onde curiosamente teria resultado finalmente um golo do costa-marfinense para o campeonato, situação que provocou compreensíveis "mixed feelings".

Nota:

 

Bruno César - Entrou e foi logo humilhado após um passe de ruptura de William que o brasileiro no seu passo de tartaruga não conseguiu segurar dentro das 4 linhas. Desconfia-se que este esforço o tenho deixado ligado à máquina de oxigénio durante a noite.

Nota:

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bas Dost

 

 

sportingchaves.jpg

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da goleada. Vencemos e convencemos neste regresso ao campeonato com o resultado mais dilatado da época até agora: 5-1, frente ao Chaves. Vitória merecida, coroando uma excelente exibição do Sporting, com uma equipa moralizada, dinâmica e muito bem estruturada, capaz de empolgar os 42 mil adeptos que acorreram esta noite a Alvalade.

 

De Bas Dost. Regressámos às vitórias e também o nosso artilheiro - que estava sem marcar desde 8 de Setembro - regressou àquilo que melhor sabe fazer. Vinha com fome de baliza, saciada com três golos: o primeiro, aos 6', na sequência de um canto; o segundo, aos 15', coroando um excelente lance de contra-ataque; e o quinto, aos 75', também num ataque rápido e fulminante. Mas o holandês - o melhor em campo - não se limitou a marcar: foi dele a assistência para o quarto golo, aos 58', e é ele quem começa a construir o terceiro, aos 39'. Uma noite de gala.

 

De Podence. Não era titular desde a segunda jornada. Voltou a integrar o onze inicial e confirmou que tem valor para tanto. Fez uma soberba assistência para Bas Dost marcar o segundo golo, numa jogada de futebol ofensivo clássico, demonstrando como se faz um cruzamento irrepreensível. Aos 31', grande passe para Gelson, que acabaria derrubado na grande área. Aos 38', isola Bas Dost com excelente execução técnica. Foi sempre um elemento desequilibrador, essencial para construir esta vitória. Saiu aos 66', sob uma calorosa e merecida ovação do estádio.

 

De Acuña. Grande exibição do internacional argentino, que fez finalmente o gosto ao pé bisando nesta partida. Da primeira vez, muito bem servido por Gelson Martins, bastou encostar a bota, marcando o nosso terceiro. Da segunda vez rematou não apenas bem enquadrado com a baliza mas também com força, fuzilando as redes do Chaves após assistência de Bas Dost. E terminou a partida como lateral esquerdo após a saída de Fábio Coentrão, aos 80'. Precisamente a posição em que tem jogado, com manifesto sucesso, na selecção do seu país.

 

De Piccini. Melhora de jogo para jogo: percebe-se bem que tem progredido nas sessões de treino. Já era irrepreensível a defender, como a partida de Turim frente à Juventus demonstrou. Agora evidencia crescente qualidade também no aspecto ofensivo: foi dele uma das melhores jogadas individuais do desafio em que fintou quatro adversários, progredindo sempre no terreno, e serviu Bas Dost no lance que culminaria no quarto golo. Já tinha sido ele a iniciar o segundo, lançando Podence no corredor direito. E é dele o cruzamento que funcionou como assistência para o holandês no quinto.

 

De começar a vencer cedo. O Chaves - desfalcado de dois titulares emprestados pelo Sporting, Domingos Duarte e Matheus Pereira - não teve sequer oportunidade de estacionar o autocarro frente à sua baliza. O nosso golo inaugural, numa fase muito prematura da partida, forçou a equipa transmontana a sair do seu reduto - o que de algum modo facilitou a vitória leonina.

 

De ver o Sporting consolidar a segunda posição à nona jornada. Continuamos colados ao líder, o FC Porto, com 23 pontos. Com sete vitórias e dois empates. Temos 21 golos marcados e apenas cinco sofridos. Números que continuam a alimentar-nos a esperança de conquistar o título nesta época 2017/2018.

 

 

 

Não gostei

 

 

Da arbitragem de Rui Costa. A actuação do árbitro foi manchada por um erro claro, aos 31', quando fez vista grossa a um penálti cometido sobre Gelson Martins, castigando ainda por cima o nosso jogador com cartão amarelo por suposta simulação que as imagens desmentem. Parou o jogo durante três minutos para consultar duas  vezes a gravação e nem assim deu o braço a torcer. Foi brindado com uma assobiadela monstra em Alvalade que expressou a justa indignação dos adeptos, inconformados com tanta incompetência.

 

Da actuação de Bruno Fernandes. É certo que foi ele a marcar o canto de que resultou o nosso primeiro golo. Mas quase nada mais lhe saiu bem nesta partida: incapaz de criar desequilíbrios, falhou sucessivos passes e perdeu várias vezes a bola no eixo do meio-campo. Cansaço ou alguma sobranceria, que costuma ser má conselheira? Os próximos desafios permitirão esclarecer a dúvida.

 

Do golo sofrido. Houve apenas dois minutos de tempo extra na segunda parte. Período que bastou para desconcentrar alguns dos nossos jogadores, que permitiram o golo de honra do Chaves mesmo ao cair do pano. A bola já nem regressou ao centro do terreno após ter sido introduzida na baliza do Sporting. Bastaria um pouco mais de atenção e este golo teria sido evitado.

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Sporting x Vitória FC 1-0 (Bom Fim)

O Sporting, na ausência de jogo vertical dos seus 2 médios centro, andou aos esses (de Azeitão) até Bas Dost "cavar" um penalty (televisivo) e a equipa conseguir derrubar a muralha de Setúbal. Faltou alguma qualidade individual (na finalização e no último passe) para dar corpo à boa exibição colectiva.

Couceiro tinha na manga uma ideia de jogo que, parecendo um 4-3-3, rapidamente evoluia para um sistema de 5 defesas, apoiados por 4 médios. Um conceito baseado nas linhas Maginot, mas com muito melhores resultados, dada a presença do panzer Arnold, a assegurar a defesa do terreno não coberto pelas famosas linhas, impedindo a entrada do "inimigo". A complementar o sistema, todo o tipo de jogo subterrâneo, obstáculos e postos de observação. Com tantas medidas de prevenção, natural foi o Vitória não ter realizado um único remate enquadrado à baliza de Rui Patrício.

Aparentando precisar de uma revisão urgente, como por toque de Midas, Arnold morreu e ressuscitou entre os 30:17 e 30:45 e entre os 38:30 e 38:55. Também fez questão de deixar bem claro que não se sentia nada bem aos 43:30. Bruno, o outro, mostrou (com)Paixão e mandou toda a gente para o balneário sem dar um segundo sequer de compensação. Antes, já obrigara a modificar toda a cartilha de Jesus para os livres, tal o numero de faltas que assinalara aos jogadores sportinguistas que tentavam atacar a bola, com esta ainda no ar. Estranhamente, mudou de critério quando Coates foi empurrado dentro da área sadina, naquilo que pode ser considerado (mais) um penalty televisivo e que constituiu a sua única incongruência técnica no jogo.

Para dizer a verdade, também foi coerente do ponto-de-vista disciplinar, na medida em que não acertou uma decisão. Ora, então confiramos: aos 34:00, Piccini agarrou um adversário na saída deste para o ataque sem sanção disciplinar; aos 57:00, Battaglia varrido por Arnold (que passou do registo de "inválido do comércio", quiçá também da indústria, rivalidades à parte, para o de destemido "Schwarzenegger" vitoriano) - Paixão? -, "No pasa nada"; aos 70:30, os mesmos protagonistas, agora um pisão ao argentino; aos 77:30, Willyan pegou Gelson de cernelha, mas Paixão, provavelmente a favor das tradições tauromáquicas, contemporizou, mantendo a sua produção industrial de asneiras. Notável!

Outro epifenómeno do jogo foi a tendência exageradamente altruista manifestada por Dost durante a segunda-parte. Assim, começou por assistir Podence aos 50:40, Acuña, aos 52:25 e 55:25, ninguém (!), aos 65:00, Doumbia, aos 67:00, 71:20 e 75:00. Sempre, sem que os favorecidos por tais presentes apresentassem resultados. Ainda temi que tentásse o penalty à Crujff, só para manter o registo...

Mas, vamos lá então à análise individual dos "cantores":

 

Rui Patrício: se no Domingo passado, durante o jogo, se rendera a uns Jesuítas, hoje atirou-se a uns salmonetezinhos, sendo apenas observado a repôr a comida, perdão, a bola. Por este andar, ainda vai obrigar o Dr. Varandas a impor-lhe um plano dietético. Como avaliar um jogador sem trabalho?

Nota:

 

Piccini: o seu melhor jogo de leão ao peito. Rápido a recuperar em terrenos defensivos, foi mais ofensivo do que nos tem vindo a habituar e também mais prático, concluindo normalmente as jogadas com cruzamentos. Como bom italiano, tem dotes de marinheiro aventureiro e, nesse transe, continua a navegar por rumos que, ás vezes, parecem inusitados, se bem que sem grandes naufrágios até à data.

Nota: Sol

 

Coates: o Ministro da Defesa decretou a grande-área leonina como "zona desmilitarizada". Edinho e os restantes vitorianos (?), obviamente, obedeceram. Um dos melhores em campo.

Nota:

 

Mathieu: observamos o francês, com aquele ar de quasi-reformado ancião à espera de meter os papeis para a Segurança Social, e caímos no engodo de nos esquecermos que está ali um irredutível gaulês sempre disponível para resistir ao VIII exército vitoriano. Até meter uma mudança a mais do que todos os outros em campo, Gelson incluido, e parecer um personagem da Velocidade Furiosa 245, a sequela. Alternativa a Coates e Dost para melhor em campo.

Nota:

 

Jonathan: os defesas laterais, geralmente, são dotados de grande velocidade. Algo está errado neste guião, porque o argentino parece uma tartaruga no meio de lebres. Por volta dos 56 minutos, Arnold, sempre ele (!), partiu 3 metros atrás e ganhou-lhe rapidamente outros 3. Ainda tentou de novo, passado pouco tempo, mas aí o homem das Pampas desarmou-o com o recurso a um carrinho, motor de busca (dos adversários a pé) que utiliza com frequência e que, pasme-se, parece ser autorizado nas regras do jogo. Tentou participar nas acções atacantes destruindo a reputação de Marcus Acuña e, dir-se-ia, de Bruno César, não fora a deste último já se ter perdido há muito. Ainda assim, não comprometeu defensivamente.

Nota:

 

Battaglia: titular pela primeira vez em jogos oficiais, demorou a entrar no jogo e esteve aquém do que mostrou na pré-época. Ainda assim, melhorou durante a partida continuando a ser uma máquina de recuperação de bolas e a mostrar os seus dotes na condução e protecção de bola. Lateraliza demasiadamente, o que faz a equipa ressentir-se  da ausência de jogo vertical por parte dos médios centro. Na segunda-parte, Jesus conseguiu descomplexá-lo e semeou o pânico na defensiva vitoriana numa incursão em que se pediu penalty, voltando àquele registo de todo-o-terreno que ainda o irá consagrar.

Nota: Sol

 

Adrien: a mesma alma e empenho de sempre, mas a inspiração simplesmente não está lá. Parece cansado de dois anos sem (práticamente) férias. Mas, é o nosso grande capitão e figura incontornável. Se não saír até final de Agosto, ainda o veremos a retornar ao seu (alto) nível. 

Nota:

 

Gelson: Nuno Pinto, o lateral esquerdo do Vitória, à hora que escrevo ainda se encontrava no relvado de Alvalade, não à procura do brinco, como outro saudoso ex-vitoriano, mas sim do Norte, tantas foram as vezes que Gelson (e também Podence) lhe trocou as voltas. De tal maneira que, a páginas tantas, ainda tonto e algo mareado, foi chocar contra as costas de Dost, ajudando a afundar a muralha sadina. Gelson, por vezes, parece um General preso no seu próprio labirinto, enredado numa espiral de truques, esquivas e enganos que constituem o seu futebol jogado ao ritmo do Tango argentino, num compasso dois-por-quatro (no caso, ele e Piccini contra 4 jogadores do Vitória). Precisa ser mais decisivo e poderia tê-lo sido logo aos 7 minutos, mas a bola perdeu-se por cima da barra. Ainda assim, não sabe jogar mal.

Nota: Sol

 

Acuña: o argentino esteve aquém do que já mostrou. Alguns bons cruzamentos, mas sem a acutilância e a rotatividade que já mostrou. Bem sei que Jonathan, só preso por um elástico lhe aparecia por perto a ajudar, mas pode e deve fazer muito melhor. Substituido (?) por Bruno César na segunda-parte.

Nota:

 

Podence: o electrão leonino com 1 minuto de jogo já passara Nuno Pinto por duas vezes, ameaçando o núcleo central vitoriano. "A Podence, a titularidade pertence" devia ser lema escrito cem vezes a giz na ardósia de JJ. Com o tempo melhorará a decisão, evitando o toque a mais na bola e a finta desnecessária, o que dará um outro fulgor às suas electrizantes actuações.

Nota: Sol

 

Bas Dost: o que levou o "carteiro" a assistir tanto os seus colegas na entrega de "correspondência" ainda agora me intriga. Por seis vezes, tal Rowan a pedido de MacKinley, levou a carta a Garcia, mas os "guerrilheiros" leoninos não estiveram pelos ajustes e incumpriram a missão. Acabou a decidir ele, como aliás quase sempre na época passada.

Nota:

 

Bruno César: o homem até é bom de bola, pensa bem, executa bem, remata bem. O seu problema é que o tempo não para, é um tique-taque permanente, e o brasileiro, a maior parte do tempo, "ta-qui-e-to", parado. Protagonizou, com o clone Jonathan e contracenando com Arnold, uma brilhante interpretação da fábula "a tartaruga e a lebre".

Nota:

 

Doumbia: o homem é um "bicho", é forte, não pára quieto e ameaça dar pesadelos a quem tiver que o marcar. Mas, a um avançado pedem-se golos e o costa-marfinense ontem desperdiçou 3.

Nota:

 

Bruno Fernandes: a sua entrada em campo alterou o perfil do nosso jogo. Conseguiu algumas vezes furar o cerco setubalense e, numa delas, quase dava em golo, ingloriamente perdido por Doumbia. Realizou as tais penetrações verticais que faltavam e adicionou desconforto à defesa vitoriana. Influente.

Nota: Sol

 

Tenor "Tudo ao molho e FÉ em Deus": BAAAAAAAAS DOOOOOOOST !

 

Bruno Fernandes e Bas Dost: bastaram dois

Estreia positiva da nova equipa leonina, apresentada a mais de 40 mil espectadores em Alvalade frente um adversário de grande categoria: o Mónaco, campeão francês, treinado por Leonardo Jardim neste regresso a um estádio onde já foi feliz.

Foi o melhor jogo do Sporting nesta pré-temporada, culminado num merecido triunfo: 2-1. Com golos de Bruno Fernandes e Bas Dost. E bastou. Quem disse que vencer desafios na pré-época não conta? Conta, claro: é sempre um tónico psicológico para os jogadores. 

Merece destaque a boa exibição leonina na primeira parte, sem William nem Adrien no onze titular. A vitória foi alcançada nestes primeiros 45 minutos, após um fantástico golo de Rony Lopes que acabou anulado pelo vídeo-árbitro por fora-de-jogo posicional de Jemerson.

Após o intervalo, e com as substituições em catadupa que se seguiram, o jogo partiu-se, perdeu interesse e serviu apenas para dar mais uns minutos a certos jogadores, já a antever a pré-eliminatória da Liga dos Campeões e a formação definitiva do plantel. Vários passaram no teste, mas Tobias chumbou ao oferecer o golo solitário da equipa de Jardim, num lamentável lapso defensivo, já ao cair do pano.

André Pinto e Petrovic não chegaram a calçar. Palhinha e Matheus Pereira também não.

Dos reforços, novamente destaque para Bruno Fernandes, capitão da selecção nacional sub-21. Bom no passe, na visão periférica, na forma como lê o jogo. Bom também a marcar, como se viu, aos 34'.

O recém-chegado argentino Marcos Acuña, em estreia absoluta de verde e branco, merece igualmente elogio. As primeiras impressões contam muito - e neste caso foram muito positivas. Pela forma acutilante como entrou em jogo, na ala esquerda da nossa linha avançada. Foi ele a marcar o pontapé de canto de que resultaria o nosso segundo golo, aos 43'.

Com um golo e uma assistência, Bas Dost merece a melhor nota. O holandês arrisca-se a ser de novo o abono de família do Sporting: óptima notícia para a época que vai começar.

 

............................................................................................

 

Os jogadores, um a um:

Rui Patrício (29 anos).

Primeira actuação do nosso guarda-redes titular após as férias. Pareceu fora de forma aos 8', ao largar duas vezes a bola. Mas fez grandes defesas aos 17' e aos 65'. Saiu aos 85', sob calorosa ovação.

Piccini (24 anos).

Pareceu mais entrosado com os colegas e com maior segurança a patrulhar a ala direita, que lhe está confiada. Também evidenciou boa condição física: só ele e Mathieu fizeram o jogo todo.

Coates (26 anos).

Voltou enfim a ser o patrão da defesa. Dobrou Rui Patrício, salvando in extremis a nossa baliza aos 8'. Grande corte aos 68'. Saiu aos 85'.

Mathieu (33 anos).

Podia ter provocado autogolo aos 49', quando fez um corte defeituoso que quase traiu o guarda-redes. Mas melhorou a actuação global, parecendo mais confiante e com maior precisão de passe.

Coentrão (29 anos).

Talvez o mais apagado do quarteto defensivo titular, ainda assim uns furos acima dos jogos anteriores. A sua melhor jogada foi logo aos 4', ao lançar um ataque em boa articulação com Gelson. Saiu aos 54'.

Battaglia (26 anos).

Colocado a médio defensivo, forçado a uma disciplina táctica que não parece ser o seu forte, transmite a ideia de funcionar melhor em posição mais adiantada. Tentou o golo aos 38', sem sucesso. Saiu aos 54'.

Bruno Fernandes (22 anos).

Actuando desta vez no eixo central, zona em que melhor se movimenta, foi um dos melhores em campo. Actuação premiada com o seu primeiro golo de verde e branco, culminando um belo lance de ataque. Saiu aos 54'.

Gelson Martins (22 anos).

Regressado de férias, o internacional leonino logo acelerou o jogo. Foi ele a iniciar a jogada do primeiro golo, pelo corredor central, fazendo a bola chegar a Bas Dost. Saiu aos 64': missão cumprida.

Acuña (25 anos).

Deu óptimas indicações aos adeptos, deixando excelente impressão em Alvalade. Batalhador, veloz, esteve quase a marcar aos 4'. Bateu muito bem o canto que originou o golo da vitória. Saiu aos 64'.

Podence (21 anos).

Desta vez não lhe saíram tão bem as diagonais, mas jogou com a intensidade habitual, baralhando as marcações adversárias. Aos 30' conduziu um ataque que podia ter sido mais bem concluído por Dost. Saiu aos 64'.

Bas Dost (28 anos).

Sempre inconformado, detesta perder - até a feijões. É um verdadeiro Leão, como hoje voltou a demonstrar. Fez a assistência para o golo de Bruno e marcou ele próprio o segundo. Saiu aos 54'.

Jonathan Silva (23 anos).

Parece ir ganhando maturidade de jogo para jogo. Hoje entrou só aos 54'. Exibição positiva na ala esquerda, rendendo Fábio Coentrão. Desmarcou muito bem Doumbia aos 87'.

William Carvalho (25 anos).

Entrou aos 54'. Mostrou vir de férias em excelente forma, deixando claro que será muito difícil substituí-lo como titular se deixar o Sporting. Grandes desmarcações lançando o ataque com óptima leitura táctica.

Adrien (28 anos).

De volta a Alvalade após o contributo dado à selecção na Taça das Confederações, revelou a intensidade habitual na fase de construção do jogo leonino. Só não esteve tão bem nas bolas paradas.

Doumbia (29 anos).

Entrou aos 54'. Parece revelar ainda dificuldades posicionais, andando à procura do melhor lugar para ser mais útil ao ataque da equipa. Tentou o remate, que lhe saiu frouxo. Apanhado várias vezes em fora-de-jogo.

Bruno César (28 anos).

Entrou aos 64', saiu aos 85'. Pouco mais de vinte minutos em campo, em que apenas se destacou com um bom lance de articulação com Jonathan no flanco esquerdo.

Iuri Medeiros (23 anos).

Também entrou aos 64' e saiu aos 85'. Muito pouco tempo para exibir os seus atributos em campo. Mas fez ainda um passe longo com grande precisão, confirmando que Jesus pode contar com ele.

Alan Ruiz (23 anos).

Entrou aos 64'. Continua com vontade de marcar, mas mantém-se lento e previsível, transmitindo sempre a ideia de dar um toque em excesso na bola antes de decidir um lance.

Beto (35 anos).

Último internacional a actuar na pré-temporada, em campo desde o minuto 85. Teve ainda tempo para fazer uma boa defesa. Sem culpa no golo sofrido.

Tobias Figueiredo (23 anos).

Entrou aos 85'. Desconcentrado, fez uma "assistência" a Guido Carrillo para o golo monegasco, no tempo complementar, ao tentar um atraso ao guarda-redes. Pode custar-lhe um lugar no plantel.

Mattheus Oliveira (23 anos).

Entrou aos 85', mal tendo oportunidade de tocar na bola.

Francisco Geraldes (22 anos).

Entrou aos 85', praticamente sem tempo para intervir no jogo. Sabe-se já que será um dos elementos a dispensar do plantel leonino pelo treinador.

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