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És a nossa Fé!

A culpa foi do Inácio

O Moreirense trocou o sportinguista Augusto Inácio pelo benfiquista Petit no comando técnico da equipa. De nada valeu Inácio ter levado o clube à conquista do seu primeiro troféu nacional - a Taça da Liga, que arrebatou ao Braga após uma empolgante meia-final contra o Benfica.

Hoje, defrontando novamente o Benfica já com o sucessor de Inácio ao leme, o Moreirense foi derrotado. É verdade que o campo estava inclinado - houve um golo solitário precedido de falta duvidosa, foram perdoadas expulsões de dois sarrafeiros do SLB (Luisão e Samaris) e o árbitro desta partida foi Tiago Martins, uma espécie de "12.ºjogador" encarnado pronto a decretar a lei da impunidade.

Mas sou capaz de apostar que o Petit ficou satisfeito com este tangencial triunfo do seu clube do coração. Quanto aos responsáveis do Moreirense, ainda são capazes de dizer que a culpa foi do Inácio.

Senadores

A quem não teve ainda oportunidade de ver, recomendo, vivamente, a excelente entrevista de Augusto Inácio no programa «Senadores» que passou ontem na Sporting TV.

De modo especial, destaco as recordações da temporada 1999/2000, ano em que vi, pela primeira vez na vida, o Sporting sagrar-se campeão. É sempre emocionante voltar a essa época e quando o regresso se faz pela voz de um dos seu principais protagonistas, ainda melhor.

Só fiquei com pena por Inácio não ter desvendado o famoso segredo de Schmeichel. Para quem não está enquadrado, no final desse campeonato, depois de ter sido questionado sobre a utilidade do guarda-redes dinamarquês (Schmeichel estivera fora uns jogos, tendo sido substituído em grande nível por Nélson, o que levou muitos a defenderem a continuidade do português na baliza), Inácio disse que Schmeichel fizera algo que fora determinante para a conquista do campeonato e que permanecia segredo, mas que ele um dia haveria de contar. Até hoje não sei do que se trata. Mas acalento a esperança de um dia encontrar o Inácio e perguntar-lhe directamente...

Os ingratos de chicote

Augusto Inácio foi o único treinador que conquistou alguma coisa até agora nesta época desportiva em Portugal, levando o Moreirense a vencer a Taça da Liga - primeiro troféu nacional do clube de Moreira de Cónegos.

Apesar disso, os responsáveis do clube apontaram-lhe a porta de saída, de chicote na mão. Preferem Petit, o que diz tudo sobre a forma como encaram o futebol.

São uns ingratos.

Parabéns, Leão!

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Augusto Inácio conquistou a Taça CTT como técnico do Moreirense, após ter derrotado o FC Porto na fase de grupos, eliminado o Benfica nas meias-finais e vencido o Braga há pouco na final, disputada no Algarve. Uma brilhante conquista deste Leão, que tem no seu currículo a conquista de campeonatos para o Sporting como jogador e como treinador.

Para esta proeza inédita do Moreirense - que leva enfim um troféu nacional para a sua sala de troféus - muito contribuíram os jovens sportinguistas Francisco Geraldes e Podence, que estão quase de regresso a Alvalade, e o nosso ex-jogador Dramé, cedido no último defeso ao clube de Moreira de Cónegos.

Parabéns a todos eles. E sobretudo ao Inácio, que continua a exibir a sua inconfundível garra leonina.

Os nossos comentadores merecem ser citados

«Nestas coisas relacionadas com o futebol do nosso clube, há na estrutura um grande profissional que quase nunca aparece, que por vezes até nos esquecemos que lá está, que faz aquele tipo de trabalho que não se vê. Falo obviamente de Augusto Inácio, no qual deposito toda a confiança, e tenho a certeza que saberá o que é o melhor para o clube.»

Jorge Ferreira, neste texto do José da Xã

Bruno & Inácio ou o John Lennon & Paul McCartney do Sporting

Vocês não conseguem aguentar os vossos melhores jogadores pelo menos durante duas épocas seguidas. É isso que Porto e Benfica fazem e por isso é que conseguem melhores resultados e melhores vendas do que vocês.

 

Durante anos a fio venho ouvindo esta ladaínha de amigos e colegas dos nossos rivais. E, em parte, não deixam de ter razão.

De facto, um dos aspectos que, de há longa data, vem condicionando a competitividade do Sporting é o de não conseguir estabilizar as suas equipas, pois sempre que se destaca algum jogador, no ano seguinte já está a ser vendido. Ronaldo, Simão, Quaresma e Hugo Viana são exemplos paradigmáticos. Já Porto e Benfica vão aguentando, aguentando a corda até onde conseguem, os jogadores vão emprestando qualidade ao 11, e depois são vendidos por valores de fazer inveja.

Quando Bruno de Carvalho e Augusto Inácio assumiram as rédeas do futebol leonino, disseram logo ao que vinham. Que o Sporting não iria vender jogadores a "saldo", e que a prioridade passava por dotar a equipa de competitividade e qualidade. De imediato levantaram-se muitas dúvidas sobre o traquejo e experiência desta dupla em conseguir a quadratura do círculo, isto é, que o Sporting sem tostão conseguisse descortinar bons jogadores e, pior do que isso, aguentá-los por mais de um ano, contrariamente do que era timbre de anteriores direcções.

Para este defeso houve 3 jogadores que todos os adeptos, e imprensa, identificaram como imprescindíveis num Sporting que se assumia como candidato ao título e ainda por cima iria disputar a Champions: Marcos Rojo, Slimani e William Carvalho.

Terminada ontem a estação de Verão da época de transferências resulta que desses 3, apenas um, Marcos Rojo foi vendido. Ou seja, o Sporting conseguiu aguentar a sua pérola maior, William Carvalho, e o seu avançado mais importante, Slimani, para atacar esta primeira fase da época (pelo menos até Dezembro).

Regista-se aqui, pois, uma mudança de paradigma. Ou, se preferirmos, a confirmação das palavras de Bruno de Carvalho e Inácio. Dotaram a equipa de competitividade (Marco Silva e Nani), não venderam jogadores nem treinador a saldo (Marcos Rojo e Leonardo Jardim) e mantiveram tanto quanto possível a competitividade da equipa (William Carvalho e Slimani).

Dito isto, não estou a ignorar, propositadamente, o facto de serem os títulos conquistados ou a sua falta quem irão marcar, para a história, o mandato de Bruno de Carvalho. No entanto, porque se verifica, perante a história recente do Sporting, uma mudança de paradigma, importa pois saudar publicamente esse facto.

Pela primeira vez, em muitos anos, poderei, nessas conversas que animam muitas amizades, rebater o argumento de que o Sporting não consegue aguentar os seus melhores jogadores mais do que 1 ano.

Bruno de Carvalho e Augusto Inácio, uma dupla que começa a reescrever o manual sobre como dirigir o Sporting, cumprindo esse desígnio de trazer de volta o nosso Sporting. 

Os nossos ídolos (32) - Augusto Inácio

 

Nesses longínquos anos setenta, em que o meu irmão e eu frequentávamos a Primária, Inácio era, para nós, o quarto mosqueteiro, que se veio juntar aos três já existentes: Yazalde, Damas e Dinis. Estreou-se, em 1975, na equipa principal do Sporting e logo provou ser um defesa indispensável, com lugar “cativo” na seleção nacional, a partir de 1976. O Sporting, nessa altura, estava cheio de heróis, mas Inácio deslumbrou-nos pela sua juventude, as crianças gostam de ver um jovem atingir um estatuto de prestígio no mundo dos adultos.

 

O meu irmão e eu tínhamos outra grande paixão: os desenhos animados do Vickie. E as aventuras não se limitavam aos episódios televisivos, nós próprios as prolongávamos, ou arranjávamos outras, com a ajuda dos bonecos que se vendiam por todo o lado e tornavam aquelas personagens palpáveis. Já não sei como passámos dos Vikings aos nossos ídolos do Sporting. Mas o certo é que igualmente inventávamos aventuras e peripécias ao quarteto sportinguista. À falta de bonecos que os personificassem, a solução foram os peõezinhos com que se jogava o Monopoly.

 

 

Os craques do futebol limitados a peõezinhos coloridos? A imaginação infantil não tem limites, todos os meios servem para atingir os seus fins, neste caso, sentirmo-nos mais perto dos nossos ídolos. O verde e o azul eram o Yazalde e o Damas, ou ao contrário, confesso que não me recordo desse pormenor. O azul, neste caso, não tinha qualquer ligação ao F.C.Porto, foi escolhido por ser a cor mais próxima do verde. O preto não dava margem para dúvidas: Dinis. Quando Inácio se lhes juntou, escolhemos o amarelo, já que o vermelho estava fora de questão e o branco nos parecia pálido demais. Com estes nossos ídolos, vivemos várias aventuras, fazíamos uma voz diferente para cada um e até viajámos de carro com eles, ao pormos os peõezinhos dentro, ou em cima, dos carrinhos Matchbox.

 

Quando Inácio foi para o F.C.Porto, em 1982, sentimo-nos traídos, como qualquer bom sportinguista. Mas, nessa altura, já não nos entretínhamos com teatrinhos infantis. Além disso, não sabíamos, mas Augusto Inácio haveria de regressar ao clube, onde chegara com apenas 11 anos. Por duas vezes.

 

Nota: a fotografia de Augusto Inácio é do site do Sporting

O oportunismo de Augusto Inácio

Não posso deixar de lamentar a entrevista concedida hoje por Augusto Inácio à Rádio Renascença, não tanto pelas suas apreciações - algumas das quais até coincidem com as minhas - mas pelo seu hábil aproveitamento de um momento muito delicado para o Sporting, deixando a inevitável sensação de que advém de recado encomendado por e em sintonia com o «candidato derrotado», seu forte aliado.  Poderá teoricamente servir as ambições e objectivos dessa pessoa mas, de certo, que não serve os interesses do Sporting. Acima de tudo, verifica-se que dirige o seu discurso para os mais distraídos ou para aqueles que já há longo tempo preservam uma pré-disposição para tentar derrubar a Direcção vigente, ao mais pequeno ensejo e por quaisquer meios disponíveis.

Entre as diversas questões que abordou, surgem duas que pecam por inexactidão ou pelo desconhecimento dos factos: «existe a falta de um projecto para o Sporting» - inferindo que o «Messias» seu aliado tem esse projecto - «clube que é um autêntico cemitério de treinadores». O senhor Augusto Inácio ignora que apesar do registo do Sporting quanto a treinadores não ser saudável, não difere muito do que consta tanto no Benfica como no FC Porto. Transcrevo por memória mas, salvo erro, nos últimos trinta anos o Sporting teve 21 treinadores - o Benfica 19 (21 se se contabilizar os duplos consulados de Toni e José António Camacho - e o FC Porto, com tantos títulos no seu palmarés durante este período, teve 15, apenas seis menos do que o Sporting, uma estatística surpreendente. O segundo ponto em que Augusto Inácio peca - acidental ou deliberadamente, para iludir  - centra-se na sua crítica de que Domingos Paciência fazia parte de um projecto e que foi demitido passado poucos meses, apenas pelos resultados. Ele sabe, ou tem a obrigação de saber, que muito além dos resultados, Domingos Paciência perdeu por completo o balneário e, quando isso acontece, o processo é irreversível. As suas adicionais observações de que as manchetes noticiosas têm forçosamente de ter origem em pessoas do foro interno do Clube são irresponsáveis de mais para merecer comentário.

Em última análise, lamento, sobretudo, algum outro oportunismo de ocasião para dar sustento aos gritos de demissão desta Direcção. Como essa medida iria beneficiar o Sporting, ultrapassa-me completamente, muito em especial considerando o qualitativo empenho dos actuais dirigentes, não obstante a prematura promoção de Ricardo Sá Pinto à equipa principal.

 

Adenda: Reconheço que esta temática não agrada a todos mas, até provas em contrário, mantenho o meu total desapontamento com a conduta desrespeitosa do «candidato derrotado». Para corroborar o que adiantei neste escrito sobre Auguso Inácio, li há instantes as recém-declarações dessa outra personagem a exigir a demissão imediata da Direcção. As suas intenções são por de mais transparentes e não visam a defesa dos interesses do Sporting, mas sim a sua obcecação com o «trono» de Alvalade. 

O que dizem eles

 

Dias da Cunha - « Admitir a substituição do treinador é insistir nos erros que o Sporting tem cometido nos últimos anos. Sá Pinto está a ser atacado injustamente, pois uma equipa leva tempo a formar-se. o Sporting tem um grupo muito jovem com uma média de 22 anos e alguns jogadores só nesta época estão a actuar juntos. Não tenho razões para pensar que o FC Porto e o Benfica têm melhores equipas.

 

Abílio Fernandes- « Acho que Sá Pinto tem de pensar seriamente no que anda a fazer. Ainda não conseguiu ganhar nada e, no ano passado, perdeu a Taça, pois quem levou a equipa à final foi o Domingos Paciência. Este ano começou pessimamente a época e não estou a ver bons horizontes, para o Sporting e para Sá Pinto. Talvez lhe falte experiência. Ele estava a fazer um bom trabalho nos juniores, mas lidar com miúdos não é o mesmo de lidar com profissionais de barba rija, que sabem o que querem ». 

Carlos Xavier - « Em meu entender não é uma crise de jogo, é uma crise de pontos. É necessário fazer um jogo mais inteligente. A equipa até não está a jogar mal, mas tem um jogo muito mastigado. Os jogadores têm que pressionar mais e levar o jogo mais à frente. Têm de abrir mais espaços para Carrillo.  Falharam oportunidades de matar o jogo, depois sofreram ». 

 

Augusto Inácio  « O Sporting reforçou-se bem mas falta-lhe um ponta de lança. À medida que os jogos vão avançando e as vitórias não chegam, os jogadores vão perdendo a confiança. É mais um problema de acreditar do que de qualidade. O Sporting está num grupo da Liga Europa com equipas vulgares. O Sporting é a equipa mais forte. O Basileia é muito, muito frágil. Desceu muito de qualidade. O Sporting tem tudo para ganhar.

 

Ao vencedor, nem as "batatas"

Um recém-escrito sobre Mário Jardel que precipitou uma referência a Laszlo Boloni como um treinador «medíocre», fez-me vir à mente, de novo, duas velhas questões. A primeira, o popular mito de que «com Jardel na equipa, qualquer treinador era campeão». A segunda, a peculiar disposição inerente aos únicos três treinadores «leoninos» que foram campeões nos últimos trinta anos; todos foram demitidos, sem grande donaire, pouco tempo depois de terem conquistado os respectivos títulos, deixando a incómoda ideia de que mesmo ser ganhador não dispensa qualquer estado de graça aos técnicos do futebol, pelo menos a estes do Sporting. 

 

Malcom Allison chegou ao Clube em Maio de 1981. Foi campeão nessa época e nem sequer começou a seguinte, tendo sido demitido por João Rocha, por alegada conduta imprópria durante a pré-época. Seguiu-se o infame jejum de 18 anos - recorde que seria eventualmente batido pelo Benfica - até à chegada de Augusto Inácio em Outubro de 1999, inicialmente com o intuito de ocupar a posição apenas até ao final da época. O inesperado aconteceu e o Sporting conquistou o muito celebrado título nacional. A campanha de 2000-01 não começou bem e Augusto Inácio acabou por ser demitido após a célebre derrota (3-0) perante o Benfica, que deu ensejo às controversas e malogradas negociações para a contratação de José Mourinho. Chega então a Alvalade o até aí pouco conhecido romeno Laszlo Boloni, que assume a liderança de uma equipa cujo goleador de serviço acabaria por ser o então recém-transferido Mário Jardel. O Sporting renovou o título nacional - muito pelo contributo dos 42 golos pelo avançado brasileiro - conquistou a Taça de Portugal e os jovens Ronaldo, Quaresma e Hugo Viana foram introduzidos ao relvado principal. A época seguinte viria a dar ensejo a diversos dissabores; a estrondosa polémica em torno de Jardel, a muito infeliz lesão do jovem Niculae que o afastaria dos relvados por mais de seis meses e o consequente 3.º lugar na tabela classificativa. Laszlo Boloni, seguindo o mesmo caminho dos outros dois técnicos campeões, foi prontamente demitido do cargo.

Além destes, ainda existiram outros casos semelhantes, embora sem terem sido campeões: Sir Bobby Robson foi despedido por Sousa Cintra em Dezembro de 1993 - com a equipa em 1.º lugar - após o afastamento das competições europeias. José Peseiro, que na época de 2004-05 apresentou um Sporting com uma dinâmica de jogo que já não se via há muitos anos, sofreu o desaire - e a insólita afronta - de perder o campeonato no derradeiro minuto do penúltimo jogo da época e, uma semana depois, a final da Taça UEFA, foi demitido na fase inicial da campanha seguinte, quando a equipa atravessava um período de menor agrado e resultados. E, para não alongar ainda mais o texto, nem evoco o também discutível consulado de Paulo Bento.

 

Laszlo Boloni, mesmo sem ser um treinador genial, é merecedor de muito mais reconhecimento do que lhe foi concedido pela conquista do título em 2002. Era um excelente profissional e devoto estudioso do futebol, que soube identificar as características dos talentos à sua disposição e adaptar um sistema de jogo que visava extrair o máximo rendimento dos mesmos, com Jardel o caso em ponto. Esta contenda faz-me sempre lembrar o lendário Ian Rush, o melhor marcador da história do Liverpool - 346 golos - e vencedor da Bota D'Ouro. Em 1987, já com 139 golos em 224 jogos, o avançado galês foi transferido para a grande Juventus dos tempos do extraordinário extremo polaco Boniek. Pela pura deficiência do treinador em não saber implementar um estilo de jogo para tirar o devido proveito do fenomenal goleador, este acabou por marcar apenas sete golos na época e foi devolvido ao Liverpool. Resumiu aí o seu usual percurso para as balizas adversárias, marcando ainda mais de 200 golos ao serviço do clube inglês.

Resumindo e concluindo, não será desasjustado adiantar que, para o treinador de futebol, o lema, hoje e sempre, aparenta ser: «Esquece ontem, o que fizeste por mim hoje?» A cultura futebolística exige-o, especialmente em Portugal, e as relevantes paixões clubísticas imploram-no.

O que dizem eles

 

« Há coisas que têm que ser feitas, protocolos a ser cumpridos. Não me parece que fosse uma festa irem à Fundação Champalimaud. Não vi jogadores na discoteca, a dançar - nas suas folgas têm o direito de estar com as suas famílias. Talvez houvesse sim pouco tempo de preparação. Entendo que tenham vindo de uma época desgastante, mas acho que houve pouco tempo. Preso por ter cão e preso por não ter: se não se deixasse ver o interior da equipa é porque Portugal não colaborava. Dá-se esses espaços para as pessoas perceberem o que é um balneário porque há muita gente que não sabe o que é. Na minha opinião foi uma abertura correcta e não me parece que seja um factor negativo. Todos desejamos que o nosso ego seja alimentado com uma boa prestação no Euro. Acredito no grupo, no treinador e nas pessoas que estão à frente da FPF. »

 

 -    Augusto Inácio    -

 

Observação: Finalmente um parecer equilibrado, por pessoa de bom senso e com conhecimento de causa, face às insólitas investidas de Manuel José e de um ex-seleccionador nacional.  Apesar de todo este aparato colateral, a real preocupação centra-se na inexistência de um #10 para comandar o meio-campo português e um ponta-de lança com capacidade para marcar os preciosos golos. Tudo o resto não passa de cenário mediático destinado a provocar sensacionalismo que permita preencher espaços noticiosos e satisfazer alguns egos desconsolados. 

Os campeões são assim

 

Há homens que merecem a minha eterna admiração sportinguista. Augusto Inácio é um deles. Pelo que fez pelo Sporting como jogador. Pelo que fez pelos sportinguistas como treinador. Pelo que está agora a fazer pela nossa estabilidade emotiva. A ideia é simples, concentremo-nos no essencial. Claro que a equipa está abaixo das expectativas. Claro que a equipa podia e devia ter feito mais. Sim, claro que o Domingos tem de nos mostrar mais equipa. Mas só há uma maneira de fazê-lo: trabalhar, trabalhar, trabalhar. Afinal, havia três maneiras, mas Inácio continua a ter razão. Ele foi campeão como jogador e foi campeão como treinador. Foi o campeão que me deu o primeiro título da minha idade adulta. Se eu pudesse escrever isto, escrevia que: maior explosão emocional na minha vida, só quando descobri a revista Gina na juventude. Eu sei bem a importância destas coisas.

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