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És a nossa Fé!

De Milão para o mundo

 

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Que português conseguirá inscrever o seu nome na galeria de vencedores da Liga dos Campeões 2015/16? Cristiano Ronaldo ou Tiago?

Logo, a partir das 19.45, o planeta futebol tem capital em Milão: vai lá disputar-se a final da Champions, com 80 mil pessoas nas bancadas de  San Siro e centenas de milhões a acompanhar em casa este novo embate entre os gigantes madrilenos Atlético e Real, que se defrontam desde 1929.

Por quem torcem vocês?

Paixão clubística

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Lenços brancos nas bancadas, gritos contra Zinédine Zidane, o treinador contratado apenas há dois meses, e apelos insistentes à demissão do presidente do clube, Florentino Pérez. De tudo isto se viu e ouviu ontem nas bancadas do Santiago Bernabéu, no final do dérbi madrileno entre o Real e o Atlético - dérbi que os merengues perderam por 0-1.

Foi um jogo medíocre, marcado pela extrema contenção defensiva da turma treinada por Diego Simeone, que obteve aproveitamento máximo: o francês Griezmann marcou o disparo que fez a diferença na única oportunidade de golo real de que a equipa dispôs.

Do outro lado, com Isco e James exibindo-se a níveis abaixo do aceitável numa equipa de topo como o Real Madrid, apenas Danilo e  Cristiano Ronaldo teimaram em remar contra a apatia, destacando-se o português com dois cabeceamentos à baliza, travados pelo guardião Oblak.

A nove pontos do líder Barcelona e a quatro do Atlético, o Real despediu-se ontem do título perante quase 80 mil espectadores que não conseguiram disfarçar o desagrado e o enfado face a estes jogadores milionários que em grande parte não procuram sequer cumprir os mínimos. Daí os assobios, os lenços e as vaias.

O Real, sublinhe-se, mantém intactas as aspirações na Liga dos Campeões. Mas aquilo que os adeptos verdadeiramente querem é a supremacia nas competições internas - sobretudo na prova rainha de todas as provas, o campeonato.

Quem se espantar perante esta evidência percebe muito pouco de paixão clubística, fenómeno capaz de inflamar tantos milhões de adeptos nos estádios de futebol.

Real Madrid: vontade indómita

 

O sortilégio do futebol ficou hoje bem patente na final da Liga dos Campeões que trouxe largas dezenas de milhares de espanhóis a Lisboa.

Num fragmento de segundo todos os sonhos se tornam possíveis.

Num fragmento de segundo todos os sonhos começam a ruir.

 

Que o digam os colchoneros: num jogo que estava a ser muito táctico, com as equipas a medirem-se e as defesas a imperar sobre as frentes atacantes, ganharam vantagem aos 36' graças a um erro infantil de Iker Casillas, que muitos consideram o melhor guarda-redes do mundo. Pode sê-lo entre os postes, mas a verdade é que causa calafrios aos colegas do Real Madrid cada vez que abandona o seu reduto. Três passos que já não pôde recuperar, nem sequer correndo o risco de quebrar os rins, puseram o Atlético em vantagem. Nem o autor do golo, Godín, parecia acreditar neste inesperado brinde oferecido pelo guardião rival.

 

Que o digam os merengues: quando o sonho de alcançarem a décima taça referente à equipa campeã da Europa parecia já uma miragem, no terceiro minuto de prolongamento do desafio da Luz, que perdiam por 0-1, surgiu um lance de inconformismo e raiva protagonizado por um defesa apostado em sagrar-se o melhor entre os melhores. Sergio Ramos, que numa enérgica cabeçada, elevando-se acima de qualquer outro, ressuscitou a sua equipa e culminou assim uma temporada digna de figurar em qualquer antologia do futebol.

 

Era o empate. Seguia-se o prolongamento. Que se inicia já com o Atlético derrotado. Do ponto de vista anímico - aí nessa zona recôndita de qualquer de nós onde começam a ser desenhados todos os triunfos e todos os fracassos. No futebol como na vida.

Houve mais três golos nessa meia hora suplementar. De Bale, Marcelo (outro defesa) e Cristiano Ronaldo - para júbilo dos portugueses, incluindo aqueles que, preferindo em abstracto a vitória dos colchoneros, por um dia se tornaram adeptos merengues em tributo ao compatriota formado pelo Sporting que por mérito próprio se sagrou o melhor do mundo. Golos destinados a desfazer qualquer dúvida que restasse quanto à supremacia da equipa orientada por Carlo Ancelotti. Que venceu a partida quando mexeu na equipa, acentuando a pressão atacante.

 

E no entanto tudo poderia ter terminado de forma bem diferente. Se o Atlético contivesse aquele ímpeto durante mais um minuto. E se Ramos não tivesse ousado lutar, ousado vencer.

Campeão antes de o ser. Por muito querer.

 

Uma vitória da tenacidade. Uma vitória da vontade indómita. Um hino à eterna magia do futebol.

Tiago: o melhor e o pior

 

Torci pela vitória do Atlético de Madrid, que rompeu a lógica bipolar do campeonato espanhol: há uma década que a Liga era dividida pelo Real e pelo Barça.
Dezoito anos depois, o Atlético sagrou-se campeão de Espanha com inteiro mérito. Esta vitória abre ainda mais o apetite para a grande final do próximo sábado, em Lisboa, onde são aguardados dezenas de milhares de espanhóis para testemunharem o decisivo embate da Champions - festa máxima do futebol a nível de clubes à escala planetária.
Será uma festa que também faremos nossa. Desde logo por alinharem três portugueses no Real (Cristiano, Coentrão e Pepe) e um no Atlético (Tiago).


Nunca lamentei tanto como agora o gesto impensado de Tiago, que aos 29 anos anunciou o abandono prematuro da selecção nacional - após ter sido 58 vezes internacional A - por motivos nunca tornados públicos.

Um gesto do qual certamente já se arrependeu: não consigo conceber como um atleta de alto nível se conforma a ver o Mundial no sofá quando podia estar lá, nesse palco mágico que é o relvado de futebol, enquanto mais de mil milhões de pessoas o acompanhariam em directo um pouco por todo o planeta.
Também compreendo a atitude do seleccionador: não tendo Tiago reconsiderado a tempo, e em nada tendo contribuído para a qualificação de Portugal, não faria sentido premiá-lo agora com uma convocação tardia. Que, além do mais, daria um sinal errado aos atletas: todos devem saber que os nossos gestos e as nossas palavras têm sempre consequência - para o melhor e para o pior.

Esta é uma lição que o desporto também nos ensina.

A iconografia ímpar do futebol

 

O futebol movimenta paixões à escala universal, entre outros motivos, pela sua força iconográfica. Dão disso testemunho imagens após imagens que nos invadem o quotidiano. A mais recente chegou-nos da capital espanhola, no passado domingo: David Villa acabara de marcar no Vicente Calderón o primeiro dos quatro golos sem resposta do Atlético de Madrid ao Real Sociedad e, perante o aplauso frenético de quase 50 mil adeptos, apontou os indicadores ao céu, como se mirasse no infinito o grande Luis Aragonés, figura já mítica do clube e da selecção espanhola, no dia do funeral do treinador que conduziu La Roja à conquista do Europeu de 2008. Uma vitória que isolou o Atlético pela primeira vez em 18 anos na liderança do campeonato no país vizinho, numa espécie de tributo póstumo ao técnico desaparecido.

Com este gesto, Villa parecia dizer-lhe "Muchas gracias, Don Luis" -- ele que foi o melhor marcador do Euro 2008, torneio em que a selecção espanhola deslumbrou a Europa e partiu à conquista do Mundial, dois anos mais tarde.

O futebol também é isto.

Foto Marca

 

Publicado também aqui

Insúa no Atlético de Madrid...

Está confirmado, Insúa é oficialmente jogador do Atlético de Madrid!

 

Parabéns ao Atlético de Madrid porque reforçou bem o lado esquerdo da defesa.

 

Lamento mais uma vez que a informação seja facultada aos Sportinguistas através dos órgãos da comunicação social ou da página oficial do outro clube porque a página oficial do Sporting Clube de Portugal...

 

Tenham VERGONHA e RESPEITO pelos Sportinguistas!

Lê-se por aí...

 

"Este meu clube deve ter os piores adeptos do mundo. Antes de ontem (Insúa) ia para o Brasil e era um péssimo acto de gestão, ontem já não ia ser vendido e... era um péssimo acto de gestão. Hoje é vendido e adivinhem... é um péssimo acto de gestão. Mas o que se passa? É só criticar? E querem vocês um clube melhor? Um clube vencedor? Assim? Merecemos isto."

 

SCP_TorresVedras, in Record

Insúa vai para o Atlético de Madrid

A resposta a quem afirmou que a razão da não saída para o Brasil era apenas a questão dos prémios de Insúa e, logo depois, que o argentino ía para o Benfica(!!!). O lateral esquerdo parte, e parte com grande pena nossa, mas o Sporting recebe as verbas que sempre disse que queria receber: 3,5 milhões de euros. Afinal houve quem negociasse duro. Adeus Emiliano e boa sorte!

Triste, triste e confiante

Triste porque eu queria que o Athletic ganhasse e o Atlético perdesse - lembro os nossos jogos com os bascos e com os madrilenhos, como foram diferentes em termos de fair-play. Triste, ainda, porque creio que este Sporting poderia (com mais sorte e, sobretudo, com mais maturidade) ter estado na final. Os golos perdidos em Lisboa poderiam ter-nos levado a Bucareste, se os nossos atacantes tivessem mais maturidade. E é por isto que estou confiante: se crescermos consistentemente, se dermos tempo aos nossos meninos e fortalecermos a equipa, vamos ter mais vitórias e mais orgulho nas nossas hostes. Se Sá Pinto conseguir manter a raça e o querer da equipa e continuar, ele, a crescer como treinador... vamos lá. Vamos mesmo. 

Oportunidade perdida

Um pouco mais de sorte, um pouco mais de eficácia (no primeiro jogo) e o Sporting poderia ter tido a oportunidade de derrotar um Atlético de Madrid que pouco mais é que Falcão. Quem não marca, sofre, sempre foi verdade e sempre será. O Athletic Bilbao entrou em campo algo tímido, face à circunstância de uma final e aquele primeiro belo golo de Falcão ditou o jogo. Esperamos ter uma nova oportunidade num futuro próximo.

{ Blog fundado em 2012. }

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