23 Mar 17

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Facto a merecer registo: houve arbitragens impecáveis nos dois últimos jogos do Sporting. Ainda por cima por parte dos senhores  Bruno Paixão e Jorge Ferreira, árbitros extremamente polémicos, como o país futebolístico bem sabe.

Confirma-se: as arbitragens com influência nos resultados existem sobretudo na primeira metade do campeonato, quando as posições na tabela estão a ser definidas e tudo permanece em aberto. Arbitragens como as de Artur Soares Dias, que nos retirou dois pontos em Guimarães à jornada 7. Ou as de Jorge Sousa, que perdoou dois penáltis ao Benfica no dérbi da jornada 13.

É preciso pôr cobro a isto de uma vez para sempre. Em nome da verdade desportiva, para que a mentira seja afastada de vez dos relvados nacionais.


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01 Mar 17

Pensa que lá vai com porta-chaves.


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Futebol adaptado
Edmundo Gonçalves

Consta que a lampionagem vai introduzir o futebol adaptado.

O Jonas, que consta andar com problemas físicos, vai jogar de cadeira de rodas.

Já se viu que compensa. Os árbitros são invisuais...


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25 Fev 17
Mafiosos
Edmundo Gonçalves

Acompanho uma série francesa excelente na RTP2, Mafiosa.

Uma família corsa que se dedica, entre outros crimes, à prática de lenocínio, prostituição e tráfico de cocaína.

É só isto.


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31 Jan 17

 «O maior erro que o Sporting pode cometer é continuar a agarrar-se à arbitragem. Continuam agarrados às questões do erro de arbitragem!»

Pedro Guerra, TVI 24 (23 de Janeiro)

 

 «Tem que se dizer basta! O Benfica tem sido sistematicamente prejudicado pela arbitragem! O que é que se passa?! Os árbitros têm medo de quê?»

Pedro Guerra, TVI 24 (30 de Janeiro)


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26 Jan 17
Palavra de benfiquista!
Edmundo Gonçalves
"O motivo principal disto é a arbitragem. Não tenho dúvidas nenhumas". Foi assim, em entrevista à Sporting TV, que Jorge Jesus justificou os sucessivos desaires da equipa de futebol que ele próprio treina. Pois bem, concordo com Jorge Jesus. Sem ironia, concordo mesmo.

 Não se trata de assentir com teorias de conspiração, nem de acusar polícias e ladrões, mas sendo certo que cada um vê de acordo com a sua opinião, a opinião do que vejo é que o Sporting tem sido prejudicado sucessivamente ao longo do campeonato. Não em todos os jogos, não nos jogos inteiros, mas sempre naquele lance decisivo que basta para mudar o rumo do resultado. E assim foi até o Sporting ficar derrotado e desmoralizado, a equipa em baixo com o presidente em cima, e já tudo ser mais ou menos irrecuperável.

 Agora, o Sporting já não conta para o Totobola, já não compete pela liderança do campeonato, agora já não são as arbitragens, são mesmo as más exibições, porque agora o leão já está de juba mansa. É opinião, não é facto, mas também não é tendência. Da mesma maneira que na época passada aqui escrevi que o Sporting teria sido um justo vencedor do campeonato, este ano acho que ninguém chega para o Benfica, que de uma forma ou de outra está a limpar a competição. O FC Porto ainda está na peugada, mas aquele futebol não enche a alma.

 Independentemente disso, e da boa organização desportiva, dos negócios milionários (como a venda de Guedes ao PSG) que resultam de uma estratégia acertada da administração com o treinador do Benfica, o Sporting foi arrumado por um punhado de decisões erradas de árbitros. Não a tem em muito mais mas, nisso, Jorge Jesus tem razão. O Sporting perdeu muitos pontos por erros de arbitragem. Pontos de mais


 

Pedro Santos Guerreiro, in Record


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25 Jan 17

Ou como a reunião do conselho de arbitragem serviu apenas e definitivamente para gozar com o Sporting.

O Vitória sofreu um penalti no Algarve por mão na bola de Venâncio.

Precisamento num lance em que o CA diz não ser penalti.

Recorda-se o boneco apresentado naquela reunião que se pode chamar da treta.

 

Situação na quarta hipótese.

 

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Entretanto soube, pelos "especialistas" em narração da RTP, que o video-árbitro "estava" lá, em regime experimental.

Adivinhem quem estava a tomar conta daquilo. Duarte Gomes, ele mesmo, o compadre do presidente da Liga e companheiro de passeios. Caso para dizer que entregaram o ouro ao bandido. Se for para ser assim, basta assim.

 


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12 Jan 17
Ora partantes...
Edmundo Gonçalves

...Este é penalti (aos 50''):

E este não é!

Então está bem, continuem que vão no bom caminho. 

E continuem a fazer reuniões tão interessantes como esta.

 

Entretanto, uma pequena adivinha, sem prémio porque me parece ser de fácil resposta: Qual destes foi assinalado?

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*Montagem retirada do blogue "reflexão portista".

 

 


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10 Jan 17
É suficiente?
Edmundo Gonçalves

Do facebook de Bruno de Carvalho, medidas para a arbitragem:

 

1. Iniciar já a divulgação pública dos relatórios dos árbitros (sem notas pois a UEFA não permite);
2. Iniciar já o vídeo árbitro;
3. Acabar, pura e simplesmente, com os observadores, pois todos os jogos já são gravados, ou despedir todos os existentes e trazer novos sem vícios;
4. Nomear os melhores árbitros para os melhores jogos. Os árbitros com menos experiência têm de a ganhar em jogos de menor dimensão;
5. Contacto regular com os clubes de forma global e individual;
6. Acabar com o discurso corporativista e sim iniciar um discurso moderno, aglutinador e que seja percepetível para todos os amantes do futebol;
7. Voltar a penalizar com gravidade as situações de penaltis não assinalados ou mal assinalados, decisões erradas que viram esta época diminuído para um peso diminuto o seu impacto na avaliação;
8. Permitir a humanização do árbitro não apenas pela filosofia de “errar é humano” mas de eles poderem reconhecer o erro publicamente;
9. Ter em atenção as posições públicas (plataformas digitais e afins) de cada árbitro e as suas exibições em cada jogo como critério a ter seriamente em conta nas nomeações;
10. Serem conhecidos publicamente os critérios de nomeação e de avaliação conforme compromisso assumido;
11. Exigir a verdadeira profissionalização dos árbitros, ou pelos menos um grupo deles, incluindo os assistentes, e não o que agora acontece em que os internacionais são apenas 8 mas não têm os assistentes (e serem conhecidos os critérios de atribuição do estatuto de internacional).

 

 

A questão, na minha modesta opinião, não são as medidas avançadas, com as quais acho que todos os que querem e defendem a transparência e a verdade no futebol estarão de acordo, mas a sensação de saber a pouco.

Entendo e apoio, mas esperava-se mais, depois da vergonha de Setúbal. Contudo, o presidente do Sporting está obrigado ao dever de contenção, que parece estar finalmente a conseguir como seu registo. Louvo-o por isso, ainda que em relação ao tema em concreto, desde o início da época que tem vindo a propor medidas e a ter um discurso apaziguador, dizendo inclusive, em entrevista ao Record, que aceitaria de novo a nomeação de Jorge Sousa para o jogo da Luz, onde este árbitro nos escamoteou duas grandes penalidades claras. Nem tanto ao mar, na minha opinião, mas eu não sou presidente.

Repito-o até ao exaustão se necessário for, a taça da carica não ficará nunca bem na nossa sala de troféus. Advogo que se um dia tivermos o azar de a ganhar, antes que se fine que é o seu destino mais certo, a entreguemos na hora ao presidente da liga de futebol. Esta posição não invalida que me insurja contra roubos descarados de que somos alvo e em Setúbal o descaramento e o despudor foram tais, que me parece que a reacção deveria ter sido mais incisiva.

Estando desde o início da época, pelo menos, a ter um discurso cordato em relação à arbitragem, só assim se percebe que a reacção aos acontecimentos tenha sido esta, tão (aparentemente) branda. 

A conclusão, por enquanto, é que quanto ao assunto (também da academia, no jogo da equipa B VS Braga B, já agora), a montanha pariu um rato.

E confesso, gosto muito pouco que me comam as papas na cabeça.


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07 Jan 17

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06 Jan 17

Estiveram os corpos dirigentes reunidos ontem todo o santo dia.

Admito que a discussão tenha sido séria, não a vejo de outra forma, e demorada, porque complexos seriam os assuntos tratados.

Sei que o assunto arbitragens, bem como todos os outros, tem que ser tratado com pinças, que isto de querer mandar uns sopapos a um árbitro é conversa para nós, que não temos responsabilidade de gerir e velar pelos interesses do Clube.

São onze horas e trinta minutos de sexta-feira, dia de reis do ano da graça de dois mil e dezassete, um dia e meio depois dos acontecimentos, graves, de Setúbal e notícias sobre as conclusões dessa reunião, ainda não foram divulgadas. Não que isso me cause grandes comichões, mas o assunto é tão grave e de importância vital para o futuro do futebol em Portugal, que me parece que as novas não se deveriam resumir ao resgate de Gauld e Geraldes.

Esperemos então pelos telejornais.


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05 Jan 17

Eis algumas medidas, porventura inócuas mas que marcam uma posição, que na minha opinião o Sporting deve tomar a partir de agora:

 

1- Ignorar os árbitros e assistentes antes, durante e depois dos jogos (equipa e staff) e isto inclui a mais elementar regra da urbanidade, que é o "aperto de mão".

2- Apupar os senhores sempre que possível ( no aquecimento, na apresentação, durante o jogo, na saída para o intervalo, no regresso do intervalo e na despedida), independentemente do seu comportamento perante as leis do jogo. 

3- Conceder-lhes apenas e restritamente as condições que o regulamento da liga impõe, nem mais uma garrafa de água. Se possível arranjar forma de se acabar o gás a meio do duche.

4- Publicitar o CV dos senhores e desempenho em jogos anteriores onde apitaram jogos do Sporting, antes das partidas onde vão intervir, para se conhecerem as bestas.

5- Não comparecer a CI e entrevistas rápidas, ou comparecendo, responder por monossílabos. "Sim" e "Não" seriam suficientes, mas acrescentaria "ao seu jornal/TV não respondo".

6- Jogar todos os jogos sob protesto. Os motivos são tantos que é escolher de uma lista extensa.

7- Deixar bem claro que cede jogadores à selecção apenas por respeito aos portugueses, caso contrário dificultaria a sua convocatória.

8- Mover processos em tribunal a todos os que prejudiquem o Sporting sob qualquer forma e fazer disso publicidade.

9- Repetir à exaustão, nos OCS do Clube, imagens de roubos descarados de que fomos vítimas.

10- Pedir aos "representantes" do Sporting em programas de opinadeiros que se escusem a participar neles, nem que para isso se lhes pague o que ali auferem. Será menos que um qualquer pau de sebo que veio em Agosto passado.

 

Isto terá algum resultado visível? Talvez não, provavelmente não, certamente que não, mas sempre será um pouco melhor que dizer que se voltaria a escolher o Jorge Sousa para o derby.

Também há a opção Pinto da Costa, que percebeu, há trinta anos, que sendo honesto não ia lá.

É escolher.


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A sério?
Edmundo Gonçalves

Abaixo transcreve-se o relato do jogo de ontem, em Setúbal.

Alvíssaras a quem descobrir de onde foi retirado:

 

"Penálti assinalado por Rui Oliveira no último minuto de jogo selou a derrota do Sporting CP no Bonfim

O Sporting CP foi esta quarta-feira derrotado pelo Vitória de Setúbal no Bonfim (2-1), num jogo em que o árbitro Rui Oliveira decidiu ser o protagonista do encontro, mas pelas piores razões, ao assinalar um penálti no último minuto de jogo que sentenciou o afastamento dos leões da Taça da Liga.

Polémico, no mínimo, uma vez que nem as imagens televisivas permitem perceber o que se passou na cabeça do juiz da partida, ao assinalar uma falta inexistente dentro da área leonina já perto do apito final. Na conversão da grande penalidade, numa altura em que o último e decisivo duelo do Grupo A estava empatado (1-1), Edinho aproveitou para fazer a festa sadina (2-1).

Em contraste, a desilusão leonina era total. E com razão: a igualdade no marcador servia na perfeição as ambições do Sporting CP, líder na tabela antes da deslocação a Setúbal, uma vez que apenas um ponto era suficiente para carimbar o apuramento para a próxima fase da competição.

Os comandados de Jorge Jesus até nem começaram o jogo da melhor maneira, já que Frederico Venâncio abriu o marcador para o Vitória logo aos 19', mas conseguiram equilibrar a balança no segundo tempo, após um golo de Elias aos 79'. Oportunidades não faltaram até ao final para os leões sentenciarem a partida, mas André revelou-se sempre pouco pragmático em zonas de finalização.

Como quem não marca sofre, o Sporting CP acabou por ver fugir o bilhete para a final-four da Taça da Liga no último suspiro, como já aqui referimos. Fora daquilo que se passou dentro das quatro linhas, a explicação é simples: em igualdade pontual no topo do Grupo A, com seis pontos em três jogos, a diferença na média de idades (critério de desempate) sorriu à formação de Setúbal.

Um sorriso amarelo, diga-se."

 

Os sublinhados são meus, bem como a cara de espanto, que os caros leitores não podem ver, felizmente.


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04 Jan 17
PALHAÇADA
Edmundo Gonçalves

Vou ser curto e grosso:

Eu estou positivamente cagando para a taça da carica.

Não admito é que venha um gajo roubar descaradamente, mais uma vez, o meu Clube.

Um dia, depois de uma desgraça, compram as trancas. Já será tarde.

 

 


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04 Dez 16
Limpinho, limpinho
Pedro Correia

Sobre o golo anulado ontem aos 33' do Sporting-V. Setúbal pelo árbitro Rui Costa a Bas Dost há consenso na imprensa desportiva: tratou-se de um erro grave.

 

O Jogo

Jorge Coroado: «Não houve quaquer infracção da parte de Bas Dost, o qual, mais alto e mais possante que a oposição, se elevou em patamar superior, cabeceando legalmente e sem impedir o adversário de jogar o esférico.»

Fortunato Azevedo: «O futebol fica mais pobre quando um golo destes é anulado. É o chamado golo à inglesa, fruto da força e da capacidade de elevação de quem o marca. O golo é muito mal anulado.»

 

Record

Marco Ferreira: «Bas Dost eleva-se mais alto que Fábio Cardoso. O defesa ao recuar encosta no avançado do Sporting quando este está com as mãos à frente fruto da elevação, o contacto é normal e não impede a acção do defesa. Erro grave do árbitro.»

 

A Bola

«Bas Dost coloca as mãos nas costas de Fábio Cardoso, mas parece tratar-se de uma acção natural do salto e não de uma acção faltosa, pelo que o golo terá sido mal anulado.»


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Existe uma diferença jurídica entre erro e dolo.

O erro ocorre por culpa do próprio sem intervenção de terceiras pessoas que para ele contribuam ou o instinguem; se existir intervenção de outrem estamos a falar de dolo.

Esta introdução vem a propósito do jogo de ontem.

Vou emitir uma opinião impopular (mas é a minha opinião) ontem não existiu erro nem dolo por parte do árbitro na anulação dos dois golos. Foram dois lances bem decididos.

No golo de Bas Dost, o holandês coloca a mão no ombro do defesa e impulsiona-se para cabecear a bola, o lance de ontem foi bem decidido.

Rui decidiu bem, ontem. Quem errou foi Artur no dia 1 de Outubro de 2016, Francisco, tem nome de papa mas não é nenhum santo empurra, barbaramente, Ezequiel e o "melhor árbitro português" assobia para o lado e assinala golo.

No golo de Coates este domina a bola com o braço, primeiro e depois embate com o guarda-redes dentro da pequena área, o lance de ontem foi bem decidido.

Rui decidiu bem, ontem. Quem errou ou quem dolou foi Joaquim no dia 14 de Maio de 2005, Luisão nesse dia não escorregou, saltou com tudo para cima de Ricardo dentro da pequena área mas Joaquim finge que não vê a bárbara agressão do defesa ao guarda-redes (dentro da pequena área, repito) assinala golo e campeonato a favor dos do costume.

Errar, erra-se muito no futebol português, umas vezes com dolo outras vezes sem golo mas há algo que nunca falha, o prejudicado é sempre o mesmo: o Sporting Clube de Portugal. 


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20 Out 16

Já está farto.

Também eu!

 

Este post  recebeu muitos comentários de lampiões. Conforme decisão publicada neste post do José da Xã, foram para o lixo.

Um conselho: Não percam o vosso tempo, nem me façam perder o meu.


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11 Out 16
De Mota
Edmundo Gonçalves

Ora bem, o Sporting vai jogar com um clube da associação de futebol de Braga, o Famalicão, para a Taça de Portugal.

E quem é que a FPF escolhe para arbitrar este jogo? Pois bem, um árbitro da associação de futebol de... Braga!

E não é um qualquer, é nada mais, nada menos que, senhoras e senhores, o Manel dos talhos.

Excelente.


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29 Ago 16

Os calimeros do norte andam desde ontem a rasgar as vestes, insurgindo-se contra a arbitragem do clássico disputado em Alvalade e atribuindo ao homem do apito a terceira derrota consecutiva frente ao Sporting de era Jorge Jesus.

Têm razão?

Claro que não.

Basta ler os periódicos desportivos de hoje. Todos os analistas da arbitragem - sem excepção - consideram absolutamente legais os dois golos leoninos que arrumaram o FCP em Alvalade.

 

Nada melhor do que conferir o que escrevem, um por um.

 

Lance do primeiro golo:

Duarte Gomes, A Bola: «A bola vem do poste esquerdo para o peito de Gelson. Sem fora de jogo do leão e sem falta, pois a bola não vai ao braço. Slimani marcaria depois o golo. Legal.»

Jorge Coroado, O Jogo: «No momento da execução do livre e posterior recarga de Gelson, nunca houve fora de jogo ou outra irregularidade.»

José Leirós, O Jogo: «No momento em que a bola foi chutada, não há fora de jogo, nem Gelson tirou qualquer vantagem da sua posição.»

Marco Ferreira, Record: «Bruno César remata ao poste esquerdo da baliza de Casillas e a bola fica à mercê de Gelson Martins, que a domina com o peito e faz a recarga. O FC Porto reclama mão do jogador contrário, mas o árbitro decide bem, uma vez que Gelson domina a bola com o peito, não cometendo qualquer infracção. Slimani acaba por fazer golo na sequência do lance, espoletando protestos dos jogadores portistas. Boa decisão de Tiago Martins.»

Pedro Henriques, O Jogo: «Golo legal. Gelson não está fora de jogo e, após a bola ressaltar do poste, dominou-a com a coxa e o peito, nunca lhe tocando com o braço.»

 

Lance do segundo golo:

Duarte Gomes, A Bola: «A bola cabeceada por Felipe vai ao braço de Ruiz (a curta distância) e não o inverso. O braço está ao longo do corpo e sem aumento da volumetria. Lance bem validado.»

Jorge Coroado, O Jogo: «O ressalto foi próximo e terá batido na anca; mesmo que fosse na mão, teria sido bola na mão. Portanto, não houve ilegalidade.»

José Leirós, O Jogo: «Não há movimento do braço [de Ruiz] nem da mão na direcção da bola. Não teve um acto delibrado no contacto com a bola, que foi ao braço.»

Marco Ferreira, Record: «Boa decisão de Tiago Martins, a validar o segundo golo do Sporting apesar de a bola ter tocado no braço esquerdo de Bryan Ruiz. Após um corte de um defesa do FC Porto, a bola embateu no braço de Ruiz, colocado em posição normal e a uma distância muito próxima. O avançado do Sporting não procedeu a qualquer movimento deliberado com a intenção de jogar a bola com a mão, pelo que a decisão do árbitro foi a melhor, apesar dos protestos portistas.»

Pedro Henriques, O Jogo: «Lance legal. A bola é cabeceada de perto e vai ao braço, que está ao longo do corpo e em posição natural. Não há acto deliberado e intencional.»


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Virado do avesso
Pedro Correia

Oiço portistas, armados em calimeros, queixarem-se de arbitragens e da "inaceitável complacência com o mundo subterrâneo". E penso com os meus botões: este mundo parece virado do avesso.


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28 Ago 16
A NOS bem tenta
Edmundo Gonçalves

Primeiras impressões acerca do jogo de hoje, com o FCPorto:

Os primeiros quinze minutos dominados pelo Porto, em que marcou um golo.

Dos quinze aos sessenta minutos, jogo claramente dominado pelo Sporting, que começou com  o golo do empate e ainda marcaria outro antes da meia hora.

Dos sessenta até final, claramente dominado pelo árbitro, que quis ser protagonista num jogo em que claramente não é especialista. Muito mau nos campos técnico e disciplinar, ele apenas, conseguiu cortar o ascendente do Sporting a partir da hora de jogo. Incompetente, para não lhe chamar outra coisa.

De qualquer forma, não merece contestação o resultado e o vencedor é mais que justo.

Melhor em campo: Ruben Semedo.


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03 Ago 16

Fernando Santos não teve arbitragens isentas no Campeonato da Europa. Ver surripiados três penáltis em sete jogos e ver ainda o melhor jogador inutilizado ao minuto 8 do jogo mais decisivo, sem o agressor ter visto um cartãozinho amarelo, sem sequer ter sido assinalada falta nesse lance, demonstra bem como a arbitragem, fora ou dentro de Portugal, actua cada vez mais como factor lesa-futebol.
E mesmo assim conquistámos o título. Esta foi também uma das lições que o Euro 2016 nos deu: é possível vencer a jogar contra doze. Mesmo que o 12.º jogador use apito.


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14 Jun 16
Não saiu nos jornais, mas
Edmundo Gonçalves

Um tal de Lindelöf, um rapaz alto da selecção sueca, levou com um amarelo por uma jogada simples.

Tão simples que a pratica cá em Portugal em todos os jogos várias vezes e ninguém se lembra de o castigar disciplinarmente.

Ainda agora deve estar indignadíssimo com o shôr árbitro.


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01 Jun 16

A emocionante final da Liga dos Campeões não merecia ter visto um golo em flagrante fora de jogo validado por uma equipa de arbitragem incompetente - numa clara demonstração, a todos quantos fingem não reparar, que Portugal está muito longe de ter o monopólio dos apitadores sem classe.

Serve também de aviso aos que defendem a contratação de árbitros estrangeiros para apitar jogos decisivos nas nossas competições futebolísticas. Se tiverem a qualidade que este demonstrou, qualquer refugo nacional chega e sobra.

 

Mas nem só o árbitro merece nota negativa neste confronto: o desempenho de Pepe é inaceitável por parte de todos quantos consideram que existem regras éticas e morais no desporto. A péssima actuação teatral do defesa central português, por duas vezes estendido na relva a fingir que tinha sido agredido, é indigna do futebol de alta competição. Além de medíocre actor, Pepe comprometeu o Real Madrid, cometendo um penálti claríssimo e totalmente desnecessário sobre o ponta-de-lança do Atlético, Fernando Torres. É inacreditável como escapou sem acumulação de amarelos - e a consequente expulsão.

Por vezes apetece perguntar onde tem ele a cabeça. Os pés, ao menos, sabemos bem onde estão.

 

Leitura complementar: O teatro de Pepe não faz falta à selecção, de Luís Aguilar, no Record.


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08 Mai 16

Não há dúvidas para o trio de ex-árbitros que compõem o painel de avaliadores das arbitragens no jornal O Jogo: o cartão amarelo que impede Adrien de jogar a última jornada em Braga "castiga" uma falta que só existiu na imaginação de Tiago Martins.

Seguem-se os veredictos.

 

Jorge Coroado: «Adrien saltou no meio de dois adversários. Foi ele que atingiu o adversário ou o adversário que bateu com a cabeça no braço? Nem falta, nem cartão amarelo.»

Pedro Henriques: «Adrien saltou e levantou os braços para se impulsionar e equilibrar, nem sequer tinha os olhos no seu adversário, acabando por atingi-lo negligentemente. Infracção não merecedora de amarelo.»

José Leirós: «Adrien não fez falta. Foi apertado por dois adversários e nem sequer atingiu o rosto do adversário, que simulou essa acção. Mal punido com o amarelo.»

 

Recordo: este cartão que nunca devia ter existido saiu ontem do bolso de Tiago Martins quando iam decorridos apenas 14 minutos do Sporting-V. Setúbal.


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20 Mar 16

Todos os analistas da arbitragem, nas edições dos jornais desportivos de hoje, convergem num ponto: o golo solitário do Arouca ao Sporting foi marcado em fora de jogo.

Ficam aqui as opiniões. Para mais tarde recordar.

 

Jorge Coroado (O Jogo): «No momento em que o passe foi efectuado, Gegê estava adiantado em relação ao penúltimo defensor adversário. Fora de jogo que passou sem a devida avaliação do árbitro assistente.»

José Leirós (O Jogo): «Gegê está ligeiramente adiantado, o suficiente para ser visto pelo árbitro assistente. Foi um golo mal validado por ser em posição de fora de jogo.»

Luís Pedro Sousa (Record): «O golo do Arouca foi obtido em posição de fora de jogo. Gegê está à frente do penúltimo defesa no momento em que é efectuado o cruzamento.»

Nuno Perestrelo (A Bola): «O Arouca chega ao 5-1 através de Gegê. No momento do cruzamento, o lateral direito dos visitantes está ligeiramente adiantado. Posição irregular, mas difícil de avaliar.»

Pedro Henriques (O Jogo): «Lance no limite e de difícil análise mas, com acesso à repetição de que o árbitro assistente não dispõe, vê-se que Gegê está adiantado em relação ao penúltimo adversário. E, como tal, em posição de fora de jogo.»


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06 Mar 16

Confirma-se: o Messinho do Seixal devia ter visto ontem cartão vermelho. Seria facto inédito nesta temporada - um jogador do Benfica expulso. Mas nem assim: o árbitro foi amiguinho, tudo segue como dantes.

A opinião dos especialistas na imprensa de hoje:

«Hélio Santos (Record): «A entrada de Renato Sanches é excessiva e ríspida, por isso deveria ter sido punida com o respectivo cartão vermelho. Foi o único erro de Artur Soares Dias, que não se apercebeu da sua gravidade.»

Jorge Coroado (O Jogo): «Incrível como um jogador que passou os 90' a fazer faltas sistematicamente tenha visto o cartão amarelo somente naquela que justificava cartão vermelho.»

José Leirós (O Jogo): «O grande erro no jogo. Renato Sanches tem uma entrada violenta e deliberada por trás sobre Bryan Ruiz. O cartão a exibir seria o vermelho.»

Marco Ferreira (Record): «Renato Sanches deveria ter visto o cartão vermelho. O jogador do Benfica teve uma entrada dura sobre Ruiz, merecedora de outra admoestação, por isso o árbitro errou no capítulo disciplinar.»

Nelson Feiteirona (A Bola): «Entrada muito perigosa e completamente fora de tempo de Renato Sanches às pernas de Bryan Ruiz; Artur Soares Dias mostrou cartão amarelo ao médio do Benfica mas poderia ter mostrado cartão vermelho, porque se tratou duma falta violenta e desnecessária.»

Pedro Henriques (O Jogo): «Renato Sanches usa da força excessiva ao entrar de sola sobre Bryan Ruiz, pondo em risco a sua integridade física num lance passível de cartão vermelho.»


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Este é um "post" com banda sonora, esta.

Assim percebemos melhor o título, aquele BA, significa "bad attitude" no original era Baracus, a versão da Musgueira, é Sanches, Renato Sanches, o homem que dá porrada em tudo o que mexe.

Podemos ler ali em cima o que pensam os especialistas d' O Jogo sobre o BA da Musgueira, estão todos de acordo, expulsão.

A expulsão do Maradona da Musgueira a oito minutos do final do jogo poderia ter levado o Sporting à vitória?

Poder, podia mas jamais o saberemos.

Como escreve o analista Manuel Queiroz no jornal referido (p. 18): "Num dos seus piores jogos da época o Benfica ganhou em Alvalade (...) não ganhou à campeão (...) é indiscutível que teve sorte e os árbitros dão uma ajuda".

Lá está, sorte é sinónimo de fortuna e nesse sentido o Benfica é um clube afortunado, isso e umas ajuditas dos apitadores.

 


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Dois ex-árbitros - Pedro Henriques na TVI 24 e Duarte Gomes na SIC Notícias - são categóricos: o árbitro do dérbi poupou um cartão vermelho a Renato Sanches por entrada violenta sobre Bryan Ruiz, à margem das leis do jogo.


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01 Mar 16

Especialistas em arbitragem do jornal O Jogo são unânimes: ao contrário do que dois talibãs encarnados - um vice-presidente do SLB e o director de conteúdos da BTV - berraram ontem nos canais televisivos onde praticam tempo de antena às segunda-feiras, não houve nenhum penálti por marcar em Guimarães.

A palavra aos ex-árbitros que se pronunciaram sobre a disputa de bola aos 90'+3' entre Victor Andrade e Bryan Ruiz:

 

Jorge Coroado: «O contacto foi normal, sem qualquer infracção por parte do jogador do Sporting. O jogador do V. Guimarães procurou o que não tinha direito.»

Pedro Henriques: «Bem julgado, não houve motivo para grande penalidade. Victor Andrade já se tinha desequilibrado quando sentiu o contacto normal de Bryan Ruiz.»

José Leirós: «Não houve qualquer falta nem houve simulação. Tivemos apenas uma disputa e procura da bola, em desequilíbrio. Bom julgamento.»

 

Enfim, um veredicto que já tinha sido pronunciado na noite de ontem aqui no És a Nossa Fé, contrariando os berros dos talibãs e os ecos dos seus discípulos.


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25 Fev 16
Palavras dos outros
Edmundo Gonçalves

"Com a catadupa de opiniões emitidas nos últimos dias e horas por alguns dos mais insignes nomes do futebol português, não consigo deixar, modestamente, de também tecer algumas considerações sobre o tema que domina o País - eventualmente até mais do que o nosso futuro em resultado da aprovação do Orçamento do Estado). Falo da arbitragem e seus derivados, lamentando o que se passou em Fafe – tenha lá acontecido o que aconteceu – pois os justos não devem pagar pelas diatribes, ou más interpretações, de quem lhes é próximo.

Começo por Bruno de Carvalho. Na maior parte das vezes – no que ao plano desportivo diz respeito, porque em relação ao resto, o que tem feito pela revitalização e modernização do Sporting é notável – não comungo das opiniões do líder leonino, nem de alguns dos seus escritos. Mas, no que ao tema arbitragem diz respeito, reconhecendo eu que os leões têm sido prejudicados e beneficiados, pode um candidato ao título ficar impassível com o que se passou em três jogos do fim de semana? E, como ando há mais tempo no jornalismo do que BdC enquanto presidente, numa coisa, pelo menos numa, estamos de acordo: Vítor Pereira já devia ter deixado o cargo.

Mesmo não estando eles, como se sabe, do mesmo lado da barricada, se dúvidas houvesse quanto à justeza de algumas posições de BdC basta ver, ou ler, o que disse o decano dos presidentes, Pinto da Costa, sobre o que se passou com a arbitragem - ele que até tinha motivos para falar depois da derrota do FC Porto frente ao Arouca, mas preferiu fazê-lo agora. Em dois nomes estou de acordo com o presidente portista: Vítor Pereira e Jorge Ferreira. Pinto da Costa deixou implícita a sua opinião sobre este árbitro: é muito mau. Portanto, o principal responsável é o «patrão» do CA, pois se não há melhores juízes é porque não fez em tempo oportuno o trabalho de casa, tratando da recomposição do quadro após tantas e tantas saídas.

Prosseguindo no tema, caio para o lado de espanto ao saber que o observador do jogo Paços de Ferreira-Benfica achou que houve mesmo penalti sobre Jonas e que devia ter sido marcado um outro sobre Bruno Moreira, cometido por Samaris. Ora bem: confirma-se em absoluto que anda gente no futebol, com grande poder de decisão, que sabe tanto do assunto como eu de medicina, astrofísica ou engenharia do ambiente. Mas nem é isso que me preocupa. O que me preocupa verdadeiramente é que o poder só vai acabar por intervir quando (espero que não) acontecer uma tragédia. Não é com segurança à porta de casa que se resolvem os problemas de fundo.

Assim sendo, voltando à apreciação do observador, imagine-se que Jorge Ferreira tinha marcado grande penalidade contra o Benfica, que os pacenses passavam o resultado para 2-1 e o jogo terminava assim. Ficaria o Benfica calado como o tem feito até agora, assobiando para o lado? Há séculos que ninguém marca - e já houve motivos para isso - um castigo máximo contra os encarnados. Não teria havido mosquitos por cordas se acontecesse aquilo que o douto observador defendeu?

Postas as coisas como elas são, só falta mesmo o Benfica protestar e também o devia fazer. Isolado ou em conjunto, porque um dia o mundo vai cair-lhe em cima da cabeça e depois veremos o que acontecerá. Ainda que se saiba que o seu entendimento com Vítor Pereira é cordial…

Finalizo o incómodo tema com uma situação que, feitas as contas, só é boa para Sporting e Benfica: aproxima-se o dérbi e, pelas contas, tudo aponta no sentido de que o comando do jogo pertença a Artur Soares Dias. Mal seria se assim não fosse, pois é o melhor árbitro da atualidade, como ficou provado no recente Benfica-FC Porto. A propósito: continua por se conhecer o castigo a Sliman; só espero, para que isto não fique ainda mais incendiado, que a penalização não caia em cima da visita dos benfiquistas a Alvalade."

 

José Manuel Freitas, in "Mais Futebol". Os sublinhados são meus.


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23 Fev 16
Justiça de Fafe?
Edmundo Gonçalves

Ou o meu árbitro foi melhor que o teu?


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22 Fev 16
Unânimes
Pedro Correia

O árbitro Luís Ferreira (da associação de futebol de Braga) mandou marcar um penálti que não existiu aos 40' do FCP-Moreirense quando os portistas perdiam 0-2.

Opinião unânime do Tribunal do diário O Jogo: esta grande penalidade nunca devia ter sido assinalada.

 

Jorge Coroado: «André Micael jogou a bola, endossando-a para canto. Maxi, com toda a sua experiência, enganou dois em um: árbitro e assistente. Não houve motivo para ser assinalada grande penalidade.»

Pedro Henriques: «Um lance difícil em movimento rápido. André Micael, com o pé direito, toca apenas na bola, sendo que Maxi Pereira se deixa cair antes de qualquer contacto. Não houve, portanto, motivo para assinalar grande penalidade.»

José Leirós: «André Micael esticou a perna deliberadamente para jogar a bola e foi o que fez: jogou-a com o pé direito. O contacto com Maxi é posterior e inevitável e já com o defesa portista em desequilíbrio. Errou o juiz ao assinalar grande penalidade.»

 

Acrescento a opinião do jornal Record, expressa pela pena do seu director, António Magalhães:

«André Micael vai ao duelo com Maxi, estica a perna direita e faz o corte sem falta, apesar do contacto posterior. O árbitro assinala (mal) penálti.»


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As notas
Pedro Correia

Tenho toda a curiosidade em saber se o "jornalismo de investigação" divulgará as notas atribuídas pelos observadores aos árbitros Jorge Ferreira e Luís Ferreira. Mas vou esperar sentado.


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09 Fev 16

black-rim-glasses-main1[1].jpg

 

O Correio da Manhã escreve hoje quatro vezes - repito: quatro vezes - sem o menor sobressalto de dúvida que o árbitro Carlos Xistra perdoou ontem uma grande penalidade ao Sporting.

Vem no texto em que relata o jogo: "Num dos poucos ataques do Rio Ave, João Pereira derrubou Vilas Boas na área. Carlos Xistra mandou seguir. Enganou-se. Era penálti."

Vem num destaque inserido neste mesmo texto: "Carlos Xistra errou ao não assinalar penálti contra o Sporting."

Vem numa caixa, ilustrada com um apito, na mesmíssima página: "Carlos Xistra errou ao não assinalar um penálti cometido por João Pereira por André Vilas Boas."

Vem noutra caixa, ilustrada com um lance do jogo, na página seguinte: "Penálti por assinalar a favor do Rio Ave por derrube de João Pereira a André Vilas Boas, na área."

Muito mais do que uma opinião multiplicada por quatro: é um grito amplificado com megafone.

 

black-rim-glasses-main1[1].jpg

 

Diz-se que uma mentira muitas vezes repetida se arrisca a tornar verdade. Nada melhor, portanto, do que tirar a limpo as eventuais ilusões de óptica que possam ter perturbado o autor deste implacável tiro-ao-Xistra enquanto assistia ao jogo.

Pego noutro diário do mesmo grupo editorial, o Record, e o que leio em prosa assinada pelo director do jornal, António Magalhães?

Isto:

"André Vilas Boas cai na área do Sporting depois de uma disputa com João Pereira e reclama-se penálti. Os dois jogadores chocam sem existir qualquer infracção."

Primeiro desmentido das "certezas" do Correio da Manhã.

 

black-rim-glasses-main1[1].jpg

 

Sigo depois para A Bola. Análise dos casos de arbitragem por uma das penas mais prestigiadas do diário da Travessa da Queimada: a do jornalista Rogério Azevedo.

O que escreve ele?

"Lance na área do Sporting, entre João Pereira e André Vilas Boas. O médio do Rio Ave acaba por cair, mas sem qualquer falta por parte do defesa do Sporting. Boa decisão por parte de Carlos Xistra."

Segundo desmentido.

 

black-rim-glasses-main1[1].jpg

 

Consulto enfim o incontornável tribunal da arbitragem do matutino O Jogo. Lá surgem as opiniões do trio habitual: Jorge Coroado, Pedro Henriques e José Leirós.

Veredicto unânime: nada de penálti.

Escreve Coroado: "Sem irregularidade. Contacto normal na tentativa de chegar à bola, não havendo motivo para intervenção do árbitro."

Escreve Henriques: "Lance legal, sem motivo para penálti. Ambos usaram o corpo na disputa de bola e o choque e a queda foram inevitáveis e normais."

Escreve Leirós: "Com convicção e determinação, Xistra viu bem: não houve carga nem empurrão, apenas disputa leal e vigorosa para recuperar a bola."

Terceiro, quarto e quinto desmentidos.

 

black-rim-glasses-main1[1].jpg

 

Fico definitivamente esclarecido.

Mas, no fim de tudo, assalta-me uma dúvida: o solitário opinador que anunciou ao País a existência de um penálti que só ele viu terá mesmo assistido ao jogo?


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05 Fev 16

Eles andam tão acagaçados que até vão ao baú buscar todo o relicário.

(se isto não é condicionar a actuação dos árbitros, vou ali e venho já)


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03 Fev 16
Xistra
Edmundo Gonçalves

Xistra???

Bom, só espero que não perdoe três penaltis ao Rio Ave...


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01 Fev 16

Em seis meses no Sporting, Jorge Jesus foi expulso duas vezes. Tantas quantas lhe aconteceram durante seis anos no Benfica. Se o padrão fosse equivalente, o nosso actual treinador teria sido expulso 24 vezes ao serviço do clube anterior.

Isto diz tudo sobre a disparidade de critérios na arbitragem portuguesa: as sanções decorrem em função da cor das camisolas dos jogadores ou das gravatas dos treinadores.


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31 Jan 16

Tribunal do jornal o Jogo unânime: Carlos Mané sofreu penálti aos 13' e o segundo "golo" da Académica foi irregular.

A palavra aos três especialistas em arbitragem.

 

Sobre a grande penalidade que ficou por assinalar:

Jorge Coroado: «Hugo Seco empurrou Mané pelas costas com ambas as mãos. Grande penalidade inequívoca e incompreensivelmente não assinalada.»

Pedro Henriques: «Hugo Seco, com as mãos e de forma negligente, empurra Mané pelas costas e este desequilibra-se. Infracção passível de grande penalidade.»

José Leirós: «Muita confusão, muita proximidade, muitos protestos e uma grande penalidade por assinalar. Hugo seco empurrou Mané pelas costas, derrubando-o.»

 

Sobre o golo que nunca devia ter sido validado:

Jorge Coroado: «Golo irregular. João Real estava fora de jogo, participou e influenciou a acção de um adversário. Devia ter sido sinalizado.»

Pedro Henriques: «Mesmo não tocando na bola, ao tentar disputar a mesma e aproximando-se do seu adversário a menos de metro e meio - neste caso estava junto -, [Real] toma parte activa no jogo, influenciando a acção do adversário.»

José Leirós: «Que irregularidade! No momento do passe, João Real já estava em posição de fora de jogo - só tinha um adversário entre si e a linha de baliza. Depois, teve intenção de jogar a bola, disputando-a em fora de jogo de acção e interferindo na acção de Ewerton.»

 

Conclusões:

Jorge Coroado: «Arbitragem calva de critério, de conhecimentos e atitude. Merecia bolinha vermelha no canto superior direito. Está há muito tempo na primeira categoria.»

Pedro Henriques: «Uma arbitragem irregular com decisões técnicas e disciplinares menos assertivas e correctas que acabaram por ter influência no desenrolar do jogo.»

José Leirós: «Esta arbitragem prejudicou o Sporting, o futebol luso e a classe da arbitragem. Espera-se que os árbitros mais novos não tenham visto, não serve de incentivo.»


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Só nos saem Cosmes
Pedro Correia

Com a vergonhosa actuação de ontem, Cosme Damião, perdão Cosme Machado só pode receber nota negativa dos selectos avaliadores das arbitragens. Qualquer outra hipótese seria um escândalo ainda maior do que a patética exibição deste apitador no nosso estádio.

Estaremos atentos às "fugas de informação" que vão seguir-se.


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