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És a nossa Fé!

Acho que vou aprender a assobiar

A UEFA abriu um processo disciplinar ao Sporting por conduta imprópria.

Pensarão os caros leitores que por aquela vaia monumental dispensada ao árbitro pela assombrosa exibição do romeno no Vulcão de Alvalade. Nada mais longe da verdade. O processo foi instaurado por, imagine-se, a equipa ter visto seis cartões amarelos. E ainda há quem espere que da UEFA venha bom vento...

O árbitro-tv (e o Etebo)

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Mau para a economia, como concordarão todos os que postulam a sua melhoria através do crescimento do consumo interno. Pois reduz a procura do amplexo Super Bock/Sagres, e concomitantes petiscos, nas constantes querelas dedicadas aos erros dos gatunos. E periga o sucesso de audiências dos painéis televisivos (e respectivas receitas publicitárias), dedicados ao escalpar dos malévolos xôs árbitos. Pior do que tudo afecta a auto-estima dos nacionais, minorando as temáticas nas quais, maiêuticos e nada sofistas, demonstramos a nossa argúcia analítica e verve argumentativa.

Como é sabido o Poeta Camões, que sempre creu nas nossas possibilidades de dominarmos os rankings FIFA e UEFA, simbolizou os adversários do árbitro-tv naquela figura de "O Velho de Carnide", conservador, comprazendo-se no seu pequeno e injusto dominium, timorato face a outros modos de ventos, correntes e marés. Pois até este já deve estar contente - certo que há semanas o árbitro-tv impediu um final descansado na nossa peleja com o Estoril. Mas safou-lhe agora a tribo de adoradores, ao descobrir uma (meia) perna marota a impedir um empate com o "primodivisionário" de Portimão e a mostrar a realidade da leve carícia que devastou Salvio, felizmente sem o ter lesionado com a gravidade que cheguei a temer. 

E assim, à mera 5ª jornada, já vamos todos mais ou menos contentes com o novo instrumento de mareação.

(Entretanto eu, aqui da praia, fico-me a pensar que aquele rapaz Etebo, que vive em Santa Maria da Feira, tem ar de quem seria um bom grumete para a nossa equipagem).

 

 

A demissão anunciada de Meirim

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 Foto: Rui Gaudêncio

 

José Manuel Meirim, presidente do Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol, acaba de reconhecer a inutilidade da função para que foi investido.

"Nos casos em que um determinado 'lance de jogo' seja observado e avaliado pelos agentes de arbitragem, não será o Conselho de Disciplina (CD) que, sobrepondo-se àquele juízo qualificado, irá determinar se ocorreu, ou não, uma violação intolerável das Leis do Jogo", concluiu aquele organismo ao mandar arquivar o auto de flagrante delito ao jogador Eliseu, do Sport Lisboa e Benfica, por conduta violenta contra o jogador do Belenenses Diogo Viana, documentada em imagens que todo o País viu.

 

O árbitro Rui Costa, em vez de apitar, preferiu assobiar para o lado. E agora o CD vem dizer que não pode corrigir o erro grosseiro cometido pelo juiz do Benfica-Belenenses, perpetuando assim a impunidade do jogador faltoso ao recusar "sobrepor-se" à actuação negligente ou incompetente do senhor Costa e do seu "juízo qualificado", que afinal serve apenas para desqualificar ainda mais o nosso futebol.

Facto que merece destaque: para não desagradar ao apitador da Luz, Meirim não se importou de desautorizar a Comissão de Instrutores da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, que defendeu a instauração de um castigo exemplar ao jogador do Benfica, e o Conselho de Arbitragem da FPF, que não teve dúvidas em considerar um erro a decisão do árbitro de não punir o lateral encarnado no decurso do jogo. 

 

Impõe-se a pergunta: se não pode ou não quer tornar direito o que está torto, para que existe então o Conselho de Disciplina?

Para muito pouco. Ou quase nada.

Atendendo aos factos, creio ter chegado o momento de Meirim apresentar a demissão do cargo que desempenha desde Abril de 2016 e rumar a outras paragens onde possa ser mais útil à sociedade portuguesa e à comunidade desportiva enquanto qualificado jurista que me garantem ser.

Não espero outra atitude dele.

Obrigado VAR...

... por nos mostrares o quão maus os nossos árbitros são.

 

Hoje, conseguiram errar duas vezes num minuto, tendo impacto claro no resultado. Felizmente, foi introduzido no futebol português o VAR, aquele que os críticos diziam que provavelmente nem ia ser utilizado na maioria dos jogos. 


O que se passou hoje foi vergonhoso para a equipa de arbitragem, mas só nos mostrou o que já sabíamos há muito tempo.

Apita, apita


Já o escrevi variadíssimas vezes: o problema do nosso futebol é a arbitragem e em especial os que orbitam em redor. Mais do que estarem do lado do “nosso” clube e destacarem escutas ou mails, o que Record, Jogo, Bola e demais jornais deveriam fazer era publicar um top semanal, mensal e depois anual de quanto dinheiro ganham os árbitros a cada época.
Inclua-se o fee por jogo, mais as despesas, mais os quilómetros, mais o fee por jogo europeu, mais despesas de deslocação. Depois comparem com os vossos rendimentos e abram a boca de espanto. Já agora, adorava saber se são rendimentos tributados em IRS e a que taxa…
E podiam incluir uma lista dos árbitros, ex-árbitros, observadores etc cujos filhos aspiram a ser árbitros e por isso tiram cursos e alguns até andam a apitar jogos da 897ª divisão da associação da Raspa de Limão...  
Duvido que o vídeo-árbitro mude alguma coisa, porque o vídeo-árbitro só atende lances capitais. A faltinha a meio-campo, o amarelo aos dez minutos, o ataque interrompido por fora de jogo mal assinalado, a falta atacante a eito, a expulsão do técnico, tudo isso vai prosseguir para servir os interesses da malta do apito. Malta essa para quem é irrelevante saber se quem manda hoje é azul, encarnado ou verde, desde que eles (do apito) saibam a cor certa na era certa. 

Olha eles, já a precaverem-se

Um senhor, especialista em direito desportivo, veio dizer que como os resultados das provas desportivas da FPF são homologados passados 30 dias, uma eventual condenação num eventual julgamento à eventual vigarice relatada aqui, não produz qualquer efeito, ficando os visados, se condenados, com os títulos conquistados eventualmente de forma "manhosa".

Atão não, coração...

A cartilha do Guerra

Afinal havia outra. Antes da cartilha do avençado Janela, especialista em injuriar o Sporting e o FC Porto a coberto do anonimato entretanto desmascarado, havia a do director de conteúdos da BTV, que pontifica há dois anos, em regime de acumulação, às segundas-feiras na TVI 24.

Segundo o director de informação e conteúdos do FCP, que a divulgou no Porto Canal, esta cartilha nasceu em forma de correios electrónicos enviados por Pedro Guerra ao ex-árbitro Adão Mendes quando decorria a época 2013/14.

 

Seguem alguns excertos, publicados hoje no diário O Jogo e que transcrevo com a devida vénia (os sublinhados a encarnado são da minha responsabilidade):

«O primeiro-ministro [Luís Filipe Vieira] é de facto um grande homem e um grande líder. Sei o que digo, porque sei das suas capacidades em ouvir, pensar, astúcia nas decisões e amor ao Glorioso. Não há outro como ele. Hoje, o SLB manda mesmo. Os outros já não mexem nada. E o resto virá por acréscimo.»

«Dizem os grandes sábios dos painéis que algo está a mudar. O Porto já não manda, mas ainda não compreendem onde está o poder. Hoje, quem nos prejudicar sabe que é punido. E este espaço foi conquistado com muito trabalho do primeiro-ministro [LFV].»

«Vamos ter os padres que escolhemos e ordenámos nas missas que celebramos. Temos é de rezar e cantar bem.»

«Quanto às missas, temos bons padres para todas, incluindo as da Liga e da juventude operária. (...) Agora apague tudo.»

 

Segundo o mesmo responsável portista, os "padres" a que o aludido funcionário do Benfica fazia referência seriam estes árbitros, prontos a servir a liturgia lampiânica na Catedral da Luz: Jorge Ferreira, Nuno Almeida, Manuel Mota, Vasco Santos, Rui Silva, Hugo Pacheco, Bruno Esteves e Paulo Baptista.

Aguarda-se reacção dos órgãos federativos e da Liga, sobretudo os que regulam as questões da disciplina e da justiça.

 

ADENDA 1 - O Ministério Público já anunciou a abertura de um processo de inquérito.

ADENDA 2 - O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol vai investigar as acusações de alegadas práticas de corrupção pelo Benfica.

Paixão, paixão não vais fugir de ti

Serás paixão até ao fim.

Sei que viste, Paixão, mas recordo-te o lance, 9' 34'' Coates na linha do meio-campo coloca na esquerda para Marvin que combina primeiro com Bruno, depois com Bryan, cruza para a direita, onde aparece Ezequiel, este bota a bola para o coração da área mas o braço esquerdo de Juanto acarinha e amortece o botamento, perde-se um golo cantado.

Há braços que são mão e outros que o não são.

Como cantavam os Heróis do Mar, paixão...

Comissão Arbitral

Por hipótese académica, vamos imaginar que na empossada Comissão Arbitral existia um nomeado que na sua página de facebook tinha a seguinte frase: "Sou do Sporting e isso me envaidece..." Pior, era imaginar que no dia seguinte à tomada de posse da Comissão Arbitral, o presidente do clube rival era castigado.

 

Lógico que isto seria uma coincidência mas... 

 

Na verdade isto não é ficção, como seria de esperar o membro supra mencionado não é adepto do SCP. 

 

Saudações Leoninas

Graças a dois golos em off-side (técnico)

Um post intervalado.

Estamos no intervalo e o Sporting vence por dois a zero.

Tecnicamente estaria 0-0.

Para aqueles que desconhecem a "novilíngua" de Orwell e Vítor Serpa eu explico (ou tento explicar).

O que tem a "novilígua" a ver com a verdade?

Nada ou quase nada.

Detenhamo-nos nas palavras de Serpa publicadas no dia 5 de Janeiro no pasquim da Queimada (p.40):

"(...) o lance decisivo começou na hesitação do árbitro , na informação sorrateira [as palavras são dele, não minhas. Procurem no dicionário o significado de: sorrateira] do seu assistente (...) tecnicamente foi mesmo penalty porque Douglas desequilibra o avançado setubalense."

Ora bem, os juízes (rir ou lol em português da internet) não assinalaram nenhuma falta a Douglas, marcaram uma falta a Coates, com o respectivo cartão amarelo. Tecnicamente estiveram bem, diz Serpa.

Tecnicamente estiveram mal hoje, dirá o Serpa amanhã.

Bas Dost não estava em off-side em nenhum dos golos mas (e isto é que é importante) tecnicamente, poderia ter estado.

Dois golos ilegais.

Portanto.

(até agora)

Desvergonha e despudor

A nossa equipa foi afastada esta noite do primeiro troféu da temporada oficial portuguesa, a agora chamada Taça CTT, pela intervenção do árbitro. Um tal Rui OIiveira, com total desvergonha e despudor, inventou uma grande penalidade contra nós no último minuto do jogo contra o V. Setúbal, no Bonfim. Não pode haver duas opiniões sobre a inexistência desta falta, que custou ainda um absurdo cartão amarelo a Coates: o internacional uruguaio nada fez à margem das leis.

Esta impunidade total dos árbitros, que desvirtuam grosseiramente a verdade desportiva, está a matar o futebol em Portugal. Há que dizer isto com todas as letras, sem poupar palavras. Jornada após jornada do campeonato e de outras competições futebolísticas, tudo se conjuga para levar uma equipa uma vez mais ao colo, como andor em procissão, e lançar as restantes borda fora, cada qual por sua vez.

Os adeptos do Sporting - como de outros clubes - indignam-se justamente. É um escândalo que se perpetua época após época, por mais que os dirigentes da Liga e da arbitragem vão mudando. Por isso achei prematuro e descabido o comunicado que Bruno de Carvalho divulgou logo após a segunda jornada do campeonato, elogiando "o esforço e o empenho dos árbitros de primeira categoria para, nas partidas a que foram chamados, fazerem boas exibições e actuarem de acordo com as regras". Por isso fiquei perplexo ao verificar como Pedro Madeira Rodrigues saiu hoje no Record em defesa dos apitadores, declarando que "esta suspeita geral pela arbitragem é terrível e é outra coisa que queria muito mudar no Sporting", invertendo o ónus da culpa. Como se os árbitros fossem inocentes e os culpados fôssemos nós, que os criticamos sem reticências nem ambiguidades.

Esta noite registou-se mais uma página negra na arbitragem portuguesa. São já tantas que lhes perdemos a conta. Perante isto, interessa pouco falar de tudo o resto. Seja quem for que dirija o Sporting, há-de sempre levar com isto. Se for anjinho, leva a dobrar. Fale grosso como Bruno ou fale fino como Madeira Rodrigues.

Os apitadores neste momento só respeitam uma cor clubística - a que transportam ao colo. Tudo o resto é para deitar abaixo.

O novo sistema

No seguimento de ter lido que Jorge Sousa obteve nota positiva após a sua paupérrima exibição no ultimo derby, não consigo não esconder a minha preocupação. Parece que impera um novo sistema e que após o apito dourado, temos agora o apito encarnado.

Resta saber quanto tempo vamos ter de esperar até serem tomadas medidas para punir quem adultera a verdade desportiva. Urge acabar com a impunidade de que certas figuras e instituições gozam, sob pena de, qualquer dia, nem valer a pena entrar em campo, tal é a viciação do jogo. É simplesmente nojento o clima que se vive atualmente no futebol nacional, e o triste é que parece que o mal veio para ficar. É que têm sido umas atrás de outras. Resta saber qual será a próxima

It's an injustice, it is

Estes andam há quatro jornadas a falar de árbitros: "Quando nos sentimos injustiçados, não nos podemos calar". Para quem andou 30 anos armado aos números viris, acusando de choramingas qualquer pessoa que fizesse a mais pequena queixa da arbitragem, não deixa de ter piada. Ó grandes machos do Porto, para quem, a sul de Coimbra, é tudo um bando de paneleiros, onde estão vocês?

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