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És a nossa Fé!

Hoje giro eu - Hora H

Jorge Jesus é o líder da equipa de futebol do Sporting. Um líder é, primeiramente, um gestor de recursos humanos. No Sporting, estes significam um custo anual superior a 60 milhões de euros.

Hesitei em escrever esta peça hoje. Amo o meu Sporting, quero o melhor para o meu clube, acredito que os sócios, adeptos e simpatizantes do Sporting são os melhores do mundo, mas, por um lado, tenho receio da jornada dupla que se inicia amanhã, por outro que as minhas palavras sejam mal interpretadas.

Já disse inúmeras vezes que seria incapaz de escrever com uma agenda secreta - considero isso profundamente desonesto intelectualmente -, que apoiei anonimamente, como tantos, Bruno de Carvalho desde a primeira hora, quando nenhum dos meus amigos estava com ele, e que não conheço nem pessoalmente, nem institucionalmente (nem tinha de conhecer) qualquer membro da direcção/administração do clube/SAD.

Não tenho, por isso, qualquer informação privilegiada pelo que aceito o risco de as minhas reflexões, que convosco partilharei, poderem vir a ser consideradas especulativas. Ainda assim, farei uma interpretação baseada naquilo que resulta de informações que, aqui e ali, vão saindo na imprensa e que são do conhecimento geral.

Depois de uma extraordinária época de 15/16, o que é que correu mal no ano passado e quais os meus receios para esta temporada? 

Antes do fecho do mercado de Agosto, foi noticiado, até pelo próprio, o interesse de Adrien em aceitar o convite do Leicester. Sendo o 1º capitão, julgo que este episódio teve algum impacto na equipa. Mas, o pior estava para vir: no rescaldo da infeliz derrota em Madrid, epíteto que só pode ser atribuido devido à surpreendente e superior exibição conseguida (mérito de Jesus), o treinador, que no decorrer do jogo havia sido expulso, produziu a afirmação de que "com ele na zona técnica, a equipa não teria perdido". 

Um líder deve estabelecer uma linha de comando e deve descentralizar poderes. Assim, na sua ausência e mesmo na sua presença, deve dar "empowerment", em primeiro lugar, aos seus adjuntos. Ao transmitir que com ele não teríamos perdido transmitiu um sinal muito negativo sobre a competência da sua equipa técnica, a sua primeira linha de condução do grupo de trabalho.

A segunda linha de comando é a do balneário. Os capitães e os jogadores com mais protagonismo na equipa são os naturais líderes, os quais tanto podem ser uma grande ajuda para o treinador como constituir-se como uma enorme dor de cabeça. A dado momento e referindo-se a Slimani, o treinador afirmaria que a sua opinião (dele, argelino) valeria "bola", a dele (Jesus) é que seria importante. Estes excessos de Jesus merecem aqui um aparte: ser autoconfiante é ter a convicção de que, com mais ou menos trabalho, com dispêndio de mais ou menos massa cinzenta, eu, perante um problema, vou conseguir encontrar a solução. Outra coisa completamente diferente é ser arrogante, prepotente ou autoritário e tratar assim um dos jogadores mais importantes. É evidente que os jogadores não gostam de ver isso, como certamente não gostarão e, admito, não perceberão porque é que três jogadores titulares da época passada se encontram a treinar à parte. Refiro-me concretamente aos casos de Bryan Ruiz, Schelotto e Zeegelaar.

Quando a imprensa nos diz que todos os capitães de equipa pediram para saír ficamos sem saber se isso obedece a legitimas (desde que respeitem o clube) aspirações de darem mais um passo na carreira (afirmação que a mim me faz confusão estando eles no melhor clube do mundo) ou se existe um ambiente de crispação com Jesus, o que por vezes transparece nos jornais, embora não saibamos se essas noticias não são encomendas dos nossos concorrentes.

De uma maneira ou de outra, aqui, julgo eu, reside o maior problema. Se os restantes jogadores da equipa se apercebem que os colegas com maior autoridade querem saír, quem controla a exigência para com o clube e quem garante a integração dos novos recrutas e o saudável ambiente no balneário?

Jesus esteve quase a ganhar o campeonato. Se o tivesse conseguido seria hoje, provavelmente, um deus em Alvalade e estas situações seriam relativizadas, até porque os jogadores trocariam na sua cabeça o autoritarismo do técnico pela autoridade de lhe reconhecerem mérito e competência no "título"- porque Jesus pode ter poder, que lhe é conferido pela administração, mas autoridade é outra coisa, é quando os que lideramos nos reconhecem e eu não estou certo que isso, neste momento, seja real - mas, como tantas vezes no meu querido Sporting, a sorte foi-nos madrasta e Jesus não soube adaptar-se à má fortuna. mantendo o seu estilo habitual de quero, posso e mando.

Está tudo perdido? Não. Então, o que é que eu penso que deve ser urgentemente feito?

Jesus tem de começar por reestabelecer o elo emocional da equipa. A gestão é feita de erros, não há mal nenhum, nem constitui perda de autoridade, reconhecer algumas más decisões no seio do grupo. Jesus já terá percebido que, sem os jogadores, não vai lá. Bem pode trazer 11 ou 12 todas as épocas que os jogadores passam a palavra, trocam informações, pelo que o sentimento se manterá. Além disso, sempre que Jesus adia o que deve ser feito, apertando os laços do grupo, e pede mais um jogador ganha mais um "inimigo", o jogador que sente que o "newcomer" lhe vai tirar o lugar.

Assim, Jesus deveria terminar de pedinchar mais jogadores e concentrar-se, isso sim, naquilo que tem de melhor: o desenvolvimento unipessoal de cada uma das individualidades do plantel. Só o "upgrade" destes jogadores ajudará o clube a ser sustentável. Sem resolver os problemas atrás descritos, bem pode trazer uma legião de craques que alguns problemas graves continuarão por resolver.

Dirijo-me agora a si, Jesus. Por favor, mude. O Sporting este ano não pode falhar. Tem o plantel mais caro da sua história, mas precisa de formar uma equipa coesa, em que todos sejam vencedores, todos sejam importantes. A ausência do título aumentará para três anos o seu insucesso em Alvalade e para 16 anos a nossa infelicidade. Mais, a nossa (eventual) não presença na fase de grupos da Champions terá como consequência quase inevitável a necessidade de promover receitas extraordinárias, ou seja, a perda das nossas pérolas da formação, independentemente da boa gestão desta direcção/administração que já terá receitas mais substanciais na próxima temporada devido ao acordo (óptimo) conseguido com a NOS.

Jesus, está tudo nas suas mãos. Abrande um pouco a sua soberba (os nossos pontos fracos nunca conseguimos de todo irradicá-los, mas podemos disfarçá-los), toque a reunir, (re)afirme a sua humanidade, restaure a cultura táctica que me mostrou a equipa (de 15/16) que jogou o melhor futebol que me recordo nos 43 anos que tenho de idas ao estádio e faça cumprir o seu sonho, o sonho de seu pai, o meu sonho enquanto pai que quer que os seus filhos vivam um título, o sonho do meu amigo António Miguel que há pelo menos 30 anos me acompanha nestas lides e que comigo chorou "baba e ranho" quando um golo fortuito de Roberto nos eliminou injustamente perante o Barcelona, o sonho de todos NÓS, os melhores adeptos do mundo, o de fazer este clube, mais que um clube, uma grei, uma nação, um clã, finalmente CAMPEÕES. 

Eu vou estar lá!!!

Aos vossos lugares

Acredito que venha a ser um campeonato terrível. Pela primeira vez em muito tempo, diria que os três grandes têm 33,3% de favoritismo. Só que este é o primeiro campeonato com vídeo-árbitro e ao mesmo tempo uma sede imensa por parte de alguns canais de toda a polémica e mais alguma (pelo simples facto de essa polémica ter retorno em audiências).
De uma coisa tenho a certeza, seja quem vença em Maio, os outros não lhe reconhecerão mérito por isto ou por aquilo.
O Benfica parece mais fraco, em especial porque vendeu o extraordinário Ederson. O Porto mais forte, porque o efeito Conceição é visível e pode ter o efeito de voltar a criar aquela alquimia do “à Porto” que lhes valeu em muitos momentos nas décadas passadas. Sobretudo, digo eu, o Porto tem laterais muito fortes, o que num campeonato de jogo de ataque em 90% dos jogos como o português é vital.
No nosso caso, acredito que Podence, se tiver uma pontinhazinha muito pequenina de sorte, se pode transformar na coqueluche. Aquela sua rapidez de execução ainda não é completamente entendida pelos colegas e há muitas bolas tipo passe de olhos fechados que se perdem. Ou então, caro Daniel, esquece isso do último passe e foca-te na baliza. Em paralelo, Gelson precisa de ser libertado do estatuto de estrela da equipa. Tem futebol para tal, mas não me parece ter feitio para isso, o que está a prejudicar a sua decisão no último passe, só camuflada por colinho geral dos adeptos e da imprensa. O nosso gigante Bas Dost é mesmo um holandês, sem estados de alma e vai metendo-a lá dentro. Acuña é reforço e finalmente temos um sul-americano que come a relva e não é obcecado por fintinhas e adornos. Gosto de Bruno Sampdoria, mas acredito renderá ainda mais quando se aperceber da especificidade do futebol lusitano. Doumbia vai meter mais de dez golos e algo me diz que Gelson Dala terá mais minutos do que pensava. Iuri é homem para nos resolver jogos mas para chegar ao patamar em que o deixam em paz para ele fazer as coisas à sua maneira, também precisa de sorte e (talvez) de pedalar mais nos treinos. Para já o seu objectivo número um deve ser não ser emprestado em Dezembro. Espero que Coentrão segure o corredor e que do outro lado se passe a mesma coisa e consigamos evoluir para lá do drama Jefferson/Marvin/Esgaio/Schelotto, tudo rapazes fantásticos, mas sem potência para uma equipa que pretende ser campeã.
É pena William ir embora. Vê-lo a passear classe como central contra a Fiorentina, a jogar com aquele ar enganador de quem está de férias, foi um regalo.  

O ano que vem

 

Na próxima época, Sporting e Porto estarão unidos num objectivo importante: impedir que o Benfica seja penta. A questão é meramente simbólica mas sabemos como essas são sempre as mais importantes. Para o Porto o desafio é maior e mais grave, o que poderá funcionar como motivação na medida em que cada jogo (do campeonato) poderá ser jogado como uma final. No Sporting, acredito, estaremos mais concentrados em ser campeão. 

O vídeo árbitro (VD) será o principal destaque da próxima Liga dê lá por onde der. A polémica vai ser imensa, com os programas das televisões a terem aqui um novo inimigo porque, como se calcula, o VD é bom quando beneficia a nossa equipa e mau quando nos falha.
Acredito que seja sobretudo o Benfica o clube a ser mais condicionado pelo VD. O segredo dos últimos títulos (pelos menos dos últimos dois) está (também) na generosidade arbitral para com a raça de Luisão, Fejsa e Samaris em campo. Agora que sabem que podem ser expulsos por vídeo talvez estes jogadores se resguardem. É também por este motivo que acredito que o Porto deveria vender Maxi e o Sporting Adrien. Da mesma forma que o VD actuará em penalties, gostaria que fosse activado em simulações dos mesmos, embora não sei se isso está previsto. Interessante notar que um treinador como JJ, adepto de futebol atacante, positivo e organizado possa beneficiar do VD e um treinador mais invernoso, resultadista e focado na batalha do meio campo como Rui Vitória possa ser prejudicado. O Porto terá de ter em atenção este “novo” futebol na formação do plantel e na aquisição de novos jogadores.

O futebol é muito diferente e espectacular hoje em dia (quando comparado com quando eu era garoto, há uns 30/35 anos) por dois motivos: a lei do fora de jogo permitir que a jogada seja legal quando o avançado está em linha e os guarda-redes não poder jogar com as mãos se a bola lhe é passada pelo defesa. Acredito que o VD venha a ter impacto similar.

Agarrem-me senão eu saio

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Prometeram-nos o título.

O presidente, num daqueles exageros a que já habituou os adeptos, chegou a convidar os jornalistas a contemplar uma prateleira vazia no museu, garantindo-lhes que aquele era o espaço já reservado para a taça comemorativa da conquista da Liga 2016/17.

 

Prometeram-nos uma equipa de combate.

O plantel foi construído de raiz com as escolhas do treinador, acrescidas de duas ou três "prendas" que o presidente entendeu dar-lhe, na sequência da renovação do contrato ocorrida meses antes como prémio do segundo lugar no campeonato.

 

Prometeram-nos ser fiéis ao lema do fundador, o Visconde de Alvalade: Esforço, Dedicação, Devoção e Glória.

Anunciaram sem rodeios que estava de regresso o Sporting dos grandes feitos e das grandes proezas, com o maior investimento de sempre no futebol leonino e supostos craques aterrados em Lisboa, oriundos das mais diversas proveniências.

 

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Isto ocorreu entre Julho e Setembro.

Escassos meses depois, em Janeiro de 2017, o Sporting já estava arredado de todas as frentes da competição futebolística.

Uma derrota no Porto, mal iniciada a segunda volta, deixou-nos fora da luta pelo título e com a certeza antecipada de que a tal prateleira no museu de Alvalade permaneceria vazia.

 

Chaves atirou-nos para fora da Taça de Portugal, envergonhando a nação leonina.

O Vitória de Setubal empurrou-nos para fora da Taça da Liga, que viria a ser ganha pelo Moreirense.

Nas competições da UEFA, nem à Liga Europa chegámos. Porque nos foi travado o passo pelo poderoso Légia de Varsóvia, colosso do futebol mundial.

Fizemos exibições vergonhosas frente ao Tondela, ao Braga e ao Belenenses em casa. Chegámos a ser humilhados pelo Rio Ave em Vila do Conde.

 

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Balanço: fraco futebol para a fasquia que foi fixada. Digamos, sem limar arestas, que foi uma época perdida.

As contratações - "prendas" incluídas - revelaram-se um monumental fiasco.

Os craques afinal não o eram. Mesmo tendo sido escolhidos a dedo pelo treinador.

Concluiu-se que a equipa foi afinal mal organizada, estando servida por laterais paupérrimos nas duas alas. Laterais que vieram por designação do técnico, a quem o presidente fez questão de satisfazer com uma generosidade inédita na história do clube em geral e desta SAD em particular.

Descontente, apesar disso, o treinador termina a época queixando-se da necessidade de recorrer a "terceiras escolhas".

Esquecendo-se de que só ele foi responsável por tais escolhas.

 

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Num aparente milagre da multiplicação das fontes, começaram de imediato a circular notícias assegurando o súbito interesse do FC Porto - segundo classificado do campeonato - na aquisição do treinador da equipa situada em terceiro.

E não só do Porto: chovem as propostas de trabalho do estrangeiro, com o hipersupermegaempresário supostamente de telefone na mão, garantindo novos paradeiros para o profissional em causa. Da França, da Itália, da Espanha, da Inglaterra, da Turquia: todos o querem.

 

Já vimos esta telenovela.

É a reedição de outras, intituladas "Agarrem-me Senão Eu Saio". Que terminaram sempre com final feliz para o protagonista, contemplado com sucessivos aumentos salariais.

 

Chegou a altura de conceber outro fim para a telenovela. E de lhe atribuir novo nome. Adianto desde já uma sugestão: "Segue o Teu Rumo".

E manda um postal aos que por cá ficam.

Bryan, inteligência e magia

Os meus olhos são uns olhos (como dizia Gedeão) e foi com esses olhos que vi aquilo que contarei a seguir.

Outros com outros olhos terão visto coisas diferentes.

Vi o Sporting a jogar com uma nuance táctica que definirei como um 4x3x3 triângulos.

Quatro defesas.

Três médios, estando William no vértice do lado direito, dobrando Schelotto e Bryan no vértice esquerdo dobrando Marvin, no vértice superior Podence, encostando a Bas, na prática funcionando como 10 ou avançado vagabundo.

Três avançados (na prática quatro como vimos no parágrafo anterior) com Matheus e Gelson bem abertos nas alas e Bas no vértice superior deste segundo triângulo.

Nem William jogou a seis, nem Bryan a oito, este é o primeiro equívoco que grande parte dos analistas cometeram. Esta teoria prova-se, facilmente, quando Palhinha entra para o lugar de Matheus ocorre uma rotação de posições. Bryan vai para a posição de Matheus, William para a de Bryan e Palhinha para a de William.

Vejamos então, detalhadamente, as intervenções de Bryan no jogo.

0' 22'' - Recua para ajudar a defesa, recupera a bola e ensaia um passe para o lado direito. Schelotto deixa sair a bola pela linha lateral.

0' 50'' - Na sequência do lançamento lateral Bryan no lado direito da defesa protege a saída de bola pela linha de fundo. Pontapé de baliza para Patrício.

1' 30'' - Pressionado por dois jogadores do Tondela, atrasa para Coates.

1' 54'' - Recebe a bola na esquerda e ainda do nosso meio campo efectua um passe milimétrico para Bas.

4' 52'' - Pressionado, atrasa para Coates.

7' 50'' - Recebe a bola dum lançamento lateral e coloca em Bas.

9' 24'' - Executa um livre irrepreensível, defendido miraculosamente (como diria Teodora) pelo guarda-redes tondelense.

10' 26'' - Comete uma falta cirurgica, impedido uma transição rápida "verdamarela".

11' 00'' - Passe longo para Matheus.

11' 12'' - Passe para William.

12' 00'' - Marca canto do lado direito, para o segundo poste, surge o "gigante" Podence a cabecear.

12' 20'' - Corta de cabeça no meio campo defensivo, colocando em Podence.

12' 38'' - Recebe a bola de Marvin e sofre falta sobre a linha que divide o campo a meio.

16' 33'' - Ganha uma bola no meio campo e coloca em Podence.

17' 20'' - Recupera a bola e desanuvia para Paulo Oliveira

18' 53'' - Circula a bola com William

19' 03'' - Recupera a bola, abre para Schelotto que vai à linha e cruza. Bryan tenta dominar com o peito mas é estorvado dentro da área (penalty perdoado ao Tondela?).

20' 00'' - Recebe a bola com o pé direito (aí a uns 10 m da área do Tondela) e quando tenta ajeitá-la para o pé esquerdo é desarmado por trás, sem falta.

20' 18'' - Ajuda William a resolver o roubo de bola anterior.

22' 41'' - Controla a bola a meio campo, joga com William.

25' 33'' - Recupera e desanuvia para Coates.

25' 40'' - Tabela com Coates.

25' 56''- Tabela com Coates.

26' 02'' - Sai em drible e coloca à entrada da área para Podence.

26' 43'' - Recebe a bola na nossa área e coloca-a em Bas

27' 33'' - Recebe de Marvin, tabela com o holandês, desmarca-se para a área, Marvin joga para Matheus e a jogada perde-se.

28' 30'' - Marca um livre perto da nossa área, falta sobre Marvin.

31' 53'' - Passe em profundidade para Matheus a rasgar a defesa contrária. A bola é rechaçada pela linha lateral. Desse lançamento, executado por Marvin para Podence vai nascer o primeiro golo de Bas. Na origem da jogada, Bryan.

34' 11'' - Marca um livre para Coates.

34' 29'' - Um momento de magia, pára com o peito, domina com o joelho esquerdo e com o pé canhoto faz uma assistência para Gelson que é meio golo, o 77 arranca atrasado e deixa-se antecipar pelo guarda-redes.

36' 00'' - Sai em drible pela esquerda e coloca na área em Matheus.

36' 22'' - Recupera mais uma bola no meio campo, coloca em Podence.

37' 54'' - Alivia dentro da nossa área, de cabeça, na sequência de um livre (não) cometido por William (mão/ombro, consoante o jogador se chamar William ou Nelson Semedo; para o primeiro, a mesma parte do corpo, é mão, para o segundo, ombro)

39' 44'' - Abertura para William.

40' 18'' - Recebe após um lançamento lateral e dá de calcanhar para Matheus.

40' 43'' - Corta e atrasa para William.

41' 00'' - Tenta recuperar mais uma bola, esta escapa-lhe sem perigo, a defesa resolve.

41' 52'' - Aparece no ataque a combinar com Podence.

42' 03'' - Joga com Paulo Oliveira.

42' 31'' - Combina com William.

43' 20'' - Marca canto do lado direito, Paulo cabeceia como mandam as regras, a bola passa a centímetros da trave.

45' 10'' - Recebe após lançamento lateral, passa para Paulo Oliveira.

Vamos para intervalo, como vimos, até agora, Bryan esteve "péssimo", está na origem da jogada que dá o único golo, marcou dois cantos que poderiam ter dado golo, um livre que não entrou por milagre e foi carregado dentro da área tondelense numa jogada de possível penalty.

45' 28'' - Parte como uma seta pelo corredor esquerdo , dribla, corre até à linha de fundo e faz um cruzamento perigosíssimo para o coração da área, a defesa do Tondela alivia pela linha lateral.

46' 19'' - Recebe no meio campo, joga em William.

46' 36'' - Controla a bola e passa-a a Coates.

48' 50'' - Sai a jogar, coloca em Matheus.

48' 55'' - Controla a bola e passa-a a Coates.

49' 09 - Passe para Podence.

50' 45'' - Mais uma jogada de ataque, coloca em Matheus.

52' 00'' - A tal jogada, a jogada Monty Python que crucificará Bryan. Vejamos como ocorreu. Recebe a bola de William e coloca em Matheus, este atrasa para Marvin que endossa o esférico a Bryan, o capitão da Costa Rica, passa a bola a um jogador do Tondela (não há outra forma de dizê-lo) apercebe-se, imediatamente, do erro, recua, Coates vai à bola e incomoda o tondelense, Bryan consegue cortar a jogada na direcção da linha lateral onde já está Marvin, o holandês não chega à bola, nem faz falta, deixa andar, a bola é atrasada, Bryan está a ocupar o espaço à frente da área e a bola é atrasada quase para a zona do grande círculo onde está Podence, que não ataca nem a bola, nem o jogador do Tondela, daqui a bola vai para as proximidades da área, onde estão William e Paulo Oliveira, vem, novamente, para trás para a zona onde está Podence, daqui vai para a zona onde estão Coates e Marvin e daí é cruzada para a área onde Paulo Oliveira se deixa antecipar. Parece-me demasiado simplista dizer que Bryan foi culpado deste golo, quem não viu o jogo pensará que ele atrasou a bola para Murillo e este fez o golo. Não foi bem assim.

A seguir a esta jogada Bryan iniciará o lance do 1-2 como veremos a seguir.

53' 55'' - Passe a rasgar para Matheus, este descobre Bas e golo! Parece simples.

75' 48'' - Passe para Matheus, este descobre Bas e penalty. 1-4.

Um para o Tondela, quatro para o Sporting (Bryan não participa na jogada do penalty sobre Gelson que se desenvolve pelo lado direito).

Bryan, como vimos, esteve em  três dos golos leoninos, há olhos que não vêem as flores que ele fez mas acusam-no dum escolho que não fez.

Quem diz escolhos diz flores, de tudo o mesmo se diz , onde uns vêem luto e dores, outros descobrem cores do mais formoso matiz.

As evidências

«Jesus diz que tirou Bruno, Alan, depois Bryan, e que a equipa perdeu capacidade de construir. É verdade. Tal como é verdade que William se desnorteou tacticamente quando ficou com a missão de pressionar alto e que o Sporting acabou o jogo num 4-2-4 sem a mínima ligação e com os centrais sem saberem muito bem a quem entregar a bola. Enquanto isso, Podence nem saiu do banco, Matheus marca golos pela B e Francisco Geraldes, sentado na bancada, via, tal como eu, aquele vazio de quem pegasse na bola e pensasse o jogo.»

Cherba, n' A Tasca do Cherba

 

«Não compreendo como é que, estando a época perdida, não aproveitamos as oportunidades que temos (e que serão poucas) para dar mais oportunidades a jogadores que podem fazer parte do futuro do Sporting em relação aos que não farão parte do futuro do Sporting. Falo da colocação de Joel Campbell em campo. Daqui a dois meses e picos vai embora e dificilmente voltará. Não faria mais sentido colocar Podence, naquelas circunstâncias?»

Mestre de Cerimónias, n' O Artista do Dia

 

«Não faz sentido algum que jogadores que sabemos serem opção para sair no final da época ganhem os minutos que jogadores com tanto futuro como Podence, Geraldes ou Matheus deveriam ganhar. São estas inconsistências que me fazem acreditar que não vale a pena ter “estrutura” nenhuma quando a decisão última de JJ contraria qualquer racionalidade e salta aos olhos de qualquer treinador de bancada que pelo menos Geraldes tem lugar no actual meio-campo do Sporting, muito mais que Bryan Ruiz.»

Javardeiro, no Leão de Plástico

 

«Não há como disfarçar: a quase totalidade da palavra fracasso com que se qualificará a época em curso tem sido escrita pela mão de Jorge Jesus. Começou por desbaratar a oportunidade que lhe foi concedida na carta branca embrulhada em vários milhões de euros e agora, na versão económica, não encontra a fórmula de rentabilizar os jogadores que tem à disposição, de forma a devolver competitividade à equipa e preparar o futuro.»

José Duarte, n' A Norte de Alvalade

 

«Um Sporting que, dois anos depois, ainda faz experiências na defesa à procura do Santo Graal defensivo, uma equipa que denuncia a cada momento o momento seguinte, que oscila como varas verdes com qualquer brisa, é uma equipa que dificilmente vencerá. Seja lá o que for. E não me venham falar de pressão. Coitadinhos dos jogadores. Pressão é levantar-se todos os dias para trabalhar, muitas vezes em empregos precários e sem tabuletas no horizonte a dizer: vacances.  Haja paciência!»

Gabriel Pedro, n' A Insustentável Leveza do Liedson

 

«Por quanto tempo mais teremos todos de continuar a ser confrontados, jogo após jogo, com os farrapos de desculpas de eventuais debilidades estruturais, de eventual falta de empenho dos atletas ou de eventuais erros de arbitragem e nunca, jamais, em tempo algum, a honesta e frontal assunção das culpas sobre cuja origem já nenhum adepto leonino terá dúvidas?!...»

Álamo, no Leoninamente

A obrigação de tudo fazer

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É sempre assim. Rui Patrício coloca a bola num dos centrais, que a remete para um lateral. Este ou progride uns metros com ela ou apressa-se a devolvê-la ao central, que por sua vez a transfere para o médio defensivo. William, o primeiro pensador da equipa, deixa a bola bem colocada nos pés de Adrien, outro pensador e um transportador de luxo no eixo do terreno. Não tarda muito, a bola está com Gelson Martins, que faz dela o que quer na ponta direita, terminando no entanto quase sempre com um centro desfeito pela defensiva adversária.

O Sporting constrói o seu jogo quase sempre da mesma maneira - a que descrevi no parágrafo anterior. Com exagerada tranquilidade nas situações de posse de bola e uma tremideira inexplicável quando a perdemos. Com um número excessivo de passes curtos que conduzem a situações de bloqueio a meio-campo, forçando atrasos ao guarda-redes e o recomeço da construção ofensiva exactamente nos mesmos moldes.

 

Ao manter a linha defensiva muito avançada e os laterais actuando como extremos na tentativa reiterada de bombear a bola na área após o fracassado cruzamento inicial de Gelson, a nossa equipa torna-se demasiado previsível e presa fácil até para adversários medíocres, que se apresentam em campo com a lição bem estudada. Qualquer contra-ataque rápido leva o pânico ao nosso reduto defensivo, apanhado vezes sem conta desposicionado.

Adaptar este modelo, tornando-o mais versátil e sinuoso, menos previsível e ajustado às características dos intérpretes, é missão prioritária do treinador, que deve conferir-lhe dinâmica. Porque a posse de bola dissociada da linha de baliza, sem velocidade nem convicção ofensiva, pode deslumbrar os amantes domésticos do tiquitaca mas só por mero acaso nos conduz à conquista de troféus.

 

E é isso que nós queremos: troféus. Chega de basófia para alimentar manchetes, chega de refregas verbais com terceiros, chega de alusões aos violinos do passado. São já demasiados anos sem inscrevermos o nome do Sporting na galeria dos campeões nacionais em futebol. Há milhares de adeptos muito jovens, de inquebrantável espírito leonino, que aguardam isso, que exigem isso, que merecem isso.

Em nome destes adeptos que nunca festejaram um título de campeão, este Sporting de Bruno de Carvalho e Jorge Jesus tem a obrigação de tudo fazer para não lhes defraudar o grande sonho, tantas vezes adiado.

Erros atrás de erros

1. Jorge Jesus escalou mal a equipa no jogo de ontem. As "poupanças" são más conselheiras. Deixar de fora do onze titular  Adrien, Gelson, Bas Dost e Bruno César em simultâneo só podia dar no que deu: 45 minutos de avanço ao V. Setúbal (que aliás esteve prestes a adiantar-se no marcador no primeiro lance do jogo, se não fosse uma magnífica defesa de Beto) e necessidade de reformular a equipa logo ao intervalo. 

Passa pela cabeça de alguém?

 

2. É cada vez mais evidente que a política de contratações levada à prática pelo Sporting no passado Verão foi desastrosa. Ninguém pode negar esta evidência: temos uma ausência clamorosa de segundas linhas. Tirando Beto, Bas Dost e Campbell, tudo o resto devia ser devolvido sem demora à proveniência. A começar pelo inútil Markovic, que ontem voltou a demonstrar ser uma nulidade.

Castaignos, o avançado incapaz de marcar golos, é um novo Barcos. Douglas, um pinheiro plantado na nossa área. Petrovic não calça, Alan Ruiz também não. Meli tornou-se invisível. Paulista nem sabemos se ainda treina de verde e branco. André distingue-se pelos golos que é incapaz de marcar (ontem falhou dois à boca da baliza). Elias, mesmo tendo marcado um golito, voltou a ser de uma vulgaridade gritante nesta partida do Bonfim.

Ninguém assume responsabilidades por tantas contratações desastrosas, que tornam este plantel o pior - e o mais caro - desde que Bruno de Carvalho ascendeu à presidência?

 

3. Se somarmos ao que escrevi acima o apagamento total de Bryan Ruiz, que ontem teve a pior prestação de sempre pela nossa equipa e acabou por ir tomar duche ao intervalo, temos o quarto rombo da temporada. Somado às saídas de João Mário, Slimani e Teo Gutiérrez.

Bryan continua, mas só de espírito: as pernas - e por vezes a cabeça - parecem ter emigrado para parte incerta.

 

4. O que se passa com Matheus Pereira? Está de castigo? Se não serve para jogar na Taça Lucílio Baptista serve para quê? Alguém acredita que este jovem da nossa formação faria pior figura do que algumas nulidades que ontem se arrastaram no campo do Bonfim?

Vamos emprestá-lo para manter em Alvalade os poltrões que mencionei acima? E o que esperamos para trazer Palhinha, Tobias Figueiredo e Francisco Geraldes de volta? Não será também a altura de mandar regressar André Geraldes e Jonathan Silva?

Custa assim tanto perceber que é possível fazer muito melhor por muito menos dinheiro se soubermos gerir bem os recursos próprios em vez de importarmos cabazadas de jogadores inúteis que só vêm para Portugal fazer turismo e ganhar dinheiro que não merecem?

Análise dos reforços leoninos

Dos reforços do Sporting, até agora, tenho a dizer o seguinte:

Alan Ruiz - Revela bom toque de bola, tem faro de golo e remate bem colocado. Falta-lhe disciplina táctica. Ainda não encontrou o lugar ideal para actuar.

André - Poder de remate e capacidade de fazer passes de ruptura. Falta-lhe integração no colectivo.

Bas Dost - É reforço, sim. Grande potencial de golo, homem de área por excelência, muito posicional, não perde a baliza de vista.

Campbell - Bom no confronto individual e na forma de tratar a bola, mas displicente em termos tácticos. Pouca ou nenhuma vocação para se envolver na organização defensiva. Sabe marcar golos, como já demonstrou.

Castaignos - Uma enorme incógnita.

Douglas - Outra enorme incógnita.

Elias - Regressou três anos depois a Alvalade, mais velho e aparentemente ainda mais lento. Tem boa leitura de jogo, mas as pernas não parecem funcionar ao mesmo ritmo. Prestação sofrível em Madrid.

Markovic - Movimentos desgarrados, inconsequentes. Nada fez até agora que deslumbrasse os adeptos neste regresso a Portugal.

Meli - Mal se deu por ele até agora. Onde andará?

Petrovic - Preso de movimentos, sem capacidade de passe. Ainda não se estreou na época oficial.

8 coisas sobre o jogo de ontem mais ou menos evidentes

 
Acosta, Liedson, Slimani. São muitas épocas a jogar com um ponta de lança carraça para os defesas; com Jardel pelo meio a fazer de excepção. Épocas para quem? Para nós, os adeptos que ontem não vimos nada disso.

Com justiça, JJ avisou que os novos jogadores não eram nem Slimani nem João Mário. De outro modo, seria Dost, ou André, ou Markovic no Inter ou no Leicester.

O que se passou ontem dá razão a JJ em não ter deixado que Adrien saísse. Imaginem que ele nem estava em campo…

Os golos do Rio Ave foram bem desenhados - mas a sorte esteve do lado deles. Não se marcam 3 golos de rajada sem fortuna. Isto não desvirtua o mérito, apenas para notar que aquela do André (ainda com 0-0) também podia ter dado golo. E sim, claro, também sei que se a vossa avó tivesse rodas seria táxi e também sei que o SCP já ganhou com sorte.
Para concluir – neste ponto – que é altamente duvidoso que RA volte a marcar três em tão pouco tempo e que o SCP os volte a sofrer.

 

Percebeu-se logo que iria ser um jogo terrível para nós. Rio Ave jogou bem e mereceu ganhar. Bem Capucho na leitura do jogo e melhor ainda os jogadores a interpretá-la. Pelo semblante de JJ ainda na primeira parte percebeu-se que nem ele “acarditava”. 


JJ é um personagem que anima o nosso futebol, suscita boas capas de jornais e animados debates. Gosto dele como sempre gostei. Como gosto de outros protagonistas com cromices. Qual é o problema de ele se achar o melhor? Para mim não há problema nenhum e mesmo que fiquemos em terceiro ou quarto, ainda bem que está connosco!

Claro que Campbell e André foram dois jogadores a menos no primeiro tempo, sobretudo porque não pressionaram alto ou altíssimo como queiram. Bruno César, cá para mim, foi vítima de circunstâncias.

Benfica, como já escrevi, é campeão e favorito. Os seus jogadores são menos ansiosos e têm mais experiência. Nota-se aliás o inverso no Porto. É a vida.

Agora que o mercado fechou

Tem alguma graça a exigência que já está a ser colocada no SCP, depois do fecho do mercado lhe ter dado quase unanimemente o troféu de campeão (do mercado). Tem graça porque a equipa perdeu dois elementos nucleares que têm o peso específico de cada um, o peso atribuível no equilíbrio da dinâmica colectiva e ainda – talvez mais importante – aquele factor xis que os jogadores que valem milhões têm e que os distinguem. Para quem não se lembra, o SCP demorou anos a libertar-se do fantasma de Liedson - que era tão especial que condicionou a equipa a um tipo de jogo que se revelou tão terrivelmente ineficaz sem ele que até ficámos em sétimo num dos anos seguintes.
Slimani era o primeiro trinco da equipa e João Mário, muitas das vezes até era o segundo (porque Teo não estava para isso e porque Bryan é outro tipo de pressão, mais macia). Quem voltar a ver os jogos da nossa selecção no Euro, em especial os quartos, meias e final, verá um João Mário de arte invisível mas de uma utilidade e maturidade táctica invulgares. O Sporting ganhou em Paços também porque Slimani, mesmo com a cabeça nas nuvens da liga inglesa, ganhou aquela bola gasta que haveria de servir para dar o golo a Adrien.
Slimani é um avançado rijo, combativo, com gosto de golo e de glória, ambicioso e determinado e com o pulmão de um toiro. Como diria JJ, ninguém veio dar uma trintena de milhões pelos que agora o SCP cá tem, pois não?
Dizer que o SCP é ‘obrigado’ a ganhar o título e ‘obrigado’ a bater-se de igual para igual com Real e Dortmund é um daqueles saltos lógicos próprios de uma mentalidade oito-ou-oitentista.
Aceitemos que o plantel do SCP é forte e potencialmente muito forte, mas no Benfica quase todos os jogadores foram campeões várias vezes e muitos deles são obviamente muito bons. Numa liga de ataque sistematizado como a nossa (em 95% dos jogos) não há ninguém como Jonas para a meter lá dentro, aparecendo vindo sabe-se lá de onde.
É nos joguitos cansativos, de sábado de chuva, no lusco-fusco, em campos onde há corneteiros, que os jogadores de milhões se têm de motivar e lutar para ganhar a adversários chatos que dão tudo por tudo. Não estou por dentro do processo de manutenção de uma equipa de futebol de topo, mas intuo que não deve ser nada fácil extrair rendimento total de um artista e de uma equipa numa sexta à hora de jantar na Choupana ou no Bessa, que sabe que na quarta vai jogar com o Dortmund. O desafio será esse. E não há muito tempo. Para ilustrar o meu ponto, no ano passado, a loucura saudável de Renato Sanches nesses jogos, a levar a equipa às costas, foi essencial para o Benfica ganhar esses joguinhos e o título. 
RS era alguém que não se poupava e foi esse o sortilégio do Benfica. Se Rui Vitória resolver o problema depressa, o Benfica será o principal candidato, acredito. 
Porquanto, dizer que o SCP tem obrigação de ganhar o campeonato é uma tolice. Tem a obrigação de fazer um grande campeonato, como o Benfica tem e o Porto terá ligeiramente menos. No fim ganhará apenas um, para acabar de forma óbvia, mas é jogo a jogo que a história se escreverá, para terminar de maneira ainda mais óbvia.

O que mudou?

No dia 1 de Outubro de 2015, o Sporting Clube de Portugal deslocou-se à Turquia para defrontar o Besiktas, tendo-se feito representar pelo seguinte onze: Rui Patrício, Jonathan Silva, Naldo, Tobias, João Pereira, William Carvalho, Alberto Aquilani, Carlos Mané, Matheus Pereira, Bryan Ruiz e Teo Gutiérrez.

 

O onze de ontem era um “pouco” diferente e contava apenas com seis alterações…

 

Com isto não quero dizer que o onze anterior tinha menos qualidade, apenas posso concluir que era um pouco diferente. Ontem alinharam Paulo Oliveira, Jefferson, João Mário, Adrien Silva, Slimani e Fredy Montero nos lugares de Jonathan Silva, Tobias, Alberto Aquilani, Carlos Mané, Matheus Pereira e Teo Gutiérrez.

 

Na minha perspectiva, estas alterações acrescentaram maturidade, objectividade e criatividade.

 

Paulo Oliveira e Jefferson trazem maturidade à linha defensiva. As rotinas de jogo que Adrien Silva e João Mário apresentam, acompanhados por William Carvalho, acrescentam maturidade e criatividade ao nosso futebol. Por fim, Slimani é o jogador que qualquer treinador queria ter no seu plantel. Ele nunca desiste… É o primeiro jogador a defender e não dá um lance por perdido.

 

Mas será que foram estas alterações que fizeram toda a diferença? Sinceramente… Acho que não.

 

Estamos diferentes porque finalmente estamos rendidos ao nosso lema. Só com esforço, dedicação e devoção é que chegamos à glória. Parece que finalmente encontrámos a nossa identidade.

 

Saudações Leoninas

Quebra física: motivo de preocupação

O que menos interessa agora é chorar sobre o leite derramado. Mas não vou mudar de assunto sem reflectir sobre as culpas próprias no descalabro da segunda parte de ontem em Moscovo. Ao intervalo, tínhamos lugar na Liga dos Campeões: um golo fora, somado aos dois obtidos em Alvalade, chegava e sobrava para bater a buliçosa turma russa, que só conseguira fazer chegar uma vez a bola ao fundo da nossa baliza, na primeira mão.

Acontece que o nosso treinador mexeu tarde na equipa - e mexeu mal. Chegou a ser confrangedor ver como alguns jogadores se arrastaram longos minutos em campo. Com destaque para Bryan Ruiz, Carrillo e Aquilani (Teo, exausto, já tinha dado lugar a Slimani aos 68'). As entradas de Montero (que não chegou a tocar na bola) e Carlos Mané, aos 89', foram tão tardias que se tornaram escusadas.

Disse no fim o treinador que estava à espera de um putativo prolongamento para refrescar a equipa. Foi a confissão de alguém que não se mostrou ao nível deste desafio: o prolongamento não chegou a ocorrer precisamente porque o nosso onze não foi refrescado e revigorado em tempo útil.

Esta é, aliás, uma questão que me preocupa - a dos elevados índices de quebra física do onze titular leonino: recordemos que Jefferson não chegou a embarcar para Moscovo por fadiga muscular. Uma questão que merece reflexão séria também ao nível das competições internas. Já basta dois dos nossos melhores jogadores - William Carvalho e Ewerton - estarem fora de competição por lesões prolongadas. 

Quanto ao resto, reconheçamos que a Liga Europa é uma competição muito mais acessível ao Sporting do que a Liga dos Campeões. As coisas são o que são.

The day after

«Um sonoro rugido de leão ecoava em Alvalade. Era o Sporting, versão 2015/16, em apresentação oficial, antes do jogo com a Roma, para a quarta edição do Troféu Cinco Violinos. O mote estava dado: o acordar do leão - era o que se lia no relvado (...). E este acordar tem um maestro: Jorge Jesus. O novo treinador sportinguista, de resto, foi dos mais aplaudidos da tarde/noite. O efeito Jesus a fazer sentir-se em Alvalade. E ainda por cima o Sporting ganhou o troféu.»

Rui Baioneta, A Bola

 

«O Sporting está a sair de forma promissora na pré-época. Depois de vencer um torneio na África do Sul, apresentou-se aos sócios derrubando o Roma, opositor com assento directo na Liga dos Campeões e que já tinha defrontado Real Madrid e Manchester City sem perder (empatou com ambos e ganhou aos madrilenos nos penáltis). O leão mostra força, organização e princípios de jogo.»

Carlos Machado, O Jogo

 

«Ninguém pode negar à equipa de Jorge Jesus a arte de ganhar bem e mostrar uma superioridade indiscutível.»

Rui Dias, Record

 

«Cinco jogos, outras tantas vitórias e dois troféus conquistados. Sobressaíram [ontem] os nomes de Slimani, incansável e a caminhar a olhos vistos para um estatuto de intocável, e Jefferson, enquanto batedor de bolas paradas capaz de acentuar o factor de desequilíbrio quando o aperto dos jogos for grande.»

Rui Miguel Gomes, O Jogo

 

«Um triunfo frente à Roma, mesmo num jogo com ritmo baixo e sem grandes preocupações competitivas, é um bom tónico para o que se segue. A equipa confirmou que está a crescer e, sobretudo, a conseguir encontrar pontos de definição. Precisamente o que ainda não se viu no Benfica até ao momento.»

Nuno Farinha, Record

 

«A equipa já defende com bastante eficácia, já pressiona com alguma intensidade e é aquela que, na hora de rematar, mais afinada está. Há optimismo no ar para as bandas de Alvalade. (...) E que interessante será, daqui por oito dias, o reencontro de Jesus com o Benfica.»

Rogério Azevedo, A Bola

Sobre estes dias

Começando pelo mais importante: apoio totalmente a saída de Marco Silva e o processo disciplinar que lhe foi instaurado, com vista à rescisão do contrato com justa causa. 

Marco Silva, penso que todos o sabíamos, ia sair no final desta época. Os acontecimentos a meio da época nunca foram verdadeiramente resolvidos. A bem da estabilidade, Bruno de Carvalho e Marco Silva ficaram cada um no seu canto, mas o destino estava traçado. Segundo sei quem foi eleito pelos sócios do Sporting foi Bruno de Carvalho e Marco Silva é um empregado do clube a quem este nunca faltou com as suas obrigações. Numa relação laboral, ainda mais com a exposição mediática que esta tem, o respeito pela instituição e pela hierarquia é fundamental. Não aprecio de forma alguma o método que Marco Silva utiliza, dirigindo-se sempre aos adeptos do Sporting, tentando desse modo ter o seu apoio e por oposição afastando-os do seu Presidente. Fê-lo nas conferências de imprensa e entrevistas rápidas na altura do black out e voltou a fazê-lo ontem, já depois de saber que o Sporting lhe tinha instaurado um processo disciplinar. Não sei se a decisão chegará ou não a tribunal, sei que confio plenamente, e esta direcção já o provou no caso Bruma, que os argumentos para a justa causa existem. Caberá assim à justiça decidir, e como sempre, esta direcção honrará a decisão que daí surgir.

 

Agora não queiram que eu como gelados com a testa. É sabido que Bruno de Carvalho desde que foi eleito, acabou com muitas “simpatias” que existiam no nosso clube. A verdadeira reestruturação, que ainda decorre, permitiu reduzir um passivo monstruoso em mais de 50 milhões de euros. Reduziu de forma drástica o orçamento anual para o futebol. Mesmo com estas condicionantes conseguimos ganhar a segunda maior competição em Portugal. Ainda há alguém que ache que esta conquista pertence em exclusivo a Marco Silva? Não, pertence a todos, ao treinador, aos jogadores, aos adeptos e à direcção. Ao longo desta época foi aqui no blog demonstrado inúmeras vezes os ataques soezes que, a coberto de uma suposta isenção jornalística, o nosso Sporting foi alvo. Que não restem quaisquer dúvidas: há um objectivo claro por parte de poderes instalados, arrasar e destruir esta direcção. A postura condescendente em relação a Marco Silva em contraponto com o verdadeiro confronto a qualquer atitude ou posição assumida por Bruno de Carvalho é mais do que prova sobre a campanha que está em curso.

 

Exemplos?

Ainda nestes dias o "comentador" Joaquim Rita clamava pela falta de ética de Bruno de Carvalho por ter contratado JJ enquanto Marco Silva era treinador do Sporting e ao mesmo tempo elogiava o Benfica por tentar contratar Nani, sim o que está emprestado ao Sporting. Ribeiro Cristóvão, dizem Sportinguista, é outro que tal, o ódio profundo que tem a esta direcção leva-o a aproveitar o palco na SIC para de forma continuada denegrir toda e qualquer acção desta direcção.

Ontem na RTP o pivot de serviço "garantia": Confirmado está que JJ irá ganhar 6 milhões de euros, não se sabe é de onde virá esse dinheiro, mas fala-se da Guiné Equatorial e Angola. Horas antes o Sporting tinha divulgado em comunicado que todos os boatos que circulavam sobre resmas de maços de notas a chegar de todo o lado eram invenções, informação que passou praticamente despercebida em todos os OCS.

 

Curiosamente nunca vi nenhum jornalista interessado em investigar todos os negócios chapa 15 milhões que vão surgindo no outro lado da 2ª circular, não vejo ninguém a investigar a forma como fundos como a Doyen estão literalmente a adquirir clubes e passados uns anos deixá-los na falência. (no Brasil há boas reportagens sobre este assunto, é procurar).

Não há clube em Portugal que ao longo da sua história tenha contribuído mais para o aparecimento de grandes profissionais de futebol que o Sporting. Os excelentes resultados da nossa selecção devem-se em grande parte, ao trabalho desenvolvido pelos escalões de formação do nosso Sporting. É este facto reconhecido pelos OCS? Não, o que temos são entrevistas de dois em dois meses ao presidente do Benfica a falar sobre um tal cubo mágico, uma coisa qualquer que existe no Seixal.

 

Que os Sportinguistas não se deixem enganar, o que se está a passar nestes dias é um verdadeiro ataque dos poderes instalados ao nosso Sporting. O objectivo é um único: afastar Bruno de Carvalho e manter o status quo.

Por mim vamos à luta, é o único caminho.

 

Nivelar por cima, não por baixo

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Com o terceiro lugar garantido, conferindo ao Sporting o acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, aproxima-se o tempo do balanço da prestação da nossa equipa no campeonato 2014/15.

Temos de reconhecer que em demasiados desafios houve um erro de atitude.
Nos chamados jogos mais "fáceis" a equipa facilitou, tirou o pé do pedal, contemporizou com o adversário. "Lateralizando", para usar a sábia expressão desse génio dos neologismos chamado Luís Freitas Lobo.

Houve também, por vezes, erros de leitura táctica. Como ficou bem patente no recente Estoril-Sporting.
Este jogo devia ter sido enfrentado de outra maneira desde o minuto inicial. Com maior pressão atacante (à semelhança do Moreirense-Sporting, disputado duas semanas antes: o modelo era esse e bastava copiá-lo) e colocando dois homens à frente. Até porque - está mais que provado - Montero não rende tão bem quando o deixam sozinho, na grande área, à mercê dos cruzamentos despejados das laterais.

 

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Ou se adapta a táctica aos jogadores que existem ou se insiste em modelos tácticos perante jogadores que não têm características para renderem nesses modelos.
Tem-se abusado deste último caso.
Acresce que, na última jornada, o resultado foi ainda mais difícil de aceitar numa cultura de exigência que deve sempre acompanhar o espírito leonino porque o Estoril é uma equipa modestíssima, com a segunda defesa mais batida do campeonato e que pertence à 'Liga dos Últimos'.
Se não jogamos em 4-4-2 perante uma equipa destas haveremos de jogar assim com quem?


Falo por mim: detesto ver a equipa do Sporting resignada em campo. É a antítese do Leão, símbolo do clube. Foi o que aconteceu no domingo, excepto durante um quarto de hora em que marcámos o golo e podíamos ter marcado mais dois.
Logo a seguir, voltámos à modorra do início. E dela não saímos até ao apito final.



Poupar forças para a final da Taça verdadeira?

Deixem-se de tretas. O maior estímulo é vencer. Com este décimo empate no campeonato, voltámos a dar um passo atrás. Ou seja, ficámos um pouco mais semelhantes ao Braga, que devemos derrotar dia 31, no Jamor, para salvar a época.
Temos de nivelar-nos por cima, não por baixo. O Sporting é um grande entre os grandes, não um clube médio que oscila entre o assim-assim e o tanto-faz.

Leituras do jogo

«Em seis temporadas na Luz, nunca Jesus tinha sido tão descaradamente "italiano" como desta vez. Mostrou, ao mesmo tempo, respeito pelo Sporting. Entregou a iniciativa de jogo aos leões, procurou ocupar o máximo espaço possível na zona central e obrigou os extremos a participar mais do que é habitual no momento defensivo. Tudo somado, foi um Benfica incaracterístico, desligado, pouco atractivo, que não vale o preço do bilhete. Um Benfica resultadista como até ontem não se conhecia.»

Nuno Farinha, Record

 

«Julgar o sucesso de uma estratégia pelo que acontece nos últimos 50 segundos de um jogo leva sempre a conclusões duvidosas. Aos 93 minutos do Sporting-Benfica, Jorge Jesus contemplava uma derrota desmoralizante e dois concorrentes à distância de, respectivamente, um deslize (três pontos) e um deslize e meio (quatro). Ter conseguido resgatar o empate no minuto que faltava transforma em brilhante uma opção ultradefensiva que, sem o golo de Jardel, adeptos e analistas estariam agora todos a injuriar? A resposta honesta é não.»

José Manuel Ribeiro, O Jogo

 

«Marco Silva e o seu grupo podem dedicar-se melhor ao que deve ser o grande objectivo para esta época: reforçar e consolidar a equipa. A reformulação do centro da defesa e a recuperação plena do enorme talento de Montero, por exemplo, são sinais de que o crescimento está aí e de que esse é o caminho. Agora, basta percorrê-lo.»

Alexandre Pais, Record

Empates e empatas

Saí ontem de Alvalade agridoce, frustrado mas não descontente.

Ver o jogo no estádio é ver muito mais e muito mais parcialmente de quem o vê na TV, ou com a parcialidade do meu ponto de vista em vez do ponto de vista do realizador televisivo, supostamente imparcial. Por exemplo: como o adversário de ontem me é de todo indiferente – são uns tipos de camisola encarnada que vão uma vez por ano a Alvalade – não fiz a mínima ideia quem eram nem como jogaram individualmente. Depois ouvi dizer que um tal Samaris deu nas vistas, talvez, mas eu só vi um jogo fabuloso de João Mário (cada vez gosto mais dele...) a encher o meio-campo acerca do qual nada disseram os comentadores – cada um tem a parcialidade que quer, escusa é de disfarçar...

O que vi?

Vi uma equipa do Sporting que já não via há muito tempo: concertada e coesa como um relógio, sem pontos fracos nem quebras de intensidade. Talvez o Montero não devesse ter passado metade do jogo a posicionar-se em off side e queimar linhas de passe, mas fora isso…

Vi o Carrillo a embrulhar e mandar para a província aquele defesa-esquerdo gordinho e sapatudo.

Vi um par de centrais de tenra idade que se se mantiver junto, daqui a dois anos formará uma dupla histórica.

Vi João Mário e Adrien a singrarem sozinhos num meio-campo sobrelotado de postes vermelhos como em hora de ponta.

Vi William a engolir tudo que lhe aparecesse pela frente.

Vi Rui Patrício a tremer de frio por inacção – espero que não se tenha constipado.

Vi Jefferson a descapitalizar 13 milhões de euros como se fosse um hacker da bolsa. E ainda foi lá abaixo marcar um golo.

Enfim, vi um Sporting de chavalos dominar o melhor coiso dos últimos anos, por razões naturais (sorry, mas tenho um fraco por Jesus: não consigo detestar sportinguistas) e sobrenaturais (surpreendeu-me a inexistência do penaltizinho manhoso e que às mãos do Sousa não acabássemos com 10 – será que não teve oportunidade?)

Mas também vi 8’ de ingenuidade e voluntarismo, com vergonha de parecer mal, sofrendo um golo desnecessário.

Regressando a casa após o jogo, ainda consegui resistir a 5' de palradores televisivos, mas enchi-me de pena deles; a trabalheira que tiveram para lamentar o rival, de modo a evitarem referir os méritos do Sporting. Custa muito ganhar a vida.

Custam mais e valem menos

Comparem a forma como o Benfica jogou em Alvalade com o modo  como jogámos na Luz, na primeira volta. Diz tudo sobre a diferença de atitude das duas equipas. Uma - a nossa - fez alinhar ontem titulares que no seu conjunto custaram 5,798 milhões aos cofres leoninos enquanto a outra está orçada em 44,975 milhões.

Custam oito vezes mais e valem muito menos. Ontem isso ficou mais evidente que nunca.

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