13 Jul 17
Oxalá me engane
Pedro Correia

Há um ano, o Sporting começou a perder o título ainda antes do apito inicial do campeonato ao deixar sair João Mário e Slimani, dois jogadores cruciais da temporada anterior.

Receio que este ano a história se repita na hipótese de Bruno de Carvalho deixar sair em simultâneo Adrien e William Carvalho. Oxalá me engane. Mas daqui a uns meses cá estaremos para confrontar opiniões com factos.


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02 Jul 17
Enorme Adrien
Pedro Correia

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Em cinco penáltis nestes dois últimos jogos, na selecção nacional, só acertámos num: dá que pensar. Contra o Chile, na hora da verdade, falharam Quaresma, Moutinho e Nani. Hoje, contra o México, falhou André Silva.

Valeu-nos o quinto penálti. O decisivo. Hoje marcado ao minuto 104', por Adrien Silva. Que não vacilou. O penálti da vitória, que nos permitiu ascender ao pódio da Taça das Confederações - certame em que nos estreamos com este terceiro lugar, confirmando uma trajectória positiva sob o comando de Fernando Santos.

 

Vale a pena rever o lance que esteve na origem desta grande penalidade. Um lance protagonizado por três jogadores do Sporting. William Carvalho (que substituiu Pizzi aos 91') faz um passe longo, para a ala direita, para Adrien (que entrara para o lugar de Danilo aos 82'), que conduz a bola. Já após o centro, Gelson Martins comanda as operações na grande área, levando Layún a meter a mão na "redondinha". Chamado a converter o castigo máximo, o nosso capitão cumpriu o seu dever.

Tal como Rui Patrício, que fez três grandes defesas nesta partida. Somada a outras três durante esta prova. Não por acaso, saímos da Rússia como a selecção com menos golos sofridos.

 

Os quatro jogadores leoninos valorizaram-se nesta Taça das Confederações - troféu que disputámos na condição de detentores do título de campeões europeus. Novamente no pódio e sem perdermos um só jogo no tempo regulamentar (com Fernando Santos ao leme da selecção, em quase dois anos, só fomos uma vez derrotados aos 90 minutos, fora de casa, pela Suíça).

E desta vez nem contámos com o talismã Ronaldo, autorizado pela Federação Portuguesa de Futebol a abandonar a prova antes dos colegas. Tivéssemos nós o Adrien a marcar o primeiro penálti naquela ronda frente ao Chile e talvez entrássemos  hoje em campo a disputar a final contra a Alemanha. Mas a selecção está de parabéns: quase todos foram bons.

Dos medíocres não reza a história: nem vale a pena escrever aqui o nome deles.


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08 Jun 17
Balanço (15)
Pedro Correia

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre ADRIEN:

 

- João Távora: «Está de volta às convocatórias de Jorge Jesus e isso é uma boa notícia... que esconde uma muito má. Se analisarmos o que vem sendo o desgraçado percurso do Sporting desde a sua substituição em Guimarães, temos que admitir que o luso-francês é insubstituível – e isso é preocupante.» (1 de Novembro)

- Filipe Arede Nunes: «O capitão ontem já jogou e a equipa foi capaz, quase imediatamente, de ser mais agressiva na procura da bola.» (3 de Novembro)

- Francisco Chaveiro Reis: «William e Adrien são o pulmão da equipa.» (20 de Dezembro)

- Eu: «Nasce nos pés dele grande parte das nossas jogadas de ataque - sempre com a bola bem controlada, constante abertura de linhas de passe e uma superior visão do jogo. É um jogador cheio de intensidade e fulgor, ao nível dos melhores médios de sempre na história do Sporting Clube de Portugal.» (30 de Dezembro)

- José Navarro de Andrade: «Isto para dizer que àqueles que se limitam a serem apenas excelentes jogadores e não semi-deuses do futebol, como Adrien Silva, arcar com a posição 8 exige muito suor, ânimo e discernimento. Porque sobre as suas qualidades naturais ele mostra estas aptidões, Adrien é uma peça insubstituível no Sporting.» (9 de Janeiro)

- Edmundo Gonçalves:  «Adrien, a espaços, e William, quase sempre, são uma sombra dos jogadores da época passada.» (18 de Janeiro)

- Rui Cerdeira Branco: «Perante um Adrien esgotado o treinador deixa substituições para fazer em jogos onde o que há de mais importante em disputa é a preparação da próxima época.» (14 de Maio)


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19 Mai 17
Adeus?
Francisco Almeida Leite

Muitos adeptos do clube com quem tenho falado nos últimos dias não querem ir a Alvalade este domingo. Estão revoltados com as intervenções erráticas de Bruno de Carvalho, tristes com mais uma época desastrosa e muito críticos sobre a forma como estamos a jogar à bola.

O mais incrível é que alguns só admitem ir ver o jogo com o Desportivo de Chaves porque admitem que há jogadores que não voltam a vestir de verde e branco. E querem de alguma forma despedir-se e vê-los pela última vez em Alvalade. Falam de William Carvalho, Adrien Silva, Gelson Martins ou Rui Patrício. Falam só da coluna da equipa, por isso acredito que estejam preocupados e angustiados.

 

É altura de começar a ter estratégia e não deixar que estes e outros medos se instalem no SCP.


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22 Abr 17

Gostei

 

Do dérbi. Jogo emotivo, muito disputado, cheio de intensidade, com posse de bola repartida e resultado em aberto até ao fim. Eis a verdadeira festa do futebol.

 

Da atitude dos nossos jogadores em campo.  O Sporting entrou muito bem e já estava a vencer aos 5'. Quase toda a equipa não poupou esforços nem energias. Vários jogadores terminaram esgotados este clássico lisboeta.

 

De Adrien. Marcador do golo leonino, de grande penalidade. Chamado a converter o penálti, fê-lo da melhor maneira. Durante todo o resto do jogo foi ele quem mais puxou pela equipa, ganhando segundas bolas, abrindo linhas de passe e nunca desistindo de lance algum. E condicionou muito a acção de Pizzi. Destaco-o como o melhor em campo.

 

De Coates. Grande partida do internacional uruguaio, sempre muito concentrado, sem um só deslize, antecipando-se sempre aos adversários. Voltou a demonstrar que é o líder absoluto da defesa leonina.

 

De Gelson Martins. Uma vez mais, protagonizou os melhores pormenores técnicos do onze leonino. Fez várias incursões com sucesso pelo seu flanco, concluídas com centros infelizmente desperdiçados pelos seus colegas. Mereciam melhor conclusão.

 

De Paulo Oliveira. Surgiu hoje como titular, substituindo Rúben Semedo. Sólido, seguro, ágil, acorreu sempre com eficácia às dobras na ala esquerda, apesar de não ser a zona do terreno onde se movimenta com mais confiança. Nota muito positiva.

 

De alguns jogadores adversários. Boa exibição de Pizzi, que desta vez resistiu a jogar com as mãos, e de Lindelof, que marcou um grande golo de livre directo sem a menor hipótese de defesa para Rui Patrício. Concretizando a única hipótese real de marcar alcançada pela sua equipa neste dérbi.

 

Do apoio dos adeptos. Estádio cheio, com 48.765 espectadores. Ambiente vibrante e entusiástico, na linha dos grandes clássicos, e sem qualquer esmorecimento por parte das hostes leoninas.

 

De ver tanta gente satisfeita. Até teve graça ver os adeptos do SLB festejarem efusivamente o pontinho conseguido em Alvalade.

 

 

Não gostei

 

Do empate (1-1). Tivemos mais oportunidades de golo e não soubemos aproveitá-las. O resultado, perante o nosso mais velho rival, deixa-nos insatisfeitos.

 

De Alan Ruiz. Esteve muito apagado, sem a dinâmica nem o acerto de passe a que vinha habituando os adeptos nos últimos jogos. Fez uma falta desnecessária e absurda da qual resultou o livre que daria o único golo do Benfica.

 

De Bryan Ruiz. Jorge Jesus deixou-o fora do onze titular. Entrou só aos 65', substituindo Alan Ruiz, mas não teve qualquer influência no desempenho colectivo do Sporting. Lento, hesitante, preso de movimentos, continua a ser uma sombra do que já foi.

 

Dos nossos laterais. Como vem sendo costume.

 

De ver Bas Dost desta  vez em branco. Conquistou um penálti logo aos 4', mas não foi ele a marcá-lo: Adrien encarregou-se dessa missão, com sucesso. O holandês podia ter marcado aos 48', mas cabeceou por cima, e também aos 53', mas a bola saiu ao lado.

 

Das substituições tardias. O treinador demorou demasiado a refrescar a equipa, numa altura em que já era evidente o esgotamento de vários jogadores. Podence entrou tarde para render Bruno César, só aos 80'. Campbell entrou ainda mais tarde, para substituir o extenuado Gelson Martins: apenas aos 88'.

 

Do regresso de Carrillo a Alvalade. O peruano ficou fora da opção inicial do treinador encarnado, que só o fez entrar quase no fim do jogo. Com ele, o Benfica passou a jogar com dez: nulidade absoluta.


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12 Fev 17

Num relvado transformado em lamaçal, debaixo de chuva copiosa, o Sporting superou hoje uma prova difícil: regressou às vitórias que lhe fugiam desde 22 de Dezembro (data do triunfo tangencial sobre o Belenenses no Restelo por 1-0), batendo o Moreirense por 3-2. Vitória muito suada depois de termos estado a perder por 1-0 e 2-1, concretizada só no segundo tempo, quando Jorge Jesus decidiu enfim tirar Bryan Ruiz de campo, mandando entrar Podence.

O avançado da nossa formação, no segundo desafio pela equipa principal do Sporting, dinamizou o jogo leonino: quatro minutos depois de entrar rematou em jeito ao poste, possiblitando a recarga de Bas Dost que empatou a partida. Cinco minutos depois seria Adrien a marcar o golo da vitória, culminando uma belíssima jogada iniciada por ele próprio.

O capitão, com este golo decisivo, creditou-se como o melhor em campo. Logo seguido de Podence e de Alan Ruiz, autor do nosso primeiro golo, aos 40'. Três profissionais que remam contra a corrente da apatia e da desconcentração que parece ter contaminado metade da equipa do Sporting - a começar por Rui Patrício, com culpas evidentes nos dois golos da equipa anfitriã.

A sorte desta vez esteve connosco. O Moreirense poderia ter marcado o terceiro, empatando a partida. Felizmente a bola foi à barra e o nosso final acabou por ser feliz.

 

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RUI PATRÍCIO (4). O que se passa com o nosso guarda-redes titular? Falta de coordenação com Bruno César no primeiro golo sofrido, penálti desnecessário na origem do segundo. Intranquilo, sobretudo quando sai dos postes.

SCHELOTTO (5). Capaz do melhor e do pior. Aos 73', assistiu Adrien no segundo golo com um cruzamento perfeito. Logo a seguir, deixou-se ultrapassar por Dramé num lance que quase originou o terceiro do Moreirense.

COATES (5). Falhou a intercepção da bola no contra-ataque rápido de que resultou o golo inicial da equipa da casa. Várias vezes desposicionado atrás, procurou o golo em bolas paradas à frente, sempre sem sucesso.

RÚBEN SEMEDO (4). Um dos jogadores mais nervosos do Sporting. Perdeu infantilmente a bola quando a conduzia a meio-campo: daí nasceu o primeiro golo do Moreirense. Boateng deixou-o com a cabeça em água.

B. CÉSAR (6). De novo adaptado a lateral esquerdo, teve culpas no primeiro golo sofrido. Redimiu-se com boa exibição posterior. Passe longo, com notável precisão, para Bas Dost aos 40': daí nasceu o nosso primeiro golo.

WILLIAM CARVALHO (5). Não parece o mesmo William. Lento, melancólico, tristonho, sem exuberância. Tentou alguns passes de ruptura, sem grande êxito, e falhou outros em zonas proibidas. Uma sombra do que foi.

ADRIEN (7). Protagonista da melhor jogada do desafio, iniciada e concluída por ele. Resultou no golo da vitória leonina, aos 73'. Sempre inconformado, sempre combativo, sempre a abrir linhas de passe. O melhor em campo.

GELSON (6). Muito marcado, teve um adversário suplementar: o péssimo estado do terreno, que não o deixou mostrar os seus dotes de virtuoso. Aos 37', ia marcando de cabeça: grande defesa do guardião do Moreirense.

BRYAN RUIZ (4). Pálida exibição do internacional da Costa Rica. Com ele na ala esquerda, o caudal ofensivo do Sporting foi lento e previsível. Pareceu desconcentrado e sem energia anímica. Jesus mandou-o sair aos 64'.

ALAN RUIZ (7).  Voltou a ser titular. E mereceu. Foi o melhor jogador leonino da primeira parte. Exibição coroada com um golo aos 40'. Demonstrou capacidade de luta, fez passes com precisão cirúrgica. Substituído aos 80'.

BAS DOST (7). Continua a facturar. Hoje marcou mais um - o segundo golo do Sporting - e reforçou a posição como rei dos goleadores na Liga. Antes já tinha feito a assistência para o golo de Alan Ruiz. Cada vez mais útil.

PODENCE (7). Entrou aos 64', substituindo Bryan Ruiz. E logo o rendimento global da equipa melhorou. Rematou ao poste, aos 67', possibilitando a Bas Dost a recarga vitoriosa que gerou o segundo golo. Grande desequilibrador.

ESGAIO (5). Entrou aos 80', substituindo Alan Ruiz e possibilitando o adiantamento de Bruno César. Cumpriu o essencial da tarefa, fechando a lateral esquerda leonina. Era o momento de reter a bola e segurar a vitória.

PALHINHA (-). Entrou já no tempo extra, substituindo Bruno César. Ainda a tempo de fazer uma vistosa recuperação de bola. Dois minutos que o treinador lhe proporcionou, desta vez com o guião correcto.


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Gostei

 

Do regresso às vitórias. Pela primeira vez em 2017 chegamos ao fim de um jogo com os três pontos somados. Após cinco desafios consecutivos sem vencer, em mais do que uma competição, batemos esta tarde o Moreirense por 3-2.

 

De Bas Dost. O holandês marcou o segundo golo leonino, aos 68'. Foi o 17.º dele, só para o campeonato. Reforça a liderança dos goleadores na Liga 2016/17, parecendo cada vez mais bem colocado para alcançar o título de rei dos marcadores.

 

De Alan Ruiz. Voltou à titularidade, com todo o mérito. Tal como já devia ter acontecido na jornada anterior, disputada no estádio do Dragão. Acutilante, combativo, com excelente visão de jogo. Foi dele o primeiro golo do Sporting, apontado aos 40'. Confirma-se em absoluto: o argentino é mesmo reforço.

 

De Adrien. Protagonizou o melhor momento do desafio no decisivo lance do nosso terceiro golo, iniciado e concluído nos pés dele - primeiro numa tabelinha para Gelson, depois a finalizar muito bem um centro de Schelotto. Justa recompensa para um dos mais inconformados jogadores do Sporting, batalhador do princípio ao fim. Para mim foi o melhor em campo.

 

De Podence. Não foi titular, mas ajudou a dar a volta ao encontro quando Jorge Jesus o lançou na partida para o lugar do apático Bryan Ruiz. Iam decorridos 64', o Sporting perdia 1-2. Nove minutos depois, já vencíamos 3-2. O jovem extremo formado na Academia leonina foi decisivo para esta reviravolta ao incutir dinâmica no nosso flanco esquerdo, baralhando as marcações do Moreirense. De um seu remate ao poste aos 67', surgiu o empate, após recarga de Bas Dost. Não custa vaticinar que já espreita a titularidade. Está a fazer por isso.

 

Do apoio dos adeptos. Apesar da chuva copiosa, a claque leonina fez-se ouvir ruidosamente do primeiro ao último minuto da partida.

 

Da nossa segunda parte. Pressionámos o tempo todo, confinando a equipa adversária ao seu reduto defensivo. Um perfeito contraste com a primeira parte, marcada por longos períodos de desconcentração e até alguma desorientação. Cumpre perguntar uma vez mais: por que motivo insistimos em dar 45 minutos de avanço aos nossos adversários?

 

 

Não gostei

 

Dos 45 minutos iniciais. A equipa mostrou-se lenta, com movimentos previsíveis, a trocar a bola sem progressão, facilmente anulada pela defensiva contrária e novamente posta em sentido por contra-ataques fulminantes, com a linha defensiva demasiado adiantada. Jesus, também como de costume, só ao intervalo corrigiu os erros de movimentação dos jogadores. Desta vez acabou por não correr mal. Mas os adeptos voltaram a ficar com os nervos em franja.

 

De Bryan Ruiz. Começa a ser um mistério: por que motivo o treinador insiste em conceder a titularidade ao costarriquenho, que há muito devia estar confinado ao banco de suplentes? Bryan continua sem render - nem na posição de segundo avançado, como jogou no Dragão, nem como avançado-ala, onde hoje foi colocado. Com ele em campo, tínhamos um a menos. Quando enfim cedeu lugar a Podence a equipa melhorou de forma quase instantânea.

 

De Rui Patrício. O que se passa com o campeão europeu? O nosso guarda-redes insiste em pregar-nos sustos, sobretudo quando sente necessidade de sair dos postes. Depois dos dois frangos frente ao Marítimo, hoje voltou a evidenciar-se por maus motivos. É o maior culpado do primeiro golo do Moreirense, marcado logo aos 17', e o segundo nasce de um penálti totalmente desnecessário que cometeu já com o lance controlado pela defensiva leonina. Intranquilo, transmite esse nervosismo aos colegas. Estará a precisar de uma pausa no banco?

 

De termos sofrido mais um par de golos. Quarto jogo consecutivo a encaixar dois golos. Levamos já, à 21.ª jornada, 24 sofridos - algo que era impensável no início do campeonato, algo inimaginável numa equipa que chegou a ter ambições ao título. Muito atrás do FC Porto (só 11 sofridos) ou Benfica (12). E atrás também do Marítimo (16), Braga (18), Belenenses (19), Chaves (19) e V. Setúbal (20).

 

De termos esperado 73 minutos para ficar em vantagem. Só quando Adrien marcou o seu belo golo pudemos respirar de alívio. o Sporting adiantava-se enfim no marcador. Até esse momento estivemos a perder ou empatados.

 

Das condições do terreno. O relvado de Moreira de Cónegos, todo empapado devido à forte chuva que caía, estava impróprio para um espectáculo de qualidade. O que não impediu o jogo de ser emotivo do princípio ao fim.


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30 Dez 16

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JOGADOR DO ANO: ADRIEN

Entre os obreiros do futebol-espectáculo proporcionado pelo Sporting em 2016, Adrien Silva figura em natural destaque. Desde logo por ser capitão de equipa - e não se limita a usar a braçadeira, pois assume-se como o maestro do onze leonino no eixo do terreno. Depois por nascer nos pés dele grande parte das nossas jogadas de ataque - sempre com a bola bem controlada, constante abertura de linhas de passe e uma superior visão do jogo. Adrien é um jogador cheio de intensidade e fulgor, ao nível dos melhores médios de sempre na história do Sporting Clube de Portugal. E no ano que agora acaba revelou maior destreza técnica que nunca, fruto já do seu trabalho com Jorge Jesus.

Idolatrado em Alvalade, invejado pelos emblemas rivais, o n.º 23 deu um enorme desgosto aos adeptos no final de Agosto, ao anunciar que trocaria o Sporting por uma equipa estrangeira (supostamente o Leicester). Mas acabou por dar o dito por não dito, permanecendo no seu clube do coração e procurando assim mais uma hipótese de se sagrar campeão nacional.

O título de campeão europeu já é dele: a 10 de Julho, na emocionante final de Paris frente à França, Portugal arrebatou o eurocampeonato à turma da casa - consumando assim a maior proeza de sempre do futebol pátrio.

Quem viu, não esquece. Quem não viu, que visse. Todo o país desportivo rendido à virtuosa magia da equipa das quinas, capitaneada pelo nosso Adrien. Ídolo do Sporting, elogiado até por adeptos de clubes rivais e reconhecido em toda a Europa do futebol.

 

Jogador do ano em 2012: Rui Patrício

Jogador do ano em 2013: Montero

Jogador do ano em 2014: Nani

Jogador do ano em 2015: Slimani


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03 Nov 16
Boas notícias!
Filipe Arede Nunes

O capitão ontem já jogou e a equipa foi capaz, quase imediatamente, de ser mais agressiva na procura da bola. Agora é acreditar no ditado: não há mal que sempre dure.

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01 Nov 16

Adrien Silva está de volta às convocatórias de Jorge Jesus e isso é uma boa notícia... que esconde uma muito má. Se analisarmos o que vem sendo o desgraçado percurso do Sporting desde a sua substituição em Guimarães, temos que admitir que o luso-francês é insubstituível – e isso é preocupante.

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29 Out 16

Esta semana foi-me dito que antes de o jogador sair, em Guimarães, o joelho de Adrien já vinha dando problemas, sendo uma questão de tempo até parar. Fui ainda informado de que Adrien em Guimarães não saiu por causa do joelho e que aproveitou a pausa forçada por outra lesão para ser operado ao joelho. Também me disseram que, além da diferença de valor que iria auferir caso saisse para Inglaterra, Adrien via essa como uma das suas últimas oportunidades de sair, quem sabe com medo de que os problemas físicos prejudicassem o seu rendimento e a possibilidade de ser transferido. Agora o que me faz confusão é como o Sporting não sabia isso, ou, sabendo, gastou milhões em jogadores cujo rendimento ainda está por provar, em vez de salvaguardar uma alternativa. E atenção que eu acho que já existiam no clube duas boas alternativas, Francisco Geraldes e Bruno Paulista, e que foi contratado um jogador que em forma pode ser uma boa alternativa, Marcelo Meli.

Esta discussão das alternativas e das contratações tem muito que se lhe diga, como por exemplo, a que se deve o eclipse de Matheus Pereira, ainda para mais com Bryan Ruiz visivelmente esgotado? Porque se empresta Palhinha e se contrata um jogador para o seu lugar que nunca é opção? Porque é que, gostando-se ou não, não foi contratado um jogador com as caracteristicas de Teo Gutierrez, para jogar ao lado de Bas Dost?

Para finalizar deixo-vos uma questão, tendo em conta as declarações de Jorge Jesus após a melhor exibição da época, em Madrid, e a postura de alguns jogadores, depois desse jogo. Não poderão existir questões mal resolvidas no seio do clube?

É verdade que a comunicação tenta desestabilizar muito, mas, normalmente, onde há fumo, há fogo e neste caso há muita coisa por explicar

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04 Out 16
Adrien merece
Pedro Correia

Adrien Silva com longa paragem devido a lesão muscular na coxa esquerda que exige intervenção cirúrgica. O nosso capitão gostará certamente que a equipa se una nesta hora de infortúnio, dedicando-lhe várias vitórias em campo. Fazer das fraquezas força é lema de campeões. E Adrien merece.


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18 Set 16

Foi visível o cansaço após a desgastante partida de quarta-feira, para a Liga dos Campeões, frente ao Real Madrid. Cansaço físico e sobretudo cansaço anímico. Jorge Jesus tentou hoje mexer na equipa, fazendo entrar quatro novos titulares: nenhuma dessas mexidas funcionou. Sem rotinas, os reforços continuam muito aquém daquilo que deles pretendemos.

Frente a um Rio Ave em grande forma, que dominou o meio-campo e as alas ofensivas, esta noite sofremos três golos de rajada e saímos para o intervalo a perder 0-3. Jesus viu-se forçado a fazer duas substituições ao intervalo, o que atenuou o problema mas não o solucionou. Na segunda parte, limitámo-nos a marcar um golo - manifestamente insuficiente para virar o resultado.

Abrindo avenidas para a corrente ofensiva da equipa adversária e claudicando na hora do remate, quase sem conseguir verdadeiras oportunidades de golo, o Sporting sofreu a primeira derrota na Liga 2016/17 e colocou em risco a liderança do campeonato, que vinha assumindo isolado. Jesus tem muitos ajustamentos a fazer, já a pensar na partida contra o Estoril. E não lhe resta muito tempo: esse jogo vai ser já na sexta-feira.

 

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RUI PATRÍCIO (4). Três vezes batido, com responsabilidade no lance do segundo golo, foi uma sombra do que tem sido. Um caso aparente de quebra anímica após o confronto perdido in extremis no Santiago Bernabéu.

SCHELOTTO (4). Corre muito, mas desposiciona-se com frequência e perde a noção do espaço. Sucedeu hoje, uma vez mais, forçando os centrais a acorrer à dobra e a desguarnecer outras zonas. Faltou-lhe estabilidade.

COATES (4). Teve hoje a sua mais pálida exibição desta temporada, com responsabilidades em dois dos golos do Rio Ave: podia ter feito muito melhor. Também falhou nas tentativas de marcar, em lances de bola parada.

RÚBEN SEMEDO (5). O menos mau do nosso quarteto defensivo. Não isento de falhas, soube reagir melhor à adversidade, revelando maturidade competitiva. Tentou marcar, em situações de canto: não conseguiu.

BRUNO CÉSAR (3). Apanhado sucessivas vezes em contra-pé, o vilacondense Gil Dias fez dele o que quis na primeira parte, dominando por inteiro o nosso corredor esquerdo. Também a atacar não foi nada feliz.

WILLIAM CARVALHO (6). Uma das raras exibições a justificar nota positiva. Pelo que fez, sobretudo na segunda parte, em passes longos (12', 72' e 81'). Grande recuperação de bola aos 62'. Pareceu sempre inconformado.

ADRIEN (6). Foi hoje o melhor Leão em campo, apesar de acusar vestígios do enorme desgaste provocado pela partida de quarta-feira. Nunca desistiu de puxar pela equipa, como se verificou em dois grandes passes (42' e 51').

GELSON MARTINS (5). Soube a pouco a prestação do extremo leonino que brilhou no Bernabéu. Embrulhou-se em excesso com a bola e não conseguiu fazer a diferença. Melhor momento: a assistência para o golo. E vão três.

CAMPBELL (2). Sem pressionar à frente, sem se integrar na manobra defensiva, deixou Bruno César isolado na ala. Falta-lhe disciplina táctica - um aspecto a rever com urgência. Foi justamente substituído ao intervalo.

ALAN RUIZ (3). Ainda iludiu os adeptos, parecendo estar de pé quente, com um forte remate aos 8'. Mas apagou-se enquanto segundo avançado e andou perdido no eixo do terreno. Não regressou do balneário para a segunda parte.

ANDRÉ (2). Esgotou a actuação nesta estreia a titular da equipa com um remate bem colocado aos 21'. No resto do tempo em que permaneceu em campo mal se deu por ele. Pressionou pouco e mal. Saiu aos 73'.

BAS DOST (6). Jesus deixou-o no banco. Mas cedo se arrependeu, fazendo-o entrar aos 46'. O internacional holandês cumpriu os mínimos, marcando o nosso golo solitário. O segundo dele em dois jogos consecutivos.

BRYAN RUIZ (5). Substituiu Campbell. Sem brilhantismo, denotando fadiga física, mas com mais competência do que o compatriota. Teve intervenção directa no lance do nosso golo. Mas falhou outro, com a baliza à sua mercê.

MARKOVIC (3). Entrou aos 73', substituindo André. Correu bastante, mas pouco ou nada trouxe de útil à equipa. Viu um cartão amarelo ao tentar cavar uma grande penalidade mesmo à beira do fim.


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Não gostei

 

Da derrota em Vila do Conde por 1-3. Primeiro desaire leonino neste campeonato, frente ao Rio Ave, castigando a nossa deficiente organização defensiva e a nossa falta de eficácia ofensiva, sobretudo durante a primeira parte.

 

Que tivéssemos sofrido três golos em menos de 15 minutos. Saímos para o intervalo a perder 0-3. Um castigo pesado mas que reflectia bem a nossa incapacidade para travar os contra-ataques adversários.

 

Dos primeiros 45 minutos. Pela primeira vez na Liga 2016/17 não marcámos na metade inicial do jogo. Com a agravante de termos sofrido três.

 

Da nossa falta de pontaria. Rematou-se bastante, mas quase sempre de forma inócua e denunciada, com escassas oportunidades de golo. Soube a muito pouco.

 

Das bolas paradas. Dos cantos e dos livres nada resultou.

 

Dos nossos corredores defensivos. Bruno César e Schelotto deixaram-se ultrapassar inúmeras vezes pelos extremos contrários na primeira parte. O nosso corredor esquerdo, sobretudo, pareceu uma avenida aberta aos vilacondenses.

 

Das prestações de alguns reforços. Alan Ruiz ainda não rende o que esperávamos, Campbell foi uma nulidade, André esteve muitos furos abaixo do que era necessário, Markovic continua inconsequente. Hoje só Bas Dost - marcador do nosso golo solitário - merece nota positiva.

 

 

Gostei

 

Da melhoria na segunda parte. Campbell e Alan Ruiz não regressaram do balneário após o intervalo, tendo sido rendidos por Bryan Ruiz e Bas Dost. Com vantagem notória para a prestação leonina nos 45 minutos complementares.

 

De Adrien. Melhor jogador do Sporting - um dos poucos que tentaram sacudir a apatia colectiva que se apoderou do onze titular. Combativo, persistente, nunca virou a cara à luta e venceu sucessivos duelos individuais.

 

Dos adeptos. Compareceram em peso em Vila do Conde e não se cansaram de puxar pela nossa equipa, mesmo quando ficou evidente que sairíamos derrotados.

 

Do Rio Ave. Jogou muito melhor do que o Sporting. Mereceu a vitória.


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31 Ago 16

Adrien continua no Sporting. Como  aqui escrevi ontem, "se as saídas acontecessem a pedido, não haveria gestão possível em clube algum".

Reitero o que expressei  noutro texto deste blogue: alimentar folhetins sobre alegadas insatisfações de jogadores, com agentes e familiares a mandar bitaites a todo o momento, seria "incentivar comportamentos irresponsáveis, rasgar compromissos contratuais e dar asas a futuras pressões" num horizonte imediato.

O tempo em que o clube era um saco de gatos comandado do exterior terminou de vez.

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Só falta uma coisinha!
Francisco Vasconcelos

Esta conversa toda de entra Elias e sai Adrien e Slimani e há uma coisa que me preocupa. Vamos jogar a champions com que lateral esquerdo? É que não vejo nenhum a chegar.


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30 Ago 16
Ponto, parágrafo
Pedro Correia

Julgo que não passará pela cabeça de nenhum membro da estrutura dirigente leonina dispensar o capitão da equipa, peça fulcral do nosso projecto desportivo, na véspera do fecho do mercado de transferências, noutro cenário que não passe pelo pagamento da cláusula de rescisão.

Alimentar este folhetim é levar água ao moinho dos adversários do Sporting, incentivar comportamentos irresponsáveis, rasgar compromissos contratuais e dar asas a futuras pressões de familiares e agentes parasitários, cujo único fito é o lucro fácil e que se estão nas tintas para as carreiras dos futebolistas.

Sobre este assunto já se falou de mais. É tempo de lhe colocar um ponto final.

E mudar de parágrafo.

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É vê-los sair da toca...
Francisco Vasconcelos

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O que vale é que agora o circo está montado e os palhaços andam aí todos. É só ouvi-los falar. Este deve ter sido o último, mas não deve faltar muito para aparecer outro artista. Enquanto o mercado não fechar vale tudo.


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O que interessa de momento sublinhar é isto: Adrien Silva mantém vínculo ao Sporting até 2020, conforme ficou estipulado em Fevereiro. Mais quatro anos de ligação contratual a Alvalade, portanto.
As saídas não acontecem à la carte, por vontade arbitrária e unilateral dos jogadores ou pressões de agentes e empresários, espezinhando os contratos em vigor: acontecem por vontade das partes com interesses legítimos e atendíveis, respeitando escrupulosamente os direitos dos clubes - neste caso o Sporting, enquanto entidade formadora e empregadora. Por mais entrevistas que alguns concedam dizendo que gostariam de mudar de ares.
Se as saídas acontecessem a pedido, não haveria gestão possível em clube algum.

Por outras palavras: Adrien só sairá antes do prazo definido contratualmente quando e se a direcção entender, calibrando os interesses financeiros com as ambições desportivas do Sporting. A menos que o clube que pretenda levá-lo cubra a cláusula de rescisão. Que neste caso ascende a 45 milhões de euros.
Como capitão leonino, ele tem a obrigação de saber isto melhor do que qualquer outro jogador.


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29 Ago 16

"Em virtude de todas as notícias que temos tido ao longo do dia sobre as sucessivas intervenções dos representantes do jogador Adrien Silva na Comunicação Social, a Sporting SAD vê-se na obrigação de esclarecer o seguinte:

1 – Desde que o jogador renovou o seu contrato em Fevereiro de 2016 envolvendo avultadas somas de dinheiro, que ficou absolutamente claro que esta extensão da vinculação ao Sporting CP significava que Adrien Silva iria ficar no Clube até ao final da sua carreira. Isto mesmo foi dito expressa e claramente pelo Presidente do Sporting CP ao jogador, ao pai do atleta e aos seus representantes antes de se consumar a renovação do contrato.

2 – Para além disso o jogador Adrien Silva concedeu uma entrevista a 23 de maio em que dizia que não sairia do Sporting sem ser Campeão.

3 – Nunca, ao longo destes meses, foi transmitida ao Presidente do Sporting CP qualquer intenção ou proposta concreta para a saída de Adrien Silva do Clube nem o Presidente se encontrou com o pai do atleta ou seus representantes para o efeito, pelo que se alguém andou a enganar o jogador foram os seus representantes e não o Sporting CP.

4 – Adrien Silva é um jogador do Sporting CP, com contrato, profissional, que saberá sempre respeitar o Clube que o formou como homem e como atleta, bem como a todos os Sportinguistas que vêem nele um exemplo a seguir.

5 – O Sporting CP, e nomeadamente o seu Presidente, terá sempre a defesa dos interesses do Clube mas também a defesa dos seus activos como nota máxima da sua actuação.

6 – É compreensível que, nesta fase, os agentes e representantes dos atletas sejam factor de desestabilização e de pressão enorme sobre os jogadores, nunca devendo o Clube e os seus associados deixar de ter o carinho pelos mesmos por acções que apenas acontecem por influência de terceiros."

 

Por mim, mais que esclarecido!


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A conversa da arbitragem é areia para os olhos. Não estavam habituados à normalidade de o Sporting ganhar clássicos. Pois é melhor habituarem-se. Rui Vitória, Nuno Espírito Santo, Casillas são verdadeiros gentlemen, na conversa habitual do comentário desportivo. Mas a verdade é que mal perdem (ou empatam) um jogo transformam-se em versões bem-falantes de José Mota, jorrando culpas para cima do árbitro. À terceira jornada, já vai um chinfrim sobre os árbitros que não acaba. E os calimeros somos nós.

 

O Porto perdeu porque não dá para mais. Começaram melhor, mas porque usaram uma táctica que ninguém aguenta 90 minutos contra equipas grandes: a pressão alta (altíssima). Toda a gente fala dos passes falhados do Sporting nessa altura. Não foram falhados. Foram interceptados pelos jogadores do Porto, que não deixavam o Sporting jogar. Pois, a pressão alta é muito gira, mas dá cabo do corpinho. Foi uma táctica tão boa no curto-prazo quanto péssima no longo-prazo. À meia hora de jogo estavam rebentados, tanto mais que já tinham feito uma coisa do género contra a Roma na terça-feira. Tal como no jogo com a Roma, ao fim de 20 minutos começaram a defender cá atrás e o Sporting começou a mandar. O Sporting joga melhor, tem mais rotinas. O Porto não tem. Os golos foram naturais e podiam ter sido mais, sobretudo na segunda parte. Na segunda parte, aliás, os jogadores do Porto não podiam com uma gata pelo rabo. Foi por causa disto, e duns jeitinhos que o Jesus deu no meio-campo, que perderam. Não foi por causa do árbitro.

 

Siga para bingo, que o pior está para vir: João Mário foi-se, Slimani foi-se e diz que Adrien também está a caminho. Jesus, agora é que é preciso mostrares o que vales: terás de montar um meio-campo novinho. Rapidamente e em força.


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Vitória de Pirro!
Filipe Arede Nunes

A ser verdade, a transferência de Adrien é a maior perda possível para a equipa do Sporting e aquela que eu mais temia. O capitão leonino podia não ser o melhor jogador da equipa mas era a sua alma em campo. A forma como abordava cada jogada e a intensidade que colocava em cada disputa faziam dele a voz de liderança e o exemplo a seguir. Não vejo como é que vamos conseguir encontrar dois bons médios-centro até quarta-feira. Para ser franco, nem me apetece festejar a vitória de ontem!

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20 Ago 16

Segundo desafio, segunda vitória, terceiro jogador a marcar, nenhum golo sofrido. Hoje superámos mais uma etapa, num estádio tradicionalmente difícil. Contra uma equipa que há um ano veio empatar a Alvalade.

Em vez do fato de gala, os jogadores vestiram de ganga. Foram operários. O brio colectivo superou o brilho individual neste primeiro jogo sem João Mário: o campeão europeu, de malas feitas para Itália, ficou fora da convocatória.

O golo solitário aconteceu num momento crucial, pouco antes de o árbitro Hugo Miguel apitar para o intervalo. Coroando uma fulminante manobra atacante em que vários jogadores se destacaram - o regressado Slimani a recuperar uma bola que parecia impossível de travar para lá da linha de fundo, Bruno César a centrar de forma impecável, Gelson Martins a recebê-la muito bem de cabeça e servindo Adrien, exímio a marcar. O nosso capitão foi o melhor em campo.

O onze anfitrião não ameaçou a nossa baliza mas fez os possíveis para desarmar o processo ofensivo leonino em largos momentos do encontro. Ainda sem automatismos, com uma equipa a adaptar-se à ausência de um dos seus maiores talentos, o Sporting cumpriu a missão essencial: trazer três pontos da Mata Real.

Vitória escassa, dirão alguns. Mas é de muitas vitórias escassas que se vai construindo um percurso triunfador: já levamos mais dois pontos do que tínhamos há um ano, por esta altura. As longas caminhadas fazem-se de pequenos passos.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Sem uma intervenção em toda a primeira parte e raras vezes solicitado na segunda, não deixou de se mostrar atento, como ficou evidente aos 74' ao defender a pontapé fora da grande área.

JOÃO PEREIRA (6). Segundo jogo consecutivo a titular, confirmando-se que o treinador continua a confiar nele. Voltou a ser combativo mas foi mais contido do que no desafio anterior, doseando o esforço com inteligência.

COATES (7). Exibição muito segura, com intervenções cruciais em pelo menos dois lances: um corte acrobático aos 13' e uma intercepção de risco aos 88', pondo fim com brilho à situação de maior perigo causada pelo Paços.

RÚBEN SEMEDO (7). Outro desempenho muito positivo, com forte sentido posicional. Não falhou uma dobra quando os companheiros das alas se encontravam adiantados. Revela uma maturidade rara num jogador tão jovem.

BRUNO CÉSAR (6). Aposta de Jesus como lateral esquerdo. Aos 29' tentou o chapéu com um remate de 50 metros quando Defendi se encontrava adiantado: teria sido um grande golo. Teve intervenção crucial no lance do golo.

WILLIAM CARVALHO (7). Ocupou-se sobretudo com missões defensivas, contribuindo para a segurança do nosso último reduto. Atento às dobras, acorreu às alas. Fez um excelente passe de ruptura para Slimani aos 64'.

ADRIEN (8). O mais influente em campo. Ninguém como ele ligou tão bem os sectores, ninguém revelou tão boa visão de jogo. Protagonizou uma jogada extraordinária aos 31', deixando três adversários para trás. Marcou um grande golo.

BRYAN RUIZ (5). Exibição apática do costarriquenho, com um rendimento claramente inferior ao demonstrado em grande parte da época passada. Teve o melhor momento no lance de construção do golo. Substituído aos 90'.

GELSON MARTINS (7). É o jogador mais bem posicionado para herdar a posição de João Mário. Segunda assistência para golo no segundo jogo consecutivo. Passe soberbo que Slimani desperdiçou por muito pouco (59'). Saiu aos 80'.

ALAN RUIZ (6). Falta-lhe criar rotinas, mas continua a revelar apontamentos que merecem destaque. Tem uma boa técnica de remate, evidenciada em disparos à baliza pacense (34' e 49'). Manteve-se em campo até aos 66'.

SLIMANI (7). Estreia neste campeonato com uma característica que sempre revelou: nunca desiste de um lance. Foi crucial na recuperação da bola no lance do golo. Quase marcou de cabeça (38') e podia ter marcado com o pé (59').

MARVIN (5). Jesus fê-lo entrar aos 66', encostando-o à ala ofensiva. Protagonizou uma vistosa jogada individual aos 69': a concorrência parece fazer-lhe bem. Aos 76' fez uma falta desnecessária na zona frontal que lhe valeu um cartão.

CARLOS MANÉ (4). Recém-chegado dos Jogos Olímpicos, teve a primeira oportunidade nesta Liga ao alinhar a partir do minuto 80. Tempo insuficiente para mostrar o que vale. Precisa de ganhar confiança. E de trabalhar para isso.

BRUNO PAULISTA (-). Entrou aos 90', essencialmente para queimar tempo. Mostra vontade de jogar e parece querer aproveitar bem cada minuto que o técnico lhe concede.


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Gostei

 

Da vitória. Fomos arrancar um triunfo ao Paços de Ferreira, por 1-0, num dos estádios tradicionalmente mais difíceis do campeonato português. Contra uma equipa que há um ano veio empatar a Alvalade.

 

De ver a nossa equipa invicta. Segundo jogo a ganhar, segundo jogo sem sofrer golos. É a confirmação de que temos uma defesa muito sólida, como já tinha sido demonstrado na segunda volta da época passada.

 

Dos centrais leoninos. Exibições impecáveis de Coates e Rúben Semedo, perfeitamente articulados e de uma concentração sem falhas, facilitando muito a tarefa de Rui Patrício.

 

Do golo de Adrien. Excelente execução técnica do capitão leonino, numa semi-rotação, disparando para fora do alcance do guarda-redes. Este golo, a um minuto do fim da primeira parte, valeu-nos três pontos. E confirmou o nosso n.º 23 como o melhor jogador em campo. Absolutamente decisivo.

 

De Slimani. Estreou-se a actuar na Liga 2016/17, após um jogo de castigo na jornada inaugural, ainda referente à última época. Não marcou, mas ajudou a marcar: é dele a recuperação da bola junto à linha de fundo, permitindo prosseguir o lance que terminaria no golo. O espírito combativo e a acutilância do argelino continuam em evidência.

 

De toda a jogada do golo. Exemplar trabalho colectivo, que começou com uma boa reposição de bola por Rui Patrício, prosseguiu numa eficiente escala pelo corredor esquerdo protagonizada por Bryan Ruiz, ganhou novo fôlego com a recuperação de Slimani, desenvolveu-se num cruzamento a cargo de Bruno César, prolongou-se com a boa recepção e assistência de Gelson Martins e foi coroado com o golo de Adrien.

 

De Alan Ruiz. Recém-chegado, ainda não está rotinado a jogar com Slimani, mas voltou a demonstrar bons pormenores: é jogador de área e tem vocação para o remate. Como comprovou por duas vezes, suscitando defesas difíceis do guardião Defendi.

 

Do regresso de Carlos Mané. O nosso olímpico, que parecia fora dos planos de Jorge Jesus para esta época, volta a ter uma oportunidade. Foi suplente utilizado, a partir dos 80': merece mais esta oportunidade.

 

De ver seis portugueses no nosso onze inicial. Mesmo com João Mário ausente, o Sporting continua a marcar a diferença também neste pormenor. Que é pormaior.

 

Do apoio dos adeptos. Nas bancadas do estádio Capital do Móvel os cânticos de incentivo das claques leoninas fizeram-se ouvir do princípio ao fim.

 

Do estado do terreno. Excelente relvado, o da Mata Real. Oxalá se pudesse dizer o mesmo de todos os palcos deste campeonato nacional de futebol.

 

 

Não gostei

 

Da ausência de João Mário. O nosso campeão europeu não viajou a Paços de Ferreira, estando eventualmente em vésperas de rumar ao Inter. Faz-nos falta, sem dúvida alguma.

 

Das escassas oportunidades de golo. O jogo esteve muito embrulhado a meio-campo, faltando-lhe acutilância ofensiva - sobretudo da parte da equipa anfitriã.


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11 Ago 16
Mais que capitão, Líder.
Francisco Vasconcelos

Numa altura que vale tudo para dispersar a atenção e criar mau ambiente, é sempre importante ter alguém com os pés bem assentes na terra que consiga unir o grupo. Obrigado Adrien!


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28 Jul 16
Os novos heróis
Pedro Correia

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Adrien Silva e William Carvalho são dois pilares do Sporting. Têm cultura leonina desde os tempos da formação. E são campeões europeus. Símbolos leoninos por excelência como não tínhamos desde os heróis da campanha de 1964.


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17 Jul 16

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 Foto VIP

 

À Margarida e ao Adrien, nosso campeão: que os ventos da boa fortuna acompanhem pela vida fora tão simpático e leonino casal.

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08 Jul 16
Perceber o jogo
Pedro Correia

«Houve um jogador [no Portugal-País de Gales] que, sem ter sido o melhor em campo, desempenhou papel fundamental para impedir a dinâmica dos galeses: Adrien. A forma como encostou em Joe Allen, retirando-lhe capacidade para fazer a diferença na primeira zona de construção, impedindo-o de entrar no 'carrossel' ofensivo que os britânicos tão bem foram capazes de montar em partidas anteriores, obrigou o adversário a construir diferente e a jogar longo. Como a nossa defesa não oferecia profundidade aos galeses, estes ficaram sem ideias para chegar à baliza de Rui Patrício.»

José Ribeiro, ontem, no Record


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28 Jun 16
Capitão em Grande!
Francisco Vasconcelos

Já que por cá se endeusam uns em detrimento de outros, importa assinalar o que publicou uma das principais publicações desportivas europeias. O jornal espanhol "A Marca" dedicou, hoje, um artigo ao nosso grande capitão Adrien Silva.  

Vindo do país com o melhor campeonato do mundo, vale o que vale.

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21 Jun 16
Balanço (32)
Pedro Correia

 

OS SEIS MELHORES GOLOS DO SPORTING - VI

Adrien, no Belenenses-Sporting 

(4 de Abril de 2016)


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Adrien ou Moutinho no meio-campo contra a Hungria?


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Fazer número?
Edmundo Gonçalves

Ora aí está o que eu acho que alguns daqueles que têm lugar, porque estão melhores e não "calçam", sabe lá Santos porquê, deveriam fazer.


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16 Jun 16
Balanço (27)
Pedro Correia

 

OS SEIS MELHORES GOLOS DO SPORTING - I

Adrien, no Sporting-Académica

(30 de Janeiro de 2016)


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04 Jun 16
Balanço (15)
Pedro Correia

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre ADRIEN:

 

- Francisco Melo: «No último Sporting x Benfica para a taça em Alvalade (o mítico 5-3), Adrien também começou a partida como titular mas fez uma exibição tão confrangedora que ainda na primeira parte fora substituído. Anos depois, que diferença entre o Adrien actual e o Adrien desse último derby!» (23 de Novembro)

- João Távora: «Espera-se que Fernando Santos preste atenção àquele assombroso triângulo de meio campo composto por Adrien Silva, William Carvalho e João Mário.» (3 de Janeiro)

- Duarte Fonseca: «É impressionante o que Adrien e Slimani ganham com o modelo de jogo de Jesus. Todos ganham, mas estes dois são os mais beneficiados.» (7 de Janeiro)

- Eu: «Correu o campo todo, de fôlego incessante. E foi decisivo na construção do nosso triunfo ao marcar uma grande penalidade, aos 57', com a frieza habitual. É o segundo marcador da nossa equipa, após Slimani. Merece, mais que nunca, a braçadeira de capitão.» (10 de Janeiro)

- Pedro Almeida Cabral: «Não falo do penálti claro que foi bem assinalado e que não deixa dúvidas. Falo de quando Adrien faz balanço, marca o penálti e continua a correr sem parar para ir buscar a bola aninhada nas redes bracarenses. Não parou nem um segundo. Mal fez golo, pôs a mão na bola para garantir que nada daquilo ia ficar sem resposta. Dizem-me que é assim que fazem todos os jogadores quando a equipa inicia uma reviravolta. E eu respondo que só um grande capitão numa corrida em que marca e traz a bola no braço ao mesmo tempo é que consegue transmitir tudo o que lhe vai na alma. É para ver isto que se vai ao estádio.» (11 de Janeiro)

- Edmundo Gonçalves: «Quero recordar a atitude de verdadeiro capitão que teve ontem Adrien, depois do segundo falhanço de Ruiz, ao confortar o colega. Ainda que apenas adivinhando-as, faço minhas as palavras do 23.» (6 de Março)


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08 Mai 16

Não há dúvidas para o trio de ex-árbitros que compõem o painel de avaliadores das arbitragens no jornal O Jogo: o cartão amarelo que impede Adrien de jogar a última jornada em Braga "castiga" uma falta que só existiu na imaginação de Tiago Martins.

Seguem-se os veredictos.

 

Jorge Coroado: «Adrien saltou no meio de dois adversários. Foi ele que atingiu o adversário ou o adversário que bateu com a cabeça no braço? Nem falta, nem cartão amarelo.»

Pedro Henriques: «Adrien saltou e levantou os braços para se impulsionar e equilibrar, nem sequer tinha os olhos no seu adversário, acabando por atingi-lo negligentemente. Infracção não merecedora de amarelo.»

José Leirós: «Adrien não fez falta. Foi apertado por dois adversários e nem sequer atingiu o rosto do adversário, que simulou essa acção. Mal punido com o amarelo.»

 

Recordo: este cartão que nunca devia ter existido saiu ontem do bolso de Tiago Martins quando iam decorridos apenas 14 minutos do Sporting-V. Setúbal.


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17 Abr 16
Gostei

 

De mais uma vitória. Foi o nosso 23º triunfo em 30 jogos até agora disputados neste campeonato, desta vez pela margem mínima, em condições climatéricas adversas, frente ao Moreirense. E a nossa quinta vitória consecutiva.

 

Do início do jogo. Começámos ao ataque logo com um canto conquistado no primeiro lance.

 

De Slimani. Voltou a ser decisivo, marcando o golo que nos deu mais três pontos - o seu 24º nesta Liga 2015/16 e o 30º em toda a temporada. Um golo com o mérito acrescido de culminar uma bela jogada colectiva do Sporting iniciada por ele próprio junto à lateral esquerda. O argelino está já em sétimo lugar na lista dos candidatos à Bota de Ouro europeia, agora liderada pelo nosso Cristiano Ronaldo.

 

De Teo Gutiérrez. Picou muito bem a bola por cima da defesa de Moreira de Cónegos, servindo Schelotto no lance de que viria a resultar o golo do Sporting. Integrou-se bem no colectivo, ganhando sucessivos confrontos individuais e servindo bem os colegas - como no excelente passe que fez para Slimani aos 33'. Marcou um golo aos 45' que pareceu mal anulado pela equipa de arbitragem por alegada deslocação do colombiano, que estaria em linha. A péssima realização da Sport TV não permitiu desfazer dúvidas.

 

De João Mário. Aos 39' fez um soberbo cruzamento para a grande área que quase resultou num golo de Teo Gutiérrez. Evidenciou a qualidade habitual em termos técnicos e tácticos, como comprovou num belo lance individual aos 42'. Bons passes aos 52' (para Slimani) e aos 78' (para Gelson).

 

Do regresso de Adrien. Com ele em campo a nossa equipa ganha mais dinâmica ofensiva e melhora a ligação entre a defesa e o ataque. Um longo passe para isolar João Mário aos 15' ilustra bem a importância do capitão na manobra da nossa equipa. Para mim foi o melhor em campo.

 

De Schelotto. Vários centros perigosos e uma assistência para o golo, marcado aos 16'. Balanço muito positivo da actuação do nosso lateral direito.

 

Que não tivéssemos sofrido nenhum golo. A defesa do Sporting consolida-se como a menos batida deste campeonato.

 

Da luta que continuamos a travar com o Benfica, jornada após jornada. Recuperámos provisoriamente a liderança e a quatro jogos do fim mantemos intactas as aspirações à conquista do campeonato.

 

 

Não gostei

 

Do árbitro. Ainda nem haviam decorrido dois minutos já Bruno Paixão exibia um cartão amarelo a Marvin por uma falta banal, cometida a meio-campo. Dando logo ali a certeza de que pretendia ser a figura do desafio, não necessariamente por bons motivos. Validou o golo leonino, marcado com Slimani em posição irregular. Depois tentou aparentemente emendar este erro anulando um golo válido a Teo e travando-nos vários ataques por fora-de-jogo que nunca existiram. E aos 76' mandou Jorge Jesus para a bancada, mostrando-lhe o vermelho: outro sinal de abuso de autoridade sem nada que o justificasse. Cabe questionar por que motivo este árbitro tão pouco competente continua a apitar jogos decisivos para o campeonato.

 

De Marvin Zeegelar. Jesus voltou a apostar nele após três jogos com Bruno César adaptado a lateral esquerdo titular. Mas o holandês continua sem impressionar. Inseguro, intervém demasiadas vezes no limite do risco em termos defensivos e continua a denotar falhas no apoio ao ataque. Não por acaso, o treinador trocou-o aos 64' por Bruno César.

 

De Bryan Ruiz. Apático e lento, teve uma exibição muito apagada. Substituído aos 72' por Gelson Martins, que entrou muito melhor no jogo.

 

Do Moreirense. A equipa de Moreira de Cónegos foi incapaz de conseguir uma oportunidade evidente de golo ao longo de toda a partida.

 

Da chuva. Caiu durante grande parte do desafio, prejudicando a qualidade do espectáculo.


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15 Mar 16
Parabéns, Capitão
Pedro Correia

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Adrien Silva festeja hoje 27 anos

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08 Fev 16

Não gostei

 

Do 0-0 em Alvalade. Foi o nosso quarto empate em 21 desafios do campeonato e o nosso terceiro jogo sem golos. Frente ao Rio Ave, perdemos esta noite dois pontos que poderão fazer-nos muita falta.

 

Da falta de soluções atacantes. O Sporting pressionou muito, sobretudo na segunda parte, mas nunca conseguiu libertar-se do espartilho defensivo da equipa adversária nem encontrar soluções eficazes no último remate à baliza vilacondense, onde brilhou o guardião Cássio. Atacar muito nem sempre significa atacar bem. Foi o caso.

 

Dos golos desperdiçados. Contabilizei pelo menos quatro: Bryan Ruiz aos 12', João Mário aos 37', Slimani aos 58' e Gelson Martins aos 82'.

 

De ver Slimani pelo segundo jogo consecutivo sem marcar. O argelino tentou mas voltou a não conseguir, como já tinha acontecido na jornada anterior, frente à Académica.

 

De Teo Gutiérrez. Continua a transmitir a sensação de se articular mal com os colegas e tarda em conseguir automatismos, por culpa própria. Não fez esquecer o compatriota Montero, longe disso.

 

Da lesão de Paulo Oliveira. O nosso defesa central regressou ao onze titular, após um jogo de castigo, mas abandonou o campo aos 51', devido a um problema muscular. Junta-se assim a Tobias Figueiredo, Ewerton e Naldoo no estaleiro de Alvalade. Começa a ser preocupante esta "epidemia" de lesões na defesa leonina.

 

Da ausência de Jefferson. O brasileiro, também lesionado, fez-nos falta. O holandês Marvin, seu substituto, teve bons apontamentos mas sem chegar ao nível dos primorosos centros do colega.

 

Da arbitragem. Artur Soares Dias teve um bom desempenho que merece ser assinalado.

 

Que tivéssemos deixado aproximar o Benfica na classificação. Continuamos na frente, mas agora em igualdade pontual com os nossos velhos rivais.

 

 

Gostei

 

De Adrien. No dia em que foi anunciado o prolongamento do vínculo contratual que o liga ao Sporting, o nosso capitão voltou a ser uma mais-valia - para mim, o melhor em campo. Teve dois bons remates, aos 26' e 90'+1', que forçaram o guarda-redes Cássio a defesas muito apertadas.

 

De Rui Patrício. Voltou a confirmar que é o melhor guarda-redes português da actualidade com um par de excelentes defesas, aos 24' e 45'+1'.

 

De Coates. Estreia absoluta do internacional uruguaio, que chegou a Alvalade oriundo do campeonato inglês. Revelou segurança e precisão de passe. Chegou a aventurar-se sem temor por zonas ofensivas, como sucedeu aos 31', num vistoso lance individual que abriu a nossa frente de ataque.

 

De João Pereira. Está a fazer uma óptima temporada, voltando a revelar boa forma nesta partida. Fez dois centros que poderiam ter dado golos: o primeiro aos 58', desperdiçado por Slimani; o segundo aos 75', a que Barcos não deu a melhor sequência.

 

De Rúben Semedo. Jorge Jesus mandou-o entrar em campo com carácter de urgência face à lesão de Paulo Oliveira. O defesa da nossa formação - que também sabe jogar a médio - deu boa conta do recado com uma exibição confiante e personalizada. Grande recuperação de bola aos 81', confirmando que o treinador pode confiar nele.

 

Da estreia de Barcos. O avançado argentino que veio da China saltou do banco aos 60'. Um quarto de hora depois fez o primeiro remate à baliza, de cabeça. É cedo para tirar conclusões mas já se percebeu que é um jogador que procura o golo. Só foi pena que não marcasse.

 

Do apoio incansável das bancadas. Quase 40 mil vozes vibrantes a puxar pelo Sporting. Os adeptos continuam a acreditar nesta equipa, como hoje ficou novamente demonstrado.

 


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Trabalhar com tempo - II
Edmundo Gonçalves

Ora tomem lá, Carrallos!

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daqui.


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31 Jan 16

Esta noite o Sporting enfrentou duas equipas: a Académica, que se colocou a vencer com um lance de bola parada logo nos minutos iniciais, e a equipa de arbitragem liderada por Cosme Machado na pior actuação de um "juiz" de partida neste campeonato que já vai na 20ª jornada. Vergonhosa é a expressão correcta para definir a péssima exibição deste árbitro que perdoou uma grande penalidade cometida logo aos 13' sobre Carlos Mané e na segunda parte viria a validar um "golo" da Académica marcado em posição irregular, como o País inteiro viu.

Jorge Jesus foi expulso por alegadas palavras de protesto junto do quarto árbitro na sequência de um cartão amarelo exibido a Adrien por se ter precipitado na marcação de um livre. Este cartão foi mais uma prova evidente de que o árbitro estava ali não para valorizar o futebol mas para assassinar o espectáculo perante um estádio que contou com a presença de mais de 40 mil espectadores.

Eu estava lá e vi. Uma Académica frágil, que nem a perder por 2-3 saiu do seu último reduto defensivo. Uma Académica medrosa e caceteira que só pode merecer elogio pelo tal lance de bola parada que lhe valeu o único golo legal e resultou de uma clara falta de marcação da defensiva leonina, que hoje jogou desfalcada devido às ausências de Jefferson e Paulo Oliveira.

Felizmente a vitória sorriu ao Sporting graças a um golo de Montero aos 84'. Caso contrário o escândalo seria ainda maior.

A figura do jogo foi Adrien, autor do mais belo golo do Sporting até agora neste campeonato. O primeiro dos três que aqueceram esta noite fria.

 

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RUI PATRÍCIO (4). Saiu mal dos postes no lance que viria a gerar o segundo "golo" da Académica. O golo foi irregular, mas o guarda-redes ficou mal na fotografia.

JOÃO PEREIRA (7). Incansável no apoio ao ataque, ganhou sucessivos lances individuais. Foi uma constante dor de cabeça para a Académica. Assistência soberba para o segundo golo.

NALDO (3). Lesionou-se muito cedo, acabando por ser substituído por Ewerton. Já antes se tinha percebido que estava com problemas físicos.

RUBEN SEMEDO (5). A sua inclusão no onze titular foi a maior surpresa de Jesus para este jogo. Teve apontamentos positivos - no passe e na presença na grande área. Faltaram automatismos com os colegas, o que se compreende.

MARVIN (5). Correu muito mas nem sempre bem. Embrulhou algumas jogadas por falta de objectividade e vontade de fazer tudo sozinho. Tem de melhorar muito para destronar o titular Jefferson, ausente por lesão.

WILLIAM CARVALHO (4). Alternou boas recuperações de bola com alguma passividade. Percebe-se que está longe da melhor forma física. Foi substituído ao intervalo.

ADRIEN (9). Outra exibição superlativa do nosso capitão. A jogada do nosso golo aos 30', toda construída por ele, merece figurar em qualquer antologia. Incansável a trabalhar para a equipa.

JOÃO MÁRIO (8). Complementou da melhor maneira a actuação de Adrien, dando-lhe a melhor sequência. Deixou a cabeça em água e os rins doridos a diversos jogadores adversários.

BRYAN RUIZ (6). Um pouco mais apagado do que nos tem habituado, só a espaços demonstrou a sua indesmentível categoria. O seu maior mérito foi ter marcado o nosso segundo golo, aos 43', numa jogada construída por Carlos Mané.

CARLOS MANÉ (7). Voltou ao onze titular e teve desempenho claramente positivo. Aos 13' foi carregado em falta num lance que devia ter valido um penálti e expulsão do adversário. Construiu o segundo golo, que ofereceu a Ruiz.

SLIMANI (4). Muito apagado ao longo de todo o jogo, desta vez não conseguiu libertar-se das marcações. Mal tocava na bola, era rodeado por dois ou três adversários numa espécie de colete-de-forças.

EWERTON (4). Substituiu Naldo aos 33' mas nunca transmitiu verdadeira confiança ao nosso eixo defensivo, como ficou evidente no lance do segundo "golo" da Académica, embora com um adversário em posição irregular.

GELSON MARTINS (6). Não chegou a ter a influência revelada noutros desafios, mas sacudiu algum torpor da equipa quando foi lançado, aos 46', a substituir William. Boas movimentações. Falta-lhe maior poder de fogo na grande área.

MONTERO (7). Por vezes parece alheado do jogo: é sobretudo uma questão de estilo porque em momentos-chave não falha. Hoje funcionou como saca-rolhas ao marcar o terceiro e decisivo golo do Sporting, iam decorridos 84'.


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