17 Jul 17

Hoje, público aqui no ÉS A NOSSA FÉ uma pequena estória que escrevi em homenagem ao grande Beto Acosta, o nosso Matador. Com este singelo gesto, quero agradecer o seu contributo decisivo para o título de 2000. Obrigado Acosta.

 

"Uma última Cruzada"

 

Era uma vez um clube, mais do que um clube, uma gente, leonina no esforço, na dedicação, na devoção, que há 18 anos (des)esperava por a glória.

Era uma vez um homem, anafadito, engongado, empenado, trintão, cansado de árduas batalhas disputadas em múltiplos continentes, em França, no Japão, na Argentina e Chile.

Nos 2 últimos, lutara por os bastiões da "(Union de) Santa Fé" e "(Universidad) Católica".

Um desafio se propunha a este herói improvável: travar uma última Cruzada em Portugal, no Sporting.

Um dia reuniram-se em Lisboa. O início não foi promissor, uma maleita (ciática) afectava o velho guerreiro. Um ano passou e Acosta (era este o seu nome) regressou à relva Santa de Alvalade com o intuito de a conquistar. Tinha precisamente a idade com que Cristo morreu.

Quando vozes críticas já lhe davam a certidão de óbito, Acosta renasceu como a Fênix, qual "vento que, apesar de velho, continua a soprar".

Da Curva-Sul começaram a ouvir-se cânticos inspiradores que comemoravam as suas proezas e façanhas tamanhas. Sempre em crescendo, até aquele dia, o dia do juízo final, 18 de Março de 2000, em que um pobre e humilde Secretário sucumbiu no pé direito daquele guerreiro, daquele Matador.

A sorte da guerra mudou nessa batalha e o estandarte verde-e-branco ficou bem erguido na frente de outras tribos. Até ao final: a Batalha de Salgueiros.

E de Salgueiros não saímos chorões, antes em Glória, e em cortejo o povo festejou a vitória das nossas cores líderadas por aquele cruzado argentino que em boa-hora nos visitou. E, em sua memória, para sempre ecoará:

"Matador, Matador, Beto Acosta, és o nosso Matador..."

 

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"Recordar" voltará com o GRANDE Vítor Damas...


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27 Mai 16
Acosta 15 anos depois
Francisco Chaveiro Reis

beto-acosta.jpg

Beto Acosta chegou ao Sporting em dezembro de 1998. Jogava com a camisola 27 e só fez 3 golos em meia época. Não convenceu mas ficou. Já com a camisola 11 e completamente adaptado, tornou-se no goleador da equipa (era ver Schmeichel a procura-lo com os seus lançamento longos). Foi campeão em 1999-2000 e marcou 48 golos de verde e branco. A 27 de maio de 2001 (1-0 ao Marítimo) fez o seu último jogo pelo Sporting. Faz hoje 15 anos. De quando em vez vem a Lisboa onde nunca foi esquecido. Obrigado, Matador!


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11 Fev 16

Golo de ACOSTA

Sporting-Porto, 2-0

18 de Março de 2000, Estádio José Alvalade

 

Quando, no jantar em que surgiu a ideia desta série, chegou a minha vez, vieram-me à cabeça dois golos. O primeiro, que apenas vou mencionar, foi o segundo dos três que António Oliveira marcou ao Dínamo de Zagreb em 1982, para a Taça dos Campeões Europeus, numa noite absolutamente mágica do próprio Oliveira, à frente da melhor equipa que alguma vez vi envergando a camisola do Sporting - aquela que tinha acabado de ser campeã e contava, para além de Oliveira, com Jordão, Manuel Fernandes, José Eduardo, Inácio, Eurico, Meszaros ou Carlos Xavier (só de memória). Foi o último campeonato antes dos célebres 18 anos de seca.

 

O outro golo, o qual acabei por escolher para a série, foi precisamente um dos momentos marcantes do fim dos 18 anos: o golo de Alberto Acosta contra o Porto, em Alvalade, depois de uma primorosa "assistência" de Secretário, o nosso tripeiro favorito. O campeonato tinha começado em tradicional estilo Sporting, já aparentemente afastado do título em Novembro (5º lugar à 10ª jornada, a cinco pontos do então líder, o Benfica) e tendo mandado à malvas um treinador (Materazzi). Mas, com o Inácio, as coisas tinham começado a compôr-se. Nesse ano, eu tinha desenvolvido uma absurda superstição (tenho muitas relacionadas com o Sporting, todas absurdas e geralmente infrutíferas): não queria ver os jogos nem saber de nada até terem acabado; por isso, não ia ao estádio, não via os jogos na televisão, não ouvia relatos. No sábado do jogo, tinha-me juntado com um grupo de amigos em casa de um deles, em Telheiras, ao pé do estádio. A meio da tarde, começou-se a gerar um movimento para irmos ver o jogo: se ganhássemos, passávamos para a frente do campeonato. Eu disse que não queria ir, porque dava azar mas, perante a natureza inexplicável da superstição, lá acabei por ceder e lá nos pusemos a caminho do velho Alvalade.

 

Quem se lembra sabe que o golo do Acosta nem sequer foi o melhor do jogo. O melhor foi o 1-0, pelo André Cruz, num dos seus famosos livres directos. O primeiro de uma longa série. Toda a gente dizia que marcava livres incríveis nos treinos. Mas, em jogo, ainda não se tinha visto nada. Não podia ter escolhido melhor altura para inaugurar a série (o resumo do jogo, mais abaixo, mostra este golo também).

 

Mas o melhor momento veio pouco depois. Foi mais ou menos assim: o Acosta leva uma charutada qualquer de um daqueles porteiros de discoteca que varriam tudo à frente do Baía (o Jorge Costa, talvez), cai e fica por ali, não muito longe da grande área do Porto. O Porto tem a bola, numa situação completamente inofensiva para qualquer das partes. Até que Secretário, no único momento de génio da sua carreira, assiste Acosta, que fuzila Baía de longe (mais ou menos 5' 20" no vídeo). Foi essa assistência que valeu o pequeno culto a Secretário durante anos, sempre profusamente aplaudido de cada vez que o Porto ia a Alvalade.

 

Nessa noite acreditei que íamos ser campeões. Em Maio, éramos campeões. No mesmo mês, nascia o meu primeiro filho. Era o primeiro ano do século XXI. Eu achava que tudo era possível. Como estava enganado...

 


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06 Mai 13
Bom gosto
Diogo Agostinho

Papa Francisco tem como grande ídolo Beto Acosta! 

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12 Jul 12
Os nossos ídolos (7): Beto Acosta.
Luís de Aguiar Fernandes

 

Escolher um ídolo do nosso Sporting é uma tarefa mais árdua do que parece. Porque a cada momento há um jogador que nos empolga, seja pelo que faz em campo ou fora dele, seja em que modalidade for. Pensando um bocadinho sobre o assunto, foram cinco os nomes que me vieram à cabeça, cinco verdadeiros ídolos: Iordanov, Balakov, João Benedito, André Cruz e Acosta. Do primeiro o Bernardo disse tudo. O segundo foi o homem que me mostrou como o futebol pode ser bonito. O terceiro, por personificar o Sporting. O André Cruz pela classe e por me inspirar na minha curta carreira de jogador. Peço-lhes desculpa a todos, mas irei falar do Acosta.

 

Alberto Acosta chegou ao Sporting em circunstâncias pouco normais: já tinha jogado na Europa e na Ásia, era um ídolo no San Lorenzo e Universidad Católica, internacional argentino com taças ganhas e, o mais estranho, tinha 32 anos. A idade havia de o marcar no primeiro ano de Sporting, em que marcou três golos e era o maior alvo das minhas críticas, eu que via ali um jogador velho e gordo, que não se mexia e não marcava golos. Uma nódoa, um jogador acabado para o futebol. No final da época era o maior alvo de contestação dos sportinguistas, e tudo indicava que iria para outras paragens. Não optou pela via mais fácil e ficou por cá, num início de época em que disse dever mais e melhor aos sportinguistas, e afirmou que ia ser campeão. A primeira prova de carácter.

 

Começou 99/00 a titular, e eu a praguejar (sem palavras feias, que ainda era um garoto). Primeiro jogo, primeiro golo. Deve ter sido sorte, até porque não jogou de início os jogos seguintes. Regressa à titularidade, outro golo. O resto é história: 22 golos e o Sporting campeão, algo impensável numa época em que Jardel marcou 37 golos lá para o Norte. Quem não se lembrar daqueles dois ao Carnide, na Luz, daquele golo com assistência do Secretário ao fcp e daquele amassar da cara ao Paulinho Santos, ou é mentiroso ou não é do Sporting. Aliás, o golo em que, vendo-se na cara do Baía, remata de fora da área, em vez de ir para a finta como a maioria dos avançados, diz tudo sobre um jogador que só queria, e sabia, marcar golos, sem truques nem enfeites. Beto Acosta não era um jogador normal: era um matador.

 

Não marcou no jogo do título, mas é nele que eu vejo a responsabilidade de eu ver um Sporting campeão pela primeira vez na minha vida. E é por isso que o Acosta é o meu ídolo, aquele que me fez feliz como nunca ninguém antes por ser do Sporting. Beto Acosta, és o nosso matador!


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17 Jan 12
Bonecos da bola (9)
João Severino

 

Acosta


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