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És a nossa Fé!

Balanço provisório

Até agora, nesta época 2017/2018, disputámos seis jogos oficiais. Com Aves, V. Setúbal, V. Guimarães, Estoril e Steaua de Bucareste (2).

Balanço: cinco vitórias e um empate. Quinze golos marcados e dois sofridos.

 

Ao nível das nossas melhores expectativas. E bastante acima do que muitos previam, o que justifica um elogio ao treinador: além dos bons resultados, a equipa está motivada e organizada, mostrando vontade de superar todos os obstáculos. E vários reforços têm mostrado ser isso mesmo: reforços.

Desta vez os olheiros andaram de olhos bem abertos. Ao contrário do que sucedeu há um ano.

O berço do campeonato

Há três anos, percebemos em Guimarães que Marco Silva não ia ganhar o campeonato (e que já lhe tinham enfiado uns patins), quando sofremos uma copiosa derrota por 3-0. Há dois anos, percebemos em Guimarães que Jesus não ia ganhar o campeonato, quando Bryan Ruiz falhou o primeiro dos seus dois históricos golos de baliza aberta. O ano passado, percebemos em Guimarães que Jesus não ia ganhar nada, depois daquele empate assombroso. Este ano também cheira a decisivo.

Aos vossos lugares

Acredito que venha a ser um campeonato terrível. Pela primeira vez em muito tempo, diria que os três grandes têm 33,3% de favoritismo. Só que este é o primeiro campeonato com vídeo-árbitro e ao mesmo tempo uma sede imensa por parte de alguns canais de toda a polémica e mais alguma (pelo simples facto de essa polémica ter retorno em audiências).
De uma coisa tenho a certeza, seja quem vença em Maio, os outros não lhe reconhecerão mérito por isto ou por aquilo.
O Benfica parece mais fraco, em especial porque vendeu o extraordinário Ederson. O Porto mais forte, porque o efeito Conceição é visível e pode ter o efeito de voltar a criar aquela alquimia do “à Porto” que lhes valeu em muitos momentos nas décadas passadas. Sobretudo, digo eu, o Porto tem laterais muito fortes, o que num campeonato de jogo de ataque em 90% dos jogos como o português é vital.
No nosso caso, acredito que Podence, se tiver uma pontinhazinha muito pequenina de sorte, se pode transformar na coqueluche. Aquela sua rapidez de execução ainda não é completamente entendida pelos colegas e há muitas bolas tipo passe de olhos fechados que se perdem. Ou então, caro Daniel, esquece isso do último passe e foca-te na baliza. Em paralelo, Gelson precisa de ser libertado do estatuto de estrela da equipa. Tem futebol para tal, mas não me parece ter feitio para isso, o que está a prejudicar a sua decisão no último passe, só camuflada por colinho geral dos adeptos e da imprensa. O nosso gigante Bas Dost é mesmo um holandês, sem estados de alma e vai metendo-a lá dentro. Acuña é reforço e finalmente temos um sul-americano que come a relva e não é obcecado por fintinhas e adornos. Gosto de Bruno Sampdoria, mas acredito renderá ainda mais quando se aperceber da especificidade do futebol lusitano. Doumbia vai meter mais de dez golos e algo me diz que Gelson Dala terá mais minutos do que pensava. Iuri é homem para nos resolver jogos mas para chegar ao patamar em que o deixam em paz para ele fazer as coisas à sua maneira, também precisa de sorte e (talvez) de pedalar mais nos treinos. Para já o seu objectivo número um deve ser não ser emprestado em Dezembro. Espero que Coentrão segure o corredor e que do outro lado se passe a mesma coisa e consigamos evoluir para lá do drama Jefferson/Marvin/Esgaio/Schelotto, tudo rapazes fantásticos, mas sem potência para uma equipa que pretende ser campeã.
É pena William ir embora. Vê-lo a passear classe como central contra a Fiorentina, a jogar com aquele ar enganador de quem está de férias, foi um regalo.  

Vamos lá a pôr ordem na barraca!

Ontem tive oportunidade de ver o jogo completo.

Como ponto de ordem, quero deixar claro que entendo todas as experiências que se queiram fazer nestes jogos, mesmo a peregrina ideia de estar a levar dois e jogar sem ponta de lança. Por outro lado, não gosto de perder, nem mesmo a feijões!

Eu não percebo nada de futebol, no entanto vejo bola quase desde que nasci e tenho cá p'ra mim que há nas preparações da época dois factores essenciais que se pretendem atingir: Aquisição dos métodos do treinador e o consequente entrosamento entre os executantes, por um lado, e começar a criar um suporte psicológico forte para enfrentar uma época longa e complicada.

Ora, na minha opinião de analfabeto futebolístico, o primeiro propósito adquire-se praticando nos treinos; Muitas vezes, parando o apronto as vezes que forem necessárias, indo lá por repetição até que aquilo seja feito de olhos fechados e o segundo colocando em campo, em jogos particulares, aquilo que se praticou nos treinos e conseguindo com isso vitórias. Porque, mesmo para quem nada percebe de futebol como eu, repito, a vitória é o maior elixir para um "caparro" psicológico forte e consistente. Quem não ouviu já dizer que as equipas se alimentam de vitórias?

Assim sendo, mais uma vez na minha modesta opinião como futebolisticamente analfabeto, as pré-épocas devem ser planeadas em função destes dois objectivos primordiais e os jogos delas constantes serem jogados em função do que se pretende atingir (entrosamento e confiança), ou seja, há duas hipóteses: Ou se escolhem equipas fracas e se fazem todas as experiências durante estes jogos, considerando-os como mais um treino e rodando todos os disponíveis para os observar num contexto diferente, apenas um pouco mais complicado, ou se escolhem equipas fortes. Nestes jogos com equipas da mesma igualha que a nossa, perdoem-me os catedráticos do futebol, Jesus incluído, o meu orgulho sportinguista não se compadece com experiências e 22 jogadores em campo (só dos nossos) e não vai em conversas de que "isto é só um jogo-treino, o resultado não interessa". Interessa e muito! Como disse, as equipas alimentam-se de vitórias e se anteontem a vitória no jogo com os turcos foi um belo tónico, o descalabro de ontem foi um murro no estômago e o deitar por terra do que se terá conseguido no dia anterior. Quem pensar que estes jogos são apenas treino, não percebe o que é ser Sporting. Quem encarar estes jogos com displicência, está a mais no Sporting, do topo à base.

"Ah e então como é que tu farias, ó inteligente?" perguntam e bem vocês, que estão a perder o vosso tempo a ler-me. Pois, como eu não percebo nada disto, nesta opção de pré-época, os jogos seriam para ganhar, o prestígio do Sporting está em causa. E para ganhar estes jogos, é escalar um onze para tentar isso mesmo, é jogar um jogo de futebol e não uma partida de treino. Experiências fazem-se em casa! "Ah, mas no início da época todos devem ter a mesma oportunidade". Pois devem, mas nestes casos, valores mais altos se alevantam e, mais uma vez, quem não entender isto, estará a mais no Sporting. Perguntem aos sócios e adeptos sportinguistas que estiveram ontem no estádio se ficaram satisfeitos com a merda de jogo que foi produzido, já não falando do resultado que só não foi mais expressivo, porque não calhou mesmo.

Não quero ser alarmista, mas temo que o caminho que se está a querer traçar seja o mesmo que o da época passada, com a porcaria de resultados que se viu.

Portanto, ainda estamos a tempo de arrepiar caminho. Senhor presidente, vamos lá a pôr ordem na barraca, está bem?

Expectativas para 2017/2018 (com a info de maio)

Especulemos um pouco sobre o futuro, à data em que a equipa de futebol sénior, masculina, do Sporting Clube de Portugal termina mais uma época.

A perspetiva de que Adrien Silva (28 anos) venha a sair do clube para ter currículo internacional na última parte da sua carreira, parece ser um cenário muito provável.

Se sai em pacote com William (25 anos) ou se William sai ou fica, já parece ser algo mais difícil de antecipar (sempre no campo das probabilidades).

Noto que vamos ter ainda uma montra entre 17 de junho e 2 de julho, a taça das confederações, que poderá ajudar a recordar, a nível global, a valia destes jogadores. Nesse sentido, tudo é possível, até mesmo a saída de ambos.

Depois há Gelson (22 anos). Posso estar enganado, mas creio que o assédio à mais jovem pérola titular indiscutível será real e de peso. Também acredito que não seria a melhor decisão de carreira do moço mas veremos

Juntando a isto as declarações recentes daquele que será o treinador do Sporting no início da próxima época sobre a necessidade de grandes mudanças que estão a ser discutidas e as bocas do presidente aos que ao verem o Sporting a passar vergonhas com “segundas e terceiras escolhas” se põe a recordar a valia subaproveitada da cantera, parece-me praticamente inevitável que venhamos a ter uma autêntica revolução no plantel, em todos os seus setores.

Novos laterais esquerdos, novos centrais, novos centrocampistas, novos extremos, novos avançados, tudo a ser suprido por uma mistura entre uma nova camioneta de jogadores contratados e prata da casa que ascende a sénior ou que está já na folha salarial mas em empréstimos.

Talvez no Benfica também haja uma mini-revolução na defesa e alguma coisa no meio campo, mas deverá ser menos drástica. O Porto também mexerá em algo mas creio que também revelará menos caras novas. É pelo menos o que parece (a esta data propícia a muitas mudanças nas próximas semanas).

Olhando friamente para as estatísticas que ainda há poucos dias eram referidas na TSF (aplicáveis em Portugal e em quase todos os campeonatos), a estabilidade no plantel é uma realidade que costuma coincidir com títulos. Não é condição suficiente para ganhar, mas é, salvo raras exceções, uma condição necessária.

Dito isto, e a confirmar-se este cenário de grande mudança em todos os setores com maior impacto no nosso plantel do que em qualquer outro dos três grandes, o Sporting partirá como candidato ao título pela quota  das “raras exceções”.  

Acho que não temos nada a perder em reconhecer isso, sem que tal sirva de desculpa ou atenuante ao nível de exigência que devemos colocar à equipa e aos técnicos. Se estamos nesta posição muito se deverá ao que não conseguimos construir na época que agora termina.

No fim de contas, as saídas que se avizinham até serão normais estando a discussão muito mais na capacidade de minimizar esse impacto numa única época (e assim evitar grandes ruturas numa só temporada) do que garantir que não ocorram de todo ao longo das respetivas carreiras dos nossos melhores jogadores.

Vejamos o que nos revelará o defeso e a pré-época na nossa casa e na dos outros mas, a esta data, diria que partimos como aquele que terá uma montanha maior para escalar para chegar ao título. E com um treinador que, a mim, pessoalmente, me tem parecido gerir o plantel com bitolas de exigências distintas quando se tratam de jogadores da casa, ou jogadores cuja contratação de raiz avalisou (já era assim no Benfica), sou levado a refrear ainda um pouco mais a expectativa com que me disponho a encarar a próxima época.

Estamos numa posição que, teoricamente, é a oposta àquela que tínhamos há exatamente um ano, quando terminámos o campeonato a jogar claramente o melhor futebol, com o plantel mais equilibrado. Mas convém não esquecer que entre o final de maio e o início do campeonato, muito mudou no ano que passou e esse capital de vantagem não veio a confirmar-se, de todo, na época que agora termina.

Treinador do Sporting para a Época 2017/2018

Temos dez jogos para disputar até terminar a corrente época. O melhor a que realisticamente podemos almejar neste momento, em termos classificativos, é manter o atual terceiro lugar, mas há algo mais à espera de ser ou não conquistado: consolidar a expectativa de que estamos a caminhar para construir uma equipa mais competitiva na próxima época.

Sem desprezar que haverá duas ou três mexidas obrigatórias no plantel e que, portanto, há uma parte importante do nosso destino que só se começará a traçar depois de fechada a corrente época, creio que o que viermos a conseguir fazer nos jogos que faltam, com o atual plantel, será decisivo para termos hipóteses legítimas de disputar o próximo campeonato.

Não sou propriamente um fanático da formação no sentido de não ter olhos na cara e ficar cego com a ideia de que, por definição, colocar um jogador da formação é sempre melhor. Mas também não sou cego para a razoável taxa de fracasso e respetivo custo que tiveram as contratações deste ano. A qualidade média destas foi decisiva para que hoje seja angustiante ver jogar o Sporting e hoje, a 6 de março de 2017, é evidente que foi condição suficiente para nos arredar do título, mesmo com razões de queixa em algumas arbitragens importantes.

Bas Dost, sendo diferente, é um excelente jogador que substituiu Slimani, um avançado de categoria mundial, mas do resto pouco reza a história. Uma nota de esperança sobre Alan Ruiz e pouco mais.

 

SCP

 

Metade do mini-bus de contratados ou já foi despachado em janeiro para aliviar as contas ou inspira muito pouca confiança de mexer positivamente com o jogo do Sporting. Restam os reforços de janeiro, aqueles que temos e com os quais o treinador terá mais três meses de trabalho. Com tempo, um jogo por semana, ou menos, e condições ideias para burilar. 

Esse trabalho exigirá necessariamente conseguir potenciar melhor o atual plantel começando desde já a integrar com maior frequência aqueles que sabemos irão estar disponíveis na próxima época (se assim quisermos) e que precisam de rodagem de sénior em ambiente de grande responsabilização. Jogadores que ainda estão a formar-se como profissionais numa equipa de topo.

Entretanto, estamos sem o jogador mais importante, Adrien (lesionado) e sem substituto condigno a ser escalado para o plantel. Mais um cenário que tem de ter resposta se queremos ser um candidato sólido a lutar pelo título. Ontem vimos um remendo tático muito razoável na primeira parte que foi destruído pelas substituições. Um claro erro de guião.

Temos três meses e algum sangue novo disponível e que, mais que não fosse, pelo baixo rendimento de alguns clássicos de Jorge Jesus, já justificam uma aposta continuada por uns jogos. Pelo menos Podence e provavelmente Geraldes e Matheus Pereira. Não para satisfazer os adeptos, mas para construir um esqueleto de equipa e um balneário mais equilibrado onde todos sejam vistos com alternativas válidas. Uma base a melhorar com algumas contratações cirúrgicas daqui a uns meses.

A garra e vontade dos putos que me recordo de ver em Cedric, Adrien, Carriço, João Mário, Gelson e muitos outros, têm oferecido ao Sporting - por vezes em momentos bem mais difíceis - uma combatividade que nos tem alimentado este espírito de resistência e que vai espantando adeptos aburguesados de tantos outros clubes que nos queriam ver dobrados pela estatística.

Convém ter bem presente que o futuro do Sporting passará muito por conseguir conservar no seu plantel essa alma numa fração razoável e contínua, com reflexos inevitavelmente positivos no decurso de uma época onde tantas vezes temos que lutar contra bem mais do que 11 jogadores adversários. É assim em quase todas as grandes equipas, aquelas que conseguem alimentar melhor a paixão da comunidade que as suporta - o capital mais importante do Sporting.

Será uma desgraça se este tempo que resta até à época 2017/2018 for gasto a suspirar pelo próximo mini-bus de contratações.

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