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És a nossa Fé!

CR7 versus Messi

Estou cada vez mais convicto que a UEFA quer “à força toda” uma Final da Liga dos Campeões com clubes espanhóis de maior relevo. Isto é, um duelo europeu entre Cristiano e Messi. E esta intenção tem muuuuuuuuitos anos.

Os (poucos) interesses desportivos e os (muitos, demasiados) interesses financeiros estão obviamente na origem desta férrea vontade do órgão máximo do futebol europeu. Não calculo sequer os valores assombrosos que andariam à volta de um jogo destes. Mas não só...

Acredito que a UEFA deseja afincadamente esta final para finalmente colocar Messi num pedestal mais elevado que Cristiano.

Mas para tal aquele órgão necessita que ambos os clubes consigam chegar à dita final. Ora em anos anteriores tanto o Real como Barcelona têm chegado às semifinais e às finais mas curiosamente nunca ambos no mesmo ano.

Tudo isto para explicar o quê?

Ontem estive em Alvalade com mais 48.274 adeptos e vi um Sporting a ser massacrado por um árbitro que, enquanto a equipa blaugrana não marcou, não deixou de atemorizar os nossos jogadores. Mal tocava num jogador da cidade condal, qualquer atleta leonino era logo admoestado com a cartolina amarela. Um manual de como não se deve arbitrar.

Fiquei ainda com maior impressão quando após o golo do Barcelona o árbitro deixou de apitar tanto. Geralmente nunca perco a cabeça no estádio, todavia ontem perdi as estribeiras, pois jamais vi um juiz preceder desta forma. Comentei que, a ser daquela maneira, o Sporting não acabaria com os onze jogadores. Mas Coates teve aquele azar e a partir daí tudo acalmou.

Nem imagino sequer o que faria novamente o árbitro se Bas Dost ou Bruno Fernandes tivessem marcado o golo do empate.

Tudo isto para explicar que se ontem estivesse no campo um juiz competente, provavelmente não estaria a escrever este texto.

E o Barça poderia não estar em primeiro!

 

Também aqui

 

Ver e ter medo de apitar

A decisão ontem conhecida do conselho de disciplina em não castigar Eliseu adequa-se. Foi esta época disponibilizada mais uma ferramenta para auxiliar a equipa de arbitragem a tomar as melhores decisões em casos específicos. Assim, como as imagens plenamente demonstram, Eliseu teve uma entrada violenta sobre um jogador do Belenenses. Tanto o árbitro principal, junto do lance, como o árbitro que analisava as imagens da inequívoca agressão, decidiram que naquele caso nada de anormal se havia passado. Aliás, a jogada prosseguiu com um lançamento lateral a favor do Benfica. Este caso onde uma tão evidente agressão é branqueada por uma equipa de 5 juízes prova de forma clara que há árbitros em Portugal que se sentem condicionados em tomar decisões que penalizem o Benfica. É incompreensível para todos que aquela entrada não fosse de imediato sancionada, seja pelo árbitro principal, fosse com intervenção do árbitro que tinha acesso às imagens das diversas câmaras. Os detractores do VAR, curiosamente na sua maioria adeptos e dirigentes do Benfica, exultam com esta decisão, não vendo o óbvio: Não foi o sistema do vídeo-árbitro, que eles tanto contestam e abominam, que falhou. Quem falhou de forma escandalosa foi quem estava a analisar as imagens e quem no campo não foi capaz de “ver” aquela agressão. Este condicionalismo em decidir contra o Benfica, que afecta a grande maioria dos juízes no activo, vai esta época, com a ajuda do VAR, ser ainda mais evidente. E o problema, um de muitos, do futebol português está aqui, nesta vantagem significativa que aquele clube tem em relação a todos os outros.

Vasco Santos, o árbitro que esteve em Vila do Conde a analisar as imagens em directo, foi um dos árbitros referidos nos e-mails divulgados.

Jorge Sousa, Duarte Gomes, Paulo Costa, etc., etc., etc. ...

Sobre o triste episódio do arbitro Jorge Sousa, já foi aqui dito o essencial pelo Pedro Azevedo, Pedro Correia e Pedro Boucherie Mendes. Subscrevendo integralmente o disseram e recordo os episódios do Duarte Gomes e do Paulo Costa, nos quais encontro similitudes com este mais recente.

Face a estes tristes episódios, coloco a mesma questão que o leitor JMelo deixou no texto do Pedro Correia:

«Só pergunto uma coisa, se o jogador em causa vestisse de encarnado ou riscas azuis e brancas, este árbitro teria o mesmo comportamento?»

Parece brincadeira

Ouvi ainda agora, ia almoçar, no carro, que o árbitro para quarta-feira é o turco Çakir.

E dei comigo a pensar que aquilo de termos sido cabeças de série e ter a possibilidade de algum tubarão ser desde já posto borda fora da CL, foi apenas um acidente de percurso.

Este senhor Cüneyt Gama Çakir (provavelmente terá tido um antepassado português ), deixou apenas três penaltis por marcar, a nosso favor, no jogo de Lisboa com o CSKA, que apesar de tudo haveríamos de vencer por 2-1.

A UEFA mudou? Não me parece...

Ou quer redimir-se. Quem sabe?

Já podemos falar do tal árbitro mal criado?

Curioso que jornaleiros e comentadeiros sempre prontos a repetir o eco não tenham sabido bem o que fazer no caso do árbitro que falou com o jogador como se fosse um pateta. Claro que o azar do árbitro foi ter os microfones da Sport Tv ali apontados, mas quero lá saber. Não se fala assim com ninguém em lado nenhum. Nem os pais com os filhos, nem os guardas prisionais com os detidos, nem os pastores com as ovelhas, quanto mais um árbitro com jogadores profissionais. O árbitro provou não saber estar. Demonstrou que só sabe exercer autoridade ameaçando. Abusou da autoridade. Intimidou. Foi um fraco. É sempre assim? Pior ainda! Substituam-se estes ditadorzecos de meia tigela que enchem os bolsos com as suas insígnias FIFA, UEFA e mais não sei quê, que agora pelos vistos são contratados pela media para dizerem banalidades ou exportados para a Grécia. Melhor fariam os jornais e os programas se fizessem um top semanal de quanto andam a receber os árbitros pelos jogos, incluindo (oh sim, incluindo…) ajudas de custos, alcavalas e quilómetros e senhas de refeição…
Esta muito portuguesa tendência para amochar até se perceber para onde sopra o vento, esta cobardia da maioria, este talento invulgar para assobiar para o ar até que passe o mau cheiro é um defeito terrível e infelizmente estruturante deste país. É o que o árbitro está à espera, em vez de pedir desculpas públicas e garantir que vai rever o seu procedimento. E o chefe dos árbitros? Que espera para anunciar que vai dar formação em liderança aos homens e mulheres do apito? Não basta os olhos fechados às negociatas e às transferências, agora também temos de fechar os olhos ao que se passou, fingindo que este árbitro continua digno de andar a ganhar muito dinheiro às custas dos clubes, dos adeptos e patrocinadores?

Arbitragens antes e depois

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Facto a merecer registo: houve arbitragens impecáveis nos dois últimos jogos do Sporting. Ainda por cima por parte dos senhores  Bruno Paixão e Jorge Ferreira, árbitros extremamente polémicos, como o país futebolístico bem sabe.

Confirma-se: as arbitragens com influência nos resultados existem sobretudo na primeira metade do campeonato, quando as posições na tabela estão a ser definidas e tudo permanece em aberto. Arbitragens como as de Artur Soares Dias, que nos retirou dois pontos em Guimarães à jornada 7. Ou as de Jorge Sousa, que perdoou dois penáltis ao Benfica no dérbi da jornada 13.

É preciso pôr cobro a isto de uma vez para sempre. Em nome da verdade desportiva, para que a mentira seja afastada de vez dos relvados nacionais.

O elo mais fraco

Portugal é campeão europeu de futebol. Com um treinador português. 
Esta é a maior prova de competência dos jogadores portugueses e dos treinadores portugueses.
Há cinco anos que nenhum árbitro português está na alta roda do futebol internacional. Desde que Pedro Proença apitou os jogos dos títulos europeus de clubes e selecções - proeza inédita que o elevou ao patamar supremo da sua categoria profissional.
De então para cá, com outros protagonistas, tem sido sempre a descer. No Euro 2016 não houve nenhum português a apitar.
Daqui se conclui que o sector da arbitragem se tornou, em termos qualitativos, o elo mais fraco do futebol nacional. Os árbitros não podem portanto comportar-se como se fossem o elo mais forte. Porque não são.

Não se trata só de incompetência

O problema da arbitragem em Portugal não é apenas uma questão de competência. Prova: os profissionais do apito que até agora mais prejudicaram o Sporting nesta temporada são geralmente considerados os "dois melhores árbitros portugueses" - Artur Soares Dias e Jorge Sousa.

Ninguém lhes nega competência. A verdade, porém, é que ambos já nos retiraram pontos. Dois, no caso do primeiro, em Guimarães - transformando uma vitória leonina em empate ao validar um golo ilegal dos vimaranenses. Provavelmente dois, no caso do segundo, que fez vista grossa a um par de penáltis favoráveis ao Sporting numa partida que terminou com a vitória tangencial do Benfica na Luz.

Por mais que insistam, serei o último a chamar-lhes incompetentes. A verdade é que também a competência está sujeita ao erro. Resta exigir-lhes que não errem sempre para o mesmo lado.

As caras dos protagonistas

Do sítio da APAF na internet, público portanto.

Após consulta do quadro de nomeações no sítio da FPF, público portanto.

É este o senhor que atribuiu a Jorge Sousa uma classificação excelente (8,6 salvo erro), no jogo Benfica-Sporting, onde ficaram por marcar duas claras grandes penalidades a favor do Sporting.

Caso para dizer que basta um Coelho. 

E nem vislumbre de cajadada. Salvo seja.

 

Carlos Coelho.jpg

 

Os herdeiros do Porto

Assistimos ontem no pré fabricado à confirmação, se tal fosse necessário, do estado de podridão do futebol português. Hoje pela noite e durante o resto da semana, vamos assistir ao tradicional branqueamento de tudo o que se passou naquela hora e meia. Há em Portugal uma equipa que não necessita sequer de se preocupar com algum dia que não lhe corra bem. Temos uma equipa que, ao contrário das outras, apenas tem que colocar onze jogadores em campo e tranquilamente aguardar pela vitória. Não tem que se preocupar com tácticas, com treinos nem com o adversário. Há sempre uma mão que a embala e guia à vitória. A situação absurda já é tão aceite que já temos pseudo jornalistas que sem vergonha qualquer, questionam o nosso treinador se o mesmo acha que a não marcação de dois evidentes penaltis que ficaram por assinalar, tiveram influência no resultado. O controlo que existe por parte de um clube abrange todas as áreas que possam por em causa a sua supremacia sobre os demais. Depois da limpeza dentro das quatro linhas trata-se de arredar durante a semana seguinte qualquer hipótese de discussão séria sobre o assunto. Todos os comentadores afectos ao nosso rival utilizam a mesma táctica que tem resultado; usam a sua estupidez e falta de bom senso como argumento. Como afirmou ontem o seu treinador a única coisa que de ontem interessa reter é a vitória, tudo o resto para nada interessa. Está dito e será a cartilha seguida pelos nomeados para representar o clube nos intermináveis programas dedicados à bola. Virá mais tarde arrepender-se o árbitro dos erros casuais e não premeditados. A tradição manda aguardar uns tempos, o suficiente para que não seja necessário ter qualquer vergonha na cara. Nesta semana iremos ter editoriais dos pasquins habituais sobre o subaproveitamento do Sporting nas oportunidades criadas. Irão esquecer a maleita do anti-jogo que tanto os preocupou na semana passada. É passado e é assunto que agora não interessa abordar. O porto encontrou definitivamente um sucessor na forma de ganhar campeonatos. Aqueles que tanto se insurgiam do outro lado da 2ª circular irão desta vez calar-se. Ganhar por qualquer meio é agora o que defendem.

Lá, tal como cá!

Era já noite quando vi a Real Sociedad jogar contra o Barcelona treinado por Luiz Enrique. Um jogo empolgante que terminou com um (injusto) empate a uma bola.

Porém deste clássico retenho duas coisas importantes:

a primeira foi a forma acutilante e corajosa como a equipa de S. Sebastian se bateu em campo contra o campeão em título;

a segunda tem a ver com o árbitro do encontro que prejudicou, e de que maneira, a equipa que jogava melhor futebol.

Ora sempre pensei que a característica de maus árbitros fosse coisa bem lusa. Porém, perante o que me foi dado observar, lá tal como cá, também têm árbitros... fraquinhos, fraquinhos!

Não desculpa nada, mas...

 

Dando de barato que o segundo golo do Guimarães não é precedido de falta (eu acho que é - cf. pág 80, p.f.), o penalti marcado vê-se claramente que não existe e no terceiro o árbitro está de frente para a jogada, vê até muito melhor que nós nestas imagens.

Posto isto, retiro o que disse em comentário ao postal do Pedro Correia e acuso aqui o árbitro de ter errado grosseiramente em dois dos golos sofridos pelo Sporting em Guimarães. Ademais, lembro aqui um golo anulado na época passada a Slimani, pelo mesmo árbitro, em situação idêntica, em jogo com o Boavista, que nos fez perder dois pontos, que na contabilidade final nos dariam o título.

Raios, que só se enganam para o mesmo lado. Terá o Jesus feito algum mal ao SD filho?

ASD.jpg

 Adenda: Cerca de uma hora após a publicação do post, este tinha recebido dezassete comentários.

Estava apenas publicado um, já que os restantes eram impublicáveis. Um rapazola de sobrenome Luz até me chamou bêbado, vejam lá. Revelador.

Os árbitros também vêem programas de bola.

 


Que os nossos árbitros, observadores e dirigentes são permeáveis à pressão todos sabemos. Aliás considero que o principal primeiro mérito de Bruno de Carvalho foi ter percebido que a casa, qualquer que fosse, se tinha de começar a construir por aí, pela paridade do tratamento por parte dos árbitros. E conseguiu-o. Ninguém é campeão com a arbitragem a decidir contra nós em caso de dúvida. Formação, trutas no mercado, adeptos a encher o estádio não será suficiente se tivermos um árbitro que nos marca offsides, dá amarelos a eito e anula golos só porque tem medo do que lhe vão dizer os “observadores”.
É da vida que os mais fortes são mais favorecidos em processos conscientes e subconscientes por parte dos decisores. Basta ver como o BES construiu um império apoiado em nada nas barbas de reguladores e políticos. Prova que o SCP é considerado mais forte é estarmos a ter arbitragens que decidem a nosso favor em caso de dúvida. É claro que o Sporting teve quatro jogos até agora onde foi superior. Mas não tenho dúvida que noutros tempos os golos contra o Porto não teriam sido validados, nem este primeiro contra o Moreirense. Os lances são limpos e respeitam o espírito não escrito do “em caso de dúvida favoreça-se quem ataca”, mas são suficientemente rápidos para serem ambíguos, logo para que árbitros que cheirem a fraqueza do clube os pudessem ter anulado.
Tenho memória de épocas atrás de épocas de equipas fortes de verde e branco, que foram derrotadas por estes imponderáveis arbitrais que foram comendo pontinho atrás de pontinho, até que ficávamos a seis ou sete ao fim da primeira volta, com toda a desmotivação que isso implicou. Jornalistas e comentadores concluem logo que a época tinha sido mal preparada e mais não sei o quê, mas queria vê-los a ganhar a guerra das tiragens ou das audiências se houvesse um gremlin que domingo a domingo lhes sabotasse a gráfica ou desligasse os cabos da emissão “sem querer” – e vissem em simultâneo que nada disso acontecia aos seus concorrentes.
Por vezes fazemos tudo bem, mas somos vergados pelo factor exógeno, seja a ambiguidade da arbitragem, seja um aumento de impostos, seja um congelamento de rendas, o que for. Repetir que ganha o campeonato quem é mais forte etc é bordão que dá jeito mas que me dá alguma vontade de rir. Porque só ganha o campeonato quem é mais forte no campo e é ao mesmo tempo respeitado em campo pela arbitragem. Ou, vá lá, não prejudicado em caso de dúvida. Cautela com o excesso de ruído a propósito dos nossos putativos ‘benefícios’, muita cautela. Pelo tom nos programas de futebol sentado é evidente que os representantes de SLB e FCP consideram o SCP o alvo a abater. Não menosprezar esta retórica é da mais elementar cautela. Os árbitros também vêem programas de bola.

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