22 Dez 16

Gostei

 

Do resultado. Uma vitória arrancada a ferros no estádio do Restelo, por 1-0, no terceiro minuto do tempo suplementar. Quando muitos sportinguistas já anteviam mais um empate do Sporting fora de casa (que seria o terceiro, após os jogos com o Nacional e o V. Guimarães).

 

De Beto. Estreia como guarda-redes titular neste campeonato, devido a inesperada lesão de Rui Patrício. Uma exibição muito personalizada, de grande classe, deste guardião que joga muito bem também com os pés e revela reflexos rápidos. Evitou dois golos da equipa azul com grandes defesas aos 39' e aos 75', mantendo a baliza invicta.

 

De Bas Dost. Andou desaparecido durante o jogo quase todo mas quando foi necessário estava lá. Valeu três pontos ao Sporting com o golo apontado mesmo à beira do fim. Um golo clássico, à ponta de lança - já vão nove na Liga 2016/17. É para isso que nós, sportinguistas, contamos com ele.

 

De Campbell. Que mais será preciso o internacional costarriquenho fazer para Jorge Jesus perceber que deve lançá-lo como titular? A sua entrada em campo aos 57', substituindo o compatriota Bryan Ruiz, contribuiu muito para dinamizar o caudal ofensivo do Sporting. Com velocidade, desequilíbrios, bons passes. Aos 67' cavou um livre muito perigoso, marcado por Adrien, que possibilitou ao guardião Joel Pereira a defesa da noite, fazendo a bola embater na barra. E foi dele a assistência para o golo de Bas Dost, com um cruzamento muito largo para o segundo poste. O melhor em campo.

 

De Coates. Outra exibição de grande categoria do internacional uruguaio, que é sem dúvida um dos melhores centrais a actuar no futebol português. Nos últimos minutos, jogando tanto com o coração como a cabeça, progrediu muito no terreno, jogando quase a médio-centro. Um verdadeiro Leão.

 

Da rotação de jogadores. Forçado pelas circunstâncias ou por opção táctica, Jesus mudou cinco dos habituais titulares, dando oportunidade a Douglas (substituto do lesionado Rúben Semedo), Jefferson (em vez de Marvin), Esgaio (em vez de João Pereira) e Alan Ruiz (deixando Bruno César inicialmente no banco), além do já mencionado Beto. De forma geral todos deram razoável conta do recado.

 

Do Belenenses. Deu boa réplica ao Sporting.

 

Do apoio entusiástico dos adeptos. Alguns milhares de sportinguistas animaram as bancadas do Restelo incentivando a nossa equipa do princípio ao fim. Incluindo muitos jovens, que não deitam a toalha ao chão: farão tudo para verem o Sporting campeão. É difícil que os jogadores não se empolguem com um apoio tão vibrante.

 

 

Não gostei

 

De ver Campbell no banco. Erro de avaliação do treinador, que devia ter colocado o costarriquenho como titular, em vez do seu compatriota Bryan Ruiz, que talvez por fadiga continua a passar ao lado dos jogos. Hoje Bryan só rendeu cerca de 20 minutos. Depois apagou-se. E quando saiu, aos 57', já ia tarde.

 

De Castaignos. Jesus deu-lhe outra oportunidade, mandando-o entrar aos 72' para o lugar de Alan Ruiz, mas o holandês voltou a ser demasiado discreto. Continuamos sem perceber o que vale.

 

De ver tantos cantos desperdiçados. Um após outro, nenhum deles resultou. Todas as tentativas de colocar a bola com perigo dentro da área embateram na muralha defensiva do Belenenses.

 

Da falta de concretização. Notórias debilidades da equipa no último (e decisivo) passe. Os jogadores fazem imensa cerimónia antes de ficarem com a baliza à sua mercê. Chegam lá perto, mas transmitem a sensação de que ali não sabem muito bem o que fazer à bola. Tirando o lance do golo, só levámos verdadeiro perigo à baliza adversária com um livre directo superiormente marcado por Adrien.

 

Da nossa posição na tabela classificativa. Ganhámos, mas o mesmo sucedeu aos nossos rivais mais directos. Continuamos no quarto lugar, com 30 pontos. Atrás do Benfica (38), FC Porto (34) e Braga (32).


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38 comentários:
De Plinio a 22 de Dezembro de 2016 às 23:37
Quanto ao campbell eu tenho cá uma ideia, o rapaz corre muito por vezes cruza bem (é dos melhores a fazê-lo) mas é muito fraco tecnicamente, recebe mal, endossa mal e não sabe fintar. Mas reconheço que é rápido e abre brechas, mas na segunda jogou de inicio e não se notou. Acho que é jogador para entrar e não para iniciar jogos. Cumprimentos!


De Pedro Correia a 22 de Dezembro de 2016 às 23:43
Eu gosto dele. Aquele cruzamento para o segundo poste, solicitando a corrida de Bas Dost, foi decisivo: fez toda a diferença. Parece simples mas não é. Antes de ele entrar não houve nenhuma jogada semelhante.
Deixa neste momento a milhas o apático, desmotivado ou extenuado compatriota Bryan Ruiz.


De SportingSempre a 22 de Dezembro de 2016 às 23:51
O Sporting safou-se no limite dum desaire no Restelo, podia muito bem ter perdido (aquele contra-ataque do Belenenses de 4 ou 5 para 1...) contra uma equipa muito abaixo do Braga.

Não por falta de esforço e atitude, mas porque o modelo de jogo está mais que conhecido pelos adversários, a fadiga impera no centro (Adrien e William) e os laterais (hoje Esgaio e Jefferson) continuam abaixo das necessidades da equipa.

O Alan Ruiz provou se dúvidas havia que é jogador, teve remates perigosos e passes em ruptura, mas precisa ainda de jogos e minutos para ganhar mais velocidade na abordagem aos lances.

O Campbell entrou bem, falhou antes mas acertou no fim, e Dost não perdoou. Felizmente.

Agora é descansar, recuperar e aproveitar Janeiro para limpar a caderneta de cromos que o Jesus foi buscar ...


De Pedro Correia a 22 de Dezembro de 2016 às 23:58
Sim. É uma questão de modelo de jogo. Jesus aplica sempre o mesmo modelo, sejam quem forem os jogadores que o interpretam. Ora por vezes há necessidade de proceder em sentido contrário: adaptar o modelo ás características dos jogadores.
Falta essa flexibilidade táctica ao treinador e a equipa ressente-se disso.
Tivemos hoje a sorte do jogo - que nos faltou em vários desafios anteriores. Agora há que descansar e arrumar ideias. E, de facto, há que despachar uns quantos cromos.


De rudolfodias a 23 de Dezembro de 2016 às 08:20
A teimosia asinina de jesus faz com que nunca mas nunca mesmo altere o modelo de jogo. Como treinador, está ultrapassado.


De Simong2 a 23 de Dezembro de 2016 às 00:00
A nossa defesa é muito permissiva. Marcamos dezenas de cantos e nem um golo. Não temos um "matador" a marcar livres, safa-se (pouco) o Bruno César. Centramos quase sempre mal. Hoje não jogámos nada bem.
Ganhámos à hora a que, habitualmente, permitimos o empate, ou oferecemos a derrota. Entretanto, em Braga, a equipa local marcou o segundo golo em tudo igual ao que nos foi escamoteado no tal jogo em que marcámos 4 e só valeram 2. Não fiquei nada animado, só gostei do Bas Dost no golo da vitória, de mais nada. E do Coates.
De modos que boa noite e assim.

Boas Festas, caros sportinguistas.


De Pedro Correia a 23 de Dezembro de 2016 às 00:05
A defesa jogou hoje com três não-titulares. Mesmo assim, não sofremos golos. Em boa parte por mérito do Beto, que esteve muito bem. E também pelo Coates, que faz a diferença.
Não desgostei do Alan Ruiz, que rematou quatro vezes bem colocado e com força. Faltam-lhe rotinas, falta-lhe entrosamento, mas está ali uma potencial alternativa à nossa carência de rematadores de meia-distância.
Adrien, William, o próprio Gelson estão a dar o estouro. Do Bryan Ruiz nem se fala: é a imagem personificada da exaustão, logo no primeiro tempo.
Eu não quero saber de notas artísticas. Quero é os três pontos. Mesmo conseguidos a ferros, a minuto e meio do fim. Foi esse o espírito que levou Portugal a conquistar o Campeonato da Europa: amealhar grão a grão.
Por isso gostei. Tudo está bem quando acaba bem.


De Simong2 a 23 de Dezembro de 2016 às 09:45
Também sou assim: que ganhemos, nem que seja com um golo metido com a mão e 5 mn depois da hora. Mas o sofrer faz mal à saúde, imagine o Natal que seria sem a vitória de ontem (estou a falar de futebol, o Natal tem muitas nuances e nem todas têm cantiguinhas e sininhos).


De Pedro Correia a 23 de Dezembro de 2016 às 21:16
Nisso diferimos ligeiramente. Eu quero que o Sporting ganhe sempre, jogando bonito ou feio. Troco sempre jogar bonito e empatar por jogar feio e ganhar.
Mas faço questão de ganhar limpo.
Detestaria ser lampião, empaturrado com o Campeonato Calabote, o Campeonato do Túnel, o Campeonato do Colinho...


De Simong2 a 23 de Dezembro de 2016 às 00:02
Também gostei dos adeptos. Não há outros.


De Pedro Correia a 23 de Dezembro de 2016 às 00:15
É impressionante. Sobretudo ver tantos adolescentes e jovens que nunca viram o Sporting vencer o campeonato e que nem por isso deixam de apoiar entusiasticamente a equipa.
O Sporting tem os melhores adeptos do mundo. Verdadeiros adeptos. Diferentes dos outros, que só contam com apoios quando vencem.


De Simong2 a 23 de Dezembro de 2016 às 09:49
É por isso que aqui vem uma barrigada de benfiquistas. Devem querer aprender mas, por um lado há coisas que não se aprendem e, por outro que é o mesmo, mesmo que quisessem não podiam.


De Pedro Correia a 23 de Dezembro de 2016 às 11:23
Isso mesmo. Está no ADN leonino, não transmissível a lampiões.


De Eric a 23 de Dezembro de 2016 às 00:05
O golo saiu quando finalmente os responsáveis por servir o Bas Dost resolveram servi-lo em condições. Sabe-se que Bas Dost é um jogador alvo, mas não tem recebido bons presentes por parte dos colegas (parece que os colegas não sabem disso). Por isso, o pobre ponta de lança está muitas vezes apagado.
Basicamente, na minha opinião, o Sporting tem 3 problemas: um deles chama-se segundo avançado, outro chama-se lateral esquerdo, e o último tem o nome de lateral direito. 3 problemas fáceis de resolver para um clube que teve o lucro que teve há poucos meses atras.
Abraços


De Pedro Correia a 23 de Dezembro de 2016 às 00:16
Certíssimo. E tem dois outros problemas: a inexistência de substitutos à altura para o Adrien e o William.


De FCS a 23 de Dezembro de 2016 às 00:13
A não titularidade do Campbell, se calhar explica-se com a necessidade de ter alguém no banco com capacidade de mexer com o jogo.


De Pedro Correia a 23 de Dezembro de 2016 às 00:17
Admito que sim. Mas é um risco demasiado grande: por vezes pode entrar quando já há pouco ou nada de relevante a fazer.


De Mike Portugal a 23 de Dezembro de 2016 às 00:30
Discordo apenas na tua avaliação do Castaignos. Ele dá uma boa profundidade à equipa. É um jogador que ganha as bolas todas diretas para ele (um pouco como fazia o Slimani). Não é um portento técnico, mas tem uma capacidade física e de choque muito grande. Serve para estas alturas do jogo em que é preciso ter bola lá na frente. Não sei se servirá para um jogo do tipo que fizemos na 1ª parte, mas como nunca o vi jogar nesse tipo de jogo não posso avaliar.


De Pedro Correia a 23 de Dezembro de 2016 às 00:36
Eu não consigo ainda avaliá-lo bem. Fica-me sempre a ideia de mais uma oportunidade perdida. Hoje voltou a parecer-me isso.


De Edmundo Gonçalves a 23 de Dezembro de 2016 às 00:44
Eu quero é ganhar, jogando bem ou mal, desde que dentro das leis do jogo. Foi o que aconteceu hoje e o que fica para a história são os três pontos, mas...
Gostaria que me explicassem algumas coisas:
1- Se o Adrien não está a jogar um chavo, e não está, não seria de colocar outro qualquer, pelo menos o rapaz descansava?
2- O William não está a jogar um chavo, e não está, não seria de colocar outro qualquer, pelo menos o rapaz descansava?
3- O Bryan Ruíz só deixa de ser titular quando? É que se o rapaz está cansado, e está, jogando sempre nunca recuperará.

Para além disso, dois laterais dava jeito, um p'ra cada lado, ainda que Esgaio não tenha comprometido na direita. Jefferson fez um centro aí por volta dos 70' e entretanto foi perdendo bolas atrás de bolas, inclusive até se fintou a ele próprio, lance que resultou em canto.

Gelson está a rebentar, esta paragem pode ser boa, mas é confrangedor ver o miúdo a fintar, fintar, fintar, fintar, fintar e ninguém saber o que esperar, tudo parado a ver o que sai dali. Treino, precisa-se.

Por fim, são Beto. Devemos-lhe grande parte da vitória de hoje.

Nota final: Alan Ruíz fez uma muito boa exibição. É justo que o refira.


De Pedro Correia a 23 de Dezembro de 2016 às 00:52
Também gostei do Alan Ruiz, com três ou quatro pontapés bem colocados, de meia distância. Um dos quais, aos 46', deu um bom mote à segunda parte leonina.
Ainda bem que se seguem estes dias de paragem para o Adrien, o William, o Gelson e quase todos os outros poderem descansar. O Bryan precisa de tratamento mais prolongado: várias semanas no banco.


De rudolfodias a 23 de Dezembro de 2016 às 08:20
Podem dar graças à estrelinha de Belém e ao minutxcho nobientxcha e dosxch pois sei de fonte segura que o contrato milionário do menino jesus estava prestes a ser rasgado nesta quadra por justa causa e pelo próprio Pai Natal.


De Anónimo a 23 de Dezembro de 2016 às 08:41
Repararam no pormenor da mão assinalada fora da área (à entrada) na primeira parte e a diferença de já não acontecer o mesmo quando foi dentro??


De Pedro Correia a 25 de Dezembro de 2016 às 19:12
Não vi. Prefiro concentrar-me nos jogadores e não nos árbitros.


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