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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da atitude dos jogadores. No rescaldo do empate na Choupana, na última jornada do campeonato, sucederam-se protestos ruidosos dos adeptos, exigindo "atitude" à nossa equipa. Valeu a pena protestar: o Sporting bateu-se bem esta noite na Alemanha, frente ao Borussia Dortmund, mantendo o resultado em aberto até ao apito final. Perdemos tangencialmente, por 0-1, mas os jogadores bateram-se bem em campo.

 

Da nossa organização táctica. Jorge Jesus surpreendeu com um eixo defensivo formado por três jogadores (Coates, Rúben Semedo e Paulo Oliveira) para travar a dinâmica de construção da turma germânica, fazendo avançar um deles (Rúben, quase sempre) no nosso processo ofensivo. Aposta parcialmente conseguida, esta espécie de 3-5-2: apenas em dois lances o Borussia conseguiu minar o nosso reduto defensivo. Infelizmente para nós um desses lances resultou no golo solitário.

 

De Gelson Martins. Causou constantes desequilíbrios na nossa ala direita, ganhou várias vezes o confronto individual com Raphael Guerreiro, soube centrar com perigo e esteve perto do golo em duas ocasiões, aos 27' e aos 31'. Decaiu um pouco na segunda parte, devido ao cansaço, mas ainda rematou com perigo aos 49', suscitando uma boa defesa do guardião contrário. Voltou a ser o nosso melhor elemento: é o grande criativo deste Sporting 2016/17.

 

De William Carvalho. Todos receávamos que tivesse ficado afectado pelo desafio frente ao Nacional, em que falhou um penálti, mas a boa notícia é que o nosso médio defensivo voltou às grandes exibições. Recuperou bolas, abriu linhas de passe, fez vários lançamentos longos para alargar a nossa frente de ataque. Merece nota muito positiva.

 

De Schelotto. Uma das suas melhores partidas de sempre com a camisola verde e branca. Sobretudo na segunda parte, em que fez valer o seu bom domínio da bola, aliado à velocidade. Dos pés dele, num cruzamento perfeito, saiu aos 77' quase uma assistência para golo: a bola só não entrou porque Bryan Ruiz, o suspeito do costume, manteve a tradição de falhar em lances deste género. O italo-argentino, com visíveis problemas de ordem física e já sem hipótese de ser substituído, teminou o jogo quase sem conseguir correr, numa louvável missão de sacrifício.

 

Do regresso de Adrien.  Decorria o minuto 58 quando o campeão europeu regressou enfim aos relvados após lesão demorada, provocando uma injecção anímica na equipa, que já estava a jogar bem e passou a jogar melhor ainda. Infatigável, sem aparentes sequelas da lesão, fez passes entre linhas, recuperou bolas e exerceu pressão alta sobre a equipa adversária. Não esperávamos menos dele.

 

Da nossa sorte. Bem podemos dizer que esteve do nosso lado, ao minuto 34', quando Götze rematou à trave. Um calafrio percorreu equipa e adeptos: seria 2-0 e o destino da partida ficaria praticamente traçado. Felizmente a bola não entrou.

 

Que Jesus não tivesse feito "poupanças" a pensar no Arouca. Deixando Elias e Markovic fora do onze titular, como se impunha, da equipa-base apenas Bas Dost ficou inicialmente no banco, dando lugar a Castaignos. Mas até Dost jogou também, acabando por fazer toda a segunda parte, por troca com o compatriota, demasiado discreto durante o primeiro tempo.

 

Do apoio incansável dos adeptos. Estavam pelo menos três mil apoiantes leoninos em Dortmund. Apoiando a equipa do princípio ao fim com cânticos e gritos de incentivo. No final, não regatearam fortes aplausos aos jogadores. De falta de atitude ninguém se queixou.

 

 

Não gostei

 

Da derrota. Não há vitórias morais: saímos derrotados deste importante desafio da Champions. Com um golo sofrido logo aos 12'. Bastou aos alemães para concretizarem o objectivo para este jogo.

 

Da tremideira colectiva no lance do golo. Marvin, com falhas pontuais de marcação, abriu espaço no seu corredor para o cruzamento e Paulo Oliveira falhou a intercepção, permitindo que o colombiano Adrián Ramos marcasse. Foi a única falha do reaparecido internacional sub-21, mas num lance que acabou por ser decisivo.

 

Da nossa má finalização. Consistência defensiva, mobilidade no meio-campo, boas trocas de bolas: fizemos várias vezes quase tudo bem excepto ao chegarmos aos últimos 15 metros do campo. Não por falta de tentativas mas por falta de pontaria. Nem à meia-distância nem de recarga nem de cabeça nem de bola parada o golo aconteceu.

 

Do falhanço de Bryan Ruiz. Começa a ser uma tradição no Sporting: a melhor oportunidade acaba por ser desperdiçada pelo internacional costarriquenho. Voltou a acontecer, ao minuto 77.

 

De Castaignos. Entrou desta vez como titular: foi a maior oportunidade que Jesus lhe deu até agora. Mas, sem entrosamento com os companheiros nem rotina competitiva, teve uma exibição pálida, de que apenas se destacou uma boa tabelinha com Gelson aos 27'. Ninguém se surpreendeu quando cedeu lugar a Bas Dost logo a abrir a segunda parte.

 

De Markovic. Jesus esteve bem em duas das três substituições, sem desmontar o esquema táctico concebido para este jogo, trocando ao intervalo o apagado Castaignos por Bas Dost e fazendo entrar Adrien aos 58' para render Bruno César. Inútil foi a entrada de Markovic, aos 78', para ocupar a posição de Bryan Ruiz. O sérvio voltou a demonstrar falta de integração na equipa e falta de maturidade competitiva. Corre bastante mas nem ele próprio deverá perceber para quê.

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