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És a nossa Fé!

Para além de Alcochete

Parece que esteve (ou será que ainda está?) em curso uma deslocação do Sporting ao Médio Oriente para realizar uns jogos particulares de final de época. Seria sem dúvida uma boa oportunidade para testar alguns jogadores menos rodados ou emprestados, e ganhar uns trocos.

Em tempos, recordei, com nostalgia, os anos em que o Sporting ia estagiar para Viseu ou Rio Maior, o que era sempre uma excelente ocasião para reforçar os laços de sportinguismo naquelas regiões onde existe uma grande comunidade sportinguista, embora não haja um clube local na 1ª Liga a defrontar o Sporting.

As academias, apesar de todas as suas inegáveis vantagens, fecharam muito os clubes para dentro de si próprios. Hoje são raras as vezes em que vemos Sporting, Porto ou Benfica irem jogar pelo país fora, em regiões onde não há qualquer clube na 1ª liga, apesar de terem aí grandes legiões de adeptos.

Quando é que foi a última vez que o Sporting jogou nos Açores?

Quando é que foi a última vez que o Sporting jogou em Trás-os-Montes?

Quando é que foi a última vez que o Sporting jogou no distrito de Viana do Castelo?

Só para citar alguns exemplos.

Recentemente, por ocasião de peregrinação familiar, estive na cidade do Mindelo em Cabo Verde.

Tendo o Sporting tido Nani nas suas fileiras, e contando agora com Heldon, tive a curiosidade de sondar (embora sem grande rigor científico) o fervor clubístico pelo Sporting naquelas paragens. Infelizmente, os resultados não foram animadores. Não bastava a festa imensa que assisti pela vitória do Benfica frente ao Porto para a taça de Portugal, como veio a constar-me que o Porto era o 2º clube preferido dos jovens cabo-verdianos de São Vicente, depois do Benfica.

O Sporting precisa de capitalizar os seus activos e, não menos importante, cuidar do sportinguismo espalhado por Portugal e por onde se fala português.

Dir-me-ão que levar o Sporting a Ponta Delgada, ou à cidade da Praia, não dá dinheiro, e que é preferível ir antes até ao Dubai ou Xangai. Não negando as vantagens financeiras das deslocações ao Oriente, parece-me, no entanto, importante que o Sporting não esqueça a sua dimensão nacional (a começar no seu nome e a terminar nas mais diversas proveniências dos jogadores portugueses que integram as suas equipas), preserveando-a com esmero.

Se não se estimar esse património de sportinguismo espalhado pelo país, como poderá então o Sporting conseguir concluir com sucesso uma «missão pavilhão» ou outra iniciativa do género?

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