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És a nossa Fé!

Para a história: os lacraus e os três olhos

Faz hoje oito dias, Bruno de Carvalho fez uma comunicação de 50 minutos aos sócios em que anunciou a convocação de uma nova assembleia geral para o próximo sábado, dia 17.

Foi uma intervenção cheia de frases polémicas, que desde então têm suscitado debate - dentro e fora das fronteiras do Sporting.

Escutei-a atentamente, na íntegra, a partir da transmissão da Sporting TV, e destaco agora as frases do presidente do Sporting que considero mais relevantes, deixando-as para registo histórico deste blogue.

Os sublinhados a verde, naturalmente, são da minha responsabilidade.

 

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«[Vivo] uma vida de completo sequestro há cinco anos. Que não é cinco: já são sete.»

 

 «Não vamos confundir - e é isso que é muito fácil confundir os sportinguistas - diferenças de opinião, e opiniões contrárias até, com a ofensa gratuita, com a difamação... Isto começa a pesar

 

«[Sou] atacado por metade de Portugal todos os dias a toda a hora e a todo o minuto e a todo o segundo.»

 

«As pessoas têm memória curta e muitas vezes são ingratas perante aquilo que é feito, perante todo o trabalho que foi feito.»

 

«Cometo erros eu, comete erros a Madre Teresa de Calcutá, comete erros qualquer um de vocês...»

 

«Não podemos, numa assembleia geral, ter sócios que acham que em vez de democracia vivemos numa anarquia, que chamam o presidente de "mentiroso", que oferecem tareia às pessoas do Conselho Directivo, que lhes mandam baixar a bolinha... e um deles, por exemplo, já esteve na TVI 24 ontem, já deu hoje uma entrevista a dizer que eu fiz um serviço grande ao Benfica...»

 

«Há uma coisa que eu não posso admitir: é trabalhar 24 sobre 24 horas para depois chegar a uma assembleia geral e nem me deixarem discutir os pontos para os quais eu trabalho. Isso não é admissível.»

 

«Eu tive de ouvir coisas, que era... o timing. Mas qual timing? Eu não tenho timing. São quatro da manhã, e eu não durmo com um olho aberto, graças a Deus, quando durmo são com os três fechados... Muitas vezes são quatro da manhã e eu estou a trabalhar. Ponto. Cinco da manhã, seis da manhã. Estou a trabalhar. E aquilo que mereço é chegarmos a uma assembleia geral e que alguém chegue lá e diga por mim quando é que acha que se deve discutir o trabalho que eu fiz porque se era dia de jogo ou não era dia de jogo, e se era bom desportivamente ou não era bom desportivamente?! Mas estamos todos a brincar?»

 

«No Sporting nunca há nada pequenino. Por detrás de uma pedrinha pequena que se levanta, quando nós tiramos, estão lá dezenas de lacraus. Sempre foi assim no Sporting.»

 

«Eu até no xadrez fico aziado. E muitas vezes demonstro isso publicamente e vocês ainda mandam vir comigo.»

 

«Eu estou a ser completamente humilhado, difamado, injuriado por sportinguistas há sete anos. Sportinguistas. Sportinguistas que fizeram cartazes que puseram na Segunda Circular, que andaram a fazer flyers, que fazem grupos que eles acham que são muito privados no Facebook para dizer mal e mal e mal e mal e mal e mal...»

 

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«Mas eu quero perpetuar-me para quê, sinceramente? Mas eu ganho o quê em perpetuar-me no Sporting? Eu ganho o quê em perseguir as pessoas? Eu ganho o quê com isso? Ganho o quê? Ganho não poder sair de casa...»

 

«Sinceramente custa-me que continuemos manipulados por grupos, grupinhos... É o grupo dos dez da lista C, é o grupo do não sei quê, é o grupo do não sei que mais...»

 

«Vocês podem pedir-me muita coisa. Mas, sinceramente, ser ofendido em casa... pá, por amor de Deus. Calma. Nunca ofendi ninguém, nunca ofendi ninguém. Disse o que tinha para dizer nos meus três minutinhos da tanga, que era quase só dizer o meu nome, e pronto... Em três minutos uma pessoa não pode dizer nada de muito especial.»

 

«Eu disse-vos que estive para não me candidatar [há um ano]. E as pessoas acham que isto é tudo mentira, porque eu preciso, porque me agrada imenso chegar ao café e "ó sôtor, está ali a mesinha...". Isso não me interessa para nada. Interessa-me a minha liberdade. E não tenho. Mas no entanto todos vocês pedem a vossa. Eu não tenho nenhuma. Eu não tenho nenhuma liberdade

 

«São os sportinguistas que me vêm censurar a cada coisa que faço, a cada passo que dou... É isto que é para vocês democracia?»

 

«Um nome, não sei se está presente ou não: Ricardo Agostinho. Então mas o homem faz um post gigantesco a chamar-me drogado quando toda a gente sabe que eu tenho um processo em tribunal contra aquele estafermo que se chama Hugo Gil por ter posto um filme de um doidinho que vai ter de sofrer as consequências do que disse e depois ainda veio para as redes sociais a dizer que era o maior porque o Ministério Público gozou comigo porque ele ganhou? Sinceramente! É isto que acham que eu tenho de aturar? É isto que acham que eu tenho de deixar os meus filhos verem? Ou, aliás, as minhas filhas, visto que eu não sei fazer homens

 

«"O presidente está sempre a meter processos contra as pessoas. Sempre." Primeiro a que meti processo: "Gatuno, vigarista, Vale e Azevedo, eu vi-te a roubar," Segundo: "Vi o homem entrar numa loja com três mil euros para comprar um cofre e roubou e fez e tirou." Terceiro: "Gatuno. Tenho provas de que andas a roubar o clube." Quarto: «Drogado. És um drogado." É isto que é meter processos aos sócios? Mas o que é que vocês queriam que eu fizesse? Que chegasse a casa, que visse as minhas filhas a chorar pelo que lêem e me borrifasse?»

 

«Antes de ser presidente do Sporting, já vos disse muitas vezes, sou filho, sou pai, sou irmão. Calma! Calma!»

 

«Pidesco, porquê? Porque aquela pessoa que comete algo de grave contra o Sporting, tem contra ele um processo de expulsão e neste momento, com a porcaria de regulamento que nós temos, deixa de ser sócio, já não pode ser feita nenhuma justiça e passados uns dias volta a ser sócio outra vez e tudo passou porque já prescreveu? Mas é isso? Vocês estão a gozar comigo?!»

 

«Qual exército? A pessoa olha para trás e tem sempre a mesma coisa: uma parede. É o exército, é o exército... mas onde é que estamos?»

 

«As pessoas têm de ser livres, não têm de ser libertinas. Têm de estar à vontade, não têm de estar à vontadinha... Pessoas a filmarem dentro das assembleias gerais e a passarem para órgãos de comunicação social! Pessoas a passarem cartas que em vez de mandarem à SAD mandaram directamente para os jornais e que a SAD ainda não recebeu até hoje! Pessoas a mandarem e-mails para pessoas de outros clubes e vocês estão preocupados com a mudança de estatutos que o presidente fez?»

 

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«Disse-vos cinquenta vezes, mil vezes: quando quiserem, digam, vou-me embora, pá. Até disse: nem é preciso pagarem-me dinheiro. Convocam a assembleia geral, mandam-me embora, adeus! Disse-vos mil vezes. Mil vezes.»

 

«Amplo debate é as pessoas irem à assembleia geral e terem a coragem de debater, não é mandar bocas. De debater, de dizer as coisas. E aí eu queria ver qual teria sido o resultado. Por isso é que se vê. Só não percebe quem não quer.»

 

«Quem foram as pessoas que apresentaram requerimentos à Mesa [da assembleia geral]? Carlos Severino, Pedro Paulino e Rui Morgado. Mas onde é que está aqui um associado que não seja daqueles que me acusam de tudo e de mais alguma coisa? Onde?»

 

«Mas é normal que eu não diga que um ex-presidente que diz que o meu lugar é no manicómio que este homem é um sportinguista aziado? O meu lugar é no manicómio?! Mas isso diz-se? Isso diz-se? Mas o que é que eu fiz para merecer que um ex-presidente dissesse que o meu lugar era no manicómio?»

 

«Estarem constantemente [a dizer] que sou um garoto, que vou falir isto tudo, que sou uma trampa... depois, à frente, é tudo muito sorriso, muito sorriso e muito sorriso... depois é o grupo da Versailles, o Grupo do Café Império... Eh pá, mas sinceramente acham que eu não me preparei o suficiente no Sporting para já não conhecer esses grupos e grupinhos todos e onde é que estão e onde não estão? Não tenho nenhuma polícia, não preciso. O que essas pessoas sabem de teoria de manipulação já eu me esqueci há vinte anos atrás e só tenho quarenta e seis, pá.»

 

«Uma pessoa chega, quer falar... requerimento, para o homem se calar. Está certo, estou legitimado à brava. É lindo. Horas e horas e horas e horas, chegar a casa com vontade de ir embora. Excelente, magnífico. É magnífico. É realmente um clube fantástico. Fantástico.»

 

«Eu disse o que tinha para dizer na assembleia geral sobre Rui Morgado, Carlos Seixas, Carlos Severino. Agora espero os processos em tribunal contra mim. Não vale a pena andarem na televisão a dizer que eu sou um mentiroso. Ponham-me um processo. Vou ficar sentado à espera.»

 

«Sinceramente, a assembleia geral ainda acha que eu ia continuar a gerir um clube com uns regulamentos disciplinares [de] que eu não consigo fazer nada? Eu não: o Conselho Fiscal e Disciplinar, que eu não me intrometo em nada.»

 

«Isto que se anda a passar no Sporting passa-se há quase 112 anos. (...) Esta coisa de grupos, grupinhos, grupetes e esta manipulação constante é desde que nascemos. É desde que nascemos. Ponto. Desde que nascemos temos este sentimento autofágico

 

«O Sporting está acima de todos nós. Óbvio. É outro chavão. Óbvio. Mas quem cá está e quem comprovadamente faz um bom serviço ao Sporting tem de ser protegido também. Disse-vos isto mil vezes.»

 

«Essa história: "Eu sou do Sporting. não sou do Bruno..." Isso significa o quê? O que é que isso significa?  "Eu sou do Sporting mas não sou do Bruno"? Mas eu pedi para alguém ser meu?! Eu pedi agora a uma pessoa e aceitou ser minha. E casámos, pronto. Agora vou pedir isso a alguém? Para ser meu? Esta frase idiota significa o quê?»

 

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«Nunca esta direcção retirou qualquer representação seja ao que for. Somos a direcção provavelmente no mundo mais clara, mais transparente... e acho que isso foi um dos nossos grandes erros.»

 

«Ou se confia ou não se confia. Então vamos para umas eleições mais concorridas de sempre, dão 90%... e deram 90% afinal a um homem que é um ditador, um coreano, um gajo que é pidesco, que vos quer retirar não sei o quê? Estavam doidos naquele dia?!»

 

«Tanto tem mudado no futebol à conta dos meus facebooks, pá. Tanto. Estão-se a rir? Vídeo-árbitro. Não brinquem! Não tivessem sido os meus constantes facebooks sobre vídeo-árbitros e as minhas reuniões, vocês tinham vídeo-árbitro era no raioqueparta

 

«Mas, sinceramente, vocês acham que eu não tenho mais nada do que fazer do que trabalhar para o Sporting no facebook

 

«Tenho três filhas. Tenho uma mulher. Gira, ainda por cima. Vou ter mais uma. Porque é que eu vou para o facebook

 

«Chega de conselhos, obrigado. Eu tenho pai e mãe vivos... Chega de conselhos! Noventa por cento disseram: "Confiamos em si." Então confiem! Chega! Qual conselhos e conselhos e conselhos e conselhos... e escreva e escreva e escreva e escreva... e não escreva tanto... Quem tem de saber isso sou eu, bolas! Se escrevo, se não escrevo, se deixo de escrever.»

 

«Tem sido um forrobodó desde que aquele "Sporting Independente"... Dizem-me: "Não ligue a isso..." Não ligo o caraças! Tem sido um forrobodó no telemóvel da minha mulher!»

 

«Não abram a pestana enquanto sportinguistas, não... Andem preocupados se eu sou pidesco, se não sou pidesco... não vejam aqueles que eu denunciei... Não vejam!»

 

«Se eu quisesse, era o gajo mais popular de Portugal, pá! Tenho a segunda classe, pelo menos. Logo aí levava uma vantagem sobre uma série de pessoas do mundo do futebol. Não era mau...»

 

«Demagogos e populistas são aqueles que vêm para os órgãos sociais dizer uma coisa e depois chegam às assembleias gerais e vão fazer outra. Esses é que são os demagogos e populistas.»

 

«Aquilo que eu vos disse na última assembleia geral, que dormia... que era para o lado que dormia melhor, neste momento já não é. Está na altura de os sportinguistas mostrarem se querem este presidente e estes órgãos sociais, ou se não querem.»

 

«Para mim basta! Para mim, neste momento, basta! Não vou admitir que o Sporting volte, comigo aqui, aos tempos antigos. Sei o que fiz, sei como fiz e ponto final. Querem, querem; não querem, perfeito. Há pelo menos um excelente candidato a mexer-se nas sombras. Decidam no dia 17. Ele está prontinho para deixar de andar na sombra e pedir aos seus peões de brega para ir para as assembleias gerais para se apresentar. Decidam!»

 

«A próxima vez em que eu olhe para trás e veja uma parede, é a vez em que eu saio em definitivo. E isto não é uma chantagem: é um ser humano que já não aguenta mais.»

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