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És a nossa Fé!

Os nossos jogadores, um a um

Estreia em casa do Sporting num jogo que começou muito bem, com meia hora de grande pressão da nossa equipa, confinando o Vitória de Setúbal ao seu reduto defensivo, sem dar qualquer hipótese à turma visitante de sair da sua área com a bola controlada.

Infelizmente tanta pressão traduziu-se em várias oportunidades mas nenhuma delas deu golo. Bas Dost, Acuña e Gelson Martins quase chegaram lá mas ou viram a intenção gorada por boas intervenções do guarda-redes sadino ou atiraram demasiado por cima ou demasiado ao lado.

Na segunda parte repetiu-se o filme - logo a partir do minuto inicial, quando um bom remate de Adrien embateu na barra ao ser desviado por um defesa. Dost elevou-se bem após um canto, mas o cabeceamento parou nas mãos do guarda-redes. Mathieu, com muita classe, tentou um remate de bicicleta que não chegou a trair Pedro Trigueira. E Doumbia, que rendeu um fatigado Podence, falhou em três ocasiões. Parecia que os jogadores recitavam em campo o poema "Quase", de Mário de Sá-Carneiro: faltava-lhes um golpe de asa.

O nó só foi desatado a quatro minutos do fim pelo suspeito do costume: Bas Dost. Ao ser carregado em falta dentro da área, o holandês foi chamado a converter o penálti e não defraudou as expectativas dos 42.415 espectadores que ontem à noite acorreram a Alvalade.

Vitória tangencial, mas os três pontos ficaram garantidos: isso é que interessa. Só foi pena termos esperado tanto pelo golo tranquilizador numa partida em que voltámos a manter a nossa baliza inviolada. Mérito da defesa, em que se destacou Mathieu - para mim desta vez o melhor em campo, com um desempenho próximo da perfeição.

 

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RUI PATRÍCIO (5). Noite tranquila do nosso guarda-redes, apenas ensombrada por uma saída em falso dos postes aos 38', no único lance que levou algum perigo à nossa baliza. Nem sempre esteve bem na reposição de bola.

PICCINI (6). Esforçou-se muito, até porque dois terços dos lances ofensivos eram conduzidos pelo seu flanco, e procurou combinar bem com Gelson. Bom cruzamento aos 17'. Grande cruzamento aos 77', isolando Bruno Fernandes.

COATES (7). Volta a exibir a classe que tinha evidenciado nas épocas anteriores: a parceria com Mathieu está a funcionar. Atento e concentrado, corte providencial aos 75'. Nunca hesitou em ir à frente. Numa dessas ocasiões, foi derrubado em falta dentro da área sadina - um penálti que ficou por marcar.

MATHIEU (8). Confiante e dinâmico, simples mas muito eficaz nos seus processos. Imprime velocidade e precisão ao início do processo atacante. Dobrou Jonathan sem problema. E marcou presença nas bolas paradas ofensivas. Numa delas esteve muito próximo de conseguir um golo acrobático.

JONATHAN SILVA (5). Rendeu Coentrão, poupado para o desafio de terça-feira frente ao Steua, e revelou-se intranquilo nesta missão. Com mais vontade que talento. Falhas na articulação com Acuña, o que não admira: foi o primeiro jogo oficial dos dois argentinos juntos.

BATTAGLIA (6). Faz jus ao apelido: é um batalhador. Designado para substituir William, sai desfavorecido na comparação. Melhorou na segunda parte, ao avançar no terreno: transporta bem a bola e pressiona os adversários, revelando espírito leonino. Protagonizou um bom lance de ataque aos 48'.

ADRIEN (6). Ressentiu-se da ausência de William, oscilando no seu desempenho em campo. Melhor a pressionar e organizar jogo, menos bem na precisão do passe. Melhor momento: um remate forte e bem colocado no minuto inicial da segunda parte que acabou por embater na barra. Saiu aos 69'.

GELSON MARTINS (7). Os colegas usaram e abusaram dele, canalisando quase todo o jogo ofensivo para os pés do médio-ala que rompia a defesa pelo lado direito. A articulação com Piccini nem sempre resultou e faltaram ataques pelo corredor central. Mas foi ele sempre o mais acutilante e criativo. Só falhou o golo.

ACUÑA (7). Rendeu menos do que prometia por falta de automatismos com Jonathan, seu parceiro de flanco. Mas cumpriu no essencial, sobretudo na firmeza e pontaria dos seus pontapés em lances de bola parada (um deles, aos 54', teleguiado para a cabeça de Bas Dost). Deu lugar a Bruno César aos 64'.

PODENCE (6). A pressão alta inicial do Sporting muito se deve ao jovem atacante, desta vez como titular atrás de Dost. Começou da melhor maneira, com dois excelentes cruzamentos logo aos 2'. Variou os flancos, causou sempre problemas aos sadinos, mas foi perdendo fulgor. Substituído aos 64' por Doumbia.

BAS DOST (7). Tentou muito e acabou por conseguir. Na primeira parte, a bola raras vezes lhe chegou em condições ou foi interceptada pelo guardião. Fez duas quase-assistências para golo, de calcanhar para Acuña e de cabeça para Doumbia. Acabou por ser ele a resolver, de penálti, aos 86'. Missão cumprida.

BRUNO CÉSAR (4). Rendeu Acuña aos 64'. Mas sem vantagem para a equipa. Tal como o argentino, entendeu-se mal com Jonathan. Não conseguiu criar desequilíbrios. E ainda foi brindado com um cartão amarelo, por desnecessária rudeza na abordagem de um lance defensivo. Muito distante do seu melhor.

DOUMBIA (5). Estreia oficial do marfinense pelo Sporting. Entrou com visível vontade de mostrar serviço, acelerando a frente atacante. Mas com menos acerto que vontade: falhou três ocasiões de marcar. Em todas esteve muito perto de o conseguir: numa delas, de costas para a baliza, teria dado o golo da jornada.

BRUNO FERNANDES (6). No lugar de Adrien desde os 69', confirmou-se como candidato a titular no onze. Muita capacidade técnica, bem revelada aos 77' numa dificílima recepção de bola na sequência de um passe longo. Útil na organização de jogo, sobretudo no eixo ofensivo. Merece maior utilização.

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