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És a nossa Fé!

Os nossos jogadores, um a um

O Sporting soma e segue. Já com 83 pontos - melhor pontuação leonina de sempre numa liga profissional de futebol, o que em qualquer outro campeonato teria já bastado para nos sagrarmos campeões. Contrariando todos quantos diziam que jogamos pior e rendemos menos em Alvalade, ontem não só vencemos sem discussão mas fizemos também uma exibição de luxo. Com uma sólida organização colectiva, um modelo táctico irrepreensível e uma dinâmica raras vezes vista, protagonizada por jogadores que se preparam para dizer adeus à temporada 2015/16 cheios de frescura física.

Se a história de um jogo se faz pelo seu número de golos, muito haverá a contar deste. Que teve cinco, todos nossos, todos de belo efeito. Gelson Martins abriu aos 25', Teo Gutiérrez prosseguiu aos 37', Gelson reincidiu aos 54', Bryan Ruiz marcou aos 71' e insistiu quase no fim, iam decorridos 90'+2'. Os sadinos, em risco de despromoção, nada fizeram de relevante. Não puderam sequer estacionar o autocarro à retaguarda, imitando o que fez o Benfica quando nos visitou, porque o nosso primeiro golo surgiu demasiado cedo para que tal estratégia obtivesse sucesso. E mais cedo poderia ter surgido se o árbitro Tiago Martins - que penalizou Adrien com cartão amarelo, logo aos 14', por falta inexistente, deixando-o de fora do desafio de Braga - tivesse sancionado um penálti cometido contra Slimani num lance de bola parada aos 20'. Que toda a gente viu menos o homem do apito.

O melhor em campo foi Bryan Ruiz.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Terminou a partida sem ter feito uma defesa digna desse nome, o que basta para qualificar esta partida de sentido único. Várias vezes se adiantou no terreno, abandonando a grande área: o jogo não o exigia atrás dos postes.

SCHELOTTO (7). Num vaivém constante na sua ala, com um pulmão digno de fazer inveja, foi batalhador e combativo, funcionando com frequência como um extremo e centrando bem. Também bom na marcação de cantos, como ontem demonstrou.

COATES (7). Quase marcou de cabeça na conversão de um livre por Bruno César, aos 20': a bola foi parada à beira da linha de golo por um defesa sadino. Melhor momento deste defesa concentrado e atento, que soube distribuir bem o jogo.

RÚBEN SEMEDO (8). Tudo lhe saiu bem neste jogo, em que funcionou como patrão da defesa. Impecável na antecipação, no tempo e no modo de corte, e sobretudo na forma como repõe a bola, deixando-a bem colocada na manobra ofensiva.

BRUNO CÉSAR (8). Começou como lateral, dinâmico e seguro, dando a sensação de ser um extremo. Primeiro a chutar à baliza, logo aos 2'. Fez um passe longo, quase assistência para golo, que Teo desperdiçou. Marcou muito bem o livre de que resultou o nosso quarto.

WILLIAM CARVALHO (7). Foi dele a assistência para o nosso segundo golo, marcado por Teo. Iniciou também a jogada do primeiro. Não deu muito nas vistas, mas teve inegável influência na organização colectiva, recuperando e distribuindo bolas.

ADRIEN (9). Merecia ter marcado aos 69', quando disparou um míssil à baliza setubalense na conversão de um livre castigando falta cometida sobre ele próprio. Fez uma bela assistência para o segundo golo de Gelson, aos 54'. Está numa forma superlativa.

BRYAN RUIZ (9). Dois golos, uma assistência (no primeiro) e ainda intervenção decisiva noutro (o terceiro), ao iniciar a jogada. O capitão da selecção da Costa Rica teve uma actuação quase perfeita, contribuindo para que esta seja a melhor equipa leonina em muitos anos.

TEO (7). Isolando-se perante o guarda-redes, muito bem servido por Bruno César aos 51', falhou o tempo de intervenção, desperdiçando um golo quase certo. Mas foi dele o segundo da nossa equipa. Esforçou-se sempre para marcar mais.

SLIMANI (7). Teve soberbas oportunidades para marcar, aos 4', 18' e 43', forçando o guardião a excelentes defesas. Alvo de falta para penálti que ficou por marcar aos 20'. Saiu aos 65', por precaução: arriscava-se a receber cartão amarelo e a falhar o próximo jogo, como Adrien.

GELSON MARTINS (8). Bisou pela primeira vez na sua carreira de jogador profissional, com os golos marcados - cada qual na sua parte. Não vai esquecer este desafio em que entrou como inesperado titular, devido a problemas musculares de João Mário.

MARVIN (6). Entrou aos 65', quando Slimani saiu. Cavou a falta aos 70' que originou a expulsão de um setubalense e a conversão do livre no nosso quarto golo. Demasido inibido nas incursões pelo seu flanco, transmite a ideia de que podia e devia arriscar mais.

BARCOS (5). Deu enfim um ar da sua graça neste jogo, em que entrou aos 71', rendendo Gelson. Incapaz de dominar uma bola que Teo lhe passou aos 74', dez minutos depois rematou forte com o pé esquerdo. Remate travado por uma boa defesa do guardião sadino.

CARLOS MANÉ (5). Substituiu Bruno César aos 71', cinco jornadas após a sua anterior aparição em campo. Teve momentos inspirados em que revelou a sua boa técnica individual. Num deles, aos 84', serviu muito bem Barcos, que quase marcou.

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