13 Set 16

 


Que os nossos árbitros, observadores e dirigentes são permeáveis à pressão todos sabemos. Aliás considero que o principal primeiro mérito de Bruno de Carvalho foi ter percebido que a casa, qualquer que fosse, se tinha de começar a construir por aí, pela paridade do tratamento por parte dos árbitros. E conseguiu-o. Ninguém é campeão com a arbitragem a decidir contra nós em caso de dúvida. Formação, trutas no mercado, adeptos a encher o estádio não será suficiente se tivermos um árbitro que nos marca offsides, dá amarelos a eito e anula golos só porque tem medo do que lhe vão dizer os “observadores”.
É da vida que os mais fortes são mais favorecidos em processos conscientes e subconscientes por parte dos decisores. Basta ver como o BES construiu um império apoiado em nada nas barbas de reguladores e políticos. Prova que o SCP é considerado mais forte é estarmos a ter arbitragens que decidem a nosso favor em caso de dúvida. É claro que o Sporting teve quatro jogos até agora onde foi superior. Mas não tenho dúvida que noutros tempos os golos contra o Porto não teriam sido validados, nem este primeiro contra o Moreirense. Os lances são limpos e respeitam o espírito não escrito do “em caso de dúvida favoreça-se quem ataca”, mas são suficientemente rápidos para serem ambíguos, logo para que árbitros que cheirem a fraqueza do clube os pudessem ter anulado.
Tenho memória de épocas atrás de épocas de equipas fortes de verde e branco, que foram derrotadas por estes imponderáveis arbitrais que foram comendo pontinho atrás de pontinho, até que ficávamos a seis ou sete ao fim da primeira volta, com toda a desmotivação que isso implicou. Jornalistas e comentadores concluem logo que a época tinha sido mal preparada e mais não sei o quê, mas queria vê-los a ganhar a guerra das tiragens ou das audiências se houvesse um gremlin que domingo a domingo lhes sabotasse a gráfica ou desligasse os cabos da emissão “sem querer” – e vissem em simultâneo que nada disso acontecia aos seus concorrentes.
Por vezes fazemos tudo bem, mas somos vergados pelo factor exógeno, seja a ambiguidade da arbitragem, seja um aumento de impostos, seja um congelamento de rendas, o que for. Repetir que ganha o campeonato quem é mais forte etc é bordão que dá jeito mas que me dá alguma vontade de rir. Porque só ganha o campeonato quem é mais forte no campo e é ao mesmo tempo respeitado em campo pela arbitragem. Ou, vá lá, não prejudicado em caso de dúvida. Cautela com o excesso de ruído a propósito dos nossos putativos ‘benefícios’, muita cautela. Pelo tom nos programas de futebol sentado é evidente que os representantes de SLB e FCP consideram o SCP o alvo a abater. Não menosprezar esta retórica é da mais elementar cautela. Os árbitros também vêem programas de bola.

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16 comentários:
De Anónimo a 13 de Setembro de 2016 às 15:10
Completamente de acordo...

A arbitragem do último jogo é mais que exemplificativa... Foi, talvez, e tendo por base a minha memória, a melhor (com M) arbitragem que vi em Alvalade... e, eu em Alvalade... vai para 30 anos non stop...

SAUDAÇÕES LEONINAS


De Ripadas a 13 de Setembro de 2016 às 15:40
1º golo com o Moreirense limpo!!!

Estamos de bom humor, hoje.



De Pedro Boucherie Mendes a 13 de Setembro de 2016 às 15:45
Acredito que o Ricardo saiba interpretar um texto. Eu escrevo que o lance tem suficiente margem para o golo poder ser considerado não limpo. Donde, não afirmei que fosse 100% limpo (digamos assim, embora a expressão seja ilógica).
SL


De miguel c. a 13 de Setembro de 2016 às 16:46
Seja lá Ricardo ou Ripadas, ele deve é fartar-se de rir com grande quantidade de golos que o clube dele - o benfica, imagino - tem vindo a marcar ao longo dos tempos. E que belos tempos têm sido, para o Ricardo ou ... Bujardas.


De Ripadas a 14 de Setembro de 2016 às 11:18
"Os lances são limpos e respeitam o espírito não escrito do “em caso de dúvida favoreça-se quem ataca..."

"Donde, não afirmei que fosse 100% limpo"

Enfim!



De Carlos Silva a 14 de Setembro de 2016 às 09:38
O Talisca é que " Ripou na Rapaqueca"


De José da Xã a 13 de Setembro de 2016 às 15:51
O que é curioso é que os que agora nos acusam de sermos beneficiados são os mesmos que diziam quando ganhavam de forma duvidosa em relação aos que perdiam: "Desculpa de perdedores"!
O antigo Presidente João Rocha observou certa vez que não era só em campo que se ganhavam campeonatos!
Já naquele tempo era assim!
Quanto às dúvidas de arbitragem recordo um texto do falecido Rui Cartaxana em que ele dizia ter almoçado com um dirigente de um grande (não referiu qual), mas que este lhe havia confidenciado que num jogo não gostava que o árbitro se enganasse de propósito mas bastava que nos momentos de dúvida decidisse a favor do seu clube!
SL.



De Pedro Correia a 13 de Setembro de 2016 às 15:59
Excelente reflexão, Pedro. Uma vez mais.
Como a falta de memória no futebol nunca é penalizada, aqueles que assaltaram os programas de TV com fado choradinho e lamúrias de fazer corar o Calimero original são os mesmos que ainda há poucos meses nos acusavam a nós de choraminguice.
Como bem sublinhas, esta subida de fasquia é uma das conquistas menos visíveis mas não menos importantes do mandato de Bruno de Carvalho.


De l. rodrigues a 13 de Setembro de 2016 às 16:39
Menos visíveis? Só mesmo para quem não quer ver... E olhe que não é de agora...


De Pedro Correia a 13 de Setembro de 2016 às 18:47
Vocês e os andrades tornaram-se uns Calimeros. Quanto mais choram mais o Bruno ri.
Porque esta também é uma conquista dele.


De D. a 13 de Setembro de 2016 às 16:58
Isto é exactamente aquilo que penso! Parece que o post saiu da minha cabeça! :D ahahah

SL


De l. rodrigues a 13 de Setembro de 2016 às 17:54
Não tenho o privilégio (ou a pachorra) de acompanhar os programas de debate a 3 ou 4 que se tornaram no standard da nossa "informação" desportiva. No entanto, é para mim claro que o alvo a abater este ano é o Benfica. O Sporting aspira legitimamente a tomar o lugar de campeão. O Porto parece mais na expectativa, com investimentos mais modestos.

Mas por tudo o que é estádio e corredores, o mundo do futebol está dividido entre os benfiquistas e os outros. Só ao Benfica interessa o Tetra. A todos os outros interessa que não o ganhe, seja para ganharem o seu campeonato, seja para manterem os seus exclusivos históricos.

Contudo, o que é bom no futebol, é que podem todos mobilizar-se o que quiserem, que se o Brian Ruiz ou o Jonas falharem no momento certo (ou errado...), não serve de nada. Pelo menos, até ao dia em que nem nos jogadores se possa confiar... nesse dia, deixo de ver futebol.


De Pedro Boucherie Mendes a 13 de Setembro de 2016 às 18:13
Do que vou percebendo, a dinâmica geral inclui os trÊs grandes em situação de paridade. O Benfica influi mais nas vendas de jornais e nas audiências de TV, pelo que a media tem de tratar o Benfica melhor. Ou pelo menos com muito mais cuidado. Veja-se que o clube mais parece uma enfermaria e tal tema não é sequer assunto. Ou a quantidade de aquisições quem nem sequer chegam aos convocados. Ou o facto de alguns dos jovens made in Seixal terem sido despachados. Ou Bruno Varela (formação) ter sido posto a andar quando poderia ser o 3º GR. Ou as recorrenets vendas para o Atletico de Madrid, Valencia ou Monaco pela mesma coincidente quantidade de massa.


De Miguel Borja Jiménez a 13 de Setembro de 2016 às 22:24
"O SLB influi mais nas vendas de jornais e nas audiências de TV, pelo que a media tem de tratar o Benfica melhor."

É isso que nos vendem, meu caro.

Já vos foi explicado por historiadores e diversos analistas: constituí-se o SLB como o "clube" com mais adeptos e hiperbolizam-se esses números, engordam-se para atingir os 5.5 ou 6 milhões da mesma forma que o fizeram na imprensa aos 250 mil sócios inexistentes.

A estratégia e o modus operandi são simples: um clube com "muitos" adeptos tem peso institucional, mete medo, mete respeito.

Foi assim com o Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei, partido nacionalista alemão que era o motor do Nazismo.

E foi assim com os bolcheviques e muitas outras forças políticas/militares.

Argumentum ad baculum, a típica falácia cometida em favor dos vermelhos para promover a conclusão de que "há que respeitá-los".

Os vermelhos da Porta 18 da Droga usam mentiras - número de sócios acima dos 250 mil e os 5.5, 6 ou 14 milhões de adeptos que afirmam ter - para promover a "força pelos números".

Enquanto alguns sportinguistas e portistas não perceberem isto, esta "gente" continuará a usufruir da completa impunidade que lhes dão.

Repare, a política Ana Gomes tem atacado ao longo dos anos o Sporting, e a imprensa tem feito eco disso.

No entanto, a mesma Ana Gomes pediu ontem que se investigue o ultimo caso suspeito de lavagem de dinheiro pelo SLB (a TV paraguaia acusa o "clube" de carnide de lavagem de dinheiro e "associação criminosa"), e qual o eco feito disto na Imprensa portuguesa? Que primeiras páginas? Quantos artigos? Um pequeno, envergonhado artigo no Rascord, uma pequena menção em dois outros meios, e é tudo.

O Sportinguismo tem de acordar de uma vez. O polvo da corrupção, mentira e tráfico do SLB está a manchar o desporto nacional e a viciar as regras do jogo.

Há que começar a destruír o poder deste polvo mafioso pela base - eliminemos, combatamos as mentiras dos seus números e da sua máquina de propaganda.

Ou encerremos (todos os clubes) as portas e deixemo-los a jogar sozinhos.


De l. rodrigues a 14 de Setembro de 2016 às 14:59
Acha mesmo que a Ana Gomes tem "atacado o Sporting ao longo dos anos"?? Só porque se falou dentro do próprio clube de ter um patrocínio de uma ditadura africana? Ela fez-vos, quando muito, um favor.

Já agora, acredite no que quiser, mas acredite que jornais e outros media querem fazer lucro. E medem o melhor possível as suas audiências. É sobretudo por aí (e pelos números de espectadores nos estádios, próprios e alheios) que se pode medir ou comparar a quantidade de adeptos. Azar seu, se a realidade não corrobora a sua fantasia.


De SportingSempre a 13 de Setembro de 2016 às 23:11
Qualquer Sportinguista que tenha memória terá fatalmente de concordar com esta análise, tendo passado época após época com a sensação clara que nos fizeram a cama nas ocasiões e momentos em que podíamos ter dado o salto.

Não é possível ganhar títulos contra a arbitragem. Poderá acontecer num ou ou outro jogo, onde a superioridade seja demais evidente. Apenas é possível ganhar títulos com uma arbitragem pelo menos não hostil.

Os árbitros funcionam como cata-ventos. Porque é com o "vento" que eles progridem, são reconhecidos e promovidos. E o "vento" tem vindo vezes demais dos gabinetes dalgumas personagens "douradas", com algumas gentilezas pelo caminho que tiveram como precursor o grande amigo Reinaldo Teles e agora imitadas em formato de vouchers por quem se sabe...

Espero que os novos ventos tenham a ver com respeito pelas regras e pelo desporto, e que sejam promovidos os melhores e mais competentes e não os mais habilidosos e comprometidos (modelo Vitor Pereira).

O Sporting não precisa nem pretende mais, estou certo disso.


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