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És a nossa Fé!

O que fazer?

Eu não quero mudar o presidente, nem mudar de presidente.
Eu não quero mudar o treinador, nem de treinador.
Eu quero sim, que mude o paradigma, tão nosso, de ficarmos a "um bocadinho assim" de qualquer coisa.
Eu quero sim, mudar a táctica de anos do futebol para trás e para o lado, que volta e meia regressa à nossa equipa.
Eu quero ver os jovens da formação, em vez de turistas à pazada, que ganham várias vezes mais e que jogam imensamente menos.
Eu quero um Sporting com mentalidade ganhadora, como já mostrou saber ter.

Mas quero, sobretudo, verdade no futebol.
E se não houver verdade no futebol, arrisco-me a dizer que nunca ganharemos um campeonato, ou se o ganharmos será um mero incidente.

Nesta altura em que tantas suspeições se levantam sobre o futebol, pergunto onde anda o secretário de estado do desporto, o que anda a fazer para além de colar-se aos resultados das federações e às medalhas dos atletas. Por que caminhos anda, qual a cartilha que o rege, se está preocupado, porque se demite das suas funções.

Gostava também de saber onde andam os polícias de investigação. E o ministério público. E os juízes e os tribunais.

É que a coisa não se resume a uma má escolha de jogadores, a uma época mal planeada, a um mau jogo de atletas que já mostraram que são bons executantes. Ajuda, mas há mais, muito mais, para além disso. E enquanto não se mudar este estado podre, esta fossa onde vive o futebol português, a verdade desportiva estará sempre e para sempre, hipotecada.
E porque é da nossa natureza jogarmos limpo, seremos sempre ultrapassados pelos rivais, por mais argumentos que apresentemos em campo.

E porque o polvo tem demasiados tentáculos e ventosas e sinceramente não vejo nesta altura quem o consiga derrotar. Se quem pode e deve se demite da sua obrigação, do governo do país à polícia, aos tribunais, à uefa e à fifa, dificilmente um homem, uma direcção e um Clube, conseguirão mudar o rumo das coisas.

E as mudanças, quando têm que ser drásticas, em regra só o conseguem ser recorrendo a violência. Pode-se seguir por aí, mas mais uma vez, não é da nossa natureza, não o faremos.

Assim, nesta altura, mais que disparar a torto e a direito, de tão envergonhado que estou de ser parte, ainda que passiva, de um negócio de milhões que não me interessa e que me passa ao lado, o que eu exijo, como cidadão de pleno direito, é tão imensamente simples: Exijo Justiça!

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