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És a nossa Fé!

Marcos Rojo, o 6.

 

Há uns dias surgiu uma polémica com o treinador argentino, na qual este, supostamente, se tinha enganado na táctica do benfica e na posição de Rojo, que disse ter jogado o ano todo na posição 6. Serve este post para o defender Sabella, não quanto ao engano no sistema táctico, mas sim quanto à posição de Rojo. Na minha opinião, Sabella não se enganou. Eu passo a explicar.

 

 

Na imagem acima, retirada de um fantástico post do João André no Delito de Opinião, vemos que na Argentina a tradição coloca o nº 6 no central que joga pela esquerda. Devido às diferentes tradições, que são explicadas no mesmo post, na Argentina a posição 6 e a posição 5 surgem trocadas com aquilo que é costume na Europa. Assim, quando Sabella diz que Rojo fez a época toda na posição 6, refere-se ao facto de ter jogado como central pela esquerda (e não como lateral esquerdo, posição que ocupa na Argentina), o que é verdade. E se a tradição já não é o que era, na selecção sul-americana ainda tem o seu peso. É por isso que Otamendi vai ser o 6 e Gago, que na Europa é um 6 puro, será o 5. Também o outro central ficará com o 2 (Garay) e o lateral direito, contra o que é costume por cá, com o 4 (Zabaleta fica com o número que Zanetti também usou). O mesmo se verificou em 2010: Demichelis com o 2; Heinze com o 6; Bolatti com o 5. E, se quisermos pensar mais para trás, todos nos lembramos de Cambiasso ou Redondo com a 5 e, por exemplo, Sensini com a 6.

 

Posto isto, Sabella enganou-se? Pode ter acontecido. Se assim foi, correu bem. A outra hipótese é ter-se limitado a falar em termos de tradição de números na Argentina e os jornalistas nem terem posto essa hipótese. E entre uma coincidência e uma hipótese justificada com factos, eu tendo a preferir a segunda. Caso assim seja, a ignorância clamada por todos os jornalistas que sobre isto escreveram em Portugal acaba por passar para o lado deles.

 

 

 

Nota: Leiam o post referido, e percebam que há outras tradições em termos de numeração. Se lerem, vão perceber, por exemplo, porque é que vimos sempre Roberto Carlos com o 6 na selecção brasileira (ou Michel Bastos, em 2010) ou Gerrard com o 4 em Inglaterra.

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