23 Jun 14

1. Ontem à noite, contra uma defesa permeável e maleável como a dos EUA (facto que ficou bem patente aos 5', no golo de abertura de Portugal), Cristiano Ronaldo poderia e deveria ter funcionado como ponta-de-lança, desde que bem servido por dois alas muito móveis e combativos como Nani e Varela são. Como escreve hoje n' A Bola o treinador Vítor Manuel, "Éder, único ponta de lança no banco, é ainda um corpo estranho na selecção e Varela era fundamental para dar equilibrio ao corredor esquerdo, melhorar o jogo interior, com Ronaldo na frente, mas Paulo Bento não quis mudar o esquema táctico". Em suma: precisávamos de marcar e de ganhar. Assim Ronaldo nem sequer rondou o golo, quanto mais concretizá-lo.

2. Postiga à frente, na calamitosa situação física em que se encontra, seria sempre a pior das soluções. Como foi. Éder não revelou envergadura sequer para figurar entre os 23. Tem potencialidades, mas não acredita nele próprio: isso percebeu-se claramente na fase da preparação, nos jogos "a feijões". E como apostar num goleador que ainda não marcou na selecção quando os golos se tornam absolutamente necessários?

3. Paulo Bento, que contra a Alemanha já tinha assistido com inacreditável passividade à expulsão de Pepe sem mexer de imediato na equipa (limitou-se a fazer recuar Meireles para central durante dez minutos e só mandou entrar Ricardo Costa após o intervalo), voltou a pecar por passividade ontem à noite, frente aos Estados Unidos. André Almeida jogou quase meia hora em inferioridade física: aquele corredor direito norte-americano tornou-se uma auto-estrada com via verde. Com o seleccionador a assistir, impotente.

 


4. Só na segunda parte o seleccionador desviou Veloso para a ala esquerda (onde fez melhor que André Almeida, o que não era difícil, embora fosse várias vezes batido em velocidade) e mandou entrar William Carvalho para fechar o espaço enorme existente entre os centrais e o nosso meio-campo. A equipa melhorou logo de rendimento. A qualidade de passe de William impôs-se naquela faixa do terreno, além de ter sido ele o primeiro construtor dos lances ofensivos - muitas vezes através de recuperações de bola.

5. Mas nem assim funcionámos como era necessário. Porquê? O meio-campo fetiche do seleccionador - Veloso, Meireles e Moutinho - pura e simplesmente não funcionou. Veloso está sem ritmo, Meireles está sem arcaboiço físico (excesso de tatuagens?) e Moutinho está uma sombra de si próprio. Isso era mais que evidente há meses. O que leva a questionar novamente a não-convocação de Adrien, por exemplo. A selecção é para os melhores do momento ou só para aqueles que conseguiram lugar cativo em bons momentos do passado com Paulo Bento ao leme da selecção?

6. Não há necessidade de procurar outros factores - clima, árbitro, etc - para perceber as causas do mau rendimento da equipa nacional. O mau rendimento deve-se à falta de condição física - com reflexos na parte anímica - de demasiados jogadores convocados para o Brasil. Julgo que batemos o recorde mundial de lesionados sem bola nesta fase final: Coentrão, Hugo Almeida, Patrício, Bruno Alves, Postiga, André Almeida. Demasiados casos para não dar que pensar. Enquanto outros, em excelente condição física, ficaram em Portugal.
Sem ovos não se fazem omeletes, já dizia o saudoso Otto Glória. Cheio de razão.


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24 comentários:
De Lancero a 23 de Junho de 2014 às 22:02
O Veloso fez melhor que o André Almeida? Considerando, entre outros aspetos, que esteve (passivo) nos dois golos dos EUA não posso concordar.


De Pedro Correia a 23 de Junho de 2014 às 22:06
O Veloso durou 90 minutos, o André Almeida só durou 45 minutos (a bem dizer, só durou 25 minutos úteis).


De Lancero a 23 de Junho de 2014 às 22:50
Por essa ordem de ideias o veloso esteve melhor que o william e que o varela...


De Pedro Correia a 24 de Junho de 2014 às 08:35
William sempre fez 90 minutos no Sporting, passou uma época inteira sem problemas físicos. Se alguém está em condições técnicas, físicas e anímicas nesta selecção é ele. E se não jogou 90 minutos não foi por opção própria nem por inaptidão física: foi porque o seleccionador não quis.


De SLB-33 a 24 de Junho de 2014 às 00:25
caro Pedro Correia,

Como sabe, também acho que Paulo Bento fez mal ao convocar André Almeida, mas ontem André almeida foi melhor defesa esquerdo que Miguel veloso com André Almeida os EUA marcaram 0 golos com Veloso 2. Nem quero imaginar o que você escreveria caso os golos dos EUA fossem marcados com André Almeida em campo. Mesmo que ele tenha estado péssimo no jogo, para mim hou vários com pior actuação. Pela suas análise Postiga ainda esteve pior pois só durou 10 minutos.
A minha critica ao André Almeida é simples ele não tem nível para a seleção, já a sua prende-se com o facto de ele jogar no campeão nacional. Se ele jogasse no vice campeão nacional, provavelmente estaria a escrever que ele teve uma actuação heróica pois mesmo estando lesionado com ele em campo não sofremos golos.

Não misture a seleção com os clubes, olhe que até ao momento eu tenho concordado e subscrevo a grande maioria dos seus textos, mas acho que você embirra com André Almeida e com Ruben Amorim só pelo facto de jogarem no campeão nacional.


De Pedro Correia a 24 de Junho de 2014 às 08:39
Claro que Postiga esteve pior. Valeu zero. Não leu o que eu escrevi?
Nunca devia ter sido convocado para o Brasil. Logo na altura expressei aqui as minhas dúvidas, o arquivo do blogue está aí para testemunhar.
Nem ele nem o André Almeida deviam ter alinhado contra os EUA. Por estarem fisicamente inaptos. Sem comparação com qualquer outro colega, tivessem jogado melhor ou pior.
Não embirro nem deixo de embirar com Almeida ou Amorim. Não sei é avaliar o trabalho deles, pois raramente os vi jogar na época passada, onde nenhum deles foi titular da respectiva posição no clube que os contratou.


De André Salgado a 24 de Junho de 2014 às 03:07
O Pedro é testemunha - já o tenho escrito várias vezes - de que sou admirador do William Carvalho. Mas não posso deixar de sorrir ao ler a sua apreciação de que o nosso jogo melhorou com a sua entrada. Pura e simplesmente porque não é verdade. Se já tínhamos jogado pouco na primeira parte, foi na segunda que se deu o descalabro, perdendo o controlo da vantagem e permitindo a reviravolta dos americanos. Pode ser cruel e porventura injusto, mas é um facto: enquanto o mal-amado André Almeida se aguentou em campo, mesmo inferiorizado fisicamente, vencíamos por 1-0 (e até com a sua participação no golo); com a entrada do William Carvalho e o Miguel Veloso a lateral-esquerdo, comemos dois golos (e podiam ter sido mais) e só não perdemos pelo acaso de um milagre ao cair do pano. Não é uma questão de opinião, mas de facto.


De Pedro Correia a 24 de Junho de 2014 às 08:25
Não levámos nenhum golo também quase por milagre no primeiro tempo, André. Todos - repito: todos - os ataques norte-americanos ocorreram pelo flanco que estava à guarda do André Almeida.
Como já escrevi, a culpa nem era dele, mas do seleccionador que nunca devia ter escalado a equipa desta forma e com esta disposição táctica.
A entrada de Postiga valeu zero, como vimos. CR devia ter jogado no centro do ataque, até por fixar mais os centrais: de qualquer modo foi a posição em que ele mais jogou, com a tendência que tem de flectir da ala para o centro. Imaginar que ele seria um extremo puro, encarregado também de missões defensivas, é ignorar as características do jogador, as metas daquele encontro específico e a sua própria condição física - muito longe dos 100%.
Foi preciso haver sempre um médio a fazer dobra à ala, em missões defensivas, descurando o processo ofensivo, e nem assim as coisas funcionaram. Levámos um baile permanente.
E mais levaríamos se AA tivesse continuado em campo, nas lamentáveis condições físicas em que se encontrava, e não tivesse sido substituído com aquela solução de recurso (Veloso, que teve uma exibição muito apagada, não jogava há quatro anos na posição de defesa esquerdo!)
Dizer que a entrada de William - elogiado por toda a crítica, mesmo a mais lampiónica - foi prejudicial para a equipa é ver o jogo com olhos de clubite aguda. Nesse campeonato não entro, muito menos quando joga a selecção. De tal maneira que iniciei a minha apreciação ao jogo dizendo que o benfiquista/madridista Coentrão foi o elemento que mais fez falta à selecção neste segundo jogo.
Não precisei de ler crítica nenhuma para referir a exibição positiva de William, no texto que aqui publiquei minutos após o fim do desafio. Mas fiquei satisfeito, na manhã seguinte, ao ler a apreciação unânime da exibição do nosso médio defensivo, que devia ter jogado 90 minutos e não apenas meio tempo. Outro erro clamoroso de Paulo Bento, que se tem revelado neste Mundial como mau aprendiz do pior Scolari.


De André Salgado a 24 de Junho de 2014 às 13:32
A palavra aos protagonistas: "Entrámos bem no jogo e chegámos ao golo. Depois, na segunda parte, Portugal baixou um pouco de rendimento, mas, e felizmente, acabámos por empatar no último lance da partida" - William Carvalho, no final do jogo.

Sublinhe-se a humildade em reconhecer o óbvio, que só o Pedro parece não querer ver: o jogo de Portugal piorou na segunda parte, dito de forma desassombrada por quem entrou em campo nesse período. Lúcido e mais concordante com o jogo que passou na minha televisão.

Quem é que está a ver o jogo com olhos de clubite, afinal?


De Pedro Correia a 24 de Junho de 2014 às 19:34
Já disse o que tinha a dizer, não dou mais para esse peditório. Quanto ao William, cuja entrada como titular aqui sempre se defendeu: é consensual entre os comentadores que teve uma boa prestação (como já tinha ocorrido no decisivo Suécia-Portugal, em Novembro passado).
Leio hoje na imprensa desportiva que jogará como titular no Portugal-Gana (se houver jogo, pois os ganeses atravessam a sua crise tipo Saltillo). Gostei muito de saber. Só é pena entrar como titular com 135 minutos de atraso.


De Dinis a 23 de Junho de 2014 às 23:06
A grande questão que sobra desta selecção: que raio é que eles vão fazer à porra daqueles bacalhaus todos que levaram para o Brasil???


De Pedro Correia a 24 de Junho de 2014 às 08:28
Vendem o bacalhau a peso. Ou a granel. Brasileiro adora bacalhau. E até ajuda a equilibrar a nossa balança de pagamentos.


De Águia Preocupada a 23 de Junho de 2014 às 23:35
Só que enquanto o André Almeida esteve em campo, estivemos a ganhar! Foi substituído e foi o que se viu...
Isto de se ver as coisas com olhos clubistícos tem que se lhe diga!


De Pedro Correia a 24 de Junho de 2014 às 08:31
Tazão. O sportinguista Adrien ficou em Portugal, o portista Quaresma também. William só entrou em campo por especial concessão de última hora do seleccionador quando já estava quase meia equipa lesionada. O "polivalente" André Almeida alinhou como titular sem rotina na posição de defesa esquerdo nem condição física adequada.
Isto de ver as coisas com olhos clubísticos tem que se lhe diga.


De leorodri a 24 de Junho de 2014 às 00:06
A Convocatória por parte de Paulo Bento, de jogadores “polivalentes”, que supostamente terão capacidades superiores a outros de formação de base no respetivo local é algo que dá que pensar.
- Será que os jogadores, que não têm lugar no seu clube na equipa principal, são melhores que outros que jogam regularmente nos seus clubes em lugares específicos?
- Porque será que algumas “superequipas” portuguesas, que só jogam com grandes vedetas estrangeiras, que não calçam nas respetivas seleções, ou são meros suplentes, são os principais fornecedores de jogadores para a seleção portuguesa e ainda reclamam da convocatória por acharem ter poucos selecionados?
- Será que os jogadores portugueses desses clubes, são especialistas em polivalência, vulgo tapar buracos, pois só jogam quando não há mais ninguém disponível para o lugar, mas ainda assim conseguem ser titulares na seleção portuguesa?
- Porque será que, quando só há um clube grande em Portugal (SCP) que aposta seriamente em jogadores portugueses, que de facto jogam e fizeram uma boa época, que tem uma formação de excelência reconhecida mundialmente, só pode ter um jogador de cada vez na equipa?
Como diz o outro:
E o Burro sou eu?


De Pedro Correia a 24 de Junho de 2014 às 08:32
Excelentes perguntas - incluindo a pergunta final. Vou destacar o seu comentário.


De André Salgado a 24 de Junho de 2014 às 16:32
1. "Será que os jogadores, que não têm lugar no seu clube na equipa principal, são melhores que outros que jogam regularmente nos seus clubes em lugares específicos?".
Depende. Quer melhor exemplo que o Nani? Ou defende que um suplente pouco utilizado do MUnited não deveria ter ficado entre os eleitos? Um titular do Paços de Ferreira ou do Gil Vicente não é necessariamente melhor jogador que um suplente do SLB. Deixo à sua imaginação o lugar do SCP nesta equação.

2. "Porque será que algumas “superequipas” portuguesas, que só jogam com grandes vedetas estrangeiras, que não calçam nas respetivas seleções, ou são meros suplentes, são os principais fornecedores de jogadores para a seleção portuguesa e ainda reclamam da convocatória por acharem ter poucos selecionados?".
Olhe que alguns até calçam. Mas depende da selecção. Na Argentina, o Tevez, craque da Juventus, não teve lugar. Na Argélia, até o Slimani joga, tal como o Halliche da Académica. Não sei a que "superequipas portuguesas que são os principais fornecedores da selecção" se refere. Só se for ao Braga. O SLB tem tantos como o SCP - 2 - e o FCP tem 1.

3. "Será que os jogadores portugueses desses clubes, são especialistas em polivalência, vulgo tapar buracos, pois só jogam quando não há mais ninguém disponível para o lugar, mas ainda assim conseguem ser titulares na seleção portuguesa?".
O único jogador do SCP que daria jeito na selecção, no lugar desses especialistas em polivalência, era o defesa esquerdo. Chama-se Jefferson (bom jogador, por sinal), é brasileiro e não pode jogar por Portugal.

4. "Porque será que, quando só há um clube grande em Portugal (SCP) que aposta seriamente em jogadores portugueses, que de facto jogam e fizeram uma boa época, que tem uma formação de excelência reconhecida mundialmente, só pode ter um jogador de cada vez na equipa?".
Pela ilusão de esses jogadores serem melhores do que efectivamente são. O Adrien seria suplente do Moutinho e não o vejo mesmo como sendo melhor que o Meireles (que seria titular de caras no SCP). O Cédric seria suplente do João Pereira e está tudo dito. Os outros - André Martins, Wilson Eduardo ou o miúdo Mané, suplente do Carrillo - só como piada se poderia imaginar estarem no Mundial. O problema da "formação de excelência reconhecida mundialmente" é que isso foi há uma década, quando foram revelados o Ronaldo, o Moutinho e o Nani. Nos últimos 10 anos, até o Dínamo de Zagreb é capaz de ter revelado mais jogadores interessantes.

Há duas realidades óbvias. O meu amigo já parece ter chegado à primeira - esta selecção nacional é, nos seus recursos, limitada e fraca. Só lhe falta atingir a segunda - não é com os actuais jogadores portugueses do SCP (salvo a honrosa excepção do William Carvalho) que a sua qualidade será elevada e que deixará de ser uma selecção limitada e fraca.


De leorodri a 24 de Junho de 2014 às 23:47
Caro André Salgado
Quando se fala de suplentes polivalentes, é claro que não se pensa em Nani, que de suplente tem este ano o seu tirocínio, e se sabe em que condições. Nani é um grande jogador, por sinal fruto da tal formação de excelência assim como grande parte do onze português, incluindo o seu capitão considerado o melhor do mundo.
Quanto às “Superequipas” portuguesas, fornecedoras de jogadores da seleção, estará com certeza lembrado que nas pré convocatórias o SLB tinha 5 jogadores e só não foram mais ao Brasil por manifesta infelicidade, que obviamente se lamenta, de Sílvio. Destes 5 jogadores, quantos jogam efetivamente no Benfica?
A Chamada polivalência, que para mim significa exatamente o contrário de especialização, condição necessária para se poder ser um profissional competitivo em qualquer atividade, é apenas desculpa para se poder levar alguns jogadores, que se de facto fossem mais valias importantes para a seleção portuguesa teriam de ser, sem qualquer sombra de dúvida titulares nos seus clubes ou pelo menos já o terem sido em qualquer altura.
Quanto à formação do Sporting, que de facto tem produzido jogadores como os que citou, à dez anos ( Ronaldo, Quaresma, Nani, Varela), anteriormente (Futre, Figo , Simão etc.) presentemente (William Carvalho, Cedric, Rui Patricio, Bruma) e provavelmente de futuro (Mané, Ilory, Medeiros, Chaby, etc.) é a única que em Portugal tem capacidade para ser base de uma equipa competitiva e que lutou pelo primeiro lugar do campeonato português. Bem sabemos que noutras ocasiões tanto Benfica como o Porto foram grandes fornecedores da seleção no tempo em que jogavam com portugueses, mas hoje vamos fazer omeletes sem ovos?
Quanto ao jogadores interessantes , de facto William será o mais visível , mas como poderemos comparar, Adrien com Moutinho, Cedric com João Pereira , André Martins com Rafa ou até Carlos Mané com Alguém , se não são sequer pré-convocados ou se o são, em jogos de preparação não saem do banco.
Não, na minha opinião Meireles não tiraria o lugar a Adrien.
Cumprimentos , SL


De SLB-33 a 24 de Junho de 2014 às 00:28
caro Pedro Correia,

Então hoje foi dia de São Neymar Jr. e você ainda escreve sobre a pocaria o jogo da nossa seleção contra os EUA?


De Pedro Correia a 24 de Junho de 2014 às 08:40
A jogar contra os Camarões até Portugal tinha goleado. Não há mérito especial do Brasil nisso.


De Anónimo Desconhecido a 24 de Junho de 2014 às 17:50
Provocação : Pois, o Nelson Oliveira já marcou pela selecção A, mas o Pedro não gosta dele.....


De Pedro Correia a 24 de Junho de 2014 às 19:37
Pois, não simpatizo muito com ele: aliás escrevi aqui o que pensava no momento próprio, remando contra a maré.
Não voltei ao assunto porque não gosto de bater em quem está por baixo. Para mim tornou-se um não-tema.
Mas já que fala nisso: quem não gosta de NO, ao que parece, é Jorge Jesus, que o despachou do Benfica. E também Paulo Bento, que o despachou da selecção.


De Anónimo Desconhecido a 24 de Junho de 2014 às 21:49
Eu não estou a falar com o JJ nem com o Paulo Bento, estou a falar com o Pedro Correia que defende que o Eder tem potencial mas como nunca marcou pela selecção, não devia estar no mundial, o que não deixa de ser curioso, e por isso usei o seu argumento para dizer que o Nelson Oliveira devia lá estar, pois é ponta de lança e até marcou nos poucos jogos em que foi utilizado :) Só me aflige uma coisa, como é que um jogador que nunca marcou na selecção poderá lá chegar ? parece a pescadinha de rabo na boca, se não marca não vai, se não vai não pode marcar...


De Pedro Correia a 24 de Junho de 2014 às 22:00
Não tinha percebido o seu ponto. Agora que explicitou posso responder à sua observação, sem dúvida pertinente.
Um jogador que nunca marcou pela selecção tem idiversas ocasiões para o fazer. Na fase de qualificação, nos jogos particulares, nos desafios de preparação para as fases finais... Considero, no entanto, que a fase final de um Mundial ou de um Europeu não pode constituir um laboratório para experimentar goleadores. Ou vão os que já deram provas ou então tudo deve ser feito para que os jogadores alternativos exibam essas provas numa fase anterior. Por isso admiti que o Bebé tivesse sido igualmente experimentado numa dessas fases.
Levar um avançado que nunca marcou em oito jogos de selecção a uma fase final é um risco acrescido que devia ter sido evitado. Isto sem menosprezo para as qualidades potenciais que o Éder revela. Uma coisa, no entanto, é prometer. Outra, bem diferente, é concretizar.
E nós precisamos de golos, convém não esquecer. De três - pelo menos - contra o Gana.


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