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És a nossa Fé!

A ver o Mundial (13)

1. Ontem à noite, contra uma defesa permeável e maleável como a dos EUA (facto que ficou bem patente aos 5', no golo de abertura de Portugal), Cristiano Ronaldo poderia e deveria ter funcionado como ponta-de-lança, desde que bem servido por dois alas muito móveis e combativos como Nani e Varela são. Como escreve hoje n' A Bola o treinador Vítor Manuel, "Éder, único ponta de lança no banco, é ainda um corpo estranho na selecção e Varela era fundamental para dar equilibrio ao corredor esquerdo, melhorar o jogo interior, com Ronaldo na frente, mas Paulo Bento não quis mudar o esquema táctico". Em suma: precisávamos de marcar e de ganhar. Assim Ronaldo nem sequer rondou o golo, quanto mais concretizá-lo.

2. Postiga à frente, na calamitosa situação física em que se encontra, seria sempre a pior das soluções. Como foi. Éder não revelou envergadura sequer para figurar entre os 23. Tem potencialidades, mas não acredita nele próprio: isso percebeu-se claramente na fase da preparação, nos jogos "a feijões". E como apostar num goleador que ainda não marcou na selecção quando os golos se tornam absolutamente necessários?

3. Paulo Bento, que contra a Alemanha já tinha assistido com inacreditável passividade à expulsão de Pepe sem mexer de imediato na equipa (limitou-se a fazer recuar Meireles para central durante dez minutos e só mandou entrar Ricardo Costa após o intervalo), voltou a pecar por passividade ontem à noite, frente aos Estados Unidos. André Almeida jogou quase meia hora em inferioridade física: aquele corredor direito norte-americano tornou-se uma auto-estrada com via verde. Com o seleccionador a assistir, impotente.

 


4. Só na segunda parte o seleccionador desviou Veloso para a ala esquerda (onde fez melhor que André Almeida, o que não era difícil, embora fosse várias vezes batido em velocidade) e mandou entrar William Carvalho para fechar o espaço enorme existente entre os centrais e o nosso meio-campo. A equipa melhorou logo de rendimento. A qualidade de passe de William impôs-se naquela faixa do terreno, além de ter sido ele o primeiro construtor dos lances ofensivos - muitas vezes através de recuperações de bola.

5. Mas nem assim funcionámos como era necessário. Porquê? O meio-campo fetiche do seleccionador - Veloso, Meireles e Moutinho - pura e simplesmente não funcionou. Veloso está sem ritmo, Meireles está sem arcaboiço físico (excesso de tatuagens?) e Moutinho está uma sombra de si próprio. Isso era mais que evidente há meses. O que leva a questionar novamente a não-convocação de Adrien, por exemplo. A selecção é para os melhores do momento ou só para aqueles que conseguiram lugar cativo em bons momentos do passado com Paulo Bento ao leme da selecção?

6. Não há necessidade de procurar outros factores - clima, árbitro, etc - para perceber as causas do mau rendimento da equipa nacional. O mau rendimento deve-se à falta de condição física - com reflexos na parte anímica - de demasiados jogadores convocados para o Brasil. Julgo que batemos o recorde mundial de lesionados sem bola nesta fase final: Coentrão, Hugo Almeida, Patrício, Bruno Alves, Postiga, André Almeida. Demasiados casos para não dar que pensar. Enquanto outros, em excelente condição física, ficaram em Portugal.
Sem ovos não se fazem omeletes, já dizia o saudoso Otto Glória. Cheio de razão.

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