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Hoje giro eu - O estranho caso de Alan Ruiz

Alan Ruiz nunca foi um jogador consensual. Não o foi no San Lorenzo, no Grémio de Porto Alegre ou mesmo no Colón, clube onde terá vivido os melhores momentos da sua curta carreira.

O argentino tem manifestamente um problema de intensidade no seu jogo, algo que se já era visível na América do Sul ainda se sublima mais no competitivo futebol europeu, onde há menos espaços e é preciso pensar mais depressa.

Mais do que lento a executar, Alan não é lesto a pensar o jogo. Isso torna-se visível nos momentos sem bola - defensivamente, muitas vezes fica imóvel - quando hesita na procura dos espaços para desmarcação, o que estabelece a simetria com o futebol de Bruno Fernandes, feito de passe (ou remate) e deslocação para o espaço vazio, movimento em que o maiense é exímio. 

Por tudo isto, torna-se um desafio para os treinadores a sua posição no campo: Scolari, no Grémio, e Dario Franco, no Colón, muitas vezes colocavam-no a partir da direita, aproveitando as suas diagonais de pé esquerdo. No entanto, o seu fraco compromisso defensivo (e a sua pouca velocidade) torna pouco crível jogar nessa posição na Europa, na medida em que exporia em demasia o seu lateral direito. 

Alan Ruiz tem a sua melhor qualidade na potência e colocação do seu remate. O problema é que, ficando à espera que a bola lhe chegue ao pé, raramente tem possibilidade de executar o tiro. JJ prejudica a equipa quando a põe a girar em volta do argentino, numa espécie de teoria heliocêntrica onde Alan seria o Sol. Nem a equipa pode jogar em função dele, nem ele se desloca para ganhar tempo para o seu futebol. Tempo? Sim! A melhor forma de compensar a sua lentidão seria arranjar os espaços livres que lhe permitissem demorar umas décimas de segundo adicionais na execução. 

No actual cenário, o argentino desequilibra a equipa. Perde muitíssimas bolas, que propiciam transições adversárias, não tem compromisso defensivo e ofensivamente não resolve. E, pior do que tudo, não está a evoluir.

 

alanruiz.jpg

 

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