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Futebol e eleições

Mesmo já tendo passado mais de uma semana sobre as eleições autárquicas em dia de Sporting-Porto, creio que ainda se justifica a pergunta: deve ser permitido haver jogos de futebol em dias de eleições?

O governo achou que não e agiu em conformidade. Por princípio também concordo com a decisão do governo. Ir ao futebol não é como ir à missa, como li por aí. Pode ir-se à missa em qualquer localidade, enquanto cada jogo decorre só numa localidade específica. Evidentemente, se se puser a hipótese de ver o jogo na televisão, tal poderá ser feito em qualquer localidade também, mas não é isso que estamos a considerar. Um verdadeiro adepto prefere ir ao estádio. Principalmente em jogos grandes (como calhou, este ano, ser no fim de semana das eleições) há deslocações de adeptos (do clube visitante e do clube visitado) de todo o país. Núcleos organizam excursões. É difícil planear um evento destes e ainda ter que votar (não se trata somente de o jogo não decorrer durante o período eleitoral). A isto acresce o conhecido espaço mediático que o futebol ocupa. Excessivo, a meu ver, mas compreende-se, principalmente quando decorre um jogo grande, que os adeptos do futebol estejam preocupados com o resultado desse jogo. Parece-me evidente que as eleições devem ser a principal preocupação no dia em que decorrem.

Tudo parece assim apontar para não haver jogos no dia das eleições, portanto. Ora, supondo que esta proibição já tinha entrado em vigor este ano, com os mesmos calendários eleitoral e futebolístico, em que data decorreria o Sporting-FC Porto? Na segunda-feira? Não é o melhor dia para um jogo grande, e havia a concentração da seleção. No sábado? Seria a única opção viável, mas isso implicaria um dia a menos de descanso após a jornada europeia. Neste caso isso iria penalizar mais o Sporting, que jogou um dia mais tarde que o FC Porto. Quem propõe a proibição dos jogos em dias de eleições tem que compreender que os clubes não são soberanos para marcarem as datas dos seus jogos, principalmente os jogos europeus.

Deveria procurar-se uma solução de compromisso entre os interesses dos clubes que representam o futebol nacional na Europa e a participação cívica no ato eleitoral. Uma solução, a meu ver, poderia ser evitar os jogos grandes nos fins de semana eleitorais. Desde que não houvesse jogos grandes, não haveria problema em não os disputar no domingo das eleições. Tal poderia ser mais uma restrição ao sorteio do calendário da Liga (já há várias…), desde que a data das eleições fosse marcada com mais antecedência (antes do início da época futebolística). O poder politico (quem marca a data das eleições, seja governo ou presidente) poderia fazer essa cedência a bem do fitebol nacional.

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