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És a nossa Fé!

Do golão de Matheus ao mistério Coentrão

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 Foto Record

 

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"Parece uma equipa da segunda divisão!" Este desabafo, proferido por alguém perto de mim que também assistia ao jogo no hotel alentejano onde estou instalado, reflectia bem aquilo que eu próprio sentia, ao cair o pano deste Sporting-Basileia, em que a nossa equipa saiu derrotada por 2-3. E esteve mais perto de sofrer o quarto (uma bola suíça embateu num nosso poste, com a baliza deserta e a defesa toda batida) do que de marcar o terceiro.

Segundo desaire consecutivo desta ronda suíça de preparação da época leonina, com saldo negativo: duas derrotas, uma vitória tangencial, só quatro golos marcados e sete sofridos.

Hoje o Basileia, campeão suíço, vulgarizou um Sporting lento e apático, que andou demasiado tempo em ritmo de treino, de juba tombada e garras recolhidas. É verdade que o primeiro golo suíço resultou de um penálti inexistente (o ex-avançado sportinguista Wolfswinkel fez falta sobre Tobias Figueiredo e não o contrário, como o árbitro ajuizou de forma errada), mas os restantes surgiram de erros inadmissíveis da nossa defesa - um brinde do guarda-redes esloveno Azbe Jug, sem categoria para vestir a camisola verde e branca, e um inadmissível atraso do lateral André Geraldes ao guardião, logo aproveitado para o golo do triunfo da turma helvética.

 

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O que dizer?

Notas positivas dos primeiros 45 minutos apenas para Podence, único jogador leonino que nesse período procurou acelerar o jogo, revelando-se sempre inconformado, e Bas Dost, que chamado a converter um penálti também duvidoso não falhou na marca dos 11 metros.

De resto, destaque para uma excelente combinação entre Iuri Medeiros e Matheus Pereira, aos 77': o primeiro a cruzar de forma soberba e o segundo a rematar ainda melhor, cabeceando de forma categórica de cima para baixo naquele que foi o segundo golo leonino e o melhor momento do Sporting em todo o desafio. Mais que golo: foi um golão.

Bruno César, com um tiro disparado de fora da área pelo seu pé-canhão e travado in extremis pelo guarda-redes do Basileia, podia ter reposto a igualdade.

De positivo, pouco mais.

 

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Análise sucinta dos reforços: Piccini continua a revelar as limitações que já anotei, Bruno Fernandes esteve demasiado discreto, Mathieu cometeu erros posicionais inadmissíveis para um central com a sua experiência, Battaglia promete mais do que oferece, Matheus Oliveira funciona só na marcação de bolas paradas, André Pinto foi regular e Doumbia passou quase despercebido.

Fábio Coentrão desta vez nem calçou. Problemas físicos? Mistério.

Francisco Geraldes e Ryan Gauld, dois dos jogadores leoninos com maior qualidade de passe, também ficaram de fora. Sem surpresa.

 

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Saímos portanto desta pré-temporada suíça com golos sofridos em todos os desafios e uma equipa ainda muito precária.

O jogo de hoje confirmou aquilo que a partida anterior, frente ao Valência, já tinha deixado evidente: este Sporting continua sem ideias de construção de jogo, com muitas dificuldades em fazer circular a bola para linhas avançadas, carburando a gasóleo em vez de gasolina. A soma de erros individuais e de passes falhados é ainda inaceitável, tal como as trocas inconsequentes de bola no nosso meio-campo em processo ofensivo. Os laterais sobem pouco e cruzam sem perigo. E a defesa treme sempre, sejam quem forem as unidades colocadas em campo.

 

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Só para registo: Jug, Piccini, Coates, Tobias, Mathieu, Jonathan, Petrovic, Bruno Fernandes, Podence, Alan Ruiz e Dost foram os titulares.

Na segunda parte entraram Iuri, Battaglia, Bruno César, Matheus Oliveira, André Pinto e Doumbia. Aos 66', Jorge Jesus mandou avançar André Geraldes, Palhinha e Matheus Pereira. A quatro minutos do fim, entrada ainda do guarda-redes Pedro Silva (em estreia absoluta na equipa principal) e Gelson Dala.

Aguarda-se ainda a chegada dos nossos internacionais que estiveram na Taça das Confederações: Rui Patrício, Beto, William Carvalho, Adrien e Gelson Martins. Nunca eles nos pareceram fazer tanta falta como agora. Mas se pelo menos dois deles estão prestes a abandonar Alvalade, como é voz corrente, o problema subsiste. Ou talvez até se agrave.

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