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És a nossa Fé!

Algumas notas sobre o jogo de ontem

O Sporting decidiu dar 45 minutos de avanço ao Borussia Dortmund - nada inédito, já o fez em relação a várias outras equipas - e só começou a jogar a sério quando soou o apito inicial da segunda parte. Na Liga dos Campeões estes brindes custam muito caro.

 

Com Jorge Jesus no banco até ao fim, o Sporting nunca teria perdido o jogo do Santiago Bernabéu. Palavras do próprio, que agora o perseguem como uma assombração. Ontem Jesus voltou a estar ausente do banco. E o Sporting, claro, voltou a perder. Certos pensamentos nunca deveriam ser verbalizados.

 

Portugal é de facto um povo hospitaleiro. A primeira falta foi cometida aos 38'. Ninguém queria meter o pé, atrapalhando a manobra ofensiva dos alemães, ninguém fazia questão de ganhar segundas bolas. Fizemos tudo nos 45 minutos iniciais para que o Borussia tivesse a sensação de jogar em casa.

 

Há dois Sportings: um com Adrien, outro sem Adrien. Como a partida da noite passada voltou a demonstrar. Elias, por mais voltas que o globo terrestre dê no seu próprio eixo, jamais será um Adrien.

 

É um desperdício remeter William Carvalho quase em exclusivo a missões de contenção do meio-campo adversário. Quando ganha metros de terreno, como passou a acontecer a partir do minuto 60 com a entrada de Bruno César, o campeão europeu faz aumentar a rotação da equipa. Isso ficou ontem bem evidente.

 

Burno César tem de ser titular deste Sporting. Não me interessa que "jogue feio", como por vezes se diz nas bancadas do nosso estádio. Interessa-me que seja eficaz. Voltou a sê-lo: entrou aos 60' e sete minutos depois já marcava.

 

É impressão minha ou Bryan Ruiz apaga-se sistematicamente nos chamados jogos grandes?

 

Quanto tempo mais Markovic demorará a perceber que o futebol é um jogo colectivo? Aquelas vistosas arrancadas do sérvio "com a bola controlada", como se diz na gíria do futebol, produziram sempre o mesmo resultado: nenhum.

 

A defesa começa a construir-se à frente, pressionando a fase de construção adversária e roubando-lhe metros de terreno. Slimani percebia isso como ninguém. Mas parece não ter deixado seguidores.

 

Há jogadores que fazem a diferença neste Sporting? Há. Mas nenhum deles chegou este Verão e os melhores continuam a ser os da formação leonina. Ninguém fez tanto por merecer ontem pelo menos o empate como o inigualável Gelson Martins.

 

Mais dois golos sofridos, somados ao nosso já considerável pecúlio neste domínio. A defesa leonina precisa de reparações urgentes. Só não vê quem não quer.

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