23 Jun 14

O escândalo podia ter sido pior: a derrota contra os Estados Unidos esteve iminente até ao último lance do encontro, disputado em Manaus. Varela, a passe de Cristiano Ronaldo, empatou o jogo quando já quase nenhum português acreditava nisso. Foi pena: a nossa melhor jogada surgiu no fim.

A selecção jogou melhor do que na partida inaugural, contra a Alemanha. Mas esteve a um abismo de distância das excelentes exibições do Euro-2012, em que chegámos às meias-finais. Com quase um terço da equipa lesionada e opções questionáveis de Paulo Bento, que teima em não ver o óbvio: é insuficiente mudar jogadores quando o mais importante é alterar o sistema táctico. Hoje voltou a existir um enorme fosso entre os centrais e o meio-campo, grave lacuna apenas solucionada no segundo tempo, com a entrada de William Carvalho, que fez estreitar as linhas. E Cristiano Ronaldo acabou o jogo como ponta-de-lança, o que permite questionar se não deveria ter actuado nessa posição desde o início, servido por dois extremos eficazes como são Varela e Nani.

Os equívocos começaram novamente com a constituição do onze titular. O seleccionador, surdo aos bons conselhos que lhe foram chegando desde a derrocada contra a Alemanha, fez entrar em campo André Almeida, que abriu um corredor para as cavalgadas norte-americanas durante toda a primeira parte, e Postiga, que nem deveria ter feito parte dos 23 seleccionados para o Campeonato do Mundo. Na anterior partida, Hugo Almeida durou 27 minutos em campo. Postiga bateu o recorde ao ficar incapacitado quando estavam decorridos apenas 13 minutos. Outra lesão muscular a afectar um jogador português: e vão cinco. Ou melhor: vão seis porque André Almeida já jogou em esforço nos últimos 20 minutos do primeiro tempo, sendo substituído ao intervalo também por incapacidade física.

 

Tivemos uma vantagem: aos cinco minutos já estávamos a vencer, com um golo de Nani aproveitando uma cratera aberta à sua frente, no lado esquerdo da defesa norte-americana. Mas não soubemos aproveitá-la: depois do golo, a equipa recuou, inexplicavelmente atemorizada, e chegou a ter momentos de pânico que poderiam ter sido mais bem explorados pelos norte-americanos. O nosso corredor esquerdo era uma auto-estrada para os EUA, forçando Moutinho e Meireles a deslocar-se para essa ala como prontos-socorros do baralhado André Almeida. Nunca Fábio Coentrão (outro membro da legião dos lesionados) fez tanta falta à selecção.

Paulo Bento mexeu finalmente na equipa ao intervalo, fazendo entrar William Carvalho para médio defensivo, com evidentes melhorias no nosso meio-campo, e transferindo Miguel Veloso para a lateral esquerda, como recurso de emergência e resultados incertos. Ficou provado que a "polivalência" - tão elogiada por alguns inefáveis comentadores da bola - tem limites mais que óbvios.

À frente, Cristiano Ronaldo era apanhado sucessivas vezes nas malhas do fora-de-jogo. E Éder, avançado que nunca marcou um golo pela selecção, pecava por evidente imaturidade, sendo presa fácil para a defesa americana. Faltava outra mexida, que só pecou por tardia: a entrada de Varela, que veio dinamizar muito a nossa frente de ataque. É indispensável que actue como titular no jogo contra o Gana, em que precisamos de marcar muitos golos.

Rezando para que não ocorram mais lesões. À espera de um milagre que nos qualifique in extremis para os oitavos-de-final. E sem termos desta vez a Senhora de Caravaggio a puxar por nós.

 

Portugal, 2 - Estados Unidos, 2

 

.................................................

 

Os jogadores portugueses, um a um:

 

Beto - Rendeu Rui Patrício, outro dos lesionados. Esteve seguro, atento. Pareceu sempre mais confiante do que o guarda-redes do Sporting frente à Alemanha. Pena ter confiado no golpe de vista, que o traiu, no primeiro golo norte-americano.

 

João Pereira - Irregular. Esperava-se mais dele neste Mundial depois de ter feito uma excelente exibição no Euro-2012. Subiu mais na sua ala durante o segundo tempo, com proveito para Portugal, mas foi apanhado várias vezes em contrapé, incluindo no lance que originou o segundo golo dos EUA.

 

Bruno Alves - Não treinou durante a semana e esteve em dúvida até quase ao início do jogo. Mas não pareceu afectado pela lesão muscular. Foi um dos mais inconformados. No quarto de hora final jogou quase a ponta de lança, tentando o golo. De qualquer modo, está longe da sua melhor forma.

 

Ricardo Costa - Incomparavelmente melhor que Pepe. Se o central do Real Madrid havia sido o pior dos portugueses contra a Alemanha, o seu substituto foi um dos melhores neste duro embate com os EUA. Salvou as nossas redes aos 55', desviando a bola com Beto ausente da baliza.

 

André Almeida - Participou no início da jogada que originou o nosso primeiro golo. Depois desapareceu da partida, por inferioridade física, proporcionando via aberta às investidas alemãs. Paulo Bento tardou a substituí-lo: devia ter saído ainda na primeira parte.

 

Miguel Veloso - Demasiado lento, acusou o calor e a humidade de Manaus. E acusou sobretudo o longo período de inactividade a que foi sujeito pela paragem do campeonato ucraniano. Andou a tapar buracos na ala esquerda até Paulo Bento se convencer que o melhor era mesmo transferi-lo para esse espaço, o que só sucedeu no segundo tempo. A equipa melhorou nesse sector mas Veloso deixou-se bater várias vezes em velocidade.

 

Raul Meireles - Continua muito longe da melhor forma física. Recuperou menos bolas e falhou mais passes do que é costume. No primeiro tempo foi alvo de uma agressão de Jones, que devia ter sido sancionado pelo menos com um cartão amarelo. Saiu aos 68', visivelmente esgotado.

 

João Moutinho - Melhor do que no desafio com os alemães, mas muito distante daquele jogador que chegou a deslumbrar nos relvados portugueses. Está triste e desmoralizado desde que se transferiu para o Mónaco, tendo sido considerado um dos flops do campeonato francês. A sua má forma foi um dos factores do mau rendimento global da selecção.

 

Nani - Marcou aos 5'. Podia ter marcado novamente, aos 44', quando rematou ao poste. Aos 80' saiu dos pés dele outro forte remate, que passou um pouco acima da barra norte-americana. Foi sempre um dos mais inconformados. Parece em boa condição física, pormenor que merece ser sublinhado no actual contexto.

 

Cristiano Ronaldo - Arrisca-se a passar ao lado do Mundial - ao contrário de Messi, que já marcou dois golos e foi elemento fundamental para as vitórias da Argentina. Por vezes parece querer fazer tudo sozinho. Foi apanhado inúmeras vezes em situações de fora de jogo e nem nas bolas paradas as coisas lhe saíram bem. Redimiu-se no último lance, ao fazer um cruzamento perfeito para o golo de Varela que empatou o desafio.

 

Helder Postiga - Impõe-se a pergunta: o que foi fazer ao Brasil? Como agora se confirma, não reunia condições físicas mínimas para alinhar pela selecção. Paulo Bento mandou-o equipar, como titular. Durou 13 minutos em campo - e saiu. Ninguém da equipa técnica se tinha apercebido do seu estado?

 

Éder - Substituiu Postiga e voltou a ficar em branco. Um avançado que não marca é um duvidoso cartão de visita. Falta-lhe confiança nas suas próprias capacidades. Ficou a sensação de que ainda não merecia estar ao nível a que Paulo Bento prematuramente o colocou.

 

William Carvalho - Foi o caso mais gritante de teimosia do seleccionador, que o manteve no banco durante todo o jogo contra a Alemanha e insistiu em não o pôr como titular neste desafio. Só a lesão de André Almeida o fez entrar em campo, jogando como médio defensivo - posição que lhe valeu elogios unânimes ao serviço do Sporting. Tem qualidade de passe, revela boa condição física e nunca perde a posição. Ajudou a tapar as linhas de passe norte-americanas, dando boa cobertura a um sector que estava desguarnecido. Merece a titularidade. Vai tê-la contra o Gana, já demasiado tarde.

 

Varela - Outro jogador que entrou demasiado tarde, substituindo Meireles. Costuma funcionar como talismã da selecção e voltou a cumprir a tradição. Fez alargar a nossa frente de ataque, introduzindo agressividade e dinamismo na linha ofensiva. Exibição recompensada com um excelente golo, à ponta-de-lança.


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22 comentários:
De João André a 23 de Junho de 2014 às 09:15
Como não vi o jogo (ainda nem sequer os golos) não o comento. Apenas dois pontos:

1. Ronaldo não é ponta de lança. Não tem movimentação para isso e é presa fácil. Se não vier de trás, da ala, não é tão eficaz. Já bons treinadores o tentaram (Ferguson, Mourinho, Ancelotti) e o resultado nunca é satisfatório.

2. Para o outro jogo as contas são simples (de cabeça feitas por mim): entre a vitória de Portugal e a da Alemanha, o diferencial tem que ser de 5 ou mais golos. Se for de 5 golos, Portugal tem que marcar pelo menos dois golos. O Gana está em situação semelhante, mas espera o resultado ao contrário. Estou à espera de um empate aborrecidíssimo entre a Alemanha e os EUA.

3. E acabou a festa. Para o próximo Europeu Portugal só se qualifica por causa da expansão. Não esperemos muita coisa. A cornucópia de jogadores de qualidade fechou. Voltámos às vacas magras.


De Pedro Correia a 23 de Junho de 2014 às 09:35
1. João, cada jogo tem a sua história. Contra uma defesa permeável e maleável como a dos EUA (facto que ficou bem patente aos 5', no golo de abertura de Portugal), CR poderia e deveria ter funcionado como ponta-de-lança, desde que bem servido por dois alas muito móveis e combativos como Nani e Varela são. Precisávamos de marcar e de ganhar. Assim Ronaldo nem sequer rondou o golo, quanto mais concretizá-lo.

2. Postiga à frente, na calamitosa situação física em que se encontra, seria sempre a pior das soluções. Como foi. Éder não revelou envergadura sequer para figurar entre os 23. Tem potencialidades, mas não acredita nele próprio: isso percebeu-se claramente na fase da preparação, nods jogos 'a feijões'. E como apostar num goleador que ainda não marcou na selecção?

3. Paulo Bento, que contra a Alemanha já tinha assistido com inacreditável passividade à expulsão de Pepe sem mexer de imediato na equipa (limitou-se a fazer recuar Meireles para central durante dez minutos e só mandou entrar Ricardo Costa após o intervalo), voltou a pecar por passividade. André Almeida jogou quase meia hora em inferioridade física: aquele corredor direito norte-americano tornou-se uma auto-estrada com via verde. Com o seleccionador a assistir, impotente.

4. Só no segunda parte o seleccionador desviou Veloso para a ala esquerda (onde fez melhor que AA, o que não era difícil, embora fosse várias vezes batido em velocidade) e mandou entrar William para fechar o espaço enorme existente entre os centrais e o nosso meio-campo. A equipa melhorou logo de rendimento. A qualidade de passe de William impôs-se naquela faixa do terreno, além de ter sido ele o primeiro construtor dos lances ofensivos - muitas vezes através de recuperações de bola.

5. Mas nem assim funcionámos como era necessário. Porquê? O meio-campo fetiche do seleccionador - Veloso, Meireles e Moutinho - pura e simplesmente não funcionou. Veloso está sem ritmo, Meireles está sem arcaboiço físico (excesso de tatuagens...) e Moutinho está uma sombra de si próprio. Isso era mais que evidente há meses. O que leva a questionar novamente a não-convocação de Adrien, por exemplo. A selecção é para os melhores do momento ou só para aqueles que conseguiram lugar cativo em bons momentos do passado com Paulo Bento ao leme da selecção?

6. Não há necessidade de procurar outros factores - clima, árbitro, etc - para perceber as causas do mau rendimento da equipa nacional. O mau rendimento deve-se à falta de condição física - com reflexos na parte anímica - de demasiados jogadores convocados para o Brasil. Julgo que batemos o recorde mundial de lesionados sem bola nesta fase final: Coentrão, Hugo Almeida, Patrício, Bruno Alves, Postiga, André Almeida. Demasiados casos para não dar que pensar. Enquanto outros, em excelente condição física, ficaram em Portugal.
Sem ovos não se fazem omeletes, já dizia o saudoso Otto Glória. Cheio de razão.


De Anónimo Desconhecido a 23 de Junho de 2014 às 09:56
Honestamente a selecção pouco me diz, e de facto André Almeida desenrasca bem à esquerda, mas não é um lateral esquerdo. Mas ponha lá quem quiser, é difícil fazer melhor quando à frente se tem Ronaldo que não defende, a solução provavelmente passará por colocar um médio esquerdo que ajude a fechar. Veloso fez melhor que André Almeida ? Acho que nem comparando a exibição do André depois de se lesionar se poderá dizer isso, mas isto são opiniões.


De Pedro Correia a 23 de Junho de 2014 às 12:02
André Almeida não é lateral esquerdo, não é sequer esquerdino e sobretudo não estava ontem em condições físicas para alinhar pela selecção. A equipa técnica e a equipa médica - além do jogador - deviam ter visto isso antes, não aos 20 minutos de um jogo que precisávamos de vencer.
Este não foi o único problema da selecção ontem mas foi um dos maiores.
Veloso teve uma partida fraquíssima, aliás como já se esperava e aqui foi dito oportunamente, pois estava sem ritmo competitivo e não devia sequer ter sido convocado para o Mundial. A diferença apenas em relação ao AA é que conseguiu jogar 90 minutos, embora 'au ralenti'.


De Anónimo Desconhecido a 23 de Junho de 2014 às 12:04
Olhe que a Marca, vi pelo link que aqui colocou, deu-lhe nota 5 :)


De Pedro Correia a 23 de Junho de 2014 às 12:17
Excesso de benevolência, a meu ver. Mas a culpa maior não foi do jogador, que não estava em condições físicas e foi várias vezes ao banco pedir para ser substituído. Paulo Bento, casmurro, foi adiando a substituição até se tornar inevitável. Fez aliás o que já tinha feito contra a Alemanha após a expulsão de Pepe: em vez de mandar entrar logo um central suplente optou por recuar Meireles para o eixo da defesa, abrindo um espaço ainda maior no nosso meio-campo. E só ao intervalo mexeu na equipa, tal como agora.
Francamente, há coisas que não se entendem.


De SLB-33 a 23 de Junho de 2014 às 13:57
Caro Pedro Correia,

Não concordo com o seu ponto 4. Não é por ser jogador do campeão nacional, que defendo o André Almeida, já defendi a qui que eçe não devia ser convocado, ams temos que ser objectivos andré Almeida enquanto jogou ontem (lesionado) apesar dos calafrios a nossa seleção sofreu 0 golos com Miguel Veloso a 100% o nosos lado esquerdo da defesa, que já era uma auto estrada com André Almeida, paqssou a ser uma sauto estrada do 4 faixas cada lado.
este devia ser o 11:
Beto, João Pereira, Bruno Alves, Neto, Ricardo Costa, William Carvalho, Ruben Amorim, Moutinho; Varela, Ronaldo, Nani.


De Pedro Correia a 23 de Junho de 2014 às 18:02
Esse foi o onze titular que eu defendi antes do jogo, com a diferença que punha Vieirinha no lugar de Amorim. Quanto a AA, não devia ter jogado. Provou-se rapidamente que não tinha condições físicas para isso.


De SLB-33 a 23 de Junho de 2014 às 20:01
caro Pedro Correia,

Não sei o que tem contra o Ruben Amorim, provavelmente tem a ver com o clube em que ele joga, isto é, O CAMPEÃO NACIONAL.


De Pedro Correia a 23 de Junho de 2014 às 21:17
Não me entenda mal, meu caro. Eu não tenho nada contra o Ruben Amorim. Simplesmente vi-o jogar muito poucas vezes por isso não tenho ainda uma ideia formada quanto ao que vale. Nem o Jorge Jesus deve ter pois fê-lo alinhar pouco no SLB.


De SLB-33 a 24 de Junho de 2014 às 00:12
caro Pedro Correia,
só um treinador louco põe a jogar um Ruben Amorim quando tem um Enzo Pérez, daí Amorim ter jogado pouco pelo Benfica.


De Pedro Correia a 24 de Junho de 2014 às 08:43
Curioso: essa lógica não prevalece na selecção argentina. Ainda não vi Enzo Pérez jogar neste Mundial.


De Efebe63 a 24 de Junho de 2014 às 19:15
Para o "slb30",sim ,não são 33 mas sim 30, só te digo uma coisinha: és como um jumento!Trata-te!!


De Duarte Fonseca a 23 de Junho de 2014 às 10:37
Caro, Pedro.
De facto foi mais um jogo medíocre de Portugal.
Especificamente em relação às investidas da selecção americana pelo nosso corredor esquerdo, o nosso lateral esquerdo é dos menos culpados. Até porque os EUA jogavam em 4x3x3 (tal como Portugal), logo a responsabilidade do lateral é fechar o extremo. Seria da responsabilidade do nosso extremo esquerdo (que não existia) acompanhar o lateral. Ou, no limite, haver uma compensação dos médios ou do central ao lateral esquerdo com a participação do médio defensivo.
Almeida é perfeito para bode expiatório, mas não foi sequer dos principais responsáveis.
Bento é o principal responsável por tudo o que se está a passar e é pena que só passados 2 anos a maioria dos portugueses consigam perceber o que já era evidente em 2012, provavelmente iludidos com a chegada às meias-finais e com a sorte que nos protegeu nesse europeu, porque a qualidade do futebol era pouco melhor.
Ontem valeu a pequena amostra de William Carvalho.
SL


De Lancero a 23 de Junho de 2014 às 12:00
Vinha aqui escrever mais ou menos isso. Incrível como o Paulo Bento demorou mais de 20 minutos a colocar o Meireles a ajudar a defender o lateral direito dos EUA.


De Pedro Correia a 23 de Junho de 2014 às 12:18
Incrível, mesmo. Até um cego percebia que aquele flanco precisava de ser reforçado. A menos que quisessem ver o CR envolvido no processo defensivo em vez de trabalhar para aquilo de que precisávamos como de pão para a boca: a produção de golos.


De Pedro Correia a 23 de Junho de 2014 às 12:12
Caro Duarte, não era possível ver isso em 2012 porque o Euro-2012 foi um caso de sucesso para a selecção portuguesa: chegámos às meias-finais, segunda melhor classificação portuguesa de sempre num Campeonato da Europa, ao nível do Euro-1984 e só superada pelo segundo lugar no Euro-2004, com Scolari.

Este Mundial é diferente. Para muito pior, sem comparação.
E é claro que a responsabilidade pelo fecho do corredor esquerdo, mais à frente, só devia estar imputada a um médio pois todos sabemos que o CR não participa no processo defensivo. Esse terá sido, do ponto de vista técnico, o motivo invocado para a não-convocação do Quaresma, outro jogador que não defende.
Responsabilidade de Paulo Bento? Sem dúvida.

A verdade é que nem Meireles nem Veloso chegaram para essa encomenda. Nenhum deles estava verdadeiramente em condições de ser convocado. Aqui, de facto, começa - e de que maneira - a culpa maior do seleccionador, que assistiu no banco, passivamente, ao descalabro geral da equipa pelo segundo jogo consecutivo. Porventura à espera de saber qual seria o jogador seguinte deitado no chão, agarrado à coxa.
A impreparação física dos jogadores - e, sim, AA também - foi o aspecto mais negativo, e até caricato, desta selecção no Brasil. Nenhuma outra chegou a este ponto, fosse de que continente fosse.

William fez um bom jogo, o que já foi reconhecido pelos observadores mais exigentes e insuspeitos, incluindo este:
http://www.marca.com/debate/2014/06/151254/prevotaciones151254.html
Pena só ter jogado 45 minutos e não ter alinhado sequer contra a Alemanha, por outra inexplicável casmurrice do seleccionador, que teima em copiar o perfil de Scolari.
Mas não é Scolari quem quer. Aliás o próprio Scolari, como sabemos, alterou profundamente a equipa do primeiro para o segundo jogo do Euro-2004. Com bons resultados.


De Anónimo a 24 de Junho de 2014 às 12:15
"Entrámos bem no jogo e chegámos ao golo, fizemos um boa primeira parte. Depois, na segunda parte, Portugal baixou um pouco de rendimento(...)".

William Carvalho


De Pedro Correia a 24 de Junho de 2014 às 19:27
Obrigado por teres aparecido aqui, William. És um grande jogador, serás um grande campeão. Gostei de te ver alinhar na selecção - embora, a meu ver, 135 minutos mais tarde do que merecias.

Um grande abraço. E que nunca percas esse rugido de Leão.


De aNNóNNymus a 23 de Junho de 2014 às 12:21
"O nosso corredor esquerdo era uma auto-estrada para os EUA" ...

que se manteve e até se acentuou na 2ª parte - apesar da entrada, tardia, do jogador maravilha das maravilhas - e pelas mesmíssimas razões por que se abre (apesar da enorme diferença de qualidade!) na equipa do Real de Madrid.

E por aqui me fico ... por agora!


De Pedro Correia a 23 de Junho de 2014 às 18:04
"Maravilha" é o puto que estoirou ao fim de 25 minutos na estreia numa fase final de um Campeonato do Mundo, arrastou-se em campo nos 20 minutos seguintes e já não regressou do intervalo.
Que grande campeão. Que pena não ter figurado sequer nos cromos da Panini.


De aNNóNNymus a 24 de Junho de 2014 às 12:15
Panini ... ?! Cromos ... ?!

Sem dúvidas, "título" para o Spor7ing !!!!


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