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És a nossa Fé!

A teia

Cabe na cabeça de alguém um clube apoiar financeiramente e de forma directa a formação de árbitros numa competição em que esse mesmo clube participa?

Faz algum sentido que árbitros dependam financeiramente, para conseguirem atingir os seus objectivos, de um clube e anos depois esses mesmos árbitros poderem ter um papel fundamental, ao ter que tomar decisões que vão influenciar de forma decisiva o trajecto desse mesmo clube? Que essa formação de árbitros seja dada por um árbitro, António Rola, que já teve, ou mantém, ligação profissional ao clube benfiquista?

Faz sentido haver jornalistas contratados pela UEFA que indicam, como frase a gravar no autocarro da selecção nacional durante o europeu em França, o slogan do benfica quando contratou Rui Vitória?

Faz sentido haver jornalistas que festejem golos do benfica quando estão no desempenho da sua actividade profissional?

Faz sentido um presidente de um clube afirmar sem rodeios que mais importante que contratar bons jogadores são as pessoas que se conseguem meter nos lugares chaves da organização do futebol luso?

Faz sentido que todas as decisões de um órgão sejam, passados uns meses e depois dos castigos serem cumpridos, totalmente revogadas e nada aconteça?

Faz sentido que clubes que competem com o benfica mantenham dependências financeiras com esse mesmo clube e que os resultados registados nos seus jogos sejam uma verdadeira anormalidade?

Faz sentido a não utilização de alguns jogadores mesmo sem ligação oficial ao benfica nos jogos contra este clube?

Faz sentido presidentes e treinadores de alguns clubes quase festejarem derrotas do seu clube com o benfica e ficarem desoladíssimos quando perdem contra o Sporting? 

Faz sentido a protecção aos jogadores do benfica ao longo deste campeonato onde nem um vermelho directo ou por acumulação registaram? Mesmo perante agressões nítidas?

Faz sentido haver jornalistas que ocupam cargos de direcção em jornais desportivos, que fazem questão de mostrar a quem quiser e disso fazem gala, o seu ódio primário ao Sporting? 

Fazem sentido os textos encomendados, escritos por esses mesmos jornalistas, a tentar promover um jogador apenas para servir o interesse e necessidade absoluta do benfica em vendê-lo para não entrar em falência?

 

Durante 30 anos tivemos em Portugal o domínio de um clube, todos sabemos como foi conseguido esse domínio. Com estratagemas de fruta e café com leite, com agressões físicas e intimidações, esperas em garagens e a elevação de um bando de criminosos a figuras de proa, guarda pretoriana dos que ocupam as cadeiras do poder. Foi durante este reinado de terror - que vive hoje o seu estertor e vive-o como o deve viver, a caminhar para o seu ocaso,  a saque e sem que ninguém tenha coragem, muitas vezes física, de sequer se candidatar a eleições - que este clube conseguiu 90% dos seus títulos. 

Pois bem, foi este o modelo que o benfica achou por bem copiar. Sabemos que quase sempre a cópia nunca é melhor que o original, mas aqui isso pouco interessa. Durante anos foram tecendo a teia de interesses englobando estruturas federativas e da Liga e trouxeram uma novidade, o completo e quase unânime controlo da comunicação social desportiva. Assistimos hoje a situações verdadeiramente vergonhosas a cada jornada e nada, absolutamente, é investigado, ou sequer questionado, por parte da imprensa dita especialista em futebol. Assistimos a pseudo-jornalistas, muitas vezes com um claro défice comunicacional, com assento regular em infindáveis programas de futebol, a fazer o papel para o qual foram designados, branquear e proteger. Limitar danos e impor uma narrativa para que passe a ser a única verdade.

Quando entramos em campo não defrontamos apenas 11 jogadores de um adversário. Defrontamos um sistema implementado com o objectivo de nos destruir. Defrontamos privilégios em vigor há décadas. Teias de interesses que extravasam em muito o mundo do futebol. Amizades, melhor, compadrios, entre pessoas que deviam, pelos lugares que ocupam, defender um interesse contrário, mas que actuam para benefício próprio.

Lutamos contra organizações que sugam até ao tutano o negócio do futebol, acenando com milhões quando sabemos que tudo não passa de um esquema e que o fim é sempre o mesmo, com a falência do clube, quando todos à sua volta se ficam a rir de bolsos cheios de comissões.

Todos gostamos de ganhar, é para isso que jornada a jornada lutamos. Mas para ganhar não vale tudo (máxima do ainda líder portista e seguida pelo líder benfiquista). Há quem não se importe de apoiar um clube que assenta as suas vitórias na generalidade destes processos. Mas é isso que nos diferencia; No Sporting não queremos ganhar de qualquer maneira e a qualquer custo. Queremos ganhar de forma limpa e justa e tenho a certeza que o iremos conseguir.

A verdade prevalecerá.

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