15 Jul 17

Crónica alternativa a uma confraternização ocorrida esta tarde, para os lados de Delley-Portalban, cantão de Friburgo, que terminou em indigestão para os comensais leoninos, com 3 golos sofridos, 5 jogadores encostados (Gauld, Leonardo Ruiz, Jovane, Xico Geraldes e Domingos Duarte) e dois golos marcados. Um 3-5-2, portanto, embora Jesus vos vá querer convencer que foi 3-4-3, o que até faria sentido se Alan Ruiz tivesse cumprido o seu papel. Análise um-a-um dos nossos confrades envolvidos em uma página pouco lustrosa do Sporting. Como quem (es)cala consente, as notas serão atribuídas em escala musical, para que todos tenham consciência de que representam um clube que tem bem presente na sua memória os saudosos "Cinco Violinos".

 

"Les uns"

Azbe Jug - Decididamente, não se consegue libertar do Jug(o) do imprescindível Rui Patricio. Sofreu o primeiro golo, num penalty marcado em "super slow motion" que até parecia que estávamos a assistir à repetição, demorando uma eternidade a cair, como se a relva representasse uma cama de faquir pouco convidativa a grandes aventuras. No segundo, foi delicadamente à bola, não a querendo magoar, acabando por permitir que, nas suas costas, uma raposa suiça violasse o seu galinheiro. Com os pés, mostrou a elegância de uma girafa aterrorizada a atravessar a A2 em dia de entrada de férias. Para terminar, hesitou no tempo de saída no terceiro golo como se, ao longe, tivesse observado um sinal vermelho. Uma lástima!

Nota: (meteu)DÓ

Piccini - É certo que para esta posição Jesus tem um "esqueleto" (Schelotto) escondido no armário (em Alcochete), mas em época estival "Piscina" não foi suficiente, tal a afluência de banhistas suíços a mergulhar na Sua área. Para compensar, meteu água, de forma a manter o nível nos limites habituais.

Nota: RÉ(u)

Tobias Figueiredo - Já dizia Shakespeare, em tom premonitório, que Tobias ou não Tobias era a questão. Menos dado a questões de erudição e não querendo responder à questão, Jesus, salomonicamente, optou por 3 centrais, incluindo-o no lote. Foi abalroado, em excesso de velocidade (provavelmente vindo do Urban), pelo nosso velho conhecido Van Wolfswinkel, e o árbitro marcou penalty (!?). Salvou um golo certo quando desviou uma cabeçada para a baliza, com Jug já a posar para a foto hesitante em sair dos postes.

Nota:Mi(upe) quando tem de pôr a bola na frente.

Coates - O homem parece uma representação do que já foi, um holograma. Será que está lá o nosso Ministro da Defesa? Tendo o nosso paiol sido assaltado da forma que foi (segundo registo oficial desapareceram três frangos já obsoletos, eslovenos, sem valor comercial)...

Nota: Mi(ragem), não pode ser o grande Coates.

Mathieu - Ficou nas covas na maior parte dos lances. Mostrou boas qualidades no Valência e Barcelona, mas tal como a sua homónima Mireille, já não está para grandes cantorias.

Nota: RÉ(u)

Jonathan - A táctica dos 3 centrais pretende 2 laterais ofensivos, ora o argentino é mais "bolos", quando chega à linha de fundo contrária já vem acompanhado de uma bilha de oxigénio e de um desfibrilhador.

Nota: (sem)DÓ, (nem piedade)

Petrovic - Aquela posição requer um PetroMAX, que ilumine toda a equipa, o que não se tem visto. Resultou no Rio Ave, pois Caxinas fica por ali e um PetroMax é sempre estimado na pesca.

Nota: (será das) MI(algias)?

Bruno Fernandes - Mais uma vez, um dos melhores em campo, embora a disparar à baliza esteja ao nível de um João Moutinho. Critério no passe e nas suas acções, o que hoje foi uma raridade. Para nossa sorte, ainda vai demorar algum tempo a desaprender o que lhe ensinaram em Itália.

Nota: FÁ (comme si, comme ça)

Podence - O melhor em campo, embora continue a falhar na decisão. Parece um fórmula 1 inserido num Mundial de Ralis, a percorrer a classificativa de Fafe-Lameirinha. Quando conseguir trajectórias limpas vai ser impagável.

Nota: SOL(itário)

Alan Ruiz - Mandaram-no para a esquerda(?) e o homem não deve ter a direcção ajustada pois sempre foi derivando para o meio. Aí, acabaria por abalroar um adversário e o árbitro marcou... penalty. Um clássico, neste jogo. No resto, esforçou-se por mostrar não estar comprometido com o projecto.

Nota: DÓ(berman), precisa-se.

Bas Dost - O bombardeiro, o carteiro que entrega sempre a correspondência e que nunca merece um exame demasiadamente rigoroso. Um golo de penalty. Parece que foi Jesus que lhe ensinou, o outro, o de Nazaré, estão a ver?

Nota: FÁ(cil) para ele é marcar golos.

 

"... Et les autres "

Bruno César - Com esse apelido, tinha tudo para ser o Imperador da equipa, não fora o seu jeito pesadão e o facto de Jesus (este) o pôr a pregar em freguesias onde não se encontra recenseado. Defesa esquerdo? A sério?

Nota: MI(serável) a defender, apostou naquilo que melhor tem, o remate, e queimou as mãos do guardião suíço

Mattheus Oliveira - Tira hipóteses a Gauld, como "8", e a Xico Geraldes, como ala, Merece? Não! Mas, o que é que isso interessa? Jesus parece interessado na saga "My little pony(tale)", o que fazer? Dizem que é bom na bola parada, principalmente antes de o jogo começar... Ainda assim, à atenção de Nuno Dias (podia sempre entrar, marcar livres e saír).

Nota: DÓ(I) só de o ver jogar...

Battaglia - Apesar de tudo, um dos melhores. Conseguiu desarmar e assistir Podence na direita, tudo na mesma jogada. No estado em que estamos, um feito!

Nota: FÁ(z) os mínimos exigíveis a um jogador do Sporting.

Doumbia - Parece estar em descanso, depois de umas boas impressões no primeiro jogo.

Nota: MI(tico) quando ganhar a forma.

Iuri Medeiros - Estava já meio caminho andado para justificarem recambiá-lo pela quarta vez quando o homem se destacou em dois momentos: num primeiro, desmarcação brilhante na esquerda para... pois, Bruno César, que deixou a bola sair; seguidamente, centro primoroso da direita para Matheus Pereira empatar o jogo.

Nota: SOL que nos alimenta o dia.

André Pinto - Mostrou alguma condução de bola, mas também algumas faltas desnecessárias em confrontos com avançados. Jesus não lhe deu tempo suficiente para errar muito.

Palhinha, Matheus Pereira, André Geraldes, Pedro Silva e Gelson Dala - Não se faz, os homens já prontos para entrar no banho e Jesus manda-os para dentro de campo. Palhinha entortou e viu-se à direita, Geraldes assistiu para golo... do adversário, Pedro Silva e Dala não tiveram tempo, Matheus deixou Jesus com um problema, marcou um golo. O mais certo é não voltar a jogar tão cedo, que isto do karma é...

Notas "(Força Sporting olé) LÁ,(la, la, la, la)" e SI(m)! não foram atribuídas por não serem merecidas por ninguém.

 

Tudo ao molho voltará (espera-se), com melhores notícias.

SL


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 Foto Record

 

1

"Parece uma equipa da segunda divisão!" Este desabafo, proferido por alguém perto de mim que também assistia ao jogo no hotel alentejano onde estou instalado, reflectia bem aquilo que eu próprio sentia, ao cair o pano deste Sporting-Basileia, em que a nossa equipa saiu derrotada por 2-3. E esteve mais perto de sofrer o quarto (uma bola suíça embateu num nosso poste, com a baliza deserta e a defesa toda batida) do que de marcar o terceiro.

Segundo desaire consecutivo desta ronda suíça de preparação da época leonina, com saldo negativo: duas derrotas, uma vitória tangencial, só quatro golos marcados e sete sofridos.

Hoje o Basileia, campeão suíço, vulgarizou um Sporting lento e apático, que andou demasiado tempo em ritmo de treino, de juba tombada e garras recolhidas. É verdade que o primeiro golo suíço resultou de um penálti inexistente (o ex-avançado sportinguista Wolfswinkel fez falta sobre Tobias Figueiredo e não o contrário, como o árbitro ajuizou de forma errada), mas os restantes surgiram de erros inadmissíveis da nossa defesa - um brinde do guarda-redes esloveno Azbe Jug, sem categoria para vestir a camisola verde e branca, e um inadmissível atraso do lateral André Geraldes ao guardião, logo aproveitado para o golo do triunfo da turma helvética.

 

2

O que dizer?

Notas positivas dos primeiros 45 minutos apenas para Podence, único jogador leonino que nesse período procurou acelerar o jogo, revelando-se sempre inconformado, e Bas Dost, que chamado a converter um penálti também duvidoso não falhou na marca dos 11 metros.

De resto, destaque para uma excelente combinação entre Iuri Medeiros e Matheus Pereira, aos 77': o primeiro a cruzar de forma soberba e o segundo a rematar ainda melhor, cabeceando de forma categórica de cima para baixo naquele que foi o segundo golo leonino e o melhor momento do Sporting em todo o desafio. Mais que golo: foi um golão.

Bruno César, com um tiro disparado de fora da área pelo seu pé-canhão e travado in extremis pelo guarda-redes do Basileia, podia ter reposto a igualdade.

De positivo, pouco mais.

 

3

Análise sucinta dos reforços: Piccini continua a revelar as limitações que já anotei, Bruno Fernandes esteve demasiado discreto, Mathieu cometeu erros posicionais inadmissíveis para um central com a sua experiência, Battaglia promete mais do que oferece, Matheus Oliveira funciona só na marcação de bolas paradas, André Pinto foi regular e Doumbia passou quase despercebido.

Fábio Coentrão desta vez nem calçou. Problemas físicos? Mistério.

Francisco Geraldes e Ryan Gauld, dois dos jogadores leoninos com maior qualidade de passe, também ficaram de fora. Sem surpresa.

 

4

Saímos portanto desta pré-temporada suíça com golos sofridos em todos os desafios e uma equipa ainda muito precária.

O jogo de hoje confirmou aquilo que a partida anterior, frente ao Valência, já tinha deixado evidente: este Sporting continua sem ideias de construção de jogo, com muitas dificuldades em fazer circular a bola para linhas avançadas, carburando a gasóleo em vez de gasolina. A soma de erros individuais e de passes falhados é ainda inaceitável, tal como as trocas inconsequentes de bola no nosso meio-campo em processo ofensivo. Os laterais sobem pouco e cruzam sem perigo. E a defesa treme sempre, sejam quem forem as unidades colocadas em campo.

 

5

Só para registo: Jug, Piccini, Coates, Tobias, Mathieu, Jonathan, Petrovic, Bruno Fernandes, Podence, Alan Ruiz e Dost foram os titulares.

Na segunda parte entraram Iuri, Battaglia, Bruno César, Matheus Oliveira, André Pinto e Doumbia. Aos 66', Jorge Jesus mandou avançar André Geraldes, Palhinha e Matheus Pereira. A quatro minutos do fim, entrada ainda do guarda-redes Pedro Silva (em estreia absoluta na equipa principal) e Gelson Dala.

Aguarda-se ainda a chegada dos nossos internacionais que estiveram na Taça das Confederações: Rui Patrício, Beto, William Carvalho, Adrien e Gelson Martins. Nunca eles nos pareceram fazer tanta falta como agora. Mas se pelo menos dois deles estão prestes a abandonar Alvalade, como é voz corrente, o problema subsiste. Ou talvez até se agrave.


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Porta giratória
Pedro Correia

Sai Paulo Oliveira, Adrien parece já uma carta fora do baralho, Domingos Duarte volta a ser dispensado. O mesmo deverá acontecer a Tobias Figueiredo, João Palhinha, Matheus Pereira, Francisco Geraldes e Iuri Medeiros.

Hão-de vir ainda um extremo-esquerdo, um novo defesa central, um lateral direito, um novo médio defensivo e talvez outro avançado. Quase meia equipa, o que torna este estágio na Suíça pouco menos que inútil para criar automatismos e fomentar espírito de grupo.

Eis o Sporting neste início do terceiro ano do reinado de Jorge Jesus.


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Mais ou menos por esta altura todos nós fazemos contas, previsões e atiramos palpites para o que será a nova época futebolística.

Em cada entrada de um novo atleta renovamos a esperança de uma boa época. Com a saída de outros ficamos sempre a pensar se futuramente não farão falta.

Trago este tema aqui por causa da transferência de Paulo Oliveira para Espanha. Sempre gostei deste atleta que poucas vezes nos deixou ficar mal.

Recordei a este propósito Fredy Montero. Estou claramente convicto que perdemos o campeonato em 2015/2016 por termos transferido aquele ponta-de-lança para a China. Nem especulo as razões dessa transferência.

Ora se, como afirmam, saírem William e Adrien para o estrangeiro, o Sporting necessitará de substitutos à altura desses atletas. Será bom que não se esqueçam.

Posso até aceitar que as questões financeiras falam por vezes mais alto que a vontade dos sócios e simpatizantes. Mas se assim for deverá Jorge Jesus e/ou Bruno de Carvalho, face ao pantel que tem publicamente definir, com rigor e seriedade, qual o foco deste ano para o Sporting.

Detesto acreditar agora na glória, para rapidamente perceber que tudo não passou de uma profunda miragem. Todos os sportinguistas desejam e merecem ver o nosso clube campeão. Isso é insofismável!

Mas por favor não me vendam mais  ilusões. O meu coração poderá não aguentar!


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«Aproveitar e valorizar a nossa academia é condição sine qua non para se ser treinador do SCP.»

Pedro Wasari, neste meu postal


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14 Jul 17

2014 - Estágio em Doorwerth (Holanda);

2015 - Estágio na África do Sul;

2016 - Estágio em Lausanne (Suíça);

2017 - Estágio em Nyon (Suiça).

Ryan Gauld é hoje em papa-milhas só à conta dos estágios do Sporting. O ano passado jogou 1 minuto. Este ano, só ele e Leonardo Ruiz, como jogadores de campo, ainda não se estrearam.

Entretanto, o "Mais Futebol" anuncia hoje que Ryan, Leonardo, Palhinha e Xico Geraldes treinaram à parte do restante plantel, acompanhados por adjuntos de Jesus. Alguém que explique tudo isto como se nós fôssemos muito burros, havendo quatro alternativas possíveis:

- alguém não deu o guião certo ao "Mais Futebol";

- alguém precisa urgentemente de ler o "Ensaio sobre a Cegueira";

- a equipa técnica Introduziu o "duche escocês", juntamente aos banhos e massagens;

- consumo demasiado de café da Colômbia, para conseguir ver todos os jogos da América Latina.

Nós por cá já temos os pés assentes no chão. Quando se repetem sempre os mesmos erros, o resultado é previsivel. Na linha daquela máxima: "Quem por sistema resiste à mudança, acaba a resistir à extinção".


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Obrigado Paulo!
Francisco Chaveiro Reis

Paulo Oliveira vai jogar no Eibar que paga 4 milhões de euros ao Sporting por 70 por cento do passe do central. Não me custa a crer que daqui a um ano esteja no Mundial e que seja transferido por números superiores. Sempre gostei da sua classe. O problema de Oliveira foi Coates. Jogam ambos pela direita e quando jogaram juntos, nenhum saía a jogar com a qualidade necessária. Obrigado Paulo e boa sorte! 


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Três jogos (contra Belenenses, Fenerbahçe e Valência) já permitem ficarmos com uma primeira impressão dos reforços leoninos para a temporada 2017/18.

Vou deixar aqui a minha opinião, ainda muito sucinta e naturalmente sujeita ao contraditório dos leitores.

 

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Piccini (nota 4).

Mais: mostra vontade de acertar e de articular construção de jogo com o médio ala do seu flanco.

Menos: muito permissivo na manobra defensiva e demasiado contido nas acções ofensivas.

Mathieu (nota 5).

Mais: revela sentido posicional, intensidade no jogo aéreo e capacidade de sair com a bola controlada.

Menos: imprecisão no passe e falta de coordenação com o parceiro do eixo defensivo.

André Pinto (nota 5).

Mais: concentração e capacidade de dobrar o lateral.

Menos: excesso de timidez na primeira fase da construção ofensiva.

Fábio Coentrão (nota 4).

Mais: demonstra alguma vocação atacante, ainda muito incipiente.

Menos: velocidade reduzida, desguarnecendo com frequência a sua ala por eventuais limitações físicas.

Battaglia (nota 5).

Mais: ganha intensidade e consistência quando avança no terreno.

Menos: ineficaz como médio de contenção, desposicionando-se com facilidade.

Bruno Fernandes (nota 7).

Mais: lê bem o jogo e é rápido na tomada de decisão, baralhando marcações e abrindo linhas de passe.

Menos: falta precisão de remate à baliza e condição física ainda longe do ideal.

Matheus Oliveira (nota 5).

Mais: faz a diferença na marcação de livres.

Menos: peca por falta de dinâmica, velocidade reduzida e alguma imprecisão posicional.

Doumbia (nota 6).

Mais: faro de golo, robustez física e vontade de assumir protagonismo junto à baliza adversária.

Menos: compreensíveis dificuldades de articulação com Bas Dost, seu parceiro na linha mais avançada.

 


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Sporting campeão!
Ricardo Roque

Distraído, descobri apenas hoje um excelente texto do João Taborda da Gama sobre o Sporting, justamente com o título "Sporting campeão!". E, para não ceder à tentação de falar sobre a equipa e o contingente de jogadores que estão na Suiça, que após 2 jogos nos transmitem aquela sensação desconfortável de "déjà vue" da época passada, alternativamente partilho convosco esta declaração de sportinguismo: http://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/joao-taborda-da-gama/interior/amp/sporting-campeao-8474896.html.  Um excerto para aguçar o apetite:

..."Devo ao Sporting horas intensas de um prazer que não há senão vivendo um estádio, senão amando um clube, a irracionalidade pura, cada vez mais acredito que é componente fundamental da vida (a religião preenche um espectro de não racionalidade bastante diferente; o amor, mesmo a paixão, muito mais racionais do que o clube e a religião). E não é ao futebol a quem devo esse prazer, é ao Sporting - não perdi, não perderei um minuto com um Real Madrid -- Barcelona, ou com uma final da Champions, por melhor que seja o futebol-desporto. No Sporting aprende-se a amar sem quase nunca ganhar. Mas também a odiar.".  

Vale a pena ler, ou reler se for o caso. Bom fim de semana.


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Ontem tive oportunidade de ver o jogo completo.

Como ponto de ordem, quero deixar claro que entendo todas as experiências que se queiram fazer nestes jogos, mesmo a peregrina ideia de estar a levar dois e jogar sem ponta de lança. Por outro lado, não gosto de perder, nem mesmo a feijões!

Eu não percebo nada de futebol, no entanto vejo bola quase desde que nasci e tenho cá p'ra mim que há nas preparações da época dois factores essenciais que se pretendem atingir: Aquisição dos métodos do treinador e o consequente entrosamento entre os executantes, por um lado, e começar a criar um suporte psicológico forte para enfrentar uma época longa e complicada.

Ora, na minha opinião de analfabeto futebolístico, o primeiro propósito adquire-se praticando nos treinos; Muitas vezes, parando o apronto as vezes que forem necessárias, indo lá por repetição até que aquilo seja feito de olhos fechados e o segundo colocando em campo, em jogos particulares, aquilo que se praticou nos treinos e conseguindo com isso vitórias. Porque, mesmo para quem nada percebe de futebol como eu, repito, a vitória é o maior elixir para um "caparro" psicológico forte e consistente. Quem não ouviu já dizer que as equipas se alimentam de vitórias?

Assim sendo, mais uma vez na minha modesta opinião como futebolisticamente analfabeto, as pré-épocas devem ser planeadas em função destes dois objectivos primordiais e os jogos delas constantes serem jogados em função do que se pretende atingir (entrosamento e confiança), ou seja, há duas hipóteses: Ou se escolhem equipas fracas e se fazem todas as experiências durante estes jogos, considerando-os como mais um treino e rodando todos os disponíveis para os observar num contexto diferente, apenas um pouco mais complicado, ou se escolhem equipas fortes. Nestes jogos com equipas da mesma igualha que a nossa, perdoem-me os catedráticos do futebol, Jesus incluído, o meu orgulho sportinguista não se compadece com experiências e 22 jogadores em campo (só dos nossos) e não vai em conversas de que "isto é só um jogo-treino, o resultado não interessa". Interessa e muito! Como disse, as equipas alimentam-se de vitórias e se anteontem a vitória no jogo com os turcos foi um belo tónico, o descalabro de ontem foi um murro no estômago e o deitar por terra do que se terá conseguido no dia anterior. Quem pensar que estes jogos são apenas treino, não percebe o que é ser Sporting. Quem encarar estes jogos com displicência, está a mais no Sporting, do topo à base.

"Ah e então como é que tu farias, ó inteligente?" perguntam e bem vocês, que estão a perder o vosso tempo a ler-me. Pois, como eu não percebo nada disto, nesta opção de pré-época, os jogos seriam para ganhar, o prestígio do Sporting está em causa. E para ganhar estes jogos, é escalar um onze para tentar isso mesmo, é jogar um jogo de futebol e não uma partida de treino. Experiências fazem-se em casa! "Ah, mas no início da época todos devem ter a mesma oportunidade". Pois devem, mas nestes casos, valores mais altos se alevantam e, mais uma vez, quem não entender isto, estará a mais no Sporting. Perguntem aos sócios e adeptos sportinguistas que estiveram ontem no estádio se ficaram satisfeitos com a merda de jogo que foi produzido, já não falando do resultado que só não foi mais expressivo, porque não calhou mesmo.

Não quero ser alarmista, mas temo que o caminho que se está a querer traçar seja o mesmo que o da época passada, com a porcaria de resultados que se viu.

Portanto, ainda estamos a tempo de arrepiar caminho. Senhor presidente, vamos lá a pôr ordem na barraca, está bem?


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 «Abdelhak Nouri, jogador de 20 anos do Ajax que sofreu uma paragem cardíaca no fim de semana passado num jogo particular com o Werder Bremen, "tem danos cerebrais graves e permanentes", anunciou ontem o clube de Amesterdão através de uma nota oficial nas redes sociais.»

In: DN


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Gostaria de ver a reacção de um Coates, um Mathieu, um Dost, Adrien ou William se lhes acontecesse o que Francisco Geraldes vivenciou ontem. Isto não é autoridade, é autoritarismo! Jesus quer fazer do Futebol uma ciência, mas depois comporta-se como um vendedor ambulante de elixires pelas feiras deste país, com os seus experimentalismos. É o Melquíades dos Cem anos de solidão, ao leme de um clube que de solidão de títulos já leva 15 anos. No capítulo das invenções, tivemos Alan Ruiz e Bruno Cesar como pontas-de-lança. Ryan Gauld ainda vai a tempo de repetir a "oportunidade" do estágio da pré-época transacta, 1 minuto, ele que foi peça fundamental no xadrez de Luis Martins para se ter evitado a descida de divisão dos Bs. Depois, lança-se um Jovane Cabral, um miúdo ainda claramente verde, mas isso não é aposta, é só mais um placebo, um elixirzito para o esquecimento.


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 Geraldes a ler um livro muito apropriado: Ensaio Sobre a Cegueira (foto Record)

 

 

Fazer entrar o Francisco Geraldes aos 57 minutos e mandá-lo sair aos 82' foi algo que me indignou.

Não custa explicar porquê. É uma forma inaceitável de tratar um dos melhores jovens talentos da nossa formação.

No Sporting-Valência de ontem houve, por outro lado, uma "experiência" que me fez abrir a boca de espanto: termos jogado mais de meia hora sem ponta-de-lança. Até quando já perdíamos por 0-3 e não havia vantagem nenhuma a defender, antes pelo contrário.

Dirão alguns que foi apenas um jogo de pré-época. A esses direi duas coisas. Primeira: a temporada leonina 2016/17 começou a ser perdida na desastrosa pré-época. Segunda: o prestígio internacional do Sporting, quando defronta uma equipa espanhola na Suíça, nunca pode ser jogado a feijões. Porque é algo muito sério.


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«A nossa natação - responsáveis e atletas - habituou-nos a um nível de profissionalismo e dedicação que muito tem contribuído para o enriquecimento de títulos do nosso Museu. E estende-se a todos os escalões de formação, o que nos garante a hegemonia nessa modalidade. Gostaria de ver replicado este ADN vencedor no nosso atletismo masculino, já que no feminino estamos bem servidos. (...) É necessário um trabalho sério de base na captação de jovens atletas.»

JHC, neste meu postal


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Leoas às sextas
Pedro Correia

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 CAROLINA DUARTE

"O Sporting é o clube que me dá orgulho representar e sinto que aqui estou em casa. Como uma leoa a sério."

(Sporting, 4 de Abril de 2017)

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Tendo recebido um amável convite do Pedro Correia, que muito me honrou, início hoje a minha participação no ÉS A NOSSA FÉ. Desde há alguns meses a esta parte, tenho vindo a acompanhar o blog, o qual me captou a atenção pelo alto nível de Autores e pela urbanidade com que se discute o futebol, seja ele jogado nas quatro-linhas (o que mais me agrada), seja nos bastidores. Espero não deslustrar. Posto isto, aqui vai a minha declaração de interesses: sou do Sporting desde pequenino, os meus pais e irmão são do Sporting, os meus sogros, sportinguistas são, e a minha mulher e filhos, também. Não ocupando nenhum cargo público e não tendo responsabilidades em órgãos federativos ou da Liga, serei obviamente parcial.

Outra coisa é a questão da independência. Neste campo, garanto aos leitores que serei independente e não alinhado com qualquer ideia que não emane do meu próprio pensamento, o que não me impede de reconhecer que apoio, anonimamente, Bruno de Carvalho, desde a primeira hora e que lhe vejo óptimas qualidades - voltar a dar energia ao clube, será uma delas - e, também, alguns defeitos. Mas, nunca escreverei por agenda pessoal, pois nunca tive nenhum objectivo de me candidatar a qualquer Órgão Social do clube e apenas pretendo que o Sporting compreenda e vença os desafios ao seu futuro.

 

Estive a pensar e compartimentarei os meus comentários futuros em cinco rubricas:

- Recordar: espaço onde evocarei e homenagearei algumas das Glórias que tornaram o Sporting grande;

- Hoje giro eu: rubrica onde porei à consideração do leitor o que fariam se fossem o "manager";

- Tudo ao molho e FÉ em Deus: análise bem-humorada (vocês dirão) ao nosso onze, pós-jogo;

- Sustentabilidade: rubrica onde darei novidades sobre as contas do clube e comparativos com os outros;

- Ética: espaço que procurará interpretar os sinais que vão chegando e propor caminhos alternativos para o futuro.

 

Como o que nos move a todos é o futebol jogado, escolhi para inauguração a rubrica Recordar. Hoje, homenagearei Hector Yazalde, o grande Chirola, o meu primeiro ídolo, à memória de quem, primeiramente, dedico este pequena estória que escrevi, dedicatória extensível a todos os sócios, adeptos e simpatizantes do Sporting e a todos os amantes de futebol que nos visitam diariamente, na expectativa de que os mais velhos se possam rever neste texto e que os mais jovens possam conhecer quem foi este argentino de altíssimo nível futebolístico e humano. Um Senhor!

Aqui vai e desculpem qualquer coisinha: "Um anjo com cara de índio".

"O menino permanecia imóvel, como que hipnotizado, diante do imponente Blaupunkt com gravador de bobines, gira-discos e, mais importante, radio de válvulas onde se podia ouvir a BBC. Nesse dia, 31 de Março de 1974, à rádio não estava sintonizado na popular estação britânica, mas sim na Emissora Nacional. A dupla Fernando e Romeu Correia relatava um Sporting-Benfica, o último derby antes da Revolução de Abril, e a vibração da sua narrativa exercia um magnetismo ímpar no menino.

Eram 15h08 e Portugal inteiro parou: os locutores tentavam descrever, ainda incredulos, o que haviam presenciado. Hector Yazalde, o anjo com cara de índio, desafiara o impossível, qual cavaleiro alado mergulhara em voo rasante entre os pés do Monstro Humberto e do intratável Barros e, a vinte centímetros do solo, cabeceara (!) a bola na direcção da baliza. Golo!

O jogo continuaria, mas já não seria o mesmo. Naquele momento, ao minuto 8, os espectadores no Estádio sentiram-se recompensados por anos de "idas à bola". Yazalde ainda voltaria a marcar e o Benfica até acabaria por ganhar, mas o Jogo, esse, terminara há muito.

A última aparição pública de Marcelo Caetano (Abril estava mesmo ali), a ovação tremenda e, ver-se-ia, tão enganadora, foi simplesmente olvidada, menosprezada. O momento era de Yazalde, o corajoso e temerario Chirola, o Homem que nunca esquecera as suas origens humildes e que sempre que saía de um treino, presenteava todos os jovens desfavorecidos que o abordavam com tudo o que tinha nos bolsos, entretanto previamente provisionados, o colega que, uns meses depois, quando lhe atribuíram um Toyota, como prémio pela Bota de Ouro europeia, decidiu vender o automóvel e distribuir o dinheiro que daî resultou, equitativamente, por todos os colegas de equipa.

Nesse dia, todos queriam ser Yazalde, até os políticos e os capitães queriam ser Yazalde e Yazalde deixou de ser humano para se tornar um mito em Alvalade, génio impulsionado pela sua musa, a bela Carmén, a quem um dia Beckenbauer, no Lido de Paris após a cerimónia de entrega do Bota de Ouro, disse ser a mais bela de todas as mulheres de jogadores de futebol.

E, o menino? O menino imaginava aquele momento do golo, a ousadia do dianteiro, o espanto dos defesas, o desespero do guarda-redes José Henrique, o Zé Gato, que nesse transe perdera a última das suas sete vidas, sendo substituído ao intervalo por Manuel Galrinho Bento (esse mesmo). E o menino sonhava com isto tudo, estado que se prolongou por todo o Domingo.

No dia seguinte, vestiu a mítica camisola verde-e-branca, com o número 9 cosido nas costas (comprada na Casa Senna), bola na mão, e abalou a caminho da escola, confiante de que a partir daí, nada na sua vida seria impossível de alcançar. Aprendera com o melhor..."


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13 Jul 17

Ao terceiro jogo da pré-temporada, o descalabro. O Valência deu hoje um banho de futebol ao Sporting, derrotando a nossa equipa por 3-0. E ainda com uma bola a embater no ferro: estivemos a centímetros de sofrer uma goleada perante a turma espanhola, claramente superior do princípio ao fim.

Ritmo lento, atitude passiva, dinâmica frouxa, intenções previsíveis - uma sensaboria total, mesmo com alguns milhares de portugueses, incluindo muitos emigrantes lusos na Suíça, a puxarem pela equipa do princípio ao fim. Jorge Jesus foi fazendo rodar os jogadores sem produzir qualquer efeito positivo na qualidade do futebol leonino: chegou a mandar avançar 23 - incluindo Bruno César e Francisco Geraldes, que entraram aos 57' e saíram aos 82'. Apenas o guarda-redes esloveno, Azbe Jug, se manteve em campo durante os 90 minutos.

Antes da meia-hora inicial, já perdíamos 0-2. Nem assim houve um sobressalto naqueles profissionais que pouco honraram a camisola verde e branca e se passeavam em campo com uma gritante falta de exigência, em nada contrariada pelos berros do treinador junto à linha. Ao intervalo, havia apenas o registo de dois remates nossos à baliza do Valência.

Hoje, ao contrário do que sempre acontece, não destaco qualquer jogador. Em boa verdade, nenhum deles merece, tão medíocre foi a prestação colectiva destes aprendizes de leão, de juba aparada e incapazes de rugir.

Petrovic e Paulo Oliveira, que alinharam ontem contra o Fenerbahçe, hoje não chegaram a calçar.

A próxima partida é depois de amanhã, às 18 horas, contra o Basileia.

 

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Os jogadores, um a um:

Azbe Jug (25 anos).

Sem culpa nos golos sofridos, todos muito bem marcados. Teve uma saída em falso, aos 67', que quase nos fez sofrer mais um.

Piccini (24 anos).

Sem velocidade, lento a progredir no terreno. Deixou-se ultrapassar no lance do segundo golo: Rodrigo, do Valência, fez dele o que quis. Saiu aos 57'.

Coates (26 anos).

Um erro grave: ao aliviar muito mal a bola na grande área, no minuto 23, ofereceu-a de bandeja para Orellana marcar. Saiu ao intervalo.

Mathieu (33 anos).

O menos mau do nosso reduto ofensivo. Saiu algumas vezes com a bola controlada, procurando puxar a equipa. Sem sucesso. Saiu ao intervalo.

Coentrão (29 anos).

Muito retraído, sem dinâmica ofensiva. Aos 28' desguarneceu o flanco, vazio que o extremo do Valência logo aproveitou para um cruzamento fatal: assim nasceu o segundo golo. Saiu ao intervalo.

Battaglia (26 anos).

Apático, limitou-se a assistir ao arranque de Orellana na marcação do primeiro golo sem procurar travar-lhe o passo. Foi o jogador de campo que mais tempo jogou - na segunda parte, na posição 8, pareceu render um pouco mais.

Iuri Medeiros (23 anos).

Nada a ver com a exibição da véspera, uma das mais conseguidas da turma leonina. Andou quase todo o primeiro tempo escondido, com escassa interferência na dinâmica colectiva. Saiu ao intervalo.

Bruno Fernandes (22 anos).

Também o médio de ligação não confirmou a boa exibição do dia anterior. Começou por perder a bola em zona proibida, logo aos 10', o que só por um triz não nos custou o primeiro golo. Terá ficado afectado por este lance. Saiu ao intervalo.

Podence (21 anos).

Único jogador leonino que procurou sempre dar velocidade ao jogo, jogando alternadamente nos dois flancos. Alguns passes bem medidos, mas insuficientes para o nível a que nos habituou. Saiu aos 57'.

Doumbia (29 anos).

Andou escondido, mal se deu por ele. Na única intervenção digna de registo mereceu nota negativa, ao interferir em posição irregular num lance que teria dado um golo legal a Bas Dost que o árbitro anulou. Saiu ao intervalo.

Bas Dost (28 anos).

Estreia azarada como capitão leonino. Marcou aos 38', mas o golo não valeu pois Doumbia tocara na bola em fora de jogo. Grande passe para Podence aos 46' e pouco mais. Saiu aos 57'.

Matheus Oliveira (23 anos).

Jogou a segunda parte. Três livres muito bem marcados (51', 54' e 56') pelo médio-ala esquerdino, filho de Bebeto. Pouco mais fez. 

Alan Ruiz (23 anos).

Jogou a segunda parte, quase sempre de costas para a baliza. Lento, previsível, fazendo sempre muita cerimónia antes de tentar o remate. Aos 90' recebeu um cartão amarelo por simular um penálti.

Tobias Figueiredo (23 anos).

Jogou a segunda parte, recebendo de Bas Dost a braçadeira de capitão. Pecou com frequência por excesso de lentidão. E não conseguiu elevar-se com eficácia nas bolas paradas ofensivas. O melhor que fez foi um corte acrobático aos 61'.

André Pinto (27 anos).

O ex-central do Braga jogou a segunda parte. Muito discreto, evidenciou-se apenas por um bom corte aos 84'.

Jonathan Silva (23 anos).

Jogou a segunda parte, mostrando-se mais audaz do que Coentrão. Algumas incursões acutilantes no flanco esquerdo. Grande cruzamento aos 71' que Bruno César desperdiçou. Foi um dos mais inconformados.

Palhinha (22 anos).

Jogou a segunda parte, revelando-se melhor médio de contenção do que Battaglia. Tentou fazer avançar a equipa com passes verticais, mas sem sucesso. De uma falta sua a meio-campo nasceu o rápido lance de contra-ataque que gerou o terceiro golo espanhol.

André Geraldes (26 anos).

Entrou aos 57'. Revelou algum sentido posicional, mas foi clamorosamente batido aos 68' por Nacho Gil, que lhe fez um túnel (a ele e a Bruno César) e chutou para golo na jogada mais brilhante do desafio.

Bruno César (28 anos).

Entrou aos 57'. Nada lhe saiu bem - nem à frente, onde falhou duas ocasiões de golo, nem atrás, onde foi fintado sem remissão no terceiro do Valência. O treinador deu-lhe ordem de saída aos 82'.

Francisco Geraldes (22 anos).

Entrou aos 57' e mexeu com o jogo, protagonizando alguns momentos de inegável qualidade técnica. Mas nessa altura a equipa já naufragava sem remissão. Jesus deixou claro que não conta com ele, ao fazê-lo sair aos 82'.

Matheus Pereira (21 anos).

Jogou os últimos 25 minutos, dando a ideia de ter entrado demasiado tarde. Agitou a ala esquerda ofensiva numa sucessão de raides que mereciam ter melhor desfecho. Mas andou sempre muito desacompanhado.

Gelson Dala (21 anos).

Entrou aos 82', com vontade de mostrar serviço. Esforçou-se, mas não teve tempo.

Jovane (21 anos).

Entrou aos 82', procurando refrescar um ataque quase inexistente. Um cruzamento sem nexo aos 85' e pouco mais.


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É extenso, mas como alguns dos leitores estarão de férias, são apenas cinco minutos do vosso tempo que vos tomo. 

 

"É  continuar a assobiar para o lado porque não se passa nada! Três secretários de Estado demitiram-se por terem aceitado o convite de uma empresa privada para assistirem à final do Euro 2016 que teve lugar em França e que levou a nossa Selecção Nacional a sagrar-se campeã europeia. Nestes casos, embora se considere que não seria pelas viagens que os secretários de Estado alterariam as suas decisões políticas, houve o entendimento que esta não foi a conduta adequada para os cargos que exerciam, pelo que assumiram as respectivas consequências e demitiram-se.

Talvez agora as virgens ofendidas, os “encartilhados”, os hipócritas e alguns ingénuos percebam melhor o que estava, ou melhor, o que está em causa no caso “vouchers dourados”. Há, no entanto, para já, pelo menos, uma questão que distingue os casos anteriores, é que contrariamente ao primeiro, nos “vouchersdourados” não houve, para já, qualquer tipo de consequência. Mas se não é considerado adequado um secretário de Estado aceitar uma oferta de uma entidade privada com quem se relaciona, e sobre a qual toma decisões, já o será no caso nos nossos eternos rivais com os “vouchers dourados”?

De facto com o “manto sagrado” que os protege, como dizem “nuestros hermanos”, no pasa nada. O modus operandi, apesar de denunciado, continua a permitir que os seus responsáveis continuem impávidos e serenos a cumprirem o seu habitual expediente. Veja-se, por exemplo, os últimos episódios com a directora executiva da Liga, Sónia Carneiro, em que as práticas habituais da actual gestão do nosso rival dão uma vez mais o ar da sua graça. Esta que é a mesma que lhes permite continuarem a usar as denúncias de que são alvo como argumento das suas campanhas publicitárias, um sentimento típico de quem goza e tem um sentimento de impunidade. Resta saber apenas até quando…

Enquanto isto, como denúncias não pagam dívidas, há que continuar a criar cortinas de fumo para desviar as atenções, anunciando investimentos em universidades, ninhos de empresas e centros de investigação & desenvolvimento. Acreditamos que não tardará também uma estação orbital, sim, porque astral já terão por certo, pois esta fará parte do quotidiano… ou será bruxaria?

A propaganda, essa, continua cada vez mais intensa, com o vermelho a dominar boa parte da comunicação social. E não se pense que é com a cor da nossa Selecção Nacional, nem com a evocação da conquista europeia que agora completou um ano. Embora aqui se continue a fazer passar que um jogador oriundo da formação rival vale por 10 dos nossos, precisamente o número dos jogadores oriundos da nossa Academia que integraram os catorze jogadores utilizados na final de Paris. Por isso, apenas por ser curioso, sem questionarmos a transparência ou a metodologia dos Prémios da Liga, debrucemo-nos sobre a coerência da sua atribuição. Vejamos, por exemplo, o caso de Gelson Martins, nomeado para “jogador revelação do ano” e simultaneamente também para “jogador do ano”, sendo o único a ser nomeado para esta categoria entre os três que foram nomeados para a “revelação do ano”. A lógica diz-nos que se nenhum dos outros dois tiverem lugar nos três melhores da Liga, que é o prémio maior, então num prémio de outro patamar o nomeado para “jogador do ano” vence naturalmente o prémio revelação, certo? Errado, pois não foi isso que aconteceu com Gelson, e nem será necessário revelarmos qual a cor da equipa do jogador que venceu, pois os leitores já perceberam há muito!

A nossa equipa de futebol já iniciou os seus trabalhos, estando neste momento na Suíça, onde decorre a pré-época e onde estão a ser realizados jogos de preparação com equipas de topo. Uma primeira nota que aqui queremos registar é o apoio incondicional que, uma vez mais, os melhores Sócios e Adeptos do mundo têm demonstrado à nossa equipa desde a sua chegada a terras helvéticas.

Na próxima segunda, a nossa Sporting TV completa três anos, depois de em 17 de Julho de 2014, pelas 19:06 ter dado início às emissões regulares, sete dias por semana, 24 horas por dia. Actualmente, somos distribuídos em Portugal em todas as plataformas, e estamos a alargar a nossa presença internacional, sendo os conteúdos da Sporting TV também já presença assídua em voos de longo curso de algumas companhias aéreas. Nestes três anos temos vindo a crescer nas audiências e em qualidade, um caminho a continuar. Parabéns a todos quantos tornaram a Sporting TV possível e àqueles que diariamente trabalham afincadamente para levar aos Sportinguistas, tal como aqui no Jornal, toda a verdade verde no branco.

Boa leitura!"


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Eis um teste à perspicácia e à cultura futebolística dos leitores do És a Nossa Fé: sabem identificar quem são estes jogadores? E fazem ideia da época e do motivo que estiveram na origem desta foto?

Dou só uma pequena ajuda: dois deles estão hoje novamente muito em foco, como participantes regulares num programa televisivo em que se discute futebol.

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Ontem, o leitor Orlando Marinho num comentário a um texto meu, a propósito dos números imortais que envergaram a camisola, neste caso a número 1, do Sporting, escreveu:

«Provavelmente é a posição onde tivemos e continuamos a ter o privilégio de ver mais grandes jogadores e, dentro desses temos vários jogadores "Made in Sporting C.P.". Gostaria de acrescentar ao grupo alguns que, embora não tenham jogado no nosso clube, contribuíram para enriquecer o nosso futebol, tais como: Michel Preud'homme, Vítor Baía, Bento e Józef Młynarczyk»

Relembro uma crónica de Dinis Machado.

 

«Guarda-redes - o lugar e o risco

 

Apetece-me escrever acerca dos acerca dos guarda-redes. Nunca tive o prazer do lugar nas minhas andanças futebolísticas. Andei sempre na linha avançada, um bocado maniento do golo. E do drible. Quando, nos «treinos», fazia uma perninha na baliza, acabava-me com pouco jeito. Não tinha bem tempo de saída, nem a adivinhação ou a atenção concentrada que é um autêntico sexto sentido. E tinha (no fundo, era isso) o enorme gozo de jogar com os pés.

Nada disto impedia, antes pelo contrário, que sempre admirasse muito os guarda-redes, a sua particular vocação e a beleza e a emoção que davam ao jogo. E a valentia que mostravam. Por não me ver a atirar-me aos pés de um gal- farro com botas cheias de traves e ceguinho por fazer golo é que eu admirava os guarda-redes. Santa pachorra, a de levar, às vezes, pontapés na cabeça.

Estou a tentar explicar-me no jogo de há muitos anos. E diz-se, falando disto: o futebol perdeu alguma da sua inocência. E certo. Como em todas as actividades humanas da entrega pelo prazer no seu sinal de partida, na sua relação lúdica e pouco calculada com o objecto de satisfação, na sua naturalidade ainda não infiltrada de premeditações, o futebol nostálgico (passe o termo) lembra o amor à camisola e a vontade de fazer o jogo pelo jogo. Sabemos que se trata de uma ideia com alguns fundamentos, mas também aparece aqui o eco da distância que limpa um pouco os horizontes que ficaram para trás. E que já existiam tácticas (embrionárias, embora), mesmo no futebol escolar. Mas convenhamos: o futebol ainda não tinha entrado no laboratório, na grande congeminação. E não mexia com milhões de outras coisas. Era um pouco (como dizer?) «heroico».

Heroico. O jogador heroico (com aspas, é bom sublinhar), na sua noção simplista, existiu mesmo? Acho que sim, em certos aspectos. E ainda existe, também em certos aspectos. Por exemplo, os grandes habilidosos sujeitos a marcações impiedosas (hoje, até mais do que ontem). Mas também ressaltam diferenças. E volto aos guarda-redes.

Antigamente, defender a baliza requeria uma certa dose de coragem suicidária. Assumia-se o risco do lugar da maneira quase inconsciente. Os guarda-redes, para além dos atributos específicos de atenção e elasticidade, punham muitas vezes nas mãos do acaso a sua integridade física. Explicando-me melhor e como já disse um pouco atrás: atiravam-se aos pés. Evidenciavam uma certa bravata relacionada com as características especiais da posição.

Este «atiravam-se aos pés» (frase do vulgo), quando os avançados surgiam isolados, no momento do remate, foi responsável por muitos pontapés na cabeça. Havia, naturalmente, a irresponsabilidade do acto «heroico». O futebol deve ser um lugar de combatividade, mas não de perigo. Ai entrava a inocência de evitar o golo a todo o custo - e a obrigação de exibir essa inocência.

Hoje, os guarda-redes (até por razões naturais do progresso do jogo e das suas exigências científicas) são mais precavidos e calculistas. O termo é: profissionais, mesmo amadores. É certo que ainda encontramos razoáveis cultores desse excesso de temeridade. Ainda há guarda-redes que se «atiram aos pés». Mas as técnicas de defender a baliza sofisticaram-se: há uma utilização do corpo mais eficaz e menos perigosa, defendem-se mais remates com os pés, fecha-se melhor o ângulo, faz-se a mancha. A ligadura na cabeça ou, mesmo, o hospital ficam mais longe. Ainda bem.

A viagem do guarda-redes através dos tempos é, como tudo na vida, um caminho de aprendizagem. Enfim: aprende-se com os outros, escolhe-se pelo lado melhor. Se nos lembrarmos de que o futebol (ou o seu esboço) começou em antiguidades muito remotas, com guerreiros vencedores a utilizarem, como bolas, as cabeças dos adversários (a natureza humana é capaz, às vezes, de barbaridades quase inimagináveis), já não é mau chegarmos às portas do novo século com regras de prudência e de civismo. E há que melhorar, há sempre. Realmente, os pontapés na cabeça não fazem falta nenhuma no futebol. Para dar pontapés está lá a bola.»

 

In: MACHADO, Dinis - A liberdade do drible : crónicas de futebol. 1ª ed. Lisboa : Quetzal, 2015. p. 53-55

(texto original no jornal A Bola de 7 de Maio de 1994)


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Oxalá me engane
Pedro Correia

Há um ano, o Sporting começou a perder o título ainda antes do apito inicial do campeonato ao deixar sair João Mário e Slimani, dois jogadores cruciais da temporada anterior.

Receio que este ano a história se repita na hipótese de Bruno de Carvalho deixar sair em simultâneo Adrien e William Carvalho. Oxalá me engane. Mas daqui a uns meses cá estaremos para confrontar opiniões com factos.


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«Voleibol (só para o ano) e basquetebol não temos. Mas temos o andebol, segunda modalidade mais praticada em Portugal, onde fomos campeões e temos mais títulos que qualquer outro clube. No futsal ganhámos três dos últimos quatro títulos. O hóquei voltou há pouco ao clube, mas tivemos o melhor "cinco" de sempre (Ramalhete, Rendeiro, Sobrinho, Chana e Livramento).»

Pedro Azevedo, neste meu texto


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12 Jul 17

O Sporting iniciou hoje uma rápida sucessão de jogos na pré-temporada que realiza na Suíça. Teste muito positivo, saldado com uma vitória por 2-1 frente ao Fenerbahçe, equipa que ficou em terceiro lugar no campeonato turco e conta com várias estrelas nas suas fileiras, com destaque para Valbuena e Van Persie. Nota a destacar: ambos os golos leoninos resultaram de lances de bola parada.

Jorge Jesus fez alinhar, em estreia absoluta no Sporting, quatro jogadores contratados neste defeso: Fábio Coentrão, Mathieu, Doumbia e André Pinto. Nota mais positiva para o avançado da Costa do Marfim emprestado pelo Roma: foi dele o golo da vitória leonina, aos 75'. Jogou só a segunda parte mas foi quanto bastou para comprovar que estamos perante um verdadeiro reforço.

O nosso golo inicial, aos 32', foi apontado pelo suspeito do costume: Bas Dost, que promete repetir em 2017/2018 o excelente desempenho alcançado na época que passou.

Notas igualmente muito positivas para Iuri Medeiros - autor do livre directo de que resultou o nosso primeiro golo - e Bruno Fernandes, que na primeira parte funcionou como autêntico motor da construção ofensiva do Sporting. Já a posicionar-se como possível sucessor de Adrien na posição 8.

O colombiano Leonardo Ruiz, o marcador do golo no desafio anterior, disputado ainda em Portugal, frente ao Belenenses, desta vez ficou fora. Isto apesar de Jesus ter feito entrar nada menos de 22 jogadores. Só Azbe Jug - guarda-redes por ausência de Rui Patrício e Beto - se manteve em campo durante os 90 minutos.

Numa sucinta análise aos nossos reforços, além dos já mencionados, Battaglia e Piccini continuam a merecer apreciação positiva, enquanto Matheus Oliveira mantém nota insuficiente. André Pinto, só em campo a partir do minuto 62, foi demasiado discreto para justificar uma opinião fundamentada.

Amanhã temos novo jogo. Desta vez frente ao Valência.

 

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Os jogadores, um a um:

Azbe Jug (25 anos).

Mais: grande defesa a um disparo de Valbuena, fazendo in extremis a bola embater na barra.

Menos: deficiente jogo com os pés na reposição de bola.

Piccini (24 anos).

Mais: voluntarioso e destemido no ataque.

Menos: demasiado permeável no seu flanco defensivo quando os turcos carregavam no acelerador.

Coates (26 anos).

Mais: hoje capitão, tentou golo de cabeça nesta estreia na pré-época e quase marcou ao minuto 39.

Menos: abusou do jogo faltoso, o que lhe valeu um cartão aos 60'.

Mathieu (33 anos).

Mais: estreia absoluta no Sporting, demonstrando soltar a bola com crítério.

Menos: falha de marcação permitiu o golo turco aos 40'.

Coentrão (29 anos).

Mais: demonstrou vocação atacante nesta estreia de verde e branco.

Menos: não acompanhou extremo turco no lance do golo adversário, nascido no seu corredor.

Petrovic (28 anos).

Mais: entendimento pontual com os centrais para formar primeira linha do dique defensivo.

Menos: perdeu duas vezes a bola em zona perigosa, na zona que lhe estava confiada, concedendo todo o espaço ao adversário.

Bruno Fernandes (22 anos).

Mais: bom a cruzar, bom a abrir linhas de passe, bom no passe longo, serviu de forma magistral Doumbia aos 58'.

Menos: falhou golo em zona frontal aos 46'.

Bruno César (28 anos).

Mais: voluntarioso, procurou mostrar serviço.

Menos: exibição apagada: já não regressou do intervalo.

Iuri Medeiros (23 anos).

Mais: marcou muito bem o livre de que resultou o nosso golo inicial.

Menos: falhas pontuais no passe não ensombraram desempenho muito positivo.

Alan Ruiz (23 anos).

Mais: bom remate de meia distância aos 24'.

Menos: lento e previsível, sem dinâmica, saiu ao intervalo.

Bas Dost (28 anos).

Mais: demorou só 32 minutos a fazer o gosto ao pé, assinando o golo inaugural.

Menos: podia ter marcado logo no primeiro minuto, mas chegou tarde ao lance.

Battaglia (26 anos).

Mais: eficaz a recuperar bolas, revelando capacidade de construção num raio de acção muito alargado.

Menos: alguma falta de disciplina posicional.

Jonathan Silva (23 anos).

Mais: regressa ao Sporting com vontade de disputar a lateral esquerda com Coentrão.

Menos: demasiado impetuoso, pode cair com facilidade sob a alçada disciplinar.

Doumbia (29 anos).

Mais: entrou na segunda parte apostado em ter protagonismo: primeiro, um golo anulado aos 58' por fora de jogo; depois, um golo limpo que nos garantiu a vitória.

Menos: desperdiçou uma grande oportunidade de voltar a marcar, já no tempo extra.

Matheus Oliveira (23 anos).

Mais: marcou muito bem o livre que viria a originar o nosso segundo golo.

Menos: voltou a pecar por alguma falta de intensidade.

Tobias Figueiredo (23 anos).

Mais: Jesus confiou-lhe a braçadeira de capitão quando substituiu Coates, aos 61'.

Menos: demasiado contido de movimentos, sem esticar o jogo na primeira fase de construção.

André Pinto (27 anos).

Mais: estreia absoluta no Sporting, ocupando a metade direita do eixo defensivo.

Menos: falta-lhe entrosamento com os colegas, como se compreende.

Podence (21 anos).

Mais: espectacular lance individual aos 65', pouco depois de ter entrado, pondo os turcos em sentido.

Menos: falhou o golo no último minuto.

André Geraldes (26 anos).

Mais: jogou desta vez no flanco direito, sua ala natural, combinando bem com Podence.

Menos: falta-lhe alguma ousadia na subida para o ataque.

Gelson Dala (21 anos).

Mais: grande remate com selo de golo, aos 90', fazendo a bola embater no poste.

Menos: recebeu um cartão amarelo perfeitamente escusado, fruto de imaturidade.

Matheus Pereira (21 anos).

Mais: grande passe para Doumbia em zona letal, aos 91'.

Menos: agarrou-se demasiado à bola, talvez com vontade de impressionar o treinador.

Paulo Oliveira (25 anos).

Mais: quando já parecia que não, Jesus ainda apostou nele.

Menos: só esteve um minuto em campo.


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Última hora! Tudo sobre!
José Navarro de Andrade

A verdade é que nem Napachacha Sellevava, pelo Rubin Kazan, nem Artur Baptista da Silva, pelo Sporting, negaram a existência de negociações - essa é que é essa...

Todavia, louvado nos meus conhecimentos sobre os meandros da bola e na credibilidade das minhas fontes, ambos nada inferiores ou menos desabonados que as dos papagueadores futeboleiros da TV, estou em condições de assegurar que o Ruiz em causa é o Bryan e não o Alan. Continuemos, pois, a dar a merecida atenção aos orgãos (o intestino grosso é um orgão...) de comunicação social "desportivos."


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Dir-te-ei o campeonato que farás.

Hoje começa o ciclo suíço de quatro jogos contra adversários de bom nível, todos num curto espaço de tempo.

Na época passada, o estágio suíço foi para esquecer, acabando por ser indiciador de uma temporada frustrante como foi aquela que a equipa veio a fazer. Paralelo encontramos na pré-temporada com Sá Pinto ao leme, em que o Sporting também teve resultados desapontantes, qualitativo que caracterizaria a época oficial nessa altura.

Muita expectativa, por isso, para este ciclo de jogos em terras helvéticas, bem como para os jogos seguintes (sobretudo Mónaco e Fiorentina). Dificilmente uma péssima pré-temporada será acertada com o andamento do campeonato e/ou camiões de jogadores... 


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Na próxima época darei particular atenção aos golos metidos na própria baliza por supostos adversários do Benfica. Na época passada foram quatro. Três desses autogolos foram vitais para desbloquear o zero-a-zero inicial e o quarto garantiu um sofrido empate aos encarnados.

Valeram-lhes sete pontos, portanto.

Um manifesto exagero.


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O Pedro recordou que a camisola 7, após a saída de Figo, não tem trazido muita sorte a quem a vestiu. A razão disso sucessivamente acontecer, penso eu, é por ser uma camisola reservada, para quem seja oriundo, unicamente, da formação.

Quando isso acontecer temos craque!

Relembro que a camisola leonina do Cristiano Ronaldo teve o número 28.

Creio que o Figo terá sido o último número 7 do Sporting antes da personalização dos números na camisolas, quando os jogadores entravam em campo de 1 a 11.

 

Porém, para mim, existem dois números que serão eternos:

9 – do Manuel Fernandes;

11 – do Jordão;

e mais recentemente

8 - Pedro Barbosa.

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«Quando se compara o tratamento que Jesus deu a Markovic com o que deu a Matheus, dois jogadores de características semelhantes com a pequeníssima diferença que Matheus era do Sporting e Markovic era emprestado, e para mim Matheus é melhor jogador em tudo que Markovic, acho que é mesmo de lhe chamar alguns nomes feios...»

SportingSempre, neste meu postal


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11 Jul 17
Excelente
Edmundo Gonçalves

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Excelente o trabalho da RTP no aniversário da conquista do Euro 2016.

Deve estar disponível no site da estação (RTP Play), para quem não teve oportunidade de ver.

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Paiol de Tangas
Pedro Correia

 

Consta que do paiol de Tangas furtaram material do Guerra.

 


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Um sinal de lucidez no plantel: ninguém quis ficar com a camisola n.º 7. A mesma que, a partir da saída do Luís Figo, tem dado azar a todos os que a vestem no Sporting. Como o Francisco Chaveiro Reis aqui inventariava em Agosto de 2016, os seus titulares ou se lesionaram com gravidade ou saíram do clube sem brilho nem glória: Ricardo Sá Pinto, Iordanov, Leandro Machado, Delfim, Niculae, Izmailov, Bojinov, Jeffrén, Shikabala...

O último foi Joel Campbell, vai fazer um ano. "Será Campbell o próximo a brilhar com a camisola verde e branca, tendo o 7 nas costas?", interrogava-se o Francisco.

Hoje todos sabemos a resposta.


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 Um efusivo cumprimento entre Eusébio e Salazar (1966)

 

Eusébio da Silva Ferreira jogou de verde e branco em Moçambique, na filial n.º 6 do Sporting Clube de Portugal. Vinha em Dezembro de 1960 para Alvalade quando foi "desviado" para a Luz, com o beneplácito do regime salazarista-benfiquista, o que originou um prolongado corte de relações entre os dois clubes, só terminado em Maio de 1974.

Esta é uma das piores facetas reveladas pelos dirigentes do Benfica ao longo dos tempos. Incapazes de formar talentos com a qualidade dos nossos, há vinte anos sem fornecerem um só titular à selecção nacional de futebol, cobiçam os jogadores leoninos e tudo fazem para os desviar de rumo. Como o caso Eusébio bem demonstrou. E como a "pesca à linha" do Djaló peruano, no último defeso, viria lamentavelmente a confirmar, aliás sem qualquer proveito para eles.

 

Além disto, não têm qualquer pudor em copiar-nos.

Eis alguns exemplos, que confirmam isto:

- O Sporting Clube de Portugal foi fundado a 1 de Julho de 1906. O Sport Lisboa e Benfica só foi fundado a 13 de Setembro de 1908.

- A Juventude Leonina, claque mais emblemática do Sporting, foi fundada em 1976. A primeira claque encarnada, os Diabos Vermelhos, só apareceu em 1982.

- O Sporting tem futsal desde 1985. O Benfica só tem futsal desde 2001.

- A Academia Sporting foi fundada a 21 de Junho de 2002. A Academia do Benfica só foi fundada a 22 de Setembro de 2006.

- O Núcleo Sportinguista da Assembleia da República existe desde Maio de 2015. O equivalente a este núcleo no Benfica apenas surgiu em Abril de 2016.

 

É uma atitude própria dos cábulas, que adoram copiar.

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«A entrevista do juvenil contentamento

 

Era uma loja de artigos desportivos na Rua Nova do Almada. Eu e mais dois confrades da equipa de futebol do liceu entrámos (estou a ver-nos) bem tímidos, o gesto mal aplicado, a palavra incerta, em missão de formidável responsabilidade: entrevistar o dono da loja, figura relevante da constelação futebolística nacional, para o nosso jornal desportivo, escrito à máquina, com seis cópias tiradas a papel químico, que depois eram vendidas ao mais alto preço possível, quase em atmosfera de pequeno leilão, a fim de obtermos finanças para amortecer as despesas do aluguer dos campos e dos equipamentos para os jogos que fazíamos aos sábados e aos domingos. A entrevista saiu, creio, no número três, o último, tinha-nos falido a paciência e o tempo, e que também incluía noticiário sobre o nosso liceal clube e «comentário técnico» ao último desafio que tínhamos efec- tuado no nosso completamente amador, nada oficial e quase ilusório campeonato de futebol. Estou a lembrar-me. E parece poeira.

O entrevistado, bastante avançado no tempo como na equipa em que jogava, tratou-nos com uma deferência e uma atenção de primeira qualidade. Quebrou gelo, naturalizou o acontecimento, facilitou a tarefa, iludiu a admiração que manifestávamos, retirou o sobressalto à carga mítica da ocasião - e acabou por perguntar mais do que respondeu; perguntou da escola, dos sonhos e das vontades, de tudo e de nada. Eufóricos, dado que o impossível estava a acontecer, registámos os passos da conversa. O jornal onde tudo ficou escrito perdeu-se no lugar dos esquecimentos e das mudanças dos esquecimentos. Se algum de nós, fora eu, ainda tem um exemplar, e está a ler, passe-o ao herdeiro mais próximo: é património caloroso.

Dou ainda, de lembrança vaga, esboço do diálogo final.

O entrevistado:

- Já têm tudo o que querem saber? Depois, tragam- -me um exemplar.

Nós (quase em uníssono):

- Trazemos. Pode ficar descansado.

O entrevistado:

- Fazem uma entrevista em cada número?

Nós:

- Queremos fazer.

O entrevistado:

- Dou-lhes um conselho. Mudem de clube. Entrevistem, depois, alguém do Benfica, do Belenenses...

Nós:

- E isso que vamos fazer.

Despedimo-nos com aperto de mão. Crescemos um palmo e subimos a Rua Nova do Almada. Com uma mina de ouro no sentimento: levávamos, no papel, as palavras limpas e a simplicidade humana do comandante legítimo dos quatro violinos que jogavam à sua direita e à sua esquerda.

O senhor Fernando Peyroteo. (Chegado aqui, sei que os mais velhos que me lêem já tinham adivinhado, porque já sabiam.)

Fecho da efeméride: um dos nossos estafetas deixou, em tempo, um exemplar na loja.

Existirá ainda?»

 

In: MACHADO, Dinis - A liberdade do drible : crónicas de futebol. 1ª ed. Lisboa : Quetzal, 2015. p. 65-67

(texto original no jornal A Bola de 28 de Março de 1995)


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«O Benfica contrata e empresta jogadores ao maior número de clubes, por duas razões (pelo menos):

1.º - Quando jogar com eles, são menos jogadores a jogar e normalmente os mais influentes;

2.º - Existe um constrangimento quando chega a hora de votar regulamentos na Liga. Claro que todos vemos isto e nada é feito. Sugiro que os jogadores emprestados não jogem nem com o clube proprietário directo assim como com os clubes directamente concorrentes ao clube proprietário. Deixava imediatamente de ser interessante.»

Orlando Marinho, neste meu texto


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10 Jul 17

Aqui vai um teste à vossa perspicácia.

Quem acham que integrará o plantel definitivo do Sporting nesta nova época 2017/2018?

No final, destacarei aqui o leitor que acertar em cheio ou que mais se aproximar da última escolha de Jorge Jesus. O teste, obviamente, abrange também os meus colegas de blogue.

 


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Assuntos internos
Pedro Correia

 

Parece confirmar-se: vamos perder Adrien, em princípio para o Tottenham. William Carvalho também deve rumar a Inglaterra.

 

Matheus Pereira, sabe-se já, será emprestado. Provavelmente a um clube da I Liga, talvez o Braga ou o Belenenses.

 

Iuri Medeiros poderá sair. Mas só a troco de 20 milhões de euros.

 

Carlos Mané mantém-se pelo Estugarda.

 


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Napachacha
Edmundo Gonçalves

Não resisto a replicar aqui esta publicação no blogue sangue leonino reveladora, como se ainda fosse preciso, do estado a que chegou o jornalismo, desportivo no caso, neste País:

 

 

11.jpg

 


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Nunca esqueceremos a vitória da selecção portuguesa no Campeonato da Europa - conquista máxima do futebol português. Foi há um ano exacto. Continuamos campeões em título e prontos a festejar novos triunfos.

Desde o Euro 2016 deixou de haver impossíveis.


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«Agora vêm dois jogadores imbecis e lampiões permitirem-se criticar a decisão de um colega de profissão e as suas declarações, que, apesar de circunstanciais, são a confirmação do que se sabia antes da sua ida para o Benfica. Fábio Coentrão é feito de Sporting e também eu o aplaudirei de pé no seu primeiro jogo na nossa casa.»

Acácio Coelho, neste texto do Ricardo Roque


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