16 Mar 17

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Ao princípio da noite de ontem, Bruno de Carvalho tomou posse no segundo mandato como presidente do Sporting Clube de Portugal.

Já empossado, dirigiu aos sócios e adeptos leoninos um dos melhores discursos que já lhe ouvi. Não por acaso, um discurso escrito do qual destaco as passagens que considero mais memoráveis.

Para mais tarde recordar.

 

«No plano político e institucional, continuaremos a ser intransigentes na luta pela verdade e pela transparência no desporto em geral e no futebol em particular.»

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«Continuaremos a integrar a Direcção da Liga de Futebol Profissional, e de todos os seus grupos de trabalho, como fizemos aliás desde o primeiro dia. O Sporting Clube de Portugal não pode, em nenhuma circunstância, deixar de estar em todos os lugares e em todos os centros de decisão.»

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«Relativamente à Federação Portuguesa de Futebol, continuaremos também, como tem sido de resto nosso apanágio, a colaborar através de propostas para melhorar o futebol português. Quero aliás sublinhar aquilo que considero ser a primeira etapa do mais que justo reconhecimento daquele que é o maior goleador de todos os tempos do futebol português, Fernando Peyroteo, traduzido pelo desfraldar de uma lona gigante colocada na sede da Federação. Quero acreditar que este tenha sido finalmente o arranque para um processo que culminará na consagração oficial de Fernando Peyroteo como o maior goleador da história do futebol.»

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«Não se pode adulterar a história, transformando campeões em perdedores e guindando perdedores à condição de campeões. O Sporting Clube de Portugal foi campeão nacional por 22 vezes e não 18.»

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«Aquilo que exigimos é que a verdade seja restabelecida e que se honrem aqueles que, com mérito, alcançaram a glória à custa do seu esforço, dedicação e devoção.»

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«Não podemos, em circunstância alguma, regredir e pôr em causa o trabalho que foi feito nos últimos quatro anos. Por isso estaremos firmes no cumprimento rigoroso da reestruturação financeira que executámos e das regras de fair play financeiro impostas pela UEFA.»

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«Seremos também intransigentes na criação de condições para que o clube mantenha a maioria do capital da SAD. Este é um compromisso de que nunca abdicámos e um objectivo perante o qual nunca iremos capitular.»

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«É meu compromisso pessoal que tudo farei e tudo faremos para agregar aqueles 9% dos sócios que livremente votaram na outra lista. Sou, como sempre fui, o presidente de todos os sportinguistas. Todos são válidos, todos são importantes, todos são indispensáveis.»


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15 Mar 17

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Prioridade absoluta
Pedro Correia

Pôr fim à mentira desportiva tem de ser prioridade absoluta do segundo mandato de Bruno de Carvalho.


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«Bruno de Carvalho terá que se resguardar no que diz respeito à comunicação, adoptando uma postura mais institucional, ainda que interventiva, mas bastante mais cirúrgica, assertiva e melhor direccionada. Basicamente, uma postura mais comandada pela cabeça e menos com o coração.»

Orlando, neste meu texto


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14 Mar 17

O título da capa do Jornal Sporting, na sua última edição, poderia ser aplicado a Bas Dost: Imparável!

Começam-me a faltar adjectivos para qualificar o nosso ponta de lança, Se bem que dois golos tenham sido de grande penalidade (podiam ser 3…), certo é que o holandês fez o seu primeiro póquer em Portugal.

Com isto leva já 22 golos aproximando-se de Islam Slimani, deixando ao mesmo tempo os seus adversários lusos mais distantes.

A nível europeu encontra-se em terceiro lugar, logo atrás de dois “jogadorzitos”: Cavani do PSG e Messi do Barcelona.

Com vinte e dois jogos jogados e o mesmo número de golos Bas Dost pode vir a tornar-se (se não o for já) um fenómeno como ponta de lança.

Como escreveu o Alexandre neste texto, se estivéssemos lá em cima a lutar pelo título com outra postura em campo, nem imagino quantos golos marcaria o holandês.

Neste momento Bas Dost é o senhor golo! O resto são cantigas.


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«É mais difícil o Leicester ser campeão inglês ou o Benfica ser campeão europeu? Quer que eu lhe diga? É muito mais fácil o Benfica ser campeão europeu!»

SIC Notícias, 8 de Março


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Eu, ROC
Edmundo Gonçalves

A pequena "sondagem" que pretendi fazer a propósito de uma notícia publicada no DN de ontem, atentos os comentários publicados até esta hora de hoje (10.00 horas), dia 14 de Março, teve o seguinte resultado: 

Pela saída de JJ -              7 (23.33%)

Pela manutenção de JJ - 16 (53.33%)

Indefinidos -                       7 (23.33%)

Há claramente sete comentários favoráveis à saída de JJ, destacando o que entendem como o trabalho negativo do treinador, concretamente a falta de aposta na formação.

Há dezasseis comentários que reflectem a vontade de que, acima de tudo, Jesus tem trabalho por terminar, podendo até sair mais cedo, desde que saia campeão.

Há também sete comentários que não são taxativos, pelo que os considerei dúbios. Se os quisermos dividir em dois grupos, ficaremos com 65% favoráveis à continuação e 35% à saída de Jorge Jesus.

Creio serem números concludentes.

Esta "sondagem" tem, claro está, uma enormíssima margem de erro.

Há contudo uma certeza: Tem pelo menos a participação de sportinguistas, ao contrário da sondagem pré-eleitoral feita pelos jornais junto de sócios e adeptos de outros clubes.

Vale o que vale, mas é a contribuição do És a nossa fé para tentar deitar um pouco de água na fervura e deixar o CD mais confortável numa eventual decisão que venha a tomar. É para isto também que existimos.

 


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Em 180 minutos, contra o Borussia Dortmund, o Benfica só fez três remates à baliza. Na segunda mão da eliminatória, foi humilhado pela equipa alemã, saindo da Alemanha goleado por 4-0.

Este afastamento dos encarnados das competições europeias fez-me revisitar o anterior confronto entre o Sporting e o Borussia, disputado nas partidas de 18 de Outubro e 2 de Novembro. Para perceber melhor os nossos pontos fortes e fracos. E sobretudo para me sentir grato à nossa equipa, que se bateu com dignidade e nunca se deixou humilhar pela turma adversária.

Seguem alguns destaques do que aqui escrevi na altura.

 

Positivo:

- Há jogadores que fazem a diferença neste Sporting? Há. Mas nenhum deles chegou este Verão e os melhores continuam a ser os da formação leonina. Ninguém fez tanto por merecer ontem pelo menos o empate como o inigualável Gelson Martins.

- Bruno César tem de ser titular deste Sporting. Não me interessa que "jogue feio", como por vezes se diz nas bancadas do nosso estádio. Interessa-me que seja eficaz. Voltou a sê-lo: entrou aos 60' e sete minutos depois já marcava.

- William Carvalho recuperou bolas, abriu linhas de passe, fez vários lançamentos longos para alargar a nossa frente de ataque. Merece nota muito positiva.

-  Infatigável, sem aparentes sequelas da lesão, Adrien fez passes entre linhas, recuperou bolas e exerceu pressão alta sobre a equipa adversária. Não esperávamos menos dele.

- Dos pés de Schelotto, num cruzamento perfeito, saiu aos 77' quase uma assistência para golo: a bola só não entrou porque Bryan Ruiz, o suspeito do costume, manteve a tradição de falhar em lances deste género. 

- Gelson voltou a ser o nosso melhor elemento: é o grande criativo deste Sporting 2016/17.

 

Negativo:

- A defesa começa a construir-se à frente, pressionando a fase de construção adversária e roubando-lhe metros de terreno. Slimani percebia isso como ninguém. Mas parece não ter deixado seguidores.

- Elias, por mais voltas que o globo terrestre dê no seu próprio eixo, jamais será um Adrien.

- É impressão minha ou Bryan Ruiz apaga-se sistematicamente nos chamados jogos grandes?

- Quanto tempo mais Markovic demorará a perceber que o futebol é um jogo colectivo? Aquelas vistosas arrancadas do sérvio "com a bola controlada", como se diz na gíria do futebol, produziram sempre o mesmo resultado: nenhum.


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«Continuamos a não jogar grande coisa. Existe um núcleo duro motivado e em forma (Patrício, Coates, Paulo Oliveira, William, Gelson, Dost, Alan Ruiz) e os restantes a léguas das necessidades da equipa, com uma ou outra coisa bem feita, mas a falhar demasiado, compromentendo a dinâmica da equipa.»

SportingSempre, neste meu texto


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13 Mar 17
Mais carvão?
Edmundo Gonçalves

Besiktas disposto a dar 6 milhões por ano a Jorge Jesus 

O que acham?

Concordam com a saída?

A saír deve indemnizar o Sporting?

Deve o Sporting libertá-lo sem indemnização?

Será boa política acabar um ciclo que se quer vitorioso, a meio?

 

Está lançado o debate entre sportinguistas. Digam de vossa justiça.


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«Acho que o Benfica... aconteça o que acontecer... hoje... não vai ser um resultado desequilibrado.»

SIC Notícias, 8 de Março (na antevisão do Borussia, 4 - SLB, 0)


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Segurar Bas
Alexandre Poço

Numa época pouco reluzente, Bas Dost é dos melhores da Europa (a um golo de Lionel Messi). 22 golos na liga em 25 jogos, 47% do golos marcados pelo Sporting no campeonato. Na média por jogo, só fica atrás de Mário Jardel (2001/2002). Duas notas emergem deste panorama: a primeira para constatar que numa época boa, com o Sporting a lutar pelo título até ao fim do campeonato, Bas arriscava-se a andar a lutar com os recordes de alguns dos melhores goleadores da história do Sporting. A segunda é para relembrar que é fundamental manter Bas Dost na época 2017/18. Será pedra fundamental no 3a tentativa de Jorge Jesus nos dar o tão almejado título. 


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«O Ryan Gauld está na equipa? Na equipa B? Não sabia...»

Ontem, na RTP 3


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«Bruno de Carvalho infelizmente continua a querer mandar directamente no futebol e portanto estamos na fase da formação de BdC para o mundo do futebol profissional enquanto os adversários têm gente já mais que formada a dirigir o futebol.

J. Ramos, neste texto do Edmundo Gonçalves


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Acabámos de ultrapassar mais uma marca neste blogue: a dos cem mil comentários. Fica o registo, com muito agrado. E que venham outros cem mil já a caminho.


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12 Mar 17
O dia seguinte
Pedro Correia

Filipe Alexandre Dias, O Jogo: «De Bas Dost a Podence vão... 34 centímetros de diferença mas foi muito por obra e graça de dupla tão díspar nas alturas que o Sporting voltou às vitórias e deixou o Tondela em embaraços maiores para se arrancar do cada vez mais espesso lodaçal da descida. O póquer do gigante holandês, que lhe reforça a liderança da artilharia da Liga, até se poderia ter construído mais cedo com as ofertas do 56 de estatura meã, mas nem a terceira grande penalidade falhada pelo aríete ao cair do pano lhe deslustrou a exibição a quatro golos, dois de castigo máximo. O Sporting pode ter achado finalmente uma dupla ofensiva tão improvável quanto profícua. Gelson e Matheus fizeram bem a sua parte, vale dizer.»

 

João Pimpim, A Bola: «Bas Dost foi gigante. Muito maior que os quase dois metros da sua altura. Foi een echte leeuw! Ou, traduzindo para português: um verdadeiro leão! Mas, mesmo tendo marcado os quatro golos da vitória, a verdade é que não reinou sozinho na selva do interior beirão. A seu lado, como fiel escudeiro, esteve um menino, 31 centímetros mais baixo do que ele, e que responde pelo nome de Podence, ou Daniel, como a ele se refere Jorge Jesus.»

 

Rui Dias, Record: «Foi um Sporting competente, que resistiu à desinspiração e soube esperar pela sua hora, aquele que venceu tranquilamente em Tondela, um jogo no qual, em boa verdade, foi sempre superior. Mesmo quando não jogou bem. Os leões souberam ainda tirar todo o partido das contingências favoráveis que o duelo lhes proporcionou.»

 

Dos jornais de hoje


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Os meus olhos são uns olhos (como dizia Gedeão) e foi com esses olhos que vi aquilo que contarei a seguir.

Outros com outros olhos terão visto coisas diferentes.

Vi o Sporting a jogar com uma nuance táctica que definirei como um 4x3x3 triângulos.

Quatro defesas.

Três médios, estando William no vértice do lado direito, dobrando Schelotto e Bryan no vértice esquerdo dobrando Marvin, no vértice superior Podence, encostando a Bas, na prática funcionando como 10 ou avançado vagabundo.

Três avançados (na prática quatro como vimos no parágrafo anterior) com Matheus e Gelson bem abertos nas alas e Bas no vértice superior deste segundo triângulo.

Nem William jogou a seis, nem Bryan a oito, este é o primeiro equívoco que grande parte dos analistas cometeram. Esta teoria prova-se, facilmente, quando Palhinha entra para o lugar de Matheus ocorre uma rotação de posições. Bryan vai para a posição de Matheus, William para a de Bryan e Palhinha para a de William.

Vejamos então, detalhadamente, as intervenções de Bryan no jogo.

0' 22'' - Recua para ajudar a defesa, recupera a bola e ensaia um passe para o lado direito. Schelotto deixa sair a bola pela linha lateral.

0' 50'' - Na sequência do lançamento lateral Bryan no lado direito da defesa protege a saída de bola pela linha de fundo. Pontapé de baliza para Patrício.

1' 30'' - Pressionado por dois jogadores do Tondela, atrasa para Coates.

1' 54'' - Recebe a bola na esquerda e ainda do nosso meio campo efectua um passe milimétrico para Bas.

4' 52'' - Pressionado, atrasa para Coates.

7' 50'' - Recebe a bola dum lançamento lateral e coloca em Bas.

9' 24'' - Executa um livre irrepreensível, defendido miraculosamente (como diria Teodora) pelo guarda-redes tondelense.

10' 26'' - Comete uma falta cirurgica, impedido uma transição rápida "verdamarela".

11' 00'' - Passe longo para Matheus.

11' 12'' - Passe para William.

12' 00'' - Marca canto do lado direito, para o segundo poste, surge o "gigante" Podence a cabecear.

12' 20'' - Corta de cabeça no meio campo defensivo, colocando em Podence.

12' 38'' - Recebe a bola de Marvin e sofre falta sobre a linha que divide o campo a meio.

16' 33'' - Ganha uma bola no meio campo e coloca em Podence.

17' 20'' - Recupera a bola e desanuvia para Paulo Oliveira

18' 53'' - Circula a bola com William

19' 03'' - Recupera a bola, abre para Schelotto que vai à linha e cruza. Bryan tenta dominar com o peito mas é estorvado dentro da área (penalty perdoado ao Tondela?).

20' 00'' - Recebe a bola com o pé direito (aí a uns 10 m da área do Tondela) e quando tenta ajeitá-la para o pé esquerdo é desarmado por trás, sem falta.

20' 18'' - Ajuda William a resolver o roubo de bola anterior.

22' 41'' - Controla a bola a meio campo, joga com William.

25' 33'' - Recupera e desanuvia para Coates.

25' 40'' - Tabela com Coates.

25' 56''- Tabela com Coates.

26' 02'' - Sai em drible e coloca à entrada da área para Podence.

26' 43'' - Recebe a bola na nossa área e coloca-a em Bas

27' 33'' - Recebe de Marvin, tabela com o holandês, desmarca-se para a área, Marvin joga para Matheus e a jogada perde-se.

28' 30'' - Marca um livre perto da nossa área, falta sobre Marvin.

31' 53'' - Passe em profundidade para Matheus a rasgar a defesa contrária. A bola é rechaçada pela linha lateral. Desse lançamento, executado por Marvin para Podence vai nascer o primeiro golo de Bas. Na origem da jogada, Bryan.

34' 11'' - Marca um livre para Coates.

34' 29'' - Um momento de magia, pára com o peito, domina com o joelho esquerdo e com o pé canhoto faz uma assistência para Gelson que é meio golo, o 77 arranca atrasado e deixa-se antecipar pelo guarda-redes.

36' 00'' - Sai em drible pela esquerda e coloca na área em Matheus.

36' 22'' - Recupera mais uma bola no meio campo, coloca em Podence.

37' 54'' - Alivia dentro da nossa área, de cabeça, na sequência de um livre (não) cometido por William (mão/ombro, consoante o jogador se chamar William ou Nelson Semedo; para o primeiro, a mesma parte do corpo, é mão, para o segundo, ombro)

39' 44'' - Abertura para William.

40' 18'' - Recebe após um lançamento lateral e dá de calcanhar para Matheus.

40' 43'' - Corta e atrasa para William.

41' 00'' - Tenta recuperar mais uma bola, esta escapa-lhe sem perigo, a defesa resolve.

41' 52'' - Aparece no ataque a combinar com Podence.

42' 03'' - Joga com Paulo Oliveira.

42' 31'' - Combina com William.

43' 20'' - Marca canto do lado direito, Paulo cabeceia como mandam as regras, a bola passa a centímetros da trave.

45' 10'' - Recebe após lançamento lateral, passa para Paulo Oliveira.

Vamos para intervalo, como vimos, até agora, Bryan esteve "péssimo", está na origem da jogada que dá o único golo, marcou dois cantos que poderiam ter dado golo, um livre que não entrou por milagre e foi carregado dentro da área tondelense numa jogada de possível penalty.

45' 28'' - Parte como uma seta pelo corredor esquerdo , dribla, corre até à linha de fundo e faz um cruzamento perigosíssimo para o coração da área, a defesa do Tondela alivia pela linha lateral.

46' 19'' - Recebe no meio campo, joga em William.

46' 36'' - Controla a bola e passa-a a Coates.

48' 50'' - Sai a jogar, coloca em Matheus.

48' 55'' - Controla a bola e passa-a a Coates.

49' 09 - Passe para Podence.

50' 45'' - Mais uma jogada de ataque, coloca em Matheus.

52' 00'' - A tal jogada, a jogada Monty Python que crucificará Bryan. Vejamos como ocorreu. Recebe a bola de William e coloca em Matheus, este atrasa para Marvin que endossa o esférico a Bryan, o capitão da Costa Rica, passa a bola a um jogador do Tondela (não há outra forma de dizê-lo) apercebe-se, imediatamente, do erro, recua, Coates vai à bola e incomoda o tondelense, Bryan consegue cortar a jogada na direcção da linha lateral onde já está Marvin, o holandês não chega à bola, nem faz falta, deixa andar, a bola é atrasada, Bryan está a ocupar o espaço à frente da área e a bola é atrasada quase para a zona do grande círculo onde está Podence, que não ataca nem a bola, nem o jogador do Tondela, daqui a bola vai para as proximidades da área, onde estão William e Paulo Oliveira, vem, novamente, para trás para a zona onde está Podence, daqui vai para a zona onde estão Coates e Marvin e daí é cruzada para a área onde Paulo Oliveira se deixa antecipar. Parece-me demasiado simplista dizer que Bryan foi culpado deste golo, quem não viu o jogo pensará que ele atrasou a bola para Murillo e este fez o golo. Não foi bem assim.

A seguir a esta jogada Bryan iniciará o lance do 1-2 como veremos a seguir.

53' 55'' - Passe a rasgar para Matheus, este descobre Bas e golo! Parece simples.

75' 48'' - Passe para Matheus, este descobre Bas e penalty. 1-4.

Um para o Tondela, quatro para o Sporting (Bryan não participa na jogada do penalty sobre Gelson que se desenvolve pelo lado direito).

Bryan, como vimos, esteve em  três dos golos leoninos, há olhos que não vêem as flores que ele fez mas acusam-no dum escolho que não fez.

Quem diz escolhos diz flores, de tudo o mesmo se diz , onde uns vêem luto e dores, outros descobrem cores do mais formoso matiz.


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Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Tondela-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Bas Dost: 22

Podence: 19

Matheus Pereira: 17

William Carvalho: 16

Gelson Martins: 15

Paulo Oliveira: 15

Rui Patrício: 15

Schelotto: 15

Coates: 14

Francisco Geraldes: 13

Bryan Ruiz: 13

Marvin: 12

Palhinha: 11

Campbell: 5

 

Os três jornais elegeram Bas Dost como melhor jogador em campo.


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Primeira goleada do Sporting neste campeonato, frente ao Tondela. Um dos nossos leitores acertou em cheio no resultado: 1-4. Os meus parabéns a Pedro Wasari, único a vaticinar este desfecho. E ainda anteviu Bas Dost como marcador de dois dos quatro golos.

É obra.


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Há males que vêm por bem. Foi preciso Adrien lesionar-se e ocorrer o castigo simultâneo a Alan Ruiz e Bruno César que deixou ambos de fora desta jornada para Jorge Jesus apostar enfim decididamente nos talentos oriundos da Academia leonina. Aposta coroada de êxito: a linha atacante que hoje jogou imediatamente atrás do ponta-de-lança foi composta por um trio de jovens valores formados em Alcochete. Podence no eixo, Matheus Pereira à esquerda, o nosso já bem conhecido Gelson Martins à direita.

Todos mostraram serviço nesta concludente vitória do Sporting em Tondela, por 4-1 - o mais dilatado triunfo conseguido pelo onze leonino na Liga 2016/17. Podence - em estreia como titular - fez uma excelente assistência para o primeiro golo, Matheus construiu a vistosa jogada de que resultou o segundo, Gelson Martins protagonizou a arrancada que viria a ser travada em falta dentro da grande área adversária e punida com o primeiro dos três penáltis desta noite.

Heróis deste jogo, apenas suplantados por Bas Dost, o marcador dos nossos quatro golos. E poderia ter marcado um quinto, se não tivesse falhado a terceira grande penalidade que foi chamado a converter. Há sete anos que não havia um jogador do Sporting com quatro remates vitoriosos numa só partida do campeonato.

Foi até agora a melhor exibição leonina em 2017. Um desafio assinalado ainda pela estreia de Francisco Geraldes na equipa verde-e-branca. Pouco mais de cinco minutos em campo, mas com tempo suficiente para arrancar um penálti. Também ele justificou a confiança do técnico.

O homem do jogo, naturalmente, foi Bas Dost.

 

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RUI PATRÍCIO (7). Uma enorme defesa aos 57', revelando excelentes reflexos ao impedir o golo na conversão de um livre do Tondela. Atento e seguro durante toda a partida. No lance do golo, à queima-roupa, nada podia fazer.

SCHELOTTO (6). Grande desarme na área leonina, desfazendo um ataque perigoso do Tondela. Foi mais contido nas incursões atacantes do que tem habituado os adeptos. Sem rasgos mas também sem falhas dignas de registo.

COATES (7). É o defesa leonino que sai com a bola mais controlada na primeira fase de construção, o que se reflecte na dinâmica da equipa. Cobertura providencial aos 49'. Falhou a marcação a Murillo no golo adversário.

PAULO OLIVEIRA (7). Corte providencial aos 56', num lance com muito perigo. Faltou coordenar-se melhor com Coates na jogada do golo do Tondela. Só hoje viu o primeiro cartão amarelo, o que diz muito sobre o seu desempenho.

MARVIN (4). Ultrapassado em velocidade no lance do golo, iniciado na sua ala. Aos 28', fez um atraso arriscadíssimo que podia ter dado golo ao Tondela: Coates emendou in extremis. Mal se deu por ele nas acções ofensivas.

WILLIAM CARVALHO (7). Pendular, segurou o meio-campo em acções de cobertura sem se ressentir da ausência de Adrien. Foi ele quem mais esticou o jogo na fase de construção com passes longos e bem medidos.

BRYAN RUIZ (5). Jesus confiou-lhe a posição 8, mas o apático costarriquenho não esteve à altura da responsabilidade. Marcou bem um livre, aos 10'. Mas entregou mal a bola aos 53', gerando o início do golo do Tondela.

GELSON (7). Algo apagado na primeira parte, foi crescendo na segunda, quando protagonizou jogadas espectaculares aos 69' e aos 73'. Da primeira, em que foi derrubado dentro da área, resultou um penálti - e o nosso terceiro golo.

PODENCE (8).  Excelente primeira parte nesta sua estreia como titular da equipa principal. Foi dele a assistência para o primeiro golo. Foi ele também quem desenhou as jogadas mais vistosas e mais perigosas. Difícil fazer melhor.

MATHEUS PEREIRA (8). Um dos melhores, sobretudo no segundo tempo, quando assistiu para o segundo golo num slalom em que ultrapassou três adversários. Cruzou muito bem aos 76', no lance em que Dost é derrubado na área.

BAS DOST (9). Um póquer, razão mais que suficiente para merecer nota muito alta. Leva já 22 golos apontados na Liga portuguesa. A nível europeu, só é ultrapassado por Messi. Não se limita a marcar: também tem requinte técnico.

PALHINHA (5). Entrou aos 80', rendendo Matheus Pereira. Não se limitou a acções defensivas e de recuperação da bola. Fez um passe longo, com muita qualidade, aos 83'.

FRANCISCO GERALDES (5). Entrou aos 86', substituindo Podence. Estreia absoluta no campeonato com a camisola do Sporting. Teve ainda tempo para ser derrubado em falta, conseguindo assim um terceiro penálti para a equipa.

CAMPBELL (3). Entrou aos 86', substituindo Gelson Martins. Muito pouco tempo em campo, sem nada ter mostrado de positivo. Ainda recebeu um cartão amarelo, sem qualquer necessidade.


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11 Mar 17

Gostei

 

Da vitória leonina. Triunfo categórico do Sporting hoje no campo do Tondela, por 4-1. O mais dilatado da nossa equipa nesta Liga 2016/17.

 

Do póquer de Bas Dost. Quatro golos, todos marcados pelo ponta-de-lança holandês. Aos 33', 55', 71' e 78'. Foi de longe a melhor contratação do Sporting nesta época. Já leva 22 marcados, só no campeonato, em 22 jogos até agora disputados - mais quatro do que tinha Slimani na mesma fase da época anterior. Uma marca que o coloca em posição quase imbatível para se sagrar rei dos marcadores na temporada em curso.

 

De um longo jejum enfim quebrado. Há sete anos que um jogador do Sporting não marcava quatro golos numa só partida do campeonato. Desde um póquer de Liedson ao Belenenses, em 2010.

 

De Podence. Em estreia absoluta como titular no campeonato principal, jogando na posição de segundo avançado, o jovem não se atemorizou. Pelo contrário, foi mesmo uma das grandes figuras deste jogo, tendo construído o primeiro golo, que ofereceu de bandeja a Bas Dost. Embora de pequena estatura, Daniel Podence deu mais um passo de gigante na construção de uma carreira que promete ser cheia de êxitos.

 

De Matheus Pereira. Outro talento da nossa Academia que jogou a titular, na ponta esquerda. Correspondeu às expectativas com uma jogada fabulosa em que tirou três adversários do caminho, culminando-a com uma assistência para o segundo golo de Bas Dost.

 

Da estreia de Francisco Geraldes. Iam decorridos 86' quando ocorreu mais uma estreia oriunda da cantera leonina no campeonato nacional. Pouco tempo em campo, mas suficiente para protagonizar uma jogada de perigo em que foi carregado em falta, punida com penálti.

 

De ver sete jogadores da nossa formação hoje em campo. Rui Patrício, William Carvalho, Gelson Martins, Daniel Podence, Matheus Pereira, João Palhinha e Francisco Geraldes. Quem disse que os talentos da Academia não bastam para ganhar jogos?

 

Do domínio leonino. Do princípio ao fim do jogo, o Sporting controlou sempre as operações, com domínio total da manobra no terreno. Foi até agora a melhor exibição leonina em 2017. Se tivéssemos jogado sempre assim ao longo do campeonato, estaríamos certamente a discutir o título.

 

De vermos o Braga ainda mais à distância. Já está a oito pontos.

 

 

Não gostei

 

Do golo sofrido. Aos 53', o Tondela conseguiu empatar. A magra vantagem obtida pelo Sporting ao intervalo foi desfeita por um golo em contra-ataque, idêntico a tantos outros que já sofremos. Felizmente este empate durou apenas dois minutos. A equipa adversária não voltou a marcar e raras vezes voltou a causar perigo.

 

Do penálti falhado. Bas Dost marcou duas grandes penalidades, mas falhou uma terceira também assinalada pelo árbitro Bruno Paixão, já no tempo extra. Único percalço numa exibição de luxo do holandês.

 

De Marvin. Regressou à titularidade, depois de Esgaio ter ocupado a posição de lateral esquerdo na jornada anterior, mas voltou a ser um dos piores em campo. Frágil a defender, uma nulidade a atacar. Cruzou pouco e mal.

 

Das ausências de Adrien, Alan Ruiz e Bruno César. O primeiro por lesão, os outros por acumulação de cartões. Mas, ao contrário do que se previa, nenhum deles acabou por fazer falta.


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Bryan, outra vez
Edmundo Gonçalves

O que é mais preciso, senhores?

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«Bruno de Carvalho está completamente fragilizado neste momento.»

SIC Notícias, 27 de Fevereiro


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«A ideia das contribuições e do respectivo mural no pavilhão João Rocha foi muito boa, reacendendo o espírito de agregação e solidariedade Leonina e promovendo um sentimento de pertença e ligação a uma infraestrutura que será determinante para o sucesso do próprio pavilhão e no futuro das modalidades do SCP.»

Bryan, neste meu texto


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10 Mar 17
Schelotto na seleção
Francisco Chaveiro Reis

Só no Sporting. Depois de ter sido internacional por Itália, uma das melhores seleções do globo, o nosso defesa Schelotto prepara-se para se estrear pela...Argentina, uma das melhores seleções do globo. Não é para todos. 


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Tenho a maior dificuldade em entender a aposta reiterada de Jorge Jesus em Bryan Ruiz, um jogador que vem rendendo nesta época só 10% do que demonstrou na anterior.

O costarriquenho dá gritantes sinais de necessitar de uma cura de banco: não tem velocidade, não cria desequilíbrios, não revela influência na manobra colectiva do onze leonino, é inútil nos movimentos defensivos (lembremos o recente empate caseiro frente ao V.Guimarães) e compromete até a equipa com embaraçosas entregas de bola ao adversário (aconteceu duas vezes na jornada anterior).

Insistir nele, sobretudo como titular da posição que agora convencionou chamar-se "segundo avançado", é somar um grave equívoco ao erro de raiz. Mesmo com desempenho sofrível, Bryan ainda cumpre os mínimos na ala. No eixo do ataque, nem isso.

Receio no entanto que Jesus, face à ausência de Alan Ruiz e Bruno César por acumulação de cartões, persista no erro. E no grave equívoco que tanto contribuiu já para que a equipa tenha sido até ao momento incapaz de exibir 90 minutos contínuos de bom futebol.

Estou preocupado, confesso. E gostaria de saber se sou apenas eu.


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A minha costela Jota Jota
Edmundo Gonçalves

Ora bem, no jogo da jornada passada, mais uma vez ninguém foi tão teimoso como JJ.

Vamos ver se desta é que é, mesmo com uma equipa de arbitragem vermelhusca.

Sábado, 20.30, em Tondela. "Fété vó jé"...


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Leitura recomendada
Pedro Correia

 

Espadinha Papers, no Mister do Café.

Rescaldo das eleições: decomposição dos resultados, n' O Artista do Dia.

 


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Leoas às sextas
Pedro Correia

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 TÂNIA RIBAS DE OLIVEIRA

"Em dia de derby, tenho o craque a postos." [Referindo-se ao filho, equipado de verde e branco]

(Caras, 21 de Novembro de 2015)

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Chegamos à 25.ª jornada do campeonato, em que vai disputar-se o jogo Tondela-Sporting. Será no sábado, às 20.30.

Quais são os vossos prognósticos?


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«Jorge Jesus foi a duas finais europeias. Em 2003 subiu o Estrela da Amadora que já na altura estava quase a extinguir-se e foi ele que consolidou o Braga como quarto grande. Não é defender a época de JJ, mas o facto é que este ano também já nos roubaram dez pontos. Diga-se o que se quiser dele, mas o facto é que ele é um grande treinador.»

Daniel Neves, neste texto da Zélia Parreira

 


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09 Mar 17
Isto do Barça foi giro mas...
Francisco Chaveiro Reis

...o Sporting perdeu 4-1 em Old Trafford e em Alvalade goleou o fabuloso United por 5-0. Como muitas vezes a minha avó contava, Artur Agostinho gritava, via rádio, "é o fim do mundo em Alvalade". Pelo Sporting jogaram: Carvalho, Gomes, José Carlos, Baptista e Hilário; Osvaldo (3 golos), Mendes, Morais (1 golo), Géo (1 golo), Mascarenhas e Figueiredo. Do outro lado moravam "monstros" como Best, Law ou Bobby Charlton. 


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Liga dos Campeões
Edmundo Gonçalves

Porque será que ontem tive pena do PSG?

Sim, tive que ver o jogo todo torcido.

Às tantas até dei por mim a ver os parisienses com camisolas listadas...

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Os mitos
Pedro Correia

O resultado eleitoral de sábado no Sporting permitiu derrubar alguns mitos, postos a circular pelos adversários externos e por alguns inimigos internos. O primeiro desses mitos foi a redução de Bruno de Carvalho a ídolo das claques.

Em quatro anos de mandato, como as urnas indicaram, Bruno progrediu eleitoralmente 33 pontos percentuais, ascendendo de 53% a 86%. E teve pelo menos dois ex-presidentes leoninos - José Sousa Cintra e Pedro Santana Lopes - a votar nele. Deixou de ser o "homem das claques". O que lhe dá mais peso desportivo e mediático, naturalmente. E lhe confere também ainda mais responsabilidade.


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