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És a nossa Fé!

Convém lembrar de onde se partiu

Na semana em que Bruno de Carvalho tomou posse como presidente leonino, em Março de 2013, o Sporting seguia em décimo lugar no campeonato nacional. Com nove empates, oito derrotas e apenas seis vitórias.

Houve mais sete jogos nessa triste Liga 2012/13. Que se saldaram em cinco vitórias e duas derrotas, tendo o Sporting subido do décimo ao sétimo lugar. A nossa pior posição de sempre ao nível do futebol profissional.

Este foi o ponto de partida. Convém nunca esquecer.

Há 70 anos.

 

1944 ou 45. Nessa altura não havia televisão para ver jogos - mas ouviam-se relatos na "rádio telefonia". E lia-se o jornal Stadium que trazia reportagens fotográficas das "entusiasmantes partidas".

E o entusiasmo era tanto que mesmo a 300Km de distância, havia sócios dos clubes. Sócios correspondentes.

E neste caso, pai de peixe sabe nadar.

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No tempo dos mitos - Júlio Fernandes

Concentrado e de poucas palavras todos o tratávamos por Sr. Júlio. Com Pedro de Almeida (que só voltaria de Angola depois do 25 de Abril), Manuel de Oliveira, Valentim Baptista e Lídia Faria eram pouco menos que semi-deuses entre nós, uns chavalitos.

Isto numa era mesosóica, anterior ao Fosbury flop.

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Cada vez mais longe do abismo

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 Foto A Bola

 

O chamado  "caso" João Mário - primeira telenovela da estação pateta do nosso jornalismo futebolístico, que vai abrir caminho a várias outras - acaba por constituir uma homenagem involuntária ao espírito combativo de Bruno de Carvalho por parte dos seus detractores.

Ao assumir a liderança do Sporting, em Março de 2013, o actual presidente leonino cortou radicalmente com péssimos hábitos instalados no clube - sobretudo ao nível da gestão dos seus principais activos, que são os jogadores.

Antes dele foi possível que um dos melhores defesas da nossa formação, Daniel Carriço, acabasse transferido por meros 750 mil euros, quando já era capitão da equipa. Hoje é um profissional cotado no campeonato espanhol, com duas Ligas Europas no seu currículo.

Antes dele foi possível outro grande defesa formado no Sporting, Eric Dier, ter um contrato de tal maneira lesivo para os interesses do nosso clube que encorajava qualquer agremiação inglesa a resgatá-lo por meros cinco milhões de euros. Assim sucedeu, com o Tottenham: Dier é hoje titular da selecção inglesa.

O Sporting, que foi sempre um clube formador por excelência, raras vezes colheu os frutos devidos dessa formação. Nenhum de nós esquece o que aconteceu com a venda de Cristiano Ronaldo, em 2003: aquele que viria a ser o melhor jogador do mundo foi despachado com apenas 18 anos, rendendo só  8,2 milhões de euros aos cofres leoninos. A pressa em vê-lo longe de Alvalade, por parte dos dirigentes da altura, foi imperdoável. Quase criminosa.

 

Bruno de Carvalho pôs fim a esta negligência lesiva dos nossos interesses. Actualizou salários, readquiriu passes dos jogadores, renovou contratos (o de João Mário teve a primeira actualização logo em Julho de 2013, quatro meses após a posse do presidente), subiu cláusulas de rescisão. Não voltará a repetir-se uma situação como a que nos levou a ficar privados do talento de Eric Dier após termos investido nele onze anos de formação.

Lembro-me bem do gozo generalizado de que foi alvo o presidente ao elevar as cláusulas a cada revisão contratual. Hoje os nossos principais rivais praticammesma política, sem que haja ninguém a gozá-los. Percebe-se porquê: isto defende os interesses de qualquer clube, por mais que possa desagradar a determinados empresários e a uma certa camada de agentes intermédios, pertencentes a uma clique parasitária que ambiciona enriquecer à custa do suor alheio.

 

Com João Mário, tal como sucedeu com outros jogadores de inegável valia, Bruno de Carvalho agiu com astúcia negocial mas de forma transparente, procurando acima de tudo defender o interesse do Sporting.

Antevendo as boas prestações do jogador na Liga 2015/16 e no Campeonato da Europa, o presidente actualizou o salário do nosso médio criativo e propôs-lhe a celebração de um novo contrato, prontamente aceite há menos de um ano. Um contrato que vincula até 2020 João Mário ao clube que o formou e fixa uma cláusula de rescisão inteiramente adequada ao seu valor. Nada mais natural, tratando-se daquele que é talvez o melhor activo do futebol leonino.

Na altura isto não suscitou o menor protesto por parte das virgens ofendidas que agora pululam por aí.

 

Dizem as notícias mais recentes que o empresário de João Mário terá recebido propostas de aquisição do jogador por parte de quatro dos maiores clubes europeus, oscilando entre 35 milhões e 40 milhões de euros. Sem perceberem, estes jornais vão prestando tributo à gestão de um presidente que tem conseguido valorizar como nunca os jogadores. Basta lembrar que há dois anos, sem acesso à equipa principal e pouco utilizado na equipa B, João Mário jogava por empréstimo no Vitória de Setúbal. Hoje é conhecido na elite do futebol europeu.

De que outro profissional do Sporting se podia dizer o mesmo antes de Março de 2013, quando seguíamos em décimo lugar no campeonato, não ganhávamos um só título interno desde 2008, havia cinco anos que permanecíamos fora do acesso à Liga dos Campeões e vendíamos jogadores ao desbarato - de  Matías FernándezRicky von Wolfswinkel - para cumprir elementares operações de tesouraria?

 

Hoje, apesar de continuarmos a honrar a pesada dívida que as gestões anteriores contraíram perante a banca, temos liquidez suficiente para recusar novas saídas de jogadores a preço de saldo, por mais que isso nos mantivesse nas boas graças dos empresários que só ambicionam somar milhões às suas contas bancárias.

Deixámos de estar com a corda na garganta, deixámos de agir em função do desespero de circunstância. A larga maioria dos passes dos nossos jogadores regressou à titularidade do Sporting. As renovações contratuais voltaram a defender os interesses do clube, sublinhando a nossa capacidade formadora, e beneficiaram igualmente os profissionais do futebol que servem da melhor maneira a instituição.

 

Hoje temos quatro futebolistas titulares da selecção que acaba de conquistar o cobiçado título de campeã da Europa.

Óptima notícia para os jogadores, cada vez mais valorizados - os “aurélios”, como orgulhosamente lhes chamamos em justa homenagem a esse grande descobridor de talentos que é o nosso Aurélio Pereira.

Óptima notícia para o Sporting, que vê reconhecida como nunca a sua excelência formadora e enriquecido o seu magnífico património humano.

Óptima notícia para todos nós, sócios e adeptos. Por vermos o clube bem gerido, a formação a produzir mais e melhores frutos e os patamares de exigência elevados como nunca.

 

Esperamos que seja uma via sem retorno. Para tornar cada vez mais distante aquele passado recente que nos deixou à beira do abismo.

Há quatro anos foi assim (5)

Relembro a minha análise do quinto jogo da selecção portuguesa no Euro 2012, realizado em Donetsk (Ucrânia), frente à Espanha, campeã europeia em 2008 e mundial em 2010, em desafio das meias-finais da competição. Uma partida só resolvida, após prolongamento, através de pontapés da marca de grande penalidade. Ficávamos assim pelo caminho mas saíamos de cabeça erguida, figurando entre as quatro melhores selecções europeias, numa competição que voltaria a ser ganha pelos espanhóis.

Cento e vinte minutos de jogo não bastaram para haver golos: o empate a zero prevaleceu. Nos penáltis, saímos derrotados por 2-4. Fez ontem quatro anos.

 

Jogadores

Rui Patrício: atento.

João Pereira: voluntarioso.

Bruno Alves: duro.

Pepe: intransponível.

Fábio Coentrão: perigoso.

Miguel Veloso: eficaz.

Raul Meireles: pressionante.

João Moutinho: influente.

Nani: talentoso.

Cristiano Ronaldo: perdulário.

Hugo Almeida: apagado.

Nélson Oliveira: inócuo.

Custódio: disciplinado.

Varela: tardio.

 

O melhor: João Moutinho.

 

Conclusão

«Pela quarta vez, Portugal atingiu as meias-finais de um Campeonato da Europa. E pela terceira vez ficamos pelo caminho. Mas desta vez com uma satisfação suplementar em comparação com o que ocorreu em 1984 e 2000: não fomos derrotados em campo, apenas a lotaria dos penáltis nos impediu de ir à final em Kiev.»

 

Notas adicionais

«A selecção tem um problema de raiz, por ausência de um ponta-de-lança clássico. Curiosamente, os espanhóis qualificaram-se para a final também sem um jogador nessa posição enquanto titular.»

«Nelson Oliveira não devia ter entrado. Está demasiado "verde" (sem ironia...) para o efeito. Não por acaso, Jorge Jesus nunca o colocou a titular ao longo do campeonato, onde - salvo erro - entrou apenas em três jogos incompletos.»

«Gostei muito da prestação da equipa portuguesa neste Euro 2012 desde logo por ter sabido fazer das fraquezas forças, contrariando todos os comentadores encartados. Nenhum deles - sublinho: nenhum - anteviu que a selecção fosse tão longe.»

Há quatro anos foi assim (4)

Relembro a minha análise do quarto jogo da selecção portuguesa no Euro 2012, realizado em Varsóvia, frente à República Checa, já nos quartos-de-final da competição. Uma partida bem disputada, em que dominámos e saímos como justos vencedores.

Cristiano Ronaldo esteve novamente em foco, apontando o golo solitário da nossa vitória, que Petr Cech não conseguiu travar. Fez anteontem quatro anos.

 

Jogadores

Rui Patrício: seguro.

João Pereira: resistente.

Bruno Alves: sólido.

Pepe: intransponível.

Fábio Coentrão: veloz.

Miguel Veloso: discreto.

Raul Meireles: eficaz.

João Moutinho: incansável.

Nani: influente.

Cristiano Ronaldo: combativo.

Helder Postiga: lesionado.

Hugo Almeida: cumpridor.

Custódio: disciplinado.

Rolando: nada a dizer.

 

O melhor: Cristiano Ronaldo.

 

Conclusão

«Os checos, apesar de terem descansado mais 24 horas dos que os portugueses, mostraram condição física muito inferior. E nunca revelaram soluções tácticas para romper a muralha defensiva portuguesa. À medida que a selecção de Paulo Bento ia progredindo no terreno, tornava-se evidente qual era a selecção que passaria às meias-finais. Só faltava afinar a pontaria à frente: Cristiano Ronaldo, repetindo o que já sucedera contra a Holanda, voltou a rematar duas vezes ao poste.»

 

Notas adicionais

«Foi claríssimo o domínio da selecção portuguesa. A segunda metade do jogo resume-se praticamente a isto: Portugal a construir jogadas de ataque e os checos a procurar evitar o golo. Evidente superioridade portuguesa, que peca apenas por não se traduzir em mais golos.»

«Esta selecção tem vindo a demonstrar que, em termos colectivos, é uma das nossas melhores de sempre

«Hugo Almeida é muito superior a Nélson Oliveira, único jogador a quem o comentador Rui Santos tem dispensado rasgados elogios. Paulo Bento fez bem em não lhe dar ouvidos, deixando-o desta vez no banco.»

Há quatro anos foi assim (3)

Relembro a minha análise do terceiro jogo da selecção portuguesa no Euro 2012, realizado em Carcóvia (Ucrânia), frente à Holanda. Uma partida que precisávamos de vencer, após a derrota inicial contra a Alemanha e a vitória sofrida frente à Dinamarca.

E assim aconteceu: batemos os holandeses por 2-1, com Cristiano Ronaldo a bisar. Fez no dia 17 quatro anos.

 

Jogadores

Rui Patrício: seguro.

João Pereira: determinado.

Bruno Alves: sólido.

Pepe: intransponível.

Fábio Coentrão: veloz.

Miguel Veloso: concentrado.

Raul Meireles: irregular.

João Moutinho: influente.

Nani: incansável.

Cristiano Ronaldo: excelente.

Helder Postiga: perdulário.

Nélson Oliveira: ineficaz.

Custódio: contido.

Rolando: útil.

 

O melhor: Cristiano Ronaldo.

 

Conclusão

«É uma péssima noite para os Velhos do Restelo, que já salivavam na perspectiva de um afastamento da selecção portuguesa do Europeu. Para azar deles, Portugal segue em frente. Com uma merecida vitória sobre a Holanda, equipa que é vice-campeã mundial mas que nada fez na Ucrânia para confirmar este estatuto..»

 

Notas adicionais

«Portugal qualifica-se para a fase seguinte quando todos os críticos disseram inicialmente que este era o grupo mais difícil - o 'grupo da morte'. Vencemos duas equipas desse grupo e fomos derrotados pela margem mínima pela terceira. Balanço muito positivo, pois.»

«Maturidade táctica, espírito de corpo, responsabilidade colectiva, clara superioridade no confronto individual. Foi um jogo emotivo, bem disputado, aberto.»

«Além do jogo, dá-me muito gozo ver depois a cara de enterro de certos comentadores. Um, em particular, não consegue esconder a irritação com esta vitória. O que acaba por ser uma dupla vitória de Paulo Bento, Cristiano e todos os outros.»

Há quatro anos foi assim (2)

Relembro a minha análise do segundo jogo da selecção portuguesa no Euro 2012, realizado em Lviv (Ucrânia), frente à Dinamarca. Uma partida que precisávamos de vencer, após a derrota inicial contra a Alemanha.

E assim aconteceu: batemos a equipa nórdica por 3-2, com golos de Pepe, Postiga e Varela. Fez anteontem quatro anos.

 

Jogadores

Rui Patrício: seguro.

João Pereira: oscilante.

Bruno Alves: eficaz.

Pepe: rematador.

Fábio Coentrão: contido.

Miguel Veloso: concentrado.

Raul Meireles: irregular.

João Moutinho: influente.

Nani: acutilante.

Cristiano Ronaldo: perdulário.

Postiga: dinâmico.

Nélson Oliveira: imaturo.

Varela: decisivo.

 

O melhor: Nani.

 

Conclusão

«Portugal foi superior. Não devido ao factor sorte, mas devido ao factor competência. Do ponto de vista táctico e do ponto de vista técnico. A selecção demonstrou grande maturidade, física e psicológica. Superou algumas debilidades reveladas no jogo contra a Alemanha com um notável esforço colectivo.»

 

Notas adicionais

«O jogo de hoje comprovou que Varela merece figurar no onze titular.»

«Varela a jogar de início forçaria Paulo Bento a alterar o esquema táctico. Daí a relutância do seleccionador português em efectuar essa alteração. Mas parece-me inegável que o Varela anda com fome de golo, como nenhum outro colega com a provável excepção do Nani.»

«No jogo contra a Holanda os golos poderão dar-nos muito jeito em caso de desempate no nosso grupo, onde as contas começam a tornar-se complicadas...»

«Quanto ao rapaz que anda a ser promovido nas manchetes dos jornais encarnados [N. Oliveira], não merece que gastemos mais espaço a falar dele. Nem é preciso, pois os tais jornais continuarão a encarregar-se disso.»

Há quatro anos foi assim (1)

Relembro a minha análise do jogo inaugural da selecção portuguesa no Euro 2012, realizado em Lviv (Ucrânia), frente à Alemanha. Uma partida em que sofremos uma derrota tangencial, por 0-1. Fez ontem quatro anos.

 

Jogadores

Rui Patrício: atento.

João Pereira: receoso.

Bruno Alves: concentrado.

Pepe: eficaz.

Fábio Coentrão: perigoso.

Miguel Veloso: seguro.

Raul Meireles: fatigado.

João Moutinho: irregular.

Nani: inconformado.

Cristiano Ronaldo: recuado.

Postiga: ineficaz.

Nélson Oliveira: discreto.

Varela: nervoso.

 

O melhor: Nani.

 

Conclusão

«Um pouco mais de ousadia do onze nacional, que jogou quase sempre com grande disciplina táctica, teria bastado para dar a volta ao resultado num desafio em que a selecção nacional dispôs de oito cantos contra apenas um dos alemães.»

 

Notas adicionais

«Se Paulo Bento não mexer na equipa que perdeu contra a Alemanha, arrisca-se a uma nova derrota.»

«Por mim, apostaria em colocar Varela como titular no lugar de Postiga já no jogo contra a Dinamarca.»

«Se Paulo Bento for sensível à pressão mediática, inclui o Nélson Oliveira no onze inicial. Há muito que não via tantos jornais puxarem ao mesmo tempo por um jogador. Veremos se ele é permeável às pressões.»

«A finalização é o maior problema do onze nacional, como ficou de resto bem patente no Mundial da África do Sul, em que disputámos quatro jogos e não marcámos nenhum golo em três deles.»

«Já estou a torcer pela vitória de Portugal contra a Dinamarca. Está perfeitamente ao nosso alcance.»

Acosta 15 anos depois

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Beto Acosta chegou ao Sporting em dezembro de 1998. Jogava com a camisola 27 e só fez 3 golos em meia época. Não convenceu mas ficou. Já com a camisola 11 e completamente adaptado, tornou-se no goleador da equipa (era ver Schmeichel a procura-lo com os seus lançamento longos). Foi campeão em 1999-2000 e marcou 48 golos de verde e branco. A 27 de maio de 2001 (1-0 ao Marítimo) fez o seu último jogo pelo Sporting. Faz hoje 15 anos. De quando em vez vem a Lisboa onde nunca foi esquecido. Obrigado, Matador!

Acreditar sempre

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Em 1906, foi este o grupo que lançou o nosso grande clube. Entre eles está o meu tio-bisavô, Henrique de Almeida Leite Jr., que pertenceu ao núcleo duro e integrou a primeira direção do clube. Por causa dele, aqui somos todos Sporting! Obrigado, Tio Henrique! Viva o Sporting!

Leitura recomendada

«Quanto ao mandato de Bruno de Carvalho, basta comparar as suas três épocas completas com as quatro épocas da anterior direcção. Parece brincadeira, tendo em conta a grandeza do Sporting, mas nas quatro épocas anteriores a Bruno de Carvalho, o Sporting terminou o campeonato a 36, 28, 16 e 36 pontos do primeiro lugar. A meio de todas essas épocas (à 15ª jornada), em apenas uma delas o Sporting estava a menos de dez pontos do primeiro (a nove). Na jornada seguinte, também nessa época, ficou a mais de dez pontos.»

N' O Artista do Dia

A falta de memória é tramada

«O Sporting, que vai atrás, jogará tudo para levar o seu rival a desconcentrar-se e a perder pontos. Octávio entrará mais vezes a titular no jogo das palavras e das pressões. Se for necessário, Bruno de Carvalho também fará uma perninha, nem que seja, pelo Facebook. As respostas virão de João Gabriel, que está destinado a ir a todas, uma vez que Vitória não entra nesse jogo, Vieira, tal como disse, defende a indústria e não cai na asneira de sujar a camisola e Rui Costa mantém-se, como sempre, fora destas guerras.»

Vítor Serpa, no editorial de ontem do jornal A Bola

 

«Gostava de ver amanhã (segunda-feira), nas manchetes dos jornais desportivos, o título roubo em letras bem grandes. Vocês, jornalistas, viram bem o que se passou hoje na Luz. E o mais estranho é que o líder dos árbitros é o mesmo da última época. Escrevam a verdade, não tenham receio.»

Luís Filipe Vieira, "defendendo a indústria e caindo na asneira de sujar a camisola", em declarações aos jornalistas após o Benfica-Rio Ave (20 de Dezembro de 2015)

Eleito há três anos

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 Uma sondagem com a marca inequívoca... da Eurosondagem

 

Contrariando as sondagens feitas durante a campanha pela empresa Eurosondagem, Bruno de Carvalho era anunciado como 42º presidente leonino faz hoje três anos. Com a equipa de futebol na pior situação de sempre, relegada para o décimo posto do campeonato, e vários comentadores futebolísticos nacionais a sagrarem já o Braga como "terceiro grande" do futebol português.

Nas declarações iniciais aos adeptos, na madrugada de 24 de Março de 2013, o novo dirigente disse uma frase que de imediato funcionou como uma espécie de linha de rumo: "O Sporting é nosso outra vez."

 

A primeira reacção aqui no blogue veio do José Manuel Barroso. Com estas palavras: «Um sonho de menino, um projeto de vida, um trabalho ciclópico, um Sporting dividido e frágil - passado e futuro. Uma responsabilidade imensa. Até Julho, estado de graça. Primeira reação do novo presidente: comedida, palavras sensatas. Reação de [José] Couceiro: sportinguismo. Reação de [Carlos] Severino: "ponho tudo do meu programa ao serviço do Sporting" - bonito e que pena não ter sido assim sempre. Um presidente para todos os sportinguistas e para todo o Sporting. Bruno de Carvalho sabe bem que isso vai ser vital. Parabéns.»

A segunda veio do Tiago Loureiro e foi assim: «É a primeira vez que o digo em toda a minha vida: o meu Presidente. Amo-te Sporting!»

 

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A vitória, no entanto, não foi oficialmente confirmada nesse dia. Porque, embora com mais sete mil votos do que o seu principal antagonista, José Couceiro, o indigitado sucessor de Godinho Lopes teria ainda de aguardar mais 48 horas pelo apuramento dos votos por correspondência.

Sem esperarem pelo veredicto definitivo das urnas, alguns comentadores ferozmente antibrunistas apressaram-se logo nesse dia a lamentar a legítima opção dos sócios, declarando que Bruno de Carvalho jamais os representaria e antevendo um destino negro para o clube. Num sintoma evidente de mau perder.

Reacções localizadas que não se confundiam com a sensação de júbilo maioritária entre os sportinguistas por esta saudável jornada de participação democrática. E que procurei de algum modo resumir nestas linhas: «Bruno de Carvalho é o novo presidente do Sporting - o meu presidente também. Um clube que é dos sócios e não de nenhuma clique. Cumprimentado de imediato com fair play pelos candidatos derrotados, personifica um novo ciclo que arranca sem demora. Agora há que começar a edificar o futuro em Alvalade. Unidos como nunca. E sem olhar para trás.»

{ Blog fundado em 2012. }

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