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És a nossa Fé!

Continuidade e participação

Que tem contribuído para o Sporting, depois da década de 60 e nomeadamente após os anos 80, ser um 'Grande' sem vitórias da sua principal equipa de futebol correspondentes a esse estatuto? Seria interessante fazer um estudo sobre este tema (é um repto também para mim próprio) e descobrir os 'porquê' e os 'como' desses inêxitos. Mas, mesmo sem ter investigado, alinho umas ideias sobre o assunto.  E arrisco duas palavras chave: continuidade e participação. Continuidade de um trabalho direcionado para a primeira equipa profissional; e participação (e influência) no sistema de poder do futebol. Quer num quer noutro plano, a fragilidade do clube parece-me evidente. Quando, no final dos anos 70 e nos anos 80, houve continuidade no plano diretivo (o ciclo de João Rocha), regista-se uma permanente deriva no plano do futebol profissional - treinadores e equipas em constante rotação, sem outro nexo de continuidade que não a do presidente da direção. O Sporting ganha tudo numa época, na viragem da década de 70/80, e, quando o trabalho de um treinador e de uma equipa parecia que iria ter sequência, tudo é alterado por um simples capricho do presidente. O que poderia ser o início de um ciclo vencedor foi uma rutura. Outro exemplo: nos anos 90, Bobby Robson, treinador de uma equipa cheia de talento e de talentos, que seguia em primeiro lugar, foi despedido - também por um capricho do presidente de então. Os ciclos naturais do fazer e refazer a equipa foram demasiado curtos - tiveram por base a descontinuidade, a rutura viciosa, geradora de inêxitos. Na viragem da década de 70, quando ainda o poder do futebol não tinha passado do sul para o norte, o que alterou totalmente a relação de forças no futebol português, esse interromper de caminhada para um ciclo de vitórias foi dramático. E, mais dramático ainda, porque o clube reagiu de uma forma ingénua e incompetente à nova realidade 'política' associativa. A minha expetativa positiva, face aos atuais quadros dirigentes do clube e aos do futebol profissional, é porque parece estar-se a trilhar o caminho correto. Ansioso, mas confiante, escrevo este post duas horas antes do Olhanense-Sporting. Qualquer que seja, portanto, o resultado.

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