25 Ago 12

Vem da Argentina a notícia de que as autoridades declararam «guerra» à evasão fiscal nas transferências no futebol. Para já, foram denunciados 146 empresários ou intermediários com dívidas ao fisco e várias transferências estão a ser investigadas, o que levou alguns clubes a afastarem jogadores da competição - por sugestão federativa - enquanto a contenda não é esclarecida. Foi igualmente denunciado a existência de «paraísos desportivos», com clubes estrangeiros envolvidos em transferências em que os jogadores, muitas vezes, nem chegam a representar.

Muito embora não tenha conhecimento concreto de causa - mas considerando diversas estranhas ocorrências no mercado futebolístico nacional - vem-me prontamente à ideia de que semelhante medida pelas autoridades portuguesas revelaria um vasto leque de irrgularidades. Dando-se essa eventualidade, não será despropositado sugerir que no topo da lista de negócios a merecer investigação profunda, seria a notória transferência de Roberto para o Saragoça em Julho de 2011. Recorde-se que o jogador foi alegadamente vendido por 8,6 milhões de euros - mais 100 mil euros do que custou aos encarnados - após uma época de vincada desvalorização desportiva e a um clube que estava sob protecção judicial para combater o risco de falência. Não é de esperar que venha a acontecer, mas é uma sugestão construtiva. 


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22 comentários:
De Anónimo a 25 de Agosto de 2012 às 20:26
Outras 'ocorrências' que se calhar também já mereciam investigação são os estranhos fenómenos que habitualmente... 'acontecem' nos jogos do Braga e os ajudam a conquistar os 3 pontos, mas pelos vistos ou ninguém repara ou ninguém se preocupa muito com tal coisa.


De Rui Gomes a 25 de Agosto de 2012 às 21:26
Bem, este posto é extensível apenas a questões do foro fiscal. As ocorrências a que alude, a existirem, teriam que ser investigadas pelas autoridades desportivas.


De André Salgado a 26 de Agosto de 2012 às 00:15
E eis que voltamos à incorrigível doença infantil do sportinguismo.

Tudo vos serve de pretexto para a inevitável referência ao Benfica, acompanhada da igualmente inevitável insinuação compulsiva. Mesmo a total despropósito - veja-se como a notícia de uma investigação a correr no futebol argentino traz à baila um jogador espanhol negociado com clubes espanhóis. Homem, isso já é do foro psiquiátrico e existem profissionais que o podem ajudar.

Sendo consequente com o seu raciocínio, presumo que também considere suspeitas as transferências de Pongolle e Elias. Ambos foram comprados por um valor superior ao que tinham custado ao anterior clube (Atlético de Madrid), após temporadas de vincada desvalorização desportiva, em que foram considerados flops que não vingaram e pouco jogaram na equipa colchonera. Ou esses negócios já não lhe parecem suspeitos por se tratar de jogadores comprados pelo Sporting?

Mesmo a questão da investigação às fraudes e evasões fiscais no futebol não é novidade no nosso país. Precisa que lhe recorde o processo da contratação de João Pinto pelo Sporting? Até envolve um então e agora novamente dirigente do clube.

Aliás, o que começa a ser difícil é encontrar um membro da direcção eleita do Sporting Clube de Portugal que não tenha estado envolvido em trapalhadas com a Justiça. Foi Luis Duque com o processo por evasão fiscal na contratação de João Pinto, foi Paulo Pereira Cristovão, que está a ser investigado pelo depósito de dinheiro na conta de um árbitro e por burla ao próprio clube, foi o presidente Godinho Lopes com o caso dos paquetes de luxo da Expo. Para um clube que se está sempre a proclamar como diferente e a cuspir nos demais, era muito sabãozinho na boca.


De Rui Gomes a 26 de Agosto de 2012 às 02:11
Já há muito que se reconhece que a cultura benfiquista faz os seus adeptos donos da «verdade».
Sempre foi assim e sempre será. Quando confrontados com factos incontestáveis, há que recorrer a outros argumentos fora do contexto. Mas...se o diz, é porque é !


De André Salgado a 26 de Agosto de 2012 às 02:50
E quais são exactamente esses factos incontestáveis?

É que eu não li nada mais do que uma mera insinuação, uma obsessão de que não se conseguem libertar. Deve ser a tal cultura sportinguista.

O único facto incontestável em matéria de evasão fiscal é um vosso dirigente estar a ser julgado precisamente por ser suspeito desse crime na contratação de um jogador.

E ainda cospem para o ar. Ele há coisas que se uma pessoa não lesse, não acreditava.


De Rui Gomes a 26 de Agosto de 2012 às 10:49
Já vi que gosta de escrever muito para dizer tão pouco. Referi o caso do Roberto e não excluí outros.
Não o vejo contestar factualmente a transferência fantasista do guarda-redes.


De André Salgado a 26 de Agosto de 2012 às 14:50
Você esmera-se por bater recordes olímpicos de non sense.

A que título é que me caberia a mim ter que defender "factualmente" a transferência de Roberto? Factualmente, o jogador foi negociado por um valor que é público, que foi declarado e escrutinado pela CMVM, inclusive para os devidos efeitos fiscais. Até prova em contrário, e venha ela se a tiver,não existe qualquer irregularidade. É ao Rui Gomes que cabe provar factualmente a insinuação que faz.

Ou será que estamos a ver o mundo ao contrário?


De Rui Gomes a 26 de Agosto de 2012 às 15:02
Se prefere convencer-se dessas fantasias, está no seu pleno direito. O que deve evitar é atirar poeira para olhos alheios, como se o resto do mundo andasse distraído ou sob as mesmas ilusões que o satisfazem. A falsidade daquele negócio está à vista, salvo para si, aparentemente. Fique bem.


De André Salgado a 26 de Agosto de 2012 às 17:28
Não são fantasias. Limito-me a argumentar com factos e não com presunções ou insinuações. Que seja do conhecimento público, as autoridades competentes, quer em Portugal, quer em Espanha, não identificaram qualquer suspeita de falsidade no negócio. Isto são os factos existentes, à disposição de qualquer pessoa dotada de um mínimo de bom senso.

Se você insiste na existência de uma falsidade apenas por convicção pessoal e não apresentando qualquer prova para sustentar o que afirma, isso tem um nome e chama-se uma calúnia. É um defeito de carácter exclusivamente seu.

Isto da doença infantil do anti-benfiquismo primário é uma coisa tramada. Olhe, procure um médico.


De Rui Gomes a 26 de Agosto de 2012 às 18:27
Argumentos com menor adjectivação ao nível pessoal seriam mais construtivos. Não aceita o que está à vista e o que decorreu, é o seu problema. Nem tudo o que ocorre é processado por quem de direito, facto que não anula a sua existência. Quer, por força, fazer acreditar que o primeiro comunicado à CMVM dos notórios 8,6 milhões e os posteriores remendos, na tentativa de minimizar danos, não existiram. Tudo bem, não vale a pena «mastigar» mais o assunto. Fique com a sua «razão».


De Rui Gomes a 26 de Agosto de 2012 às 14:10
Já que insiste em argumentar fora de contexto, permita-me esclarecer o seguinte: embora não de me tenha dado ao trabalho de re-pesquisar os detalhes sobre o caso do João Pinto, por tudo o que sei, a relevãncia ao caso do Roberto é nula. O Luís Duque terá sido acusado por uma acção colateral técnica na transferência do jogador, pelo depósito do pagamento numa conta «off-shore» que, de qualquer modo, competia a João Pinto declarar, indiferente do local do depósito. Nunca esteve em dúvida o pagamento do Sporting. Alé de tudo isso, sabemos muito bem quem foi o «mestre» do plano; o inevitável José Veiga, o chefe da orquestra manobrista do Benfica durante anos. Quere fazer uma montanha de um monte, não anula os factos.
Quanto à sua relativação com Elias e Pongolle, nem sequer dá para debater. Os jogadores foram comprados e pagos pelos preços acordados entre os clubes. Onde reside o problema ?
O que «ofende» sobre o caso do Roberto, é a transparência da aldabrice e, pior ainda, a arrogante despreocupação do autor, sabendo que todo o mundo faria prontamente uma leitura correcta do caso. Essa despreocupação sublinha uma attitude de impunidade e superioridade sobre tudo e todos, não obstante a transparência das acções. Típico Benfica, especialmente sob a liderança de LFV.


De Lancero a 26 de Agosto de 2012 às 00:16
Por cá vai-se fazendo alguma coisa.
Há dirigentes de um clube de Lisboa a serem, neste momento, julgados por alegada fraude fiscal precisamente na transferência de um jogador.


De Rui Gomes a 26 de Agosto de 2012 às 02:17
Contrário ao seu parecer, a verdade não é relativa.


De Rui Gomes a 26 de Agosto de 2012 às 14:24
Apenas para esclarecer o que não tive disponibilidade para fazer no meu prévio comentário. Não há «dirigentes», no plurar, há um dirigente, Luís Duque, que foi constituído arguído no caso João Pinto, pela questão técnica do local onde o pagamento de então foi feito, nomeadamente uma conta «off-shore» que, de qualquer modo, era da obrigação de João Pinto declarar. Se o tivesse feito, nada disto estaria a decorrer. Mas, como já apontei a outro leitor, é importante não esquecer quem foi o mentor de tudo isto; o inesquecível José Veiga, maestro da orquestra das operações benfiquistas durante alguns anos e seu então director. Não deixa de ser curioso que um adepto benfiquista se sinta «lesado» por o caso Roberto ser evocado, pela indecorosa e arrogante essência do mesmo, à vista do mundo. Até a Federação Espanhola afastou-se do Saragoça pela incongruência do processo. Isto dito, deveria existir rigor fiscal com todas as transferências no mercado futebolístico nacional. Além do mais, não é segredo algum que têm havido negócios selados na obscuridão até dos regulamentos desportivos, muitos deles, um bom número deles, admite-se, oriundos do Norte.


De Lancero a 27 de Agosto de 2012 às 12:22
Não é um. São dois.
E não se substitua aos tribunais.
Quanto ao Roberto, investigue-se.


De Rui Gomes a 27 de Agosto de 2012 às 14:57
Anda-se sempre com o jogo das palavras. O dr. Dias da Cunha ter sido constituído é uma mera formalidade judicial por ser ele o presidente na data em que o processo avançou, cargo que não ocupava pela ocorrência em 2000. A aldrabice do caso Roberto está à vista do mundo, seja ou não investigado, seja ou não admitido pelos benfiquistas.


De Lancero a 27 de Agosto de 2012 às 18:46
Dias da Cunha?!
Quem também está no banco dos réus é Rui Meireles, ex-administrador da SAD.
A existir aldrabice na transferência de Roberto para Espanha, não é do prisma que você indica - até porque o valor da transferência foi comunicado e, naturalmente, não dá para fugir ao fisco.
Veja antes quem o comprou, porque não foi o Saragoça.


De Rui Gomes a 27 de Agosto de 2012 às 19:35
Sim, Rui Meireles que tem defesa em conjunto com Luís Duque. Quanto ao outro caso, não perca mais do seu tempo, e do meu, a tentar justificar o injustificável, apenas porque não o quere admitir. Essa faculdade sua, é natural ou foi algo que foi evoluindo com o passar dos anos ?


De aNNóNNimo a 26 de Agosto de 2012 às 00:53
Quando se tem telhados de zinco o 'granizo' devolvido, faz uma barulheira do catrino.


De Rui Gomes a 26 de Agosto de 2012 às 02:12
Vira-se o disco e nem música sai !


De Marco Silva a 26 de Agosto de 2012 às 15:02
Quem está ser julgado por evasão fiscal não é o Sporting mas sim o José Veiga e o João Pinto. O Sporting limitou-se a fazer os pagamentos a uma empresa inglesa, titulada pelo empresário do jogador, o tal a quem os vermelhos devem um título obtido nas condições que todos sabemos, com o particular contributo dum primo e dum tal Leal na altura director da liga.
Que se saiba, quem recebe comissões (o empresário) e obtem rendimentos (o jogador) é que estão sujeitos aos respectivos impostos. O clube, ao que o tribunal já terá reconhecido, cumpriu com os respectivos formalismos legais e fiscais.
De tantas notícias sobre o "glorioso" e respectivos presidentes, tiro 3 ao acaso:
- PJ investiga SLB relativamente à transferência de Júlio César.
- Marinho Pinto "O doutor Vale e Azevedo só foi preso depois de sair da presidência do Benfica. Quando lá estava não havia coragem de lhe tocar".
- Os cinco milhões de euros reclamados pelo Alverca da transferência de Mantorras para o Benfica. Se o Benfica os pagou alguém ficou com a massa. Quem?
Quanto ao PPC versus depósito, aquele já veio a público desmentir qualquer envolvimento dele ou do Sporting, mas deste processo, para além das várias dúvidas que o mesmo suscita e do manto de silêncio que sobre o mesmo se instalou, há uma cujo silêncio faz um barulho intenso: onde é que pára o Cardinali e por que é nunca mais foi nomeado para qualquer jogo? Mistério...


De Rui Gomes a 26 de Agosto de 2012 às 16:24
Subscrevo inteiramente a sua narrativa, caro Marco Silva. Estou a operar só com uma vista, por intervenção cirúrgica na sexta-feira, e não me dei ao trabalho de refrescar a minha memória. Só posso estar ao computador a intervalos. De qualquer modo, nem tinha pensado nesse excelente ponto sobre o Cardinal. Por falta de juízo no caso e a sua alegada inocência, porquê não continuar a trabalhar ?
Cumprimentos.


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