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És a nossa Fé!

Novelas sportinguistas: Adrien

Jogador de potencial elevado, foi estimulado por Paulo Bento (ah, como muitos dos que o assobiaram e criticaram, o incensam agora e com a mesma cara!). Colocado para rodar e crescer no Happoel Tel Aviv, onde não sobressaiu; e, depois, na Académica, onde foi melhorando à medida que a época crescia, até confirmar expetativas e acumular experiência. Deveria voltar ao clube formador, como aconteceu com Cédric, mais jogador e mais maduro. No meio da temporada, estimulado pelo empresário e pelo bom negócio que já havia alinhavado com outro clube, decidiu não renovar contrato - o que é uma decisão legítima.

 

No percurso, disse com demasiado vigor que queria derrotar o Sporting, na final da Taça, e jogou bem esta partida. Nada de grave, aqui. Alicerçados no diálogo de um almoço confidencial, o tal a meio da temporada, ele e o seu empresário começaram a dar sinais de não aceitarem as propostas do Sporting para renovar. Para encobrir as coisas, perante os adeptos (sempre os ingénuos adeptos!, os clubes 'inimigos' e os empresários já contam com isso no seu planeamento), pronunciam frases contraditórias e sem sentido («de corpo e alma no clube», diz Adrien, e o contrário o seu empresário, logo a seguir, em nome do jogador, sem desmentido deste). Objetivo: obter eco junto da imprensa (que adora estas novelas) e apoio junto dos tais sportinguistas ingénuos (se ele sair, foi por culpa da direção, e etc, etc). O empresário e o outro clube jogam com o tempo (em janeiro, Adrien será livre e, se sair, por via da boa preparação de propaganda junto dos media, evitará uma repercussão tipo J.Moutinho e transferirá artificialmente «as culpas» para os dirigentes do clube). Ou, se ele jogar e jogar bem no Sporting, até janeiro, potenciará qualquer outro bom negócio (o Sporting deixa?). Truques velhos, para uso dos distraídos.

 

Como pode estar «de corpo e alma» num clube um jogador que diz não querer renovar, pergunto eu que também sofro de ingenuidade aguda? «De corpo», acredito, numa explicação (tentada, de resto, pelo empresário) de raiz profissional. Mas... «de alma»?

Isto faz lembrar a história, verídica, de um estudante de filosofia (hoje comentador político e ensaísta de prestígio) que, ou por entender errado ou por querer gozar com o tema proposto pelo professor ('o corpo e a alma'), fez larga dissertação sobre «o porco e a alma». Tudo o que se poderia dizer, sobre o mote dado pelo mestre aos seus ensinandos, era que a alma não tem porco e o porco não tem alma. Tal como o nosso comentarista e ensaísta de hoje fez, enquanto estudante, Adrien deve ter entendido mal ou quer gozar connosco...

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