05 Ago 12

Esta temática é de difícil abordagem pelo eminente consciencioso conflito entre o sentimento e o realismo. Não pretendo ser injusto para com Ricardo Sá Pinto - não obstante nunca ter sido um fã fervoroso seu, mesmo enquanto jogador - mas também não me é possível ignorar a precária evolução da equipa até este momento. Não sei que Sporting vai comparecer no domingo frente ao Olympiacos na primeira edição do Troféu Cinco Violinos e, mais relevante, diante do Vitória de Guimarães na primeira jornada da Liga, mas desagrada-me sugerir que quaisquer das versões que vimos nesta pré-época dão causa para preocupação. Acima de tudo, sinto enorme dificuldade em digerir as reflexões do treinador: «Fizemos um jogo de qualidade», e de Daniel Carriço: «Deixámos uma boa imagem», após o último embate do torneio de Huelva. Amistoso ou não, relvado ou não relvado, o Sporting afigurou-se mediocremente perante adversários de questionável qualidade. Pior do que isso, continua a exibir uma aflitiva insuficiência de consistência de jogo, ligação entre sectores, criatividade, profundidade e fluidez nas manobras ofensivas. A ingrata realidade é que a equipa, indiferente dos onze em campo, só esporodicamente tem exibido o calibre de futebol que lhe permitirá aproximar-se dos seus mais directos rivais e com condições para poder lutar pelo título.

O «coração de leão» de Ricardo Sá Pinto sempre foi uma «faca de dois gumes» e é por de mais evidente que o espírito de luta e entreajuda que ele incutiu nos jogadores na época passada terá de ser complementado por algo muito mais substancial para o Sporting tornar-se verdadeiramente competitivo - a não esquecer a final do Jamor. A pré-época é o período das experiências, de introduzir novos elementos ao grupo e de consolidar relações e sistemas, mas com o passar dos dias e dos jogos, também envolve a gradual implementação e aperfeiçoamento de um sistema fundamental - estratégico, tático e nuclear - que permita catapultar a equipa para a competição oficial que se aproxima, nas devidas condições. Para ser sincero, não vejo isto neste Sporting e é essa a causa da minha maior perturbação. Verifico já tendências pouco salutares - tanto no modelo de jogo como no que a opções concerne - um sistema tático que não poderá dar frutos com regularidade - especialmente perante a maioria dos adversários que se vão apresentar num enquadramento ultra-defensivo - e, sobretudo, um meio campo recheado de talentos, mas sem um aparente genuíno líder.

Por desgostar de individualizar quando é o colectivo que não está bem, permitam-me apenas dois ou três reparos neste contexto. Parece-me óbvio - por muito que aprecie o talentoso jovem - que André Martins ainda não possui a maturidade competitiva para ser um titular indiscutível, em princípio, especialmente, na posição número dez. Pereirinha oferece maior consciência e experiência defensiva do que Cédric Soares, mas fica muito aquém deste quanto a profundidade ofensiva. Quase me custa admitir, mas Adrien Silva tem que constar nos onze, embora com função exacta ainda por definir. Um outro ajustamento terá de ser efectuado com os cinco centrais do plantel. Não faz sentido insistir em Daniel Carriço, em detrimento de Onyewu, salvo existir alguma agenda não esclarecida por parte da SAD. Viola é ainda uma incógnita, mas tenho grande fé de que Labyad vai ser a estrela do meio campo, não obstante não ser um natural número dez. O Ricky é um excelente jogador que se vai tornar ainda num melhor goleador, desde que seja bem apoiado e servido. Perante as probabilidades do futebol de hoje, é injusto e irrealista exigir que em duas ou três oportunidades por jogo, se tanto, ele as concretize todas. Por fim, Ricardo Sá Pinto terá que evoluir, como treinador, mais rápido ainda do que os seus jovens pupilos. Muito por uma equipa de futebol não se posicionar e movimentar como pedras do xadrez, ele terá que aprender que o actual 4x3x3 rígído que prefere perante a vasta maioria dos adversários não resulta, pela sua ineficácia e vulnerabilidade. Opto por não adiantar sugestões específicas - o que não seria difícil - e limitar-me-ei a explanar que o «segredo» reside no meio campo. Terá forçosamente de ter capacidade polivalente para reforçar a defesa e suplementar o ataque e, para esse fim, os atletas de eleição terão que ter essas exactas caracterísicas dentro de um enquadramento que se movimente em simultâneo. É imprescindível um médio versátil à frente da defesa - e não me refiro ao notório «trinco» - um médio com capacidade grande-angular e um criativo em apoio ao ponta-de-lança, todos em linha, complementados pelos alas/extremos a partir de uma posição mais recuada. Se fosse no xadrez, isto quase seria um 4x1x1x1x2x1, salvo em movimento. É imperativo que os três médios em linha sejam bons recuperadores de bola e com instintos e habilidade para a rápida impulsão ofensiva. Reconheço, desde já, que esta tese, como qualquer outra, é discutível, até porque nem todos nós temos a mesma leitura do jogo e, idem, para treinadores. De qualquer modo, indiferente dos detalhes do sistema, o meio campo é a chave do sucesso e é sobre ele que as maiores atenções devem recair. Dito tudo isto, ninguém mais do que eu deseja estar errado quanto às apreciações da equipa sob a liderança de Ricardo Sá Pinto, mas até provas em contrário as dúvidas residem.

 

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24 comentários:
De Joao e. Severino a 5 de Agosto de 2012 às 19:54
Grande texto na coragem e no realismo. Parabéns


De Rui Gomes a 5 de Agosto de 2012 às 19:59
Obrigado. É uma consideração que pesa na minha consciência sportinguista.


De A. Santos a 5 de Agosto de 2012 às 20:10
Na realidade, pelos jogos efectuados nesta pré época há fortes razões para preocupação. Tivemos em Sá Pinto um bom treinador na Liga Europa do ano passado, mas falta-nos avaliá-lo numa competição de regularidade como é o campeonato, uma vez que o ano passado entrou a meio da competição. Acredito na sua vontade e competência, mas como todos os treinadores está dependente de a bola entrar ou não... Vamos ter que aguardar.

Saudações Leoninas


De Rui Gomes a 5 de Agosto de 2012 às 20:33
Não duvido, minimamente, do seu querer, mas com o passar dos dias, e dos jogos, sinto acrescidas dúvidas quanto à sua competência na vertente técnica.


De A. Santos a 5 de Agosto de 2012 às 20:57
Caro Rui Gomes.
Como referi no comentário anterior, na Liga Europa do ano passado ele não esteve mal tecnicamente. Repare que estrategicamente montou muito bem a equipa em todas as eliminatórias que ultrapassou, e a eliminação com o Bilbao é pura falta de sorte... Já não posso dizer o mesmo em relação á Taça de Portugal, onde ficou mais que demonstrado que o adversário foi substimado, mas aí há uma grande responsabilidade por parte dos jogadores também. Este próximo campeonato vai ser a prova real...

Cumprimentos




De Rui Gomes a 5 de Agosto de 2012 às 22:08
Caro A. Santos,

Como já indiquei ao José Manuel Barroso pelo seu comentário, escrevi isso inicialmente e mais tarde rasurei para o texto não ter mais longo do que já é. O Sá Pinto evidenciou boa estratégia em jogos perante adversários teoricamente superiores onde ele reagiu, e bem, perante as suas investidas. Já o mesmo não pode ser dito contra equipas em que o Sporting assumiu, logo do ínicio, a obrigatoriedade de comandar o jogo. Continuarei a dar-lhe todo o meu apoio, o que não significa que não sinta algumas dúvidas. Os jogos do torneio em Espanha não foram os únicos de prestação medíocre.


De Jose Manuel Barroso a 5 de Agosto de 2012 às 21:09
Meu caro Rui,

regressamos ao trempo da era P.Bento, quando o nervosismo precoce dos adeptos ajudou a desestabilizar a equipa? O Colombino foi fraquinho, é certo, mas as conclusões do único (a meu ver) jogo a sério que vi esta pré-temporada - pré, lembro - com o St. Étienne já não vale? A linha média do Sporting, perdeu valor foi? Schaars, Elias, Rinaudo já não valem? Sá Pinto, que tão bem montou a equipa nos jogos da Liga Europa e nos contra Benfica e Porto, perdeu a qualidade tática de ontem? E etc, etc, etc? Não acha prematuro esse espraiar de dúvidas, apenas porque não gosta nem gostou do Sá - e porrada pq o Colombino foi mediocre? Não será melhor esperar, para ver, e deixar o treinador experimentar, no tempo para experimentar? Abr


De Rui Gomes a 5 de Agosto de 2012 às 22:01
Meu caro José Manuel,

1. Nunca desgostei de Sá Pinto, simplesmente, como citei, não sou seu fã ferveroso.

2. Hoje e sempre dou sempre o benefício da dúvida a qualquer treinador do Sporting, o que não anula adiantar um qualquer apreço pelo estado das coisas.

3. Não fiz referência depreciativa a um único jogador do Sporting, muito em especial Schaars e Rinaudo por quem tenho grande apreço.

4. O ponto fulcral do texto é o sistema de jogo do Sporting e a dúvida se Sá Pinto tem algo mais a contribuir além do seu «coração de leão».

5.Citei originalmente no texto, só para rasurar mais tarde, a eficácia da sua estratégia perante equipas teoricamente superiores, onde, segundo a sua estratégia, o Sporting posiciona-se numa posição de reacção e não iniciativa. No entanto, tanto o registo da época anterior como desta pré-época, sublinha as dificuldades quando é o Sporting a ter que levar o jogo ao adversário.

6. O jogo com o St. Étienne terá sido o mais equilibrado mas, na generalidade, a falta de fluidez de jogo, é evidente. Como indiquei, só esporodicamente vimos algum nível superior da equipa.

7. A pré-época é mesmo para fazer decisões mas usar onze jogadores diferentes em situações pontuais é muito discutível, já que o «Manel» jogará muito bem ao lado do «João» e não necessariamente ao lado do «Joaquim», etc., etc..

8. Por fim, é construtivo questionar determinadas coisas, com razão de ser e com argumentos válidos. Isso não significa menor apoio ou até crença por parte de quem o faz. Cumprimentos.

P.S. Ao dedicir escrever este texto, anticipei, prontamente e com toda a naturalidade, que não seria consensual.


De Marco Silva a 5 de Agosto de 2012 às 23:35
Excelente texto duma enorme clarividência e realismo perante uma pre-época que nunca mais acaba tal a mediocridade que caracteriza o futebol do Sporting sem chama, sem fio de jogo, enfim, um bocejo, fazendo adivinhar mais um ano vazio
Li, não sei bem onde, que hoje temos ovos mas não somos capazes de fazer omoletes e começo a acreditar que é verdade, que não temos um "chefe cozinheiro" à altura.
Sá Pinto afirmou que não estava preocupado. Se não está preocupado então é caso para eu ainda ficar mais peocupado.
Oxalá esteja enganado e que tudo isto não passe duma encenação para não sermos roubados nos primeiros jogos!
Parabéns pelo texto que, a meu ver, não é senão um alerta às hostes...


De Rui Gomes a 5 de Agosto de 2012 às 23:56
Caro Marco Silva,

Obrigado pelas suas palavras. A intenção é precisamente de alerta, porque também sei que o blogue tem leitores «diversos». Como já disse e reitero, dou sempre o benefício da dúvida a qualquer treinador do Sporting o que não implica que esteja de acordo com tudo. Ponderei imenso se deveria ou não escrever este texto e a decisão final foi precipitada pela infelicidade das palavras
«fizemos um jogo de qualidade», face ao que se viu. Enfim, ainda mantenho a esperança de que as coisas irão melhorar e, como também indiquei, tenho muita fé no jovem Labyad. Cumprimentos.


De Rui Gomes a 7 de Agosto de 2012 às 10:20
Pelos vistos, na óptica de alguns somos um género de parasitas sociais e anti-sportinguistas só por nos damos ao direito de raciocinar.


De Fernando Albuquerque a 6 de Agosto de 2012 às 10:03
Prezado Rui Gomes

Por norma não falo sobre as exibições do meu clube. Se não gosto guardo para mim ou comento com os adeptos meus conhecidos.
Também estou preocupado, pois o que tenho visto na TV é simplesmente muito mau, pois nesta altura da pré-época ainda não percebi e se calhar muito mais gente, qual vai ser a equipa base que o nosso treinador vai apresentar dentro de duas semanas no inicio do campeonato. Detesto estes jogos em que entram os jogadores todos do plantel, pois essas avaliações na minha perspectiva devem ser feitas nos treinos e não quando se vai a um torneio .

Para além das más prestações de alguns jogadores as afirmações do nosso treinador parecem-me esquisitas, pois dizer que os jogadores se divertiram depois de perderem com uma equipa que não ficou nos primeiros 10 lugares em Espanha, ou que houve qualidade no jogo, sinceramente não aprecio este tipo de declarações.

Como sempre vamos aguardar com calma os próximos capítulos,
mas algo vai mal no reino do leão.

Cumprimentos------ Saudações leoninas---- Fernando Albuquerque



De Rui Gomes a 6 de Agosto de 2012 às 10:13
Caro Fernando Albuquerque,

O que me levou a escrever o texto foi precisamente a preocupação pelo que se tem visto. Não sou alarmista, por natureza, mas há ali coisas difíceis de compreender. É a minha esperança que a situação melhore rapidamente, nomeadamente a qualidade de jogo. Cumprimentos.


De RP a 6 de Agosto de 2012 às 15:40
Estou de acordo com praticamente tudo o que escreveu neste post. Tambem eu não sou um indefectivel do Ricardo Sá Pinto, nem como jogador, embora tenha simpatia pela pessoa. Já o ano passado enquanto fomos treinados pelo Sá Pinto o nosso clube teve muitas dificuldades em se impôr á maioria dos seus adversários no campeonato português, principalmente fora de casa. Infelizmente desde o dia em que perdemos a final da taça com a Académica, que acho que essa tarde vai deixar marcas na relação adeptos/treinador. Penso que o grande problema da equipa já vem da época passada, criar os desequilibrios no meio campo que permitam criar problemas ás equipas mais defensivas, claro que não ajuda vender o nosso único Nº 10 e penso que se devia aproveitar a pré-epoca para jogarmos com equipas da Liga Portuguesa para podermos afinar automatismos e estarmos preparados quando o campeonato começar.Não nos podemos esquecer que em 90 minutos esta época não marcámos um único golo a 2 equipas da 2ªliga portuguesa. SL


De Rui Gomes a 6 de Agosto de 2012 às 16:11
Penso que agora temos soluções no meio campo e é a minha esperança de que o Labyad venha a dar a criatividade que Matias oferecia e que agora não temos. Como citei no post, além de algumas opções, a chave é uma definição mais plausível no modelo de jogo, que nos proporcione maior solidez defensiva e, sobretudo, fluidez e profundidade ofensiva. Apesar das minha preocupações, espero que se consiga rectificar rapidamente o que está menos bem. Direi até, que temos um plantel melhor e mais polivalente do que na época passada. Cumprimentos.


De Jose Manuel Barroso a 6 de Agosto de 2012 às 22:41
Meus caros: com amigos destes, com gente desta fé, mais vale ter inimigos! Pobre do Chelsea que perdeu o ultimo jogo de preparação com um clube mediano! Pobre do Real Madrid, que ganhou de carambola a última amistosa, com um clube menor. Segundo parece, o sr. Abramovitch e o sr. Florentino Perez já pediram asilo político na embaixada mais próxima da porta de casa. O nosso lema, a de alguns sportinguistas, deveria ser: 'gente de pouca fé, com muito orgulho'. Parece que, por força de alguns jogos medíocres de teste a novos jogadores, o Sporting teve muita dificuldade em gerir a Liga Europa, e até o última parte do campeonato não existiu. Com guerreiros destes, quem ganha batalhas? Eeles até se declaram vencidos, antes de elas terem começado!!! É obra!


De Outside a 6 de Agosto de 2012 às 23:36
As palavras que não tive vontade de escrever.

Muito bem JMB.

Fique bem..sempre.

David


De Rui Gomes a 7 de Agosto de 2012 às 10:09
Não presume ser mais sportinguista do que qualquer outro, só porque há quem recuse dizer àmen a tudo. E quando desejar menosprezar o direito de livre raciocinio de terceiros que entendem que não criticar o que convem ignorar não é sinónimo de fé e devoção, apresente-se com um pouco mais do que disparates lapidares.


De Outside a 7 de Agosto de 2012 às 23:37
Caro Rui Gomes,

Este desabafo/esclarecimento apenas se deve ao facto de me rever nas palavras de JMB.

Não existem uns sportinguistas maiores que outros. Existem diversas formas de viver/acompanhar/pensar o Sporting Clube de Portugal.
E tal não implica nem dizer ámen a tudo de uns nem acreditar na profecia celestina de outros.
Temos a mesma paixão certamente, a mesma fé obviamente. (ponto)

Não obstante, a pré-época não é avaliada em resultados (vitórias/empates/derrotas).
A pré-época, conforme é do seu conhecimento, serve para outras experiências e afirmações, puramente desportivas/organizacionais/metódicas...e também para preencher a vacuidade da imprensa da especialidade.

Em bom português, quero lá saber da pré-época! Tenho uma fé, a ser confirmada, jogo após jogo, oficial.


De Rui Gomes a 8 de Agosto de 2012 às 02:19
O meu comentário até não era exclusivamente dirigido a si, apanhou por tabela. De qualquer modo, a essência do meu ser, como homem e como sportinguista, é de dar todo o meu apoio - e acredite que já dei ao Sporting o que muitos não darão em cinco vidas - o que não invalida questionar determinadas ocorrências de modo construtivo e, como é o meu caso, perdoe a imodéstia, com conhecimento de causa. Não desgosto de Sá Pinto mas ele terá que me convencer que tem algo mais do que «coração de leão», porque apenas isso não vai ser suficiente. Não escrevi o texto por estar preocupado com os resultados da pré-época, em si, mas mais por não ver um fio de jogo consistente na equipa. Já fiz muitas dezenas de jogos de pré-épocas - não obstante até ter a carta de treinador, nunca pretendi exercer essa função, mas também não sou um mero «treinador de bancada» - e sei muitíssimo bem que esse «fio» deve surgir com o passar dos dias, o que ainda não aconteceu. Pela minha postura natural e como desportista, que sempre fui, pessimismo não faz parte do meu vocabulário. Por isso, não tenho esse sentimento quanto aos próximos meses, mas o que tenho visto preocupa-me. Talvez mais do que a muitos pela minha experiência Sporting, em que verifico os mesmos erros a serem cometidos ano, após ano, após ano.
Porquê ?...Porque a mentalidade não muda e enquanto ela não mudar, vamos ter mais do mesmo.
Seja da SAD ou do treinador ou até da Direcção, não gosto como o caso Adrien está a ser tratado, não gosto como o Onyewu está a ser marginalizado, com o intento, penso eu, de o persuadir a abdicar do contrato e aceitar novo clube. Não gosto como só adversários francamente inferiores foram contactados para estes amistosos. Deveria ter existido um gradual aumento do grau de dificuldade. O Olimpiacos poderá proporcionar algo disso, mas os outros até há data não. Antes de escrever a crónica, já sabia que não agradaria a todos e estou sempre receptivo ao debate aberto, com fundamento nos factos e não apenas em ideologias.


De Jose Manuel Barroso a 11 de Agosto de 2012 às 21:13
«Disparates lapidares», Rui? Acha que devo responder no mesmo tom? Argumente de novo, mas com delicadeza, meu caro. Qd se parte para essa, na discussão, é pq ficámos nervosos com a argumentação dos outros - é a democracia para mim e não para os outros. O raciocínio é livre, mas pode estar certo ou menos certo, conforme as opiniões. Tudo o que eu contesto, e apenas isso, não é o assinalar-se as coisas menos boas - é o se criar, como foi feito na ultima época do P.Bento, um ambiente desfavorável e de descrença, muito ao gosto dos nossos adversários. E criarmos nós, quando tanto nos queixamos dos comentaristas e depois os seguimos na onda sempre crítica do Sporting. Isto é, do NOSSO clube. Por isso os nossos adversários principais dizem de nós: «eles nem precisam de adversários, têm-nos dentro de casa». O que é comum no Sporting é confundir-se a diferença de opiniões com a leveza das opiniões: uma espécie de inteletualismo baboco, em que se fala das coisas por falar e se ama o masoquismo.


De Rui Gomes a 11 de Agosto de 2012 às 22:29
Primeiro e sobretudo, respondi, por outras palavras, na minha SEGUNDA resposta aos seus comentários, no mesmo tom que incorporou nas suas injustificaveis e desnecessárias inferências, totalmente fora do contexto do escrito, que se limitou a fazer uma análise construtiva da minha percepção do corrente estado das coisas. Se algo me enervou foi isso e não qualquer argumentação sua sobre os dados citados, uma vez que nem sequer os contestou, factualmente . Entendeu que queria ser dono da moral e da razão e desdobrou o texto com uma interpretação que sustentasse essa sua posição. A «leveza» das suas opiniões incluiu o seguinte:
1. «Com gente desta fé, mais vale ter inimigos».
2. «Com guerreiros destes, quem ganha batalhas ?».
3. «Estes já se declararam vencidos, antes de elas terem começado».
4. O nosso blog chama-se «És a nossa Fé». Se o quiserem mudem para «És a nossa dúvida».
5. «Gente de pouca fé, com muito orgulho».
E mais...mas estes exemplos servem.
É por de mais evidente que se recusa compreender, ou compreende mas não aceita, porque não satisfaz a sua preferência. Não admito de ninguém, muito menos de si que nem sequer me conhece, que questione a minha forma de ser e estar, em geral, e como sportinguista, em particular. Toda a minha vida lutei batalhas fora e dentro do foro desportivo, e não será a sua mera insustentável opinião que alterará essa realidade. Era a minha preferência não voltar a abordar este assunto mas, lamentavelmente, não me permitiu essa opção. Admito qualquer debate sobre os factos, em contexto, dispenso sermões que nem do pai aceitaria. Em inglês temos por hábito dizer: «my way or the highway, simply does not work for everyone. Live and learn !».


De Fernando Albuquerque a 7 de Agosto de 2012 às 17:00
Prezado Sr. José Manuel Barroso

Apenas lhe quero dizer o seguinte. Admito todas as criticas em relação ao meu ponto de vista sobre o que aqui escrevi. Vai-me perdoar mas se o Senhor é do SCP eu também sou desde que nasci. Detesto ver o meu clube servir de gozo nos jornais , como está a ser por exemplo com a renovação do Adrien . Não gostei das declarações do nosso treinador sobre os jogos realizados. Sabe porque digo isto ? Acho eu, que os jogadores devem jogar apenas futebol dentro das quatro linhas e para se divertirem não é o local adequado. Acho eu, que não vi e pouca gente viu qualidade nesses jogos, contra equipas muito abaixo das nossas possibilidades.

E já agora não me interessa os exemplos que citou. Pois quem me dera que o meu SCP , fosse campeão da Europa, e campeão do meu País, como é o caso das equipas referidas. O problema é que desde 2001/2202 que não vejo o meu SCP ser campeão e o que vejo são os anos passarem e e nós até já nem lutamos pelos primeiros lugares, pois para mim ficar em quarto é uma vergonha.

Pode ter a certeza que voltarei a escrever, se Deus quiser, e espero que seja a falar em êxitos do meu SCP e não em torneios, com 200 pessoas a assistir.

Saudações leoninas Fernando Albuquerque


De Jose Manuel Barroso a 11 de Agosto de 2012 às 16:35
Meus caros: não viram o Sporting-St Étienne? Não leram o que a crítica escreeveu, sobre o jogo da equipa, num jogo da pré (PRÉÉÉÉ!!) época? Não viram o Sporting jogar bem, com fio de jogo (ao contrário do que diz o Rui Gomes) e tal que a equipa contrária teve largos monentos da partida que nem tocava na bola? Esse - que foi o jogo mais a sério da pré-temporada - não serviu para concluir nada? Só os joguinhos de Espanha é que deram para tal? Que sabemos nós sobre a novela Adrien oi sobre a situação do Oguchi? Acha o caro Fernando que os jornais não tiram partido de escândalo sobre o Adrien (reparem como eles tratam respeitosamente o caso do portuense Palito!)?
Outra coisa: então vcs podem escrever dececionadamente sobre o Sporting da pré e eu não posso discordar? Quando foi que eu disse que vcs eram maus sportinguistas? Apenas disse, e reitero, que fazem o jogo dos inimigos com críticas mal construídas e baseadas em jogos de experiência. Deixem a época começar e depois falem, com a equipa estabilizada e a jogar em hora de verdade.
O nosso blog chama-se «És a nossa fé».Mas, se o quiserem mudar para «És a nossa dúvida», ok. Eu refundarei o outro.
Repito: nenhum exército ganha guerras com as dúvidas da retaguarda.


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