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És a nossa Fé!

Os nossos ídolos (11): Peter Schmeichel

 

Último ano do século e do milénio, 1999. Começo de outro século e de outro milénio com o ano 2000. O meu primeiro ano enquanto adepto do Sporting Clube de Portugal. Não sei se nasci Leão, como se costuma dizer, sei apenas que em 99 quando comecei a ver bola era um leão ferrenho. Um catraio que delirava com os primeiros jogadores que viu jogar de verde e branco. Beto, César Prates, Duscher, Pedro Barbosa, Delfim, De Franceschi ou Acosta são alguns dos nomes desse momento ancestral na minha ligação ao Sporting.

 

Nesta altura, já sabem quem falta: a estrela da companhia da equipa de 99/00, Peter Schmeichel. Sem margem para dúvidas, e apesar da concorrência de qualidade, ele continua a ser o meu ídolo verde e branco. Lembro-me, apesar da minha tenra idade, da euforia aquando da sua chegada. Não podia ser de outra forma, o Sporting acabava de contratar um dos melhores guarda-redes da Europa ao Man. United, clube no qual havia ganho tudo o que há para ganhar e onde se tinha consagrado como um dos melhores de sempre na baliza. Schmeichel enchia a baliza, apresentava a experiência de um jogador com 36 anos, destoava dos seus colegas do alto do seu 1 metro e 93 num país de rodas baixas e de cabeça loira num país de feições mais mouriscas.

 

O motivo da sua chegada deu sempre azo a muita conversa, sendo que uma das teses mais repetidas é a que refere a vontade do gigante dinamarquês de jogar num campeonato menos competitivo e menos cansativo que o inglês após 8 anos num ritmo de 3 jogos por semana, que lhe valeram 15 troféus. Também se diz que o sol português deu uma ajudinha no casamento. Não negando estes factos, quer parecer-me que o nome e história do Sporting também foram importantes no processo liderado por Luís Duque.

 

Peter Schmeichel, desde cedo se percebeu, vinha para ser o titularíssimo da baliza leonina e nesse papel fascinou-nos (e, por vezes, assustou-nos) com o seu estilo pouco ortodoxo e hiperbólico. As suas defesas eram um regalo para a vista e a forma como incutia medo aos seus colegas com o seu génio era única, que o digam Beto e André Cruz. A forma destemida de lidar com os adversários fazia com que estes tremessem quando se deparavam com a sua imponente figura pela frente.

 

No último jogo da época 99/00, em Paranhos contra o Salgueiros, a cara de felicidade de Schmeichel espelhava aquilo que sentiam milhões de adeptos e muito recentemente, num regresso a Portugal, o gigante voltou a lembrar essa noite e a recepção que a equipa teve em Lisboa. Nas duas épocas em que jogou no Sporting, registam-se 65 jogos, um Campeonato e uma Supertaça Cândido Oliveira e não menos importante que isso, ter Peter Schmeichel como guarda-redes significa ter um dos nomes mais sonantes do futebol mundial como jogador desta mui nobre instituição que é o Sporting Clube de Portugal. 

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