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És a nossa Fé!

Os nossos ídolos (7): Beto Acosta.

 

Escolher um ídolo do nosso Sporting é uma tarefa mais árdua do que parece. Porque a cada momento há um jogador que nos empolga, seja pelo que faz em campo ou fora dele, seja em que modalidade for. Pensando um bocadinho sobre o assunto, foram cinco os nomes que me vieram à cabeça, cinco verdadeiros ídolos: Iordanov, Balakov, João Benedito, André Cruz e Acosta. Do primeiro o Bernardo disse tudo. O segundo foi o homem que me mostrou como o futebol pode ser bonito. O terceiro, por personificar o Sporting. O André Cruz pela classe e por me inspirar na minha curta carreira de jogador. Peço-lhes desculpa a todos, mas irei falar do Acosta.

 

Alberto Acosta chegou ao Sporting em circunstâncias pouco normais: já tinha jogado na Europa e na Ásia, era um ídolo no San Lorenzo e Universidad Católica, internacional argentino com taças ganhas e, o mais estranho, tinha 32 anos. A idade havia de o marcar no primeiro ano de Sporting, em que marcou três golos e era o maior alvo das minhas críticas, eu que via ali um jogador velho e gordo, que não se mexia e não marcava golos. Uma nódoa, um jogador acabado para o futebol. No final da época era o maior alvo de contestação dos sportinguistas, e tudo indicava que iria para outras paragens. Não optou pela via mais fácil e ficou por cá, num início de época em que disse dever mais e melhor aos sportinguistas, e afirmou que ia ser campeão. A primeira prova de carácter.

 

Começou 99/00 a titular, e eu a praguejar (sem palavras feias, que ainda era um garoto). Primeiro jogo, primeiro golo. Deve ter sido sorte, até porque não jogou de início os jogos seguintes. Regressa à titularidade, outro golo. O resto é história: 22 golos e o Sporting campeão, algo impensável numa época em que Jardel marcou 37 golos lá para o Norte. Quem não se lembrar daqueles dois ao Carnide, na Luz, daquele golo com assistência do Secretário ao fcp e daquele amassar da cara ao Paulinho Santos, ou é mentiroso ou não é do Sporting. Aliás, o golo em que, vendo-se na cara do Baía, remata de fora da área, em vez de ir para a finta como a maioria dos avançados, diz tudo sobre um jogador que só queria, e sabia, marcar golos, sem truques nem enfeites. Beto Acosta não era um jogador normal: era um matador.

 

Não marcou no jogo do título, mas é nele que eu vejo a responsabilidade de eu ver um Sporting campeão pela primeira vez na minha vida. E é por isso que o Acosta é o meu ídolo, aquele que me fez feliz como nunca ninguém antes por ser do Sporting. Beto Acosta, és o nosso matador!

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