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És a nossa Fé!

Os nossos ídolos (6): Carlos Gomes

 Pioneiro da "gravidez" no futebol

 

O miúdo estava sentado ao lado do avô na bancada central do Campo Estrela, em Évora, a assistir ao encontro entre o Lusitano local e o Sporting. O desejo pela vitória do seu Lusitano era uma constante sempre que algum dos “grandes” visitavam a capital alentejana. Naquele dia, Caraça, José Pedro, Falé, Paixão e outros fartaram-se de rematar à baliza do Sporting e o jogo terminou em zero a zero. Um nulo que se ficou a dever às extraordinárias e quase impossíveis defesas que o guarda-redes dos “leões” acabara de fazer.

 

Num certo momento do encontro, Carlos Gomes estava encostado a um poste onde acabara de bater com as botas para extrair a lama e, eis que, de repente, há um remate de um lusitanista a uns 40 metros e ele voa autenticamente até ao poste contrário socando para canto.

O miúdo era eu.

Escusado será escrever que o Carlos Gomes começara a ser o meu ídolo porque nunca imaginei, com apenas 10 anos, poder assistir a um jogador tão soberbo a defender a baliza. Ágil, seguro e destemido. O nome de Carlos Gomes nunca mais me saiu da cabeça e o primeiro cromo que pretendia colar na caderneta era sempre o dele.

 

Todavia, a loucura do miúdo por Carlos Gomes só ficaria enraizada quando, num belo dia, o avô o levou a Lisboa para visitar, pela primeira vez, a antiga Feira Popular, onde hoje está situada a Fundação Gulbenkian. Decorria o ano de 1958, o motorista do avô do miúdo era sportinguista e pediu autorização ao patrão para o levar ao futebol. E assim, no meio da multidão verde e branca, sob o signo do leão, o miúdo assistiu a mais um punhado de defesas monumentais do guarda-redes e à euforia dos festejos da vitória do Sporting como campeão nacional.

O Sporting venceu o campeonato e eu sagrei-me sportinguista para todo o sempre, nunca esquecendo o meu ídolo Carlos Gomes, o homem das defesas mágicas que realizou 221 jogos ao serviço do clube e consagrado com a conquista de cinco campeonatos.

 

 Carlos Gomes (segundo à esquerda, em pé) numa equipa do Sporting ainda com alguns 'violinos', como Vasques e Travassos

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